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O futuro das lutas sociais na América Latina em debate

“América Latina em ebulição: o futuro das lutas sociais” é o tema do debate que visa discutir os últimos acontecimentos de uma América Latina mergulhada em efervescência política e seu futuro no contexto de uma crise continental.

O evento é promovido pelo Departamento de História (UERN – CAWSL) e ocorrerá nessa quinta-feira (12), às 19h no Auditório Central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) em Assu (RN).

O professor Robério Paulino, doutor em História Econômica pela Universidade de São Paulo (USP), professor da Universidade Federal do RN (UFRN) no Departamento de Políticas Públicas, será o palestrante convidado.

Ele foi candidato ao governo estadual em 2014 pelo Psol e concluiu recentemente seu pós-doutorado na University Of London (ING).

A mediação é do professor Modesto Neto.

As inscrições serão feitas no local e haverá emissão de certificado de 4 horas.

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Acusado de acordo com PCC, Robinson agora acusa Fátima

No dia 19 de janeiro de 2017, o jornal “O Globo” do Rio de Janeiro estampava a seguinte manchete: “Retirada de presos em Natal foi negociada com facção”. E complementava em manchetinha: “Governo do RN admite ‘conversa’ com PCC” (veja AQUI).

No dia 21 de janeiro do mesmo ano, a revista Época detalha acordo feito pela gestão Robinson Faria com bandidos, apesar de ele negar (veja AQUI).

O Blog Carlos Santos exuma esses registros sobre rebelião no Presídio de Alcaçuz (Nísia Floresta) no início do ano passado, num momento em que de novo se associa a política com o submundo no Rio Grande do Norte.

Vidraça àquela ocasião, agora o governador Robinson Faria (PSD) sai dessa condição para ser estilingue. Acusa a senadora e adversária ao governo, Fátima Bezerra (PT), de ter apoio da marginália (veja AQUI).

Capa de O Globo de hoje mostra foto impactante e manchete comprometedora (Foto: reprodução)

“Segundo um integrante do alto escalão do governo, a negociação aconteceu na sede da polícia, no bairro Cidade Esperança, com José Claudio Cândido do Prado, o Doni Gil, um dos chefões da facção paulista no Rio Grande do Norte. O acordo foi registrado em ata”, disse a Época.

“Na segunda-feira (16 de janeiro de 2017), ele havia sido retirado do presídio com outros quatro do PCC para presídios federais. Foi Doni quem determinou os termos da rendição. Em troca de devolver a calmaria à cadeia, exigiu que o governo transferisse dali somente membros doSindicato do RN (SDC) – no mundo do crime, mudar de “casa” é como ter a prisão decretada pela segunda vez. Sheila Freitas (atual secretária da Segurança) consentiu, e o pacto foi selado”, garantiu.

O governador negou qualquer acordo (veja AQUI).

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RN tem um homicídio a cada três horas e meia em 2017

O Estado de São Paulo

A cada três horas e meia do mês passado, uma pessoa foi assassinada no Rio Grande do Norte. O número de homicídios, cuja maioria teve uma ou mais armas de fogo como instrumento causador, chegou a 208. No mesmo período do ano passado foram 147 assassinatos.

Rebelião em Alcaçuz concorre para que estatística chegue a número tão expressivo (Foto: UOL)

O aumento contabilizado pelo Observatório da Violência Letal Intencional do Rio Grande do Norte (Obvio) chegou a 41,5%. A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) ainda não divulgou os números de homicídios em janeiro.

A morte de 26 presos na maior rebelião da história da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na região metropolitana de Natal, engrossou a estatística. Mas não foi, entretanto, a maior causadora do aumento dos casos. A guerra do tráfico e a falta de estrutura da Segurança Pública são apontados por especialistas como principais causadores da escalda da violência no estado potiguar.

Saiba mais detalhes AQUI.

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Facções têm ‘plano de metas’ que potencializa crimes

As forças de Segurança Pública convivem com um fenômeno potencializador dos crimes letais e não letais, no Rio Grande do Norte, com o avanço do poderio das facções criminosas.

Além do protagonismo delas nos presídios, veja o caso de Alcaçuz, a ordem para seus militantes que estão soltos é o cumprimento de uma espécie de ‘plano de metas’.

Quem não atingir o patamar estabelecido, já sabe…

Casa um tem que levantar fundos para bancar a organização: apoio a familiares, aos que estiverem presos, compra de armas, logística das drogas, advogados, corrupção de policiais/agentes penitenciários etc.

A metástase de arrastões, assaltos, roubos de carros etc. é explicada, em parte, por essa situação que fugiu ao controle do Estado.

Nós, cidadãos comuns e indefesos, somos o alvo.

Somos a caça.

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Outro túnel na conta de Alcaçuz

Encontraram outro túnel nas cercanias do Presídio Estadual de Alcaçuz (Nisia Floresta) hoje.

Esta semana as forças de segurança já tinham localizado uma cabeça humana ‘bolando’ na parte interna.

