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Flávio Bolsonaro sugere que EUA ataquem barcos no Rio de Janeiro

Flávio disse sentir "inveja" dos ataques dos EUA (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
Flávio disse sentir “inveja” dos ataques dos EUA (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Do Canal Meio e outras fontes

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse sentir inveja da destruição de barcos de supostos traficantes venezuelanos pelos EUA e manifestou apoio a ataques semelhantes no Rio de Janeiro.

“Ouvi dizer que há barcos como esse aqui no Rio de Janeiro, na Baía de Guanabara, inundando o Brasil com drogas. Você não gostaria de passar alguns meses aqui nos ajudando a combater essas organizações terroristas?”, escreveu em resposta a uma publicação do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth. (g1)

A publicação do senador provocou uma enxurrada de críticas de parlamentares governistas, que o chamaram de “traidor da pátria”, e mesmo de seguidores dele, embora houvesse também manifestações de apoio. (Globo)

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Presidente da Fiern vê resultados promissores de missão nos EUA

Delegação de lideranças empresariais espera reduzir tensões e conseguir avanços (Foto: divulgação)
Delegação de lideranças empresariais espera reduzir tensões e conseguir avanços (Foto: divulgação)

No segundo dia da missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nos Estados Unidos, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, destacou os resultados promissores dos diálogos junto a autoridades e empresários americanos. A agenda da missão, liderada pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, foi concluída nesta quinta-feira (4), com diálogos sobre os impactos comerciais do tarifaço norte-americano, em busca de caminhos para reordenamento da parceria econômica entre Brasil e EUA.

A missão desembarcou em Washington, capital dos EUA, para tentar reverter o chamado “tarifaço”, defender a indústria brasileira e preservar a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. A comitiva reuniu líderes industriais, diplomatas e autoridades norte-americanas em encontros e reuniões estratégicos para reforçar que o Brasil não adota práticas que restringem o comércio americano.

Serquiz comenta que a agenda abrangeu aproximação com atores influentes nas tomadas de decisão do governo norte-americano. “Foram três dias intensos, uma jornada desafiadora, mas com resultados promissores. Tivemos encontros com a Embaixada brasileira, com a US Chamber, que é a maior federação empresarial do país, com o Parlamento, no Capitólio, e defendemos as boas práticas comerciais do Brasil, na audiência sobre a Seção 301, no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos.”

“Isso é a indústria se apresentando, se manifestando em um gesto de que estamos dispostos a conversar com os parceiros americanos e, através do escritório de lobby, chegar ao governo americano”, ressalta o presidente da Fiern, que também é diretor da CNI.

Durante os diálogos, Serquiz colocou a pauta dos setores potiguares mais atingidos pelas tarifas: as indústrias do sal e da pesca oceânica. Ele esteve acompanhado do presidente Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte (SINDIPESCA-RN), Arimar França.

“Transmitimos argumentos importantes dos reflexos das tarifas para o próprio mercado americano. Saímos com novas esperanças e reanimados no sentido de dar continuidade a um trabalho de diálogo permanente para se chegar a uma equação.”

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a importância da missão para reabrir as negociações e ampliar o diálogo técnico e racional. “Temos que comemorar os resultados. Não viemos com grandes ilusões de soluções imediatas, mas de um processo evolutivo de diálogo, de entendimentos e busca por convergências. Tivemos reuniões protocolares com autoridades, mas também apresentações técnicas para mostrar a importância das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos”, frisa.

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EUA sinalizam isenção, mas governo Lula é inseguro quanto a diálogo

Produtos têm no elenco de exportações do Brasil, mas nada sinaliza abertura (Foto: Rafael Martins/AFP)
Produtos têm no elenco de exportações do Brasil, mas nada sinaliza abertura (Foto: Rafael Martins/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

A 72 horas da entrada em vigor do tarifaço americano de 50% contra os produtos brasileiros vendidos para os Estados Unidos, finalmente veio uma notícia oficial de Washington que animou os exportadores brasileiros. Em entrevista à rede americana CNBC, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou que os produtos alimentícios que não são produzidos internamente no país podem ser isentos de tarifas de importação. Entre eles estariam alimentos estratégicos para os exportadores brasileiros, como café, frutas tropicais, sucos — como o de laranja — e óleo de palma. Lutnick, no entanto, não citou se o Brasil poderia se beneficiar dessa decisão. (Folha)

Seguem as tentativas do governo brasileiro de abrir um canal de diálogo com a Casa Branca. De acordo com interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há disposição de Brasília para realizar uma ligação direta com o presidente americano. Segundo diplomatas, Trump, no entanto, parece não se mostrar aberto a uma conversa com Lula.

Governo teme vexame

temor do Itamaraty é que o presidente americano trate o presidente brasileiro da mesma forma como tratou o ucraniano Volodymyr Zelensky ou o sul-africano Cyril Ramaphosa. A avaliação dos diplomatas é de que um contato direto só pode ser feito após um acerto prévio entre Brasília e Washington. (g1)

O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), que está em Washington, considerou inviável o telefonema entre Lula e Trump antes da entrada em vigor das tarifas. “Não vamos resolver isso até o dia 1º. É sexta-feira. O encontro de dois presidentes da República não se prepara da noite para o dia”, disse ele. (Estadão)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descartou ontem a possibilidade de o Brasil retaliar os produtos americanos importados pelo país nas mesmas condições impostas por Donald Trump. De acordo com o ministro, devolver o tarifaço na mesma moeda não está no cardápio de opções do governo para responder ao imbróglio tarifário.

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Aumento de tarifas pelos EUA ameaça exportações do RN, avalia Fiern

Serquiz falou sobre situação do sal, por exemplo (Foto: Fiern)
Serquiz falou sobre situação do sal, por exemplo (Foto: Fiern)

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Roberto Serquiz, avalia que o aumento de tarifas a produtos importados do Brasil pelos Estados Unidos deve gerar impactos significativos para a indústria potiguar.

Na manhã desta quinta-feira (10), Serquiz concedeu entrevista coletiva à imprensa, na Casa da Indústria, para falar sobre a preocupação, da indústria do estado, da imposição de 50% de tarifas sobre os produtos brasileiros. A medida foi anunciada dia passado, de forma impositiva e com viés político, haja vista cobrança para que Brasil reveja punições levais ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Serquiz destaca que a elevação nas tarifas gera preocupação em nível nacional, uma vez que os Estados Unidos são o maior importador do Brasil. “Essa preocupação se amplia quando olhamos para o Rio Grande do Norte. Nossa produção, hoje, tem uma dependência dos recursos naturais, como o petróleo, fruticultura, pesca, mineração e o sal. Esses setores serão impactados com essa tarifa de 50%”, diz.

