O Carnatal faz parte do calendário dos grandes eventos do país. Há 31 anos, a micareta atrai foliões e turistas de todos os lugares do Brasil. Para aferir os impactos do evento na área produtiva, o Instituto Fecomércio RN da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN) realizou uma pesquisa para traçar o perfil dos participantes da festa e apresentou aos diretores do Carnatal, nesta terça-feira (27).
Entidade apresentou à empresa promotora do evento o alcance do Carnatal (Foto: Divulgação)
O levantamento apontou que os gastos dos foliões com a participação na festa, direta e indiretamente, movimentaram cifras em torno de R$ 60,8 milhões em toda a cadeia do turismo. Desse montante, R$ 41,9 milhões vieram dos turistas, já os residentes da capital potiguar deixaram R$ 18,9 milhões.
“O Carnatal é um evento que se reinventou ao longo das últimas décadas. O nosso objetivo com este levantamento é contribuir para que os produtores e empresários que, de alguma forma, se beneficiam com a realização do evento possam compreender o comportamento do mercado, realizar avaliações e adotar decisões estratégicas futuras”, pontou o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.
“Essa pesquisa é o primeiro levantamento do tipo em mais de 30 anos de evento. Eu diria que, hoje, este é o maior documento do Carnatal que temos em mãos e certamente vai trazer mudanças para o nosso planejamento para um evento ainda melhor em 2023”, afirmou o empresário da Clap Entretenimento, Fred Queiroz, um dos responsáveis pela realização do evento.
A pesquisa foi realizada entre os dias 09 e 11 de dezembro, ouvindo 785 pessoas e possui um Índice de Confiança de 95%.
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Com novos sócios e reunião nessa quarta-feira (3) para aprovar a campanha de lançamento, o Carnatal 2022 já promete ser uma edição diferenciada este ano.
Alto comando do evento começa a cuidar de detalhes à sua realização (Foto: divulgação)
A maior micareta do Brasil, que acontece de 9 a 11 de dezembro, será administrada agora pela Clap Entretenimento (Felinto Filho, Fred Queiroz, Júnior Fofão, Andrezinho Dantas e Raphael de Lima), Luan Promoções (Luís Augusto e Renan Nóbrega); Vybbe (Kleriston e Everton) e Destaque Produções (Ricardo Bezerra e Roberta Bezerra).
E as primeiras atrações do Carnatal 2022 já estão definidas: Bell Marques, Durval Lelys, Claudia Leitte, Xand Avião, Nattan, Rafa e Pipo, Léo Santana, Saulo e Ivete.
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Às 19h48 de 18 de agosto deste ano, uma notificação surgiu no sistema do processo judicial da 14ª Vara da Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN). Nela, o procurador da República Rodrigo Telles, atualizava os autos da “Operação Manus” (que resultou na prisão do ex-deputado federal Henrique Alves e outras pessoas, no dia 6 de junho deste ano) com uma certidão de oito tópicos, onde dava ciência ao juiz Eduardo Guimarães, sobre a junção dos termos de colaboração premiada da família Queiroz.
Fred Queiroz foi alcançado pela Operação Manus e transformou-se em importante fonte (Foto: Arquivo)
Quase tudo que está lá descrito chegou recortado à imprensa 11 dias depois, quando repórteres colocaram as mãos em reproduções de trechos dos documentos. Um item da certidão de Rodrigo Telles, no entanto, ainda não foi revelado: grafado como último tópico, o documento do procurador é encerrado com a indicação de que se juntam aos autos “Documentos anexos referentes à Campanha de 2014 de Henrique Alves” ao governo estadual, que o Blog do BG revela agora com exclusividade.
O calhamaço de elementos juntados para sustentar as alegações de Fred Queiroz são amplos e devem ser encarados, antes de tudo, como documentos resultado de transações eleitorais. Caberá, ao fim do processo, à Justiça decidir o que foi ilegal ou não. Fred Queiroz antecipou o que sabia ser ilegal.
Resumo
O conjunto de elementos que sustentam a delação de Fred é aberto com um resumo de todas as circunstâncias entregues por ele, com um organograma onde são apontados os responsáveis pela execução da campanha de 2014.
O que vem na sequência é o relato de situações que se dividem entre a descrição de crimes, a operacionalização da campanha e circunstância da Prefeitura de Natal.
São citados nesse resumo, o deputado federal Rogério Marinho, o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Paulinho da Habitação, os deputados estaduais Kelps Lima (Solidariedade) e Ricardo Motta (PROS, hoje no PSB), o vereador Paulinho Freire, o presidente da Federação dos Municípios do RN (FEMURN), Benes Leocádio (PMDB), e auxiliares de Henrique Eduardo Alves.
É importante destacar que as situações descritas por Fred Queiroz são de contexto eleitoral, não sendo possível afirmar que todos os nomes citados incorreram em ilícito.
Os tópicos descrevem a articulação do que parece ser a compra de votos. Isso porque o delator cita diretamente o uso de recursos em cash sem aparante declaração à Justiça eleitoral, além de mencionar explicitamente empresas como a JBS e a Odebrecht.
