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A estrada é o destino

Por Honório de Medeiros

Foto produzida pelo autor da crônica
Foto produzida pelo autor da crônica

Toda estrada é um destino. A estrada é o destino, seja metáfora, seja realidade. É nossa história de vida. O começo e o fim de algo inominado. Essência ou aparência. Ínfimo ou descomunal. Ordem ou caos individual.

Para lá onde fica a beira do abismo, limites do seu terreno pedregoso se encaminhava Seu Petronilo, tangendo uma velha, antiquíssima bicicleta caindo aos pedaços.

Parei o carro ao seu lado. Ele me olhou, ressabiado. Dei um bom dia caloroso e ele respondeu no mesmo tom, com o sotaque da Serra, tirando o velho chapéu de massa, respeitoso, condizente com seus aparentes noventa e tantos.

O Senhor vai tomar que rumo?

Meu Senhor, vou pelas beiradas até o Cabeço, se Deus me deixar.

Então eu tou no rumo certo, seguindo em frente.

Tá sim senhor.

Vou lá agora cedo, porque soube que na ponta da Serra, final do Cabeço, as pessoas têm visto umas luzes estranhas, quando chega a noite alta. Quero assuntar. É assim mesmo?

É sim senhor. Eu mesmo fui pastorar uma raposa, num terreninho que tenho por lá, onde crio uns porcos, coisa pouca, era noite de lua grande, e vi essas luzes coloridas rodopiando no céu, indo e voltando, para lá e para cá, bem umas cinco ou seis. Uns caçadores que tavam por perto também viram.

O Senhor teve medo?

Medo mesmo não, porque se tá no mundo é porque Deus quer, até me benzi umas tantas vezes, mas achei meio fora do conforme. Durou um bom pedaço. E eu olhando pro céu, me perguntando o que danado era aquilo.

No final deu tudo certo, não foi?

Mais ou menos. Enquanto eu cuidava das luzes no céu, a raposa cuidou dos meus porquinhos…

Não tive como não rir. Ele riu também, colocou o chapéu na cabeça, pediu licença e tangeu a bicicleta, tomando destino, firme e forte como as rochas que abundam no Cabeço.

Bom dia, Seu Petronilo, fique com Deus.

O Senhor também!

Honório de Medeiros.

Quinta da Aroeira, Cerro, 22 de junho de 2025.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

Governo assina cooperação para asfaltar Estrada do Melão

A governadora Fátima Bezerra (PT) assinou nesta terça-feira (05) o acordo de cooperação técnica com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) para as obras de pavimentação de 15 quilômetros da “Estrada do Melão”.

Assinatura do termo aconteceu nessa terça-feira, para importante obra (Foto: Sandro Menezes)
Assinatura do termo aconteceu nessa terça-feira, para importante obra (Foto: Sandro Menezes)

A Estrada do Melão tem 31 quilômetros e está subdividida em três trechos. O primeiro, com extensão de nove quilômetros, será asfaltado pela Codevasf, conforme ficou acertado em reunião realizada no dia 11 de março; o segundo, de seis quilômetros, será construído pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN).

O terceiro foi pavimentado em 2020, com recursos do empréstimo junto ao Banco Mundial, através do Governo Cidadão.

Assentamentos 

A estrada é de fundamental importância para o escoamento da fruticultura e da produção da agricultura familiar praticada nos vários assentamentos de trabalhadores rurais da região de Mossoró e Baraúna.

“Estamos falando de uma estrada muito importante para a região porque significa desenvolvimento pela função que ela terá no escoamento da produção da fruticultura, uma luta de muito tempo da região Oeste. Compromisso assumido, compromisso cumprido!”, comemorou a governadora, destacando a luta das cooperativas, das associações, do setor empresarial e das lideranças políticas da região ao longo dos anos.

“Alegria nossa porque eu tinha dito que até 10 de abril o governo iria fazer a sua parte no acordo e aqui está. Sigamos em frente para que a obra tenha início o mais rápido possível”, reforçou Fátima, que estava acompanhada da diretora técnica do DER, Natércia Nunes, do secretário do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (SEDRAF), Alexandre Lima, e da secretária adjunta do Gabinete Civil, Socorro Batista.

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Articulações tentam viabilizar estrada para Serra de João do Vale

Por Tárcio Araújo

Com potencial para o desenvolvimento do turismo local, a Serra de João do Vale padece pela falta de infraestrutura de estrada.  Localizada entre os municípios de Jucurutu-RN, Triunfo potiguar-RN e Belém do Brejo do Cruz-PB, a 275 km de Natal e 130Km de Mossoró, com altitude de 750m acima do nível do mar, o lugar desponta como próximo destino serrano do Rio Grande do Norte.

