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Gustavo Rosado e outros denunciados são absolvidos por Justiça do RN

Gustavo: irmã incapaz; irmão capaz de tudo
Gustavo foi um dos presos, mas agora inocentado pela Justiça em decisão colegiada (Foto: Arquivo/2013)

A Unidade Judiciária de Delitos de Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), formada por três magistradas, absolveu todos os envolvidos na denominada “Operação Anarriê”, deflagrada em 17 de março de 2016 pelo Ministério Público do RN (MPRN), em Mossoró. A investigação tratava de supostos desvios durante gestão Francisco José Júnior (PSD, à época), na produção e realização do Mossoró Cidade Junina (MCJ).

Na sentença, as juízas Ana Cláudia Secundo, Maria Nilvalda Neco Torquato e Tatiana Socoloski Perazzo Paz de Melo rejeitaram integralmente as denúncias do MPRN. O colegiado entendeu que todos os réus são inocentes.

Foram absolvidos Gustavo Rosado (ex-secretário de Cultura), Riomar Mendes Rodrigues, Clezia da Rocha Barreto, Tácio Sérgio Garcia de Oliveira, Maria de Fátima Oliveira Gondim Garcia, Kássia Mayara Cavalcante, Kelly Tandrianny de Souza Ramos e José Cleber Ferreira da Silva.

Nos autos, os promotores ficharam os réus em crimes por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, fraude à licitação e peculato. Faziam referências aos festejos juninos promovidos pela municipalidade de 2013 e 2014, que teria resultado, segundo o MP, em desvios de pouco mais de R$ 2 milhões.

Prisões e busca e apreensão

A Operação Anarriê chegou a cumprir vários mandados de busca e apreensão, conduções coercitivas e prisões, relaxadas poucos dias depois. Entre os presos, Gustavo Rosado. Um caso até mais delicado foi do empresário Tácio Garcia, que sofreu princípio de infarto ao ser abordado, sendo internado num hospital da cidade.

Dezoito promotores de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Mossoró, do Grupo de Atuação Regional de Defesa do Patrimônio Público (GARPP) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) participaram dessa operação, com reforço de 70 policiais.

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Dix-sept Sobrinho reforça luta por pediatria em Hospital da Mulher

O médico pediatra Dix-sept Rosado Sobrinho envia e-mail à nossa página retomando tema levantado por ele no dia 8 de abril passado – Médico lamenta que pediatria seja excluída do Hospital da Mulher -. Dessa feita, com cópia de portaria do ano de 2011, ele reitera que a gestão municipal da época – prefeita Fafá Rosado (DEM) – chegou a criar uma Comissão Multi-institucional para elaborar o Projeto Físico-funcional do Hospital Materno-infantil de Mossoró.

Dix-sept Sobrinho anexa cópia dessa portaria ao texto nos encaminhado, relembrando que não falava sem base quando em abril pediu – na anunciada retomada de obra do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia – um setor de “Hospital Pediátrico que dividiria setores com a Maternidade (cozinha, lavanderia etc.)”. Mas segundo ele, “foi retirado do projeto inicial”.

Prezado Carlos Santos:

Cópia trata da formação de comissão em 2011, na esfera municipal (Reprodução BCS)
Cópia trata da formação de comissão em 2011, na esfera municipal (Reprodução BCS)

Localizei cópia de portaria nomeando comissão para confecção de projeto de Hospital Materno-Infantil. Assim foi feito. O projeto original previa a construção de um Hospital maternidade geminado a um hospital pediátrico (PS, uti, centro cirúrgico,  enfermaria pediátricos, ambulatórios públicos e gratuitos). Não gosto de passar por leviano ou mentiroso.

Gostaria de que fosse reconhecido que houve mudança no projeto original sim. E seria muito mais importante para a cidade e região que se construísse um hospital maternidade com possibilidade de germinar com hospital não só pediátrico, mas também com outras possibilidades de atendimento público e gratuito. Como campo de estágio para cursos da Saúde e outras áreas (administração,  jurídica, tecnológica…) e efetivo e mais amplo atendimento à população que tanto necessita.

