Arquivo da tag: Israel

1º transplante de córnea impressa em 3D devolve visão a paciente

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

Médicos em Israel realizaram o primeiro transplante de córnea totalmente impressa em 3D, devolvendo a visão a uma paciente com cegueira.

O procedimento utilizou o implante PB-001, desenvolvido pela Precise Bio, a partir de células humanas vivas cultivadas em laboratório.

O avanço promete transformar um dos maiores desafios da oftalmologia: a falta de córneas doadoras. Com o novo método, uma única córnea de um doador pode gerar até 300 córneas bioimpressas, criando uma solução escalável para os mais de 13 milhões de pacientes que aguardam transplante no mundo.

O transplante, realizado no Centro Médico Rambam, em Haifa, integra a fase 1 de testes clínicos, que envolverá de 10 a 15 pacientes com edema corneano. Os primeiros resultados devem ser divulgados em 2026.

Com informações da página Futuro dos Negócios.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Crianças e mulheres são as maiores vítimas de conflito

Gaza é um inferno na terra e o fim para milhares de vidas (Foto: Yasser Qudih/AFP)
Gaza é um inferno na terra e o fim para milhares de vidas (Foto: Yasser Qudih/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) detalha as mortes em Gaza nos primeiros seis meses do conflito entre Hamas e Israel. Esse levantamento revela que “cerca de 70% das vítimas eram crianças e mulheres.”

Dados indicam “uma violação sistemática dos princípios fundamentais do direito internacional humanitário”.

Das mortes confirmadas, 80% ocorreram em edifícios residenciais – 44% eram crianças e 26%, mulheres. (CNN)

Sem paz

Travaram de vez as negociações de paz entre Israel e Hamas agora que o Catar desistiu de mediar as conversas após concluir que os dois lados não estão mais negociando de boa fé. O Catar atuava ao lado do Egito como intermediário nos esforços de paz. Segundo o governo do Catar, ambos os lados se recusam a “se envolver de forma construtiva” nas conversas. (Al Jazeera)

Acompanhe o Blog Carlos Santos no Instagram clicando – @blogcarlossantos1, no X (antigo Twitter) clicando – //x.com/bcarlossantos e no Threads clicando – @blogcarlossantos1

Biden deve usar poder americano e repetir Reagan

Por Ney Lopes

Registro de socorro, precário, em Gaza, a adultos e crianças (Foto: Mohammed Abed/Afa)
Registro de socorro, precário, em Gaza, a adultos e crianças (Foto: Mohammed Abed/Afa)

Chega aos limites da desumanidade a situação em Gaza.

576 mil pessoas na Faixa de Gaza – um quarto da população do enclave – estão a um passo da fome, de acordo com a ONU. Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários.

Com as pessoas comendo alimentos para animais e até mesmo cactos para sobreviver, e com os médicos dizendo que as crianças estão morrendo em hospitais de desnutrição e desidratação, a ONU disse que enfrenta “obstáculos instransponíveis” para ajudar.

Neste mês, 97 caminhões foram capazes de entrar em Gaza todos os dias, em comparação com cerca de 150 caminhões por dia em janeiro.

O número de caminhões que entram em Gaza permanece bem abaixo da meta de 500 por dia.

Enquanto isto, Biden disse esperar que aconteça na época do mês de jejum muçulmano do Ramadã, que começa em 10 de março.

Ontem, 2, iniciaram-se lançamentos aéreos de alimentos dos EUA, o que é muito pouco.

Outros países, incluindo a Jordânia e a França, fazem isso, há dias.

Sou admirador do democrata, mas nesse caso a sua ação é tímida e já poderia ter tomado uma atitude, até militar, não contra o valoroso e respeitável povo judeu, mas contra o sanguinário primeiro ministro Benjamin Netanyahu, que, segundo pesquisas, apenas 15% dos israelenses o querem governante

Há dias, o conceituado jornalista Elio Gaspari, em artigo na Folha, lembrou história publicada no jornal britânico “The Guardian”, que não tem dono e é propriedade de um fundo sem fins lucrativos de mais de 75 anos, criado com o objetivo exclusivo de manter o jornal operando com independência editorial.

