Passado o Carnaval, a maior festa popular brasileira, diz o ditado “que o ano começa”. Nessa linha de pensamento, muita coisa tende a acontecer após esse período, principalmente, a retomada das ações governamentais que, geralmente, ficam em letargia até o período carnavalesco, sobretudo, em ano pós-eleitoral.
Para os que foram eleitos em 2016, dois meses de mandato já foram consumidos. A maioria usou o período pré-carnaval para enfatizar o momento de crise e passar, por vezes, desapercebido no meio do caos político que vive o Brasil.
Mas, o Carnaval passou e o povo já não tem mais a expectativa de uma grande festa para esquecer os problemas do cotidiano. Agora é hora dos gestores públicos colocarem suas equipes para pensar, bem como, aproveitar o batalhão de comissionados e servidores para trabalhar dentro de um planejamento que gere resultados concretos à sociedade.
Não cabe a partir de agora o discurso do “retrovisor”, ou seja, quem está dirigindo a máquina administrativa no momento foi eleito no pleito passado. Dessa forma, ao assumirem os respectivos mandatos, também, assumiram o passivo das gestões passadas e as resoluções dos problemas passaram a ser deles.
No Brasil, se tornou comum o gestor que assume o executivo debitar as dívidas herdadas ao seu antecessor e, simplesmente, fazer de conta que o passado não faz parte do presente. Nessa batida, inicia a gestão tentando pagar “em dia” os salários dos servidores e tentando arrumações que deem maior visibilidade.
Porém, esquece, o astuto gestor, que a prefeitura é impessoal e os problemas herdados passam a ser da nova gestão.
Claro que isso não é uma regra geral. Têm gestores que encaram os problemas e imprimem um ritmo administrativo que, às vezes, o caos do passado é engolido pelas ações proativas posta em marcha na nova gestão. Esses são os verdadeiros executivos, pessoas que pensam o público com visão estratégica e forte convicção no cuidado da coisa pública.
Os bons gestores não fazem pirotecnia de suas façanhas. Geralmente, mostram o que fazem de forma natural e deixam o povo decidir se foram ações corretas e de resultado para a coletividade.
Hoje com a velocidade da informação, que é mais ágil que rastilho de pólvora no mundo das redes sociais, a fama ou a desgraça de um gestor público toma rumos inacreditáveis se comparado ao passado recente.
Com tudo o que estamos passando, está chegando a hora do “político gestor” assumir o papel no lugar do “político” nesse novo mundo que vivemos. Os problemas são recorrentes, assim como muitos gestores, que infelizmente reassumem mandatos que já nascem fadados à mesmice.
A sociedade quer ação efetiva que se reverta em melhoria palpável nos serviços públicos que são acessados pela grande massa de gente. Nesse compasso é que os novos gestores precisam ter consciência que antes de serem políticos precisam ser “políticos gestores”.
O que posso dizer, aos que usaram parte de seu precioso tempo para ler esse artigo, é que não têm segredo em gerir quando se tem propósito e, sobretudo, convicção que sua contribuição é mais um tijolo na estrutura do processo construtivo de uma máquina publica eternamente em construção.
Gutemberg Dias é dirigente da Redepetro e ex-candidato a prefeito de Mossoró
Na terça-feira (1º de novembro), o editor deste Blog esteve no programa “Cidade em Debate” da Rádio Difusora de Mossoró, apresentado pelo radialista Carlos Cavalcante. Lá se vai uma semana.
Sabatinado por ele ao vivo e, por ouvintes, via telefone, foi questionado sobre a possibilidade da prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP) utilizar após a posse em 1º de janeiro de 2017, o velho discurso do “retrovisor”. Seria uma forma de justificar previsíveis dificuldades e eventual incapacidade de superar certos problemas.
Em resumo, ponderei que o uso do retrovisor, ou seja, se reportar ao antecessor (ou antecessores) para se situar diante das intempéries de uma nova gestão, não poderia ser descartado. Não há como pura e simplesmente se seccionar o tempo, separando passado de presente.