Cordialmente, Dix-sept Rosado Sobrinho.

O outro lado

No dia 9 de abril, o secretário Fernando Mineiro, da pasta de Gestão de Metas e Projetos/coordenador do Projeto Governo Cidadão, disse ao Canal BCS (Blog Carlos Santos) que o modelo original do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia (em Mossoró) não sofreu alteração: Secretário diz que projeto original não tinha pediatria.

“Sobre essa notícia, eu informo que nosso governo não promoveu nenhuma mudança no projeto do Hospital da Mulher. E pela informação que tenho, o projeto original (gestão Robinson Faria-PSD) também não previa pediatria”, reforçou Mineiro. O empreendimento é do Governo do Estado.

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Filha de Rosalba sai de secretariado para atuar em campanha

Lorena, Rosalba e Kadu: campanha (Foto: arquivo)

Mais mudança na equipe de secretários da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP).

Sua filha e titular da pasta da Assistência Social, Lorena Ciarlini, foi exonerada.

Em seu lugar entra a adjunta Fernanda Kallyne Rego de Oliveira, assistente social que já esteve na pasta da Ação Social na era Fafá Rosado (PSB), Francisco José Júnior (sem partido) e como titular da Saúde na Prefeitura de Upanema.

Ela é servidora de carreira da municipalidade mossoroense.

Decisão política

A saída de Lorena é uma decisão política normal, para deixá-la liberada para participar da campanha dos candidatos do grupo governista da prefeita Rosalba, principalmente focada na chapa majoritária, onde está seu irmão Kadu Ciarlini (PP), candidato a vice-governador de Carlos Eduardo Alves (PDT).

Leia também: Sandra Rosado emplaca mais um cargo no primeiro escalão.

Lorena foi durante bom tempo um nome cotado para ser candidata a deputado estadual. Mas por decisão pessoal deixou claro à sua mãe-prefeita e ao pai e ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PP), não pretender ingressar na carreira política.

O nome passou a ser então o de seu irmão, Kadu. Ele acabou sendo deslocado para chapa majoritária, nos acertos políticos do seu grupo.

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Licitação de limpeza urbana tem três empresas habilitadas

A licitação para contratação de empresa para execução do serviço de limpeza urbana de Mossoró foi retomada na manhã de hoje (segunda-feira, 12) com a leitura da ata com respostas aos questionamentos realizados pelos licitantes e julgamento dos documentos de habilitação. Esse processo licitatório foi iniciado em 21 de dezembro com o credenciamento das empresas e apresentação de documentos.

Após análise técnica e contábil dos documentos, com auxílio do corpo técnico da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Meio Ambiente, Urbanismo e Serviços Urbanos (SEIMURB) e da contabilidade da Prefeitura de Mossoró, três empresas foram habilitadas no certame: Construtora Marquise S/A, Saneamento Ambiental LTDA (Sanepav) e Vale Norte Construtora LTDA.

Três inabilitadas

Outras três empresas foram credenciadas para o processo licitatório, mas foram inabilitadas pela Comissão Permanente de Licitação por não atenderem a todas as exigências do edital: Esquadra Construções Eirele, Ecov Monitoramento Ambiental e Locação de Equipamentos LTDA e M Construções e Serviços LTDA.

Agora, a Comissão abriu prazo de cinco dias úteis para apresentação de possíveis recursos e, posteriormente, mais cinco dias para contrarazões das demais empresas. Após este período, a Comissão decidirá sobre os possíveis recursos e publicará a reabertura da Sessão para abertura das propostas de preços.

História sem licitação

O serviço de limpeza urbana de Mossoró está sendo licitado mais de uma década depois. Tentativa anterior ocorreu em 2016, na gestão Francisco José Júnior, mas acabou sendo freada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e decisão judicial. O montante era de quase R$ 150 milhões.

A última vez em houve licitação foi na gestão Fafá Rosado (DEM, hoje no MDB), em 2005. Desde então é sequencialmente ‘tangida’ por dispensa de licitação e aditivos.

