Arquivo da tag: Eduardo Campos

Fátima lembra Eduardo Campos em noite de “governadora”

A senadora e pré-candidata ao governo estadual, Fátima Bezerra (PT), comemorou mais um aniversário no Clube dos Empregados da Petrobras (CEPE), em Nova Parnamirim, como faz há alguns anos.

Fátima comemorou aniversário ao lado de correligionários e em clima de otimismo (Foto: divulgação)

Foi à noite dessa sexta-feira (18), com atrações musicais e clima de campanha. Em todas as pesquisas de opinião pública já divulgadas, desde ano passado, a senadora aparece em primeiro lugar na preferência ao governo.

“Governadora, governadora!” e “Lula livre!” foram as palavras de ordem mais ouvidas na comemoração.

“Não vamos desistir do povo do RN e do Brasil”, disse a senadora em discurso, lembrando frase do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), que morreu em acidente aéreo em plena campanha à Presidência da República, em 2014:

– “Não vamos desistir do Brasil!”

* O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba-PR, também abraçou a frase de Eduardo Campos em novembro do ano passado (veja AQUI).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Ex-deputada anuncia mudança do PSB para o PSDB

A vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado filia-se nesta segunda-feira (2) ao PSDB, em evento marcado para à tarde de hoje (veja AQUI) em Natal.

Ela e seu grupo saem do PSB, pelo qual participaram das últimas campanhas municipais e estaduais.

Ela emitiu nota sobre essa migração, dirigida a correligionários. Veja abaixo:

 

Sandra: mudança (Foto: Edilberto Barros)

Meus amigos, minhas amigas.

O dinamismo da vida pública nos convida a novos desafios. E nos ensina o exercício da gratidão. É com esse sentimento que me despeço – de cabeça erguida – do PSB. Para sempre levarei o legado de convivência democrática, inspirada no eterno exemplo de coragem e lealdade de Miguel Arraes, Ana Arraes – afastada da política partidária, exercendo atualmente a função de ministra do Tribunal de Contas, e Eduardo Campos, além dos companheiros com quem convivi no Rio Grande do Norte.

O dever político nos convoca a um novo momento partidário, com os mesmos ideais a favor do povo.  O PSDB honra a tradição democrática e é onde nos somamos, a partir de agora, para continuarmos firmes na defesa dos princípios norteadores da nossa atividade política.

Convido nossos amigos a se juntarem em mais essa jornada democrática, movida pelo compromisso de, com antigos e novos correligionários, devolver ao nosso Estado o respeito e construir um país melhor, mantendo vivo o ideal de Eduardo Campos: “Não vamos desistir do Brasil!”.

Sandra Rosado

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter clicando AQUI e o Instagram clicando AQUI.

Juiz do RN será relator em processo da Operação Turbulência

O Juiz Federal potiguar Ivan Lira de Carvalho, convocado para o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF), será o relator do processo que envolve o primeiro pedido de habeas corpus de réu da operação Turbulência, deflagrada no dia 21 de junho e que trouxe denúncia de um suposto esquema de lavagem de dinheiro desdobramento da Lava Jato com movimentação de R$ 600 milhões.

Ivan Lira de Carvalho: relatoria (Foto: Web)

Segundo as investigações parte desses recursos teriam sido usados para compra do avião Cessna Citation, que transportava o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, quando veio a falecer no acidente.

Pedidos

Na tarde de hoje, na Segunda Turma do TRF5 será colocado para julgamento o pedido de habeas corpus de Apolo Santana. Além dele, os outros três presos dessa operação já fizeram pedido semelhante e os processos também serão relatados pelo magistrado Ivan Lira.

A Segunda Turma é presidida pelo Desembargador Federal Paulo Roberto de Oliveira Lima e tem como integrante o Juiz Federal convocado Ronivon Santiago, além do Juiz Federal potiguar Ivan Lira.

Com informações da JFRN.

Wilma anuncia saída do PSB e convoca aliados para novo rumo

A ex-governadora Wilma de Faria (PSB) utilizou as redes sociais oficiais no final da manhã desta terça-feira, 02, para se pronunciar sobre sua saída do PSB, partido ao qual comandava há 22 anos.

Veja NOTA:

“A perda trágica e repentina de Eduardo Campos, em 2014, deixou um vazio político no país – e o PSB acéfalo.

A nova direção nacional do partido, composta sem muita discussão, não tem conseguido manter a estatura a que tínhamos chegado.

Ex-governadora convoca aliados a seguirem outro caminho partidário (Foto: cedida)

Os últimos acontecimentos, voltados para a recomposição do partido no Rio Grande do Norte e em outros estados, demonstram que o PSB que eu ajudei a construir em uma trajetória de 22 anos – aquele PSB de Eduardo Campos, de Miguel Arraes, de Roberto Amaral, de Luiza Erundina e de tantos outros companheiros valorosos, não existe mais. Deu lugar a uma sigla pautada por práticas antidemocráticas com as quais não me identifico e em que não vejo respeitadas suas próprias afirmações programáticas.

