Arquivo da tag: Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Intermunicipal e de Comunicação (ICMS)

ALRN aprova projeto para repasses de ICMS e IPVA aos municípios

Votação atende a anseio dos municípios que sofrem com atraso de repasses (Foto: Eduardo Maia)
Votação atende a anseio dos municípios que sofrem com atraso de repasses (Foto: Eduardo Maia)

Os deputados estaduais aprovaram à unanimidade, na sessão plenária desta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa (ALRN), o projeto de lei de iniciativa do deputado Gustavo Carvalho (PL) que cria novas regras para os repasses de impostos estaduais aos municípios potiguares. A proposta estabelece critérios e prazos para o crédito das parcelas do ICMS e do IPVA que constitucionalmente pertencem às prefeituras, além dos valores destinados ao Fundeb. Além deste, os parlamentares aprovaram outros projetos de iniciativa parlamentar e dos poderes.

Na discussão da matéria, o presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), agradeceu tanto ao Colegiado de Líderes pela sensibilidade com a temática e pela tramitação em regime de urgência, quanto aos parlamentares pela aprovação unânime. “A Assembleia está dando um exemplo de união em defesa do RN”, afirmou. A relatora do projeto em plenário, representando as Comissões, foi a deputada Cristiane Dantas (SDD).

O deputado Gustavo Carvalho, anunciou, há uma semana, a retirada da autoria do projeto para dividir a subscrição com todos os deputados da Casa. O anúncio foi durante a reunião com a Femurn, representada por quase 40 prefeitos que vieram à presidência pedir apoio ao projeto.

Agilidade e transparência

Pelo texto, a parte do IPVA devida a cada município deverá ser creditada diariamente na conta individual da prefeitura. Já a parcela municipal do ICMS será repassada até o segundo dia útil de cada semana, referente à arrecadação da semana anterior. Esses créditos serão feitos diretamente pelo agente centralizador de arrecadação — a instituição financeira responsável pelos recursos do Estado — sem necessidade de autorização da gestão estadual.

O projeto também determina que 20% das cotas do Estado e dos municípios sobre Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCD) e Dívida Ativa Tributária sejam transferidos semanalmente para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), reforçando o financiamento da educação básica. Outra medida prevista é a obrigatoriedade de publicação mensal, pelo Executivo, da arrecadação total e dos valores entregues a cada município, aumentando a transparência dos repasses.

Segundo o autor, a proposta busca evitar atrasos e distorções nos valores distribuídos aos municípios, garantindo fluxo mais estável e previsível para a execução de políticas públicas essenciais.

Leia tambémGestão estadual deixa de repassar quase R$ 11 milhões a Mossoró

Nota do BCS – Matéria de suma importância para os municípios que estão sendo duramente prejudicados. Aplausos!

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Gestão estadual deixa de repassar quase R$ 11 milhões a Mossoró

Há duas semanas o Governo do Estado não repassa recursos obrigatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) e das multas de trânsito. “Dinheiro que é do povo e é fundamental pro funcionamento do município”.

Quem registra esse sério problema é o prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB), em vídeo postado em suas redes sociais nesta segunda-feira (08).

“São mais de R$ 10,8 milhões que não foram repassados e que fazem falta pra pagar os professores, manter os serviços e seguir com os compromissos da Prefeitura em dia. Esses recursos não são extras, não são favores… São do município! Não estamos falando de favor e sim de uma obrigação”, estocou.

Segundo Bezerra, “já pedimos explicações ao Governo do Estado e vamos continuar cobrando o que é direito de Mossoró. Nosso compromisso é com o povo, com a responsabilidade e com o trabalho que não pode parar.”

Repercussão

O ex-prefeito de São Tomé e atual presidente da Federação dos Municípios do RN (FEMUIRN), Babá Pereira (PL), apesar de ser adversário político do prefeito, não se conteve com o registro: “É um absurdo o que está acontecendo. Além de configurar apropriação indébita, o governo se utiliza dos recursos que pertencem aos municípios, resolve seus próprios problemas e deixa as cidades completamente desassistidas, como se fossem invisíveis. Uma prática injusta, desrespeitosa e que penaliza quem mais precisa dos serviços públicos: a população.”