Em uma das paralisações de terceirizados em 2017, no Boa Vista carroças eram usadas para retirar lixo (Foto: Arquivo)

A empresa que executa os serviços atualmente, a Vale Norte, entrou sem licitação em maio de 2016. Desde então obteve mais três dispensas de licitação (duas na gestão da atual prefeita Rosalba Ciarlini-PP) e um aditivo.

Muitos milhões

Seu contrato vai se encerrar em maio deste ano. Até lá, terá empalmado mais de R$ 52 milhões num espaço de dois anos, sem licitação alguma.

Esse montante daria para construir mais de 1000 casas populares no padrão do Conjunto Maria Odete Rosado (Minha Casa, Minha Vida), entregue ano passado pelo governo federal em parceria com município.

Breve relato de uma história de insalubridade moral

Leia também: Rosalba pagará mais de R$ 28 milhões à empresa sem licitação;

Leia também: Prefeita mantém serviço milionário e ‘suspeito’ sem licitação AQUI;

Leia também: Termina domingo contrato com empresa de limpeza urbana AQUI;

Leia também: Prefeitura fará licitação para limpeza urbana AQUI;

Leia também: Gestão Rosalba ‘esquece’ promessa sobre limpeza urbana AQUI.

Em um ano e seis meses, os reajustes contratuais em favor da Vale Norte chegaram a 48,3%. A empresa anterior que era responsável por esse serviço, a Sanepav, empalmou mais de 150 milhões no período que atuou.

O escândalo passa despercebido por boa parte dos órgãos fiscalizadores. Quanto à população, ela fica com ônus duplo: serviço péssimo e custo estratosférico, além de constantes greves de terceirizados cobrando pagamento em dia.

Pelo visto, o fetiche é por ‘tocar terror’ na vida de aposentados/pensionistas da Universidade do Estado do RN (UERN), correr atrás de dinheiro de ponta de lenço na Câmara Municipal de Mossoró e medir tamanho de barracas e palcos no Cidade Junina.

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Plano Diretor exige rápida revisão com Conselho da Cidade

Por Gutemberg Dias

Hoje vamos falar um pouco sobre uma das leis mais importantes para o município e que, por vezes, é ignorada por gestores e passa ao largo do interesse da maioria dos cidadãos. Essa lei é o Plano Diretor, que no Brasil é obrigatório todo município com mais de 20 mil habitantes possuir uma, conforme preconiza a Constituição Federal de 1988.

O Plano Diretor na sua essência para Flávio Vilhaça “é o instrumento básico da política municipal de desenvolvimento e expansão urbana, que tem como objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes” .

Mossoró teve seu Plano Diretor aprovado a partir da Lei Complementar N.º 012 de 11 de dezembro de 2006, ou seja, há mais de dez anos. Vale destacar que essa lei tem prazo máximo para revisão, conforme estabelece o Art. 163. No caso de Mossoró, ela expirou em dezembro do ano passado.

Segundo o Art. 163, a lei que institui o plano diretor deverá ser revista a cada dez anos, devendo o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual incorporar as diretrizes e prioridades nele contidas. É bom deixar claro aos webleitores que caso haja necessidade existe a possibilidade da revisão antes do prazo máximo de dez anos.

Se houver necessidade de antecipar a revisão essa decisão fica a critério do Conselho da Cidade.

Muitos devem estar perguntando se Mossoró tem Conselho da Cidade? Teoricamente tem. Foi criado para garantir o efetivo acompanhamento e fiscalização da implementação do Plano Diretor e deve ser composto por membros da sociedade civil organizada e da gestão pública.

Conselho

Art. 146. Fica criado o Sistema Municipal de Planejamento Urbano (SIMPLURB) que garantirá a implantação, revisão e acompanhamento deste Plano Diretor, composto pelo Conselho da Cidade de Mossoró, como um processo contínuo, dinâmico e flexível, que tem por objetivos:

I – criar canais de participação da sociedade na gestão municipal;

II – garantir o gerenciamento eficaz direcionado à melhoria da qualidade de vida;

III – instituir um processo permanente e sistematizado de atualização do Plano Diretor de Mossoró.

