Arquivo da tag: pedido de autorização para contratação de empréstimo de até R$ 150 milhões

Desembargador garante amparo para empréstimo da PMM

desembargador Rogério Fialho: decisão (Foto: arquivo)

A Prefeitura Municipal de Mossoró obteve nesta segunda-feira (3) no Tribunal Regional Federal  (TRF) da 5ª Região, com sede em Recife-PE, “efeito suspensivo” de suma importância. Derrubou decisão que lhe foi desfavorável em primeiro grau (veja AQUI), do juiz da 8ª Vara Federal da Comarca de Mossoró, Orlan Donato Rocha.

O agravo de instrumento (número 0815286-42.2019.4.05.0000) com pedido de tutela de urgência, da prefeitura, se contrapôs ao que decidira o magistrado, quando suspendeu os efeitos da Lei Municipal n° 3.734/2019 e determinou que a Caixa Econômica Federal (CEF) não promovesse “qualquer operação de crédito em favor do MUNICÍPIO DE MOSSORÓ com lastro na Lei Municipal n° 3.734/2019, sob pena de multa no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais)”.

Orlan Donato pronunciou-se no dia 21 de novembro último. Concedeu liminar à Ação Popular assinada pela bancada da oposição, que questionava a aprovação de Projeto de lei que autorizava o município a realizar operação financeira “de até R$ 150 milhões”, aprovado pela Câmara Municipal no dia 23 de outubro (veja AQUI).

Informações

O desembargador federal de origem paraibana, Rogério Fialho Moreira, relator do agravo de instrumento da PMM, acabou recepcionando o arrazoado apresentado pela municipalidade, baseado em alguns pontos nevrálgicos:

Nas informações prestadas pela Caixa Econômica Federal ao Tribunal de Contas da União, ficou evidenciado que operações semelhantes vêm sendo realizadas há mais de vinte anos e que eventual vedação ao oferecimento do FPE e do FPM em garantia provocará severo impacto no modus operandi adotado pelos entes subnacionais para obter financiamentos.

O Banco Central também prestou informações ao TCU afirmando que “Historicamente, a inadimplência dessas operações tem sido próxima de zero, não chegando, na média, a 0,01%, pois a garantia prestada tem sido exercida sem dificuldades na imensa maioria das vezes”.

O alerta da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para o “crescente nível de endividamento dos entes subnacionais” e a “ausência de informações quanto ao nível de comprometimento dos recursos do FPE e do FPM de estados e municípios dados em garantias dessas operações”, o que pode implicar risco à “eficácia do sistema de garantias da União”, pois o “nível de alavancagem dos recursos do FPE/FPM, pode comprometer a satisfação da União no recebimento de seus créditos”, certamente recomenda que a Caixa Econômica e a Secretaria do Tesouro Nacional, às quais compete avaliar o risco da contratação da operação de crédito, procedam à avaliação criteriosa da situação fiscal do município, mas não constitui, por si só, óbice a essa contratação.

É razoável a alegação do ente público agravante no sentido de que não há risco de o Município de Mossoró vir a realizar qualquer operação que não esteja dentro de sua capacidade financeira ao longo do tempo, uma vez que a Secretaria do Tesouro Nacional, por intermédio da Caixa Econômica Federal, tem plenas condições de avaliar se estão presentes todas as condições para a contratação da operação de crédito, negando-a, caso fique constatada a ausência de capacidade de pagamento.

Está demonstrada a urgência na apreciação do pedido, diante do impedimento de ordem legal da lei eleitoral e da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF para a celebração deste contrato, o negócio só poderá ser celebrado até o final deste ano, não havendo tempo, portanto, para que se aguarde o julgamento deste recurso.

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Oposição questionará na justiça empréstimo tocado às pressas

O vereador Genilson Alves (PMN) informou durante sessão desta terça-feira (29) na Câmara Municipal de Mossoró, que vai questionar judicialmente projeto de lei aprovado à semana passada (veja AQUI) por esse poder, que autoriza a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) a contrair empréstimo “de até R$ 150 milhões”.

