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O passo do “elefantinho” que não consegue sair do “oito”

A casta exploradora do elefante não deixa que nada mude (Foto ilustrativa)
A casta exploradora do elefante não deixa que nada mude (Foto ilustrativa)

A indústria da especulação, do disse-me-disse, do achismo e os devaneios priorizam a sucessão estadual 2026 como tema do momento no RN, dias após o fim das eleições 2024. Isso é incrível!

Do jornalismo à política, eis o prato diário de discussões. Nomes e nomes. Quem vai ser e quem não deve ser, quem não tem condições de ser e quem tem que ser (conforme os interesses de cada um) estão em pauta.

Ninguém é capaz de mudar o atraso do RN, sem que modifiquemos a própria mentalidade quanto a essa realidade sombria. Não existe uma panaceia, não existe “o cara.”

Ideias, programas, prioridades, governança, deficiências, potencialidades e outros temas não são minimamente tratados. Não importa. O blá-blá-blá sobre pré-candidaturas eclipsa tudo.

Não é por acaso que chegamos a momento tão árido na gestão pública e política potiguar. Com possibilidades de tudo ficar ainda pior, creia.

Cá de minha banda, espio e entendo o porquê do RN viver na rabeira do desenvolvimento e com perspectivas sombrias após a tríade governista Rosalba Ciarlini-Robinson Faria-Fátima Bezerra.

Qualquer dúvida quanto ao que assinalamos nessa postagem, basta sair da cadeira giroflex, ter coragem de passar da Reta Tabajara e desabar pelo sertão em busca da Paraíba, por exemplo. Os senhores e senhoras terão um choque.

Natal não é Roma e o RN é muito mais que todos nós imaginamos. Entorpecidos pelo preconceito e profundo desconhecimento de causa, jamais sairemos desse “oito” em que nos metemos.

Acordem.

Nesse passo, o “elefantinho” só continuará servindo àquela casta de sempre.

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O que é importante e o que parece esquecido

vazio, casa sem móveis, luz, tristeza, depressão, melancoliaSob o critério da hierarquia da notícia, presumo, dois assuntos ‘morreram’ nos últimos dias na maioria da mídia potiguar: greve do professorado do Estado e tomógrafo quebrado há semanas no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) em Mossoró.

Sindicato do Crime é prioridade.

A propósito, estou com um parente próximo no HRTM, com atendimento empenhado de equipe de médicos e pessoal de apoio, mas sem condições de maior avanço por conta de tomógrafo quebrado há semanas.

É lutar e orar.

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O RN Geni

O nível de degradação de boa parte da elite política do RN, nesse 2022, é algo nunca visto.

Tudo gira em torno de interesses pessoais, familiares ou de grupos.

Nada tem relação com o bem-estar social, organização do Estado.

Muita Geni em cena.

E não adianta jogar pedras.

Pobre RN Sem Sorte.

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Segue a sina do Pobre RN Sem Sorte

A elite política do RN, com exceções, segue com enorme poder para implodir o futuro do estado.

É sempre hábil em atrapalhar.

E com a proximidade de uma campanha política, tudo é ainda mais tenso, na luta por dinheiro e poder, menos os interesses da população potiguar.

Pobre RN Sem Sorte

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RN Sem Sorte segue sua sina

Há quase três meses governo estadual e prefeituras batem cabeça no duelo contra a Covid-19.

RN perde feio essa luta e começa a juntar cadáveres.

O fato de estarmos em ano eleitoral diz muito dessa tibieza, incapacidade de união contra inimigo comum.

Pobre RN Sem Sorte!

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A infindável exploração do elefante sem sorte

Pobre RN Sem Sorte...

Há tempos constato:

– O que mais falta no Rio Grande do Norte não é dinheiro, mas o mínimo de espírito público.

Dessa crise não é fácil sairmos.

Sempre haverá pesado fardo a ser carregado pela maioria, em favor de uma minoria que não aceita perder qualquer privilégio, insensível à dor alheia.

Pobre RN Sem Sorte.

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Fátima Bezerra já superou a tarefa mais fácil que tinha

Fátima: é, não será fácil (Foto: autoria não identificada)

A tarefa mais fácil que a vencedora das eleições ao Governo do RN – Fátima Bezerra (PT) -, tinha pela frente, foi obtida no último domingo (28).

Venceu a disputa eleitoral de “lavagem”.

Tarefa maior vem depois.

Precisará gerir uma máquina pública insolvente.

Terá que lidar com castas funcionais em poderes/órgãos estatais que não admitem perda de privilégios, pagar folha em dia, arranjar recursos para custeio e ainda conseguir uns trocados para investimentos.

Veremos.

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Inteligência artificial e aplicativos ameaçam empregos

Por Josivan Barbosa

Voltamos a repetir neste espaço que Mossoró precisa buscar alternativa para os postos de trabalho que serão, no futuro próximo, perdidos na sua maior empresa, a AeC. A empresa está sentido a necessidade de se adaptar à evolução do perfil do consumidor, que usa mais os aplicativos e outros canais digitais para se comunicar. Isso ocorre principalmente em telecomunicações, que representam parte importante da receita de call center. As televendas e o serviço de atendimento ao cliente caem, enquanto o autosserviço, transações digitais e recuperação de crédito crescem.

Diante da forte queda no volume de ligações nas centrais de atendimento, a AeC, terceira maior empresa de call center, atrás da líder Atento e da Liq Participações, pretende aumentar a fatia dos serviços digitais na receita. Os planos incluem comprar uma startup e elevar os investimentos para frear a queda no faturamento observada em 2017.