Babá Pereira, apesar de adversário de Allyson, mostra abuso do governo estadual (Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi/Arquivo)
Babá Pereira, apesar de adversário de Allyson, mostra abuso do governo estadual (Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi/Arquivo)

Leia também: Estado atrasa repasses de consignados; servidor segue prejudicado

P.S (22h34) – O outro lado

O secretário Cadu Xavier, pré-candidato a governador e titular da Fazenda do governo Fátima Bezerra (PT), postou posição do governo sobre o caso, em tom irônico, mas com boa nova. Disse que os repasses de Fundeb e ICMS para Mossoró e todos os demais municípios do estado (atraso é generalizado) serão feitos até quarta (10). “Agora, eu queria saber se até quarta-feira o prefeito de Mossoró vai pagar os mais de R$ 50 milhões que a Prefeitura deve à Caern. Prefeito, economiza mais um pouquinho de papel, de combustível, para ver se consegue botar a conta d’água em dia,” disse.

Leia tambémEstado reconhece R$ 55 milhões de dívida; prefeitura cobra quase 118

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Cadê o desconto do meu ICMS?

Arte da campanha do Sindifern
Arte da campanha do Sindifern

O Sindicato dos Auditores Fiscais do RN (SINDIFERN/RN) lança campanha em defesa de aumento da alíquota modal do Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). “Cadê o desconto do meu ICMS?” é o mote/título do movimento para que a Assembleia Legislativa do RN aprove a fixação da alíquota em 20%, em vez de 18%.

O Sindifern já foi dirigido pelo secretário de Estado da Administração, auditor fiscal Pedro Lopes, que tem feito defesa ostensiva do aumento (veja AQUI). Da mesma forma que o auditor fiscal Carlos Eduardo Xavier, da pasta da Fazenda, é outro nome originário da entidade e dessa categoria.

O Sindifern lança nota nesta sexta-feira (06) argumentando o porquê de advogar a mudança na alíquota. Leia abaixo:

Com a redução do ICMS no RN, os preços não caíram e o Estado deixou de arrecadar R$ 1,8 bilhão

Em 2023, quando a alíquota de ICMS do Rio Grande do Norte caiu de 20% para 18% (atualmente a mais baixa do Nordeste), o argumento era de que a redução favoreceria o consumo, a competitividade e a população. Hoje, a realidade econômica do Estado sugere o questionamento: onde foi parar o desconto de 2%, se não houve redução nos preços para os consumidores?

O secretário estadual de Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, considera que a redução da alíquota do ICMS não alcançou um dos objetivos esperados, que era a diminuição dos preços ao consumidor, e apenas serviu para gerar uma perda na arrecadação, que, somada aos impactos dos cortes no ICMS desde 2022, já chega a R$ 1,8 bilhão.

Agora, o Governo defende a volta da alíquota para equilibrar as contas públicas. “Essa recomposição não é apenas para o presente, mas para os próximos 49 anos, assegurando receita para enfrentar os desafios da reforma tributária e garantir serviços públicos essenciais”, explicou.

A expectativa do Governo com o retorno da alíquota de ICMS para 20% é a de um aumento mensal de R$ 70 milhões na arrecadação, com R$ 17 milhões destinados aos municípios e R$ 10 milhões ao Fundeb, fortalecendo a educação básica. O secretário ainda argumenta que o setor produtivo não será penalizado e que regimes tributários como o Proedi minimizam o impacto.

SINDIFERN aponta tecnicamente a necessidade de recomposição da alíquota modal porque a redução de 20% para 18% não teve o efeito esperado de redução de preços para o consumidor. Esta constatação fica clara em operações de e-commerce, ou seja, as compras realizadas diretamente pela internet em aplicativos e sites especializados.

Numa hipotética compra de um par de tênis em empresas de outros estados, elas recolhem a diferença do ICMS entre o Estado de origem o RN. Em operações de venda entre estados do Sul/Sudeste e estados do Nordeste, por exemplo, o emitente recolhe 7% para o estado-sede da empresa e a diferença para o estado destinatário.

Se o par de tênis foi vendido a um consumidor do RN, o diferencial de alíquota para o estado destinatário será o valor da sua alíquota interna menos o que ficou para o estado de origem. Assim, o RN receberia 11% de ICMS nesta operação, considerando que a sua alíquota modal hoje é de 18% (18% – 7% = 11%).