Dados levantados pelo Observatório da Indústria Mais RN mostram que, no primeiro semestre de 2025, o Rio Grande do Norte registrou US$ 67,1 milhões de exportação para os Estados Unidos, uma alta de 120% em comparação com o mesmo período de 2024.

“Estávamos em uma boa performance, estamos às portas da safra da fruticultura, tem força no mercado americano, os pescados costeiros são todos exportados para os Estados Unidos, assim como boa parte do sal produzido aqui”, ressalta Serquiz.

“Com a elevação da tarifa, o sal, por exemplo, perde completamente a competitividade, porque os demais competidores têm tarifas de 10%. Então, esse cenário é de preocupação e esperamos que haja um diálogo do governo brasileiro no sentido de termos uma reversão dessa situação”, aponta.

O presidente da Fiern acrescenta que o cenário estende a preocupação, também, para a inflação e a empregabilidade. “O dólar já teve alta, o que pode elevar a inflação e levar à perda de postos de trabalho”, frisa.

Roberto Serquiz explica que a Fiern tem levantado dados junto às lideranças industriais do estado e está permanentemente em diálogo junto à Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O anúncio ainda é recente, tem menos de 24 horas, mas estamos em contato constante com a CNI para medir os impactos com precisão e temos esperança que essa instabilidade possa ser resolvida”, completa.

Dados da Fiern
Dados da Fiern

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Na noite dessa quarta-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o aumento de tarifas a produtos importados do Brasil para 50%. O país, até então, tinha ficado com a sobretaxa mais baixa, de 10%, nas chamadas tarifas recíprocas, anunciadas pelo presidente estadunidense em 2 de abril.

A posição dos Estados Unidos foi anunciada em uma carta endereçada nominalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a carta, as tarifas serão cobradas a partir de 1º de agosto. Por meio de nota, Lula criticou o aumento das tarifas pelo presidente dos Estados Unidos e disse que a medida será respondida por meio da Lei de Reciprocidade Econômica.

Trump dá um passo atrás no tarifaço, mas exclui a China

Trump: a cara dos EUA (Foto: Web)
Trump, um recuo estratégico para poder dar um freio de arrumação (Foto: Web)

O presidente americano Donald Trump anunciou no início da tarde desta quarta-feira uma pausa de 90 dias na cobrança de tarifas em todos os países que não retaliaram a cobrança. A medida não vale para a China, que terá sua alíquota de importados aumentada para 125%.

“Com base no fato de que mais de 75 países entraram em contato com representantes dos Estados Unidos — incluindo os Departamentos de Comércio, Tesouro e o Representação Comercial (USTR) — para negociar uma solução para os temas em discussão relacionados a comércio, barreiras comerciais, tarifas, manipulação cambial e tarifas não monetárias, e que esses países, por minha forte recomendação, não retaliaram de forma alguma contra os Estados Unidos, autorizei uma PAUSA de 90 dias, e uma tarifa recíproca substancialmente reduzida, de 10%, também com efeito imediato”, afirmou Trump por meio de sua rede social, a Truth Social.

Para a China, que anunciou nesta manhã um aumento para 84% em importados americanos, a tarifa dos EUA sobre produtos chineses aumentará dos atuais 104% para 125%:

“Com base na falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais, estou, por meio deste, aumentando a tarifa cobrada da China pelos Estados Unidos da América para 125%, com efeito imediato”, afirmou o republicano.

No Brasil, o dólar, que chegou a operar em alta de mais de 1% e encostou nos R$ 6,10 na manhã desta quarta, iniciou trajetória de queda e alcançou os R$ 5,87 na mínima do dia. Às 14h26, a moeda americana operava em baixa de 1,5%, aos R$ 5,89.

Trump também afirmou que limitará as tarifas, quando voltar a cobrar após 90 dias, em 10%. No caso do Vietnã, que sofreu cobrança de 46%, terá a partir de julho cobrança de apenas 10% sobre os preços.

Nota do BCS – Impressiona as piruetas e surtos desse senhor. Parece birra de criança mimada. Que coisa!

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Com informações de O Globo.

Maus-tratos a deportados geram crise; Trump não recua e faz ameaças

Arte ilustrativa de Inteligência Artificial - BCS
Arte ilustrativa de Inteligência Artificial – BCS

Do Canal Meio e outras fontes

Donald Trump venceu rapidamente sua primeira queda de braço com a América Latina por conta das deportações de imigrantes ilegais. Sob a ameaça de sanções comerciais, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, cedeu e aceitou que aviões militares dos Estados Unidos pousassem no país trazendo de volta colombianos deportados. Mais cedo, diante da recusa de Petro de aceitar os voos, a Casa Branca havia anunciado, entre outras medidas, uma taxação de 25% sobre todos os produtos colombianos, a ser elevada para 50% em uma semana. O governo de Bogotá chegou a anunciar uma taxação igual para importações dos EUA, e Petro, que já foi preso político, publicou em redes sociais em recado a Trump: “Resisti à tortura e resisto a você”.

À noite, porém, a chancelaria colombiana divulgou uma nota dizendo que “o impasse com o governo americano havia sido superado”. Trump suspendeu as tarifas, mas manteve, por exemplo, a restrição à emissão de vistos para colombianos até o pouso do primeiro voo de deportados. E comemorou a vitória: “Os eventos de hoje deixaram claro para o mundo que a América voltou a ser respeitada”, disse, em nota. (New York Times)

O envio de deportados também criou tensão em Brasília. O voo que trouxe 88 brasileiros, com relatos de violência, maus-tratos e pessoas algemadas, causou o primeiro incidente diplomático entre os governos Lula e Trump. O Itamaraty publicou ontem uma nota sobre os brasileiros que desembarcaram em Belo Horizonte às 21h10 de sábado. Eles chegaram à capital mineira já sem algemas, retiradas por ordem do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, após o avião descer em Manaus por problemas técnicos.