Eleitores-internautas apontam que empréstimo é visto com descrédito e com fins eleitoreiros (Foto: Edilberto Barros)

Segundo Genilson, “esse foi o compromisso que assumimos com as pessoas ouvidas em nossa enquete (cerca de 90% são contra). Vamos judicializar e evitar que os recursos sejam usados em obras eleitoreiras, já que a prefeita não informa qual será o impacto na economia do município”.

O parlamentar deixou claro que a forma de aprovação, a escassa informação sobre a transação financeira e plano de aplicação de recursos, dão a ele e a tantas outras pessoas, crença de que existem “indícios de irregularidades”.

O contraponto

“O empréstimo viabilizará, por exemplo, a reforma e manutenção do Teatro Municipal, pavimentação de ruas, recuperação e construção de poços na Zona Rural, reformas na Praça de Convivência e no Cobal, entre outros”, afirmou Alex Moacir, parlamentar governista.

Francisco Carlos (PP), outro parlamentar do governo, disse que em vários municípios do país esse mesmo formato de empréstimo tem sido operacionalizado. A presidente da Casa, Izabel Montenegro (MDB), voltou a defender o projeto.  “A chegada desses recursos será uma redenção para Mossoró”, comentou a vereadora.

Nota do Blog – Até hoje não entendemos, ainda, o porquê da prefeita e bancada governista não aceitarem qualquer debate sobre esse projeto multimilionário. Ora, se está tudo certo, dentro da lei, com os melhores propósitos e espírito republicano, por que não discuti-lo antes de levá-lo à votação. Com certeza teria unanimidade.

Com essa postura, acabam dando o direito a qualquer um desconfiar que o governo trabalha desesperadamente para fazer caixa de campanha. A princípio não acreditamos. Mas que desconfiamos, desconfiamos. Ah, como desconfiamos! Nós e a maioria da população, que arrasadoramente se manifesta contrária em enquetes nas redes sociais.

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Empréstimo pode dar jeito à espinhela caída e até nó nas tripas

Prestador de serviço da Prefeitura Municipal de Mossoró liga para um interlocutor credenciado da municipalidade.

Há meses à espera de pagamento por trabalho realizado à gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), ele faz nova investida: cobra o devido. Mas dessa vez, o lero-lero é outro:

– Tenha só mais um pouco de paciência que vai dar tudo certo. Com esse empréstimo de R$ 150 milhões que foi aprovado (veja AQUI), a gente vai atualizar  tudo.

Incrédulo, o credor logo encerra o diálogo. Sente-se um trouxa. Com razão.

Percebeu que o “enrolation” ainda vai ser desfiado por muito tempo, agora com a panaceia dos R$ 150 milhões.

Vai ser um remédio para muitos males. Assemelha-se àquelas garrafadas à venda em feiras pelo sertão, que têm serventia para espinhela caída, frieira, piolho, nó nas tripas, chaboque nos dedos, dor nos zovos, hemorroida, estalecido, esquecimento, chanha, vista cansada, pirrola amolecida, farnesim e outras doenças.

Só não mostra muito resultado para curar mentira.

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Prefeitura adianta trâmites burocráticos para ter empréstimo

Após a aprovação da lei que autoriza o Executivo Municipal a contrair empréstimo de até R$ 150 milhões para investimentos em infraestrutura, a Prefeitura Municipal de Mossoró dá início aos trâmites burocráticos que integram mais uma fase para contratação do financiamento.

Kátia Pinto garante obras (Foto: TN)

Mossoró é a única cidade do Rio Grande do Norte a aprovar legislação específica pelo Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA), que ocorreu em função dos ajustes financeiros e contábeis realizados no Município, informa a municipalidade.

A partir da conclusão dos trâmites e encaminhamento dos documentos complementares das áreas contábil e jurídica, a Prefeitura aguarda a liberação da Secretaria do Tesouro Nacional, para posterior confirmação da CAIXA.