Por este exemplo, as empresas que vendem para o RN repassariam um desconto de 2% ao consumidor. Mas isso não ocorre, porque o preço de venda é igual para todo o Brasil, e o RN deixou de arrecadar 2% do ICMS porque a nossa alíquota interna é a menor do Nordeste. Contudo, se a mesma empresa vender o mesmo produto a um consumidor da Paraíba, irá recolher 13% ao estado vizinho, considerando que lá a alíquota modal é de 20% (20% – 7% = 13%).

O presidente do SINDIFERN, Márcio Medeiros, argumenta que a diferença de 2% no ICMS melhoraria a arrecadação, e o valor adicional seria investido em infraestrutura, saúde, educação e segurança. Na atual conjuntura, com alíquota interna de 18%, o Estado do Rio Grande do Norte perde e o consumidor não ganha.

“Os estados vizinhos, com alíquota modal de 20% ou superior, apresentam bom desempenho nos seus índices de desenvolvimento econômico, enquanto o RN enfrenta dificuldades com menos recursos em caixa para realizar investimentos”, disse Márcio.

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte deverá votar ainda este ano a proposta que ajusta a alíquota interna de ICMS para 20%, garantindo um reforço de caixa para que o Estado recupere os recursos que serão investidos no bem-estar da nossa população.

Fecomércio cita saídas ao aumento do ICMS com receitas de R$ 9,6 bi

Marcelo fez exposição de caminhos, indo além da simples queixa sobre o aumento (Foto: Fecomércio)
Marcelo fez exposição de caminhos, indo além da simples queixa sobre o aumento (Foto: Fecomércio)

A Comissão de Finanças e Fiscalização da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte promoveu nessa terça-feira (03) uma audiência pública para debater o projeto do Executivo que aumenta o Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Intermunicipal e de Comunicação (ICMS),  de 18% para 20%. A reunião, que foi liderada pelo presidente do colegiado, deputado estadual Tomba Farias (PL), contou com representantes de várias entidades do setor produtivo e de sindicatos dos servidores.

Coube ao presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN), Marcelo Queiroz, a intervenção mais destacada. O presidente foi além da simples queixa pela proposta de retomada da alíquota de 20%, feita pelo Governo do Estado. Apresentou caminhos e números que mostram desequilíbrio financeiro.

Entre as propostas apresentadas, destaca-se a inclusão do abastecimento de água na Parceria Público-Privada (PPP) da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern), com potencial de gerar R$ 5 bilhões aos cofres públicos. Adicionalmente, a entidade reforçou a necessidade de envio de proposta legislativa para instituir operações de Transação Tributária e Securitização da Dívida Ativa, o que poderia agregar, ao menos, mais R$ 3,4 bilhões.

O pacote, que inclui ainda a possibilidade de liberação de R$ 1,2 bilhão do Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), totaliza R$ 9,6 bilhões em novas receitas sem necessidade de aumento da carga tributária. Valores esses que teriam impacto positivo também para as finanças municipais, em virtude de repasses constitucionais.

A análise evidenciou que, apesar de a arrecadação estadual ter crescido acima da média nacional nos últimos dois anos, a gestão de despesas permanece um desafio. O comprometimento excessivo com gastos obrigatórios, especialmente com pessoal, coloca o RN como o estado com maior despesa relativa nessa rubrica, comprimindo consideravelmente o orçamento potiguar, situação que inviabiliza operações de crédito com garantia da União.

O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, foi enfático ao afirmar que a proposta de aumento da alíquota pode ter efeitos opostos aos desejados. “Os dados mostram que, com uma alíquota de 18%, o estado lidera o crescimento econômico no país, registrando inflação inferior a média nacional. Medidas que sobrecarregam o setor produtivo colocam em risco não apenas a arrecadação, mas também empregos e investimentos. Precisamos adotar soluções estruturais e sustentáveis, como as que apresentamos, para superar os desafios fiscais sem penalizar a população e a atividade econômica”, reforçou.

Fiern

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), Roberto Serquiz, enfatizou que o problema financeiro do Estado vem se arrastando ao longo dos últimos anos. A entidade apresentou um estudo técnico apontando que, mesmo em 2023 quando o ICMS também foi de 20%, a situação fiscal continuou descontrolada porque as despesas (16,8%) acabaram crescendo mais que a arrecadação (13,7%).

“O problema do RN não são as receitas, mas as despesas que crescem”, disse.