Na nota, o ministério das Relações Exteriores afirma que o uso indiscriminado de algemas viola os termos de um acordo firmado entre os dois países “que prevê tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados”. “O governo brasileiro considera inaceitável que as condições acordadas não sejam respeitadas”, diz o Itamaraty, sem citar os termos do acordo. O Itamaraty também disse ter pedido explicações aos Estados Unidos sobre o “tratamento degradante dispensado aos passageiros”. “Maltrataram a gente, bateram na gente algemado”, disse Vitor Gustavo da Silva, de 21 anos, ex-morador de Atlanta. (Estadão)

Muitos contaram ter ficado 50 horas algemados, sem ar condicionado no voo e sujeitos a abusos. “Nem cachorro merecia ser tratado daquele jeito”, disse Jefferson Maia, que ficou dois meses preso após atravessar a fronteira com o México. “Ficamos sem comer e estou há cinco dias sem tomar banho.”

Segundo ele, um agente da imigração o agrediu em Manaus, quando os norte-americanos tentavam fazer o avião decolar mesmo com falha no motor. Nesse momento, os migrantes pediram para sair da aeronave por causa do calor. “O agente me enforcou e puxou a corrente das algemas até meu braço sangrar”, denuncia.

Os deportados contaram que só conseguiram pedir ajuda à PF após abrirem uma das portas de emergência do avião gritando por socorro. A aeronave, que partiu sexta-feira da cidade de Alexandria, na Virgínia, apresentou falhas ainda em solo americano e precisou parar na Louisiana. Depois, parou de novo no Panamá e em Manaus. (Folha)

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Mossoró Oil & Gas 2024 gera R$ 43 milhões em negócios

Nona edição teve participação maciça, internacionalização e bons negócios (Foto: Redepetro)
Nona edição teve participação maciça, internacionalização e bons negócios (Foto: Redepetro)

A nona edição do Mossoró Oil & Gas Energy (MOGE), encerrada no último dia 28, no Expocenter da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, superou as expectativas. Alcançou números recordes de participantes e de geração de negócios.

Com um total de 9.941 visitantes, a feira movimentou em torno de R$ 43 milhões em negócios.

Segundo a Redepetro RN, entidade realizadora do Mossoró OIl & Gas Energy, o montante é resultado de negócios diretos e indiretos realizados durante o evento, entre 26 e 28 de novembro. Nesse contexto estão inclusos serviços de montagem da feira e de estandes, fardamentos, hotelaria, restaurantes, negociações diretas entre expositores, assim como no Petrosuplly Meeting, as conhecidas rodadas de negócios.

Somente nessas rodadas, as estimativas de negócios giram em torno de R$ 34 milhões. Nos três dias de evento, foram realizados 240 encontros, que reuniram em mesas de negociações empresas fornecedoras de bens e serviços e 11 grandes operadoras do setor (Brava Energia, Halliburton, SLB, Mandacaru Energia, Origem, Perbras, Petroreconcavo, Tecnogera, Pecom, Subsea Drilling e Alvopetro). A iniciativa é realizada pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, apoiador do evento, e faz parte das estratégias do Polo Sebrae Onshore.

De acordo com o presidente da Redepetro RN, José Nilo dos Santos, o desempenho reforça a condição do Moge como maior evento de petróleo e gás onshore da América Latina e o consolida como vetor de oportunidades do segmento.

José Nilo acrescenta que, além dos impactos econômicos, os resultados exitosos do evento têm papel decisivo no fortalecimento de todo o onshore, especialmente de Mossoró e do Rio Grande do Norte.

“Todos os números obtidos nos deixam muito felizes e convictos da importância da Mossoró Oil & Gas Energy para o fortalecimento do onshore nacional. Realizar o evento é um grande desafio, mas vimos na edição deste mais um grande êxito, coroado pelo número de participantes e de negócios, que impactam a economia, estimulam a atração de novos investimentos e reforçam o papel importante de Mossoró e do RN para o setor”, avalia José Nilo.

O incremento nos números soma-se ao crescimento estrutural do evento que, na edição deste ano, ampliou para três o número de pavilhões (eram dois no ano anterior), onde foram instaladas as três arenas temáticas (Petróleo e Gás, Inovação e ESG) e área de exposição. Também aumentou o número de estandes, que saltou de 130 em 2023 para 208 em 2024.

Internacionalização

Além de toda a representatividade e protagonismo no Brasil, o Mossoró Oil & Gas Energy se consolida também, em âmbito internacional, diante da crescente participação de empresas e representantes estrangeiros no evento.

Somente na edição deste ano, a feira reuniu participantes de países como Argentina, Belize, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Equador, Honduras, México, Portugal, Espanha, Estados Unidos, Emirados Árabes, Reino Unido e Venezuela. Oito estandes foram destinados a empresas internacionais, que enxergaram no Moge oportunidades de negócios e ampliação de mercado.

No que se refere a Brasil, o evento alcança praticamente todos os estados da federação, com participação de empresas e/ou empresários de 19 dos 26 estados brasileiros.

Parceria

Ainda conforme o presidente da Redepetro RN, os números positivos do Mosoró Oil & Gas são reflexos diretos da soma de esforços em torno do trabalho em prol do fortalecimento do onshore. Ele lembrou a importância de parceiros, a exemplo do Sebrae RN, Ufersa, patrocinadores e expositores, para o crescimento do evento.

“Um evento grandioso como o Mossoró Oil & Gas Energy se faz com a força de grandes parceiros, que ao lado da Redepetro defendem o fortalecimento do onshore e que, desde o início, acreditaram no protagonismo de Mossoró e do RN no setor”, pontua.

Trump é ferido em atentado à bala e atirador termina morto

Trump cerra punho direito, mesmo ferido na orelha (Foto: Rebecca Droke/AFP/Divulgação)
Trump cerra punho direito, mesmo ferido na orelha (Foto: Rebecca Droke/AFP/Divulgação)

Do Canal Meio e outras fontes

A violência na campanha eleitoral dos Estados Unidos saiu da retórica nas redes sociais na tarde de sábado (13), noite no Brasil, quando o ex-presidente Donald Trump, agora candidato à Casa Branca, foi alvo de um atentado a tiros durante um comício na cidade de Butler, na Pensilvânia. O político e empresário de 78 anos sofreu um ferimento leve na orelha direita.

Uma pessoa que assistia ao evento morreu e duas ficaram feridas em estado grave, e o atirador foi morto por agentes das forças de segurança.

Trump apresentava à plateia de apoiadores números em um telão quando diversos disparos foram ouvidos. Ele levou a mão à orelha direita e abaixou-se, sendo cercado em seguida por agentes do Serviço Secreto que fazem sua segurança, enquanto a multidão gritava e estampidos continuaram a soar (veja o momento aos 8’30’’ deste vídeo da PBS).