Sempre fui a favor da vinda de novos quadros e novas lideranças para o partido. Eu mesma ajudei a promover o crescimento que nos levou a ser um dos maiores partidos do estado. E nunca fechei questão sobre a permanência na direção estadual.

Falta de identidade

O que não se pode aceitar é a forma `kafkiana’ – desrespeitosa, sem diálogo, com atropelos e com imposições inimagináveis com que um grupo local armou, com inexplicável respaldo da presidência nacional, para apropriar-se do partido no nosso estado. Pessoas sem qualquer identidade programática nem compromisso com as nossas bases e que agiram de forma oportunista, aproveitando o exato momento em que me submeti a um tratamento de saúde.

Diante dessa situação, não me resta alternativa a não ser retirar-me do partido e conclamar meus companheiros a fazerem o mesmo.

Se os atuais dirigentes do PSB não têm compromisso com a sua história, eu tenho com a minha. Nunca fui de ceder a arranjos nem de aceitar imposições.

Deixo o partido que ajudei a construir – com 4 mandatos de prefeito em Natal e 2 de governador do estado – para preservar uma história de vida dedicada ao bem comum dos norte-rio-grandenses.

Novos caminhos

Nos próximos dias estarei em entendimentos com os nossos companheiros de luta, com as lideranças de todo o estado, e com os diversos partidos que respeitosamente nos abrem as portas.

Após isso, anunciarei o caminho que vamos seguir, cujo rumo será, sempre, o da correção, da lealdade e da construção de um Rio Grande do Norte melhor para se viver.

Estou tranquila e convicta de que estamos tomando a melhor decisão para meus correligionários, meus companheiros e para o povo do Rio Grande do Norte.

2016 será um ano de muitas lutas. E essa decisão é um primeiro passo, ousado, de independência e de reafirmação da nossa coragem para seguir em frente.

Obrigada a todos”.

Wilma de Faria – 02/02/2016

Veja bastidores políticos em nosso Twitter clicando neste link: www.twitter.com/bcarlossantos

Pessebistas do RN prestigiam evento sobre Eduardo Campos

Um ano após a tragédia que tirou a vida do ex-governador , presidente do PSB e presidenciável Eduardo Campos, lideranças de todo o país se reúnem hoje em Recife (PE) para homenageá-lo, justamente no dia que  ele completaria 50 anos de idade.

As ex deputadas de Mossoró, Sandra e Larissa Rosado, ambas pessebistas, estiveram presentes em cerimônias que festejaram a vida de Eduardo, como quis a família do ex-governador.

A ex-governadora Wilma de Faria, deputado Tomba Farias e outros pessebistas potiguares também prestigiam a programação.

As deputadas além de filiadas ao partido de Eduardo Campos, eram amigas pessoais do presidente do partido que esteve presente em Mossoró por diversas vezes a convite das duas.

“A saudade é imensa, mas o exemplo de Eduardo segue firme. Seu legado jamais será esquecido”, afirma Larissa Rosado, lembrando que umas das principais características de Eduardo era a humildade.

Com informações da Assessoria de Larissa Rosado e outras fontes.

PSB/RN discute fortalecimento com lideranças do Agreste

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Rio Grande do Norte, presidido pela ex-governadora Wilma de Faria, realizou mais um evento regional nesta sexta-feira, 07. O encontro de lideranças da região agreste aconteceu na Câmara Municipal de Santo Antônio nesta tarde e reuniu prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, presidentes de diretórios locais, secretários municipais, além de representantes de outros partidos aliados.

Wilma de Faria falou para lideranças da região e lembrou Eduardo Campos (Foto: divulgação)

Esses eventos são importantes para analisarmos o que vem acontecendo no nosso país, estado e municípios. Estamos vivendo dias difíceis. Disseram coisas na campanha bem diferentes das que estamos tendo agora, com essa inflação e recessão. Mesmo quem não gosta de política, precisa participar! E o nosso PSB tem papel importante”, disse Wilma de Faria.

Filiações

“Nosso saudoso presidente, Eduardo Campos, alertava para o que está acontecendo e precisamos seguir sua orientação em busca de dias melhores para o nosso povo. Vamos fazer esse trabalho de educação política em todo o estado. Não sou mulher só de sonhar. Trabalho muito. Não se derruba quem é idealista, quem vai à luta e quem tem confiança do povo”, observou a líder do PSB.

Na ocasião, foi discutido o planejamento estratégico da agremiação partidária e o trabalho para conquistar novas filiações.

