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Partidos acenam para Henrique Alves

dedo-polegar-positivoAlguns partidos já acenaram para o ex-deputado federal Henrique Alves (MDB) com legenda para que ele volte a ser  candidato à Câmara dos Deputados.

Mas, o “bacurau-raiz” quer mesmo ser novamente deputado pelo seu MDB.

Fora dele sabe que ficará faltando um pedaço.

Algumas relações tempestuosas (veja AQUI) precisarão ser pacificadas no partido.

Bem, 2022 já bate à porta.

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Termina hoje prazo para registro de candidaturas

Termina às 19h desta quarta-feira (15) o prazo legal para que partidos formalizem registro de todos os seus candidatos a cargos eletivos este ano.

No âmbito do RN, ainda vários partidos não conseguiram fechar nominatas e coligações conforme atestaram em ata de convenções estaduais.

O imbróglio e tensão devem continuar além desse prazo legal, com demandas judiciais decorrentes de ‘candidatos’ expurgados de última hora, para acomodação de outros nomes e interesses.

Oficialmente, a campanha começa amanhã.

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Disputa à Câmara será eletrizante para candidatos e partidos

A disputa por 21 vagas na Câmara Municipal de Mossoró, este ano, deverá ser mais emocionante do que a corrida pelo voto à Prefeitura. A prévia eleitoral revela uma série de nuances que devem tornar bastante disputada a seleção dos eleitos e reeleitos.

Também teremos uma gama de partidos e coligações compondo esse cenário confuso, além de novidades até inesperadas por muita gente, como a candidatura da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB), que também já foi prefeita do município.

Entre os partidos, preliminarmente se observa o esvaziamento das principais lideranças, que não foram capazes – como em outros tempos – de fechar uma nominata à Câmara Municipal. Exemplos de partidos tradicionais como PSB, PMDB e DEM.

Nas eleições de 2012, o campeão de votos foi o PMDB, que alcançou o primeiro lugar em votação cumulativa de seus candidatos (e legenda), além de eleger três representantes. Para 2016, tenta escapar integrando “chapão” com PP, PSB, além de PDT.

PV

O peemedebismo alcançou 19.800 votos (14,40%) em 2012. Reelegeu Claudionor dos Santos e ganhou Izabel Montenegro e o campeão de votos, Alex Moacir, ex-secretário de Recursos Urbanos do município. Em 2008, o PMDB foi o terceiro mais votado com 19.009 votos (14,86%).

O PV, sigla auxiliar, criada para amparar sobretudo a candidatura a vereador do ex-secretário da Cidadania do município, Chico Carlos, teve o segundo melhor desempenho, também elegendo três parlamentares.

Alcançou 19.427 votos (14,13%). Em 2008 teve 1. 389 (01,09%), o 12º lugar.

O terceiro foi o DEM, partido da prefeita de direito à época, Fátima Rosado, “Fafá”; da governadora Rosalba Ciarlini e da própria candidata eleita à prefeitura à ocasião (depois cassada), a vereadora Cláudia Regina.

O DEM chegou a eleger dois vereadores. Obteve 18.354 (13,35%) dos votos válidos. Em 2008, o DEM obteve primeira colocação com 25.834 votos (20,19%).

Eleição suplementar

O pequeno PTN apareceu em destaque na quarta posição, com 15.678 votos cumulativos (11.41%) e obteve eleição de dois representantes: Narcísio Silva e Genilson Alves. Nas eleições passadas sequer participou da disputa com candidatos a vereador.

O PSB, que abrigou a candidatura a prefeito da deputada estadual Larissa Rosado, ficou apenas em sétimo lugar entre os partidos com mais votos a vereador (incluindo voto de legenda). A sigla elegeu Lahyrinho Rosado para novo mandato – além do estreante Vingt-un Neto – e amealhou 10.527 votos (7.66%).

Em 2008, o desempenho do PSB chegou à quinta colocação e com maior número de votos: 11.173 ( 08,73%).

O PT, que deu o vice à chapa de Larissa, o professor Josivan Barbosa, seguiu sua sina de baixas votações em Mossoró. Pelo menos um bom consolo: devolveu à Câmara Municipal o professor Luiz Carlos Martins, que nas eleições suplementares a prefeito e vice em 2014, terminou eleito como vice, na chapa encabeçada pelo também vereador Francisco José Júnior (PSD).