Pelo menos o governo finalmente fechou o total de fugitivos na recente rebelião: teriam sido 54 (veja AQUI), com duas recapturas.

O número de mortos? Bote aí 26.

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Carlos Eduardo diz que localização de Alcaçuz não foi equívoco

Em seu endereço próprio na rede social Facebook, o prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) rebate críticas, insinuações ou acusações diretas relacionam rebeliões e fuga em massa, do Presídio Estadual de Alcaçuz (em Nísia Floresta), a construção desse equipamento em área de dunas.

Para Carlos, essa linha de raciocínio é estapafúrdia: “Dizer que o erro maior foi construir numa região de dunas é pura falácia. Como se a condição do terreno determinasse a degradação que leva um ser humano a matar outro ser humano com alto grau de crueldade para ganhar prestígio entre os demais. É querer zombar da inteligência alheia”, argumentou.

Alcaçuz há vários dias que é objeto de atenção e perplexidade no Brasil e até no mundo (Foto: O Globo)

Veja abaixo, a íntegra de seu artigo:

Em determinado período de sua rica história, o Rio Grande do Norte pode ostentar a marca de ter um dos mais avançados sistemas prisionais do país, implantado praticamente a partir do nada. Isso ocorreu nos anos 90, quando assumimos a Secretaria de Justiça e Cidadania no Governo Garibaldi Filho.

A Secretaria era responsável apenas pelo presídio de regime fechado João Chaves, construído há 30 anos em Natal que ficou popularmente conhecido como Caldeirão do Diabo por registrar uma morte de detento a cada mês, e a penitenciária Mário Negócio, de regime semiaberto, em Mossoró. Pois bem, em apenas 3 anos, vencemos a inércia para implantar no Estado um completo sistema prisional.

O Caldeirão do Diabo, situado dentro da área urbana de Natal, no coração da Zona Norte, deixou de existir. Construímos a Casa Albergue para o regime aberto e o Hospital de Custódia ou manicômio judiciário com 51 leitos. Até então, presos com problemas mentais eram enviados para a vizinha Paraíba. Além disso, criamos dois pavilhões de regime fechado em Mossoró e duas novas penitenciárias de regime fechado, em Caicó e Alcaçuz, esta última referência nacional pelo respeito aos direitos humanos. E ainda demos início à construção das Cadeias Públicas de Natal e de Mossoró.

Assim, o Estado livrou-se da superlotação de presos e pela primeira vez passava a contar com um sistema que englobava todos os regimes previstos na Lei de Execuções Penais, complementado pelo Patronato, projeto-piloto para dar curso às penas alternativas, por sinal uma das primeiras unidades no Brasil e modelo visitado por representantes de mais de uma dezena de Estados.

Vale dizer que a construção de Alcaçuz seguiu os padrões internacionais recomendados pelas Nações Unidas na Conferência do Cairo de 1997 e adotados pelo Ministério da Justiça. Além disso, a obra teve acompanhamento sistemático da OAB, do Ministério Público, do Tribunal de Justiça, do Conselho Penitenciário e de representantes das igrejas católica e evangélica.

Hoje, Alcaçuz é escárnio nacional, com cenas deprimentes de uma rebelião sangrenta, levadas pela TV ao país e ao mundo. Dizer que o erro maior foi construir numa região de dunas é pura falácia. Como se a condição do terreno determinasse a degradação que leva um ser humano a matar outro ser humano com alto grau de crueldade para ganhar prestígio entre os demais. É querer zombar da inteligência alheia.

É verdade que desde sua inauguração em 1998, há quase 20 anos, o presídio sofreu a falta de investimentos em manutenção e todo um trabalho de assistência aos apenados foi deixado de lado. Quantos e quantos anos perdidos. Quanta omissão!

Alcaçuz se tornou um depósito de presos. Um campo de concentração para onde são enviados criminosos perigosos e também pessoas que cometeram pequenos delitos e poderiam, acredito sim, voltar a conviver em sociedade. Um crime contra o nosso Estado e a nossa sociedade. Porque é fácil perceber que Alcaçuz não tinha problema estrutural, mas conjuntural. Faltou sempre um maior efetivo de policiais e também a formação adequada de um quadro de agentes penitenciários. Não foi o local escolhido como trombeteado por aí.

O argumento de que o presídio deveria ser construído em outro local, longe de Natal, também não leva em conta a legislação com farta jurisprudência no STF que assegura o cumprimento da pena perto da família como forma de contribuir para sua ressocialização.

Carlos Eduardo.

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Estado hasteia suas bandeiras para simbolizar nova ordem

Agentes hasteiam bandeiras do Brasil e do RN em Alcaçuz (Foto: Andréa Tavares e Fred Carvalho/G1)

Do portal G1 RN

As bandeiras nos telhados da Penitenciária Estadual de Alcauz, antes de facções criminosas, agora dão lugar às bandeiras do Brasil, do Rio Grande do Norte e do sistema penitenciário. Homens do Grupo de Operações Especiais (GOE) do governo do Rio Grande do Norte e agentes penitenciários da força-tarefa federal entraram na manhã desta sexta-feira (27) para retomar o controle da unidade.