Estavam presentes a deputada estadual pelo PSB, Márcia Maia, os prefeitos pessebistas Nivaldo Melo (Baía Formosa) e Cid Arruda (Nova Cruz), além do peemedebista Luiz Franco Ribeiro (Santo Antônio) e Erço Paiva (do PR de Arez), assim como outras lideranças dessas cidades e também de Lagoa D’anta, Passa e Fica, Serra de São Bento, Monte das Gameleiras, Serrinha, Lagoa de Pedras, Boa Saúde, Passagem, Jundiá, Várzea, Brejinho, Monte Alegre, Lagoa Salgada, Espirito Santo, Campestre, Montanhas, Pedro Velho, São José de Mipibu, Pedro Velho.

Câmara reduz maioridade penal em nova votação

Do UOL

A Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, na madrugada desta quinta-feira (2) a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para crimes hediondos, para homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Na nova sessão, 323 deputados foram a favor, 155 deputados votaram contra a redução da e houve ainda 2 abstenções.

O texto “mais brando” votado nesta sessão foi considerado uma “pedalada regimental” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para reverter a rejeição da proposta votada na sessão da madrugada de terça para quarta. Na madrugada de quarta, outro texto que propunha a redução da maioridade foi rejeitado pelos deputados por cinco votos. Eram necessários 308 votos a favor para a aprovação de uma emenda constitucional.

O texto aprovado na sessão iniciada nesta quarta-feira (1º) prevê a redução da maioridade para 16 anos para jovens que cometerem crimes hediondos, homicídio doloso (com intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte. A diferença em relação ao texto derrotado na sessão de terça-feira foi a retirada de tráfico de drogas, de terrorismo e de roubo qualificado do rol de crimes que faria o jovem responder como um adulto.

A emenda aglutinativa foi acordada entre PMDB, líderes da oposição e deputados favoráveis à redução da maioridade penal e sofreu críticas do PT, PC do B e PSOL.

“Cada vez que alguém que está na presidência tem uma opinião sua derrotada em uma votação democrática, ele pode articular uma maioria de novo, fazer um novo substitutivo e provocar uma nova votação. Retirando uma palavra, retirando um artigo. Nós teríamos múltiplas votações até que a vontade de quem dirige seja uma vontade vitoriosa”, afirmou o vice-líder do PT na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), criticando Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Nas falas que defendiam a redução da maioridade penal, diversos deputados chamavam o “clamor das ruas” em defesa da aprovação do texto. Cerca de 87% dos brasileiros apoiam a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, segundo pesquisa de opinião feita pelo Datafolha no último dia 22 de junho.

Agora é com ela mesma (Marina)

Efeito “Eduardo Campos (PSB)” já rendeu para inflar candidatura de Marina Silva (PSB).

Dentro do prazo que este Blog tratou o assunto cá e em seu endereço no Twitter (AQUI): quinze dias e um pouco mais. Um pouco mais, vá lá.

Agora é com ela mesma: Marina.

A subida estratosférica da vice que foi convertida em candidata à Presidência da República tem explicações fáceis.

Ela saltou para o alto com o capital cumulativo de Eduardo, falecido no dia 13 de agosto último.

Nutriu-se com a comoção nacional, acima dos partidos e paixões/ódios.

Resgatou capital próprio, que em parte se escondia no universo dos indecisos.

Avançou preferencialmente sobre o manancial de votos de Aécio Neves (PSDB), que despencou para patamar distante.

Agora é com ela mesma.

Ela e Dilma Rousseff (PT).

A fiadora da reviravolta na eleição presidencial

Por Bruna Serra, do Recife-PE (Congresso em Foco)

Quase 3 mil pessoas se apertavam no salão principal de uma casa de eventos no bairro do Derby, Zona Norte de Recife. Cinegrafistas, fotógrafos e repórteres formavam uma barreira humana desde a calçada. Todos ávidos por uma declaração, uma frase, uma palavra de Renata de Andrade Lima Campos, que naquela segunda-feira cinzenta, de 18 de agosto, completava 47 anos.

Aniversário lembrado sem comemorações, um dia após o enterro do marido, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), morto cinco dias antes – vítima de um desastre aéreo em plena campanha à Presidência da República, ao lado de quatro assessores e dos dois pilotos.

Renata: firmeza na dor (Foto: reprodução)

Arrastada pela tragédia para o centro das discussões sobre o rumo da sucessão presidencial, Renata não esmoreceu no luto. Confortou quem procurava consolá-la, manteve a sobriedade da família e assumiu o protagonismo do marido.

Sempre discreta, mas influente, tornou-se a fiadora da chamada “terceira via” na corrida pelo Planalto ao avalizar a condução de Marina Silva (PSB), até então vice de Eduardo, à cabeça da chapa. Renata só não virou a vice de Marina porque não quis. Alegando que tinha de cuidar dos cinco filhos, recusou o convite feito pela direção nacional e apoiou a indicação do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) para a vaga.

