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“Durma sempre com as chuteiras nos pés”, uma lição política

Pés na chuteira. Sempre (Arte Ilustrativa "Minha Chuteira")
Pés na chuteira. Sempre (Arte Ilustrativa “Minha Chuteira”)

Cá do meu canto, espiando esse sobe e desce da política aqui e alhures, lembro de uma lição do velho Raimundo Fernandes, o “Raimundo Bigodão”, ex-deputado estadual falecido dia 30 de abril do ano passado (veja AQUI):

– Durma sempre com as chuteiras nos pés.

Por que, Raimundo?

– Porque no jogo do poder, os jogadores estão sempre se revezando.

Orientação para os velhos, novatos e neófitos em política.

Anote, por favor.

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Reeleição de Beto Rosado é um tudo ou nada

Veja trecho de bate-papo no programa PodFalar da Super TV, nessa última quarta-feira (10), às 20h.

A conversa agradável demais com o jornalista Saulo Vale e o Advogado Jailton Magalhães, âncoras do programa, teve vários assuntos em pauta, da vida pessoal à política, além da atividade jornalística.

Nesse trecho, eu falo sobre importância para o rosalbismo da reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP).

E também rabisco reflexão sobre os ciclos da vida.

Espaço para falar do entendimento pessoal de que preciso “estirar o tapete” para o novo e valorosos talentos do jornalismo.

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Corda esticada…

Corda esticada, corda esgarçada, esgarçando cordaPor François Silvestre

...ou generais engolindo corda?

Essa é a pergunta que não cala. Faz um ano e meio, que generais nunca dantes conhecidos fazem chantagem com ameaças fecais. Quem tem condições de dar golpe, como se fez em 64, fala sobre tudo, menos sobre ameaça de golpe.

Agora, um grupo de generais bem sucedidos no contracheque volta e meia alertam: “A oposição não pode esticar a corda”.

Que corda? Onde está na Constituição que a atividade política da oposição comporta fiscalização e controle de generais, almirantes ou brigadeiros? Qual artigo? Em quais artigos nas quatro linhas da carta magna? Pra usar uma imagem bocó do Bolsopinóquio.

Vão à merda!... A última foi do presidente do Superior Tribunal Militar (STM). Esse Tribunal eu lembro de tempos outros, quando tive um processo meu, condenado pela Auditoria Militar do Recife, julgado lá, em recurso do meu advogado Boris Trindade, advogado pernambucano que faleceu de Covid.

Pois esse general, nas vésperas das manifestações democráticas ocorridas neste mês, disse numa revista, que por sinal está em processo falimentar, que a “oposição não estique a corda”. O que ocorreu?

A oposição esticou a corda, as canelas e estreitou as ruas. E aí, general? Vai fazer o quê? Sabe o quê? Nada. Viola no saco. E contracheque no bolso. Ponha os tanques na rua, general, com sua toga ociosa?!

Vão catar piolho em cu de macaco!

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Mandato federal retroalimenta poder Rosado

máquina, retroalimentar, retroalimentação, engrenagem, indústriaEleger um deputado federal Rosado não é apenas objetivo político, vaidade ou demonstração de força para o clã rosadista que já chegou a ter três integrantes na Câmara dos Deputados simultaneamente, nos anos 90.

O deputado federal retroalimenta esquema eleitoral e empresarial, azeitando o grupo de meios à perpetuação do poder. É uma máquina que precisa estar azeitada.

Depois explico em números.

Recapitulo histórias.

Veremos.

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A fórmula de sempre para poder quase tudo

Alquimista, fórmula mágica, estudioso, pesquisador, cientista, bruxo, feiticeiroÉ repetitiva a operação que grupo oposicionista põe em prática para sair vencedor no pleito de 2022 no RN.

Meios de sempre, da política à força econômica e de mídia, para se tornar competitivo.

Será um laboratório interessante para testar se a fórmula de sempre ainda pode quase tudo.

Veremos.

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Sobe a estrela de Cadu no governo Fátima Bezerra

Cadu tem sido interlocutor importante do governo nos campos político e administrativo (Foto: não identificamos autoria)
Cadu tem sido interlocutor importante do governo nos campos político e administrativo (Foto: Marcos Garcia/De Fato)

Titular da Secretaria de Estado da Tributação (SET), o auditor fiscal Carlos Eduardo Xavier, o “Cadu”, não para de crescer em cotação aos olhos da governadora Fátima Bezerra (PT).

Fora dos limites da governadoria e da gestão, também.

Transita como poucos no meio empresarial e na seara pluripartidária, da oposição ao governismo.

É de confiança da governadora, confiança absoluta. Isso só já seria suficiente para se atestar sua importância à administração estadual.

Tem mais: é o principal interlocutor do próprio governo, depois da própria Fátima Bezerra. Está em todas na interlocução e como porta-voz, do enfrentamento a pandemia a litígios com funcionalismo.

– É quem resolve! – diz-se nas estranhas do poder e fora dele.