O fotógrafo Doug Mills capturou o instante em que uma bala parece passar perto do rosto do candidato. Em seguida, os agentes o retiraram do palanque, mas o ex-presidente, com sangue no rosto, ainda levantou o punho para a plateia, aparentemente indicando estar bem e criando o que deve ser de agora em diante a imagem de sua campanha.

Segurança

Cerca de meia hora depois dos tiros, um porta-voz do serviço secreto, Anthony Guglielmi, disse que Trump estava “seguro” após “um incidente acontecer” durante o comício, e a equipe do ex-presidente publicou uma nota no X informando que ele estava “bem e passando por exames médicos em um hospital” e agradecendo a pronta reação dos agentes de segurança.

Após a alta, Trump voou para Nova Jersey, onde passou a noite. Um vídeo mostra o ex-presidente descendo do avião sem dificuldade, mas, pelo ângulo da filmagem, não é possível ver a parte ferida do rosto. O ataque a Trump acontece às vésperas da convenção republicana, que começa nesta segunda-feira e deve confirmar sua candidatura. (New York Times)

Trump se pronuncia

Horas depois, o próprio Trump usou sua própria rede, a Truth Social, para relatar o atentado: “Eu quero agradecer ao Serviço Secreto dos Estados Unidos e a todos os agentes de segurança por sua rápida resposta aos tiros que aconteceram em Butler, Pensilvânia. Mais importante, quero expressar minhas condolências à família da pessoa que foi morta no comício e à da que está ferida em estado grave. É incrível que algo assim possa acontecer em nosso país. Nada se sabe até o momento sobre o atirador, que está morto. Fui atingido por uma bala que perfurou a parte superior de minha orelha direita. Percebi imediatamente que havia algo errado quando ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando minha pele. Sangrei muito, e então entendi o que estava acontecendo. Deus abençoe a América!” (Truth Social)

Atirador é identificado

O FBI identificou o autor dos disparos como Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, morador de Bethel Park, na Pensilvânia. Ainda não se sabe se ele agiu sozinho nem quais os motivos para a tentativa de assassinato. A inclinação política do atirador também não está clara. Crooks era eleitor registrado do Partido Republicano no estado, mas fez uma pequena doação em dinheiro a um comitê de políticas progressistas no dia da posse de Joe Biden, em 2021. Segundo Kevin Rojek, chefe da agência do FBI em Pittsburgh, ele estava no telhado de um prédio próximo ao local do comício, e sua presença não foi notada antes que começasse a atirar. “Foi uma surpresa”, disse Rojek, destacando a quantidade de disparos que o jovem conseguiu fazer antes de ser morto. (AP)

Presidente liga para Trump

O presidente Joe Biden, adversário de Trump na corrida eleitoral, disse que falou diretamente com o republicano, horas depois do atentado. Em entrevista, ele disse que tentou o contato mais cedo, mas o ex-presidente estava sendo atendido pelos médicos.

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“Não há lugar na América para esse tipo de violência. É doentio, doentio”, afirmou aos repórteres. A Casa Branca soltou uma nota oficial na qual Biden disse que ele e a primeira-dama, Jill, estavam “rezando por Trump e sua família e por todos os que estavam no comício” e que o país precisa se unir para condenar a violência política. (ABC News)

Maior processadora de castanha do mundo muda sem sair de Mossoró

Planta industrial da Usibras está localizada no Complexo Viário da Abolição (Foto: Web)
Planta industrial da Usibras está localizada no Complexo Viário da Abolição (Foto: Web)

Fundada em 1979, em Mossoró, a Usina Brasileira de Óleos e Castanha (USIBRAS) vai mudar de endereço sem sair de sua origem. Sua estrutura industrial migrará do Complexo Viário da Abolição (Avenida Industrial Dehuel Vieira Diniz) na BR-304, Km 37,  nº 2.580,  no conjunto Abolição II, para o Distrito Industrial.

Obras avançam no local, próximo ao Memorial Jardim das Palmeiras (cemitério privado), à saída para Fortaleza (CE) e Tibau (RN), BR-304.

Pertencente ao Grupo FAN, conglomerado com diversidade de negócios e controlado pelo empresário Francisco de Assis Neto, 77, a Usibras é parte de um complexo industrial de presença global. Tem unidades ainda em Aquiraz (CE), Dawhenya (Gana, África) e New Jersey (EUA).

Trata-se do maior processador de castanha de caju do mundo, com mercado consumidor em vários países e oferta de milhares de empregos diretos e indiretos em três continentes.

“Assis da Bomba” (alusão a posto de combustíveis) ou “Assis da Usibras”, nasceu em Portalegre no Alto Oeste do RN e ainda criança aportou em Mossoró. Para fazer história.

Leia também: Assaí vai instalar nova unidade no RN; negociação está em andamento.

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Leites e derivados já acumulam alta de 30,19% em 2022

Por Josivan Barbosa

Os preços de leites e derivados já acumulam alta de 30,19% em 2022, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15) de julho, prévia da inflação oficial, bem acima dos 5,79% registrados pelo índice geral. No caso do leite longa vida, a alta é ainda mais expressiva, de 57,42%.

Consumidor final tem sentido impacto das altas no preço (Foto ilustrativa)
Consumidor final tem sentido impacto das altas (Foto ilustrativa)

Outros derivados também têm altas de destaque: queijo (13,80%), manteiga (14,18%) e iogurte e bebidas lácteas (13,26%). 

A alta dos preços para o consumidor reflete uma combinação de entressafra do leite – época de menos chuva, o que afeta as pastagens – com aumento dos custos de produção, com defensivos agrícolas, insumos para ração animal, como milho e soja, e combustível.

O movimento leva a menos captação de leite, o que aumenta a dificuldade das indústrias de lácteos conseguirem o insumo e pressiona o preço no mercado, apontam especialistas e o próprio IBGE. A guerra da Ucrânia acabou reforçando esse movimento, com impacto também em preços de fertilizantes.

O custo da produção vem aumentando bastante desde o ano passado, com defensivo agrícola, combustível, trator, ração, etc.

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) – Esalq/USP, o leite spot se valorizou 20,8% da primeira para a segunda quinzena de junho, chegando a R$ 4,16/litro. A média mensal, de R$ 3,80/litro, ficou 26,2% maior que a registrada em maio. Já o preço do leite captado em maio e pago aos produtores em junho teve aumento de 4,6% frente ao mês anterior, a quinta alta seguida, e ficou em R$ 2,6801 por litro no média do país.