A reunião daquele dia havia sido marcada pelo marido, que viria de Fortaleza para o aniversário da esposa e aproveitaria a parada em Recife para comandar um encontro com o PSB local. Renata manteve o compromisso e o conduziu pessoalmente. Legítima herdeira do capital político de Eduardo Campos, ela estava ali, menos de 24 horas após o enterro do companheiro, para dar um recado claro ao partido e aos seus adversários.

Mudança radical

“Pode parecer que o nosso maior soldado não está na luta, mas seus sonhos permanecem vivos”, discursou Renata. “Fique tranquilo, Dudu. Teremos a sua coragem para mudar o Brasil. Não desistiremos do Brasil. É aqui onde cuidaremos dos nossos filhos”, destacou a ex-primeira-dama, referindo-se ao marido, levantando o público naquela manhã. A pacificação do partido, conduzida pela viúva, provocou uma reviravolta na disputa eleitoral.

Três semanas após a tragédia, a sucessora de Eduardo Campos aparece nas pesquisas como favorita à sucessão presidencial. Antes da entrada de Marina na disputa, o cenário era favorável à reeleição, ainda no primeiro turno, de Dilma Rousseff (PT).

Com gestos e palavras, a auditora do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de Pernambuco acalmou os ânimos no partido – dividido entre os simpatizantes e os adversários internos de Marina Silva, abrigada pelo PSB depois de não conseguir criar o seu partido, a Rede Sustentabilidade, a tempo de disputar as eleições de 2014. E deu continuidade ao projeto de poder de uma legenda que, embora com bancada reduzida no Congresso, com apenas 26 deputados e quatro senadores, tem crescido de maneira rápida e atualmente conta com cinco governadores e mais de 150 prefeitos espalhados pelo Brasil.

Dudu, como ela o chamava, e “dona Renata”, como ele a tratava carinhosamente, compartilhavam visões muito próximas de vida, política e poder. Combinavam doses de idealismo com outras de pragmatismo. Eduardo costurou alianças improváveis. Trouxe para o PSB, um partido historicamente de centro-esquerda, figuras com trajetória em legendas conservadoras, como o antigo PFL, hoje DEM.

O ex-governador reforçava, assim, seus palanques com fortes cabos eleitorais estaduais. Esse pragmatismo, que tinha o aval de Renata, opunha o grupo político do ex-governador pernambucano ao de Marina Silva. E também era alvo de críticas de antigos aliados, que questionavam o seu discurso em defesa de uma “nova política”.

Discrição e força

A força demonstrada durante o velório do marido pode ter dado à Renata uma popularidade que Eduardo Campos ainda perseguia, acrescentada de uma pitada de comoção. Nos oito anos de mandato do marido, ela fez intervenções em favor de políticas públicas em favor da saúde das mulheres e da arte pernambucana em todas as suas facetas.

O convívio deles  não se resumia ao namoro, iniciado quando ele tinha 15 anos e ela, 13. Os dois estudaram juntos na Universidade Federal de Pernambuco. Lá começaram a militância política no movimento estudantil. Casados por 21 anos, faziam política juntos: um mandato de deputado estadual, três de federal e uma passagem pelo Ministério da Ciência e Tecnologia até chegar ao governo estadual, por duas gestões consecutivas.

“Vice-governadora”

Centralizador, Eduardo Campos decidia cada detalhe não apenas da sua, mas da campanha de vários aliados. Chamava para si a deliberação de todo e qualquer caminho que sua base política tomaria, deixando pouco espaço para o surgimento de novas lideranças dentro do PSB. Esse perfil o impediu de preparar um sucessor político natural, função que, ao menos por enquanto, caberá à Renata.

A vida a dois fez com que ela se tornasse a maior incentivadora e conselheira do marido. Quase nenhuma decisão era tomada por Eduardo sem que a opinião de Renata fosse levada em consideração. No governo do marido, ela formou um importante grupo político.

Nos bastidores, era chamada de vice-governadora. Presente em quase todos os eventos do Estado, sempre tinha lugar de honra nos palanques do então governador.

Veja material completo AQUI.

Blink: a decisão num piscar de olhos

Por Francisco Edilson Leite Pinto Junior

“Um morto despertou os vivos”

(Carlos Lacerda)

Blink! E num piscar de olhos, vi na minha frente: Guimarães Rosa, Lulu Santos e o filósofo grego Heráclito. O primeiro, no seu Grande Sertão: Veredas, que disse: “A vida não é entendível; viver é negocio muito perigoso”; o segundo canta até hoje, em verso e prosa, que “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia: tudo passa; tudo sempre passará”; e o terceiro que filosofava na Grécia antiga ensinando:

“É impossível banhar-se duas vezes no mesmo rio”…

Pois é caro leitor, é inútil querer entender esse mundo e os seus habitantes.

