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O que é o amor?

A professora, escritora e palestrante Lúcia Helena Galvão mergulha na filosofia helênica e passeia pela mitologia grega, para responder a essa interrogação intrigante do entrevistador Murilo Gun: “O que é o amor?”

Ela lembra Platão: “A melhor coisa que podemos fazer por aqueles que amamos é crescermos como seres humanos.”

“Alguém que é profundo tem muito para dar.”

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Morre a escritora, poeta e tradutora Marina Colasanti

Colasanti tinha 87 anos e faleceu em sua casa no Rio de Janeiro (Foto: Global Editora)
Colasanti tinha 87 anos e faleceu em sua casa no Rio de Janeiro (Foto: Global Editora)

Morreu nesta terça-feira (28), no Rio de Janeiro-RJ, a escritora, poeta e tradutora Marina Colasanti, aos 87 anos. Autora de mais de 70 livros para crianças e adultos, ela foi vencedora de nove prêmios Jabuti e do Machado de Assis, conferido pela Academia Brasileira de Letras.

O colunista Ancelmo Gois de O Globo, informa, que Marina morreu em casa e o velório será na quarta-feira (29) no Parque Lage, na Zona Sul do Rio, onde morou parte da infância, da adolescência e da juventude.

Segundo o portal Metrópoles, família não divulgou a causa do óbito.

Marina Colasanti nasceu na cidade de Asmara, em 1937, capital da Eritreia, na África, que era uma colônia italiana. A escritora chegou ao Rio aos 10 anos, em 1948, após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Ela foi casada por mais de 50 anos com o também escritor Affonso Romano de Sant’Anna, atualmente com 87 anos.

Além de escritora, Marina atuou como jornalista, apresentadora de TV, publicitária e tradutora.

“Eu Sei, Mas Não Devia” (1996), “A Moça Tecelã” (1976), “Doze Reis e a Moça no Labirinto do Vento” (1978), “Ana Z. Aonde Vai Você?” (1994), “Uma Ideia Toda Azul” (1979) são algumas das obras de destaque da vida de Marina Colasanti – lembra a IstoÉ.

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Jornalista vai lançar livro dirigido a público infantojuvenil

Capa do livro da autora (Reprodução)
Capa do livro da autora (Reprodução)

Depois de escrever mais de vinte livros biográficos sob encomenda, além de quatro autorais, a jornalista e escritora mossoroense Lúcia Rocha envereda pela literatura infantojuvenil. E nesse sábado (28), em Tibau, dará sequência ao lançamento do seu novo título: ‘A Menina que Queria Ir à Guerra’.

Será no Rotary Club de Tibau, às 17h.

“É um livro dirigido a crianças acima de dez anos de idade e que não fará mal aos adultos”, comenta.

Mossoroense, Lúcia Rocha lançou o livro primeiramente em Mossoró, no último dia 12 último, no Açaí do Alto, na Praça da Convivência, Centro de Mossoró.

Em seguida, no Rust Café (Centro da cidade), dia 14, além de Natal nos dias 21 na Livraria da Editora Ciranda Cultural, Midway Mall; e na Livraria Nobel do Praia Shopping, dia 23.

 

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“A Menina que Queria Ir à Guerra,” um livro em pacto com a vida

capaA jornalista mossoroense, Lúcia Rocha, estará lançando na próxima quinta-feira (12), Dia da Criança, o livro “A Menina que Queria Ir à Guerra,” a partir das 15 horas. Acontecerá no Açaí do Alto, na Praça da Convivência, Centro de Mossoró, numa tarde de lazer que promete entretenimento e cultura para a garotada e adultos.

A Menina que Queria Ir à Guerra tem ilustrações da artista plástica Yáscara Samara, e prefácio da blogueira paulistana e amiga da autora, Nurya Ribeiro Dahan, filha do médico best-seller, Lair Ribeiro. A capa e o projeto gráfico são assinados por Augusto Paiva.

O título é o primeiro na linha infantojuvenil da autora, com uma leitura leve para crianças acima de dez anos de idade e será comercializado a R$ 40,00 – quarenta reais. O livro sai com um projeto de cunho sócio cultural, que é reverter cada exemplar vendido em outro exemplar a ser doado para crianças carentes da rede pública de ensino. Lúcia Rocha dá palestras em escolas incentivando a leitura como mudança de destino para esse público, pois acredita que a leitura tem poder de transformação.

A Escola Municipal Celina Guimarães, no bairro Barrocas, será a primeira a ser beneficiada, endereço onde Lúcia Rocha tem se dedicado a palestrar para alunos, pais e mestres desde o início da Pandemia do Covid 19.

