Constituição do Brasil passou a ser “dominada” por todos e qualquer um, com a interpretação que for mais conveniente a seus desejos (Foto: reprodução)
Direito Constitucional no Brasil saiu das salas de aula na faculdade para as redes sociais, ruas e qualquer lugar em que a polarização política é mais forte do que a razão.
Nem os especialistas se entendem, imagine os ‘profundos desconhecedores do assunto’.
Essa terra ainda vai cumprir seu ideal.
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez nesta quinta-feira (14), seu primeiro pronunciamento para o partido, durante encontro da Executiva Nacional do PT, em Salvador, na Bahia.
Declaração de Lula ocorre um dia após a deputada estadual Isolda Dantas (PT) dizer em entrevista à FM Agora de Natal (veja AQUI), que “nós do PT vamos trabalhar para unir a oposição em Mossoró”. Entretanto quem manda, preso ou solto, já avisou quais são os termos.
Isolda, Lula e Fátima, é o PT sem margem de diálogo para formação de chapa (Foto: arquivo)
Em meio a discussões de que o PT poderia compor candidaturas de outros partidos de esquerda nas eleições municipais do ano que vem, Lula disse que a legenda “não nasceu para ser partido de apoio” e que deve lançar candidatos em todas as cidades possíveis.
Deverá ser assim em Natal e Mossoró, por exemplo, com a governadora Fátima Bezerra (PT) à frente desse projeto político-eleitoral.
O recado dado às lideranças do partido também foi claro: o PT deve se fortalecer internamente. Segundo ele, o partido tem que apostar na polarização. “Sabe quem polariza? Quem disputa o título. O PT polarizou em 1989, 94, 98, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018, e vai polarizar em 2022”.
Autocrítica, nem pensar
O ex-presidente negou a necessidade de que o partido faça uma autocrítica.
O próprio governador da Bahia, Rui Costa (PT), já declarou que o partido precisa rever sua atuação, em entrevista à revista Veja no último mês de outubro. “Tem companheiro do PT que também fala que tem que fazer autocrítica. Faça você a crítica. Eu não vou fazer o papel de oposição. A oposição existe para isso”, argumentou.
Em seu pronunciamento, voltou a vociferar contra o presidente Jair Bolsonaro e o ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro. Associou o presidente a milicianos que supostamente seriam responsáveis pela morte da vereadora carioca Marielle Franco (Psol) e tratou Moro por “canalha”.