“Normalmente, os homens preocupam-se mais com aquilo que não podem ver do que com aquilo que podem.”
Júlio César
“Normalmente, os homens preocupam-se mais com aquilo que não podem ver do que com aquilo que podem.”
Júlio César
“Nada existe de tão difícil que não seja vencível.”
Júlio César
Por François Silvestre
A Magistratura carrega a maldição da mulher de César. Não basta ser honesta, precisa demonstrar a honestidade. Em tudo. Aqui não se trata de honestidade no alcance financeiro. Não. Honestidade jurídica, mesmo.
Basta um juiz expor-se a qualquer tropeço nos princípios para alguém querer jogar farpas na Magistratura. Até com ex-juízes.
Veja o caso de um ex-juiz que virou governador – Wilson José Witzel (PSC). No Rio de janeiro. Não só defende o uso de armas ostensivamente como autoriza seu uso para tiroteios em público.
Ampliou a seu talante o instituto da legítima defesa prescrito no Código Penal. E não o fez a favor do indivíduo contra os excessos do Estado. Pelo contrário, autorizou o Estado a matar.
Criou a Pena de Morte putativa, invertendo a legítima defesa putativa do Código, quando alguém reage imaginando uma agressão fatal e iminente.
Outro ex-juiz, agora Ministro do Executivo, submete-se a vexames todo dia.
Contrário ao uso abusivo de armas de fogo, silencia numa cumplicidade típica de político profissional. Pra negar ser leitor do Guru de Bolsonaro, justificou ser sua obra muito “densa”. E ponha densa nisso.
Sobre as peripécias do filho do Presidente com Fabrício Queiroz, exatamente no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), declarou “eles já explicaram tudo”. Explicaram a quem?
Nem o MP conseguiu ouvi-los.
O mesmo Coaf que ele quer “sob” seu comando.
Acho que nesse caso ele distingue “sob” de “sobre”. Até aonde vai seu apreço e quanto ele topa pagar, em decepções, no aguardo por uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF)?
Trocou a Magistratura pela Política, lugar onde ser honesto também é obrigação, mas dispensa a ostentação de honestidade da mulher de César.
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Por Carlos Santos
Recorro a um lugar-comum sempre usado no início das campanhas eleitorais, para tratarmos sobre a disputa deste ano no RN: “A sorte está lançada” (Alea jacta est).
A frase em latim é atribuída ao general romano Júlio César, ao decidir cruzar o rio Rubicão (em 49 A.C) no retorno de uma longa operação militar na região da Gália (hoje, a França, Bélgica e parte de outros países).
O todo-poderoso César violou a lei romana que determinava, que nenhuma legião (unidade militar) podia entrar em Roma armada e sem autorização, vinda de campanha.

Tanto na antiguidade como agora, o jogo não é uma questão de sorte ou azar. “O Sobrenatural de Almeida”, personagem do jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues, que ele citava para se referir a algo inesperado e negativo, é mera figura de linguagem.
Àquele tempo, como agora, uma campanha militar e ação política não viviam do acaso. Tudo tem relação direta com planejamento, organização, preparo, astúcia e outros fatores que se somam.
O pleito deste ano oficialmente encolheu. Serão apenas 45 dias, mas a própria legislação e a cultura do eufemismo (ou do jeitinho legalizado) produziram o fenômeno de se esticar esse processo eleitoral para trás. É a pré-campanha.
A campanha de fato começou há meses, com exposição de pré-candidatos em incontáveis endereços nas redes sociais, mídias convencionais e eventos públicos e privados.
Muito do que foi feito nessa pré-temporada (comum aos clubes de futebol), lógico que terá eco na campanha e eleição. Escolha de bons nomes, equipe de trabalho, organização partidária, estratégias, nominatas, alianças e outros componentes pesarão no resultado final.
E o tal do Sobrenatural de Almeida? Bem, ele existe. Anda por aí. Vez por outra dá as caras numa campanha política. Mas não confie na sorte ou justifique o insucesso com ele.
PRIMEIRA PÁGINA

O articulador Fábio Faria em ação – Quase invisível e imperceptível, sem alardes, o deputado federal Fábio Faria (PSD) é o responsável direto por grandes cartadas de bastidores no campo da articulação política atual. Praticamente selou a própria reeleição e formatou a mais densa e numerosa teia interpartidária da campanha que se avizinha, em torno da candidatura à reeleição do governador-pai Robinson Faria (PSD). Conseguiu um feito “improvável”, como atrair para vice o empresário e ex-candidato a prefeito de Mossoró Tião Couto (PSDB).
