Há. Não por falta de crimes nem por falta de provas desses crimes. Esses existem e são abundantes. O risco é outro.O risco reside no equívoco original de formação da Comissão. Foi escolhido o pior relator, dentre todos os membros. Numa Comissão que tem Alexandre Vieira, SimoneTebet, Randolfe Rodrigues, por que danado o Presidente escolheu Renan Calheiros?
O senador alagoano é péssimo inquiridor, levanta pro interrogado cortar, repetitivo e chato, faz mais discurso do que perguntas. Não é papel do relator escancarar e antecipar opiniões que estarão no relatório. É de uma inabilidade e analfabetismo que põe em risco o resultado final e a credibilidade do relatório. Um bufão, que usa o posto para fazer autopromoção. E nem percebe que se despromove.
Além da incompetência para a função, não é dono de uma biografia que se diga, “que linda biografia”!? É? Num é. Esse é meu medo. Um charlatão estragar uma CPI importantíssima, que trata de assunto seríssimo e tem escancarado uma realidade assustadoramente criminosa e genocida.
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A divulgação de “acusações” de delatores “premiados” contra os senadores Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues, Fernando Collor e Aécio Neves vêm corroborar o que afirmamos recentemente em O impeachment, a antipolítica e a judicialização do Estado.
A criminalização da política, na tentativa e na pressa de retirar o PT do Palácio do Planalto por outros meios que não os eleitorais, iria descambar para a condenação, paulatina, geral e irrestrita, da atividade como um todo.
Esse é um processo que parece estar focado, além de, principalmente, no PT, também nos partidos ou candidatos que possam fazer sombra, no campo adversário ao do governo, ao projeto messiânico de um “novo Brasil” que está sendo engendrado à sombra da ambição e do deslumbramento das forças surgidas da “guerra contra a corrupção” e da “Operação Lava-Jato”.
A entrevista da semana passada, com o procurador Deltan Dalagnoll, na primeira página do Correio Braziliense e a capa da retrospectiva de Veja, com a cara fechada do Juiz Sérgio Moro, com o título de “Ele salvou o ano” (a segunda, se não nos enganamos) que – será por mera coincidência? – lembra a capa da mesma revista com o rosto de Fernando Collor, com o título de “O caçador de Marajás”, publicada muito antes de ele anunciar-se candidato a presidente da República – são emblemáticas do que pode vir a ocorrer – do ponto de vista midiático – nos próximos três anos.
Só os cegos, os surdos, ou os ingênuos, não estão entendendo para que lado começa a soprar quase como brisa – o vento – ou melhor, para tocar que tipo de música está começando a se preparar a banda.
O senador Randolfe Rodrigues desistiu de ser candidato do Psol à Presidência da República para se dedicar ao seu Estado, o Amapá, segundo nota do partido divulgada nesta sexta-feira (13). Com isso, a pré-candidata que será apresentada na convenção nacional do partido é a ex-deputada federal gaúcha Luciana Genro.
“Sua desistência estaria vinculada à necessidade de construir uma alternativa política contra o retorno das forças conservadoras no estado do Amapá, unidade da federação pela qual elegeu-se senador”, diz nota do partido.
A convenção do Psol, que deve aprovar o nome da pré-candidata, ocorre nos dias 21 e 22 de junho, em Brasília. Segundo o partido, o nome de Luciana “manterá a campanha no mesmo rumo que vínhamos trilhando e permitirá ao povo brasileiro o direito de escolher uma real alternativa de esquerda e socialista nestas eleições”.
Nota do Blog – Randolfe deu entrevista exclusiva ao Blog (veja AQUI). No Amapá, sua presença política é bem mais consistente do que no plano nacional, com uma candidatura presidencial.
Pré-candidato à Presidência da República, o senador Randolfe Rodrigues, do PSOL-AP, concedeu entrevista exclusiva ao Blog Carlos Santos.
Não obstante sua agenda cheia na atividade como congressista e pré-candidato, parou para atender ao Blog.
Randolph Frederich Rodrigues Alves, mais conhecido como Randolfe Rodrigues, nasceu em Garanhuns-PE, em 6 de novembro de 1972. Mas desde os oito anos de idade que vive no Amapá, onde se formou em História pela Universidade Federal do Amapá e atuou como professor.
Randolfe defende redução drástica no número de ministérios no Governo (Foto: divulgação)
Com formação socialista, foi integrante do PT, mas deixou o petismo insatisfeito com os rumos do partido. Porém pela legenda ele obteve dois mandatos como deputado estadual.
Em 2010, foi o senador mais votado do estado do Amapá com 203.259 votos,tornando-se o mais jovem integrante Senado Federal da atual legislatura.
Em 1° de dezembro de 2013, o PSOL escolheu-o como candidato do partido para a presidência. Derrotou a pré-candidata Luciana Genro, em votação promovida no 4° Congresso Nacional do partido.
Veja abaixo, um rápido pingue-pongue com o senador, sobre temas nacionais pertinentes.
O Brasil vive há décadas sob a batuta de partidos e forças econômicas poderosas, que se acusam, se digladiam e prometem mudanças. Como o Psol pode ser, de fato, mudança a esse modelo plutocrático, oligárquico e reducionista?