Fato.

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O doce poder de não ser influente

O advento da internet com seu alcance estelar, propiciando nesse ambiente cibernético o surgimento de diversas atividades humanas ou a reprodução do muito que ocorre lá fora, no mundo real, também agasalha a transformação ou nova compreensão sobre a figura do “formador de opinião”. As ciências sociais há muito definiram o perfil desse indivíduo, porém precisam reordenar conceitos.

Os tempos e o mundo são outros.

Com a internet, ele, o formador de opinião, ganhou roupagem americanizada e pomposa sob o título de digital influencer (influenciador digital, numa tradução literal). Simplificando: seria aquela pessoa que tem o poder de influenciar boa quantidade de indivíduos, ‘mudando o curso do rio’, tangendo para essa ou aquela direção uma manada de admiradores ou incautos, conforme o interesse do contratante ou até mesmo por força de suas próprias convicções e preferências.Esse personagem faz parte do que passou a se definir como “marketing de influência”. Ele poderia, presume-se, potencializar compras, determinar escolhas políticas ou convencer muitos seguidores sobre o que é certo ou errado.

Isso não significa dizer que o formador de opinião, clássico, tenha desaparecido ou deva ser menosprezado. Ele continua existindo em todas as comunas, de uma cidadezinha com características de aldeia, a segmentos como jornalismo, medicina e outros nas megalópoles.

O influenciador é um intermediário, quase sempre, entre o produto/marca/ e o público. Porém, é falsa a ideia de que pela quantidade se tem o resultado. Através de redes sociais como Instagram, Blogs, Twitter, Facebook ou Youtube, muitos somam milhares ou milhões de seguidores, o que necessariamente não significa que vendam ou formem opinião.

No jornalismo, por exemplo, há a falsa impressão de um poder e alcance como já constatamos em décadas passadas. Há um paradoxo em muitas análises sobre a força do comunicador social. Se ele (nós, incluindo eu) podemos tanto, por que na maioria das vezes não mudamos nada? Qualquer dúvida, basta verificar o resultado de muitas e muitas eleições, de nosso ambiente paroquial à dimensão territorial do Brasil.

Sou de um tempo, por exemplo, que se marcava compromisso para antes ou depois do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão. Trabalhei em empresas de comunicação que pontificavam em informação e formação de opinião.

Um pouco mais de um ano antes das eleições nacionais de 2018, pesquisa identificou que a internet teria maior peso eleitoral e, na escolha de nomes, do que a televisão (veja AQUI). Pela primeira vez, cientificamente surgiu essa constatação no Brasil. De lá para cá, o vigor desse meio só tem aumentado, mas é arrogante se imaginar que eu, Carlos Santos, sou “o cara”. Eu apontarei para que lado a correnteza irá nessa ou naquela eleição. Ledo engano. Presunção besta, é o que é.

Nesse momento, algum garoto na periferia de Natal ou Mossoró, descalço, com camiseta falsificada do Los Angeles Lakers, uma bermuda Hang Loose (igualmente pirata) e boné com aba para trás, talvez tenha mais poder de tanger um rebanho de eleitores para determinado candidato a vereador ou a prefeito, do que uma série de reportagens e artigos do Blog Carlos Santos.

Lamento, lamento muito, não ter um milhão de seguidores. Se bem que, quem tem seguidor é líder de seita. Gostaria demais de influir muito, apontar caminhos e estabelecer mudanças de comportamento e de escolhas, sob a égide da minha vivência, crenças e aspirações. Infelizmente, não tenho essa força.

Mesmo assim, não me sinto frustrado. Creio que ao desembarcar nesse admirável mundo novo há cerca 16 a 17 anos, em páginas experimentais, até consolidar esse endereço, aprendi muito, pude contribuir à formação de uma bolha crítica e melhorei como profissional e indivíduo.

Se eu realmente pudesse mudar o curso do rio, mexer com aquilo que questiono e considero atrasado para a sociedade em que vivo, já o teria conseguido. Sou incapaz. Sou apenas um blogueiro nacionalmente ignorado e ‘escritor’ mundialmente desconhecido. Em boa parte do lugar em que vivo, ninguém me conhece e não nota minha presença ou ausência física. Tem lá suas vantagens essa invisibilidade, sublinho.

Contudo, sabe de uma coisa? Todos os dias acordo cedo e durmo tarde para fazer a mesma coisa, acreditando que um dia terei um milhão de gente me acompanhando, e certo de que vamos mudar o mundo – juntos – para melhor. Eu tenho o poder de não influir, sei bem. Espero cativar pelo que penso, faço e sou.

Deixo claro, ainda, que não sou imparcial. Sou parcial (assim mesmo, com letras em negrito). Tenho lado, faço opções e luto por aquilo em que acredito. A imparcialidade humana é uma farsa. Não existe. Não me permito é ser leviano. Nosso Blog (epíteto dado pela webleitora Naide Rosado) é pluralista e democrático. Transformou-se num fórum de debates pela vontade da grande maioria, tratando dos mais diversos temas.