“Os valores serão liberados de forma gradativa durante dois anos, até a conclusão do montante do financiamento”, finaliza Kátia.

Obras e investimentos

Dentre as obras que integram a carta encaminhada à Caixa Econômica Federal (CEF) estão a conclusão de cinco unidades básicas de saúde, que exigem contrapartida do Município, sendo elas: UBS Bom Jesus, UBS Santa Júlia, UBS Vingt Rosado, UBS Jardim das Palmeiras e UBS Costa e Silva.

Tem ainda os equipamentos do Corredor Cultural, com recuperação do Teatro Municipal Dix Huit Rosado, Memorial da Resistência e Praça de Convivência.

Outra obra é a revitalização da Cobal, além das obras do Centro Especializado de Reabilitação, CER, que também é realizada via convênio com o Governo Federal e investimento da Prefeitura. A lista conta com 44 obras descritas e detalhadas, conforme exigência do banco.

“Temos ainda investimento na recuperação asfáltica, totalizando mais de R$ 60 milhões na reestruturação de ruas e avenidas da cidade”, complementa a secretária de Infraestrutura, Kátia Pinto.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

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Governismo começa a ‘usar’ empréstimo milionário

A minoritária e necessária bancada oposicionista na Câmara Municipal de Mossoró que se acautele.

O governismo engatou a segunda marcha do seu rolo-compressor, após aprovar ontem (veja AQUI e AQUI) em regime vapt-vupt projeto para poder contrair empréstimo de até R$ 150 milhões.

Alguns vereadores do governo começaram a assediar lideranças e representantes de grupos sociais ligados à oposição, com promessa de obras e mais obras com essa dinheirama.

Paralelamente, a ordem para a infantaria digital e mídia parceira é propagar que os vereadores oposicionistas “votaram contra Mossoró”.

É, não é fácil nadar contra a corrente.

E as eleições 2020 estão aí, batendo à porta.

Acautelem-se, acautelem-se!

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Prefeita articula aprovação “imediata” de empréstimo

A bancada governista junta seus membros agora pela manhã na Escola Municipal Paulo Cavalcante de Moura (bairro Alto do Sumaré), onde se realiza 12ª edição do projeto Câmara Cidadão (veja AQUI), para votar “imediatamente” o projeto de lei de número 1214 de 15 de outubro de 2019.

A matéria é para autorizar a municipalidade a “contratar e garantir operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal (CEF), até o valor de R$ 150 milhões”.

Sessão começou sem transmissão ao vivo da TV Câmara Municipal (Foto: BCS)

O Palácio da Resistência (sede da municipalidade) cobra que projeto seja “resolvido” logo. Temem um revés com questionamentos da oposição. O Blog Carlos Santos antecipou que essa decisão estava tomada e em diligências (veja AQUI).

Na sessão ordinária do dia passado (veja AQUI), a bancada da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) esvaziou o plenário para que não fosse apreciada e votada proposição do vereador oposicionista Gilberto Diógenes (PT), que queria uma audiência pública para discutir o projeto.

Apenas transparência

– Não somos contra, queremos discutir o projeto em todas as suas nuances e o texto original dele não diz praticamente nada. É demais pedir uma audiência pública para debatermos algo de tanta importância? Não sabemos nada sobre encargos, carência, plano de aplicação dos recursos, quais são as obras e que critérios vão definir o que é prioritário – comenta o vereador Petras Vinícius (DEM), da oposição.

Sem cobertura da TV Câmara, a sessão ordinária deste quarta-feira (23) da Câmara Municipal de Mossoró deve aprovar projeto sem registro documental à publicização à comunidade. A gestão desse poder alegou que a transmissão “era de difícil acesso”.

Leia também: Prefeitura quer fazer empréstimo “urgente” de até R$ 150 milhões;

Leia também: Empréstimo de Rosalba é cartada político-eleitoral decisiva;

Leia também: Empréstimo dará para construir nova sede da Câmara Municipal.