Mas, mesmo assim, sem entender o mundo, temos que admitir que o ser humano é realmente fantástico, e é inegável que Deus estava muito inspirado, quando pegou um monte de barro e fez dele a sua maior obra, com um cérebro e essa coisa chamada de inconsciente adaptável, que foi muito bem descrita, no livro BLINK, do autor Malcolm Gladwell:

“A única maneira pela qual os seres humanos poderiam ter sobrevivido como espécie por tanto tempo é que eles desenvolveram um tipo de dispositivo para tomada de decisões, capaz de fazer julgamentos muito rápidos com base em muito poucas informações… O inconsciente adaptável faz um excelente trabalho de avaliar o mundo, alertar a pessoa em caso de perigo, definir metas e iniciar a ação de maneira sofisticada e eficiente”.

Getúlio caricaturado por chargista Nássara

Pois bem! Entre uma piscadela e outra dos meus olhos, foi inevitável, diante dos últimos acontecimentos não pegar o livro “Depoimentos” de Carlos Lacerda, e abrir no capítulo XII:

Na noite de 23 para 24 de agosto, estávamos em casa de Joaquim Nabuco… abriram champanha, começamos a comemorar. Soubemos que Getúlio já tinha renunciado àquela altura. Até que, já de manhã, não me lembro bem a hora, alguém telefonou anunciando o suicídio. É evidente que houve aquele momento assim, de não sei bem como definir o sentimento, em todo caso, não era de alegria; era um sentimento de pena do homem, da tragédia humana, da tragédia pessoal do homem, de imaginar a agonia em que um homem deve estar para chegar a dar um tiro no coração… para quem tivesse um mínimo de sensibilidade, via que o que tinha acontecido no Brasil era o que aconteceu no drama de Shakespeare – Júlio César. A mesma multidão que aclamava Brutus e os assassinos de César, quando Marco Antônio fez seu discurso com o cadáver nos braços, começou a pedir a morte dos que tinham matado César. Foi assim que passei de vítima a assassino de Vargas”…

Tudo isso aconteceu há sessenta anos, em 1954. E não se espante, caro leitor, que estejamos vivenciando tudo novamente. Nietzsche e o seu cérebro privilegiado, de inigualáveis aforismos, já tinha nos alertado:

Esta vida, como você a está vivendo e já viveu, você terá de viver mais uma vez e por incontáveis vezes; e nada haverá de novo nela, mas cada dor e cada prazer e cada suspiro e pensamento, e tudo o que é inefavelmente grande e pequeno em sua vida, terão de lhe suceder novamente, tudo na mesma sequencia e ordem – e assim também essa aranha e esse luar entre as árvores, e também esse instante e eu mesmo. A perene ampulheta do existir será sempre virada novamente”.

E de repente, a perene ampulheta do existir virou mesmo. Dor, prazer, suspiro, pensamentos e acordamos com a notícia; “O avião caiu. Eduardo Campos morreu!”. Tudo como se fosse orquestrado pelo maestro chamado destino. Maktub! No mesmo dia da morte do seu avô Miguel Arraes; morre o neto, candidato do PSB a presidência da república. E é sempre no mesmo mês de agosto. Desgosto, tristeza, comoção, perplexidade e uma enorme de uma certa incerteza: “O mistério está em toda parte”. E quem se atreverá a desvendar o futuro a partir de agora?! Quem?!

Futuro que já é presente, ou melhor, já virou passado. E tudo corre e chega tão rápido, que pisco os meus olhos novamente e vejo os números 13 e 12. Não sou muito bom em matemática. Mas, graças a Deus, que esses cálculos são possíveis de serem feitos por qualquer pessoa: 13 do PT; 13 é o dia da morte de Eduardo Campos. 12 anos de governo do PT (oito de Lula e quatro de Dilma); 12 é o capítulo do livro de Lacerda que está sendo reescrito agora…

Longe, muito longe, de querer comparar Marina da Silva com um Marco Antônio, mas a morte de César – assim como a de Getúlio Vargas e agora a de Eduardo Campos-, é capaz de promover mudanças inesperadas e inimagináveis nas nossas vidas. E tudo que se ver não é igual ao que a gente viu há um segundo…

Em 12 dias, Marina da Silva saiu de 21% para 34%. Subiu 13 pontos e iguala aos índices da presidente Dilma. E no segundo turno, o estrago é ainda maior: “O país já não está diante de uma ‘onda Marina’ – afirma o jornalista Josias de Souza, no seu blog-, Mas assiste ao surgimento de um Tsunami eleitoral”.

Blink! Pisco os olhos mais uma vez. E escuto Carl Orff e o seu “Carmina Burana”:

“Oh, Fortuna/ És como a lua/ estado variável/ Sempre crescendo ou decrescendo”… e tudo muda mesmo o tempo todo no mundo… mais uma piscadela, e vejo a mensagem no WhatsApp, do meu colega de turma Fábio Marcelo:

“Pinto! O homem faz planos, mas tudo está no controle de Deus. Se tiver de ser, ninguém vai impedir”…

Blink, blink, blink. Pisco os olhos e corro em direção a minha biblioteca.