O relato vai da bonança à dificuldade, quando o delator detalha que Henrique Alves chegou a distribuir cheques com a promessa de cobri-los depois para garantir o apoio de lideranças.
Recursos para o interior x JBS
Arturo
Dinheiro em SP
Aluísio Dutra
Cheques de Henrique
Recursos extras
Ramalho Moreira (aqui, Fred descreve supostos desvios em obra da Prefeitura de Natal)
Na colaboração que celebrou com o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Rio Grande do Norte, o empresário Fred Queiroz relacionou o nome de algumas lideranças que teriam recebido valores como forma de garantir apoio político à campanha ao Governo do Estado de Henrique Eduardo Alves (PMDB), em 2014.
Fred: dinheiro (Foto: arquivo)
De acordo com o relato, transferências bancárias foram feitas da conta das empresa Prátika Locações para as seguintes lideranças, no segundo turno da eleição de 2014:
Fabinho (ex-prefeito de Jandaíra);
Zeca Pantaleão (ex-prefeito de Carnaúba dos Dantas);
Flávio Azevedo (ex-prefeito de Nova Cruz);
Nilton Figueiredo (ex-prefeito de Pau dos Ferros);
Klaus Rego (ex-prefeito de Extremox);
Ivete Matias (prefeita de Brejinho);
Ivan Júnior (ex-prefeito de Assu);
Flávio Veras (ex-prefeito de Macau);
Osivan Queiroz (ex-prefeito de Lagoa Salgada);
Amaro Saturnino (ex-prefeito de Maxaranguape);
Aníbal (ex-prefeito de São João do Sabugi);
Felipe Muller (ex-porefeito de Caiçara do Rio do Vento)
Severino (ex-prefeito de Monte Alegre).
De acordo com Fred, as tratativas com essas lideranças eram feitas diretamente por Benes Leocádio, um dos coordenadores da campanha.
Os valores que tais pessoas teriam recebido não foram detalhados. Por ter informado que elas se beneficiaram a partir de transferências bancárias, Fred precisa dispor dos comprovantes de transferência para confirmar o que diz.
A reportagem tenta contato com os citados.
Leia também: Fred Queiroz detalha compra de apoios para Henrique Alves AQUI.
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José Geraldo (centro) durante a campanha de Henrique para o governo do Rio Grande do Norte, em 2014 (Foto: Agora RN)
Do portal Agora RN
O assessor particular do ex-ministro Henrique Alves (PMDB), José Geraldo, disse desconhecer as situações narradas pelo ex-secretário de Obras de Natal, Fred Queiroz, ao Ministério Público do Rio Grande do Norte e à Procuradoria da República do Rio Grande do Norte, em delação que envolve seu nome e um esquema para repassar R$ 7 milhões em propina para políticos que apoiariam Henrique durante sua campanha ao governo do Rio Grande do Norte, em 2014.
Em contato exclusivo com a reportagem do Portal Agora RN/Agora Jornal, José garantiu que tudo o que Fred contou em sua delação é mentira.
“Nada disso que ele falou é verdade. Nunca houve nada isso. Não procedem [as informações que constam na delação passada ao MPRN]. Está tudo totalmente errado, nada disso aconteceu. Ele é quem está dizendo isso. Não tenho a menor ideia do porquê dele falar essas coisas. Acho que ele não falou a verdade”, disse José Geraldo que, questionado acerca das investigações que recaem sobre o ex-ministro Henrique Alves, limitou-se a declarar que: “Não tenho o que dizer”.
Leia no link abaixo a postagem que deu origem à reação do assessor de Henrique Alves.
Leia também: Fred Queiroz detalha compra de apoios para Henrique Alves AQUI.
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Por Ricardo Araújo e Luiz Vassallo (O Estado de São Paulo)
O empresário Fred Queiroz, preso na Operação Manus, afirmou, em delação premiada, que o ex-ministro dos governos Dilma e Temer, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) comprou apoio de lideranças políticas nas eleições de 2014 com R$ 7 milhões, em espécie, no primeiro turno, ao governo estadual do Rio Grande do Norte.
Em Natal, Henrique é conduzido à prisão na Operação Manus em junho (Foto: Magnus Nascimento/Tribuna do Norte)
No relato dele sobre o segundo turno, Fred admitiu ter usado R$ 4 milhões dos R$ 9 milhões que recebeu, por meio de sua empresa, também para angariar aliados a Alves. Como forma de corroboração do relato, o delator entregou planilha com o detalhamento da aquisição, recebimento e distribuição dos recursos aos vereadores, prefeitos e deputados estaduais que apoiaram o ex-parlamentar na candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte em 2014.
Odebrecht e JBS
A Manus, deflagrada no Rio Grande do Norte para apurar fraudes de R$ 77 milhõesna construção da Arena das Dunas, prendeu o ex-ministro em 6 de junho.
O Estado teve acesso ao termo, homologado entre o empresário, o Ministério Público Estadual e a Procuradoria da República do Rio Grande do Norte, na quinta-feira, 24.