Infelizmente, as gestões que vieram após a implantação do Plano Diretor, incluindo a da própria prefeita Fafá Rosado (PMDB) que promulgou a lei, vem deixando em segundo plano o Conselho da Cidade, assim como tantos outros.

Não garantir o funcionamento a contento o Conselho da Cidade é uma forma, nítida, de deixar de lado a participação democrática da sociedade no direcionamento das políticas de desenvolvimento urbano, bem como, na prática, inviabilizar o próprio Plano Diretor.

Desde quando a lei que rege o Plano Diretor de Mossoró foi promulgada até hoje, a cidade teve importantes alterações na sua dinâmica urbana, principalmente, em função da expansão territorial e na mudança do uso e ocupação do solo, ou seja, zonas que eram estritamente residenciais se transformaram em algo híbrido, com surgimento e expansão de áreas comerciais. Um bom exemplo são as adjacências da Avenida João da Escóssia (que corta a cidade do centro ao Nova Betânia, alcançando área de shopping, uma universidade etc..

É importante frisar que na ultima gestão houve um esforço por parte do Gabinete do vice-prefeito, Luiz Carlos (PT), e também, da Secretaria de Planejamento, quando eu estava na gestão, para se iniciar uma discussão sobre o tema. Porém faltou, nas duas ações, apoio institucional para que o processo caminhasse.

Tenho plena convicção que a atual gestão deveria, num gesto de cuidado com a cidade, imediatamente reorganizar o Conselho da Cidade para logo em seguida iniciar o processo de revisão do Plano Diretor de Mossoró.

Destaco que é imprescindível que a gestão trate esse dispositivo legal como uma peça viva que conviva com o cotidiano da cidade. Servindo de base para ordenar o crescimento urbano e, sobremaneira, garantir o bem-estar da população.

Gutemberg Dias é graduado em Geografia, mestre em Ciência Naturais e empresário

Prestação de contas mexe com bastidores políticos

Nos intramuros da Câmara Municipal de Mossoró, finalmente foi localizado um calhamaço da prestação de contas da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB).

Andava sumido, digamos.

Essa nebulosidade em torno do assunto, com escassa ou nenhuma informação, não é de hoje nem está circunscrita à atual legislatura na Câmara Municipal de Mossoró.

Há muitos interesses em jogo, mesclando oposição e governo; passado, presente e futuro.

Há gente com pressa, agora, à sua aprovação vapt-vupt.

Traremos novidades de bastidores.

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TCE freia licitação suspeita e milionária para limpeza urbana

Do Blog do Magnos Alves

A licitação para contratação do serviço de limpeza urbana de Mossoró prevista para a manhã desta terça-feira (25) está suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). A decisão foi do conselheiro Renato Costa Dias, atendendo solicitação do Ministério Público de Contas.

Em sua decisão, o conselheiro levou em conta principalmente a prática de possível sobrepreço em relação aos demais municípios.

Vale Norte "apareceu" na gestão Francisco José Júnior já eivada de suspeitas contratuais (Foto: arquivo)

O pedido de suspensão da licitação feito pelo Ministério Público de Contas levou em conta matérias publicadas pelo Blog do Magnos Alves e Jornal de Fato, inclusive utilizando dados de reportagens, como o levantamento feito pelo Blog do Magnos Alves que apontou que a Sanepav recebeu mais de R$ 135.000.000,00 da Prefeitura de Mossoró de 2009 a 2015, além de informações sobre o contrato emergencial com a Vale Norte e o aditivo deste contrato que totalizam o valor de R$ 11.978.149,20.

De acordo com dados revelados pelo Ministério Público de Contas (MPC), o serviço de limpeza pública de Mossoró custaria R$ 50 milhões por ano a partir da realização da licitação que estava prevista para esta terça-feira (25), mas foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Sobrepreço

De acordo com os dados, o contrato que seria licitado hoje teria duração de 36 meses com valor limite estipulado de quase R$ 150 milhões (R$ 149.943.311,28).