A Menina que Queria Ir À Guerra é o quinto livro autoral de Lúcia Rocha, que já escreveu mais de 20 biografias sob encomenda. A publicação em que trata da escolha  profissional desde cedo, assunto importante para pais e filhos.

A jornalista e escritora traz este assunto porque enfrentou várias barreiras para conseguir desenvolver seu talento na comunicação. Antes, porém, teve que cursar Ciências Sociais na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), para em seguida ingressar na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, concluindo o curso no final de 1990.

O enredo do livro é escrito na terceira pessoa e retrata também a trajetória da autora que, antes dos dez anos de idade, já havia decidido ser jornalista. Porém, não encontrou apoio, pelo contrário. O país vivia sob o Regime Militar e Lúcia Rocha enfrentou barreiras. Diziam-lhe que fosse ser professora porque a Ditadura estava prendendo, torturando, expulsando e até matando profissionais da imprensa.

Sempre se referindo a sua personagem como ‘a menina’, ela encontrou outros empecilhos, pois não vinha de família abastada e não havia curso de Jornalismo ofertado na cidade. Filha de uma educadora desquitada e única provedora de uma família com oito filhos, quais as chances de sair de casa para estudar numa capital?

Durante a adolescência, sentindo que a escola não prepara os alunos para o futuro, onde o mundo real os aguarda, a autora decidiu adotar estratégias que intitula de lições para ser a jornalista que imaginava ser um dia. No Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) encontrou apoio numa atenta professora, Lourdinha Mendes, que observava seu texto fora da curva.

Mais sessões de autógrafoEscrita, escrever, texto, lápis, caneta, educação, ambiente virtual,

No sábado, dia 14, haverá sessão de autógrafos no Rust Café, no Centro de Mossoró, a partir das 9 horas;

Dia 21, um sábado, duas sessões de autógrafos na Livraria da Editora Ciranda Cultural, no primeiro piso do Midwail Mall, vizinho ao Banco do Brasil;

dia 23, uma segunda-feira, na Livraria Nobel, no Praia Shopping, em Ponta Negra;

No dia 28, sábado, no Rotary Club de Tibau.

A professora Lourdinha é um dos tantos personagens que conviveram ao longo do tempo relacionado pela autora.

Quando concluiu o curso, Lúcia Rocha conseguiu trabalho na maior cidade do país – São Paulo-SP – e alçou voo concorrendo com profissionais graduados nas melhores faculdades de São Paulo. Atuando nos bastidores com homens e mulheres de sucesso, capacitou-se e descobriu os segredos para chegar lá, assessorou e conviveu com os melhores profissionais em diversas áreas, inclusive, em nível internacional.

No livro, a autora incentiva o leitor a através da leitura de livros, decidir o quanto cedo sua profissão e a não desistir até conseguir, porque fazer o que ama é um dom, é algo para se conquistar a liberdade geográfica e financeira, além de gerar conhecimentos a serem compartilhados, como está fazendo com A Menina que Queria Ir à Guerra. Para a autora, a certeza e a fé em onde iria chegar nunca a deixou desistir.

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Quebrando regras

Por Marcelo Alves

Dia desses, fortuitamente assistimos – meu pai e eu –, no canal Arte 1, um pequeno documentário sobre a obra e a vida da minha amiga Agatha Christie (1890-1976). Alguma crítica literária, comentários sobre as adaptações para o cinema e para a TV, estórias de venenos e boas fofocas sobre a “Rainha do Crime”. Maravilha!

Agatha Christie (Foto ilustrativa)
Agatha Christie (Foto ilustrativa)

Pelo que me lembro, da imensa obra de Christie, o programa, de menos de uma hora, tratou de alguns dos seus grandes romances: “The Mysterious Affair at Styles” (1920), “The Murder of Roger Ackroyd” (1926), “Murder on the Orient Express” (1934), “Death on the Nile” (1937), “Ten Little Niggers” (1939), “A Murder is Announced” (1950) e “Curtain: Poirot’s Last Case” (1975). “La crème de la crème”, como diria o indefectível Hercule Poirot.

Desses títulos, vou destacar aqui “The Murder of Roger Ackroyd”, que, embora não tão conhecido entre nós brasileiros, é por muitos considerado como a obra-prima de Agatha Christie. Acho que o título do livro, se comparado com coisas impactantes como “Assassinato no Expresso Oriente” ou “Morte no Nilo”, não ajuda. Essa é minha tese para a menor popularidade de “O Assassinato de Roger Ackroyd”. Mas é só um chute. O fato é que este foi o primeiro grande sucesso da autora, a obra que catapultou sua fama. E o livro é, sem dúvida, uma maravilha.

