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Apesar de muitos registros, total de homicídio deve ter grande redução

Mossoró teve 167 homicídios ano passado (Foto ilustrativa)
Mossoró teve 167 homicídios ano passado (Foto ilustrativa)

Apesar do número de homicídios ainda ser expressivo, com o 72º e 73º registrados nesta quarta-feira (18), Mossoró deve ter uma redução significativa nesse tipo de crime em 2023.

Num comparativo com 2022, o 73º homicídio aconteceu no dia 26 de junho e a soma do ano chegou a 167 mortos.

No dia 18 de outubro do ano passado, 130 pessoas tinham sido vítimas de homicídio no município.

Em 2021, Mossoró totalizou 158 homicídios.

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RN sofreu mais de 400 ataques de facção criminosa em 4 dias

Do Blog do Dina

Em apenas quatro dias, 405 ataques foram realizados no Rio Grande do Norte. Os incêndios são as principais ocorrências registradas desde a terça-feira (14). Os dados obtidos pelo Blog do Dina junto a uma fonte da secretaria de segurança mostram que foram 153 casos.Ataques criminosos no RN - quatro dias de crimes - estatística

Do total de incêndios, mais da metade foram provocados no primeiro dia: 83. O número veio caindo, passando para 43 na quarta-feira; 24, na quinta-feira; e apenas três, até às 11h desta sexta-feira.

Outro dado que chama a atenção é o de disparos de arma de fogo. Foram 130 casos, sendo 58 na terça-feira; 39, na quarta; 31, na quinta; e dois, hoje.

Os roubos foram 64, divididos em 38 casos na terça-feira; 13, na quarta; 11, na quinta; e dois, nesta sexta.

A análise mostra também 47 invasões ou arrombamentos, sendo 21 na terça-feira; 12, na quarta-feira; 11, na quinta-feira; e três nesta sexta até às 11h.

Os homicídios foram seis, separados em quatro na terça-fera; um, na quarta-feira; e um, na quinta-feira. Não houve registro hoje, segundo os dados. Os danos ou depredações foram cinco, sendo um na terça-feira e outros quatro, na quarta.

Em números totais, a terça-feira, o primeiro dia de ataques, foi o mais violento. Ao todo, foram 205 ocorrências, representando mais de 50% dos ataques. No dia seguinte,  foram 112. Nessa quinta, foram 78. Por fim, nesta sexta, foram apenas 10 casos.

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Mossoró e Natal estão entre cidades mais violentas do país e mundo

Da FM 96 e ONG Seguridad, Justicia y PazMossoró e Natal entre cidades mais violentas do Brasil e mundo - 2022

O Rio Grande do Norte continua figurando no ranking das cidades mais violentas do mundo, divulgado anualmente pela ONG internacional Seguridad, Justicia y Paz (Segurança, Justiça e Paz) – veja AQUI. Na relação das cidades, são 10 brasileiras. Dentre elas, Mossoró na 11º posição e Natal, na 28º.

De acordo com os números do ranking, Mossoró é a cidade brasileira mais violenta, com 167 homicídios em 2022, o que deixou a chamada “capital do oeste” com uma taxa de 63.21 homicídios por habitantes. Natal aparece com uma taxa de 45.06, atrás de cidades brasileiras como Salvador, Manaus e Feira de Santana.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que cidades do RN aparecem na lista de mais violentas. Em 2021, no ranking da mesma ONG, Mossoró apareceu na 20ª posição mundial, enquanto Natal foi a 33ª.

ONG

O México continua sendo o país com maior número de cidades entre as mais violentas. Das 10 primeiras, nove são lá e uma nos Estados Unidos: New Orleans.

“Fazemos este ranking com o manifesto objetivo político cidadão de chamar a atenção para a violência nas cidades, particularmente na América Latina, para que os governantes se sintam pressionados a cumprir seu dever de proteger os governados, de garantir seu direito à segurança pública. O que também buscamos é que ninguém, nem governantes nem governados de um país ou jurisdição subnacional, queira que sua cidade ou cidades apareçam neste ranking e que se sua cidade ou cidades já estiverem lá, eles façam todos os esforços para obtê-los fora o mais rápido possível”, explicou a ONG ao detalhar o plano de trabalho utilizado no ranking.

Ranking Ipea

Vale destacar outro ranking que coloca cidades do RN como as mais violentas, mas do Brasil: o levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado em 2021. Segundo ele, dois municípios potiguares aparecem no ranking das 15 cidades mais violentas do país: Macaíba (7º) e São Gonçalo do Amarante (12º), ambos localizados na Região Metropolitana de Natal.