Palavra do governo

Em seguida foi a vez do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, apresentar os argumentos do Governo a favor da matéria. O gestor reconheceu que a dificuldade se prolonga nos últimos 20 anos do Estado. “É um problema estrutural, é inegável. É muito mais que um problema de governo, é da sociedade”, afirmou.

O secretário relembrou as dificuldades financeiras impostos ao Estado desde 2022 com a implementação de leis complementares que reduziram a arrecadação em cima de gasolina, telecomunicações e energia, e enfatizou a necessidade do RN melhorar sua arrecadação tendo em vista a reforma tributária. A expectativa é que com a implementação da nova lei, os recursos sejam divididos pelos Estados de forma proporcional ao que estes arrecadaram entre 2019 e 2026. “É preciso sim conter os gastos do RN, mas não se faz isso reduzindo a receita”, completou.

“Fora as medidas para cortar gastos do Executivo, quais as outras sugestões colocadas?”, questionou o líder do governo Fátima Bezerra (PT), deputado estadual Francisco do PT. Pelo visto, ele não acompanhou, em especial, a exposição do presidente da Fecomércio.

Francisco do PT questionou ideia de reduzir custos do Estado (Foto: ALRN)
Francisco do PT questionou ideia de reduzir custos do Estado (Foto: ALRN)

Intervenções

Os deputados estaduais Luiz Eduardo (SDD), Coronel Azevedo (PL), Isolda Dantas (PT), Divaneide Basílio (PT), Dr. Bernardo (PSDB) e Adjuto Dias (MDB) também se pronunciaram durante a reunião. A audiência ainda contou com as presenças do presidente da ABIH, Abdon Gosson, presidente da Faern, José Vieira, e o vice-presidente do Natal Convention Bureau, George Gosson. Além dos parlamentares já citados, também estiveram no debate os deputados José Dias, Neilton Diógenes e Hermano Moraes.

“Segunda onda” do petróleo tem números que impressionam

Petróleo e gás: negócios (Foto: arquivo)
Petróleo e gás voltam a ter papel importante à economia de Mossoró e RN (Foto: arquivo)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN) concluiu um importante estudo sobre o impacto da indústria do petróleo e gás em Mossoró e região, além do próprio RN. O documento técnico foi produzido pela Diretoria de Inovação e Competitividade da entidade, com suporte do Instituto Fecomércio (IFC).

Denominado de “Considerações e dados sobre o setor de óleo e gás do RN – 2024”, o trabalho foi provocado por um dos vice-presidentes da Fecomércio, Michelson Frota, que também dirige o Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDILOJAS). O presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, deliberou. “Os números mostram a pujança do segmento e seus desdobramentos em várias frentes, a partir da exploração dos campos maduros pela iniciativa privada,” aponta Frota.

O processo de privatização dos campos maduros de petróleo no RN teve início no final de 2019, mas passou a ser efetivo em 2020. Desde então, o volume de petróleo bruto exportado pelo RN saltou de US$ 59,5 milhões em 2020 para US$ 361,1 milhões em 2024 (números até outubro deste ano), um incremento de 506%.

Em 2020, foram US$ 59,5 milhões exportados pelo estado. Já em em 2023 os números chegaram a US$ 256 milhões.

Em 2024, até outubro, já foram US$ 361,1 milhões. Significa um incremento de incríveis 506,9%. Ele reflete o aumento de produtividade dos poços, que em média é da ordem de 56%. A produção diária do RN atingiu a casa dos 42 mil barris/dia em terra – em 2023. É uma ampliação considerável sobre a média de 14 mil barris/dia que vinha sendo registrada no Estado até o final dos anos 2010. Mas ainda distante dos quase 100 mil barris/dia produzidos pelo RN no auge dos anos 1990.

ICMS tem grande alta

Os impactos deste incremento podem ser sentidos diretamente no setor de Comércio e Serviços da região. Apenas em Mossoró, por exemplo, o valor recolhido em Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), saiu de R$ 227,6 milhões em 2019 para 389,4 milhões em 2023.

Em 2024, somente até outubro, esse número já é de pouco mais de R$ 336 milhões.

O volume de empregos formais gerados pelo Comércio e Serviços na segunda maior cidade potiguar também reflete esssa trajetória ascendente do setor de O&G. O comércio, até setembro, em Mossoró, abriu este ano 677 novas vagas com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Novo CAGED). O petróleo e gás tem boa parcela de fomento desses números, ao lado de outros fatores, como largo crescimento de obras públicas e apostas da iniciativa privada.