Um resumo do enredo de “The Murder of Roger Ackroyd” eu extraio de “100 Must-Read Crimes Novels” (A & C Black Publishers, 2006), por Richard Shephard e Nick Rennison: “O outrora empresário de sucesso e ora proprietário rural Roger Ackroyd vive em uma daquelas típicas cidadezinhas inglesas nas quais muitas das estórias de Agatha Christie são ambientadas. Como é sempre o caso nos romances de Christie, segredos temidos e sentimentos ameaçadores espreitam a todos, apesar da superficial placidez da vida local. Quando Ackroyd é assassinado, esfaqueado no pescoço enquanto sentado no seu escritório após um jantar festivo, há vários suspeitos, desde o seu amigo, o grande caçador Hector Blunt, ao seu filho adotivo Ralph Paton e a sua sobrinha Flora. Hercule Poirot – um novo vizinho na percepção do narrador do romance, o médico da cidade, Dr. Sheppard – é encarregado de investigar o homicídio e, após voltas e reviravoltas na estória, é capaz de juntar todos os suspeitos e revelar a extraordinária e inesperada identidade do assassino”.

E revelo mais nada. Longe de mim quebrar a regra de não fazer spoiler.

Apenas reitero: o livro, no seu final, tem uma das mais engenhosas reviravoltas – o tal “plot twist”, como costumam dizer os ingleses – da história dos romances policiais/detetivescos. Surpreendente. Inimaginável mesmo.

E mais: “The Murder of Roger Ackroyd” quebra/viola – e Christie foi bastante criticada por isso – uma das chamadas “regras do romance policial”. Para quem não sabe, S. S. Van Dine, pseudônimo de Willard Huntington Wright (1888-1939), ainda na década de 1920, em “The American Magazine”, publicou uma lista de regras que devem (ou deveriam) ser obedecidas por quem quer escrever essas estórias detetivescas. A lista de Van Dine já foi debatida, ampliada e restringida, respeitada e corrompida, tanto por grandes como por pequenos autores.

Todavia, entre outras, podemos citar como exemplos dessas regras: o detetive nunca é o culpado (ou, pelo menos, nunca deve ser); o narrador, que é onisciente, por esse motivo, também nunca é o culpado (ou, pelo menos, nunca deve ser); o detetive e o leitor devem ter a mesma chance de descobrir o criminoso; evitando trapaças, o mistério deve ser explicado de uma maneira plausível; a intriga amorosa ou discussões filosóficas mais profundas não compõem o centro da trama; este é ocupado pelo crime e o seu entorno; e por aí vai.

Mas qual dessas regras foi violada em “The Murder of Roger Ackroyd”? Não vou dizer, por óbvio. Não faço spoiler nem de mim mesmo. Não tenho a “canxa” de Agatha Christie para poder quebrar regras. Imaginem uma “regra do policial”. Portanto, investiguem!

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Escritora Clorilde Tavares lança série “Romanceiro Vivo”

“Romanceiro Vivo” por Clotilde Tavares, série de podcasts semanais, vai estrear dia 19 de março (domingo), 19h, nas plataformas digitais (Youtube, Spotify, Deezer, entre outras). E novos episódios toda sexta-feira, às 10h.

Clotilde mexe com sentimentos primários, que vêm da infância, mas tem séculos de história (Foto: divulgação)
Clotilde mexe com sentimentos primários, que vêm da infância, mas tem séculos de história (Foto: divulgação)

A produção de 8 episódios remonta à jornada de um dos elementos da cultura popular nordestina, o romance medieval cantado, que se mantém vivo na oralidade há mais de 700 anos. A estreia celebra também o aniversário de nascimento da romanceira Dona Militana e o Dia de São José.

Apaixonada pela cultura popular, a escritora, dramaturga e professora Clotilde Tavares “sofre” desse encantamento desde que se entende de gente. Cresceu ouvindo romances contados pelos seus familiares e durante sua vida acadêmica estudou esse tema. Agora, resolveu compartilhar seu conhecimento criando a série de podcasts Romanceiro Vivo.

Acesse o teaser: AQUI no Spotify ou no Youtube

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Morre a acadêmica Nélida Pinõn

A escritora e acadêmica brasileira Nélida Piñon morreu aos 85 anos em Lisboa neste sábado (17). Ocupante da Cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras (ABL), para qual foi eleita em 27 de julho de 1989, ela foi a primeira mulher a presidir a entidade em 100 anos.

escritora Nélida Piñon, ocupante da cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras (Foto: Reprodução)
Escritora Nélida Piñon, ocupante da cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras (Foto: Reprodução)

A causa da morte não foi divulgada. Segundo o atual presidente da ABL, Merval Pereira, ela teve problemas nas vias biliares e passou por uma cirurgia de emergência, mas não resistiu.