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Oposição tenta audiência sobre empréstimo; governismo evita

Francisco Carlos ironizou oposição (Foto: Edilberto Barros)

A bancada governista esvaziou plenário da Câmara Municipal no fim da sessão ordinária desta terça-feira (22). Quem espantou os parlamentares foi a proposta de audiência pública apresentada pelo oposicionista Gilberto Diógenes (PT).

Ele deseja discussão sobre o pedido de autorização de empréstimo de até R$ 150 milhões (veja AQUI e AQUI), que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) enviou à Casa no último dia 16 (quarta-feira), com “urgência”.

“Acho que foi normal, como costuma acontecer no fim das sessões”, justificou a presidente Izabel Montenegro (MDB).

Vários vereadores da oposição e do governo debateram o assunto, com claro conflito de teses e discursos. A retórica de cada um ficou muito perceptível.

Na oposição, a cobrança é por clareza de informações e transparência. “Não existe condição de votar um projeto em véspera de campanha, sem que a gente saiba nada sobre impacto financeiro, plano de aplicação, juros, prazo, o que vai ser feito, carência etc.”, ponderou Genilson Alves.

Na tribuna, o governista Francisco Carlos (PP) ironizou postura da oposição e reiterou que a bancada era contra trabalho e obras para a cidade. “A questão é o medo do reconhecimento do trabalho da prefeita, que já está acontecendo”, disse.

Maquete do Nogueirão

Raério Araújo (sem partido) ironizou. Para ele, “vão prometer obras como a maquete do Estádio Nogueirão (realização que nunca saiu da propaganda, quando Rosalba era governadora e em plena campanha municipal de 2012)”.

Alex Moacir (MDB) e Sandra Rosado (PSDB) engrossaram a tese de que os vereadores da oposição não viam avanços na gestão municipal, que recuperou capacidade de endividamento da prefeitura.

Quase ao final da sessão, Petras Vinícius denunciou que recebera há poucos minutos contato de uma pessoa no Santa Delmira, ligada à área de esporte, revelando que um vereador governista estava prometendo realização de obra de recuperação de praça esportiva no bairro, já prometida pela prefeita na campanha eleitoral do ano passado, mas sem realizá-la até aqui. Nenhum governista o rebateu nem se denunciou.

– Não somos contra. Queremos o direito de discutir e a população saber e definir no que esse dinheiro deve ser investido – apontou Petras.

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Empréstimo dará para construir sede de Câmara Municipal

Presidente da Câmara Municipal de Mossoró, a vereadora Izabel Montenegro (MDB) adiantou que parte do empréstimo de até R$ 150 milhões que a municipalidade pretende contrair, será investido na construção da sede própria do poder legislativo local.

Maquete de nova sede da Câmara Municipal foi apresentada em outubro de 2017 (Foto: reprodução)

Ela falou sobre o assunto na sessão desta terça-feira (22), em meio a debate sobre a questão do empréstimo (veja AQUI e AQUI). A matéria não foi colocada em apreciação, mas polarizou discussões hoje.

Izabel informou que alguns vereadores, ao lado dela, já tinham apresentado pleito para que essa obra fosse incluída no rol de realizações, em conversa com o Município.

Mas até aqui, as demais obras não estão listadas. A sede nova da CMM é a primeira a ser noticiada, assim mesmo de forma informal pela presidente Izabel Montenegro.

Contra Mossoró

A presidente defendeu que a questão seja tratada com racionalidade e não apenas pelo lado político-partidário. “Se posicionar contra esse empréstimo é se posicionar contra Mossoró”, definiu. “Se eu pudesse, o empréstimo seria de 300 milhões”, bradou a presidente.

Garantiu, que “todos os bairros serão beneficiados” e advogou que os vereadores de oposição repensem e possam “agir com responsabilidade com seus eleitores e Mossoró”.