Fred Queiroz relatou que os articuladores da campanha de Henrique Alves ao governo potiguar ‘precisavam de R$ 10 a R$ 12 milhões para a campanha e que os valores seriam destinados à compra de apoio político’.
Na ocasião, segundo o delator, o ex-ministro respondeu que não dispunha dos recursos, mas que ‘tentou viabilizar’ com a Odebrecht e a JBS o montante de R$ 7 milhões.
Por volta do dia 28 de setembro, conforme consta no documento, “chegaram de R$ 5 a R$ 7 milhões de reais provenientes da pessoa de ‘Joesley’; e que esses valores não foram declarados em prestação de contas eleitorais”.
Os R$ 7 milhões, conforme detalhado na delação, foram entregues numa mala a um assessor particular do ex-presidente da Câmara Federal num hotel da Via Costeira, na praia de Ponta Negra, zona Sul de Natal.
Dinheiro em avião
“José Geraldo (assessor particular de Henrique Alves), disse que foi com o motorista de Henrique Alves de nome Paulo, pegar os valores com um casal no Hotel Ocean Palace; que esse casal, segundo José Geraldo, veio de Mato Grosso em um avião particular; que o nome do casal foi passado por Arturo Arruda por meio de mensagem de aplicativo; que José Geraldo levou o dinheiro em uma mala para a casa da sogra dele”, consta no depoimento de Fred Queiros aos procuradores da República, Rodrigo Telles de Souza e Fernando Rocha de Andrade.
Fred: uso de avião privado e dinheiro em quantidade (Foto: Portal Noar)
No dia seguinte, conforme relatado pelo delator, o coordenador geral da campanha de Henrique Alves no interior do Rio Grande do Norte, Benes Leocádio (atual presidente da Federação dos Municípios – Femurn), foi ao encontro de José Geraldo com uma listagem dos beneficiados.
Um dos prefeitos que apoiou Henrique Alves recebeu, naquele dia, R$ 27.500,00. Ele acabou sendo preso, horas depois, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) pois não informou a origem do dinheiro.
Muito dinheiro
Já no anexo referente ao segundo turno daquela mesma eleição, Queiroz admitiu que usou sua empresa para receber R$ 9 milhões, dos quais apenas R$ 5 milhões de reais foram destinados a despesas do contrato, como aquisição de gasolina, pagamento de pessoal, aluguel de equipamentos, carro de som, alimentação, estrutura de palco, etc., destinando-se 4 milhões à compra de apoio político.
De acordo com Queiroz, a campanha do ex-ministro de Dilma e Temer ao Governo do Estado em 2014 tinha dois cenários.
“A campanha de Henrique Alves em 2014 contava com duas expectativas, a primeira era a de que ele sairia vitorioso, a segunda era a de que haveria disponibilidade de muito dinheiro”, declarou o delator.
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Fred "abriu o jogo" (Foto: reprodução InterTV-Cabugi)
Do G1RN
O juiz federal Francisco Eduardo Guimarães homologou a delação do empresário Fred Queiroz, ligado ao ex-ministro Henrique Alves (PMDB), que foi preso na operação Manus, deflagrada no dia 6 de junho. A informação foi confirmada pela Justiça Federal.
A operação investigou corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas. O ex-ministro Henrique Eduardo Alves foi preso na operação Manus e segue detido na Academia de Polícia Militar.
Prisão
O empresário Fred Queiroz também foi preso em 6 de junho, mas foi solto no dia 23 do mesmo mês, após firmar acordo de colaboração com o Ministério Público Federal.
Fred Queiroz é acusado pelos procuradores da República de lavagem de dinheiro e de integrar organização criminosa. De acordo com os procuradores, os recursos passaram pelas contas da empresa Pratika Locação de Equipamentos LTDA., de sua propriedade.
Ao longo da campanha, a Prátika recebeu mais de R$ 9 milhões, dos quais mais de R$ 5 milhões foram sacados em espécie. De acordo com o procurador Rodrigo Telles, isso dificulta o rastreamento dos recursos.
Nota do Blog – Queiroz integrava equipe do prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), mas foi exonerado logo após sua prisão.
Recebo uma postagem no endereço privado do aplicativo WhatsApp, de alguém com grande poder de observação e enorme capacidade para análise política. Apartidário, mas de bom faro político, que se diga.
Depois de alguns dias circulando por Natal, ele passa algumas impressões com vistas às eleições do próximo ano no estado:
Vale apenas ler, para todos discutirmos:
Carlos Santos, passei 5 dias em Natal, cheguei ontem à noite. Tenho três análises feitas por pessoas do povo me chamaram atenção:
1 – Todo mundo falando que se o prefeito Carlos Eduardo (PDT) for candidato votarão nele, mas acham que ele não será por conta das prisões de do ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB)/ex-secretário municipal Fred Queiroz, e que as delações o abalarão;
2 – Muita gente dizendo que votará em Fátima Bezerra (PT), mas que ela não ganhará, pois não tem sorte para o executivo. Alguns até a comparam com Henrique, dizendo:”Ela só ganha pro Legislativo”.