Aqui, nesse espaço virtual, paira o sonho de ser influente, volto a confessar. Por enquanto, desfruto do doce poder de ser levado a sério por alguns e lido mesmo por aqueles que me acham um saco. Se você conseguiu chegar até o fim desse textão, muito obrigado. És um dos nossos.

LEIA AQUI também o artigo “Sou parcial e não nego, além de adorar Mossoró (de graça)”, escrito e postado no dia 24 de junho de 2009, há mais de 11 anos.

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Poder político versus saúde pública

A saída iminente do ministro Luiz Henrique Mandetta é mais um capítulo em que vários interesses estão em jogo, até o sanitário.

Bolsonaro e Mandetta não se afinam há tempos e ruptura formal é questão de tempo (Foto: Web)

Quem mais o defende no cargo é aquela oposição que o vê, capaz, de desestabilizar de vez o encolerizado Jair Bolsonaro (sem partido).

Poder político vale mais que a saúde pública.

Infelizmente.

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Distorcer para manipular

Por Honório de Medeiros

Em “On Liberty”, de 1859, Sir John Stuart Mill sugere que “A única liberdade que merece esse nome é a de perseguir nosso próprio bem, à nossa própria maneira, desde que não tentemos privar os outros de seus bens, ou impedir seus esforços para alcançá-los… O único propósito pelo qual o poder pode ser exercido de forma correta sobre qualquer membro de uma sociedade civilizada contra sua vontade é impedir o mal aos outros. Seu próprio bem, físico ou moral, não é justificativa suficiente.”

Não é preciso salientar a importância dessa obra para a construção do pensamento liberal. Mas é preciso ressaltar que esse ideário é um dos mitos fundantes do Estado contemporâneo fulcrado em uma Democracia tal qual encontrada nos países ocidentais.

Tampouco há necessidade de enumerar as críticas existentes a essa Democracia nos moldes ocidentais. São muitas. Algumas corretas.

Entretanto vale a pena lembrar Sir Winston Churchill, e sua famosa “boutade”: “A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas.”

Também vale a pena lembrar os países ocidentais como aqueles que detêm os melhores índices de desenvolvimento humano.

As elites políticas sequiosas de obtenção e manutenção do Poder já compreenderam, de há muito, o ponto fraco na argumentação de Sir John Stuart Mill, e o distorceram para manipularem e manterem seu “status quo” de dominação.

A chave é “impedir o mal aos outros”.

Hoje em dia esse argumento retórico foi substituído por outro mais sofisticado e condizente com os tempos atuais: “a predominância do público sobre o privado”.

Ou seja, tudo quanto for oriundo do Estado (daqueles que detêm os aparelhos do Estado em suas mãos) deve ser respeitado e obedecido, já que implica, necessariamente, no interesse do predomínio do público sobre o privado. E a prevalência do público sobre o privado existe única e exclusivamente no intuito de impedir (que se faça) o mal aos outros.

O que está por trás dessa concepção, quando não se trata única e exclusivamente de ‘Banditismo’, é a crença que as elites dirigente têm em sua capacidade de saber o que é o certo e o melhor para todos. As elites dirigentes creem ser, para isso, ungidas pelos deuses, ou pelo conhecimento, ou pelo destino, para imporem, aos comuns dos mortais, as regras que estes devem seguir em Sociedade.

Nada mais autoritário. Nada mais arcaico. Nada mais atual.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Da tragicomédia humana

Por Honório de Medeiros

O Poder Político enquanto fenômeno é o parâmetro fundamental para o estudo da tragicomédia sócio-humana. Poder Político: capacidade de impor pela força, em última instância, uma vontade.

Ele está por trás de tudo, na vida social: engendra as soluções para transpor os obstáculos que lhe possam surgir; constrói estratégias adaptativas.

Não há vazio no espaço social, em termos de Poder Político, porque o Poder Político está sempre presente. É onipresente.

Mudam seus titulares por razões múltiplas, circunstanciais, mas o Poder Político não desaparece.

Tudo é prolongamento ou instrumento desse fenômeno.

O que há para além dele? Melhor: o quê o instaura, faz surgi-lo?

Ernst Becker diria: o medo da morte.

Darwin diria: a necessidade de sobreviver.

Marx diria: a luta de classes.

E quanto a Freud? A nostalgia da autoridade paterna.

Isto é, queremos o Poder Político por querermos deixar nossa marca na história; ou queremos o Poder Político para assegurarmos a sobrevivência dos nossos gens; ou o queremos para nos apropriarmos do excedente produzido pelos explorados, qual seja, o lucro; ou o queremos para restaurarmos a autoridade paterna.

Que importa?

Sejamos positivistas: não há Sociedade sem Poder Político. Por isso o anarquismo é uma utopia, um delírio.

Eis o ponto de partida.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Estado do RN