Abro a página 39, do Grande Sertão: Veredas e vejo a profética mensagem do amigo Guimarães Rosa:

“Deus é traiçoeiro! Ah, uma beleza de traiçoeiro – dá gosto! A força dele, quando quer – moço!- me dá o medo pavor! Deus vem vindo: ninguém vê. Ele faz é na lei do mansinho – assim é o milagre. E Deus ataca bonito, se divertindo… Viver é negocio muito perigoso!”…

Francisco Edilson Leite Pinto Junior

Momento crucial da disputa à Presidência da República

Com 36% de rejeição, Dilma Rousseff (PT) enfrenta uma ascensão inesperada – difícil de ser freada. Marina Silva (PSB), com apenas 10% de reprovação, galvaniza e atrai intenções de votos da presidente e de Aécio Neves (PSDB).

Avança célere, vendo forte deslocamento dos indecisos em sua direção.

Crescimento de Marina ocorre num momento crucial de qualquer campanha. Faltam pouco mais de 30 dias para o “juízo final”.

Recuperar fôlego não é fácil para quem ficou para trás ou quem estava no topo e começa a ser ameaçado.

A campanha é recheada de acontecimentos incomuns e o “imponderável de almeida”.

A Copa do Mundo arrastou a corrida eleitoral para um estágio lerdo e tudo caminhava para ser como dantes.

A morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB) mexeu com tudo depois daí.

Adversários de Marina Silva precisam ir pro ataque. Mas cuidado!

O erro na dosagem pode gerar efeito contrário, a deificando até às urnas.

E a massa-gente adora vítimas.

Uma perda a mais com a morte de Eduardo Campos

A morte do presidenciável Eduardo Campos (PSB) não causou abatimento apenas pela perda humana, no campo da amizade, às deputadas Sandra (PSB) e Larissa Rosado (PSB).

Candidatas à reeleição à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, ambas – mãe e filha – esperavam fluxo de “reforço” partidário às suas campanhas, sob anuência e comando de Eduardo.

Vida que segue.

Marina tem nome oficializado para substituir Eduardo Campos

Do portal UOL

Em ato de oficialização como candidata a presidente pelo PSB, Marina Silva repetiu nesta quarta-feira (20) frase dita por Eduardo Campos em sua última entrevista antes de morrer: “não vamos desistir do Brasil”.

Em discurso emocionado, Marina agradeceu o apoio do PSB. “Sem Eduardo, temos o que sempre nos uniu: a consciência de onde queremos chegar juntos.” Ela foi aplaudida sob gritos de “Eduardo presente, Marina presidente”.

O nome da ex-ministra no governo Lula e ex-senadora ainda será avalizado em uma reunião protocolar prevista para amanhã com as Executivas dos demais partidos que compõem a coligação. O seu vice será o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS).

Carta

A ex-senadora disse que recebeu uma “carta inventário” de Roberto Amaral, presidente do PSB. “Recebo essa carta como um pedido de acolhimento, muito parecido àquele que fiz a Eduardo Campos, quando, no dia 4 de outubro, foi negado o registro do partido que eu tentava criar. Aqueles que me acolheram buscam também meu acolhimento. Tenho certeza que vocês sabem que o têm.”

Antes de entrar na sede do PSB, Marina havia dito que honraria o projeto de Campos.

“Chego ao PSB com o sentido de responsabilidade, com o compromisso assumido nesses dez meses de intenso trabalho, com a disposição de honrar esse compromisso, de levar adiante juntamente com todos aqueles que estavam construindo esse projeto ao lado de Eduardo, levá-lo adiante com o apoio da sociedade brasileira, que viu revelar-se diante de si o tamanho e a grandeza do político que ele é”, declarou.

Veja matéria completa AQUI.

 

Todos querem “mudança” e mitificam Eduardo Campos na TV

Vi o primeiro dia de propaganda eleitoral na televisão.

Dia, em especial, dos presidenciáveis.

Em boa parte dos programas, a mitificação do falecido Eduardo Campos.

Puro marketing.

Se não em todos os casos, na maioria deles.

“Quer ser bom, morra” – diz a sabedoria popular. De fato. Em campanha eleitoral, também.

Todo mundo é amiguinho, irmão camarada, parceiro e via no falecido candidato do PSB, todos os valores humanos e políticos necessários à “mudança”.

Todos pregam mudança, a propósito. Até mesmo o programa da presidente Dilma Rousseff.

Vamos aos próximos capítulos.

Corpo de Eduardo Campos embarca para velório em Recife

O Globo Online

Os quatro aviões da FAB encarregados de fazer o transporte das sete vítimas do acidente aéreo que matou Eduardo Campos, quatro assessores e dois tripulantes, saíram da base aérea de Guarulhos no início da noite deste sábado. O primeiro avião a decolar foi o C-130 Hércules, por volta das 18h50m, que segue para Aracaju e depois para Pernambuco.