Segundo o jornal, em 12 de agosto de 1982, no que mais tarde seria apelidado de “quinta-feira negra”, jatos israelenses bombardearam Beirute por 11 horas consecutivas, matando mais de 100 pessoas. Os civis são mortos aos milhares.

Naquele mesmo dia, um Ronald Reagan, presidente dos Estados Unidos, horrorizado fez telefonema para Menachem Begin, então primeiro-ministro israelense, para “expressar a sua indignação” e condenar o derramamento de sangue. Israel tentava destruir a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), que não conseguiu, cujos combatentes estavam submersos em esconderijos de uma rede de túneis, abaixo de Beirute.

“Isso é um holocausto”, afirmou Reagan a Begin.

O líder israelense. Begin, respondeu com sarcasmo, dizendo ao presidente Reagan, que “sabia muito bem o que é um holocausto”.

Reagan, no entanto, não recuou.

Invocou o poderio americano e insistiu no cessar fogo em Beirute.

Vinte minutos depois, Begin ligou de volta para Reagan e disse-lhe que ele havia ordenado parar o bombardeio.

Diz-se que Reagan sensibilizou-se com a imagem de uma criança ferida no combate.

Hoje, o ataque israelense a Gaza já dura o dobro do tempo que o cerco de Beirute, com mais de 30 mil mortos.

Não se discute, que Israel tenha sido criminosamente invadido pelo Hamas e exerce o seu direito de defesa, que deve, entretanto, ter limites humanitários.

Segundo relato do jornalista Guga Chacra, em Gaza mais de 20 mil crianças ficaram órfãs. Cerca de 8 em casa 10 pessoas foram forçadas a deixar suas casas. A maior do território palestino, praticamente não existe mais. Virou ruínas. Entretanto, todos os dias repetem-se bombardeios aumentando o saldo de mortos.

A mídia mostra cenas horripilantes transmitidas ao vivo para telefones celulares, computadores e telas de televisão. O primeiro genocídio na história, onde suas vítimas estão transmitindo sua própria destruição em tempo real na esperança desesperada, até agora em vão, de que o mundo possa fazer alguma coisa.

Bruce Riedel, que passou três décadas na CIA e no conselho de segurança nacional, aconselhando quatro presidentes diferentes, declarou que os Estados Unidos poderiam agir e pressionar o cessa fogo.

Foi adiante ao declara que “Todos os dias fornecemos a Israel os mísseis, com os drones, com a munição, que ele precisa para sustentar uma grande campanha militar como a campanha em Gaza”.

Biden teria que ser mais firme.

Ele experimentou tragédias pessoais devastadoras. Perdeu a esposa sua esposa de 29 anos e filha de um ano em um acidente de carro e, décadas depois, o filho faleceu de câncer no cérebro. No entanto, ele agora possui o poder, único entre os 8 bilhões de pessoas que vivem neste planeta, para pegar o telefone, discar um número para Benjamin Netanyahu, um criminoso nato (ao contrário da índole pacifista do povo judeu) e obrigá-lo a parar as operações militares, sob pena de represálias imediatas.

Afinal, estão em jogo vidas humanas e não apenas interesses de países.

Biden terá que agir em 2024, como Ronald Reagan agiu, em 1982.

A Humanidade espera isto, independentemente de ser favorável a judeu ou a palestino.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Netanyahu e Lula esticam a corda e aumentam tom da crise

Do Canal Meio e outras fontescorda, esticar corda, cabo de guerra

A crise diplomática entre Brasil e Israel, devido a declarações do presidente Lula comparando as ações israelenses na Faixa de Gaza ao Holocausto, intensificou-se ontem com atos simbólicos de ambos os lados. Sinalizando o agravamento da situação, Lula chamou o embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer, de volta a Brasília para consultas. A decisão foi tomada após reprimenda incomum das autoridades israelenses ao diplomata, que embarca hoje para o Brasil.