O estudo leva em consideração o número de homicídios dolosos entre 2018 e 2020 e pretende orientar o Programa Nacional de Enfrentamento de Homicídios e Roubo, do Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP).

Nota do Canal BCS – De 2015 a 2023, com pandemia no meio que achatou um pouco os números, Mossoró teve o total de 1.604 Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI), ou seja, crimes de homicídio doloso, incluindo-se o feminicídio, a lesão corporal seguida de morte e o latrocínio. Só nos primeiros 38 dias deste ano foram mortas 19 pessoas (uma a cada dois dias). Abra os links abaixo e tenha mais informações sobre essa tragédia sem controle.

Maioria desses crimes não foi nem será elucidada. Parte da explicação para essa violência está aí. O caso é de incompetência, falta de condições humanas e materiais ou leniência do Estado?

Leia também: Governo Fátima perde de goleada em Mossoró;

Leia também: Mossoró registra um homicídio a cada dois dias em 2023;

Leia também: Força-tarefa prende suspeitos de liderarem facção paulista.

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BBC Brasil mostra epidemia de homicídios que assola Mossoró

Reportagem especial do site BBC News Brasil traça perfil de uma das cidades mais violentas do Brasil: Mossoró. O material foi postado na manhã desta segunda-feira (29). É assinado pelo jornalista Leandro Machado, enviado especial ao município potiguar.

Homicídios cresceram 247% em Mossoró entre 2003 e 2018, diz dados do Observatório da Violência do RN (Foto: Cézar Alves)

As três facções e o ciclo de vinganças por trás da epidemia de homicídios em cidade do Nordeste” é o título da reportagem.

“A violência em Mossoró é uma espécie de símbolo do que aconteceu no Nordeste nos últimos anos. O crescimento econômico e populacional foi acompanhado pela chegada de redes criminosas do Sudeste, como o paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) e o carioca Comando Vermelho (CV)”, descreve a reportagem densa e fartamente editada com fotos, números e depoimentos.

Falta de policiamento e impunidade

Uma das referências à consulta da BBC News Brasil sobre o assunto é o jornalista Cézar Alves do portal “Mossoró Hoje”, que “cobre a violência na cidade desde os anos 1990”, assinala. Ele também assina algumas fotos na matéria.

Quem também é ouvido é o coronel da Polícia Militar, Alvibá Gomes, que fala redução do efetivo policial no município, além do promotor público Ítalo Moreira: “Problemas de investigação e, por consequência, a impunidade, são outros fatores que estimulam as vinganças em Mossoró, garante o promotor criminal”.

Segundo o delegado Rafael Gomes Arraes, hoje, a Delegacia de Homicídios de Mossoró (DEHOM), criada em 2012, tem 700 inquéritos sem resolução. “A gente se sente incapaz”, comenta ele.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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Menos sangue nas páginas virtuais

As páginas virtuais especializadas em cobertura de crimes, em especial os homicídios, têm sofrido este ano com a redução nos casos de mortes violentas – em Mossoró, e no próprio RN.

É um trabalho árduo, sempre em situações extremadas. Algo difícil de se relatar aos webleitores. Mexe com vidas e sentimentos extremos.

Tem que caçar pauta do gênero em outras cidades e estados para atender seu público.

O 100º homicídio em Mossoró em 2019, por exemplo, ocorreu apenas dia 16 deste mês (julho). Hoje, já são 103.

Em 2018, o registro de número 100 tinha acontecido dia 15 de maio (veja AQUI) e em 2017 no dia 17 de maio (veja AQUI).

Queda vertiginosa.

É um fenômeno nacional com em todos os estados federados, com raras exceções, que se firma desde o ano passado.

* Mossoró contabilizou 249 homicídios em 2017 (recorde), contra 217 em 2016.

Em 2018, os números ficaram em 227.

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Quatro pessoas mortas e cinco feridas em menos de 48 horas

Entre a madrugada de domingo (10) e esta segunda-feira (11), à noite, quatro pessoas foram assassinadas em Mossoró.

Ou seja, em menos de 48 horas.

Até uma criança de apenas dois anos de idade foi executada, ao lado de seu pai, na madrugada de hoje.

A chuva de bala ainda gerou um total de mais cinco pessoas feridas.

Município totaliza 33 homicídios este ano.

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O Rio Grande do Norte daqui a pouco

Rio de Janeiro tem 3º PM morto em uma semana; número de casos chega a 115 no ano – diz UOL.

Estamos em guerra civil e perdendo feio.

O Rio de Janeiro é o Rio Grande do Norte daqui a pouco.