A operação, denominada Phoenix, tem como objetivo retomar, restabelecer e reformar o presídio, palco de uma rebelião que deixou 26 mortos no dia 14 de janeiro.

Segundo o comando da operação, o controle dos pavilhões 4 e 5, onde ficam detentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), foi retomado.

Nos pavilhões 1, 2 e 3, do Sindicato do RN, presos trabalham na reconstrução dos muros, retiram pichações e recolhem escombros da unidade.

Saiba mais AQUI.

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A ‘versão’ e a ‘mentira’ saem perdendo na crise prisional do RN

Mineiro de Bocaiuva, o deputado federal e ex-vice-presidente da República José Maria Alkmin foi fundador (em 1945) e influente nome do Partido Social Democrático (PSD), um dos tentáculos do getulismo.

É dele, uma frase que poucos sabem ser de sua lavra – mas que é repetida incontáveis vezes no universo do jornalismo político brasileiro:

– O fato não vale nada, o que vale é a versão!

Alkmin e Goebbels são duas versões da mesma estratégia que foge à realidade (Foto: montagem do Blog)

Agarrado intuitivamente a essa tese, o governo Robinson Faria (PSD) sustentou até agora a defesa do indefensável, na crise prisional do estado, que eclodiu dia 14 último no presídio de Alcaçuz.

Está tudo sob controle – repetiu o governador em vários pronunciamentos, matérias oficiais e entrevistas.

Fotos, entrevistas e vídeos provavam que ele estava equivocado, longe da realidade.

Na imprensa nativa e redes sociais o governo lançou contra-ofensiva para provar que sua versão valia mais do que o fato. Perdeu também essa guerra.

Lição do caso

Coube à chamada Grande Imprensa, órgãos de comunicação com abrangência nacional (portais, sites, jornais e TV´s), a força de desconstruir a estratégia do governo. Apenas mostrou o que era mais do que visível, como depoimentos de representantes da área de Segurança Pública, atestando que houve negociação com representantes dos criminosos.

A maior prova de que o governo adotava a estratégia de vender a versão como uma verdade, mesmo sem sucesso, é que ninguém foi exonerado. A começar pelo secretário da Justiça e Cidadania (SEJUC), Wallber Virgolino, que admitiu o diálogo de submundo para pacificar a rebelião em Alcaçuz (veja AQUI).

Bem mais famoso e de origem amplamente conhecida, é o mantra do ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, que trata da mesma questão:

– De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade.

Alkmin e Goebbels não foram inspirações sensatas nesse caso. Que fique a lição.

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Presos exibem armas e celulares após ‘ocupação’ de Alcaçuz

Do portal G1

Poucos minutos após o Grupo de Operações Especiais (GOE) do Sistema Penitenciário sair de dentro do Pavilhão 5 de Alcaçuz, onde houve uma intervenção e revista nesta terça-feira (24), presos subiram ao telhado da unidade segurando armas brancas e celulares. A equipe do G1 registrou a ação dos detentos às 15h35.

Presos exibem arma e exibem-se despreocupadamente após 'ocupação' feita pelas forças policiais (Foto: José Aldenir)

A operação de intervenção e retomada do controle da Penitenciária de Alcaçuz teve início às 10h, com participação de policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), do Batalhão de Choque (BPChoque) e de agentes penitenciários do Grupo de Operações Especiais (GOE).

O objetivo dessa ação era justamente fazer uma varredura nos cinco pavilhões para retirar armas brancas, arma de fogo, munições e celulares.

Brigas

O presídio de Alcaçuz tem rebeliões desde o dia 14 de janeiro e, ao longo dos últimos dias, os presos circulavam tranquilamente ostentando armas brancas e subindo nos telhados.

Armado, no pátio do Presídio de Alcaçuz, presidiário parece ignorar a 'força' do Estado (Foto: José Aldenir)

Na quinta-feira (19), durante uma briga entre duas facções que disputam poder, um preso foi visto portando arma de fogo e atirando contra os inimigos.

Na manhã desta terça (24) policiais do Bope, Tropa de Choque e o Grupo de Operações Especiais (GOE) da Secretaria de Justiça (Sejuc) ocuparam a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, na Grande Natal, para realizar uma revista minuciosa nos pavilhões.

Saiba mais AQUI.

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Governador apresenta plano sobre ‘controle’ de Alcaçuz

O governador Robinson Faria (PSD) reuniu representantes dos demais poderes no Gabinete de Gestão Integrada e apresentou algumas medidas de recuperação do sistema prisional em curto e médio prazo. O encontro aconteceu nessa segunda-feira, 23, e reuniu entre diversas autoridades, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), e o procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis.

O secretário de Segurança, Caio Bezerra, explicou que serão realizadas diariamente intervenções na penitenciária para que seja possível restaurar minimamente a estrutura do local e se consiga oferecer mais segurança contra fugas ou rebeliões.