Para Lula, conta Mônica Bergamo, Meyer foi humilhado ao ser advertido no Memorial do Holocausto. No local, o ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz, fez declarações à imprensa e mostrou ao brasileiro a lista com nomes de seus familiares mortos pelo nazismo. Normalmente, esse tipo de advertência ocorre na sede da chancelaria.

O episódio foi discutido no Palácio da Alvorada na manhã de ontem com os ministros Paulo Pimenta (Secom), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral), Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) e o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim. “A meu ver, não há de que se desculpar. O que está ocorrendo é uma barbaridade”, disse Amorim. Mais cedo, a primeira-dama, Janja, disse que Lula se referia ao “governo genocida” ao fazer suas críticas, não ao povo judeu. (Folha)

Enquanto falava com a imprensa, ao lado de Meyer, o chanceler de Israel declarou Lula “persona non grata”. Na diplomacia, isso significa que o presidente brasileiro não é bem-vindo. “Não perdoaremos e não esqueceremos — em meu nome e em nome dos cidadãos de Israel, informei ao presidente Lula que ele é uma ‘persona non grata’ em Israel até que ele peça desculpas e se retrate”, publicou também nas redes sociais. (g1)

Já o chanceler brasileiro, Mauro Vieira, convocou o embaixador israelense, Daniel Zonshine, para uma reunião ontem no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. Segundo interlocutores, não houve pedido de desculpas como o premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, cobrou de Lula. Vieira usou um tom cordial, mas firme, em defesa do posicionamento adotado pelo Brasil. (CNN Brasil)

Vários diplomatas brasileiros criticaram as declarações de Lula, avaliando que ele “ultrapassou a linha vermelha”, com uma fala “infeliz” e “desastrosa”. “Um dia de vergonha para a diplomacia brasileira” e “o improviso mais infeliz de todos os improvisos do presidente”, disseram, ressaltando que, para um país que busca ser mediador de conflitos, tomar partido dessa forma é “um tiro no pé difícil de ser contornado”. (Globo)

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Lula compara Gaza ao Holocausto e cria crise diplomática

Presidente Lula fez declarações de péssimo eco no mundo (Foto: Ricardo Stuckert)
Presidente Lula fez declarações de péssimo eco no mundo (Foto: Ricardo Stuckert)

Do Canal Meio e outras fontes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) azedou ainda mais as relações com Israel e com a comunidade judaica ao comparar a ação militar israelense na Faixa de Gaza ao Holocausto, quando os nazistas mataram cerca de seis milhões de judeus, além de ciganos, homossexuais e diversos grupos vistos como inferiores.

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus”, disse Lula em Adis Abeba, na Etiópia, onde participou da 37ª Cúpula da União Africana. Ele também criticou a interrupção do financiamento por parte de países ricos à Agência da ONU para Refugiados (UNRWA), após acusações de que o órgão estaria colaborando com o grupo terrorista Hamas, responsável pelos ataques de 7 de outubro. (g1)

A comparação provocou uma onda de reações. Nas redes sociais, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, disse que as declarações são “vergonhosas e graves” e acusou Lula de “cruzar uma linha vermelha” e contribuir para “banalizar o Holocausto”. Netanyahu disse que chamará o embaixador brasileiro no país “para uma dura conversa de repreensão”. O presidente de Israel, Isaac Herzog, fez questão de postar, em português, uma crítica ao brasileiro, classificando a fala como “distorção imoral da História”. Herzog pediu à comunidade internacional uma “condenação inequívoca” de Lula. (Globo)

Hamas agradece

Já o grupo terrorista Hamas usou o Telegram para dizer que Lula fez uma “descrição precisa” sobre o que se passa com o povo palestino e “revela a grandeza do crime sionista cometido com cobertura e apoio aberto do governo norte-americano” (Poder 360).