Rosalba fez promessa implícita que não se realizou no Governo do Estado (Foto: reprodução)
Certamente, Rosalba vai recorrer a esse expediente e deve fazê-lo, para cientificar o contribuinte quanto ao que recebeu como legado. É ponto de partida e marco zero à sua própria administração. Não significará, necessariamente, que esteja antecipando uma “desculpa” a qualquer fracasso.
Ela será cobrada “Pra fazer acontecer” (slogan de sua campanha ao Governo do Estado em 2010). “Ela faz Mossoró dar certo” (slogan da campanha deste ano), conforme o prometido nas ruas e na propaganda em rádio, TV, Internet etc. Garantiu que devolveria aos mossoroenses uma Mossoró mais bem-cuidada, sem admitir para o eleitor uma realidade mais nua e crua.
Rosalba – como os demais candidatos – teve o cuidado de poupar o cidadão de debates mais sérios, principalmente em face de uma crise ímpar da economia e gestão pública no município. Criou uma expectativa que precisará honrar.
Outros paradigmas
A propósito, bom sublinharmos: ela, a crise, não pode ser creditada tão-somente ao atual prefeito Francisco José Júnior (PSD). É uma crise de gestão, de conjuntura e de erros continuados, gestão após gestão.
Rosalba não terá a Prefeitura do passado, principalmente a partir da sua segunda administração (1997-2000), quando navegou com ventos favoráveis e até então únicos na história das gestões mossoroenses, por diversos fatores. Vivenciou o boom dos royalties do petróleo, a estabilidade da moeda, o controle inflacionário, o instituto da reeleição e forte injeção da União em programas sociais com verbas amarradas.
O desafio, olhando para trás, exigirá de Rosalba o estabelecimento de outros paradigmas e outras fórmulas, pois se repetir o remédio adotado como prefeita, fracassará. Se lançar mão do “kit” utilizado em sua passagem sofrível pelo Governo do Estado, capitulará. Não poderá fazer tão-somente um governo com compadres, comadres e xeleléus.
Este Blog antecipava antes mesmo dela virar governadora: “Natal não é Mossoró e o Governo do Estado não é a Prefeitura de Mossoró“. Dias, semanas, meses e anos foram tornando esse mantra numa realidade cruel para a governadora.
A Rosalba eleita em outubro foi a Rosalba que vendeu o suposto “nirvana” dos governos municipais empreendidos em três ocasiões, mesmo sabendo que os tempos são outros. Esquivou-se na própria campanha de aprofundar qualquer debate sobre a Rosalba Governadora, no que agiu muito bem do ponto de vista do marketing.
Prefeita pela quarta vez, ela será avaliada cotidianamente. De forma simbológica, nos 100 primeiros dias. Por sua vontade, espera ser cobrada talvez só a partir do segundo ano de gestão.
Alá e intifada
Mas as soluções para dramas diversos da administração que urgem e rugem, exigem urgência urgentíssima. O prefeito “Francisco” foi um ótimo sparring (lutador com que profissionais do boxe e outros esportes treinam) na campanha e seu principal ‘cabo eleitoral’. Mas ela não poderá carregá-lo na bolsa para sempre, salvando-se dos próprios pecados.
Francisco José Júnior, o “Francisco”, é a Rosalba de 2014, que não teve condições de sequer ser candidata à reeleição e hoje deve agradecer ao senador José Agripino (DEM) e ao seu então partido, o DEM, por vetá-la. Passaria vexame.
Um vexame que a falta de bom senso não impediu o prefeito de vivenciar este ano. Faltou-lhe um Agripino, talvez. Ele tinha Amélia Ciarlini, sua “mulher-bomba”, promovendo patética “intifada” (rebelião popular de origem palestina em oposição ao Governo de Israel) contra o próprio marido, na ânsia de reelegê-lo.
Nem “Alá” (‘O Deus’, em árabe) poderia salvá-lo, ou a mistura de católicos com evangélicos que tentou promover.
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A 10 dias da sua quarta eleição municipal como candidata a prefeito, a ex-prefeita (três vezes), ex-senadora (uma vez) e ex-governadora (uma vez) Rosalba Ciarlini (PP) enfrenta dificuldades comuns à sua trajetória vitoriosa, mas com peculiaridades próprias de um novo embate. É favorita ao pleito, mas não pode ser tratada por imbatível.