A prática de sobrepreço no certame previsto para hoje ficou bastante evidente, no entendimento do MPC, considerando comparação com o contrato emergencial assinado com a Vale Norte e com o contrato de limpeza urbana assinado pela Prefeitura de Natal.

No contrato emergencial assinado por seis meses com a Vale Norte o valor per capita referente ao serviço de limpeza urbana é de de R$ 5,47/habitante/mês, enquanto que na licitação que estava prevista para hoje o valor per capita sobe para R$ 14,27/habitante, quase o triplo.

O valor per capita que seria cobrado em Mossoró é mais do que o dobro do que é cobrado em Natal: R$ 6,73/habitante/mês. “O valor do orçamento estimativo aponta para um sobrepreço de 112,03%”, observa o MPC em seu pedido de suspensão da licitação.

Auditoria

Além de pedir a suspensão da licitação do serviço de limpeza urbana de Mossoró que estava prevista para hoje, o Ministério Público de Contas pede ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) que sejam auditados os contratos firmados pela Prefeitura de Mossoró com a Sanepav e a Vale Norte.

Sanepav teve contrato desde o governo Fafá Rosado (Foto: De Fato)

A Sanepav foi contratada pelo Município por meio de uma licitação realizada em 2005, há 11 anos, e, desde então, vinha executando o serviço de limpeza urbana de Mossoró através da renovação automática do vínculo.

Até que a Vale Norte foi contratada sem licitação em abril deste ano de 2016 por um período de seis meses e, posteriormente, recebeu aditivo para passar mais uns dias na cidade.

Nota do Blog Carlos Santos – O que mais impressiona no caso não é a decisão do TCE em si, mas levarmos tantos anos para testemunharmos uma decisão dessa natureza.

Qualquer pessoa razoavelmente bem-informada sabe que tem caroço nesse lixo há tempos. Qualquer levantamento superficial apontaria discrepância no preço da tonelagem desde o período de gestões anteriores, na relação Prefeitura-Sanepav.

Lamentável ainda o papel continuado de omissão de seguidas legislaturas da Câmara Municipal, com bancadas governistas impedindo uma minoria de fiscalizar as contas públicas.

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Pareceres do TCE não são encontrados em Câmara Municipal

Está difícil a localização dos pareceres prévios do Tribunal de Contas do Estado (TCE), quanto aos exercícios 2006 e 2011, da Prefeitura de Mossoró.

Os períodos são referentes à gestão Fafá Rosado (PMDB).

Quem sabe, com apoio da Polícia Federal, KGB, Mossad, Cia ou a Scotland Yard, eles aparecam.

Sem os pareceres, a Câmara não pode analisar as contas municipais desses períodos.

TCU aponta várias irregularidades no Governo de Fafá Rosado

O Jornal de Hoje e O Mososroense

O Tribunal de Contas da União (TCU) apontou em relatório que parte de R$ 46 milhões enviados dos cofres da União por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) para a Prefeitura de Mossoró no ano de 2009 foram usados de forma irregular. A auditoria foi aprovada pelo ministro-relator José Jorge e apoiada pelos demais ministros em sessão realizada em 30 de março.

Fafá não tem motivos para sorrir, ainda mais fora de qualquer cargo público (Foto: Ricardo Lopes)

Segundo matéria de O Mossoroense, o documento mostra que a Prefeitura de Mossoró usou recursos do SUS para a manutenção de veículos que não estão lotados na Gerência Executiva da Saúde. Ao todo, foram destinados R$ 10.426,00 em desacordo com o que orienta o artigo 6º da Portaria nº 204/GM de 2007 e no art. 8º, parágrafo único, da Lei Complementar nº 201/2000 (LRF).