Progressistas judeus no Brasil que apoiaram Lula na eleição contra Jair Bolsonaro também o criticaram. O coletivo Judeus pela Democracia reclamou que o presidente reforça a ideia de que “os judeus de hoje são os nazistas do passado”. Já a Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgou nota acusando o presidente brasileiro de ofender “a memória das vítimas do Holocausto e de seus descendentes” (Meio e CNN).

Guga Chacra: “Crimes de guerra claramente têm sido cometidos pelas forças israelenses na Faixa de Gaza. O presidente Lula, portanto, não estaria errado se questionasse e criticasse Israel por essas ações militares. Mas erra de maneira gravíssima ao comparar ao Holocausto. Nenhum líder do mundo árabe fez comparação similar até este momento para dar uma dimensão da gravidade. Essa declaração do governante brasileiro pode sim ser vista como antissemita.” (Globo)

Nota do BCS – O diálogo ampliado que o presidente vinha tendo com o mundo, apesar de alguns senões, desaba em queda livre com esse episódio. E não será fácil remendar o que sua loquacidade produziu.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.

Israel pratica genocídio? Opinião de um rabino

Por Ney Lopes

Criança em Gaza (Foto: Jordan News Daily)
Criança em Gaza (Foto:
Jordan News Daily)

Um tema de política internacional vem dividindo opiniões atualmente no Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou apoio à denúncia apresentada pela África do Sul contra Israel em 29 de dezembro de 2023, na Corte Internacional de Justiça (CIJ).

O país africano acusa Israel de praticar um genocídio contra o povo palestino na Faixa de Gaza.

Não se justificam impulsos emocionais ou ideológicos, nascidos do radicalismo inconsequente, para apoiar a decisão do presidente Lula, ou condená-la.

O mundo está diante de uma situação delicadíssima nesta guerra entre judeus e palestinos.

O conflito entre Israel e Palestina é um dos mais antigos e complexos do mundo.

Há irradiações de apoios e rejeição em países do Oriente Médio e a exacerbação do conflito trará consequências altamente negativas para o resto do mundo.

Uma crise de abastecimento pela interdição de canais que ligam a Ásia ao Ocidente e o absoluto descontrole das economias globais, significariam verdadeiro tsunami de destruição da humanidade.

Antes de Cristo, os palestinos, descendentes dos cananeus, habitavam a Terra de Canaã.

O judaísmo é a religião monoteísta mais antiga do mundo.

De acordo com a tradição judaica, a prática religiosa teve origem quando Abraão foi ordenado por Deus para liderar o seu povo e procurar a terra prometida

O surgimento do Estado de Israel em 1948 marcou um momento crucial na história moderna da região.

Em relação ao momento atual, o documento de 84 páginas da África do Sul acusa Israel de atos e omissões “de caráter genocida, pois são cometidos com a intenção específica necessária … de destruir os palestinos em Gaza como parte do grupo nacional, racial e étnico palestino mais amplo

Em 7 de outubro de 2023, ao menos 1.500 integrantes do grupo terrorista palestino “Hamas” romperam o bloqueio à Faixa de Gaza e infiltraram o sul de Israel, onde foram realizados massacres e sequestros.

As cenas da carnificina chocaram o mundo e provocaram uma guerra sangrenta.

Israel reagiu e partiu para o contra-ataque, que dura até hoje

Alegando excessos, a África do Sul tem sido altamente crítica da operação militar de Israel em Gaza.

A África do Sul pede ao Tribunal Internacional de Justiça, declaração que na sua guerra contra Gaza, Israel violou as suas obrigações ao abrigo da Convenção do Genocídio.

A acusação é que Israel está matando palestinos em Gaza em grande número, com mais de 21.110 palestinos mortos desde 7 de outubro; estimativa de 7.780 pessoas desaparecidas, presumivelmente mortas; e 55.243 palestinos já feridos, desde 7 de outubro, muitos com queimaduras graves, amputações e sofrendo com as armas químicas utilizadas.