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RN é segundo colocado no país em número de homicídios

Do G1RN

Com um número absoluto de 1.976 mortes violentas no ano passado (18% a mais que em 2015), o Rio Grande do Norte foi o segundo estado com maior taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, de acordo com o 11º Anuário Brasileiro da Segurança Pública, lançado nesta segunda-feira (30) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O estado ficou atrás apenas de Sergipe, que registrou 64 mortes para cada 100 mil habitantes. O RN teve uma taxa de 56,9 mortes, seguido de Alagoas com 55,9 mortes por 100 mil habitantes.

Segundo especialistas, índices de violência no RN são alarmantes (Foto: Ney Douglas)

Em nota, o Governo destacou que o Rio Grande do Norte ocupa a 5ª colocação entre os estados que mais reduzem os índices de latrocínio, roubo seguido de morte, e a 9ª menor taxa do país no que diz respeito aos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP), que engloba casos de roubos em geral, como comércios e residências. Sobre os assassinatos, a secretária de Segurança Pública e Defesa Social, Sheila Freitas, afirma que eles têm relação com as disputas entre as facções criminosas que brigam pelo comando do tráfico de drogas.

Combate ostensivo

“Estamos combatendo em diversas frentes, desarticulando as organizações por meio do setor de Inteligência e trabalhando com as Polícias Civil e Militar no combate ostensivo a esses grupos dentro das comunidades. Continuaremos com o nosso trabalho de enfrentamento. Não vamos retroceder”, declarou a secretária

O estado também foi o terceiro a registrar o maior crescimento de mortes violentas intencionais em 2016, em relação ao ano anterior (18%). Ficou atrás apenas do Amapá, que teve crescimento de 52,1% e do Rio de Janeiro, com 24,3%.

“A publicação é uma ferramenta importante para a promoção da transparência e da prestação de contas na área da segurança pública, influenciando a melhoria da qualidade dos dados por parte dos gestores”, diz o Fórum de Segurança Pública, sobre o anuário.

Faltando ainda dois meses para o final de 2017, o Rio Grande do Norte já superou em números, a quantidade de mortes violentas do ano passado, com mais de duas mil mortes. Foram 2.043 até este domingo (29), de acordo com o Observatório da Violência Letal Intensional (Óbvio) do Rio Grande do Norte. Um aumento de 24,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

Roubos

O estado foi o terceiro com maior crescimento no número de roubos, que também influenciam no aumento da sensação de insegurança. Passou de 18.947 em 2015 para 24.642 no ano passado – um aumento significativo de 28,8%. Apesar de não figurar entre os estados com mais crimes deste tipo, o RN foi o terceiro a registrar maior avanço, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro (40,4%) e Pernambuco (34,6%).

Roubo de carro preocupa

Quando as estatísticas são limitadas a roubos de carros, o estado também teve a terceira maior taxa em relação à população. Ao longo de 2016, foram registrados 6.010 casos – um total de 507,9 roubos a cada 100 mil habitantes. Novamente, o estado ficou atrás apenas do Rio de Janeiro (653,9) e de Pernambuco (564).

Somados os números de furtos (quando o bem é levado sem que a vítima presencie ou sofra ameaça), houve um total de 7.346 casos de carros levados no Rio Grande do Norte, no ano passado. Em 2015, eram 5198.

Menores taxas

Ainda de acordo com o estudo, pelo menos 363 pessoas foram dadas como desaparecidas no estado ao longo do ano passado. Na comparação com outros estados, essa é uma das mais baixas taxas do país.

O estado também registrou número de 206 estupros no ano passado, uma redução de 36,2% em relação a 2015. A taxa de 5,9 casos por 100 mil habitantes é a segunda mais baixa do país, ficando atrás apenas do Espírito Santo (4,7). Cresceu, porém o número de denúncias de tentativa de estupro, que passou de 33 para 52, no ano passado.

Entre 2015 e 2016, o estado também diminuiu o número de roubos a instituições financeiras e a cargas. No caso dos bancos, o número de roubos caiu de 60 para 39 (- 35%). No caso das cargas, a redução foi de 62 para 37 (- 40,3%).

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Governador insiste em culpar facções por pecado do governo

“Tudo que está ao nosso alcance está sendo feito”. A declaração foi dada pelo governador Robinson Faria (PSD) em sua passagem por Mossoró, para compromissos em Areia Branca, no último dia 19.

Ele foi inquirido pela TV Cabo Mossoró (TCM) sobre a questão de Segurança Pública, um pouco antes de Mossoró ultrapassar a barreira de 100 homicídios e o RN, no final de semana passada, chegar a 1.017 homicídios este ano.

O governador insiste na tese de que esses números expressivos decorrem de briga entre facções criminosas. “É rara uma morte de um pai de família, uma morte passional, que a polícia não pode impedir (…)”.

Nota do Blog – O raciocínio do governador é lógico, absolutamente sensato, quanto à origem de boa parcela das mortes.