3 – E a terceira e mais triste, é parte da população narrando o seguinte: “O governador Robinson Faria (PSD) terminará ganhando por exclusão”. A ausência de bons nomes, terminará ajudando a ser reeleito. Particularmente não acredito, mas deve ser observado.
* Essas declarações que relatei, foram feitas quase 100% por pessoas da classe média. Conversei, também, com alguns empresários que acham que Tião Couto (PSDB) e o desembargador Cláudio Santos devem ser candidatos, mas dificilmente decolarão.
Nota do Blog Carlos Santos – Depois comento cada um desses pontos e obrigado pela instigante colaboração, meu caro amigo.
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Henrique e Eduardo: denúncias graves (Foto: Folha de São Paulo 25-10-16)
O Juiz Federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara Federal no Rio Grande do Norte, nessa sexta-feira (30/06/2017), recebeu integralmente a denúncia protocolada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Eduardo Cosentino da Cunha (PMDB-RJ), Henrique Eduardo Lyra Alves (PMDB), José Adelmário Pinheiro Filho, Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis, Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva e Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara.
Eles são supostamente envolvidos na investigação conhecida como “Operação Manus” (veja AQUI) – desencadeada dia 6 do mês passado.
A denúncia do MPF aponta para desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva a partir de contratos operacionalizados com as construtoras OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia (veja AQUI).
“Tem-se que há farta justa causa para a continuidade do processo e recebimento da denúncia por todos os crimes imputados aos réus, inclusive o de possível organização criminosa, ante a plausível união dos acusados para cometimento dos delitos expostos na peça inaugural”, escreveu o Juiz Federal Francisco Eduardo.
Conheça – leia – a íntegra da denúncia clicando AQUI, protocolada no último dia 20 de junho pelo MPF.
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A homologação da colaboração do empresário Fred Queiroz, um dos alvos da Operação Manus (veja AQUI) será feita no Supremo Tribunal Federal por envolver agentes com foro nessa corte, apurou a reportagem do portalnoar.com.
Fred Queiroz foi preso na Operação Manus (Foto: Portal Noar)
O Supremo Tribunal Federal (STF) é a instância em que respondem deputados federais e senadores.
Até a data em que foi libertado da prisão, Fred Queiroz tinha dado oralmente indicativos de como iria contribuir, apontando pessoas e indícios com elementos para sustentar suas afirmações.
Formalmente, no entanto, nada foi tomado a termo, ou seja, escrito formalmente, por envolver figuras com prerrogativa de foro no STF. Para esse caso, é preciso que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, designe poderes a um membro do MPF para colher os depoimentos.
Operação Manus
No MPF do RN, o procurador Rodrigo Telles tinha sido investido de tais poderes para acompanhar os inquéritos do senador José Agripino e do deputado federal Felipe Maia, ambos do DEM e que não estão envolvido na Operação Manus, cujos alvos são agentes do PMDB.
Ao pedir a revogação da prisão de Fred Queiroz, os procuradores da República assinalaram que o réu manifestou interesse em colaborar. Ou seja, àquela altura, o empresário tinha feito o relato oral dimensionando sua contribuição. Mas, formalmente, o MPF no RN preferiu requerer um novo pedido de investidura de poder ao PGR para colher os novos fatos envolvendo agentes com prerrogativa no STF.
A defesa de Fred Queiroz, feita pelo advogado Eduardo Nobre, está incontatável desde que o empresário saiu da prisão.
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Foi sob forte pressão de familiares e sentindo-se abandonado pelos amigos que o empresário Fred Queiroz decidiu fazer um acordo de delação premiada com o Ministério Público federal, iniciativa esta que já vinha sendo trabalhada pelo advogado Eduardo Nobre, seu defensor. Queiroz, que está enfrentando sérias dificuldades de ordem financeira, poderá ser solto a qualquer momento do quartel da Polícia Militar onde se encontra detido.
Fred e Érika: estresse
O juiz Eduardo Guimarães, da 14a Vara da Justiça Federal, revogou a prisão preventiva do acusado por não haver mais motivos para mantê-lo preso. A delação ainda será homologada.
A informação de que Fred Queiroz resolveu fazer um acordo de delação surpreendeu até mesmo as pessoas mais próximas de sua família, já que o assunto vinha sendo tratado sob o máximo sigilo.
Desde o início da semana em curso, a esposa de Fred Queiroz, Érica Nesi, tornou-se inacessível até mesmo para os amigos mais próximos, que sequer conseguiam contatá-la por telefone.
Operação Manus
Érica vem se mantendo reservada, e vivendo sob forte impacto emocional em decorrência da prisão de seu marido.
Quando a Operação Manus foi deflagrada no último dia 6 de junho, Fred – então secretário de Obras da Prefeitura do Natal – foi preso (veja AQUI) ao lado da sua mulher (Erika Nesi) e do filho (Mateus Nesi). Mas ela e filho obtiveram liberdade rápida.