Dados oficiais do Novo Caged (Reprodução do BCS)
Dados oficiais do Novo Caged (Reprodução do BCS)

Em 2021, neste mesmo período, este saldo era de 348 vagas. No setor de Serviços, na mesma base de comparação, saímos de um saldo de 2.173 novos empregos formais em 2021 para 3.749 agora em 2024 (sempre considerando o período de janeiro a setembro).

Bilhão de dólares

O Rio Grande do Norte deve receber quase USD 1 bilhão em investimentos no setor de petróleo e gás nos próximos 4 anos (USD 952,2 milhões). São diversos polos produtivos no estado, tanto onshore, como na região de Mossoró, como offshore, na Margem Equatorial.

Mas os impactos positivos desses investimentos vão muito além dos municípios limítrofes, se estendendo a todo o estado, uma vez que os royalties da produção são municipais e estaduais. Mais ainda: a economia é impactada também pela geração de emprego e renda, estimados em 20 mil novas vagas até 2028 e R$ 6 bilhões em renda para a população potiguar, que vão estimular as atividades de comércio de bens, serviços e turismo em todo o estado.

“Precisamos estar atentos e preparados para melhor aproveitamento desse quadro, alargando a atividade produtiva e discutindo também políticas públicas que possam impactar a vida dos mossoroenses e potiguares. A primeira onda do petróleo, a partir do final dos anos 70, foi subaproveitada por Mossoró e pelo RN. Essa é a segunda onda,” comenta Michelson Frota.

Michelson lembra su aproveitamento da "primeira onda" (Foto: redes sociais)
Michelson lembra o aproveitamento da “primeira onda” (Foto: redes sociais)

Fecomércio reforça reprovação a aumento do ICMS

aumento de ICMSA Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN) reforça sua posição contrária ao aumento da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS). A informação foi passada pelo secretário de Estado da Fazenda (SEFAZ), Carlos Eduardo Xavier, na segunda-feira (02) – veja AQUI.

Em nota oficial nesta quinta-feira (05), a Fecomércio justifica o porquê de sua repulsa ao reajuste de 18 para 20%:

A Fecomércio Rio Grande do Norte, na condição de principal entidade representativa do segmento do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado, manifesta surpresa e perplexidade com o anúncio recente da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-RN) acerca da intenção de manter a alíquota de 20% do ICMS no RN, em 2024.

Como viemos alertando, nosso estado perde competitividade. Nosso vizinho, a Paraíba, apesar da recente aprovação no aumento da alíquota para o ano que vem, anunciou no início deste ano um conjunto de medidas de incentivo fiscal, reduções, isenções de impostos e de inovação, o que já tem se refletido na geração de empregos e crescimento da economia.

Enquanto isso, no Rio Grande do Norte, estamos pagando o preço do aumento de impostos desde abril.  Também vale frisar que, mesmo com pequenas altas no saldo de empregos formais calculado pelo Caged, até agosto, o cenário aponta que fecharemos 2023 abaixo dos resultados de 2022.

Além disso, no primeiro semestre, somente em Natal, os percentuais de endividamento das famílias chegaram a 88% e de inadimplência a 47%, acima das médias nacionais, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Dados da própria Sefaz-RN mostram que, em doze meses, não houve perda efetiva de arrecadação de ICMS no contexto global, visto que, apesar da queda de R$ 366 milhões na arrecadação das “Blue Chips” (telecomunicações, combustíveis e energia elétrica), houve aumento de R$ 617 milhões na arrecadação total, ou seja, o crescimento nos demais segmentos da arrecadação deixou um saldo superior a R$ 250 milhões, mais que suficiente para a compensação.

Além disso, ontem (04), o Senado aprovou uma PEC que destina R$ 10 bilhões a serem repassados antecipadamente este ano aos estados ainda a título de compensação pela perda de receita provocada pela redução do ICMS incidente sobre combustíveis, vigente de junho a dezembro de 2022 (PLP 136/2023). O RN deve ficar com cerca de R$ 350 milhões deste valor, dos quais cerca de R$ 90 milhões devem ir para os municípios e os R$ 260 milhões restante ficar com o estado.

