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Bolsonarismo e petismo se unem para aliviar lei de improbidade

Improbidade Administrativa - ilustraçãoO Globo e Blog Carlos Santos

O Senado vai começar a analisar as mudanças na Lei de Improbidade Administrativa. Na Câmara Federal a matéria avançou.

O texto foi aprovado na quarta-feira (16) em votação rápida e por ampla maioria; 17 partidos deram aval à proposta de mudança na lei de improbidade administrativa, um bloco tão maciço e heterogêneo que uniu políticos que costumam estar em campos opostos no Plenário, da esquerda, da direita e do centro.

Um dado especial dessa movimentação interpartidária é que bolsonaristas e petistas, que se engalfinham numa luta política sem limites, uniram-se em prol das mudanças que aliviam a “barra” dos agentes públicos.

O texto aprovado prevê que o agente público só responderá por improbidade se for comprovado que agiu com a intenção. Atualmente, a lei pune ações e omissões, com ou sem intenção, que violem deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade às instituições.

Prescrição

o texto estabelece prazo de oito anos a contar do ato, para prescrição. Com isso, irregularidades em início de mandato podem já ter prescrito no fim. Atualmente, o prazo é de cinco anos, mas é contado a partir do final da gestão do agente público. Isso garante que o agente público continue respondendo por seus atos mesmo fora do cargo.

Também aumenta o tempo de suspensão dos direitos políticos do agente público em caso de enriquecimento ilícito – passa de até dez para até 14 anos.

No caso de perda de mandato, o novo texto estabelece que o gestor público só perderá o cargo se, no momento da condenação, ainda estiver no mesmo cargo que ocupava quando cometeu a irregularidade. Se, por exemplo, um deputado estadual é condenado por um ato cometido enquanto era prefeito, ele não perderá o mandato de deputado. A exceção será para os casos que envolvam enriquecimento ilícito.

Somente três partidos votaram contra a proposta: Novo, Podemos e PSOL.

RN é exemplo ruim

Se for aprovado como está, o projeto consagrará de vez a improbidade e a impunidade. Exemplos não faltam no RN, de políticos que nunca são punidos, graças a manobras processuais, artifícios que não estão nos códigos legais e forte influência em organismos fiscalizadores e julgadores.

Vão ter definitivamente em evidência o “desconhecimento de causa” como principal defesa. Toda patifaria será transferida a terceiros. “Não sei, não vi, toca pra frente”, como repetia “Duíte”, um antigo árbitro do futebol mossoroense, para se eximir de culpa em qualquer lance em que não tinha constatado irregularidade.

“Acabou a mamata”, repetem muitos espertos e inocentes úteis.

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Partidos recebem mais de R$ 365 milhões do Fundo Partidário

Nos primeiros seis meses deste ano, os partidos devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receberam, em conjunto, um total de R$ 365.384.998,79. O valor é resultado da soma das dotações orçamentárias e das multas eleitorais, conforme determina a legislação eleitoral.

O TSE divulgou no dia 29 de janeiro deste ano a Portaria nº 48 com a relação dos 21 partidos que atingiram os critérios estabelecidos na emenda para receber os valores do Fundo Partidário. Naquele momento, foram eles: PSL, PT, PSDB, PSD, PP, PSB, MDB, PR, PRB, DEM, PDT, PSOL, Novo, Pode, PROS, PTB, Solidariedade, AVANTE, PPS, PSC e PV.As demais siglas ficaram impossibilitadas de receber os recursos, pois não alcançaram a cláusula de barreira estabelecida para as Eleições de 2018. Com isso, alguns partidos deixaram de existir ou fizeram fusão com outras legendas, resultando, hoje, na existência de 33 partidos políticos. Desses, desde o último mês de junho, 23 já são aptos ao recebimento de cotas do Fundo Partidário.

Conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019, o montante do Fundo Partidário aprovado pelo Congresso Nacional no início do ano é de R$ 927.750.560,00 – divididos em 12 cotas repassadas mensalmente pelo TSE.

Cláusula de desempenho

De acordo com o artigo 41-A da Lei dos Partidos Políticos, 5% do total do Fundo Partidário devem ser distribuídos, em partes iguais, a todas as legendas, e os outros 95%, na proporção dos votos obtidos pelas agremiações na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.

Atualmente, recebem o Fundo as agremiações que atingiram no pleito de 2018 pelo menos 1,5% dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos um terço das unidades federativas, com no mínimo 1% de votos válidos em cada uma delas. Ou, ainda, as siglas que elegeram ao menos nove deputados federais distribuídos em pelo menos um terço das 27 unidades da Federação.

Esse cálculo será válido até 2022, já que a EC prevê o ajuste escalonado do percentual até o ano de 2030.

Com informações do TSE.

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Cerca de 16 siglas podem ser atingidas por Cláusula de Barreira

Pela cláusula de barreira, 16 partidos que participaram das eleições domingo (7) como Pros, Patriota, Novo, Rede e Novo vão sofrer as restrições à sobrevivência, impostas pela Cláusula de Barreira.

Dados oficiais ainda não foram apresentados pela Justiça Eleitoral.

A legislação eleitoral determina, por exemplo, que partidos que não elegeram pelo menos nove deputados federais em nove estados federados diferentes em 2018, ficará sem Fundo Partidário (estimado em R$ 888 milhões para 2018), além de tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV.

Outra alternativa, é a obtenção de 1,5% de votos válidos à Câmara Federal em nove estados federados diferentes, mesmo que não tenha elegido nove parlamentares.

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Partidos e coligações assinam acordo contra “Fake news”

O Ministério Público Eleitoral (MPE) firmou um acordo de colaboração com os Partidos Políticos e coligações potiguares. O objetivo é combater fake news durante as Eleições 2018 e, de acordo com o termo de compromisso assinado pelos grupos, promover “a manutenção de um ambiente eleitoral imune da disseminação de notícias falsas”.

Ao todo, mais de 10 partidos ou coligações concordaram com o documento e se comprometeram a atuar contra as fake newsno próximo pleito. Entre eles estão os partidos PSTU, PSDB, PSB, Psol, PRTB, Novo, Rede e Solidariedade. As coligações 100% RN, Do Lado Certo e Trabalho e Superação também assinaram o termo e devem “reprovar qualquer prática ou expediente referente à utilização de conteúdo falso”.

Nota do Blog – Documento que tem valor de um risco n’água. Nem como boa intenção deve ser levado em conta.

O MPE seja vigilante, porque a indústria de notícias falsas funciona em tempo integral há bastante tempo. Boa parte dos que subscreveram o documento atentará contra ele.

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