Esta semana, o Ministério Público Federal (MPF/RN) formalizou denúncia (veja AQUI) contra os envolvidos na Operação Manus, que investiga desvio de milhões de recursos públicos para utilização em campanhas eleitorais e outros fins.
Fred e sua empresa Prátika Locações aparecem em relevo na denúncia do MPF. Sua ligação umbilical com o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB) – um dos principais denunciados – poderá ser uma bomba de efeito devastador.
Henrique Alves continua preso em instalações da Polícia Militar do RN, em Natal.
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O Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Norte denunciou os ex-presidentes da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Lyra Alves (PMDB) e Eduardo Consentino da Cunha (PMDB-RJ), além de outros quatro envolvidos no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa investigado na Operação Manus, deflagrada no último dia 6 de junho (veja AQUI e AQUI) e que deriva da Operação Lava Jato.
A denúncia foi entregue à Justiça Federal nesta terça-feira (20).
Eduardo Cunha já se encontrava no Complexo Médico Penal do Paraná, quando a Justiça Federal, a pedido do MPF no RN, acatou um novo mandado de prisão preventiva contra ele e Henrique Alves. Este, por sua vez, foi preso pela Polícia Federal em sua residência, em Natal, e se encontra atualmente custodiado na Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Norte.
Eduardo Cunha e Henrique Alves estão presos e convivem com mais problemas judiciais sérios (Foto: Luís Macedo)
Além dos dois, também foram denunciados pelo MPF José Adelmário Pinheiro Filho, o “Leo Pinheiro”, presidente da OAS e que está preso na Polícia Federal, no Paraná; o executivo da Odebrecht Fernando Luiz Ayres da Cunha, que vem colaborando com as investigações; o empresário e ex-secretário de Obras de Natal, Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva, conhecido como “Fred Queiroz”, atualmente preso no Quartel da PM, em Natal; e o empresário Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara, sócio da Art&C Marketing Político Ltda., com sede na capital potiguar.
Crimes
Caso a denúncia seja aceita pela Justiça Federal, os dois políticos irão responder por corrupção passiva (artigo 317, §1º, do Código Penal) e lavagem de dinheiro (artigo 1º, § 4º, da Lei n. 9.613/1998); Léo Pinheiro e Fernando Ayres por corrupção ativa e lavagem de dinheiro; e os empresários Fred Queiroz e Arturo Arruda por lavagem de dinheiro e organização criminosa (artigo 2º, § 4º, inciso II, da Lei n. 12.850/2013). Os ex-deputados e os executivos da OAS e Odebrecht não foram denunciados por organização criminosa porque já respondem por esse crime em outras ações.
O MPF requer ainda a reparação dos danos materiais e morais, no valor mínimo de R$ R$ 15,5 milhões, e a decretação da perda da função pública para os condenados detentores de cargo, emprego público ou mandato eletivo. O processo tramita na Justiça Federal sob o número 0001430-69.2016.4.05.8400.
Provas
A denúncia do MPF reúne mensagens de celulares, prestações de contas eleitorais, dados bancários e telefônicos, depoimentos testemunhais, diligências de campo, documentos e depoimentos de colaborações premiadas. Esse conjunto confirma as ilegalidades cometidas pelo grupo. Para o MPF, entre Eduardo Cunha e Henrique Alves existia uma “parceria criminosa”.
De acordo com a denúncia, os dois ex-parlamentares, pelo menos entre 2012 e 2014, “solicitaram, aceitaram promessa nesse sentido e efetivamente receberam vantagens indevidas, de forma oculta e disfarçada, por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, em razão da atuação política e parlamentar de ambos em favor dos interesses de empreiteiras”.
Por sua vez, Fred Queiroz – administrador de fato da Pratika Locação de Equipamentos e aliado do ex-ministro Henrique Alves – e o cunhado do ex-parlamentar, Arturo Arruda Câmara, contribuíram com a “estrutura organizada para lavagem, por meio de prestações de contas eleitorais, dos valores ilicitamente obtidos”. Esquema utilizado principalmente na campanha de Henrique ao Governo do Rio Grande do Norte, em 2014.
Favores
Alguns dos “favores” feitos pelos ex-deputados à OAS, em troca das propinas, são detalhados na denúncia e ocorreram “em especial no ano de 2013, por meio da superação de restrições à participação da empresa na privatização dos aeroportos do Galeão e de Confins, por meio da aprovação do projeto da Lei Complementar n. 283/2013, referente à rolagem da dívida pública do Município de São Paulo, e da superação de entraves à liberação de financiamento do BNDES relativo à obra da Arena das Dunas, em Natal/RN.”
Léo Pinheiro: OAS (Foto: UOL)
Para o Ministério Público Federal, disfarçar a propina por meio de doação eleitoral foi uma das estratégias mais usadas. Em junho de 2012, ainda antes do período de campanha, foram pagos R$ 700 mil pela OAS, por meio do Diretório Nacional do PMDB, sempre com aval de Léo Pinheiro.