Reunião permitiu que governo fizesse exposição do que tem feito para 'controlar' Alcaçuz (Foto: Ivanízio Ramos)

A chegada da Força de Intervenção Penitenciária, com 71 agentes com expertise em crise, somará reforços aos agentes da segurança pública estaduais e federais nas ações dentro do presídio. É importante ressaltar que será realizando o concurso para 41 agentes penitenciários efetivos e 700 agentes penitenciários temporários.

Entre as ações, detalhadas pelo secretário, estão reparos nos pavilhões 2 e 3, instalação de uma cerca externa com sistema de alarme, reparo de três guaritas, implantação de um sistema de videomonitoramento e a limpeza da vegetação do entorno. Já foi iniciada a construção de uma barreira física (contêineres) separando as facções rivais dentro do presídio.

Barreira física

Nesta terça-feira (24), os contêineres terminarão de ser colocados, concluindo assim a barreira física temporária, até que muro de concreto seja erguido, o que deve acontecer dentro de 20 dias.

Durante diálogo com os poderes, o projeto de Alcaçuz, instalada numa área de terreno arenoso de fácil escavação, foi alvo de críticas. “Houve um erro. Sem querer aqui apontar culpados, mas construir um presídio em uma duna é quase que ridículo”, destacou Ezequiel Ferreira, após reiterar a cooperação da Assembleia em todas as suas esferas para o que for necessário. “Alcaçuz foi um erro terrível de concepção, espero que nunca se repita em nenhum outro governo”, concordou o procurador geral de Justiça, Rinaldo Reis.

Atuação da PM

Utilizando uma imagem aérea de Alcaçuz, o comandante-geral da PM, Coronel André Azevedo, explicou como se deu a ação da polícia nos dias de conflito entre facções na maior penitenciária do estado.

“Nós agimos pautados pela técnica de gerenciamento de crise. Se tivéssemos entrado na penitenciária naquele dia em que as facções se enfrentaram pela segunda vez, nós teríamos tido certamente um número grande de mortos, inclusive de homens nossos. No entanto, agimos na hora certa e só tivemos uma morte comprovada. Esta foi a atuação da Polícia Militar, com base na técnica, na inteligência, e conseguimos preservar vidas e cumprir a lei”, salientou.

O comandante destacou ainda a retirada, pelos agentes de segurança, de 18 caçambas carregadas de metralhas, armas brancas e materiais cortantes feitos artesanalmente pelos próprios presos. Em razão do estado de deterioração do presídio, os presos têm utilizado restos de material de construção como armas.

Com informações da Assecom do Governo do Estado.

Nota do Blog – Até hoje o Governo não sabe dizer quantos presos existiam no presídio, quantos têm hoje, quantos foram mortos e quantos teriam fugido.

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Crise prisional atesta incapacidade do Governo Robinson

Por Carlos Duarte

A rebelião e o massacre de presos no presídio de Alcaçuz sãoa expressão mais nítida de que o governo Robinson Faria (PSD) não tem musculatura suficiente para enfrentamento de crises ou sequer para fazer funcionar, minimamente, o básico da gestão pública do Estado – o que já é recorrente.

Presos em Alcaçuz são donos do 'pedaço' e estabelecem espaços também fora, onde o governo manda menos ainda (Foto: O Globo)

Entretanto, o mais preocupante é que as últimas notícias, que tomam conta do noticiário nacional, revelam que o governo do RN negociou concessões com a facção criminosa PCC, na tentativa de retomar o comando de Alcaçuz. Apesar dos desmentidos, não convincentes, do governador.

Caso essa ilação venha a ser confirmada, a população do RN estará diante de uma gravíssima situação de consequências nefastas imprevisíveis. Nada justifica uma atitude como essa, a não ser a total falta de discernimento de um governo sem rumo, sem projetos, sem planejamentos e principalmente sem escrúpulos.

PESSOAS DE BEM não negociam com bandidos ou facções. Isso é crime passível de penalidades, todos sabem. Da mesma forma, o Estado que negocia com facções criminosas se iguala aos celerados, o que é pior: de modo covarde e sujeito à submissão. Na prática, isso significa a renúncia tácita do próprio poder constituído e a ascensão do poder paralelo.

O Estado tem que se impor, de forma enérgica e urgente, com logística eficaz de combate e com ações de inteligências integradas, ao rigor da lei, diante de facções criminosas, sanguinárias, de altíssima periculosidade, como as que ora dominam Alcaçuz. Essa é a resposta que toda população norte-rio-grandense esperava do governador da (in)segurança, Robinson Faria; e, não, o mero loteamento territorial do presídio – delimitado por containers ou muros, como querem – e o governo faz – as facções.

Tais medidas paliativas não irão resolver os problemas, muito ao contrario, irão potencializar as forças das facções, cujas ações criminosas certamente serão transponíveis aos muros dos presídios, com impacto, ainda mais violento, no cotidiano da sociedade potiguar – que, na realidade, já convive com a gestação de uma verdadeira guerra civil.

Seria mais honesto e honroso, para o governador Robinson Faria, diante da evidente incapacidade de gerenciamento e fracasso de seu governo, “pedir ajuda aos universitários” ou pedir para sair. Ainda assim, deixará sua marca indelével de má gestão pública no RN.