O vereador Alex do Frango (PMB) argumentou que recursos para edificação da nova sede da Câmara Municipal de Mossoró deveriam ser resultado de economia do custeio da casa e não de recursos dessa natureza.

Izabel apresentou projeto para a nova sede da Câmara Municipal no dia 9 de outubro de 2017. Lembrou à ocasião, que “só com aluguel são pagos mais de 1 milhão e 300 mil reais a cada legislatura”.

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Prefeita quer urgência à aprovação de empréstimo milionário

O Palácio da Resistência já passou orientação (ou deu ordem, como queira) expressa à sua bancada majoritária na Câmara Municipal de Mossoró: tem que aprovar logo o projeto de lei de número 1214 de 15 de outubro de 2019.

A matéria é para autorizar a municipalidade a “contratar e garantir operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal (CEF), até o valor de R$ 150 milhões”.

O projeto chegou à Casa no último dia 16 (quarta-feira), com pedido de urgência. Na sessão de hoje (terça-feira, 22) que está em andamento, ele poderá ser endossado num regime vapt-vupt.

Projeto vago

A ideia do governismo,leia-se prefeita Rosalba Ciarlini (PP), é evitar maiores discussões, temendo algum óbice à sua aprovação.

A bancada minoritária da oposição cobra um elenco de informações e ampliação de debate sobre o tema.

O projeto em si é muito vago e mexe com comprometimento de receitas do município, em volume mensal sem clareza alguma.

Leia também: Empréstimo de Rosalba é cartada político-eleitoral decisiva.

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“Prefeita das Praças” abandona símbolo de Mossoró

Conhecida pela prodigalidade em “fazer praças” na cidade ao longo de três mandatos como prefeita, Rosalba Ciarlini (PP) está prestes a entrar no último ano do seu quarto mandato à frente da Prefeitura de Mossoró, marcada por uma simbologia inversamente proporcional. Ela é a prefeita que deprecia e destrói um dos logradores públicos mais simbológicos do município, no coração da urbe: a Praça Vigário Antônio Joaquim.

Monturos se formam na praça, escondidos por tapume e tendo Câmara Municipal ao fundo como cúmplice (Foto: BCS)

Desde o dia 10 de abril de 2018 (isso mesmo, veja AQUI, há um ano, seis meses e 11 dias) que ordem de serviço foi assinada para “obras de restauração, acessibilidade e manutenção”, no valor de R$ 95.491,66 e prazo de entrega para 120 dias, com responsabilidade da Lima Engenharia e Construções. Em agosto de 2018, ano passado, era para ter sido reinaugurada.

Desde então, no curso da campanha eleitoral do ano passado, quando tinha o filho Cadu Ciarlini (PP) como candidato a vice-governador do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), ela e uma entourage fez várias visitas ao local e nunca entregou a obra nem justificou o porque de não abri-la ao uso da população.

Cotidiano do caos

O retrato do local é desolador. Num tour por onde antes circulavam adultos e crianças durante muitas décadas, logo encontramos monturos e estruturas físicas semidestruídas. Foi transformada em residência fixa de incontáveis moradores de rua que se entregam a seus vícios, fazem necessidades físicas e converteram bancos em varais para roupas ou camas, numa vida cotidiana dividida com pombos, lixo, ratos e baratas.

Num banco transformado em varal, cueca, calção e outras peças dos atuais ocupantes do local (Foto: BCS)

A Praça Vigário Antônio Joaquim é uma vergonha à céu aberto, mas escondida dos olhos de transeuntes por tapumes de alumínio. Os responsáveis por esse escárnio seguem preservados de críticas ou qualquer tipo de indignação da população.

O vizinho que deveria “fiscalizar”

Também são poupados de cobrança incisiva da Câmara Municipal. Inclusive, esse poder “fiscalizador” é vizinho – a poucos metros – do local. Na verdade, parceiro e cúmplice desse crime de lesa-Mossoró.

