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A gente ouve de tudo, mas é preciso combinar com os russos

Em 1958, o desafio de vencer os russos (combinando ou não com eles), com o talento de Garrincha em campo (Foto: UPI/Reprodução)
Em 1958, o desafio de vencer os russos (combinando ou não com eles), com o talento de Garrincha em campo (Foto: UPI/Reprodução)

Cá por Natal há alguns dias, na prosa sem pauta ou gravador, ouço de tudo um pouco.

Sobre nossa política, as mais diversas piruetas, disparates e engenhosidades saem de variadas direções e fontes.

Não, por favor, de modo algum sou do time que considera isso ou aquilo impossível na politica.

Há mais de 40 anos na atividade jornalística, cobrindo o cotidiano e campanhas eleitorais, eu já vi de tudo – mas ainda não vi tudo.

Sou apenas prudente. Ouço, o que não é sinônimo de “escutar.’’

Aqui e ali, o jeito é recorrer ao craque da bola Garrincha, para recolocar determinadas coisas no lugar:

– Combinaram com os russos?

Na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, o treinador Vicente Feola fazia sua preleção antes do jogo Brasil x União Soviética. Com olhos fixos em Garrincha, o “Gordo” Feola orienta o craque a entortar o lateral esquerdo, deixar no chão o zagueiro que vai aparecer na cobertura, ir à linha de fundo e cruzar na cabeça do centroavante Vavá, para ele marcar o gol.

Com ar inocente, o Anjo das Pernas Tortas indaga:

– O senhor combinou com os russos?

Vencemos eles por 2 x 0, com gols de Vavá e Pelé.

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Pelé – o eterno se despede

O futebol perdeu seu Rei. Nesta quinta-feira, morreu Pelé – Édson Arantes do Nascimento, o maior jogador da história, aos 82 anos.

Pelé, a própria identidade nacional (Foto: Foto: Neil Hall)
Pelé, a própria identidade nacional (Foto: Foto: Neil Hall)

Aberto ao público, o velório será realizado das 10h de segunda-feira até as 10h de terça, na Vila Belmiro. O enterro, restrito aos familiares, será na terça, no Memorial Necrópole Ecumênica, também em Santos.

O Atleta do Século estava internado desde 29 de novembro no hospital Albert Einstein, em São Paulo. A internação ocorreu em virtude de uma infecção respiratória após ele contrair Covid-19 e para a reavaliação do tratamento de um câncer no cólon. Na tarde desta quinta, o hospital anunciou a morte do Rei.

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A história do primeiro estádio de futebol do RN e seus craques

Essa terça-feira (13) tem lançamento do mais novo livro do jornalista, cronista e escritor Rubens Lemos Filho, o “Rubinho”. Vai entregar à leitura “Juvenal Lamartine – Primeiro Estádio – Minha Versão”.

Rubinho, à porta do JL, com seu novo livro, contando histórias de craques locais e astros  nacionais que atuaram no estádio (Foto: Alex Régis/TN/03-09-2022)
Rubinho, à porta do JL, com seu novo livro, contando histórias de craques locais e astros nacionais que atuaram no estádio (Foto: Alex Régis/TN/03-09-2022)

A noite de autógrafos começa às 18 horas, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), em Natal, à Avenida Hermes da Fonseca, 1017 – Tirol.

O livro resgata a história do primeiro templo do futebol potiguar, inaugurado em 1928. “Quem ama o futebol vai gostar demais desse trabalho que levou três anos de pesquisa”, afirma Rubinho. “Contei a história do Castelão, mas acho que a do JL é mais instigante,” aposta o autor.

Jairzinho, Bellini, Telê Santana, Ademir da Guia, Zizinho, Garrincha e Pelé estão nas páginas do livro, ao lado de astros do futebol local.

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A perigosa ‘onipresença’ na política mossoroense

Duas faces, dois rostos, duas personalidades, duas máscarasO prefeito mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade) tem mapeado a existência de alguns vereadores de sua numerosa base, que treinam o dom divino – segundo a teologia – de estar em dois ou mais lugares ao mesmo tempo.

Na política, digamos, é querer ser oposição e governo simultaneamente.

A ‘onipresença’ nessa atividade costuma causar muitos problemas.

Como diria Pelé ao soltar interrogação em tom afirmativo, que virou vício de linguagem,…”Entende?”

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A genialidade do atraso

Por François Silvestre

Há dois tipos de gênios. O da ficção, cuja fricção numa lâmpada mágica o liberta da prisão e o prende à obrigação de servir incondicionalmente ao amo que o libertou. Vem da ficção literária das aventuras de Aladim.

Há o gênio da vida real. Aquela figura humana que se distingue dentre os inteligentes e ainda se põe acima dos mais inteligentes. Posto que, sua inteligência vem abastecida de um talento especialíssimo, seja na ciência ou na arte. E só aí. Fora da arte ou da ciência não há genialidade. Há inteligência, habilidade ou esperteza.