Por sua vez, sem omissão, é prudente que os demais poderes constituídos tomem as medidas legais cabíveis que lhes competem, na tentativa de reverterem o caos administrativo ora instalado no Rio Grande do Norte.

Pobre RN Sem Sorte!

SECOS & MOLHADOS

Reposição – O governo Rosalba Ciarlini começa a admitir os cargos comissionados de segundo escalão que irão compor sua equipe de governo. Isso já era esperado e é necessário. Até agora, já nomeou 75 servidores comissionados. Ainda está dentro do limite de corte “em até 50%”, anunciado pela prefeita como medida de redução de custos. Compreensível e aceitável.

Fragilidade – O Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Gilberto Jales, aponta que 70% do Plano Plurianual do Estado não foram executados. Faz críticas à falta de planejamento de todo o Estado do RN, diz que há fragilidades dos instrumentos de planejamento e que a votação do orçamento é algo que sempre ocorre de forma relativamente rápida.

Falência – A penitenciária de Alcaçuz está sob o controle dos presos desde março de 2015, quando os detentos arrancaram as portas das celas e passaram a circular livremente dentro dos pavilhões. Na oportunidade, foi decretado o estado de emergência do sistema prisional do Estado. Mesmo com o caos instalado, o governo Robinson Faria não abriu nenhuma vaga para presos no Estado. Recebeu 7,3 milhões do governo federal para recuperação de Alcaçuz – dinheiro jogado no ralo, com a destruição da rebelião de outubro de 2016. Atualmente, o presídio conta, apenas, com sete agentes de segurança para cerca de 1.140 presos. É o símbolo da falência do sistema prisional do RN.

Atraso – O ministro Gilmar Mendes, que preside o TSE, já havia informado que pretendia usar a delação da Odebrecht no julgamento das contas da chapa Dilma-Temer – que venceu as eleições de 2014. Com a morte do ministro do STF, Teori Zavascki, a inclusão desse material fica adiada. Devem atrasar os julgamentos dos processos contra Lula, que estão com juiz Sérgio Moro – que pretende também acrescentar as acusações da delação. O efeito cascata vai atrasar quase tudo da operação Lava jato.

Imaginário – A morte do ministro do STF, Teori Zavascki, é cercada de coincidências e algumas suspeitas, embora esteja praticamente descartada a ideia de atentado ou sabotagem. Casos como Celso Daniel, Toninho do PT e Eduardo Campos têm circunstâncias misteriosas que continuam no imaginário da população brasileira. Mas, é bom anotar: esse pessoal investigado não tem nada de amador.

Trump: economia é chave da questão (Foto: web)

Incerteza – Em relação ao Brasil, o governo Trump ainda é dominado por incertezas. Sob a ótica da política protecionista, há riscos claros para o Brasil, mas há o alento de que o País não consta na lista de desafetos do presidente americano. Por outro lado, Trump mostra-se propenso a negociar acordos bilaterais justos, que tragam empregos e indústrias de volta aos EUA. Isso poderá abrir possibilidades para o Brasil. Porém, se houver tendência de viés de alta dos juros nos EUA, isso afetará toda a política de atração de investimentos para o Brasil. Os EUA são o nosso segundo maior parceiro, atrás da China, com comercio bilateral de US$ 46 bilhões, em 2016.

Homicídios – Nos primeiros 21 dias, deste ano de 2017, foram contabilizados 14 homicídios em Mossoró. Caminhamos a passos largos para bater o recorde do ano passado. É o reflexo do abandono da Segurança Pública do Estado do RN. Sem repressão ostensiva e sem funcionamento dos equipamentos de segurança, “os mano” estão à vontade e com espaço para aturem, sem serem incomodados. O cidadão, entregue à própria, que se cuide. Que Deus nos proteja!

Veja AQUI a coluna anterior.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

MP recomenda ‘uso da força’ para Estado reassumir presídios

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) expediu recomendação ao governador do Estado – Robinson Faria (PSD) – para que “sejam tomadas todas as providências efetivas para retomar o controle das unidades prisionais do Estado do Rio Grande do Norte, adotando as medidas necessárias, inclusive mediante o uso de força policial que se faça necessária, na forma da lei”.

O caso mais delicado é do Presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta, que hoje completa uma semana sem o controle do Governo do Estado, que não consegue pacificar, colocar ordem e sequer saber quantos presidiários estão no local, quantos foram mortos etc.

"Preso", armado, no alto de Alcaçuz, mostrou quem manda no presídio (Foto: Tribuna do Norte)

O documento assinado pelo procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis Lima, e mais sete promotores de Justiça determina “aos integrantes das forças de segurança estaduais que apreendam e entreguem à Polícia Civil, comunicando ao Ministério Público, armamentos, aparelhos celulares, substâncias explosivas, drogas e qualquer outro bem ilícito que esteja em posse dos detentos dentro dos estabelecimentos prisionais”.