A previsão é que o avião pouse na capital pernambucana por volta das 22h.

Mais cedo, sete carros fúnebres com os restos mortais deixaram o Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo. Curiosos que cercavam o local aplaudiram a saída dos veículos, que seguiam em direção à base aérea de Guarulhos. A previsão inicial era que os voos saíssem por volta das 17h, mas os aviões decolaram somente no início da noite. A Força Aérea Brasileira (FAB) foi encarregada de fazer o traslado dos corpos até os estados onde ocorrerão os respectivos sepultamentos.

Corpos das vítimas são embarcados na base aérea de Guarulhos (Fotos: Michel Filho / Agência O Globo)

Segundo informações do centro de comunicação da FAB, foram colocadas à disposição do governo de Pernambuco.

Além do modelo C-130, foram disponibilizados o C-105 (CASA), com destino a Maringá; C-97 (Brasília), que irá para Governador Valadares (MG) e um C-99, que irá para Pernambuco, com os familiares.

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) informou, no final da manhã deste sábado, que os trabalhos do IML haviam sido concluídos. O atestado de óbito foi lavrado em Santos, no litoral paulista, e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disponibilizou um helicóptero para que o trâmite burocrático fosse agilizado.

Liberação

Cortejo de carros fúnebres em São Paulo

Os atestados chegaram ao IML por volta das 15h, última etapa que faltava para que os restos mortais fossem liberados.

— O governador esteve aqui várias vezes para acompanhar a identificação dos corpos. Não foi um apoio protocolar, foi um apoio de amigo — disse Delgado.

Delgado, que segue para Recife no voo da FAB, afirmou que a expectativa é que os corpos de Campos e dos assessores cheguem à capital pernambucana por volta das 21h.

Pela manhã, Alckmin esteve no IML. Logo depois, por volta das 12h30, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, também chegou ao instituto.

O prefeito de Recife e amigo de Eduardo Campos, Geraldo Júlio (PSB), e os familiares do fotógrafo Alexandre Severo, também permaneceram no local até a liberação dos corpos.

Militantes do PSB e do PPL e admiradores do candidato Eduardo Campos estiveram no local para prestar as últimas homenagens. Muitos deixaram flores nas imediações do instituto.

Eduardo Campos tinha agendado visita a Mossoró

Do Blog Panorama Político

Na concorrida agenda do candidato a presidente da República Eduardo Campos, o líder do PSB já tinha programado uma nova visita ao Rio Grande do Norte.

A coordenação da campanha dele havia definido que no final deste mês ele estaria na cidade de Mossoró, onde cumpriria agenda com a deputada federal Sandra Rosado e a deputada estadual Larissa Rosado, ambas do PSB.

A última vez que Eduardo Campos esteve em Natal foi no dia 11 de julho. Nesse dia ele concedeu entrevista coletiva, visitou o arcebispo de Natal dom Jaime Vieira Rocha e fez uma caminhada no centro da capital potiguar.

Fecomércio e Band Natal adiam debate com candidatos

Devido à morte do candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), em acidente aéreo ocorrido no estado de São Paulo, nesta quarta-feira (13.08), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (FECOMÉRCIO) e a Band Natal (TV) informam que o debate entre os candidatos ao Governo do Estado do Estado do Rio Grande do Norte, no pleito eleitoral de 2014, está adiado.

Aconteceria nesta quinta-feira (14.08), às 22h3o, no Espaço Guinza, com transmissão ao vivo.

Seria mediado pelo jornalista Diógenes Dantas.

Uma nova data deve ser divulgada em breve.

Os debates que aconteceriam simultaneamente em todos os estados do país estão sendo cancelados pela Rede Bandeirantes, já que este fato afeta a diversas autoridades políticas em todo o Brasil, que devem participar das solenidades de funeral de Eduardo Campos.

Eduardo Campos morre no mesmo dia do avô Miguel Arraes

Do portal G1

O candidato a presidente do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morreu na manhã desta quarta-feira (13) após a queda do jato particular em que viajava em um bairro residencial em Santos, no litoral paulista. Campos tinha 49 anos e morreu no mesmo dia que seu avô, Miguel Arraes, que também foi governador de Pernambuco.

Arraes morreu de infecção generalizada em 13 de agosto de 2005.

Em 1987, Eduardo Campos em São Paulo ao lado de seu avô, o então governador Miguel Arraes (Foto: Newton Aguiar/Estadão)

Miguel Arraes de Alencar, de 88 anos, nasceu em Araripe, no Ceará. Filho de pequenos agricultores, estudou direito no Rio de Janeiro, mas concluiu o curso no Recife. Começou a carreira política em 1947, como secretário da Fazenda de Pernambuco.