Quem ganha e quem perde – Num programa de rádio e outro de televisão nesta segunda-feira (6), fui indagado sobre quem ganha e quem perde com a decisão do ex-candidato a prefeito de Mossoró Tião Couto (PR) em ser vice na chapa de Robinson Faria (PSD). “Bom para Robinson, ruim para Tião, generoso para a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) e ótimo para a candidata petista ao governo, Fátima Bezerra (PT)”.
Em desnutrição, Zenaide precisa repensar estratégia para campanha – Na pesquisa Instituto Consult/Blog do BG/FM 98.7 (veja AQUI), a candidata ao Senado e atual deputada federal Zenaide Maia (PHS) apareceu com nítida desnutrição. Até bem pouco tempo, ela tinha maior consistência e passou a ser vista como virtual eleita, a ponto de obrigar o senador José Agripino (DEM) a mudar de rota, candidatando-se à Câmara Federal. Mas a entrada em cena do Capitão Styvenson Valentim (REDE) a atingiu em cheio. Ele é quem pode ser a “novidade” do pleito, o “fato novo”. No dia 9 de julho (há quase um mês), afirmamos na Coluna do Herzog: Styvenson ameaça primeiramente Zenaide Maia. Teve quem considerasse a análise um disparate. Vamos a outra avaliação: se não ajustar eficientemente sua campanha, a “Doutora Zenaide” (sem o Maia) vai morrer na praia.

Campanha de Carlos Eduardo ‘clona’ slogan de Gutemberg Dias – “O RN Tem Jeito”, slogan da campanha do candidato ao governo pelo pedetismo, Carlos Eduardo Alves, é o “clone” do que foi utilizado em 2016 em Mossoró pelo então candidato a prefeito Gutemberg Dias (PCdoB): “Mossoró Tem Jeito”. Em 2018, ele é candidato a deputado estadual.
Jorge do Rosário não acompanha Tião Couto em decisão – Que fique consignado: o candidato a deputado estadual Jorge do Rosário (PR), não acompanhou Tião Couto (PSDB) na Convenção Estadual do PSD no domingo (5) em Natal, que formalizou a chapa encabeçada pelo governador Robinson Faria (PSD) à reeleição. A decisão de Tião Couto de ser vice nessa chapa, também o surpreendeu. E como? Ô!
Perplexidade muda do Sertão Central para o Oeste com o vice – Na sexta-feira (3) à noite, o anúncio do nome do ex-prefeito de Lajes Benes Leocádio (PTC) – veja AQUI – como vice de Robinson Faria (PSD) causou perplexidade entre eleitores do Sertão Central. No domingo (5), com a confirmação de Tião Couto (PSDB) como o vice, boquiabertos ficaram os mossoroenses no Oeste.
Dois fantasmas rondam a candidatura de Fátima Bezerra – Pelo menos dois espectros rondam a candidatura governista da senadora Fátima Bezerra (PT). Primeiro: o clima de já-ganhou (o que não se justifica). Na pesquisa recente, o índice cumulativo de Indecisos e Nenhum – veja AQUI – chegou a 83,77% na Espontânea. Segundo: o papel que alguns eventuais “aloprados” podem ocupar em sua campanha, tomando decisões e promovendo ações inconsequentes.
Contas de “eleitos” para Câmara e Assembleia são imprecisas – Pelas contas feitas em todas as coligações à disputa à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa no RN, parece até que estamos na Paraíba. Em vez de oito vagas na Câmara e 24 na AL, teríamos 12 e 36, como ocorre no vizinho estado nordestino. Hoje, a grosso modo, podemos estimar que a coligação de Carlos Eduardo Alves (PDT) poderá fazer três federais. O governismo de 3 a quatro. A Frente Popular de Fátima Bezerra (PT) tende a eleger um. Poderemos ter surpresas entre coligações de pequenos partidos com a eleição de um federal. No plano da Assembleia Legislativa, o quadro de avaliação é bastante confuso, tamanho o número de coligações. Mas há tendência que o governismo faça maior parte dos eleitos/reeleitos. Depois iremos amiudando impressões e avaliações ao longo da campanha. Hoje, é muito cedo para afirmações ou ilações mais consistentes.
Salto duplo carpado evangélico-eleitoral – O deputado federal Antônio Jácome (Podemos) é candidato ao Senado na chapa de Carlos Eduardo Alves (PDT). Já seu filho e atual deputado estadual Jacó Jácome (PSD), é candidato à reeleição em coligação do governador e concorrente à reeleição Robinson Faria (PSD). Entendeu? Ãn? Tem muito evangélico que já compreendeu, sim.