Ainda da OAS, veio repasse de mais R$ 500 mil em 13 de agosto do mesmo ano, através do Diretório Nacional. Até setembro chegaram mais R$ 1 milhão e posteriormente mais R$ 500 mil para a dupla, pelo mesmo caminho. Já em outubro, outros R$ 500 mil. Entre junho e setembro, dessa vez em 2014, o MPF registra repasses de R$ 650 mil e de R$ 3 milhões, através da conta de campanha ou pelo Diretório do PMDB no Rio Grande do Norte.
Odebrecht
Em outubro de 2014 houve nova solicitação de propina, por parte dos ex-parlamentares. A Odebrecht, dessa vez, foi quem repassou pelo menos R$ 1 milhão, através do Diretório Nacional e Estadual. Eram “valores devidos pela OAS, mas, em razão da afirmativa de ‘Léo Pinheiro’ de que não era viável a realização do pagamento naquela ocasião, as quantias acabaram sendo solicitadas à Odebrecht, para posterior compensação entre as empreiteiras.”
Nem todos os valores pagos pela Odebrecht, contudo, foram para “quitar” dívidas da OAS com os parlamentares. Em troca de interesses da própria Odebrecht, os ex-presidentes da Câmara receberam, de agosto a outubro de 2014, R$ 2 milhões em “caixa dois”, valor acertado com Fernando Luiz Ayres, “em razão da promessa de privatização da Companhia de Água e Esgoto do Rio Grande do Norte, operação na qual havia interesse da empreiteira em realizar investimento”.
Carioca e Andrade Gutierrez
De junho a outubro do mesmo ano, outros R$ 400 mil foram repassados pela Carioca Engenharia, através de doações eleitorais oficiais feitas à conta de campanha de Henrique Alves. Eduardo Cunha já vinha agindo em prol dos interesses da Carioca, em especial entre os anos de 2011 e 2013, por meio da obtenção de financiamento perante a Caixa Econômica para obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Em função dessa “ajuda”, os dois ex-deputados receberam propina no exterior, “fato que já é objeto de ação penal própria”.
A Andrade Gutierrez, por sua vez, doou ao Diretório do PMDB no RN R$ 1,25 milhão entre julho e setembro de 2014, dos quais R$ 100 mil foram diretamente para a conta de campanha de Henrique Alves. “Os valores consistiram em contrapartida pela atuação de Eduardo Cunha na alteração da redação da Medida Provisória n. 627/2013, que tratava da tributação do lucro de empresas brasileiras no exterior, de modo que o texto final (…) contemplasse os interesses da empresa, o que acabou de fato ocorrendo.”
Arenae clubes
No caso da Arena das Dunas, a OAS necessitava de aval do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) para a liberação de novas parcelas do financiamento do BNDES para a obra. Contudo, o tribunal não teve acesso ao projeto executivo completo e não podia avalizar a liberação. Henrique Alves foi procurado pela empreiteira e se dispôs a agir junto ao TCE e ainda a ir “pra cima do TCU”, o Tribunal de Contas da União.
No Acórdão 1982/2013, o TCU comunicou ao TCE/RN que, “apenas em situações em que fosse constatada irregularidade de gravidade suficiente, o fato fosse comunicado ao BNDES”. Como o tribunal potiguar não tinha as informações necessária para se posicionar sobre o assunto, o banco continuou a liberar as parcelas e a obra foi concluída, com um superfaturamento de R$ 77 milhões.
O conselheiro relator do caso no TCE, Carlos Thompson Fernandes, informou que Paulo Roberto Alves – então presidente do tribunal e primo de Henrique Alves – declarou a ele em um conversa que o ex-deputado “o tinha procurado em busca de informações sobre esse processo”. Em mensagens, Henrique antecipou a Léo Pinheiro que falaria com o primo para buscar o aval do TCE.
“Ele [Henrique Alves], no mínimo, omitiu-se de seu dever funcional, como parlamentar federal, de fiscalizar a regular aplicação de recursos do BNDES, para, em vez disso, favorecer interesses particulares de empreiteira”, reforça o MPF, acrescentando que o ex-parlamentar ainda obteve vantagens indevidas da OAS no contrato de utilização da Arena das Dunas, para as equipes do ABC Futebol Clube e do América de Natal, que receberam, somente a título de “luvas”, o valor de R$ 2 milhões da empreiteira, cada uma.
Lavagem de dinheiro
Os valores que chegavam para a campanha de Henrique Alves eram “lavados” através de um esquema montado com empresários próximos do então candidato. Entre julho de 2014 e fevereiro de 2015, ele, Fred Queiroz e Arturo Arruda usaram empresas familiares, de aliados políticos e até de fachada para “justificar, ocultar e dissimular, em prestação de contas eleitoral, a utilização de recursos de origem e destinação ilícitas (em proveito pessoal, em compra de votos e de apoio político)”.
Fred e Érika aparecem em investigação
Informações da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram que, somente pela Pratika, transitaram mais de R$ 9 milhões da campanha de Henrique Alves, dos quais R$ 5,5 milhões foram sacados em espécie.