Três anos depois, foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Democrático.

Governador

Assumiu novamente a secretaria da Fazenda em 1959 e, no mesmo ano, venceu as eleições para a prefeitura do Recife. Miguel Arraes chegou ao governo de Pernambuco em 1962, com o apoio do partido comunista brasileiro. Ele foi responsável, por exemplo, pelo acordo do campo, uma negociação entre os cortadores de cana de açúcar e os usineiros, que criou um salário acima do mínimo para os trabalhadores rurais.

Em 1964, Arraes foi cassado e preso pelos militares e se exilou na Argélia. Só voltou ao Brasil em 1979 com a lei da anistia.

Em 1982, foi eleito deputado federal. Quatro anos depois, governador de Pernambuco, pela segunda vez. Em 1990, deixou o PMDB e criou o Partido Socialista Brasileiro.

De 1994 a 1998 governou o estado de Pernambuco, pela terceira vez.

 

“Imponderável” deve levar Marina a ser candidata a presidente

“O imponderável de almeida”, o imprevisto que redesenha uma história, como nominava Nelson Rodrigues, baixou sob a sucessão presidencial.

A morte de Eduardo Campos (PSB) é isso.

O imponderável.

A partir de uma tragédia, a disputa à Presidência da República ganha outro rumo, novo enredo.

Marina da Silva (PSB), a vice que muitos queriam novamente como candidata no topo da chapa, deverá ser ungida no lugar de Campos – por sua coligação.

Marina chegará com muito mais vitalidade do que demonstrava Campos até o momento.

Aí teremos outra história da sucessão.

Tudo pode acontecer.

Sandra e Larissa Rosado sentem impacto de tragédia

As deputadas Sandra Rosado (PSB) e Larissa Rosado (PSB) desabaram em choro convulsivo agora à tarde, no comitê de campanha em Mossoró.

Campos, com Sandra e Larissa, na campanha municipal de 2012 (Foto: Habner-Weiner)

A notícia da morte (veja AQUI) de Eduardo Campos (PSB), candidato a Presidência da República, deixou ambas abaladas.

A programação político-eleitoral que tinham para hoje foi cancelada.

Ambas tinham ótimo relacionamento pessoal e político com Eduardo Campos, líder do seu partido.

Eduardo Campos foi quem garantiu principal suporte de marketing para a deputada estadual Larissa Rosado em 2012, quando concorreu pela terceira vez à Prefeitura de Mossoró.

Esteve em Mossoró em campanha e em evento de organização e ampliação de forças do partido.

Mãe e filha, Sandra e Larissa, tinham canal aberto e muito prestígio com o candidato e líder do PSB.

Veja bastidores políticos também em nosso Twitter clicando AQUI.

Presidenciável Eduardo Campos morre em acidente aéreo

Do portal G1

Eduardo Campos (PSB), candidato á Presidência da República, é uma das vítimas do jato que caiu em Santos (SP) à manhã de hoje.

Campos é uma das vítimas do acidente aéreo em Santos (Foto: Portal G1)

A aeronave em que ele estava caiu em uma casa ao lado de uma academia em Santos, no litoral de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (13).

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu na esquina das ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano, no bairro Boqueirão.

Ao todo, três imóveis foram atingidos. De acordo com o Comando da Aeronáutica, a aeronave é um Cessna 560XL, prefixo PR-AFA.

A aeronave decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao Aeroporto de Guarujá. Quando se preparava para o pouso, o avião arremeteu devido ao mau tempo.

Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave.

A Aeronáutica já iniciou as investigações para apurar os fatores que possam ter contribuído para o acidente.

Sete pessoas morreram na queda do avião, entre elas Eduardo Campos, candidato à presidência pelo PSB.

Acompanhe cobertura atualizada AQUI, via Globo News.

 

Eduardo Campos e a senhora sua mãe, um caso de família

O candidato presidencial Eduardo Campos (PSB) enrolou-se todo no Jornal Nacional (Rede Globo de Televisão) dessa terça-feira (12), para explicar luta à nomeação de sua mãe, Ana Arraes, para o Tribunal de Contas da União (TCU). Patético.

Campos: mãe é mãe (Foto: divulgação)

Arrumar a família é uma tentação multissecular da política brasileira, desde os tempos de Cabral.

Parece uma praga de além-mar, trazida nos porões e tombadilho das caravelas portuguesas.

Políticos novos e calejados priorizam o clã. Para eles, não é nepotismo, mas questão de “confiança” e “valorização da competência”.

O Brasil a cada dia precisa ser reinventado, “refundado”, redescoberto.

Nepotismo é uma praga. De Brasília a Mossoró. Parece caso perdido.

Outrora, quando uma família tinha alguém sem maior utilidade, o castigava mandando para a polícia.

Hoje, nos castigam o botando na política.

Veja uma boa análise da entrevista clicando AQUI.