Impossível não perceber tanto acinte, haja vista que das janelas do seu plenário é possível ter uma visão panorâmica desse patrimônio da gestão de Rosalba Ciarlini, numa área de cerca de 1.900 metros quadrados.

Alguns moradores de rua descansam tranquilamente em bancos, sem qualquer tipo de preocupação no local (Foto: BCS)

Estranho também que a mesma Praça tenha passado a ter outra empresa contratada para realizar o mesmo serviço, sem que praticamente nada revele que ali um dia foi promovida qualquer tipo de restauração, acessibilidade e manutenção.

Outra empresa, outro valor, outro prazo

Desde o fim de setembro de 2018 que trabalhadores começaram a cercar a praça (veja AQUI), com a nova obra definida (e outra empresa, a Vita Comércio e Serviços Ltda.) no valor de R$ 425.132,44.

Em seis meses tudo seria entregue, garantia a propaganda municipal. Ou seja, março de 2019.

Outro prazo que foi e continua ignorado e nenhum esclarecimento é prestado ao contribuinte, ou seja, quem paga o desperdício.

Catedral de Santa Luzia e a estátua do sogro da prefeita, Governador Dix-sept Rosado, testemunham desprezo (Foto: BCS)

A mesma praça com duas placas com especificações do empreendimento (a primeira já foi retirada do local), dois prazos, dois valores bem diferentes e uma mesma realidade: abandono, desprezo.

A “casa” da prefeita

A “prefeita das praças” anunciou na pré-campanha de 2018 que tinha 35 obras em andamento e mais 30 estariam em licitação, a maioria para reparos em praças, calçamentos, tapa-buraco.

“A nossa cidade é como a nossa casa, tem que ter manutenção frequente”, palavras dela no dia 10 de abril do ano passado.

Cabe um ditado popular para enquadrá-la à realidade: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Vale ainda lembrar um bordão que ela utilizou em sua campanha municipal vitoriosa em 2016: “Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?”

Foi o mote para transformar o então prefeito Francisco José Júnior (PSD à época) em seu principal cabo eleitoral. Nas redes sociais, principalmente, muitas vozes se levantaram para julgá-lo e sentenciá-lo ao purgatório. Agora, não. Há um silêncio tumular.

Ambiente fétido, semidestruído, praça merece um tour guiado para se ver o que é feito em Mossoró (Foto: BCS)

Dezenas de pequenas obras seguem paradas ou quase parando, outras tantas não passaram de propaganda.

Entretanto o enredo ainda não está completo.

Estátua e Santa Luzia como testemunhas

Esta semana a Câmara Municipal de Mossoró deverá aprovar projeto de lei que autoriza o município a contratar empréstimo “de até” R$ 150 milhões (veja AQUI) para obras de calçamento, asfalto e construção de prédios públicos.

Dinheiro à mão do mesmo governo que não consegue concluir reparos banais numa praça diante de outros dois símbolos mossoroenses: a estátua do seu sogro, o governador Dix-sept Rosado, e a Catedral de Santa Luzia, padroeira dos católicos e dos olhos. Ela deve estar vendo tudo.

Depois de mais de um ano e 6 meses, ferragens, sistema elétrico, alvenaria e outras estruturas provam desperdício (Foto: BCS)

Leia também: Rosalba faz ‘duas’ obras na mesma praça e mantém abandono (24 de junho de 2019);

Leia também: Empréstimo de Rosalba é cartada político-eleitoral decisiva.

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Empréstimo de Rosalba é cartada político-eleitoral decisiva

Por Carlos  Santos

A pouco menos de um ano das eleições 2020, quando vai enfrentar certamente o pleito mais difícil dos que participou à municipalidade, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) dá uma cartada decisiva no campo político-eleitoral: vai obter empréstimo “de até” R$ 150 milhões através do programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (FINISA) do Governo Federal, via Caixa Econômica Federal (CEF).