Outra medida é a “retirada das vítimas de homicídio do Complexo de Alcaçuz, encaminhe ao ITEP e divulgue suas respectivas identificações”.

Além disso, “que solicite todo o apoio possível e em número necessário de forças federais, inclusive das Forças Armadas, de grupos especiais do DEPEN e da Força Nacional, para fazer cessar as rebeliões”.

Dentro deste ponto também “estabelecer protocolos e procedimentos de segurança, revistas e atuação, com treinamento operacional de pessoal; utilizar equipamentos eletrônicos de rastreamento de aparelhos de celular existentes nas unidades prisionais, como equipamentos de varredura; a realização de diagnóstico operacional para a reestruturação do sistema prisional do Estado do Rio Grande do Norte; e que determine aos agentes penitenciários do Rio Grande do Norte que se abstenham de confiar acesso diferenciado a locais e a informações, em unidades penitenciárias, a presos tidos como “de confiança”, reservando o trabalho dos internos a tarefas que não gerem risco ao sistema”.

O não acatamento desta recomendação resultará na adoção de medidas legais necessárias a fim de assegurar a sua implementação.

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“Foi encontrada vala com vários corpos no presídio de Alcaçuz”

Castanhêde: corpos carbonizados (Foto: Web)

“Foi encontrada uma vala com vários corpos no presídio de Alcaçuz”, diz a jornalista Eliane Cantanhêde.

Participando de programa da Globo News agora à noite, ela disse que essa “é uma informação que chegou a Brasília.”

São vários corpos carbonizados e enterrados no Presídio de Alcaçuz (Nísia Floresta).

“Não dá para saber sequer o número de corpos que existe ali”, acrescentou a jornalista.

Mas ponderou que aguarda maiores detalhes para confirmação da notícia.

Veja detalhes clicando AQUI.

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Deputado propõe “erradicação” do Presídio de Alcaçuz

Para o deputado federal Rogério Marinho (PSDB), esta é a oportunidade que o Governo potiguar tem para erradicar o presídio que considera um “equívoco histórico”.  Em sua ótica, “a erradicação do Presídio de Alcaçuz (em Nísia Floresta) pode ser a chance de um recomeço”.

Afirma, que “é preciso construir um presídio de segurança máxima em uma área do Estado longe de centros urbanos. A crise atual permite corrigir este equívoco histórico que foi a construção de um presídio em cima de dunas. É desastroso e as fugas de presos são previsíveis. Segurança nula”.

Para Rogério Marinho, a retirada do presídio de Alcaçuz da região onde foi construído ainda traria benefícios econômicos para o Rio Grande do Norte, já que a penitenciária está localizada em uma área com forte apelo turístico. “Seria uma ajuda à economia, ao turismo, e dificultaria a atuação do crime organizado”, finalizou.

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Estado ocupa Presídio de Alcaçuz, mas tensão permanece

Policiais militares do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) do Rio Grande do Norte entraram mais uma vez na Penitenciária de Alcaçuz. A intervenção começou às 17h13 (18h13 no horário de Brasília) desta quinta-feira (19).

Presos tiveram choques hoje e provocaram incêndios no Presídio de Alcaçuz (Foto: Elias Medeiros)

A PM retirou alguns feridos de dentro da unidade e, em seguida, saiu novamente da área dos pavilhões.

Homens do Bope, Choque e do GOE vão passar a noite na área administrativa da Penitenciária. Pelo menos três presos saíram da unidade em ambulâncias. Há mortos, mas não foi adiantado o número.

Na manhã desta sexta (20) será definido como vai acontecer a operação de retomada do controle da unidade.

Força Nacional

O objetivo da operação é separar as duas facções, anunciou mais cedo o governador Robinson Faria. Em entrevista à GloboNews, ele afirmou que pretende construir “uma parede física para separar o PCC do Sindicato do RN” (veja AQUI).

No final da tarde desta quinta-feira, policiais da Força Nacional prenderam um jovem de 18 anos no momento em que ele tentava arremessar dezenas de munições de pistola para dentro do presídio de Alcaçuz. O suspeito disse que é membro de uma das facções criminosas, mas não confessou que era responsável pelas munições.

Por volta das 16h30 presos atearam fogo no pavilhão 3. De longe era possível ver a fumaça preta que saía do pavilhão.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Robinson diz que PM fará “paredão humano” em Alcaçuz

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), anunciou na tarde desta quinta-feira (19) que policiais militares entrarão na Penitenciária de Alcaçuz para separar as duas facções que se enfrentam no local. Segundo ele, os policiais formarão um “paredão humano”.

A intenção, diz o governador, é “permitir a construção de uma parede física para separar o PCC do Sindicato do RN”. Os policiais farão uma “corrente humana”, disse.

Ele falou ao Globo News.

Veja abaixo trechos da entrevista:

Evitar matança
“A curto prazo agora é evitar uma nova briga, uma nova matança entre eles. Por isso nós vamos entrar daqui a pouquinho, a operação vai começar já já. Em um segundo momento vamos transferir os presos das facções para presídios separadamente.”