Mas fica uma pergunta: e o poder público vai continuar assistindo essa “solução final”, sem intervir, sem dar um basta?

Vai continuar lamentando aqui e ali a morte de um “inocente”, sem dar uma resposta eficaz a essa suposta guerra de submundo?

Será que o cidadão comum acha que os arrastões, furtos, roubos e latrocínios são “azares” seu?

Também não sejamos míopes, acreditando que tudo é culpa de Robinson, tudo é culpa desse atual governo, tudo seja tão-somente incompetência do gestor. Há conjuntura desfavorável, há herança maldita também.

Entretanto esse discurso que joga para a bandidagem a responsabilidade por aumentar ou diminuir a violência, é inaceitável.

Francamente!

* Com informações da TV Cabo Mossoró e Blog Carol Ribeiro.

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Mossoró chega ao 80º homicídio este ano

A execução de um adolescente de 17 anos – Lairton Washington de Oliveira Andrade – à noite dessa sexta-feira (21) em Mossoró, no bairro Abolição IV, elevou o número de homicídios na cidade para o total de 80.

Isso, só este ano.

A vítima levou 13 tiros de pistola 380 quando estava à calçada de uma casa próxima à residência de sua namorada.

Recorde de 2016, 217 homicídios, poderá ser batido este ano no município, avaliado como o 18º mais violento do mundo (veja AQUI).

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RN já contabiliza mais de 600 homicídios em três meses

Os cadáveres vão se amontoando. O Rio Grande do Norte contabiliza mais de 600 homicídios só este ano, sem a inserção de crimes letais ocorridos à madrugada e início da manhã de hoje.

Em Mossoró, por exemplo, em menos de 48 horas foram cinco homicídios, totalizando 62 só em 2017. O mais recente aconteceu na Favela do Velho, à madrugada deste sábado (01 de Abril de 2017).

Esse homicídio ainda não está contabilizado pelo Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO), serviço derivado do Grupo de Pesquisa da Universidade Federal Rural do Semi-Àrido (UFERSA).

Mas os dados do Obvio revelam cenário estarrecedor. Em relação a igual período de 2016, o índice de homicídios aumentou 25,73%, dados coletados até às 22h de ontem (sexta-feira, 31 de Março).

Está ruim. Tende a ficar muito pior.

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Uma guerra que não pode ser nossa

Por Gutemberg Dias

A violência toma conta do Brasil. Os números, de forma silenciosa, mostram que vivemos uma guerra não declarada em vários estados e cidades.

Ao analisarmos os números, o Brasil entre os anos de 2011 e 2015 computou 278.839 mortes intencionais. Esse número é maior que as mortes registradas na guerra da Síria que foram de 256.124, no mesmo período. Não resta dúvida que estamos em guerra. Agora que guerra é essa? De quem é essa guerra?

Quanto a quem morre, observa-se que 54% das mortes acometem jovens entre 15 e 24 anos. Outro número que merece destaque é que 73% das pessoas assassinadas são pretos e pardos. Esses números denotam, claramente, que a população mais pobre está mais vulnerável a violência no Brasil.

Os investimentos na segurança pública são volumosos. Em 2016 foram investidos 76,3 bilhões. Entre os anos de 2002 e 2015 aconteceu um crescimento de 62% nos recursos destinados a segurança. Já as despesas com a segurança pública equivalem a 1,38 do Produto Interno Bruto (PIB).  Será que ainda falta dinheiro ou ele está sendo empregado de forma equivocada?

Os municípios (224,9%) investiram mais em segurança pública ante a união (86,9%) e os estados (61,9%). Essa desproporção nos investimentos se assenta na corrida dos gestores municipais em dar resposta aos munícipes. O cidadão está ali perto do prefeito que é cobrado sistematicamente para garantir sua segurança e de seus familiares.

Verdadeiros exércitos de guardas municipais estão sendo formados.Os números apresentados acima estão no 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que foram lançados em novembro do ano passado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Como diz um amigo matemático – “os números não mentem”.

Descendo para o estado do Rio Grande do Norte,  os números apresentados pelo Observatório da Violência do RN (OBVIO) mostram que nos três primeiros meses do ano já batemos todos os recordes de mortes intencionais, ou seja, a violência está instalada sem previsão de arrefecimento no estado onde o mote do governo é a segurança pública.

Os números apresentados pelo OBVIO são alarmantes. No ano passado (2016) nesse mesmo período tínhamos uma contagem na ordem de 381 assassinatos, hoje já temos 515 casos registrados, ou seja, um aumento de 35,17% no mesmo período comparando 2016 e 2017.