Estrada carroçável só é acessível a veículos 4x4, e trechos com asfalto são escassos e semidestruídos (Foto: cedida)
Estrada carroçável só é acessível a veículos 4×4, e trechos com asfalto são escassos e semidestruídos (Foto: cedida)

Os prefeitos de Jucurutu, Iogo Queiroz (PSDB), e de Triunfo Potiguar, Darkinha Fonseca (PP), juntamente com outras lideranças regionais do entorno da serra João do Vale, e o deputado estadual Nelter Queiroz (MDB), solicitaram audiência para a última semana de janeiro de 2021, com a governadora Fátima Bezerra (PT). Eles querem a retomada das obras viárias.

De acordo com o deputado Nelter, há um apelo para que a governadora sinalize uma alternativa viável para a comunidade de João do Vale. “É preciso que o Governo do Estado se interesse pelo projeto. Por isso a gente também apela para a sensibilidade da governadora Fátima Bezerra”, comenta. Em dezembro último, ele esteve em Brasília também tratando do assunto com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

Dificuldades de acesso

O platô do maciço serrano abriga uma comunidade de cerca de 2500 moradores segundo IBGE. Diariamente, um grande número de pessoas descem e sobem a serra em condições precárias e sob risco de acidentes que variavelmente ocorrem.

Nelter esteve com Marinho (Foto: cedida)
Nelter esteve com Marinho (Foto: cedida)

  “Na época da chuva nem sobe nem desce ninguém, fica todo mundo isolado aqui em cima, até baixarem as águas e a lama secar”, conta o morador Anelsino da Silva, de 56 anos.

Ano a ano cresce a procura por investimentos em imóveis. As áreas de mirantes são as mais cobiçadas para construção de chalés, restaurantes e pousadas. Mas, a falta de uma via asfaltada retarda o desenvolvimento do setor turístico. É o que lamenta o investidor Janúncio Tavares.

– “Vans e ônibus não sobem! Pra subir num carro popular fica muito arriscado, a estrada é íngreme, o terreno muito acidentado.  Só vai se for de carro 4×4.  A gente fica triste porque já se poderia estar gerando renda na comunidade com atividade do turismo, esse é o futuro que a gente tem aqui. Muita gente querendo investir, mas não temos ação dos governos”, desabafa o empreendedor.

Reivindicação antiga

A reinvindicação da comunidade por estrada é antiga. Teve início na primeira metade dos anos 80 do século passado, quando a Prefeitura de Jucurutu – gestão de Nelter Queiroz – abriu o primeiro acesso por via carroçável e alguns trechos em calçamento.  Foram feitos  17Km da cidade até o topo da serra. Após quatro décadas, as condições de trafegabilidade continuam as mesmas.

Somente em 2010, o Governo do Estado assinou um contrato via Departamento de Estradas e Rodagem (DER/RN), para trabalho através da empresa CLC. Porém, apenas um trecho de 03km foi asfaltado naquela ocasião.

Em 2013, as obras foram retomadas na gestão de Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) que construiu mais 07Km até as proximidades da localidade chamada Sitio do Louro no “pé da serra”. Atualmente, está deteriorado devido as intempéries e falta de reparos. O restante da estrada ainda está todo por ser feito, onde são considerados os trechos mais íngremes.

A estrada é municipal e a obra está contratada pelo Governo do Estado desde esse período. As duas etapas dos serviços consumiram cerca de R$ 15 milhões. O custo total gira em torno de R$ 25 milhões, segundo informou o deputado Estadual Nelter Queiroz (MDB) que encabeça um movimento pela conclusão da estrada

Leia também: Veja série de matérias sobre a Serra de João do Vale.

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Cuidado na estrada e opção do bafômetro descartável

Desde janeiro passou a valer a tolerância zero de álcool no trânsito em todo o País. Índices no bafômetro entre 0,33 e 0,05 miligrama de álcool por litro de ar expelido caracterizam infração de trânsito.

Se o índice apontar 0,34 ou mais é considerado crime. A multa é de R$ 1.915,40 em ambos os casos.

Em São Paulo, por exemplo, a concessionária CCR ViaOeste, que administra a Rodovia Castelo Branco, põe em prática no carnaval o programa Zero Álcool, com apoio da Polícia Militar Rodoviária. Serão distribuídos bafômetros descartáveis aos usuários no km 18.

O condutor de veículo pode utilizar bafômetro descartável, já à venda no mercado.

Muita gente tem dúvida quanto ao tempo de metabolização do organismo, depois de ingerir bebida alcoólica. Com esse equipamento, há como ter maior segurança para trafegar sem apreensão.

Veja AQUI.