Nélida Piñon nasceu no Rio de Janeiro em 1937 e se formou em Jornalismo, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Segundo o site da ABL, ela foi a primeira mulher no mundo a presidir uma academia de letras.

Com mais de 20 livros publicados, suas obras foram traduzidas em mais de 30 países. Entre eles, romances, contos, ensaios, discursos, crônicas e memórias.

Saiba mais AQUI.

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Isaura Amélia é eleita para Academia Norte-rio-grandense de Letras

A professora-doutora, escritora e agitadora cultural Isaura Amélia de Sousa Rosado Maia foi eleita a mais nova imortal da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANRL). Venceu por  24 votos a 15 a professora-doutora, escritora e jornalista Josimey Costa.

Isaura (centro, em pé) substituirá na Cadeira 32 o ex-governador Geraldo Melo (Foto: cedida)
Isaura (centro, em pé) substituirá na Cadeira 32 o ex-governador Geraldo Melo (Foto: cedida)

A eleição aconteceu à noite desta terça-feira (2) em Natal, na sede da ANRL.

Ela ocupará a cadeira 32, que foi do ex-governador, jornalista e escritor Geraldo Melo. Antes, tinha pertencido ao jornalista e escritor João Batista Machado (Machadinho). Seu patrono é escritor Francisco Fausto.

Ele tinha sido eleito dia 11 de novembro do ano passado, quando já lutava contra avanço de câncer terminal.

Isaura Amélia é a primeira mulher a quebrar a linhagem de imortais na 32, em face da vacância ocorrida dia 6 de março último, com a morte de Melo.

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A esperança que vive em sonhos e sob dificuldades na escola pública

No último dia 24, a jornalista e escritora Lúcia Rocha, filha de uma educadora (Inalda Cabral Rocha – in memoriam) aportou na Escola Municipal Celina Guimarães (Mossoró).

Lúcia faz selfie com alunos da Celina Guimarães em Mossoró (Foto: reprodução Canal BCS)
Lúcia faz selfie com alunos da Celina Guimarães em Mossoró (Foto: reprodução Canal BCS)

“Voltei à Escola Municipal Celina Guimarães para um papo com os alunos sobre Celina Guimarães, a primeira eleitora da América Latina”, justificou em suas redes sociais.

Quem ensina, também aprende.

Lúcia Rocha não apenas dissertou sobre quem dá nome à escola, como também ouviu, para conhecer a realidade da garotada e suas famílias. Cantarolou até.

“Nenhum aluno tem pai ou mãe com faculdade, apenas três deles têm computador, mas a maioria está decidida a fazer Medicina. Queira Deus que cheguem lá”, mostrou – esperançosa.

Microcosmo do ensino público brasileiro, a Celina Guimarães mostra quão difícil é superarmos a desigualdade. Como é desequilibrada essa balança entre os que possuem maiores meios e crianças e adolescentes da periferia, das bordas da sociedade.

Não é por acaso que a cada vitória de um, passando no funil das oportunidades de acesso ao ensino superior e outros saltos, a gente vibra e transforma em notícia. A boa excepcionalidade é ainda um fato social e jornalístico, muito superior à futrica e aos escândalos com subcelebridades do subjornalismo.

A conquista de um deles, é alento para todos eles, suas famílias e comunidade. Para nós.

“Um aluno, Anderson Diego, levou violão e ao final, solou ‘Aleluia’, um hino clássico universal da música cristã”, registrou Lúcia, a repórter.

Aleluia! Aleluia!

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A despedida, em Porto Alegre, da escritora Lya Luft

Escritora gaúcha Lya Luft foi professora e tradutora de obras no alemão e inglês (Foto Katherine Coutinho - G1)
Escritora gaúcha Lya Luft foi professora e tradutora de obras no alemão e inglês (Foto Katherine Coutinho – G1)

Do G1

A escritora Lya Luft faleceu na madrugada desta quinta-feira (30) em Porto Alegre, segundo sua filha, Suzana Luft. Natural de Santa Cruz do Sul, ela tinha 83 anos. Lya faleceu em casa.

Segundo Suzana, Lya lutava há 7 meses contra um melanoma, câncer descoberto já com metástase. Ficou internada, mas pediu para ir para casa antes do Natal. Ainda de acordo com a filha, Lya morreu enquanto dormia.