Queda livre

O petismo acumulou 4.262 votos (3.10%). Ficou como a nona sigla com mais votos a vereador.

O PDT é que teve queda livre abissal. Foram 23.819 (18,62%) votos em 2008 e três vereadores eleitos. Em 2012, um vereador eleito (Tomaz Neto) e apenas 2.536 (1,84%) votos.

Vale ser assinalado, que os quatro primeiros partidos em votação para vereador estavam ligados à candidata vencedora à prefeitura. Pela ordem decrescente, PMDB, PV, DEM e PTN.

A oposição vem abaixo, na mesma ordem, assim: PTB, PSD, PSB, PTdoB e PT.

Veja abaixo o quadro completo de votações cumulativas, a vereador, de todos os partidos que participaram das eleições em Mossoró e AQUI o resultado a vereador das eleições de 2008:

PMDB 19.800 (14,40%)
PV 19.427 (14,13%)
DEM 18.354 (13,35%)
PTN 15.678 (11,41%)
PTB 12.119 (8,82%)
PSD 11.061 (8,05%)
PSB 10.527 (7,66%)
PT do B 9.122 (6,64%)
PT 4.262 (3,10%)
PR 2.775 (2,02%)
PSDB 2.651 (1,93%)
PDT 2.536 (1,84%)
PSDC 2.308 (1,68%)
PC do B 1.537 (1,12%)
PRB 1.106 (0,80%)
PPS 945 (0,69%)
PSC 763 (0,56%)
PRP 686 (0,50%)
PP 571 (0,42%)
PHS 498 (0,36%)
PSOL 356 (0,26%)
PTC 177 (0,13%)
PRTB 149 (0,11%)
PSL 38 (0,03%)
PPL 17 (0,01%)

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“Donos” de siglas regem sistema partidário no Brasil

Da Folha de São Paulo

Vítor Nósseis preside o PSC desde 1985. Daniel Tourinho assumiu o cargo mais alto do hoje PTC em 1989. A exemplo deles, outros 13 presidentes de partidos políticos estão no posto há mais de dez anos.

Há exemplos em siglas nanicas, médias e grandes. Após várias reeleições, alguns são considerados “donos” de siglas. Somam mandatos mais duradouros que o de presidentes africanos notórios pela longevidade no poder.

A gestão do líder do PSC, por exemplo, é mais longa que a do presidente de Uganda, Yoweri Museveni, há 27 anos no comando do país. Já o líder do PTC assumiu no ano em que o ditador do Sudão, Omar Bashir, chegou ao poder.

No grupo, que reúne metade dos 30 dirigentes de partidos, está o deputado Roberto Freire, presidente do PPS há 21 anos, e o vice-presidente da República, Michel Temer, que comanda o PMDB desde 2001. Hoje ele está licenciado, mas deve ser reeleito em março.

Já partidos como PRTB, de Levy Fidelix, e PSDC, de Eymael, nunca estiveram nas mãos de outra pessoa.

Para a cientista política Maria do Socorro Souza Braga, da Universidade Federal de São Carlos, duas situações levam à permanência de um presidente por tantos anos.

A primeira são os partidos “de notáveis”, que giram ao redor de um líder. “É uma legenda fraca.” Em outros casos, há tantas correntes internos que, quando alguém se legitima, fica como nome de consenso, como no PMDB.

Os prazos de mandato são diferentes em cada sigla. É comum líderes serem escolhidos em convenções a cada dois ou quatro anos. Mas o estatuto do PMN, por exemplo, não prevê limite de mandato. Oscar Noronha Filho é presidente desde 1998.

No PMDB, o mandato é de dois anos com reeleição indefinida. No PT, são três anos com direito a uma reeleição.

Em 2015, o PSC deverá reeleger Nósseis “se for a vontade de seus pares”. Ele disse que, como a sigla não “exclui nem segrega”, é desproporcional a comparação com dirigentes de países africanos.

Tourinho, do PTC, reeleito no ano passado, disse que “renovação não significa troca de nomes” e que, no partido, decisões são tomadas por consenso. Ele ressaltou que também não há limites para reeleições de deputados e vereadores no Brasil.