Por fim, entendemos que é preciso que o Congresso se posicione com brevidade e, se for o caso, esclareça melhor a regra de transição proposta na Reforma Tributária, relativas ao IBS e CBS, e sobretudo as compensações previstas para serem custeadas com o Fundo de Equalização. Caso os recursos estimados para esse Fundo sejam suficientes para manter os níveis de arrecadação com o ICMS atual quando da implantação do IBS, não há motivos para a correria dos estados na busca por aumentar as suas alíquotas modais.

Por outro lado, se os recursos não forem suficientes, parece ainda mais imperativo que o Senado debata um modelo que não estimule esta alta generalizada das alíquotas modais que, na prática, acabam por elevar sobremaneira a carga tributária do país.

É sabido que o aumento da carga tributária gera, em consequência, a elevação dos preços dos produtos e serviços, reduzindo, sintomaticamente, os níveis de consumo. Tudo isso, infelizmente, levará à queda na arrecadação tributária do estado, em sentido totalmente inverso ao pretendido.

Com esse cenário posto, os principais penalizados serão os consumidores e os empregos do Rio Grande do Norte.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI

José Dias vai acionar Justiça para revogar aumento de imposto

O deputado estadual José Dias (PSDB) na sessão ordinária dessa quinta-feira (30), da Assembleia Legislativa do RN, antecipou que vai acionar a Justiça para que “a lei seja cumprida”. Sua referência é ao projeto de lei que teve aprovação dia 21 de dezembro do ano passado, no fim do primeiro governo Fátima Bezerra (PT), dispondo sobre reajuste da alíquota do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).

Deputado José Dias tinha votado contra o aumento da alíquota em dezembro (Foto: Eduardo Maia)
Deputado José Dias tinha votado contra o aumento da alíquota em dezembro (Foto: Eduardo Maia)

Uma das emendas substitutivas prevê revogação da lei, caso haja compensação de perdas. Para Dias, já que o Estado do RN vai receber cerca de R$ 250 milhões (veja AQUI), o que está escrito tem que ser cumprido, em vez de ser mantido o reajuste de 18 para 20% na alíquota do ICMS.

Segundo o titular da Secretaria de Estado da Tributação (SET), Carlos Eduardo Xavier), o montante representa cerca de 60% das perdas e os recursos a serem liberados deverão servir, prioritariamente, para quitar dívidas que o estado contraiu com a União e as que foram adquiridas com o aval do Tesouro Nacional. O socorro do Governo Federal não será suficiente para sanar esse rombo, situação igual a todos os demais estados da federação.

A nova alíquota começa a valor amanhã, sábado (1º). Veja abaixo como foi a votação do projeto no dia 21 de dezembro passado, na Assembleia Legislativa do RN:

Voto a favor

– Ezequiel Ferreira (PSDB)

– Albert Dickson (PSDB)

– Bernardo Amorim (PSDB)

– Kleber Rodrigues (PSDB)

– Raimundo Fernandes (PSDB)

– Ubaldo Fernandes (PSDB)

– Eudiane Macedo (PV)

– George Soares (PV)

– Hermano Morais (PV)

– Vivaldo Costa (PV)

– Francisco (PT)

– Isolda Dantas (PT)

Voto contra

– Coronel Azevedo (PL)

– Cristiane Dantas (SDD)

– Kelps Lima (SDD)

– Subtenente Eliabe (SDD)

– Galeno Torquato (PSDB)

– Getúlio Rego (PSDB)

– Gustavo Carvalho (PSDB)

– José Dias (PSDB)

– Nelter Queiroz (PSDB)

– Tomba Farias (PSDB)

– Souza Neto (PSB).

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Arrecadação própria do Estado chega a R$ 621 milhões em abril

O Rio Grande do Norte totalizou em abril um volume de R$ 621 milhões em arrecadação própria dos tributos estaduais. O montante é 12% maior que o total recolhido no mesmo mês do ano passado, quando o estado arrecadou R$ 554 milhões. Esse resultado é um reflexo principalmente da arrecadação do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).icms2-1-1024x489-1

Esse tributo cresceu 13% no comparativo com igual período de 2021 e somou R$ 568 milhões em abril deste ano. Até agora, o volume de receitas próprias acumuladas no ano é de mais de R$ 2,5 bilhões.