A matança, segundo a denúncia, envolve execuções sumárias e o extermínio de famílias inteiras nas suas casas, em abrigos, em hospitais, escolas, igrejas, mesquitas, e mesmo quando fugiam ao longo de rotas demarcadas como seguras por Israel.

Aproximadamente foram destruídos 318 locais religiosos cristãos e muçulmanos, tribunais, edifícios parlamentares, bibliotecas, terrenos agrícolas, padarias e infraestruturas de eletricidade, água e esgotos.

Israel reagiu com indignação as acusações apresentadas, descrevendo-a como “profundamente distorcida” e dizendo que a tentativa da África do Sul de fazê-lo interromper sua ofensiva contra o movimento Hamas em Gaza deixaria o país indefeso.

O pedido da África do Sul à Corte Internacional de Justiça é para Israel ser considerado violador da Convenção do Genocídio, que obriga todos os países.

A África do Sul pede que Israel seja ordenado a cessar quaisquer atos que violem essas obrigações; punir todas as pessoas que cometem, incitam, tentam ou são cúmplices do genocídio.

Diante de fatos tão controvertidos, com milhares de pessoas morrendo diariamente, o mais grave é que, caso o Tribunal determine um “cessar fogo”, poderá não ser cumprido. As grandes potencias vetariam na ONU.

Recentemente, o mesmo Tribunal emitiu ordem dizendo à Rússia para “suspender as operações militares que começou em 24 de fevereiro de 2022 no território da Ucrânia” e que qualquer apoio militar deve tomar “nenhum passo em continuar essas operações militares”.

Mas a Rússia, até hoje, não tomou conhecimento da decisão e continua com suas incursões de destruição da Ucrânia.

Uma pena que isso aconteça!

O mundo fica entregue à sua própria sorte.

Quanto a proposta da África do Sul, que o Brasil apoiou, cada internauta forme a sua própria opinião.

A minha opinião é de apoio ao rabino judeu ortodoxo Haim Sofer, que declarou:

“Estamos falando de 23 mil homens, mulheres, crianças e idosos que foram mortos. A maioria dessas pessoas que foram mortas são pessoas inocentes. A destruição em Gaza é enorme. Isso nos lembra a destruição da cidade alemã de Dresden na Segunda Guerra Mundial”.

Meu apelo às nações do mundo para não permitir esses crimes de guerra.”

Tenho certeza de que os judeus serão recebidos de volta para viver sob a jurisdição palestino-muçulmana. Eles seriam bem-vindos para viver com eles com plenos direitos religiosos”.

Entrando na história, o rabino disse que os judeus tinham seu “melhor tempo espiritual, econômica e politicamente” quando viviam entre os muçulmanos.

O domínio muçulmano na Espanha é conhecido como uma “era de ouro” para o povo judeu, disse ele, quando eles “gosavam de direitos surpreendentes – direitos políticos, espirituais e religiosos”.

Os judeus não terão problemas coexistindo com os outros enquanto permanecerem fiéis aos ensinamentos de seu livro sagrado, a Torá, e “não tenham aspirações de assumir terras, Palestina ou outras”, disse o rabino.

Que a opinião do rabino judeu Haim Sofer seja o caminho para a Paz!

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Estudantes resgatados falam sobre conflito no Oriente Médio

Estudantes chegaram a Mossoró com reitora e familiares estavam à espera (Foto: Assecom/Ufersa)
Estudantes chegaram a Mossoró com reitora e familiares estavam à espera (Foto: Assecom/Ufersa)

Os estudantes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Francisco das Chagas Barbalho Neto e Roosevelt de Araújo Sales Júnior, que estavam em Israel para intercâmbio, chegaram em Mossoró no início da noite desse sábado (14). Os dois integram o grupo de 207 passageiros do quarto voo da Operação Voltando em Paz, comandada pelo Governo Federal para a repatriação de cidadãos brasileiros que se encontram na região de conflito no Oriente Médio.