A empresa está no nome da esposa de Fred Queiroz, Erika Montenegro Nesi, e também teria recebido em suas contas parte da propina repassada em dinheiro, via “caixa dois”, pela empreiteira Odebrecht.
Prefeitos, vereadores, lideranças…
A empresa serviu como instrumento para compra de apoio à campanha de 2014. Foram feitos repasses a 18 prefeitos, vereadores, lideranças políticas e familiares de políticos do interior e da capital. Outros R$ 1,1 milhão tiveram como destino a M N Queiroz Serviços e Eventos, empresa em nome de Matheus Nesi Queiroz, filho de Fred e Erika: “o que evidencia o desvio de recursos em benefício particular do grupo familiar em questão”, conclui o MPF.
Já para a Art&C Marketing Político Ltda., do cunhado Arturo Arruda, a campanha do ex-ministro transferiu R$ 1,3 milhão, que teriam sido revertidos em favor da família do candidato. “Arturo (…), juntamente com Carlos Frederico, foi o grande artífice do esquema de lavagem de valores ilícitos por meio de prestação de contas eleitorais na campanha de Henrique em 2014.”
Outras sete empresas de fachada receberam dinheiro da campanha. “Paralelamente a isso, em diligência de busca e apreensão autorizada pelo STF (…), foi arrecadada na residência de Henrique Alves em Natal/RN uma planilha que retrata distribuição de valores a “lideranças” em sua campanha (…), o que demonstra a efetiva prática de compra de votos.”
O Diário Oficial do Município de hoje (sexta-feira, 9) traz a exoneração do secretário municipal de Obras da Prefeitura do Natal, Fred Queiroz.
Também tem portaria efetivando o engenheiro Tomaz Neto, que estava interinamente na pasta, desde a prisão de Queiroz no último dia 6 (veja AQUI), na “Operação Manus”.
O prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) tenta evitar que sua gestão seja “contaminada” pelos casos de corrupção que envolvem Fred Queiroz, na relação político-empresarial com o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB).
O ex-secretário estava preso no Centro de Detenção Provisória (DP) do bairro Ribeira, mas foi transferido para o quartel geral da Polícia Militar do RN, localizado na Avenida Rodrigues Alves, bairro do Tirol, capital potiguar – noticiou há pouco o portal Agorarn.
Ele tem prisão preventiva, assim como o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves, que está preso na Academia da Polícia Militar do RN.
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As investigações do Ministério Público Federal (MPF) que resultaram na prisão preventiva do ex-presidente da Câmara Federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), nessa terça-feira (6) em Natal, detalham a ligação entre o ex-parlamentar com o também ex-presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB) – que já se encontrava preso no Paraná.
Também trata da participação de outros envolvidos em desvios de milhões do erário.
Arena das Dunas é um dos focos de investigações do MPF e do envolvimento de políticos com empreiteiras (Foto: Canindé Soares)
Os outros três alvos dos pedidos de prisão preventiva no Rio Grande do Norte foram Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva (Fred Queiroz), Erika Montenegro Nesi e Matheus Nesi Queiroz, sendo que estes dois últimos tiveram suas prisões revertidas em medidas cautelares, após a audiência de custódia à noite de ontem.
Os dois ex-parlamentares são acusados de receberem propina, por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, nos anos de 2012 e 2014, em troca de favorecimento a empresas de construção civil, como a OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia.
Informações
Já os demais presos pela Operação Manus, da Polícia Federal, auxiliaram Henrique Alves na ocultação dos valores recebidos ilegalmente.
Em coletiva de imprensa no dia passado (veja AQUI), procuradores federais, representantes da Polícia Federal e Receita Federal, deram informações sobre a “Operação Manus” que cumpriu 33 mandados, sendo cinco mandados de prisão preventiva (sem prazo), seis de condução coercitiva, quando alguém é levado a depor, e 22 de busca e apreensão nos no Rio Grande do Norte e no Paraná.
Só em superfaturamento na construção da Arena das Dunas, os números passam de R$ 77 milhões.
Hoje, o próprio Ministério Público Federal liberou cópias das fundamentações apresentadas à Justiça Federal, para desencadear essa operação.
Veja AQUI, AQUI e AQUI as três, com detalhamento do que foi apurado pelo MPF.
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O ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB) foi levado à Academia de Polícia Militar do Rio Grande do Norte por volta de 21h40 de ontem (terça-feira, 6), onde ficará preso. Mas sua permanência numa sala com condicionador de ar, nesse endereço, pode ser provisória.
Não se deve descartar hipótese de Henrique ser transferido para uma penitenciária (Papuda, em Brasília, é uma hipótese) até mesmo fora do estado.
Ele prestou depoimento à Polícia Federal, em seguida participou de audiência de custódia na Justiça Federal (veja AQUI) no dia passado.
Outros presos
Seus advogados tentam habeas corpus, mas Henrique foi preso na “Operação Manus” sob a ordem de dois mandados judiciais distintos (veja AQUI e AQUI).