Vale destacar que os casos de mortes intencionais tem sua maior incidência na região metropolitana de Natal e, conforme dados do OBVIO, já passam dos 65%. Em números absolutos a capital lidera na região metropolitana e no estado com mais de 130 mortes.

Mossoró não é diferente. Estamos vivenciando momentos críticos na segurança pública. O cidadão já não tem a mesma coragem de estar nas ruas. Quando decide sair sempre está na retranca e atento ao ambiente ao seu entorno. Podemos dizer que o mossoroense está em constante estado de alerta.

A chacina ocorrida na última semana, que ceifou a vida de seis jovens, mostra que a violência em nossa cidade não está para brincadeira. Infelizmente o governo do estado e, também, a segurança pública municipal não se compadeceram em relação a esse crime bárbaro. Me corrijam se eu estiver enganado!

É chegada a hora da população começar a se movimentar de forma organizada para cobrar das autoridades ações efetivas e enérgicas em relação a insegurança. Não é possível ficarmos calados quando, só nesse três primeiros meses, 50 mortes intencionais já foram registradas na cidade. Sem contar as vítimas que se encontram internadas com risco de morte, podendo, a qualquer momento, aumentar o número.

Fora as mortes intencionais, soma-se ao bolo da insegurança os assaltos nas ruas, invasões de residências, roubos de caros e motos  e furtos que se alastraram na cidade. Vale destacar que hoje não existe mais horários específicos para os ataques, basta existir a oportunidade que os meninos do mal cometem seus delitos.

No início desse artigo fiz alguns perguntas. Espero que você possa responder e me ajudar a compor o cenário que vivemos. Bem como, faço um último questionamento, talvez muito simples e claro:

– Você acredita no modelo de segurança pública oferecido pelo estado brasileiro (leia-se municípios, estados e união)?

Eu já tenho minhas respostas, mas quero ver a sua!

Gutemberg Dias é geógrafo, ex-candidato a prefeito de Mossoró e dirigente da Redepetro/RN

Violência sem fim num tempo de “cada um por si…”

Por Carlos Duarte

Até o momento (11h18 de domingo, 27 de novembro de 2016), neste ano de 2016, Mossoró contabilizou 207 homicídios. Já é recorde e o ano ainda nem terminou. Os arrastões em bairros da cidade, assaltos, roubos e a constante afronta da bandidagem, deixam a população com a sensação de impotência e aflição.

A qualquer momento, o cidadão poderá ser vítima inocente da bandidagem. E não adianta mudar de lugar ou cidade, no Brasil.

Vivemos, inquestionavelmente, uma degradação da violência instalada no país, o que nos leva a constatar que a democracia brasileira não funciona como requerem os seus princípios elementares. É preciso rever urgentemente o atual modelo instalado, embora devamos defender o Estado Democrático de Direito.

Há muito tempo, os governantes não conseguem garantir os preceitos constitucionais à saúde, educação e segurança.

A corrupção, em escala crescente, já se instalou no inconsciente popular, tornando a violência uma anomia social de difícil reversão. Virou rotina e a sociedade já está, impositivamente, se acostumando com a sua convivência no cotidiano.

Na última semana, o governador Robinson Faria (PSD), mais uma vez, escalou em Mossoró e, sorrateiramente, participou de um evento num projeto agrícola privado, na divisa com o Ceará. Enquanto a violência faz suas vítimas e sangra Mossoró, o governador não dá sequer um aceno para afagar as aflições dos mossoroenses.

Aliás, a maior providência preventiva recente, que se teve notícias, no campo da segurança pública do RN, foi a blindagem do carro oficial do governador.

A falta de vontade política em resolver as questões que afligem a sociedade, a inapetência de gestão e a corrupção sistêmica e estrutural não são exclusividades do estado do RN. Todos os indicadores (econômicos, sociais, segurança, educação, competitividade…) do Brasil indicam um cenário nada promissor, que é exatamente o reflexo e consequência da corrupção, ora instalada em todos os níveis de governos.

Apesar da operação Lava Jato, o governante corrupto não se intimida e continua agindo descaradamente, sem medo, com toda ousadia que lhe é peculiar.

O que se pode esperar de um país, com tantos problemas, quando um ministro de Estado toma como prioridade a solução de interesses particulares, inclusive com pressão ao colega de outra pasta? E o que é pior: com a participação efetiva do próprio presidente da República.

COMO acreditar num Congresso Nacional que trama, corporativamente e na calada da noite, a aprovação de um projeto de lei que propõe a anistia de Caixa 2 e outras irregularidades?

“Vossas Excelências”, com raríssimas exceções, são de fato os mentores, operadores e gestores do crime no Brasil. Piores do que o bandido armado do narcotráfico. A situação é ainda mais estarrecedora quando se constata que a maior crise ética e moral, que ora vivenciamos, tem origem nos altos escalões dos Três Poderes, com ramificação integrada em todos os outros níveis.