Também não lhe cabe o epíteto de “prefeita em férias”, como muitos trombeteiam apaixonadamente há tempos.
O desafio de Rosalba Ciarlini – Coligação Força do Povo – é retomar a Prefeitura de Mossoró, onde arranchou por três mandatos, além de outros dois em que apoiou Fafá Rosado (PMDB). Some-se, ainda, a curta duração com Cláudia Regina (DEM), eleita em 2012 com seu maciço empenho.
Rosalba trabalha com carisma, populismo e o tempo a seu favor para evitar a "onda" Tião (Foto: Carlos Costa)
Seu retorno não é uma “convocação”, como a retórica de sua campanha prega à massa-gente. Na verdade, é uma tentativa de recomeço e de retomada de fôlego político-eleitoral, após desapontamentos recentes na política local e estadual.
Ela nega; sua assessoria, idem. Todos em seu entorno mais próximo garantem que a Prefeitura não é um trampolim para a volta à cena estadual, como candidata ao Senado com o pleito de 2018. O mandato na municipalidade é para ser completado na íntegra, caso seja mesmo eleita. Assim é repetido e repetido.
Estratégia
Desde o começo da campanha e mesmo antes da largada oficial da contenda pelo voto, Rosalba priorizou uma estratégia que agora em sua reta final é redimensionada e ajustada para outra realidade. O que é comum, normalíssimo em termos de marketing eleitoral.
Primeiramente, ela forjou um embate comparativo de sua passagem pela Prefeitura com a administração do prefeito Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, transformando-o numa espécie de sparring (termo inglês que define um treino com pessoa para esse fim no boxe).
Paralelamente, procurou evitar um mergulho em sua passagem pelo Governo do Estado, de onde as recordações não lhe ajudariam em nada na corrida ao Palácio da Resistência, sede do governo municipal.
Rosalba Ciarlini tem um bom acervo de realizações, em especial na Saúde e infra-estrutura de Mossoró nos governos 1989-1992, 1997-2000 e 2001-2004. “Reconstruir” Mossoró é a senha para vender a ideia de pessoa preparada para voltar a governar sua cidade.
Ela começou a campanha com quase todos os ventos a favor. A começar pelo tempo reduzido (45 dias em vez dos anteriores 90 dias) de campanha, em face da nova legislação eleitoral. Tinha pesquisas para consumo interno que a apontavam com vantagem confortável.
“Acordão”
Precisaria apenas fazer um trabalho de manutenção para enxerto suplementar no seu acervo de intenções de votos até às urnas. Simples, teoricamente.
A dificuldade começou antes mesmo de sua convenção municipal no dia 5 de agosto. Firmou uma aliança com adversários históricos, ao longo de quase 30 anos. Costura até hoje com seus eleitores a convivência com o grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB). Os adversários tratam o entendimento com um pejorativo: “acordão”.
Sandra (esquerda), Lahyrinho, Rosalba e Larissa: acordo, acordão (Foto: arquivo)
Na ponta do lápis, as pesquisas qualitativas que seu marketing faz têm apontado que há prejuízo nessa composição que é justificada como algo “pelo bem de Mossoró”. Mas foi levada a termo como um “mal menor” para a candidatura rosalbista.
Pior seria, se o grupo até então adversário fosse para um palanque oposto. Rosalba acomoda Sandra, o vereador (que não concorre à reeleição) Lahyrinho Rosado (PSB) e a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) com compromissos claros e normais. Entre eles, ocupação de espaços no futuro governo, como uma secretaria para Lahyrinho. Vídeo que vazou na Web recentemente confirma essa informação.
Com um “cabo-eleitoral” como Francisco José Júnior e sua administração maciçamente reprovada pelo povo, a campanha de Rosalba não deveria ter maiores problemas. Mas teve e tem: o candidato a prefeito Tião Couto, da Coligação Unidos Por Uma Mossoró Melhor.