Em análise recente no Boletim do Leite, a pesquisadora do Cepea Natália Grigol destacou a menor oferta de leite no campo em junho, o que provoca a disputa das indústrias de laticínios pela compra do leite cru, matéria-prima para a produção de lácteos.

Economistas preveem influência ainda maior do leite no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho. Pelo IPCA-15, só o leite longa vida subiu 22,27% e já teve impacto de 0,25 ponto percentual no mês. Os preços de leites e derivados subiram 11,43% pelo IPCA-15 de julho. A projeção do economista da LCA Consultores Fabio Romão é que no IPCA a alta seja maior, de 13,82%.

O destaque da tilápia nas exportações

Estados Unidos são o principal comprador do produto produzido no Brasil (Fonte: Valor)
Estados Unidos são o principal comprador do produto produzido no Brasil (Fonte: Valor)

A tilápia é a principal espécie exportada pela piscicultura brasileira, e foi responsável por 98% do faturamento e 99% da quantidade de peixes embarcados no primeiro semestre de 2022. O Brasil também exporta tambaqui, surubin, bagre, traíra, entre outros.

Os Estados Unidos são os principais compradores, com participação de 63% no volume de peixes exportados pelo Brasil de janeiro a junho. As vendas aos americanos representaram 76% do faturamento total das exportações nos seis meses, com US$ 10,9 milhões.

O Canadá aparece na segunda posição, com US$ 1,2 milhão.

Outros destinos importantes são Líbia, México, Chile, China e Japão.

Os principais Estados exportadores são Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, São Paulo e Santa Catarina.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

A pandemia está próxima do fim?

Ômicron incomoda Estados Unidos que toma cuidados ainda maiores agora (Foto: Marco Bello/Reuters/29/07/2020)
Ômicron incomoda Estados Unidos que toma cuidados ainda maiores agora (Foto: Marco Bello/Reuters/29/07/2020)

Por Ney Lopes

Continua a dúvida se a pandemia está próxima do fim, ou não. Embora inexista fundamento cientifico para garantir o final, as perspectivas são animadoras.

A ômicron se mostrou avassaladora na sua origem: dois dias após a sua detecção na África do Sul e em Botsuana, ela já foi classificada como uma variante de preocupação pela OMS, em 26 de novembro. Os cientistas ficaram alarmados com a quantidade e a variedade de mutações, que ela apresentava.

A boa notícia foi de que essa nova variante estaria por trás de quadros mais leves e uma menor taxa de hospitalizações e mortes, especialmente entre vacinados com três doses, o que trouxe um pouco de alívio. Mesmo assim, não foi feliz o presidente Bolsonaro ao afirmar que a “variante é bem vinda”.

A orientação correta é a população manter rígidos os cuidados com a utilização correta de máscara, o distanciamento social e a higienização adequada das mãos.

Médicos e virologistas pedem muita cautela, diante do fato da variante ser extremamente transmissível, como nos mostram os aumentos expressivos nos casos de Covid.

A ômicron é de duas a três vezes mais transmissível que a delta.

Pesquisa realizada no Imperial College do Reino Unido trouxe informação otimista: após uma terceira dose, o nível de proteção volta a subir consideravelmente.

O reforço vacinal eleva a proteção para 55 a 80% nesses indivíduos. A Universidade de Cambridge, na Inglaterra, mostra em estudo que, caso o indivíduo seja infectado com a ômicron, o risco de hospitalização é 81% menor se ele tiver tomado as três doses do imunizante.

Dados recentes dos EUA revelam que pessoas não vacinadas têm um risco 17 vezes maior de hospitalização e um risco 20 vezes maior de morrer por Covid, em comparação com quem foi vacinado. Isso significa que as vacinas disponíveis estão funcionando.

O objetivo delas nunca foi barrar quadros leves de infecção, mas proteger contra a morte.

A crença de que se aproxima o final da pandemia vem de investigações em países como África do Sul e Reino Unido, onde a infecção pela ômicron foi veloz, mas tende a cair e se estabilizar mais rapidamente.

Na Califórnia, nos Estados Unidos, uma comparação entre 52 mil pacientes infectados com a ômicron e 16 mil com a variante delta revelou que o primeiro grupo (de acometidos pela ômicron) apresentou risco reduzido de complicações e, mesmo entre aqueles que precisaram ser internados, o número de dias no hospital foi menor.

A conclusão é que o quadro de covid provocado pela ômicron ainda é preocupante, mas surge luz no final do túnel.
A própria OMS alertou que encarar agora essa variante como algo de menor importância representa uma armadilha.
Mesmo com um percentual baixo de complicações, o vírus pode representar um número alto de novos pacientes graves, o que sobrecarrega os serviços de saúde.

Cabe, portanto, seguir a orientação médica e manter os cuidados, já do conhecimento público. Certamente, a pandemia está próxima de terminar. Mas, ainda não terminou.

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

Fábio Faria discute parceria para monitoramento da Amazônia

O titular do Ministério das Comunicações (MCom), Fábio Faria (PSD), reuniu-se com o fundador da SpaceX, Tesla e Starlink, Elon Musk, nesta segunda-feira (15) em Austin, Texas (EUA), para discutir parceria entre as empresas Starlink e SpaceX e o governo brasileiro.

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o fundador da SpaceX, Elon Musk (Reprodução do Twitter)
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, e o fundador da SpaceX, Elon Musk (Reprodução do Twitter)

Em meio aos assuntos discutidos no encontro, estão uso da tecnologia para preservação da floresta amazônica, para monitoramento de desmatamentos e incêndios ilegais, além de projetos de conectividade para escolas e unidades de saúde em áreas rurais, comunidades indígenas e locais remotos.

“Estamos trabalhando para fechar essa importante parceria entre o governo brasileiro e a empresa SpaceX. Queremos aliar a tecnologia desenvolvida por eles com o programa Wi-Fi Brasil do Ministério das Comunicações. O nosso objetivo é levar internet para área rurais e lugares remotos, além de ajudar no controle de incêndios e desmatamentos ilegais na floresta amazônica”, destacou o ministro.

Para Faria os cerca de 4.500 satélites das empresas de Musk, que orbitam em baixa altitude, podem colaborar nesse monitoramento.

