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O que sobrou dos Alves após as eleições de 2 de outubro de 2022

O clã Alves foi praticamente destroçado nas urnas de domingo (2). Sobrou a eleição a vice-governador do deputado federal Walter Alves (MDB), puxado pela governadora reeleita Fátima Bezerra (PT).

Garibaldi, Carlos e Henrique já formaram sistema monolítico no passado remoto (Foto: jornal Agora/arquivo)
Garibaldi, Carlos e Henrique tiveram nova reprovação nas urnas (Foto: jornal Agora/arquivo)

Rachados, divididos, carregados de mágoas, os primos-irmãos Garibaldi Filho (MDB) e Henrique Alves foram para a primeira campanha distantes um do outro, candidatos pela primeira vez na mesma faixa de concorrência.

Ambos perderam.

Garibaldi conseguiu votação expressiva para a Câmara dos Deputados, com 92.753 votos (4,96%), sendo o quinto mais votado. Porém, sua nominata não o impulsionou à vitória. Em 2018 enfrentou o insucesso da reeleição ao Senado.

Situação de Henrique Alves foi mais penosa. Depois de 11 mandatos federais, tentava retornar a Brasília, mas naufragou com uma campanha famélica que resultou em apenas 11.630 votos (0,62%). Foi o terceiro em seu novo partido, que não elegeu ninguém a deputado federal ou estadual. Antes, fora derrotado ao Governo do RN em 2014.

Favorito ao Senado, puxado pela governadora Fátima e o PT, o ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) tombou nas urnas para Rogério Marinho (PL). Foi o segundo colocado na disputa de uma única vaga (veja AQUI). Em 2018, tentara sem êxito chegar ao Governo do RN.

Carlos teve 565.235  votos (33,40%), enquanto o vitorioso chegou a 708.351 votos (41,85%). Maioria de 143.111 (8,45%) para Marinho.

É um adeus dos Alves na política, história começada no fim dos anos 40 por Aluízio Alves? Provavelmente, não. Porém, é mais um sinal claro de fim de ciclo.

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A “mana” que causou o primeiro racha dos Alves

Ana e Henrique: embate e reconciliação (Foto: Web)
Ana e Henrique: embate e reconciliação (Foto: Web)

O abalo nas relações política do sistema Alves, que ganha dimensão ainda difícil de ser medida com segurança, não é algo novo. Nem deve-se atribuir ao ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) o “pioneirismo” nesse comportamento arredio.

Filha do ex-governador Aluízio Alves e Ivone Lira Alves, Ana Catarina Alves, irmã do ex-deputado federal Henrique Alves (MDB), causou racha familiar e político ainda nos anos 80 do século passado.

Eleita vereadora em Natal pelo PTR em 1988, ela acabou atraída para o PFL dos adversários figadais de seu clã, os Maias.

Em 1992, Ana bateu de frente na disputa da Prefeitura do Natal com o irmão Henrique, que foi para o segundo turno, mas acabou derrotado pelo engenheiro sanitarista Aldo Tinoco Filho (PSB)..

A reconciliação política e familiar só aconteceu alguns anos depois, em 1997, com a “mana” de Henrique filiando-se ao PMDB (hoje, MDB). Em 1998 foi reeleita à Câmara Federal no PMDB. Até então, ela estava no mandato da legislatura anterior, em face da morte do titular Carlos Alberto de Sousa.

Leia também: Os três pedaços Alves.

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