A aeronave deixou o Aeroporto de Ben-Gurion, em Tel Aviv, às 18h40 (horário local em Israel) de sexta-feira, dia 13, e pousou no Rio de Janeiro nas primeiras horas da madrugada de sábado. Do Rio, os dois embarcaram por volta das 10h (horário de Brasília) com destino a Fortaleza/CE, onde foram recepcionados pela reitora da Ufersa, professora Ludimilla de Oliveira, e partiram para Mossoró, chegando na Ufersa às 18h. No Gabinete da Reitoria, estavam sendo esperados por seus familiares.

Essa foi a primeira experiência com viagem internacional dos dois, que embarcaram no dia 3 de outubro, mas anteciparam a volta 10 dias depois. “A região em que a gente estava não é diretamente exposta ao conflito, mas tomamos a decisão de retornar para o Brasil quando ficamos sabendo dos primeiros sequestros de civis. Conversamos e decidimos que seria o mais adequado”, relata Chagas.

Apoio

Ele é estudante do 8º período do Curso de Biotecnologia e Roosevelt cursa o segundo ano do doutorado em Ciência Animal – PPGCA. Ambos foram selecionados pelo Edital PROPPG 031/2023 para um estágio-intercâmbio de 45 dias na empresa israelense Colors Farms. “Eu considero que essa foi uma experiência muito exitosa e intensa. Foi tudo muito rápido, mas valeu a pena, porque as portas ficaram abertas”, avalia Roosevelt.

Os dois repatriados estavam hospedados na cidade de Hatzva, região mais ao Sul de Israel, enquanto a escalada de bombardeios se concentra na Faixa de Gaza, território palestino, e em Tel Aviv, Jerusalém e Cisjordânia.

“Fizemos questão de prestar total assistência e suporte aos nossos estudantes. Eles foram muito elogiados, considerados de excelência, o que demonstra a nossa potencialidade e a importância das pesquisas que Universidade mantém com Israel”, declarou a professora Ludimilla de Oliveira.

Acompanhe o Blog Carlos Santos (BCS) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI

Israel vive seu 11 de Setembro – entenda o conflito

Do Canal Meio e outras fontes

Sistema de defesa, "Domo de Ferro", intercepta série de foguetes atirados contra Israel (Foto: REUTERS/Amir Cohen)
Sistema de defesa, “Domo de Ferro”, intercepta série de foguetes atirados contra Israel (Foto: REUTERS/Amir Cohen)

Dois dias após a invasão do Sul de Israel seguida de ataque terrorista pelo grupo extremista islâmico Hamas, os combates continuam na região. O Exército israelense afirma que militantes seguem entrando pela fronteira com a Faixa de Gaza, governada pelos extremistas.

Militares do Estado judeu patrulham a cerca que separa seu país do território palestino, sem conseguir identificar e obstruir todas as passagens usadas pelos invasores. (Haaretz)

Já passa de 700 o número de mortos em Israel. A contagem deu um salto após socorristas localizarem cerca de 260 corpos no local onde acontecia uma rave. De acordo com testemunhas, os foguetes começaram a cair na áreas às 6h30 de sábado, seguidos dos tiros do invasores. Diversos frequentadores do festival teriam sido tomados como reféns. Na Faixa de Gaza, o total de mortos na retaliação israelense subiu para 436, com mais de 2.200 feridos. Além de alvos do Hamas, mísseis atingiram prédios residenciais e mesquitas. (CNN)

Ian Bremmer: “Mais de 600 israelenses mortos num país com menos de 10 milhões. Em termos de tamanho da população, é como se fossem 21 mil americanos, sem contar reféns. Este é o 11 de Setembro de Israel, com impacto ainda maior sobre a nação. Se contarmos o custo humano, ele é ainda maior para os palestinos.” (X)