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Vacina contra a Covid-19 protege crianças de 5 a 11 anos

Da Veja

Pfizer e a BioNTech disseram, nesta segunda-feira (20), que a vacina contra Covid-19 que desenvolveram em parceria induz uma resposta imune robusta em crianças de entre 5 e 11 anos de idade. Os laboratórios planejam pedir autorização para que a vacina seja aplicada nessa faixa etária às autoridades dos Estados Unidos (EUA), da Europa e de outros locais o mais rápido possível.

A vacinação de crianças ampliaria sobremodo a cobertura contra Covid-19 (Foto ilustrativa)
A vacinação de crianças ampliaria sobremodo a cobertura contra Covid-19 (Foto ilustrativa)

As empresas dizem que a vacina gerou resposta imune nas crianças de 5 a 11 anos em seu ensaio clínico de fases 2 e 3, e os resultados se equivalem ao que observaram anteriormente entre pessoas de 16 a 25 anos. O perfil de segurança também foi, em geral, comparável ao da faixa etária mais elevada, afirmaram.

Aumento de casos

“Desde julho, casos pediátricos de Covid-19 aumentaram em cerca de 240% nos Estados Unidos, enfatizando a necessidade de saúde pública de vacinação”, disse o presidente executivo da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado à imprensa.

“Os resultados desse teste fornecem uma fundação sólida para buscar autorização de nossa vacina para crianças entre 5 e 11 anos, e planejamos entregar o pedido à FDA (agência reguladora dos EUA) e outros reguladores com urgência.”

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Meu 11 de Setembro, aquele dia mesmo lá em casa

Bem, não sei você que me lê agora, se lhe vem à memória alguma lembrança do 11 de Setembro de 2001. Escrevo, portanto, sobre um tempo passado há 20 anos.

Recordo bem o impacto das primeiras imagens ao vivo na Rede Globo de Televisão, em que aviões chocavam-se contra os arranha-céus do Word Trade Center (Torres Gêmeas), em Manhattan, Nova York.

Torres Gêmeas foram atingidas por duas aeronaves comerciais pilotadas por terroristas (Foto: Web)
Torres Gêmeas foram atingidas por duas aeronaves comerciais pilotadas por terroristas (Foto: Web)

Adianto-lhe logo: os atentados terroristas que se espalharam também por outros dois locais dos Estados Unidos são simbológicos também para mim. Difícil esquecer aquelas imagens, que testemunhei ainda grogue da noite-madrugada anterior.

Em minha casa, na periferia de Mossoró, além de umas goteiras de estimação (sempre estavam lá nos invernos e resolvi me render a elas), o comum era sempre ter o televisor do quarto ligado 24 horas/dia. Duelava com uma vetusta geladeira o poder de quem contribuía mais para o consumo diário de energia elétrica.

Aquela tragédia que vitimou só nesses edifícios e arrabaldes cerca de 3 mil pessoas, num primeiro momento me parecia incompreensível. A própria transmissão televisiva instantânea não sabia esclarecer. Eu, a princípio, via como um acidente aéreo. Aí vem a segunda aeronave e também tromba noutra torre daquele complexo.

Reportagens e filmes cristalizaram ao longo desse tempo aquilo que meus olhos testemunharam àquela manhã, como um dos maiores acontecimentos desse século, protagonizado por comandos do grupo terrorista Al-Qaeda.

Claro que hoje, em incontáveis endereços na mídia convencional e universo da Internet, vão lhe fazer essa pergunta: onde você estava no 11 de Setembro de 2001?

Antecipo-me e esclareço a parte que me cabe nessa história. Estava a salvo, em casa.

Leia também: Os 20 anos do atentado de 11 de setembro.

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Dias piores virão, mesmo sem golpe

Parte da imprensa e da classe política, de oposição, logicamente, vende tese conspiratória do golpe como ingrediente de um processo estratégico para amplificar imagem negativa de Jair Bolsonaro (sem partido). Assim, toca terror (ainda mais).ditadura_nunca_mais4-750x440Digo com margem de 100% de certeza: o presidente não tem recursos mínimos para promover golpe, não obstante pretender, sonhar e até agir nesse sentido. A conjuntura é bastante desfavorável à aspiração dessa ordem.

Forças Armadas não embarcariam numa aventura sem apoio popular representativo (diferente de 64), com cenário internacional completamente desfavorável e crescente desequilíbrio presidencial.

A guerra fria entre EUA e União Soviética (que se esfacelou), não existe mais. A polarização imperial hoje é entre norte-americanos e China, muito mais com estratégias mercantis do que bélicas ou de amparo a regimes totalitários, à esquerda ou à direita.

Durmo tranquilo quanto a isso, mas não tenho dúvidas também que as eleições de 2022 não vão marcar o fim de um ciclo doentio em nossa política e sociedade, mas seu recrudescimento.

E, provavelmente, teremos campanha banhada em sangue. O clima preparatório é para isso.

Açulam fanáticos de parte a parte para a guerra.

Dias piores virão.

Cuide-se.

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Nos Estados Unidos, 99% das mortes por Covid-19 são de não vacinados

Estados Unidos vem nova cepa também preocupar nessa fase (Foto: Getty Images)
Estados Unidos vem nova cepa também preocupar nessa fase (Foto: Getty Images)

Da CNN

Os Estados Unidos registram um aumento diário nos casos de Covid-19 desde o último dia 7. O país tem estoque suficiente de vacinas para garantir a imunização de todos os americanos, mas ainda existe resistência de parte da população que não quer se vacinar.

Uma pesquisa mostrou que 51% dos republicanos não querem ser vacinados, enquanto 83% dos democratas querem.

Nos últimos seis meses, 99% dos que morreram de Covid-19 não tinham se vacinado.

No país, 83% dos novos casos da doença são provocados agora pela variante Delta.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – A idiotia não é um problema restrito à parcela do país verde-amarelo. Mata aqui e lá fora.

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Medo e morte devido a Covid-19 devem se alongar bastante

Do Canal Meio

A Inglaterra vai permitir que as academias de ginástica abram no próximo dia 25. Quase quatro meses após o repentino início da quarentena no país, em 23 de março.

Restaurantes estão praticamente vazios na Itália e proprietários seguem com entrega delivery (Foto: Menu)

Nova York, que está fechada desde 1º de março, não pretende reabrir suas escolas quando as férias de verão terminarem, em setembro.

Bali, que vive do turismo internacional, já está se agitando para reabrir suas fronteiras. Em outubro. Talvez.