Em recente entrevista, o famoso Fernandinho Beira-Mar disse: “É melhor ser bandido na política do que ser líder de facção do narcotráfico”. Achou a concorrência desleal. O comparativo revela que, no submundo do crime, os bandidos de “colarinho branco” estão em vantagem competitiva.

Imagine o risco a que está submetida a sociedade brasileira, vitima de tanta bandidagem.

De acordo com o renomado especialista internacional em segurança, coronel Fernando Montenegro, se tivéssemos nos poderes, hoje, todos os governantes sérios e comprometidos com a lisura e a vontade política em resolver os problemas da segurança pública, no Brasil, com ações planejadas, integradas e continuadas, precisaríamos de cerca de, pelo menos, 10 anos para que se produzissem resultados positivos à sociedade.

No momento, isso é uma utopia. Talvez, essa atual geração não veja isso acontecer.

O Mapa da Violência aponta que, no ano passado (2015), foram registrados, no Brasil, 59 mil homicídios, sem considerar os desaparecimentos e ocultações. Estima-se que poderá ter ultrapassado os 70 mil mortos por vítima de violência, naquele ano.

Isso significa mais do que os 50 mil americanos que morreram, em 14 anos, na guerra do Vietnã. Nos últimos dez anos, três vezes mais que toda a guerra do Iraque. Em dois dias, mata-se mais do que morreu, dos dois lados, da ditadura militar no Brasil (1964-1985).

As Polícias Militares – que até 1988 eram comandadas por coronéis do exercito, indicados pelo Ministro do Exército – tinham uma independência nas conduções de suas ações. Atualmente, são, em sua maioria, subservientes dos governadores – que predominantemente são gestores de péssimas qualidades.

A solução do problema não pode ser pontual ou paliativa, como conduzem atualmente os gestores, mas, sim, sistêmica e estruturante – com o envolvimento de todos os atores e instituições que compõem a Segurança Nacional.

Enquanto, isso, no “País de Mossoró”, no RN e no Brasil, o cidadão continua entregue à própria sorte. É cada um por si e Deus para tomar conta de todos. Está difícil até para ele.

Que Deus nos proteja!

SECOS E MOLHADOS

Será? – O governador Robinson Faria promete, nos bastidores, que, nas primeiras semanas de dezembro, irá instalar um governo de três dias, em Mossoró. Na ocasião, vai anunciar projetos importantes para a cidade. Também quer abrir um escritório de governo permanente em Mossoró. Aguardemos.

Agência – O prefeito Francisco José Júnior (PSD) reuniu-se com os vereadores, na Câmara Municipal de Mossoró, para esclarecer os pontos positivos da Agência Mossoroense de Regulação dos Serviços Públicos (AMR). Disse que a AMR não comprometerá o orçamento do município, não criará novas despesas e que não irá inviabilizar a futura gestão. Ao contrário, vai beneficiar a população. Os edis acreditaram.

Dívida – Se a dívida pública brasileira fosse igualmente repartida, entre todos os brasileiros, cada um ficaria com U$ 5,7 mil. Muito acima da média de vários países emergentes. Atualmente, o Brasil deve mais de 70% do PIB.

Pelo ralo – O quantitativo do dinheiro roubado pelas facções da corrupção e do crime organizado do Brasil supera o PIB de muitos países no mundo. Agregando os desperdícios por ineficiência de gestão, de acordo com o Movimento Brasil Eficiente, o dinheiro que escorre pelo ralo é superior a R$ 1 trilhão, por ano. Maior que o PIB da Argentina, por exemplo.

* Veja a coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

RN tem registro de mais 20 homicídios no final de semana

Vinte pessoas mortas no RN no final de semana.

Matança que não para.

Estado sem nenhuma capacidade de frear violência.

Só no primeiro semestre, o resultado foi um “lote” de 979 homicídios no estado.

Crescimento de 24,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Salve-se quem puder!

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Paraíba reduz homicídios em 8,19% no 1º semestre de 2016

Do portal do Governo da Paraíba

O número de assassinatos registrados na Paraíba teve uma redução de 8,19% no primeiro semestre de 2016, em relação ao mesmo período do ano passado.

Os dados da Secretaria da Segurança e da Defesa Social mostram que em números absolutos houve 695 Crimes Violentos Letais Intencionais – homicídios dolosos ou outros crimes dolosos que resultem em morte em cidades paraibanas, enquanto que no mesmo período do ano passado foram 751 casos.