O assunto que motivou este texto vem de citação de Lao Tze, publicada pelo Poeta Jairo Lima, no Portal Infâmia, que diz assim: “Quem adora, venera, exalta e tem na conta de heróis os que se exprimem pelos pés deve estar preparado para levar um chute na bunda”.

Quando o sábio oriental disse isso, o futebol nem havia nascido. Lao Tze era um gênio.

Passou-se impunemente, sem que ninguém contestasse, a adjetivação de gênios a pessoas diferenciadas nos esportes. Pelé é um gênio, Sena é um gênio, Maradona é um gênio. Oscar é um gênio. E foram distribuindo genialidades a torto e a direito.

A genialidade existe sim, mas reside no campo das exceções e no mapa da mente. E não do físico. Tanto é assim que o gênio de verdade aprimora com o tempo a finura da genialidade. Enquanto no físico, o “gênio” tem prazo de validade. Na medida em que envelhece, a genialidade vai desaparecendo. São os “gênios” temporais.

Pelé tentou fazer música. Mas as notas musicais ficaram nos pés. Disse tanta besteira durante a vida, que Romário grafou uma frase perfeita: “Pelé calado é um poeta”.

O Brasil continua esperando pelo vaticínio de Stefan Zweig. “País do futuro”. Perdido na imaturidade cultural, é um país econômica e politicamente amador enquanto aposta todas as fichas no profissionalismo do secundário. E olhe que o esporte é fundamental. Só que até nessa área as preocupações vão apenas ao secundário.

Nunca vencemos uma Olimpíada no futebol. Por quê? Porque nas Olimpíadas o esporte tem base na atividade amadora do esporte. E é o amadorismo, no esporte, que comprova o profissionalismo social de um país. O Brasil é amador no que deveria ser profissional e profissional no que deveria ser amador.

Pra compensar supre o complexo de inferioridade profissional distribuindo títulos e adjetivos pomposos à tripa forra. Muita grana para poucos. E “gênios” de miçanga, vendidos como vendiam seda os mascates árabes nas grotas do sertão.

Certa vez, um admirador chamou Di Cavalcanti de gênio. E ele modestamente corrigiu: “Meu filho, gênio é quem toca piano aos quatro anos”.

Desde que a Ditadura acabou, nós não fazemos outra coisa senão brincar de liberdade. E nessa brincadeira vamos adiando a feitura do país. Enquanto espertos e pilantras vão edificando a genialidade do embuste.

Té mais.

François Silvestre é escritor

Pelé e presidente da Fifa aprovam Governo Micarla

Do Blog Panorama Político

Da Prefeita Micarla de Sousa ao Jornal do Dia, da TV Ponta Negra:

– Fiquei muito orgulhosa ao ouvir do rei Pelé que vem sempre a Natal, mas teve aqui recentemente e nunca viu a cidade tão bonita…

A prefeita comentou ainda seu bate-papo com Joseph Blatter, presidente da Fifa:

– Ele confirmou que Natal já estava em seu imaginário antes mesmo de ser eleita sede do mundial. “Por suas belezas naturais”.

Nota do Blog – Risível. Os dois depoimentos, colhidos pela “insuspeita” prefeita, são de pessoas que não vivem diariamente ou ocasionalmente em Natal.

Ela precisa escutar a voz dos taxistas, médicos, donas-de-casa, comerciários, estudantes, empresários, sapateiros, pedreiros, artistas, dos xarias e canguleiros.

Se não quiser passar constrangimento, basta encomendar pesquisa de opinião pública.

Repito: risível.

Um épico em campo

Sou repetitivo, mas não me canso: futebol para mim é uma metáfora da vida. Ensina porque sua atmosfera reproduz o que somos como indivíduos, aqui fora, longe dos gramados e estádios.

Santos 4 x 5, ontem na Vila Belmiro, a célebre casa de Pelé, abrigou mais um épico. Não foi apenas um jogo de futebol.

Deixou lições, quem quiser que pare e reflita. Aprenda.

O impossível realmente é muito mais um estado de espírito do que algo intransponível, ficou claro ao final da partida entre esses dois grandes clubes do futebol brasileiro, com projeção internacional.

O Santos, que disparou na frente no placar com 3 x 0, logo no início da partida, terminou a perdendo.

Por quê?

Entre outros motivos, por dois pecados comuns em nosso mundo esportivo ou não, mas sempre competitivo em todos os quadrantes: soberba e autosuficiência.

Os “Meninos da Vila” repetiram o que fizeram na Copa América, com a Seleção do Brasil: acreditavam que podiam tudo. Desdenharam o adversário que parecia batido. Foram punidos.

Quanto ao jogo, o que dizer? Supimpa, demais.

Teve todos os ingredientes de um épico. Memorável não apenas para flamenguistas, mas para quem ama o futebol como esporte, arte e metáfora da vida.

Veja AQUI como foi esse jogão.