O governo israelense declarou oficialmente estado de guerra contra o Hamas, o que pode implicar uma invasão por terra à Faixa de Gaza, que o país já havia ocupado entre 1967 e 2005. O ataque do grupo terrorista foi o maior desde a Guerra do Yom Kippur, cujos 50 anos foram celebrados justamente na sexta-feira. A ofensiva começou na manhã de sábado com uma bateria de milhares de foguetes contra o território israelense, sobrepujando o até então eficiente sistema de defesa aérea. Paralelamente, homens do Hamas invadiram Israel por terra, mar e ar, usando ultraleves e parapentes. Eles atacaram cidades, kibutzim e bases militares, tomando pelo menos cem reféns e capturando equipamento de combate. (CNN)

O governo brasileiro iniciou a uma operação para repatriar cidadãos do país na região, reservando seis aeronaves. Segundo o Itamaraty, um brasileiro foi ferido e três, que participavam da rave atacada pelo Hamas, estão desaparecidos. (Agência Brasil).

Leia tambémEstudantes da Ufersa em Israel vão ser resgatados

Segundo analistas, esse é o primeiro grande teste para a diplomacia do Brasil à frente do Conselho de Segurança da ONU. “O Brasil tem grandes comunidades palestina e israelense e sempre adotou uma postura pragmática no conflito. Não tem relações com o Hamas, por exemplo. Então, certamente, o Brasil deve costurar uma solução diplomática”, avalia o professor de relações internacionais da ESPM, Roberto Uebel. (Estadão)

Thomas Friedman: “Não se trata de uma escaramuça comum entre Hamas Israel. A fronteira entre Gaza e Israel tem menos de 60 quilômetros, mas as ondas de choque que esta guerra irá desencadear não só lançarão Israel e os palestinos de Gaza na turbulência, como também atingirão a Ucrânia, a Arábia Saudita e, muito provavelmente, o Irã. Qualquer guerra prolongada entre Israel e o Hamas poderá desviar para Tel-Aviv mais equipamento militar americano de que Kiev necessita e tornará impossível — por enquanto — o acordo de normalização proposto entre a Arábia Saudita e Israel.” (New York Times)

A crise de segurança dá a Netanyahu a chance de tirar do governo os partidos religiosos em troca de uma coalizão centrista com os liberais. Além de melhorar as relações de Jerusalém com os EUA, uma coligação centrista liderada pelo Likud, de Netanyahu, ajudaria o primeiro-ministro a tocar a guerra “longa e difícil” contra o Hamas, a restaurar a tranquilidade interna e a garantir a paz com a Arábia Saudita. Ontem, Benny Gantz, ex-ministro da Defesa, afirmou que está aberto à formação de um governo de união, mas quer que seu partido tenha poder decisório sobre a guerra. (Politico e Times of Israel)

Jamil Chade: “Ao disparar mísseis, o Hamas tenta enterrar definitivamente o Fatah, se apresenta para uma nova geração de palestinos inconformados como seus verdadeiros representantes e busca torpedear e bloquear o diálogo entre o mundo árabe e Israel. O ataque também é um recado indireto dos iranianos aos sauditas de que a aproximação entre Israel e Riad não é apreciada. No fundo, o Hamas manda um recado para a região: nada poderá ser feito sem nós.” (UOL)

Acompanhe o Blog Carlos Santos (BCS) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI

Estudantes da Ufersa em Israel vão ser resgatados

Francisco e Roosevelt estão distantes de Tel-Avi (Foto: Reprodução)
Francisco e Roosevelt estão distantes de Tel Aviv (Foto: Reprodução)

Os estudantes da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) Francisco das Chagas Barbalho Neto e Roosevelt de Araújo Sales Júnior, que se encontram em Israel, serão repatriados. O país está em estado de guerra, após ataques em massa de grupo terrorista palestino, o Hamas, já com centenas de mortos.

Em ofício encaminhado à Embaixada do Brasil em Israel, a reitora Ludimilla de Oliveira argumenta que em decorrência da situação de emergência naquele país, se faz necessário em caráter de urgência o repatriamento dos dois estudantes da Universidade, que participam de intercâmbio acadêmico em Israel.

O deslocamento dos estudantes deve ser feito dentro das prioridades do Itamaraty. Eles já preencheram formulário após a solicitação da Universidade para o retorno de ambos.

