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Secretário Kadson Eduardo é exonerado após condenação judicial

Kadson fez exposição e respondeu em seguida série de questionamentos (Foto: Edilberto Barros)
Processo teve denúncia contra Kadson na Comarca de Pau dos Ferros em 2016 (Foto: Edilberto Barros)

O secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão de Mossoró, advogado Kadson Eduardo de Freitas Alexandre, está exonerado. Sua situação ficou insustentável até do ponto de vista legal, depois de ter condenação transitado em julgado (quando não cabe mais recurso algum) por falsidade ideológica.

Lei da Ficha Limpa Municipal de 2012, a partir de proposição do então vereador Lahyrinho Rosado (PSB), sancionada pela prefeita da época, Fafá Rosado (DEM), veda a permanência de Kadson Eduardo no secretariado. A Lei 2.880 de 12 de abril de 2012 é clara, e tipifica que condenação “Contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público” não permite sua continuidade no governo.

Em seu lugar entra a secretária municipal de Finanças Tatiane Paula Leite, acumulando provisoriamente as duas pastas. As duas portarias estão publicadas no Diário Oficial de Mossoró (DOM) deste sábado (20).

Kadson foi condenado por falsificação ideológica em processo iniciado a partir de denúncia do Ministério Público Federal (MPF), em 2016, ou seja, há cerca de oito anos, na Comarca de Pau dos Ferros.

A notícia foi dada em primeira mão pelo jornalista e blogueiro Bruno Barreto, no Blog do Barreto, nessa quinta-feira (17).

Nos autos, o MPF assinala que no dia 29 de julho de 2016, Kadson, como advogado, teria apresentado documento com alterações de informações ao arrepio dos fatos. A demanda corria na 12ª Vara Federal de Pau dos Ferros, tratando de demarcação de terras em Apodi.

Em sua defesa, o denunciado arguiu que “houve falhas no sistema”, tese rejeitada pelo juiz Rodrigo Arruda Carriço.

A condenação de Kadson foi definida em dois anos de prisão e 10 dias-multa em regime aberto. A publicação de trânsito em julgado é do último dia 19 de janeiro de 2023.

Disputa a vereador será desafio bem mais difícil em 2020

Com o fim das coligações partidárias às eleições proporcionais (disputa a vereador) a partir do próximo ano, conforme recente minirreforma eleitoral, é difícil se prever quantos partidos apresentarão nominatas à Câmara Municipal em Mossoró. Em sua maioria, é uma experiência nova para grandes e pequenas legendas.

Dessa feita, é cada um por si. Nada de conchavo ou aliança interpartidária à eleição de nomes ao legislativo, além de outras exigências rigorosas (que em outra postagem detalharemos).Para 2020, o esforço para se montar uma lista (nominata) capaz de eleger pelo menos um candidato à vereança, é engenharia bastante complexa. Fará da luta por 21 vagas na Câmara Municipal de Mossoró um pleito à parte e muito mais difícil do que a contenda majoritária (a prefeito). E essa é apenas uma das muitas dificuldades que virão.

Como foi em 2016

No último pleito sob a égide da legislação que permitia as coligações, em 2016, 31 partidos participaram da corrida eleitoral municipal mossoroense, entre 35 registrados no país. Eles aglutinaram cerca de 380 candidatos (alguns posteriormente desistiram ou foram impugnados) à Câmara Municipal.

Foram formalizadas nove coligações proporcionais com 24 partidos: (PSD / PPL / PEN), (PP / PDT / PMDB / PSB), (PSL / PR / DEM), (PRTB / PTC / PPS / PSC), (SD / PMB), (PROS / PTN), (PT / PC do B), (PTB / PT do B), (PSDC / PSOL).

Veja abaixo, o percentual e o total de votos obtidos a vereador por cada partido nas eleições municipais de 2 de outubro de 2016 em Mossoró, com normas que permitiam coligações. O campeão foi o PSD do então prefeito Francisco José Júnior, que acabou desistindo da candidatura à reeleição em plena campanha:

PSD -13,70% – 18.473 votos
PRB – 7,74% – 10.435
PMN – 7,56% – 10.193
PHS – 6,26% – 8.440
PP – 6,01% – 8.107
PV – 5,98% – 8.070
PR – 4,38% – 5.907
PSDB – 4,26% – 5.749
PTN – 4,22% – 5.697
PMB – 4,05% – 5.461
PMDB – 4,02% – 5.423
PT – 3,75% – 5.053
PDT – 3,46% – 4.661
PRP – 2,64% – 3.565
PSC – 2,47% – 3.327
PTC – 2,35% – 3.166
PSB – 1,88% – 2.538
DEM – 1,86% – 2.504
SD – 1,82% – 2.453
PROS – 1,63% – 2.197
PRTB – 1,60% – 2.160
PPL – 1,57% – 2.122
PEN – 1,39% – 1.880
PSDC – 1,28% – 1.728
PC do B – 1,26% – 1.699
PTB – 1,12% – 1.509
PSL – 0,59% – 794
PPS – 0,40% – 540
PT do B – 0,40% – 537
PSOL – 0,17% – 230
PSTU – 0,17% – 228.

Bancadas

Ao todo, a atual legislatura (2017-2020) começou suas atividades com os 21 eleitos se abrigando em 16 legendas: PTC, PROS, PSB, PP, PMB, PPL, PV, PRTB, PT, DEM, PR, e PHS com um vereador. PSD, com três; PMDB, PRB e PMN com dois. A legislatura anterior (2013-2016) tivera início com 17 partidos.

Eleitos, reeleitos, desistência

As eleições de 2016,  por exemplo, não permitiram a reeleição de 11 vereadores. Entre eles, o próprio presidente Jório Nogueira (PSD). Outro sequer foi candidato (Lahyrinho Rosado-PSB) e houve quem começasse a campanha para desistir logo em seguida (Heró Silva-PTC) – veja quem foi eleito/reeleito e mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Partido de prefeito é campeão de votos e tem maior bancada (2016);

Leia também: Todos os votos a vereador em 2016.

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