Milão, o epicentro da pandemia na Itália, já permitiu que os restaurantes abram. A maioria escolheu permanecer entregando, sem receber os clientes. Os abertos estão vazios — poucos vão.

Em toda Europa, nos restaurantes, este vazio se repete.

O mais provável é que tenhamos de conviver com o novo coronavírus por uns anos.

Pelas contas do Massachusetts Institute of Technology (MIT), 90% da população mundial ainda estará vulnerável à contaminação no primeiro semestre de 2021 e algo entre 1,5 e 3,7 milhões de pessoas terão morrido.

Claro: é possível que uma das vacinas sendo testadas dê certo. Não é impossível. Mas não costuma ser tão rápido.

Possivelmente lidaremos com um abrir e fechar durante um tempo.

Leia também: O presente e o futuro de um setor importante.

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Pandemia tem menor número de mortos desde março

Jornalista residente na Itália, onde atua profissionalmente, Thaís Cunha faz um balanço da pandemia do coronavírus no país, um dos mais atingidos no mundo.Segundo ela, os números cederam mais. Mesmo assim, já chegaram a 15.887 óbitos desde 19 de março.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, onde tem ocorrido um sério crescimento da pandemia, em 24 horas houve registro de mais 18.906 caos, com 9.441 mortos.

Brasil

No Brasil, neste domingo, dados oficiais apontaram até o fim da tarde, o total de 486 óbitos. São 11.311 casos oficiais em todo o país.

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Pacote de R$ 750 bilhões é preparado para irrigar economia

Do Canal Meio e Blog Carlos Santos

O ministro Paulo Guedes está trabalhando em um pacote que somará R$ 750 bilhões para enfrentar o impacto econômico do novo coronavírus. Parte deste dinheiro já havia sido anunciado — são medidas como liberação de depósitos compulsórios do Banco Central, reforço no Bolsa Família e antecipação de 13º dos aposentados.

Temor do governo federal e, do mundo afetado, é que a onda seguinte seja ainda mais catastrófica (Foto Web)

Haverá ajuda do governo para que micro e pequenas empresas mantenham seus empregados — em alguns casos, o Estado poderá arcar com até 100% dos salários. Em grande parte, não é dinheiro novo, apenas adiantamentos. (G1)

A Câmara dos Deputados aprovou, ontem um projeto que destina R$ 600 a toda pessoa que comprovar não ter renda, por pelo menos três meses. Mães que comandam sozinhas famílias podem receber duas cotas, totalizando R$ 1.200. Ainda será preciso passar pelo Senado. (Poder 360)

Nas contas do governo, o benefício atingirá 24 milhões de pessoas. A campanha Renda Básica que Queremos, que conta com o apoio de inúmeras empresas e economistas, avalia que pelo menos 77 milhões de brasileiros precisarão de uma ajuda assim.

Os bancos, ah, os bancos!…

Na outra ponta, os bancos estão apertando o torniquete — empresas, de micro a grandes, que os procuram para negociar dívidas, em busca de capital de giro ou empréstimos a longo prazo, estão encarando maior rigidez do que antes da pandemia.

Os mais atingidos são bares e restaurantes, os primeiros a sentir o impacto da crise. A promessa da Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN) era outra. (Folha)

Reino Unido

Na Inglaterra, governo anunciou que vai pagar até 80% dos ganhos dos trabalhadores autônomos. A base de cálculo será a média dos últimos três anos. O limite é de cerca de 2,5 mil libras, algo em torno de R$ 15 mil/mês.

EUA

O Congresso deve aprovar um pacote de estímulo de US$ 2 trilhões nesta quarta-feira, incluindo um fundo de US$ 500 bilhões para ajudar indústrias afetadas com empréstimos e uma quantia comparável para pagamentos diretos de até US$ 3.000 a milhões de famílias norte-americanas. Outras medidas já foram anunciadas pelo Federal Reserve (FED), o Banco Central norte-americano.

Alemanha

Em 23 de março, acertou um pacote de até 750 bilhões de euros; 100 bilhões de euros para um fundo de estabilidade econômica que pode assumir participações diretas em empresas; 100 bilhões de euros em crédito ao banco público de desenvolvimento para empréstimos a empresas em dificuldades; o fundo de estabilidade oferecerá 400 bilhões de euros em garantias de empréstimos para garantir dívidas corporativas sob o risco de inadimplência.

Itália

Foi baixado decreto de emergência no valor de 25 bilhões de euros que suspende o pagamento de empréstimos e hipotecas para empresas e famílias e amplia os fundos para auxiliar empresas a pagarem trabalhadores demitidos temporariamente.

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Não interessa a cor do gato

Por François Silvestre

Teve de tudo, até agora, a decantada “amizade” de Trump com Bolsonaro.

Teve continência do capitão de Pindorama para o general do Tio Sam.

Teve até um “I love you” de Bolsonaro para Trump, cujo registro em público acentuou o ridículo.

Em justificativa, o capitão cantou vantagens. O Brasil seria incluído no clube fechado dos países com privilégios econômicos. Não foi. Inclusive assessores de Trump informaram que Bolsonaro mentiu, pois Trump nunca prometera tal prestígio ao capitão.

Agora, fedeu.

Trump restabeleceu as taxas tarifárias de aço e alumínio contra o Brasil e a Argentina. Trump acusou os dois países de desmoralizarem as próprias moedas. O que produz, segundo ele, prejuízo para os americanos.

Para Trump os presidentes do Brasil e Argentina merecem o mesmo tratamento; isto é, desprezo.

Tudo papo.

Esse é mais um estrago que a China impõe aos capitalistas desse lado do mundo. Para Trump quem se chega à China magoa o Tio Sam. Para a China “não interessa a cor do gato, interessa que ele pegue o rato”.

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Apresentador de TV Gugu Liberato morre nos Estados Unidos

Do G1

Gugu Liberato morreu aos 60 anos em Orlando, nos Estados Unidos, segundo anunciou nesta sexta-feira (22) a sua assessoria. O apresentador estava internado desde quarta-feira (20), quando sofreu uma queda em casa e bateu a cabeça.

Gugu Liberato durante coletiva de imprensa em 23 de setembro (Foto: Fábio Guinalz/Fotoarena/Estadão Conteúdo)

Gugu estava trocando o filtro do ar-condicionado quando sofreu um acidente nesta quarta em sua casa em Orlando.

Ele caiu de uma altura de cerca de quatro metros e bateu a cabeça em uma quina.