Também segundo avaliação do Núcleo de Análises Criminais da Seds, 13 das 21 Áreas Integradas de Segurança Pública (Aisp) do Estado tiveram redução de homicídios: zonas sul e norte da Capital, Bayeux, Santa Rita, Alhandra, Mamanguape, Guarabira, Itabaiana, Campina Grande, Patos, Princesa Isabel, Itabaiana e Cajazeiras.

Nota do Blog – Depois de se inspirar no Ceará e na Colômbia, sem êxito, Governo do RN daqui a pouco vai trazer a  panaceia à Segurança Pública do vizinho Paraíba.

Aguardemos, pois!

E tudo pode ficar ainda pior na Segurança Pública

Em campanha, o então candidato Robinson Faria (PSD) em 2014, prometeu: “Serei o governador da Segurança.”

Os números da violência à época assustavam. Era, certamente, o que mais inquietava o norte-rio-grandense na gestão Rosalba Ciarlini (DEM).

Posso ser leviano, se afirmar que Robinson tinha certeza de não poder cumprir a promessa. Mas não vou lançar essa assertiva. Prefiro acreditar, firmemente, que foi arroubo de campanha. Ele não me parece alguém de má-fé.

Robinson na posse em primeiro de janeiro de 2015 (Foto: de Gabriela Freire/g1)

Ao mesmo tempo, interpreto que o então candidato não tinha noção alguma da dimensão do problema, além de lhe faltar experiência como Executivo.

Robinson desembarcou no Governo do RN com a imagem fixa num modelo de segurança adotado pelo Ceará. Seria o “Ronda Quarteirão” de lá, transformado em “Ronda Cidadã”. No discurso de posse em 1º de janeiro de 2015, reiterou essa ideia.

É um fracasso na capital e não deve se expandir pelo interior do Rio Grande do Norte, que está entregue à própria sorte. Seu Governo é campeão em número de homicídios e de fugas de presídios.

O Ceará também deixou há muito de servir como parâmetro de êxito em Segurança Pública, com números alarmantes de homicídio e crimes não letais, desmanche do sistema prisional e vitória continuada do crime sobre a lei.

Colômbia

Angustiado, sitiado por fracassos na política de enfrentamento à violência, Robinson pousou na Colômbia e de lá retornou com nova propaganda ufanista: o modelo colombiano seria a solução para debelar o poder do crime organizado e desorganizado no RN.

Outra furada. Nem se fala mais no assunto.

Na Colômbia, o que deu certo é resultado principalmente de investimento bilionário dos EUA, para dotar o Estado colombiano de meios para enfrentar narcotraficantes e guerrilheiros que adotaram a coca como principal base de financiamento de sua atuação nas selvas. Existe uma combinação de investimento social com inteligência e repressão.

No nosso estado, continuamos reféns da bandidagem e ofendidos por uma propaganda institucional que é ainda mais criminosa: quer nos convencer de que tudo está bem.

O Governo Robinson importa secretários de outros estados, ajusta discursos e não consegue minimizar a dor do povo potiguar.

A violência é uma metástase no território brasileiro e não é diferente em solo norte-riograndense.

E tudo pode ficar ainda pior.

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Número de homicídios bate recorde no RN; Mossoró é campeã

O jornal Tribuna do Norte publicou reportagem especial nesse domingo (3), mostrando novos números da segurança pública no Rio Grande do Norte.

O número de homicídios no Rio Grande do Norte cresceu 24,2% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2015.

Crescimento no número de homicídios no RN este ano chega, por enquanto, a 24,2% (Foto: Júnior Santos)

Somente em Mossoró, o aumento foi de 77,8%, saindo de 72 mortes violentas no ano passado para 128 nos primeiros seis meses de 2016. De 2014 para 2015 ocorrera uma redução de 20,9% e agora em 2016 vem o estouro.

Em Natal, sem contar o restante da Região Metropolitana, o aumento nos casos de mortes violentas chega a 23,2%. Foram 241 assassinatos em 2015 e são 297 em 2016.

As informações são da Câmara Técnica de Mapeamento de Crimes Violentos Letais Intencionais da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed).

Nota do Blog – Mais do que ‘sensação de insegurança’, os números mostram que há insegurança indisfarçável.

O Estado perdeu completamente o controle da Segurança Pública.

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Deputado defende concurso e convocação de aprovados

Em seu primeiro pronunciamento em plenário no ano de 2016, o deputado Souza Neto (PHS) externou a sua preocupação com a Segurança Pública no Rio Grande do Norte. O parlamentar reforçou a necessidade de concurso público para recomposição e ampliação dos quadros dos agentes de segurança, anunciado na última terça-feira (2) pelo governador Robinson Faria (PSD), na Assembleia Legislativa.