O RN não tem ânimo para escolher um governador – Nenhuma candidatura estadual desperta empolgação nessa fase preliminar da campanha oficial ao Governo do RN. Ninguém aparece até aqui com capacidade de galvanizar o eleitor. Caminhamos para uma escolha por exclusão.
EM PAUTA
Preto e Branco – O 5º Baile Preto e Branco, organizado pelas lojas maçônicas de Pau dos Ferros, acontecerá a partir das 22 horas do próximo dia 11. Está definido para a AABB Clube. Thásya Araújo, Glauco Meireles e Tremendões de Mossoró serão as atrações musicais.
Feira do Livro – Está definida para o dia 1º de setembro próximo, no Museu do Sertão em Mossoró, a “I Feira de Livros de Autores Mossoroenses”. Acontecerá entre 8 e 12 horas, em meio à XIII Jornada Cultural do Museu do Sertão. Mais informações por este númerode WhatsApp: (84)9972-2139.

Tributo a Gil – A organização do Fest Bossa & Jazz inicia a semana com mais uma novidade para a programação do Festival a ser realizado em Mossoró, de 13 a 15 de setembro na Estação das Artes Elizeu Ventania. A primeira atração confirmada e divulgada na semana passada foi o retorno da cantora Roberta Sá ao palco do Fest com a SESI Big Band. E, a novidade desta semana, é a realização de um belo Tributo a Gilberto Gil. Será comandado pelo renomado multi-instrumentista potiguar Sérgio Groove, além do guitarrista Lu D’Sosa.
Na TV – A jornalista Nathália Rebouças vai estrear horário matinal na TV Terra do Sal (Canal 173 no sistema Cabo Brisanet e 14 aberto) ainda este mês. Paralelamente, compõe equipe de assessoria do candidato a vice-governador Kadu Ciarlini (PP).
Academia – O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luiz Alberto Gurgel de Faria, será empossado na próxima sexta-feira, na Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL). O evento está marcado para às 20h, no Salão Nobre da Academia. O ministro ocupará a Cadeira 7, que tem como Patrono Ferreira Nobre, sendo fundador Antonio Soares e sucessores Mariano Coelho e Nestor dos Santos Lima.
Gessinger – Humberto Gessinger (letrista, multi-instrumentista, escritor e vocalista da banda Engenheiros do Hawaii) vai apresentar seu novo show no dia 15 de setembro em Natal. Será às 21 horas no Teatro Riachuelo do Shopping Midway Mall.
SÓ PRA CONTRARIAR
Em que eleição o “não voto” (branco/nulo/abstenção) foi capaz de mudar a política e a gestão pública para melhor?
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
A Rádio Difusora de Mossoró realiza reestruturação física e técnica do seu estúdio principal. Obra que há muito era necessária.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Pinto Júnior (Parnamirim), Aluísio Barros (Mossoró) e Tatiana Mendes (Natal).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (30/07) clicando AQUI.
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“Os dados estão lançados”.
Júlio César
Por François Silvestre
Não há civilização ou aglomerado humano que não tenha tentado dominar o tempo. E a primeira tentativa de domínio dá-se pela sua medição.
Na conquista de terras, o homem toma posse e mede depois. No caso do tempo, por não conseguir tomar posse, resolve medi-lo antes do sonho impossível de domá-lo.
Os calendários do Sol aparecem em todas as investidas arqueológicas. Na busca pela compreensão de civilizações perdidas ao longo da História.
Essa medição, tentada ou consolidada, combinava o Sol com as edificações na Terra. Os calendários de pedras. Nos aglomerados de povos mais rústicos as fases da Lua faziam a medição.
Ainda hoje há muitos calendários. Mesmo que o nosso contador de tempo, da última reforma do papa Gregório, seja o mais universal de todos. O Calendário chinês fixa-se na relação com os animais, símbolos de uma contagem só deles.
A Índia precisou criar um calendário nacional, dada a existência de quase trinta calendários regionais. E o tempo sem dar satisfação aos medidores.
O calendário ocidental, que nos orienta, vem da civilização latina. Do calendário romano ou calendário de Rômulo, aprimorado por Numa Pompílio, que acrescentou dois meses, no Sec. Oito antes de Cristo. No ano 46, antes de Cristo, Júlio César reformou o calendário. Reduziu defasagens da contagem anterior. No ano 08 da era cristã, Augusto César fez nova revisão. Esse calendário, revisado por Augusto, ainda é usado pelos cristãos ortodoxos.
Em 1582, o papa Gregório XIII fez nova correção. Corrigiu defasagem de dias e horas e alterou os anos bissextos. (de quatro em quatro anos, fora os múltiplos de 100 que não forem múltiplos de 400). O calendário gregoriano guarda uma diferença de treze dias para o calendário anterior.