A reitora explicou que Francisco das Chagas e Roosevelt de Araújo estão no extremo sul de Israel não sendo possível o deslocamento imediato até Tel Aviv. “O momento agora é para aguardar as diligências da Embaixada do Brasil em Israel”, afirmou.

“Vamos aguardar a chegada dos aviões brasileiros em Israel e as providencias que serão tomadas para o repatriamento”, frisou. Diante das tratativas diplomáticas, a reitora acredita que a repatriação dos dois estudantes da Ufersa estará na lista de prioridades da Embaixada do Brasil no país de Israel.

Saiba mais

Leia também: Cerca de mil brasileiros em Israel já pediram para retornar ao Brasil.

Leia também: Entenda o conflito Israel-Hamas.

Acompanhe o Blog Carlos Santos (BCS) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI

Desastre, diplomacia, demagogia

Por François Silvestre

Brumadinho oferece à história lições de patifaria. Em todos os níveis. A lição mais terrível é do sacrifício humano. Vidas relegadas à vala comum do cemitério da ganância. Alguém ousa negar? Desgraça sem trena medidora. Ponto um.

Privatização a preço de cocada de uma estatal, não pública, que sempre serviu a interesses privados encrustados no poder público. Ponto dois.

O atual governo poderia ter escapado da responsabilidade do evento. Ninguém o culparia.

Mas, preferiu fazer a repetição da sacanagem. Aí, para exibir-se convocou Israel, que bajulara mudando a embaixada do Brasil para Jerusalém,  cujo governo de lá anda metido em inúmeras denúncias de corrupção.

Em “gratidão”, Israel mandou técnicos e equipamentos caríssimos para prestigiar Bolsonaro, mexendo na lama de Brumadinho.

Sabe no que isso vai dar? Em nada. Aposto o que prevejo.

Essa vinda da ajuda de Israel vai ser a maior piada diplomática dos últimos tempos. E Bolsonaro, que tava fora da lama, mergulhou nela pela demagogia.

Israel vai sair de Brumadinho com sua embaixada enlameada. Ponto três.

Torço para estar errado. Caso esteja, darei a mão à palmatória.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUI.

Relações exteriores e diplomacia em tempos de guerra

A diplomacia de Israel lembra Theodore Roosevelt, presidente dos EUA:

“Fale baixinho, mas com um porrete na mão”, disse o presidente, ainda no início do século XX.

Theodore, primo de outro presidente mais célebre, Franklin Delano Roosevelt, ajudou a construir a concepção de nação imperial dos EUA.

É dele a visão de que “A América Latina é o quintal dos EUA”. Servia para ofertar matéria-prima à fornalha industrial dos norte-americanos.

Cito Theodore, em face da celeuma em torno da posição do Estado de Israel, que emitiu comunicado tentando ridicularizar o Brasil e sua diplomacia, por defender entendimento pacífico e não a beligerância, no conflito entre israelenses e palestinos. Fomos tratados como “anão diplomático”.

Menos, menos.  Talvez o que Israel queira é um parceiro de porrete. Quem não concorda com ele, é anão.

Veja:

De acordo com o jornal “The Jerusalem Post”, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, chamou o Brasil de “anão diplomático”, ao comentar a decisão brasileira de chamar o embaixador para consultas por conta da escalada de violência na Faixa de Gaza. Nos últimos 16 dias, pelo menos 644 palestinos e 31 israelenses, entre estes 29 soldados, morreram na ofensiva de Israel contra o grupo islâmico Hamas.

O porta-voz, segundo a publicação, disse que a atitude do governo brasileiro é “uma demonstração lamentável de como o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático”.

Clique AQUI e acompanhe matéria mais completa.

Nota do Blog – Se o Estado de Israel não fosse um dos mais bem-armados do mundo, já teria sido varrido do mapa.

Mas é claro que seu propósito, em relação aos palestinos, é de fazê-los sumir.

São povos que se odeiam e se matam há milênios. Assim vão continuar.