A cerimônia de despedida deve ser restrita à família.

Filha de descendentes alemães, foi incentivada pelos pais a desenvolver o hábito da leitura ainda na infância.

Professora, tradutora de obras em inglês e alemão, escritora, Lya atuou como professora de Linguística na Faculdade Porto-Alegrense (FAPA) entre 1969 e 1982. Deixou de dar aulas devido à carreira de escritora.

Entre obras que chamaram a atenção nacionalmente, estão: “Exílio” (1987), “O Lado Fatal” (1989), “A Sentinela” (1994) e “O Rio do Meio” (1996).

Perdas & Ganhos

Lya Luft se tornou mais conhecida após o lançamento de “Perdas & Ganhos”, em 2003. Considerada um best-seller, a obra chegou em sua 40ª edição, com mais de 600 mil exemplares vendidos, de acordo com a Editora Record. O título ganhou edições em inglês, alemão, espanhol, francês e italiano.

Em 2013, recebeu o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo livro “O Tigre na Sombra (2012)”, eleita a melhor obra de ficção do ano na categoria romance.

Com Celso Pedro Luft, teve três filhos: Suzana, em 1965; André, em 1966; e Eduardo, em 1969. O casamento de Lya com Celso durou até 1985.

Em 2019, sofreu um infarto agudo do miocárdio e chegou a ficar internada para um procedimento cardiológico, em Porto Alegre. Dois anos antes, perdeu o filho, André, que sofreu uma parada cardiorrespiratória enquanto surfava, em Florianópolis.

Até o fim de sua vida, foi companheira de Vicente de Britto Pereira, seu terceiro marido.

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Nota do Canal BCS – Escritora de um texto saboroso, Lya encantou-se. Eu sou muito grato por ela fazer parte de minha vida, especialmente num momento muito difícil.

Que descanse em paz!

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A vida real dos anônimos de Katharina Gurgel

Livro de Katharina Gurgel -“O mergulho nas
profundezas de
histórias visíveis,
porém, invisíveis.
Histórias estas que
nascem, vivem e
morrem ao nosso
redor, mas estão
ocupadas demais
sobrevivendo.”

Esse é um trecho do prefácio assinado por Luíza Gurgel, para o livro “Crônicas da vida real – O visível do invisível”, de Katharina Gurgel.

A autora é produtora cultural e cantora. Agora, envereda também pela literatura com um elenco de crônicas em que fala de e sobre personagens do cotidiano. Ela dá identidade aos anônimos.

Todo mundo é gente de carne, osso e alma em seu livro.

São pessoas localizados por sua sensibilidade aqui e ali, assim de repente, quase do nada, mas não por acaso.

A entrega dos livros autografados acontecerá no dia 08 de maio, na Padaria Frota Gourmet, a partir das 14, à Rua Alaíde da Escóssia, 111, bairro Nova Betânia, em Mossoró.

A pré-venda está aberta (kathgurgel@gmail.com).

Pix: 84 996993445

Valor: R$ 25,00.

A partir de dois livros o adquirente ganha uma sacola personalizada.

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Pensadora do marketing digital dará palestra em Natal

Como se preparar e ter sucesso frente às intensas mudanças que o mercado de trabalho e o empreendedorismo vêm sofrendo: esse é o tema central do “Fórum Profissional 4.0: Futuro do Trabalho”, que acontece na Universidade Potiguar (UnP), unidade da avenida Roberto Freire, às 18h30 do dia 25 de setembro.

Palestrante Martha Gabriel é autora do best seller "Marketing na Era Digital" (Foto: Divulgação)

Voltado para que estudantes, profissionais e empresários descubram os caminhos do futuro dos negócios promissores, o Fórum já está com as inscrições abertas, que podem ser feitas por meio do site www.unp.br/eventos , ao preço de R$ 20,00.

O evento é promovido pelo pela UnP, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), jornal Tribuna do Norte e Instituto Metrópole Digital (IMD).

Escritora best seller

A palestra magna do evento será ministrada pela consultora Martha Gabriel, que também é escritora, e palestrante nas áreas marketing digital, inovação e educação. Ela é autora de seis livros, inclusive o best seller “Marketing na Era Digital” e de “Educ@r: a (r)evolução digital na educação”, que foi finalista do Prêmio Jabuti em 2014.

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Eu sei, mas não devia

Por Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz.

E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem.

A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios.

E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá.

Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti é escritora e jornalista de origem italiana, nascida na Eritreia (Nordeste da Áfria), mas com vida e obra quase toda encetadas no Brasil.