O levantamento mostrou que foram feitos pagamentos de servidores, o que não é permitido, conforme artigo 6º da Portaria nº 204/GM de 2007 e no artigo 8º, parágrafo único, da Lei Complementar nº 201/2000 (LRF). Entre janeiro de 2009 e julho de 2010, a Prefeitura teria usado R$ 15.402.922,99 para pagamentos de agentes da dengue, do Programa Saúde da Família (PSF) e agentes comunitários de saúde, que recebem dotação específica da atenção básica; auditores do SUS, que devem ser pagos com recursos próprios, constituindo desvio de finalidade.

Falta de relatório

Também foi detectado que a Prefeitura de Mossoró não elaborou um relatório anual exigido pelo artigo 4º, inciso IV, da Lei nº 8.142/90. Ainda conforme o documento, a administração Fafá Rosado (DEM) falhou ao descumprir o inciso II do art. 6º do Decreto nº 1.651/1995, não enviando relatório de gestão dos recursos do SUS ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN).

No item transparência, foi mostrado que a Prefeitura de Mossoró não elaborou o relatório anual de gestão exigido pelo artigo 4º, inciso IV, da Lei nº 8.142/90. Nem prestou contas ao TCE dos recursos do Fundo Municipal de Saúde (FMS).

Segundo o levantamento, a Prefeitura de Mossoró feriu o artigo 8 da Portaria 1.286/93, do Ministério da Saúde, ao não apresentar demonstrativo por escrito com valores do serviço prestado aos usuários do SUS. Ficou ainda sem ter conhecimento da prestação de contas dos recursos do SUS o Conselho Municipal de Saúde não teria tido acesso aos relatórios trimestrais de aplicação da verba federal.

A administração municipal, segundo o levantamento, também pecou por não ter uma comissão ou fiscal específico para acompanhar a execução dos contratos e convênios firmados com a rede privada.

Pagamentos

O relatório do TCU aponta ainda irregularidades em pagamentos a prestadores de serviços do SUS através da administração municipal. As irregularidades são pagamentos 259% acima do previsto em contrato no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) em nome de Fernando Gabriel Negreiros. Por meio desse contrato ele recebeu R$ 138.771,85. O relatório não informa quais os serviços prestados.

Em outro contrato com a Clínica de Anestesiologia de Mossoró, foram feitos pagamentos acima da tabela do SUS na ordem de R$ 148.483,26, contrariando a Portaria do Ministério da Saúde de número 1.606/2001. O procedimento licitatório vinculava os recursos ao Orçamento Geral do Município e os pagamentos referem-se ao período de agosto a outubro antes da assinatura do contrato em novembro daquele mesmo ano.

A Prefeitura de Mossoró pagou ao extinto Hospital Duarte Filho a quantia de R$ 118.456,38 por serviços de média e alta complexidades, mesmo com a empresa interditada pela Vigilância de Saúde desde novembro de 2008.

Em um empréstimo de R$ 2.843.680,00 avalizado pela Prefeitura de Mossoró para investimentos no Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró, foram usados apenas R$ 10.347,98 mensais, totalizando R$ 124.175,76 anuais. Valor considerado muito abaixo para o montante.

Mistérios que vão continuar

Alguns dos grandes mistérios da era Fafá Rosado (DEM) na Prefeitura de Mossoró – vão continuar, sem que nenhuma força extraterrestre, legal ou sobrenatural consiga desfazer o mistério:

– Quais os beneficiados pelo programa Pró-Universitário? Existiriam favorecidos de origem abastada e fruto de troca eleitoreira?

– Programa Minha Casa, Minha Vida. Os beneficiados são todos necessitados e preencheram apenas critérios técnicos?

– Quais os imóveis alugados, seus valores e beneficiados?

– Afinal de contas, quantos cargos comissionados existem, quem são os ocupantes e eles todos cumprem expediente regularmente?

– Quais os veículos, quantos são e quem são os reais beneficiados por veículos alugados à prefeitura?

– Quantos empregos terceirizados são oferecidos pela prefeitura, quem são os beneficiados e há comprovação de que todos efetivamente trabalhem?