A mensagem com o Projeto de Lei de número 1214 de 15 de outubro de 2019 foi protocolada na Câmara Municipal de Mossoró no último dia 16 (quarta-feira) – veja AQUI. Impôs à Casa a apreciação da matéria em regime de “urgência”, para que possa investir os recursos logo nos primeiros meses de 2020.Com ampla maioria no Legislativo, é pouco provável que a prefeita tenha sobressaltos para aprovar a matéria já esta semana. Será do seu jeito.

Mas a justificativa para buscar tanto dinheiro extraordinário passa longe das mais primárias necessidades dos munícipes. Segundo a mensagem da prefeita, a dinheirama visa “dotar o Município de recursos para realização de importantes obras de infraestrutura urbana, com ênfase na pavimentação e saneamento além de construção e reformas de prédios públicos, a fim de melhorar a qualidade da prestação dos serviços públicos e de melhores condições de vida aos cidadãos mossoroenses”.

O empréstimo deve ensejar um elenco de obras físicas de grande visibilidade (calçamento a paralelepípedos e asfalto, principalmente), que não deixam de ter importância à vida dos munícipes, visto que cerca de 7% das vias urbanas são carroçáveis (segundo a própria prefeitura). Contudo conflita com um elenco de prioridades que a gestão da prefeita não tem conseguido atender, tornando-a pífia e sem uma marca capaz de projetá-la eleitoralmente. Eis a questão.

Empréstimo não alivia déficit

Mesmo com todo esse dinheiro em caixa, o governo municipal seguirá asfixiado financeiramente, inclusive comprometendo cotas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para cobrir a dívida. Não deve ser esquecido que até hoje é questionado com base na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – veja AQUI, quanto aos excessos de cargos comissionados.

A prefeita não fez o dever de casa para dar autonomia financeira ao município. Recusou-se a promover uma reforma administrativa e tomar decisões austeras, como prometeu em campanha, porque o empreguismo tinha que ser mantido como moeda política, em detrimento do administrativo-financeiro.

Rosalba apoiou Robinson e deixou empréstimo como "herança bendita" para ele, mesmo sem querer (Foto: arquivo)

A PMM tem dívida milionária com o Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró), servidores enfrentam problemas com empréstimos consignados, municipalidade tem reduzida capacidade de investimento, professorado reclama de não atendimento a direitos salariais, unidades de saúde pública convivem com desabastecimento de remédios e de outros insumos, bem como sucateamento estrutural e deficiências de equipamentos.

Várias obras com recursos federais podem ser paralisadas (veja AQUI) por falta de atendimento de algumas exigências (como contrapartida financeira), e a própria folha de pessoal é paga de forma fatiada, além de contabilizar impiedosos atrasos a terceirizados. Muitas pequenas obras de recuperação de praças, ruas e outros equipamentos públicos arrastam-se há meses, devido débitos com as terceirizadas.

Em sua propaganda institucional e personalista, o governo se jacta de estar alcançando um feito com a viabilização do empréstimo. Retrata um mundo de imaginação fértil. “A negociação com a Caixa representa o esforço em quitar dívidas e reorganizar as contas públicas, recuperando a capacidade de endividamento do município”, diz texto oficial.

Dinheiro bilionário

No dia 10 de julho de 2013, pouco mais de um ano antes do pleito de 2014, em que pensava na reeleição, a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP) obtinha do Senado votação favorável para empréstimo de 540 milhões de dólares (à época, o equivalente a mais de R$ 1 bilhão).

O empréstimo em muito se assemelha àquele encaminhado com o Banco Mundial, à época em que era governadora do RN (2011-2014), como grande aposta à sua reeleição, mas que ela não pode operacionalizar. Sequer conseguiu ser candidata, vetada por seu partido.

Virou herança “bendita” para o sucessor Robinson Faria (PSD), a quem Rosalba apoiou na campanha de 2014 como vingança contra o então deputado federal Henrique Alves (MDB), que concorreu ao governo estadual e era visto pelo rosalbismo como um dos mentores do veto à sua candidatura à reeleição pelo DEM.