Souza teme frustração como ocorreu com outros concursados (Foto: Eduardo Maia)

“É preciso recompor os quadros da Polícia Militar, por exemplo, que tem um déficit de cerca de quatro mil homens. Com tamanha redução de homens na rua, não existe estratégia capaz de fazer frente ao crime organizado e aos criminosos comuns que se multiplicam, impiedosos, fazendo vítimas inocentes”, disse Souza.

O deputado enalteceu o anúncio feito pelo chefe do Executivo sobre o aumento no número de diárias operacionais pagas aos agentes de segurança, mas alertou que a elevada jornada de trabalho pode comprometer as suas capacidades físicas e mentais.

Desgaste emocional

“A atividade policial é de natureza muito estressante. Há uma permanente pressão psicológica, com enorme desgaste emocional. A fadiga pode levar o policial a se tornar um alvo mais fácil do bandido e ele próprio a cometer falhas que podem ser minimizadas com menor carga de trabalho”, observa.

A violência nos municípios do interior do Rio Grande do Norte também foi tema da preocupação de Souza. De acordo com ele, foram registrados 27 homicídios nos primeiros 31 dias do ano. “É quase um assassinato por dia. Se em Natal e na Grande Natal, regiões que têm maior e melhor policiamento, o cidadão vive com medo, imagine no interior do Estado”.

Ao final do pronunciamento, o deputado lamentou a medida judicial que impede que os aprovados no último concurso público da Polícia Militar sejam empossados e disse que esse novo certame será acompanhado por seu mandato. “Traremos a esta Casa cada passo deste processo, torcendo e cobrando sua agilidade para que o policiamento seja de fato reforçado e venhamos a ter segurança”, concluiu.

Com informações da Coordenadoria de Comunicação da Assembleia Legislativa

Mossoró é palco de chuva de bala com mortos e feridos

Noite mossoroense com chuva de bala. Quadrilhas se enfrentam no Grande Alto do São Manoel.

Segundo as primeiras informações, pelo menos três pessoas estariam feridas, entre elas uma criança que teria seis anos.

Antes, já ocorrera mais um homicídio no centro da cidade e outra pessoa ferida à bala noutro caso.

Durante o dia, carro e moto roubados, assalto a uma agência dos Correios.

Semana com vários arrastões, roubos, homicídios.

Guerra civil sem jeito.

Números empurram cadáveres para baixo e medo para cima

O Governo do Estado comemora dados que foram apresentados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), no final do ano passado, sobre a área criminal. O relatório estatístico acerca dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) no Rio Grande do Norte indicou uma redução de 115 assassinatos no estado, em 2015.

O comparativo é com 2014, o que representa uma redução de 6,5% de CVLIs no RN.

Em 2015 foram registrados 1.653 crimes violentos, enquanto que, no ano passado, foram 1.768 casos.

Os números realmente apontam recuo nos crimes de homicídio. Mas a informação de que a violência diminuiu,em face desses dados, está distante da realidade.

É puro jogo de palavras, mesmo que os números sejam a princípio inquestionáveis.

Continuamos convivendo com uma ‘guerra civil’ disfarçada, em que o cidadão comum é presa fácil de furtos, roubos, assassinatos e outros crimes de menor envergadura.

A sensação de insegurança é até maior do que antes. Em qualquer roda de bate-papo, em qualquer nível social, o assunto mais comum é a violência: futebol e política são assuntos que perdem feio.

O Governo tomou algumas medidas para estímulo à tropa, convocou pessoal à Polícia Civil, instalou o Ronda Cidadão em experiências pontuais etc., mas convive com calamidade no sistema prisional, impossibilidade de contratação de mais policiais militares, sucateamento do Itep e outros problemas.

A segurança não é apenas polícia na rua e presídio.

O cidadão se sente inseguro até dentro de casa, em qualquer parte do RN.

Com maior policiamento em todo o estado, Natal e Mossoró reduziram os cadáveres, mas continuam amontoando mortos em números que impressionam. Natal computou um total de 502 homicídios em 2015, contra 588 em 2014. Mossoró 162 contra 193, no ano passado.

Parecem incontroláveis assaltos-roubos, arrastões etc.

As estatísticas não mostram, mas qualquer pesquisa detectará sem dificuldades: o Rio Grande do Norte continua em pânico.

Estamos muito longe de ser um estado de segurança e de dormirmos com janelas abertas, como prometeu o então governador Geraldo Melo ainda no distante final dos anos 80. Quando ele fez a promessa, os números estavam muito longe do que testemunhamos hoje.

Àquele tempo, praticamente só se matava por motivação passional, pistolagem ou a partir de desentendimentos em bares. Hoje, por qualquer motivação ou motivação alguma.