No calendário romano, antes de Numa Pompílio, o ano começava em Março. Dois meses foram incorporados. Janeiro vem do deus Jano, que era a divindade latina das mudanças. E toda mudança tem outro começo. Fevereiro vem de Fébruo, deus da morte e purificação. Herança etrusca na mitologia latina.
Março vem de Marte, deus da guerra. Era o mês inicial do calendário antigo. Abril é abertura, que significa fertilidade. Vem de Aprus, o nome etrusco de Vênus. A deusa fértil.
Maio vem de Maya, mãe de Hermes, da mitologia grega. Procriação e amor; tempo das noivas. Junho vem de Juno, mulher de Júpiter, e faz as fronteiras do inverno e verão em cada hemisfério.
Julho é homenagem a Júlio César, primeiro reformador do calendário. O nome do mês era Quintiles, quinto mês do calendário antigo. Agosto é homenagem a Augusto César, segundo reformador. O nome do mês era Sextiles, sexto mês do antigo calendário. Os meses seguintes guardam a numeração do calendário antigo. Sete, Oito, Nove e Dez. Setembro…
Que o Ano seja menos violento e o Brasil menos hipócrita. Ao perder o “mais” de vista, torço pelo “menos”.
Té mais.
François Silvestre é escritor
Por François Silvestre
Quem caça o tempo, para medi-lo ou compreendê-lo, sujeita-se à angústia de trazer o bornal vazio.
O tempo é arisco. Indomável corcel, que não aceita sela nem se dá à montaria.
O pensante, ancestral dos nossos dias, rudimentar da vida de querer entender-se, usou a observação dos astros, no céu infindo, para situar-se. A primeira situação, no espaço, foi relativamente bem sucedida.
“Navegar é preciso, viver não é preciso” diziam os navegantes fenícios. E no destino da navegação, sem tempo para contemplações, filosóficas ou poéticas, ocupados os dias ao comércio, à praticidade de sobreviver, eles inventaram as consoantes.
E foram as consoantes, pouco mais de vinte, que acasaladas à sonoridade vocálica do “a” ao “u” permitiram ganhar tempo na comunicação. Era tudo uma questão de tempo.
Os sons vocálicos, herdeiros da sonoridade dos grunhidos, de nascimento nas cavernas, cuja perquirição fonética limita-se aos movimentos palatais, anteriores ou posteriores, tônicos ou átonos, não bastavam à comunicação sofisticada. Isso, no espaço do Ocidente. Juntar a eles um símbolo inventado, a consoante, foi a chegada da luz na escuridão, afugentando trevas.
E a escuridão foi fundamental à comunicação. Ela e as distâncias. Na caverna, ao dia, a comunicação dava-se pela mímica. Bastava grunhir e gesticular. Ao escurecer, foi necessário o som organizado. Grunhir não bastava mais. Nasceu o fonema vocálico.
Depois, foi preciso buscar alimentos mais longe da caverna. Surgiu o tambor, ancestral longínquo do telégrafo.
O tempo do homem não é o conhecimento. É a sobrevivência. Conhecer das coisas foi atividade dos desocupados, artistas ou filósofos, a serviço do poder ou contra os poderosos.
Os que estiveram a serviço do poder viveram mais e tiveram vida fácil. Os que se rebelaram viveram miseravelmente, ou pouco, na angústia melancólica de uma biografia do porvir. De inútil espera.
Mas eu falava de medir o tempo. E o tempo do texto tá quase sem espaço. Passou Janeiro, homenagem a Jano, Deus etrusco, onde era porteiro, ao virar introdução nos mitos latinos. Foi-se Fevereiro, também etrusco, da purificação; februus.
E Março? Partiu. Do Deus Marte ou dos Marços, povos perdidos nas fronteiras da Galícia. Abril foi abertura, ou Afrodite, nascida da carícia da espuma. Maio, que chega apressadamente e promete fertilidade, pondo véus nas cabeças do cio, nos noivados que enfeitam o alvoroço.
Se em Maio há o cio, a Deusa Juno garante a procriação saudável. É Junho, tempo da colheita. Na terra e no ventre.
Aí chega o poder. Julho é Júlio César, trinta e um dias. Agosto é Augusto César, com dias iguais. Bastou tirar um dia da purificação februária. É escasso o tempo de purificar.
Os quatro derradeiros são números. Da praticidade romana, antes da reforma gregoriana.
Té mais.
François Silvestre é escritor
* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.
O Brasil está com aves em evidência em sua seleção principal de futebol.
A fase é de “Ganso”, “Pato” e agora dois “frangos” do goleiro Júlio César.
Dá pena.