Ele ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva em estado grave.

A morte encefálica foi confirmada pelo médico Guilherme Lepski, neurocirurgião brasileiro chamado pela família, segundo nota divulgada pela assessoria (leia abaixo). Lepski chegou a Orlando nesta sexta.

Gugu foi um dos principais apresentadores da TV brasileira. Entre 1981 e 2003, foi destaque no SBT no comando de programas de auditório. Em 2009, assinou contrato com a TV Record, onde continuou a atuar como apresentador.

Ele tinha três filhos com a médica Rose Miriam di Matteo: João Augusto, de 18 anos, e as gêmeas Marina e Sofia, de 15 anos.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Encontramos Billy Jaynes Chandler

Por Honório de Medeiros

Em uma quinta-feira do mês de setembro de 2015, publiquei um artigo em meu blog, cujo título é o seguinte: “WHERE IS BILLY JAYNES CHANDLER?” (Onde está Billy Jaynes Chandler’ ?) – //honoriodemedeiros.blogspot.com/2015/09/where-are-billy-jaynes-chandler.html) ainda está lá. Leia.

Nele, eu e minha filha, Bárbara de Medeiros, contávamos o resultado de uma procura intensa por notícias acerca do grande escritor americano que viveu no Brasil e nele escreveu alguns dos clássicos da literatura sertaneja nordestina.

Billy Chandler aos 86 anos (Foto: Família)

Billy Jaynes Chandler é um dos mais importantes escritores acerca do cangaço e coronelismo, fenômenos ligados entre si e característicos de uma certa época da história recente do Brasil. Suas obras Lampião, o Rei dos Cangaceiros, e Os Feitosas e o Sertão dos Inhamuns, são canônicas, seminais, inigualáveis. Recentemente meu filho, que mora no Canadá, por lá adquiriu o Lampião traduzido para o inglês.

Passaram-se os anos, e nada. Nenhuma notícia…

No início deste agosto, quase três anos depois, mais precisamente dia 8, postaram o seguinte texto no espaço reservado aos comentários ao blog (as traduções a seguir são de Bárbara de Medeiros):

“Ginny disse…I was googling my uncle and found this blog from back in 2015. I am Billy Jaynes Chandler’s niece”.(“Estava pesquisando o meu tio no Google e encontrei esse blog de 2015. Eu sou a sobrinha de Billy Jaynes Chandler”).

Eu não li essa postagem. Ocupado com outros interesses, havia deixado o blog um pouco de lado. Por sorte nossa, Ginny também escrevera para meu email:

– “I read uncle bill your blog, translated in English, and it put a smile on his face. He is now 87 and has lost his Portuguese language and has some memory issues. He told me it was ok to reach out to you. Ginny Petersen”. (“Eu li o seu blog para o tio Bill, traduzido para o inglês, e isso colocou um sorriso em sua face. Ele tem agora 87 anos e perdeu seu conhecimento da língua portuguesa e tem alguns problemas de memória. Ele me disse que era ok eu entrar em contato com você.”).

Eu e Bárbara não conseguíamos acreditar. Ficamos muito felizes. Bárbara ficara contagiada com minha admiração por Chandler.

No domingo, dia 11, mesmo mês, tratamos de responder:

– “I am very happy to know that he’s alive! I hope he is well, despite the memory problems. He is a true icon for us Brazilians, who study cangaço and the local culture. Do you know if he has written anything else? I’m sending you a picture of myself with my copy of his book, now a rarety over here. If possible (and I completely understand if any of you don’t feel comfortable) could you send me a picture of him? My daughter helped me a lot in my researches and would love to see it. Thank you for reaching out!” (“Eu estou muito feliz em saber que ele está vivo! Eu espero que ele esteja bem, apesar dos problemas de memória. Ele é um verdadeiro ícone para nós brasileiros que estudamos cangaço e a cultura local. Você sabe se ele escreveu mais alguma coisa? Estou enviando uma foto minha com a minha cópia de um de seus livros, que se tornou uma raridade por aqui. Se possível (e eu entendo completamente se vocês não se sentirem confortáveis) você poderia enviar uma foto dele? Minha filha me ajudou muito nas pesquisas e adoraria vê-lo. Obrigada por nos contactar!”).

Ginny voltou a fazer contato:

– “He did not write any more books, 4 books altogether. I recall while I was growing up, his visits to Brazil. Here is a picture of him last year just after his 86 birthday”. (“Ele não escreveu mais livros, foram quatro ao todo. Eu lembro quando estava crescendo, das suas visitas ao Brasil. Aqui está uma foto dele do ano passado, logo após seu 86º aniversário.”).

Billy Jaynes Chandler ainda jovem nos Estados Unidos, onde teve formação acadêmica e foi professor (Foto: reprodução)

Nós:

– “Thank you so much! He looks great! Do you think I could write a follow-up to my article, now that you have given me the great news that he’s alive? I’d simply mention you have reached out! Maybe I could use the picture? Only if you allow me, of course. Once again, thank you so much for this exchange of messages, you have no idea how much it meant to me and my daughter”. (“Muito obrigada! Ele parece ótimo! Você acha que eu poderia escrever uma continuação do meu artigo, agora que você me deu a ótima notícia que ele está vivo? Apenas se você me permitir, claro. Mais uma vez, muito obrigada por essas mensagens, você não tem ideia do quanto significa para mim e para minha filha!”).

Ginny:

– “You are more than welcome to do a follow-up. Your question to “where is Billy Jaynes Chandler” has been answered. He lives in Miami, Florida with his sister. :) I wish you could talk with him, he just doesn’t remember much, but has strong memories, although unclear, of his time in Brazil. Take care to you and your daughter”. (“Sinta-se à vontade para fazer uma continuação! Sua pergunta ‘Onde está Billy Jaynes Chandler’ foi respondida. Ele mora em Miami, Flórida, com sua irmã. :) Eu gostaria que você pudesse falar com ele, ele apenas não se lembra de muita coisa, mas tem fortes memórias, apesar de incertas, do seu tempo no Brasil. Lembranças a você e sua filha!”. Muito obrigada Ginny.

Estamos enviando esse artigo para você e fazendo a postagem no blog, para que quem puder tenha conhecimento dessa notícia. Ficamos maravilhados em saber que Chandler está vivo.

Torcemos por ele, desejamos que fique muito bem, e lhe enviamos um grande abraço aqui do Nordeste do Brasil, do Sertão que ele conheceu.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do RN