Randolfe Rodrigues – A população brasileira, especialmente os jovens, ocupou as ruas em junho do ano passado demonstrando claramente um cansaço com esta forma de fazer política. É um duplo cansaço. De um lado, por que a democracia formal virou sinônimo de negociatas, corrupção e toma-lá-dá-cá entre os grandes partidos. De outro lado, os serviços públicos são precários e a sensação de que pagamos impostos e não somos recompensados é evidente. Quero oferecer ao povo brasileiro a oportunidade de virar esta página de nossa história.
Quero inaugurar uma nova governabilidade, baseada na participação direta do cidadão. No meu governo, pela primeira vez na história recente, figuras como Sarney e tantos representantes da oligarquia estarão na oposição.
Sempre se fala na necessidade de “governabilidade”, na relação perniciosa – histórica – entre Executivo e Congresso Nacional. O Psol, no comando do país, tem como enfrentar velhas práticas com visão tão excludente de alianças e de coabitação com contrários?
RR – A atual governabilidade aprisionou o país aos interesses particulares, seja aquele dos caciques da política, seja de grupos empresariais que financiam candidaturas e, após eleição, recebem os dividendos deste investimento. É possível governar de forma diferente? Não somente é possível, como é uma demanda da sociedade. Governaremos respeitando o parlamento, mas pondo fim ao toma-lá-dá-cá. O parlamento precisa cumprir sua obrigação de fiscalizar o executivo e estar atento aos anseios da sociedade.
O que pode ser feito de forma diferente, no Executivo do país?
RR – No primeiro dia de mandato encaminharei ao Congresso uma proposta de reforma política que, dentre outras providências, acabe com o financiamento empresarial de campanha, garanta participação direta dos cidadãos nas decisões cruciais para o país e torne mais transparente e eficiente o controle da sociedade sobre os recursos públicos. E uma providência imediata será acabar com tantos ministérios (39 no Brasil e 15 na França), fruto desta governabilidade e não de exigências sociais. E iremos reduzir drasticamente o número de cargos comissionados, valorizando os funcionários de carreira.
O Brasil viveu a era dos “tucanos” e nos últimos anos convive com ciclo da “estrela” do PT? Que contribuição os dois deram, de fato, à construção de um Brasil moderno e capaz de reduzir uma de suas principais chagas, as desigualdades sociais?
RR – Não posso afirmar que não melhorou nada em nosso país. Seria equivocado de minha parte, mas anos de governo tucano e petista guardam coerência entre os dois períodos. Os tucanos privatizaram nossas empresas estratégicas e os petistas continuaram privatizando rodovias e portos. Os tucanos quebraram o monopólio da Petrobrás e os petistas continuaram desmantelando a empresa e entregaram o pré-sal pro capital internacional. Os dois blocos mantiveram uma política econômica semelhante, reservando metade do que o povo brasileiro paga de impostos para agradar cinco mil famílias credoras de nossa divida pública e reservaram migalhas para pagar a divida social.
Randolfe (dia 19 de maio deste ano, ao lado do vereador Marcos do Psol (Natal), é entrevistado na redação do Jornal de Hoje (Foto: Jobson Galdino)
Esse modelo pouco acrescentou algo positivo ao país?
RR – A persistência da desigualdade regional é um bom exemplo de como esta política fez pouco pelo país. Temos demandas que estão bloqueadas desde antes da ditadura, como a questão agrária. É preciso oferecer um outro caminho.
Caso os brasileiros estejam satisfeitos com a política e com a economia podem votar em um dos 3 candidatos representantes do que está aí. Se quiserem mudar de rumo, ofereço o meu nome.
O pré-candidato à Presidência da República, Randolfe Rodrigues (PSOL) estará a Natal, no próximo dia 19 de maio (segunda-feira). Participará de seminário na Assembleia Legislativa, às 19h.
O seminário é para elaboração do seu plano de governo.
Randolfe foi escolhido ano passado (Foto: Senado)
O evento na capital potiguar faz parte de uma série que o senador está participando para debater temas centrais para a construção do programa a ser apresentado para a população brasileira, na eleição presidencial deste ano.
Os temas abordados, que terão a presença de militantes do partido e de outras organizações sociais, além de acadêmicos, são: política econômica e modelo de desenvolvimento; meio ambiente; mobilidade urbana; saúde e saneamento; educação e cultura; reforma agrária e política agrícola; segurança pública; direitos humanos e política de gênero; democracia, participação popular e democratização da comunicação; trabalho e emprego; e direito à cidade e às políticas urbanas (habitação, saneamento, reforma urbana, etc).
O seminário de Natal terá como tema “Reforma agrária e política agrícola”.
As cidades que inicialmente serão sedes dos debates do PSOL são Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Salvador, Recife, Belém, Macapá, Natal e São Luís.
Com informações do Psol/Natal.
Nota do Blog – O senador Randolfe Rodrigues (AP) foi escolhido para concorrer como candidato do PSOL a presidente da República em 2014, concorrendo à indicação contra a ex-deputada do Rio Grande do Sul, Luciana Genro.
O nome do senador foi escolhido durante o 4º Congresso Nacional do PSOL, em Luziânia (GO), dia 1º de dezembro do ano passado.