Robinson Faria afirma que não negocia com bandidos e admite grande dificuldade (Foto: Web)

Desafio
“O Sindicato desafiou o governo, assim coimo o PCC também me desafiou, a minha integridade, se eu tirasse presos da Alcaçuz”.

Negociação?
“Não houve negociação. Até porque ontem eu estava em Brasília, cheguei aqui ontem no final da tarde. Tanto é que o PCC me ameaçou, disse que ia tocar fogo em Natal. A mesma coisa o sindicato. Ou seja, se tivesse tido negociação Natal não estava sendo agora incendiada.”

‘Evitar Carandiru 2’
“Naquela ocasião era noite. Eles estavam armados, nós escutamos vários tiros. Se eu ordenasse que a polícia entrasse em Alcaçuz, podia ser um Carandiru 2 […] A polícia ia entrar, encontrar presos armados, violentos, e iria ter uma matança muito grande, tanto de policiais quanto de apenados. Eu não posso autorizar a polícia a entrar se ela não se sentir segura para entrar.”

‘Guerra acabará já já’
“Essa guerra que está sendo agora, que vamos acabar já já, é de armas de pedaço de ferro, de pedaço de cano, do que foi destruído. Não foi negligência, não houve negociação, e não vai haver negociação porque o governador não autoriza negociação com quem quer que seja, nem com PCC, nem com Sindicato do RN.“

Destruíram o presídio
“A polícia entrou, recolheu o que pode recolher, recolheu armas, agora, eles destruíram o presídio. Terá que ser feita toda uma nova reconstrução.”

Por que a polícia não impediu rebelião?
“Nós entramos duas vezes, eu só proibi entrar no sábado à noite porque seria um Carandiru 2. Mas agora não há mais cela. Nós vamos entrar para evitar uma mortandade, essa vingança do sindicato do RN contra o PCC.”

Há risco?
“É claro que existe risco, mas é dentro da lei. A lei faculta o direito de a PM intervir em caso de extremos.”

Ordem: retomar o presídio
“A ordem é retomar a ordem do presídio, fazer uma corrente humana dentro, de policiais, separando eles, para acabar com essa folga de ficarem perambulando, e amanhã se inicia a construção de um paredão, de placas de concreto, para separar até você ter toda a remoção, no estado inteiro, de quem é PCC e quem é sindicato do crime.”

Polícia demorou?
O governador admitiu que achou que a entrada da PM levou muito tempo, mas afirmou que a polícia informou que estava se preparando, e que não poderia ordenar a entrada dos policiais sem que eles estivessem preparados. O governador afirmou que os policias vão permanecer dentro de Alcaçuz para evitar novos confrontos.

Sem negociação
“Não vou negociar. Vamos enfrentar. Não vou fazer nada fora da lei, mas vamos enfrentar, como enfrentamos agora e em todas as rebeliões que já aconteceram.”

Presos desafiam o estado
“É muito difícil, mas temos que ter coragem e enfrentar. Já pedi ao presidente Temer que envie as Forças Armadas para proteger as ruas, a população (…). Eles estão [as facções] desafiando o estado. Cada vez estão mais aparelhados, e fica mais difícil, e o estado vai ficando menor.”

Bloqueadores de celular estão desligados?
Sim. “Desde sábado que eles [presos] conseguiram ter acesso ao setor de operações da empresa que instalou o bloqueador de celular, uma máquina blindada, mas isso será corrigido. Eles estão tão aparelhados que conseguiram ter acesso à central onde ficava o bloqueador.”

Criminosos querem intimidar
“Eles querem intimidar [com os ataques pela cidade], fazer medo ao governo, para ver se o governo recua e negocia.”

Intenção: desativar ou reconstruir Alcaçuz
“Esse presídio foi feito já há mais de 20 anos. Foi um equívoco a escolha do local, uma área de duna, arenosa. Temos que depois discutir com o departamento do engenharia, desocupar Alcaçuz, fazer uma realocação, ou interditar de vez ou fazer uma reconstrução para tornar o presídio altamente blindado, seguro.”

Esquecer ou intervir?
“Você acha melhor a gente esquecer Alcaçuz, deixar todo mundo se matar lá dentro, ou tentar intervir para evitar uma nova tragédia?”

Sistema prisional brasileiro faliu
“Temos que mostrar a verdade como ela é mesmo. O Brasil faliu o sistema prisional. (…) Agora que o presidente Temer resolveu fazer essa parceria com os governos estaduais.”

Veja AQUI mais detalhes e vídeo da entrevista.

Nota do Blog – Separa e as facções rivalizantes continuarão armadas; com celulares, com alimentos e água à disposição, que chegam a eles (sabes lá como) desde sempre.

É realmente uma situação muito difícil, reconheçamos.

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Itep entrega alguns corpos incompletos a familiares

O Instituto Técnico e Científico de Polícia (ITEP), em Natal, chega a liberar corpo sem cabeça ou outras partes, da chacina do Presídio de Alcaçuz.

Se aparecer depois, completa.