A própria governadora atual, Fátima Bezerra (PT), reconheceu recentemente esse esforço de Rosalba para viabilizar recursos no Banco Mundial. Afinal de contas, chega à sua gestão (veja AQUI) o “bendito” empréstimo, mesmo que não consiga minimizar o monstruoso déficit fiscal (incluindo bilionário rombo previdenciário) do Estado, herança “maldita” da própria Rosalba e Robinson.

Patrimonialismo e obras

O dinheiro levantado para ser despejado justamente num ano eleitoral, é o sonho de qualquer político aboletado numa cadeira executiva. Qual oposicionista não gostaria de estar com esses meios à mão?

O problema é que essa dinheirada não resolve ou atenua qualquer dos graves problemas do mossoroense comum e do erário. Pode ser remédio político para salvar Rosalba, seu grupo e a vida de dezenas de pessoas que dependem de seu êxito eleitoral.

Dix-huit e seu irmão Vingt Rosado, pai de Sandra Rosado, em 1992 (Foto: arquivo)

Em 1992, espalhar obras (praças, calçamento e asfalto por toda a cidade) era a fórmula do rosalbismo para vencer o pleito municipal. “Se obra vencer eleições, nós venceremos”, chegou a afirmar o então deputado estadual Carlos Augusto Rosado (PFL, hoje no PP) ao jornal Gazeta do Oeste. Não deu certo.

Uma inusitada chapa ideológica apoiada por Rosalba – vice-prefeito Luiz Pinto (PFL)-professor João Batista Xavier (PCB) – acabou derrotada por Dix-huit Rosado (PDT)-Sandra Rosado (PMDB).  Placar de 37.188 (47,79%) a 32.795 (42,15%).

Maioria pró-Dix-huit Rosado/Sandra Rosado de 4.393 (5,64%) votos.

Rosalba e seu marido Carlos sabem (ô, como sabem!), que uma derrota em 2020 não será apenas seu fim político, mas colapso de um sistema patrimonialista que há décadas depende da política como meio de vida para si e os seus. É uma modalidade de meritocracia planificada para atender a poucos sobrenomes.

Sua legitimação acontece pelo voto de uma maioria feliz por poder botar os pés no calçamento à porta de casa, mas que só depois descobre que não tem direito a um simples Voltaren na Unidade Básica de Saúde (UBS) do seu bairro, segurança ou educação básica.

Essas nuances não aparecem em nenhum dos parágrafos do contrato de empréstimo com a CEF. Estão nas filigranas.

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Prefeitura quer fazer empréstimo urgente de até R$ 150 milhões

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) encaminhou em regime de “urgência” à Câmara Municipal de Mossoró nesta quarta-feira (16), o projeto de lei de número 1214 de 15 de outubro de 2019, que autoriza a municipalidade a “contratar e garantir operação de crédito junto à Caixa Econômica Federal (CEF), até o valor de R$ 150 milhões”.

Mensagem aponta números e propósitos do governo municipal no pedido de autorização (Reprodução BCS)

Os recursos objetivam “dotar o Município de recursos para realização de importantes obras de infraestrutura urbana, com ênfase na pavimentação e saneamento além de construção e reformas de prédios públicos, a fim de melhorar a qualidade da prestação dos serviços públicos e de melhores condições de vida aos cidadãos mossoroenses”.

Projeto aponta o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantia (Reprodução BCS)

O Governo Municipal apresenta no enunciado do projeto, que os recursos para cobertura do empréstimo serão decorrentes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Operação mexe com Lei Orçamentária Anual e Plano Plurianual da prefeitura (Reprodução BCS)

A municipalidade vinha tratando essa operação como assunto fechado. Até bem poucos dias, todas as fontes do governo municipal negavam essa hipótese de empréstimo. O caso foi até levantado pelo vereador Genilson Alves (PMN) da oposição, que procurou a própria CEF.

A estatal negou a existência de qualquer negociação nesse sentido (veja AQUI e AQUI).

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