Já Temer disse, via assessoria, que o PMDB faz convenções e que, “se há recondução da direção, é por meio da manifestação democrática dos filiados que votam”.

Para Roseli Coelho, da Fundação Escola de Sociologia e Política, deveria haver limite para reeleição, “senão o partido fica empoeirado”.

PT, PMDB, PSDB e PSB têm 54,99% de votos válidos

Do portal G1

Dos 29 partidos que disputaram o primeiro turno das eleições para prefeito este ano, quatro, se somados, receberam mais de 50% dos votos válidos de todo o país, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com quase a totalidade dos votos apurados. Juntos, PT, PMDB, PSDB e PSB alcançaram 54,99% dos votos válidos.

O PT foi o partido que recebeu o maior número de votos, com 17,26 milhões no total, o que equivale a 16,79% dos votos válidos. O PMDB teve votação bastante próxima, de 16,716 milhões de votos, correspondente a 16,26% dos votos válidos.

O PSDB teve a terceira maior votação, totalizando 13,95 milhões de votos, que equivale a 13,57% do total de válidos. O PSB foi o quarto mais votado neste primeiro turno, ao receber 8,37% dos votos válidos com pouco mais de 8,6 milhões de votos.

Doze partidos tiveram menos de 0,5% dos votos cada um, sendo que os 4.284 votos conseguidos pelo partido menos votado para prefeito, o PCO, equivalem a 0% do total.

Saiba mais AQUI.

 

ÚLtimo dia para entrega de prestação de contas

Os diretórios estaduais e municipais de partidos políticos têm até hoje para entregarem à Justiça Eleitoral suas contas relativas a 2010.

Os diretórios estaduais devem apresentá-las à Secretaria do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, e para os diretórios municipais, nos Cartórios Eleitorais de sua jurisdição.

A determinação deriva da Lei 9.096/1995 e é regulamentada pela Resolução nº 21.841/2004, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Josivan Barbosa e a revolta contra os partidos

Por Íbero Hipólito

Em entrevista a uma rádio de propriedade do secretário do governo do DEM, Betinho Rosado (DEM), Josivan Barbosa diz que “o Brasil precisa avançar” na legislação eleitoral e permitir que qualquer pessoa possa ser candidata sem precisar ser filiada a algum partido político.

Após negociar com mais de 5 partidos e cair no PT, o reitor da  Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA) mostra as claras o que pensa da política.

Na contramão do Partido dos Trabalhadores (PT), que luta no Congresso Nacional para fortalecer os partidos políticos com leis como da fidelidade partidária, financiamento público de campanha, candidaturas paritárias entre mulheres e homens e voto em lista fechada.

A postura de Josivan só realça que não é a alternativa para o PT de Mossoró e que tende a ser mais uma andorinha a passar um verão no partido.

Íbero Hipólito é filiado ao PT.

Partidos se unem contra decisão do TSE

Partidos de oposição e situação unem-se harmoniosamente contra resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aprovada no dia 1º de março último, que coloca cerca de 21 mil políticos (com mandatos ou não) no elenco de “ficha suja”, impedidos de serem candidatos em outubro próximo.

A decisão é referente à prestação de contas dos candidatos, que por apresentar distorção, ensejaria o impedimento à nova postulação, este ano.

São 18 partidos que subscrevem um pedido de reconsideração ao TSE. O próprio tribunal decidiu essa posição de forma apertada, num placar de 4 x 3.

No Rio Grande do Norte, a resolução do TSE atinge 91 políticos.

Nota do Blog – Eu já esperava uma revolta articulada contra a posição do TSE. E, sinceramente, acho que faz sentido o movimento.

Em verdade, a prestação de contas de partidos e candidatos no Brasil, não passa de um faz-de-conta, uma ficção que tenta tornar séria a abundância de dinheiro derramada em campanhas.

Boa parte das prestações de conta é fraudulenta. Qualquer pessoa medianamente bem-informada sabe disso. Só 91 mil políticos estariam prejudicados? Muito pouco.

Incontáveis políticos salvaram-se desse ‘pente-fino’ porque conseguiram maquiar tecnicamente bem o que gastaram em campanha. Só isso.