Ele está em seu “retrovisor”. Ê… Tião existe!
Na prática, seu sparring (Francisco) nunca foi um adversário à altura, pois por si só foi se autodestruindo. O Governo Robinson Faria (PSD), seu sucessor no Estado, também a ajuda consideravelmente. Não é muito melhor do que o que ela fez.
Perfil de eleitorado
Pesquisas ainda anteriores (veja AQUI) à própria campanha davam sinais de que Rosalba poderia ter Tião Couto como seu real adversário, mesmo que não estivesse à altura do seu cabedal de vitórias e vivência na política paroquial. Foi subestimado.
Há meses o Blog antecipou essa polarização, sem tirar em momento algum o patamar de favoritismo de Rosalba. Fez observações atestando que ele estaria no páreo, tendo o tempo em seu desfavor.
Com a saída de cena, mesmo que ainda não oficialmente confirmada perante a Justiça Eleitoral, da candidatura de Francisco José Júnior, há um solavanco na nau de Rosalba Ciarlini. A migração maciça de candidatos a vereador e partidos é na direção de Tião Couto.
A ex-governadora, ex-senadora e ex-prefeita tem contra si uma “onda” Tião Couto em reta final de campanha, que mobiliza sobretudo e maciçamente o público jovem, criando capilaridade até nos rincões e grotões do eleitorado tradicionalmente rosalbista. Isso é perturbador para ela.
O eleitorado de Rosalba é majoritariamente concentrado nessas áreas, mas envelheceu sem maior renovação. Seu eleitor fiel tem esse perfil, porque a memória coletiva e individual mais recente quase não alcança a juventude de forma favorável à ela.
A Rosalba próxima é a Rosalba governadora, que praticamente não acrescentou nada a Mossoró em seus quatro anos de gestão. A Rosalba prefeita saiu do Palácio da Resistência no final de 2004, há quase 12 anos. Uma criança de 10 anos à época, hoje tem 22 anos.
Frear Tião
O tempo de pouco mais de uma semana, reitere-se, é o que a candidata tem de mais forte para confirmar sua hipotética vitória. Até o dia 2 de outubro, seu trabalho é evitar maiores perdas.
Nesse ínterim, seu discurso é para convencer o maior número possível de pessoas que pode ser a prefeita para esse momento difícil da administração municipal e de uma conjuntura nacional muito desfavorável. Continuará satanizando Francisco, que lhe é útil.
Vai ao ataque ou contra-ataque para frear Tião. Não há meio-termo nesse momento.
Teve de sair da zona de conforto de quase toda a campanha para uma batalha em campo aberto, da qual não poderá fugir. Está exposta.
A “Rosa”, com seu carisma pessoal e populismo, parece infatigável em mais um prélio eleitoral. Que venham as urnas.
Veja AQUI matéria analítica sobre campanha de Francisco José Júnior do PSD;
Veja AQUI matéria analítica sobre campanha de Gutemberg Dias do PCdoB;
Veja AQUI matéria analítica sobre campanha de Josué Moreira do PSDC.
Amanhã, matéria analítica sobre a campanha de Tião Couto do PSDB.
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Em pelo menos um ponto a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o vice-governador Robinson Faria (PSD) estão parecidíssimo. Não largam o retrovisor.
Cada um com o seu, ajustado a seu modo. Ladainha daqui e ladainha de lá.
Os dois estão parcialmente certos e profundamente errados.
“Sobrevoando” a maioria das entrevistas de ambos, não consigo completar a leitura. Cansativo, enfadonho. Não há nada de novo.
Rosalba ainda quer convencer o Rio Grande do Norte de que todos os males de seu governo é culpa de Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB).
Robinson segue asseverando que a governadora é ingrata, injusta com aliados de primeira hora, não tem projeto de gestão, toma carona em obras federais para ganhar alguma projeção e que faz uma administração desastrosa. Tudo que tem dito desde o final de 2011, quando rompeu com o governismo.
Tudo muito cansativo e enfadonho.
Pior é que vamos continuar com esse murmúrio por mais um bom tempo.
