Lawrence é presidente da Câmara Municipal de Mossoró e integra o Solidariedade (Foto: Edilberto Barros/Arquivo)
O vereador Lawrence Amorim (Solidariedade), presidente da Câmara Municipal de Mossoró, realiza reunião nesta segunda-feira (28) com aliados e militantes.
Agendou o encontro para as 19 horas.
Será em auditório do Hotel Vitória Palace.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Threads AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.
Dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo: oposição descobriu (Foto: Edilberto Barros)
A oposição liderada pela vereadora petista Marleide Cunha, também arrimada no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM), que está sob seu controle, foi surpreendida nesta quarta-feira (20). Não esperava ser confrontada por manifestantes adversários na Câmara Municipal de Mossoró.
Foi vitima do próprio veneno que usou em pelo menos três sessões anteriores. Tinha ocupado esse poder sem contendores e impediu votação de projetos polêmicos na marra. Hoje, não. Foi engolida.
A barreira humana da claque governista recrutada na periferia, principalmente, fechou o caminho e sufocou adversários logo a partir de pouco mais de 6h. Chegou em massa e preencheu quase todo o espaço destinado a populares. A sessão ordinária estava marcada para as 9h.
Quando os primeiros oposicionistas e sindicalistas sonolentamente começaram a chegar, por volta de 7 horas, encontraram a massa humana no ‘seu’ lugar. O comparecimento oposicionista foi inferior a sessões anteriores, mesmo tentando puxar colaboradores de vários bairros (veja AQUI).
Física e política
O PT ainda tentou virar esse jogo numérico escalando assessores e militantes para o choque, mas até fisicamente era impossível levar a melhor, por um princípio da física levada à política: dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
Nas sessões dos dias 9 (veja AQUI e AQUI), 13 (veja AQUI) e 14 (veja AQUI), oposição e o sindicalismo transformaram a CMM numa praça de guerra e chegaram a romper segurança interna na marra, até se espalharem no plenário, impedindo votações. Ninguém lhes confrontou a ponto de resolverem sitiar a prefeitura (veja AQUI) – diferentemente desta quarta.
Lawrence, com GCM inibindo excessos, levou trabalhos à conclusão (Foto: Edilberto Barros)
O conflito não teve desdobramentos mais sérios por dois fatores em especial: a desvantagem numérica abissal entre governismo e oposicionismo e a presença preventiva e mediadora de membros da Guarda Civil Municipal (GCM), convocada pelo presidente Lawrence Amorim (Solidariedade). Assim, apesar das muitas escaramuças, a sessão foi concluída sem maiores consequências (veja AQUI e AQUI).
Acompanhe o Canal BCS (Blog Carlos Santos) pelo Twitter AQUI, Instagram AQUI, Facebook AQUI e YouTube AQUI.
O dia hoje foi intenso para a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) em Mossoró, onde desembarcou no dia passado (quinta-feira, 23).
Boa parte de sua agenda foi inteiramente política, além de visitas administrativas (como ao Hospital da Mulher Parteira Maria Correia e Regional de Saúde).
Mas a principal tarefa foi reservada a encontro com correligionários. Recebeu diversos aliados históricos na casa de sua cunhada Isaura Amélia Rosado.
Disparou telefonemas, despachou providências, pediu empenho, defendeu seus candidatos.
Ela é Dilma Rousseff (PT) e Robinson Faria (PSD) desde criancinha. Seus candidatos a presidente da República e Governo do Estado.
Nesse sábado (25), no mesmo local, aguarda dezenas de seguidores para um café da manhã.
A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) passou a fazer uma pesquisa própria para sondar suas bases, em Mossoró, quanto à escolha do nome à sucessão da prefeita Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”.
Nem tudo são 'rosas' entre Rosalba, Cláudia e Fafá, mas disputa exige união
Nos últimos dias, Rosalba tem conversado com algumas lideranças comunitárias de sua confiança e militantes históricos. Da conversa ao pé-do-ouvido aos contatos telefônicos, ela procura sentir o ânimo dos liderados para a disputa municipal.
– O que você acha do nome de Ruth para prefeito? – perguntou ela (ao telefone) a uma militante desde a sua primeira campanha eleitoral, no ano de 1988, quando venceu disputa à Prefeitura de Mossoró.
– Ruth é um nome pesado. Se for para ser candidata a gente vai, mas é um nome pesado, Rosalba. Você sabe – respondeu essa interlocutora, com a sinceridade que a caracteriza e com a liberdade que anos de convivência lhe garantem.
Mesmo embaraçada com a resposta, Rosalba insistiu em sua ‘pesquisa’ ao telefone:
– Então, pra você, quem seria o melhor nome?
– Eu sei que vocês não gostam dela, mas Cláudia Regina (DEM) é um nome melhor para a gente trabalhar – voltou a se pronunciar a mesma militante histórica.
Rosalba complementou: “É, ela realmente não é nossa preferida…”
Nota do Blog – Esse diálogo que o Blog reproduz aconteceu à semana passada. A vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM), irmã de Rosalba, depende não apenas da vontade popular, mas de uma decisão pessoal da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”. Ela precisa renunciar para que Ruth assuma o governo e habilite-se legalmente à disputa à prefeitura.
A dificuldade de ter seu nome abraçado pela militância, mesmo sendo irmã de Rosalba, revela como Ruth não reagiu até o momento à força que a governadora e a própria prefeitura imprimem ao seu nome.
Em todas as pesquisas a que tivemos acesso ao longo de mais de um ano, nunca seu nome ultrapassou a faixa de 8% de preferência popular.