Os dados da arrecadação estadual foram divulgados nesta terça-feira (17) com a publicação da 30ª edição do Boletim Mensal da Receita Estadual, que traz informações sobre a movimentação econômica do Rio Grande do Norte no mês de abril. O informativo é elaborado mensalmente pela Secretaria de Estado da Tributação (SET-RN) e o relatório completo está disponível para download e consultas no site www.set.rn.gov.br/.

Segundo o boletim, o recolhimento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) também teve um aumento de 8% em relação a abril de 2021, com um valor total de R$ 51 milhões. Juntamente com o Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ICTD) e o ICMS, esse tributo compõe as receitas próprias do Tesouro Estadual. Entretanto, o ICMS foi o maior responsável pelo volume de recursos recolhidos do terceiro mês do ano. Dos R$ 621 milhões, R$ 568 milhões foram referentes ao ICMS, que subiu 13% em relação ao ano passado, quando o recolhimento em abril totalizou R$ 504 milhões.

Arrecadação setorial

O setor que mais contribuiu para o bom resultado do ICMS foi o setor de atacado, que gerou uma arrecadação de R$ 118 milhões. Esse foi ramo de atividade com o maior crescimento de um mês para outro, cerca de 10%. É a primeira vez, desde abril do ano passado, que o atacado ocupa a primeira posição no ranking de arrecadação de ICMS.

O setor de postos e distribuidoras de combustíveis ficou em segundo lugar com uma arrecadação de R$ 116 milhões – também responsável pelo maior declínio em 30 dias. Dados do boletim demonstram que, desde o final de 2021, quando foi instituído o congelamento do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), a arrecadação desse segmento vem diminuindo mês a mês, caindo de R$ 150 milhões, em dezembro, para R$ 116 milhões no mês passado, enquanto o faturamento do setor, nesse mesmo intervalo, só aumentou.

O volume médio movimentado cresceu de R$ 60,8 milhões por dia em dezembro para R$ 65,4 milhões faturados em média por dia no mês passado.

Tradicionalmente líder no recolhimento de ICMS, o comércio varejista, em abril, foi o terceiro que mais contribuiu com a arrecadação estadual. Foram R$ 99 milhões recolhidos. No mês passado, as empresas desse segmento realizaram 29,5 milhões de operações de vendas por dia, o que resultou em um faturamento médio diário de R$ 96,4 milhões para os estabelecimentos envolvidos nessa atividade. Isso representa um faturamento mensal em torno de R$ 2,9 bilhões. Já a indústria gerou R$ 73 milhões em ICMS.

Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e Youtube AQUI.

Comissão aprova mudança em lei do ICMS do estado

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei 99/2019 que dispõe sobre o Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), depois das explicações de representantes da Secretaria de Tributação do Estado (SET), na reunião realizada na manhã desta terça-feira (7).

Comissão endossou matéria (Foto: Eduardo Maia)

O coordenador de Assessoria Técnica, Neil Armstrong e representante da Subcoordenadoria de Estudos Tributários e Normatização do Estado (SUETRI) tiraram as dúvidas dos integrantes da Comissão sobre os objetivos do Projeto, que visa melhorar a arrecadação estadual e beneficiar os contribuintes que têm débito em atraso, no tocante ao prazo para pagamento e redução das penalidades.

“Lei semelhante foi aprovada no Maranhão e está dando resultados para o Estado, em termos de arrecadação sem prejuízo para os empresários. Com certeza aqui também vai proporcionar um aumento na arrecadação estadual”, afirmou o presidente da CCJ, o deputado Raimundo Fernandes (PSDB), logo após o encerramento da reunião.

O Projeto altera a Lei Estadual 6.968 de dezembro de 1996, que está defasada, para fazer toda a adequação para que o contribuinte possa regularizar seus débitos e também melhorar a tramitação dos processos. De acordo ainda com o Projeto de Lei aprovado na CCJ, será criada uma nova Unidade Fiscal de Referência, sem também gerar prejuízos para o contribuinte.

Procuradores

O Projeto de Lei que dispõe sobre a revisão do subsídio mensal dos Procuradores do Estado foi baixado em diligência, porque não veio acompanhado do impacto financeiro e orçamentário.

Participaram da reunião os deputados Kleber Rodrigues (Avante), Coronel Azevedo (PSL), Isolda Dantas (PT) e Hermano Morais (MDB).

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.