Os demais presos pela Operação Manus no estado tiveram outras destinações: a jornalista Érika Nesi e seu filho Matheus Nesi foram libertados após audiência de custódia e Fred Queiroz (secretário de Obras da Prefeitura de Natal) foi mantido preso.
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A Prefeitura Municipal do Natal emitiu Nota Oficial relativa à prisão do secretário de Obras, Fred Queiroz, ocorrida no dia passado (veja AQUI), dentro da “Operação Manus”.
Sublinha que não há relação entre o que é apurado e a municipalidade, além de noticiar substituição do auxiliar do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT).
Nota da Prefeitura de Natal sobre a Operação Manus:
Em virtude dos fatos ocorridos hoje pela manhã que resultaram na prisão preventiva do secretário de Obras, Fred Queiroz, o prefeito Carlos Eduardo assinou portaria que será publicada no Diário Oficial de amanhã (hoje) designando o secretário adjunto, Tomaz Pereira de Araújo Neto, para responder pela secretaria nas ausências e impedimentos do titular da pasta.
Ressalte-se que não há nada nos fatos revelados que envolva a Prefeitura do Natal.
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O quartel da Polícia Militar em Natal, é o local onde o ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB), 68, ficará preso.
Sua prisão ocorreu ainda pela manhã em Natal, na “Operação Manus” (veja AQUI).
Henrique prestou depoimento na sede da Polícia Federal e depois participou de audiência de custódia na Justiça Federal, conduzida pelo juiz da 14ª Vara da Justiça Federal, Francisco Eduardo Guimarães.
Seus advogados tentam habeas corpus.
O ex-parlamentar foi acossado por dois mandados de prisão no dia de hoje (terça-feira, 6). Veja informações sobre o segundo AQUI.
O empresário e secretário de Obras de Natal Fred Queiroz, sua esposa Érika Nesi e filho Matheus Nesi também tiveram mandado de prisão.
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Além do ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB), a “Operação Manus” (veja AQUI e AQUI) ensejou a prisão do secretário de Obras da Prefeitura do Natal e empresário Fred Queiroz.
Ele é sócio-proprietário da empresa “Prátika Locações” (conheça-a AQUI), que há tempos tem contratos vultosos com a municipalidade, comandada pelo prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), primo de Henrique Alves.
Em Mossoró, o publicitário Arturo Arruda, um dos sócios da agência Art&C e cunhado de Henrique, foi alvo de mandado de condução coercitiva.
Também teve condução coercitiva em Natal, Jaime Mariz, engenheiro, professor- da Universidade Federal do RN (UFRN) ex-secretário do Planejamento no governo Garibaldi Filho (PMDB).
No total, são cumpridos 33 mandados, sendo cinco de prisão preventiva (sem prazo), seis de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão.
A operação ocorreu nas cidades de Natal, Mossoró e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, e Curitiba, no Paraná.
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O presidente municipal do PMDB de Natal, vereador Ubaldo Fernandes, reuniu, na tarde desta sexta-feira (10), a Executiva do partido na capital para tratar do início das discussões internas com vistas ao pleito deste ano. Na pauta, foram discutidas as alianças eleitorais, a indicação do vice do prefeito Carlos Eduardo (PDT) e as expectativas para as eleições deste ano.
Ubaldo (de costa) presidiu reunião de diretório na capital (Foto: cedida)
“A indicação do nome do vice do prefeito Carlos Eduardo será exclusivamente do PMDB. Não admitiremos interferências externas sobre esse assunto. Nós vamos ouvir nossos filiados, nossos líderes ministro Henrique Alves, senador Garibaldi Filho e deputado federal Walter Alves e tomaremos uma decisão interna, em conjunto”, declarou o parlamentar.
Durante a reunião, foi elaborado um calendário de conversas com partidos da base do prefeito Carlos Eduardo para articular a composição da chapa proporcional. Também foram agendadas reuniões com o ministro Henrique Alves, o senador Garibaldi Filho e o deputado federal Walter Alves, para ouví-los sobre as composições e a escolha do nome para compor com o prefeito.
Atualmente, se colocam à disposição para integrar a chapa majoritária os deputados estaduais Hermano Morais e Álvaro Dias, o ex-secretário de Turismo Fred Queiroz e o presidente licenciado da Fecomércio, Marcelo Queiroz.
O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) realizará, nesta sexta-feira (3), em Natal, a partir das 9 horas, na sede da legenda, localizada no bairro Tirol, convenção cartorial, que homologará o diretório da sigla no Município.
Na ocasião, o vereador Ubaldo Fernandes (PMDB), que já preside Comissão Provisória, será oficializado presidente municipal do partido. O vice-presidente será o vereador Felipe Alves (PMDB).
Vice
“Essa convenção municipal será o início dos debates internos do PMDB para as eleições deste ano. A partir da homologação do diretório municipal, passaremos a debater a indicação do vice de Carlos Eduardo (PDT) e a nominata da chapa proporcional”, declarou Ubaldo.
Também vão compor o diretório do PMDB de Natal o vereador Bertone Marinho e o ex-secretário municipal de Turismo Fred Queiroz.