Acertadamente, o candidato a Prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, durante a campanha, anunciou que não iria ficar olhando o retrovisor e prometendo devassa, vasculhar a caixa preta, denunciar supostos desvios, auditoria externa sobre as contas da antecessora.
Esses discursos fáceis de fazer, agradam os radicais e jamais executados.
O candidato de então, experiente, sabia que a tarefa de recompor minimamente a cidade iria requerer tempo integral e dedicação exclusiva.
Os órgãos fiscalizadores e controladores iriam receber a documentação e que promovessem a análise técnica correta e legal dos processos, contratos e práticas da gestão municipal.
Agora o Ministério Público no Tribunal de Contas decide instalar o retrovisor dentro da própria administração municipal.
Mandou que a Controladoria do município fizesse uma devassa nas contas da administração passada.
Tarefa que é do próprio Tribunal de Contas.
Como um trabalho deste tamanho requer muito tempo, estrutura, dinheiro e equipe técnica, Carlos Eduardo corre o risco de passar todo o seu mandato cuidando de lustrar o retrovisor.
O Prefeito eleito, que pediu um prazo de 200 dias para regularizar os serviços básicos (o tradicional era de 100 dias), agora decide que somente em 365 dias poderá saldar débitos.
Com o pedido do TCE pode ser que venha a ser obrigado a passar 1.460 dias vasculhando o passado.
Senhores marqueteiros, guros, conselheiros, bufões, cortesões, próceres, bajuladores, borra-botas e gente de outros matizes próximos à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), acordem logo. Passa da hora de jogar no acostamento o discurso do “retrovisor”.
A insistência obsessiva com que Rosalba continua culpando governos passados por moléstias da sua gestão, só remete o povo ao comparativo com a pecha em que se transformou a prefeita natalense Micarla de Sousa (PV).
Mesmo que não queira, a associação é instantânea e por força do inconsciente. É uma manifestação alheia à vontade do cidadão de forma individual e coletiva. O inconsciente faz um link direto de uma para outra, o que é péssimo para a governadora.
Parte da própria carga de reprovação do governo na capital ocorre por vinculação, numa transfusão de parte do desgaste da prefeita para a governadora.
Piora esse mimetismo político, justamente a insistência com que a governadora repete Micarla. Até hoje, lembremos, a prefeita justifica seu fracasso com o dedo indicador na direção do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT.
O resultado nós conhecemos: Carlos não para de crescer na intenção de votos à prefeitura.
Como este Blog comentou há considerável tempo, o primeiro rosto que aparece no “retrovisor” do Governo Rosalba Ciarlini (DEM), para se levantar culpa do passado pela crise do presente, é do vice-governador Robinson Faria (PMN).
Ocorre que ninguém tem coragem de apontá-lo ou afirmar isso diretamente.
Tem-se colocado como mais conveniente atribuir tudo aos ex-governadores Wilma de Faria (PSB) e Iberê Ferreira (PSB).
A “síndrome do retrovisor”, mesmo assim, está surrada. Vencida.
No dia 19 de maio deste ano, em postagem sob o título “Um rosto a mais no ‘retrovisor’ do Governo Rosalba”, esta página quebrou a essência dessa farsa. Disse o que todos omitiam por conveniência, medo ou má-fé mesmo.
Afirmou, que pelo raciocínio do governo, o primeiro nome a ser “culpado” pela aprovação de 14 projetos com aumentos em salários para categorias de servidores do Estado, seria o de Robinson. Ele era presidente da Assembleia Legislativa, aliado do governo.
Os dias e semanas têm passado e aos poucos, mesmo que furtivamente, se esqueirando, implicitamente, os poderosos começam a soprar esse raciocínio.
Falta alguém do próprio governo declarar isso de frente e o próprio Robinson se defender. Até aqui, não ocorreu uma coisa nem outra.
E tudo torna o ambiente ainda mais confuso, sem rumo.
P.S – Outro detalhe que não pode ser esquecido: todos os deputados reeleitos, que à época eram oposição, mas hoje são governo, disseram “sim” aos projetos e aumentos.
E agora, querem mudar de opinião ou continuarão calados?