Até agora, pelo menos 16 dos 26 presidiários mortos foram identificados e tiveram seus corpos entregues a familiares.

Barbárie sem fim em Estado sem comando.

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Ex-governador fala para Robinson Faria assumir comando

O ex-governador Geraldo Melo (PMDB) pronuncia-se em seu endereço, no Facebook (rede social na Internet), em relação à crise no sistema prisional do Rio Grande do Norte.

Manifestou hoje, especial preocupação com a notícia na imprensa local e nacional, de que o governador fez acordo com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), para tentar pacificar o Presídio de Alcaçuz – em Nísia Floresta (veja AQUI).

Postagem de Geraldo Melo aconteceu após farta divulgação na imprensa local e nacional do 'acordo' com PCC (Foto: reprodução)

Para Geraldo Melo, Robinson Faria precisa agir ou reagir com rigor a essa situação, pois sinaliza claramente que perdeu comando da situação e divide decisões com a marginália.

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Governo negocia paz em presídio em acordo com PCC

Do jornal O Globo

Capa de O Globo de hoje mostra foto impactante e manchete comprometedora (Foto: reprodução)

O governo do Rio Grande do Norte decidiu negociar com o PCC para tentar retomar — ainda esta semana — o controle da penitenciária estadual de Alcaçuz, na Grande Natal. O presídio, o maior do estado, foi palco da matança de pelo menos 26 detentos no fim de semana.

Segundo informações obtidas pelo Globo, uma delegada da Polícia Civil e um oficial da Polícia Militar foram designados para conversar com criminosos. O objetivo da negociação é evitar novo confronto com o Sindicato do RN, bando local rival da facção paulista.

Os policiais negociadores receberam a missão de descobrir as exigências dos presos e identificar quais delas poderiam ser atendidas. Uma das reivindicações foi atendida nesta quarta-feira: um grupo de 220 detentos, ligados à facção local, foi transferido do presídio de Alcaçuz, na Região Metropolitana de Natal, para a Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP).

“Conversar”

De acordo com a assessoria de imprensa do governo, o estado designou duas pessoas como representantes, mas não para negociar e, sim, para “conversar e manter um contato” com os detentos porque, segundo a assessoria, é preciso existir comunicação.

“É o que a polícia chama de verbalização”. A assessoria não comentou sobre o atendimento às exigências dos presos.

O secretário da Justiça do Estado, Wallber Virgolino, reconheceu que alguns estados “fazem um acordo tácito com os presos” para “não bagunçar, não matar ninguém, não fazer rebelião” e afirmou que, no Rio Grande do Norte, criminosos não tem regalias. “O estado recua, fica com medo do preso, e começa a aceitar de forma involuntária tudo do preso”.

Veja matéria completa AQUI.

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Governador fala sobre ataque e diz não negociar com facções

O governador Robinson Faria (PSD) gravou um vídeo com 58 segundos de duração, atestando que o Governo do Estado “não negocis” com facções criminosas e tem agido para aplacar a força do crime.

Distribuiu o vídeo à imprensa e em redes sociais no final da noite dessa quarta-feira (18).

Também garante que em face desse vigor no tratamento do caso, a bandidagem passa a promover ações de terror, para intimidar o poder público e apavorar os potiguares.

– Vamos nos unir e vamos vencer mais esse desafio – convocou.

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Carros oficiais caracterizados podem atrair ataques

Carro oficial foi queimado nessa quarta-feira (Foto: redes sociais)

Veículos adesivados da Justiça e do Ministério Público passam a circular sem caracterização.

Prevenção contra ataques criminosos, como aconteceu hoje à tarde (veja AQUI) em relação a um veículo oficial do Governo do Estado.

Bandidos realmente tocam terror.

Está “tudo sob controle”.

Deles, lógico.

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Crime organizado promove ataques e toca terror em Natal

Três ônibus e um carro oficial (do Governo do Estado) foram incendiados nesta tarde em Natal. Um terminal de ônibus na Zona Norte também foi atingido. Por enquanto.

Os atos de terrorismo são claramente comandados por facções criminosas que já tocaram terror na Grande Natal e vários municípios do RN no ano passado. Resolveram assumir o “controle” da situação.

Ônibus, carro oficial e terminal são alguns pontos de ataque; povo está em pânico e sem transporte (Fotomontagem)

Maior parte da frota de ônibus urbanos já foi recolhida, sob temor de novos ataques.

Paralelamente, o Governo do Estado começou transferência de dezenas de presos do Presídio de Alcaçuz para outras unidades prisionais. Cinco chefes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) deverão ir para um dos quatro presídios federais fora do RN.

Diante de Alcaçuz, familiares de  presidiários, revoltados com a transferência, promovem manifestação ateando fogo em tralhas que colocam no local.

Em breve, é provável que isso vire uma metástase, pipocando ataques a veículos e prédios públicos, contra as forças policiais e cidadãos comuns, também no interior.

Ano passado, os atentados se espalharam pelo RN (veja AQUI), da capital ao interior.

Aguardemos.

Mas dizem que está “tudo sob controle”.

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