Robô da Google

O tempo para que a AeC comece a reduzir o quadro de pessoal pode ser acelerado com o Duplex, uma inteligência artificial que está sendo desenvolvida para o assistente virtual da companhia, o Google Assistente. A tecnologia já é capaz de administrar sozinha quatro a cada cinco ligações feitas. A interação com o “robô” acontece de forma natural e fluida, como se fossem duas pessoas conversando. A conversa, inclusive, é recheada de interações como “humm”, “ah” e “oh”. “As ‘disfluências’ ajudam a conversa a caminhar.

RN na contramão

O RN Sem Sorte ainda não reduziu o ICMS do diesel. Levantamento recente aponta que 19 Estados ainda não reduziram o Preço Médio Ponderado Final (PMPF). Apenas Alagoas, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, São Paulo e Tocantins o fizeram. O Rio não reduziu o PMPF, mas baixou o ICMS de 16% para 12%. Não é possível que o desconto de R$ 0,46 no litro do diesel chegue ao consumidor sem que os Estados reduzam o PMPF, referência na base de cálculo do ICMS e que é atualizado a cada duas semanas.

Anos 80 e 90 de volta

A greve dos caminhoneiros trouxe de volta uma típica configuração das reuniões do Conselho Interministerial de Preços (CIP) e da Superintendência Nacional de Abastecimento (SUNAB), órgãos poderosos dos anos 80, que tentaram, mas jamais conseguiram, controlar os preços da economia por tabelas como instrumentos de combate à inflação. Ambos – CIP e Sunab – foram extintos nos anos 90, depois que ficou mais do que claro, aqui e no mundo, que tabelamentos e congelamentos de preços não funcionam como política anti-inflacionárias e nem mesmo como ações populistas de governos encurralados.

RN Competitivo

O próximo governo do nosso RN Sem Sorte precisa implantar um programa robusto de atração de empresas a exemplo do programa Paraná Competitivo. Podemos ter o RN Competitivo. Basta citar o que está acontecendo lá com o setor de bebidas. As vantagens competitivas do Paraná têm atraído para o Estado os grandes produtores de bebidas do país. Entre os anúncios de investimentos feitos pelas companhias do setor, o mais recente foi o da Cervejaria Ambev.

Inserida no programa Paraná Competitivo, que prevê benefícios fiscais, a empresa abriu uma cervejaria em Ponta Grossa em 2016, com capacidade instalada para produzir 6 milhões de hectolitros por ano. São fabricadas na unidade paranaense as marcas Antarctica, Antarctica Sub Zero, Skol, Original, Budweiser, Serramalte e Brahma Chopp.

A segunda planta, em Almirante Tamandaré, com capacidade de produzir 2,4 milhões de hectolitros por ano, fabrica os refrigerantes das marcas Guaraná Antarctica, Pepsi, Soda e Sukita destinados aos mercados carioca, paulista e catarinense. Juntas, as operações da cervejaria no Estado empregam 1,4 mil pessoas e pagaram R$ 878,4 milhões em impostos em 2017.

Experiência de Londrina precisa ser copiada

A prefeitura de Londrina convidou a TCS (Tata Consultancy Services) no Brasil para instalar a sua estrutura no Parque Tecnológico garantindo conexão com a academia e com o arranjo produtivo (APL) de tecnologia da informação e comunicação (TIC). A concentração de empresas de TIC na região foi fundamental para a tomada de decisão dos indianos da TCS.  O APL da região de Londrina é composto por 80 empresas, que geram 2,2 mil postos de trabalho. A organização do setor tem permitido convênios, como o estabelecido com o Ministério do Trabalho para aplicar R$ 1 milhão em programas de qualificação. Londrina atraiu ainda uma unidade do Senai – com foco em TIC – e a instalação futura de uma unidade da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Os APLs são definidos como concentrações de empresas que atuam em atividades similares ou relacionadas que, sob uma estrutura de governança comum, cooperam entre si e com outras entidades públicas e privadas.

Bonés

O próximo governo do RN Sem Sorte precisa ser mais protagonista no avanço do APL de bonés do Seridó, polarizado pelo município de Caicó. Para isto basta seguir o exemplo do município de Apucarana – PR. Mesmo sendo considerado um segmento de menor intensidade tecnológica, a união de empresas tem surtido efeito na hora de diferenciar produtos no mercado e enfrentar a concorrência.

No município paranaense o APL de Bonés surgiu há 15 anos, no momento em que a demanda estava voltada à área de brindes. Era comum bancos e empresas de grande porte pedirem milhares de peças do acessório para presentear seus clientes. Com a entrada da China no segmento, as fábricas locais começaram a perder força no atendimento aos grandes pedidos. A solução foi investir em tecnologia e cursos de moda para aprimorar os modelos e explorar novos mercados. A estratégia tem dado certo. Apucarana concentra entre 70% e 80% da produção brasileira de bonés. Reúne, no APL, 130 fábricas do acessório, além de outras 500 empresas, entre fábricas de tecido, bordadeiras e fornecedores de insumos para costura.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Cultura do caju renasce em pleno semiárido do RN/CE

Por Josivan Barbosa

Quando se pensa que não há solução para os grandes problemas do Semiárido, basta verificar o que está acontecendo com a cultura do caju na região de solos arenosos polarizada pelos municípios de Apodi, Severiano Melo, Itaú, Rodolfo Fernandes, Alto Santo-CE, Tabuleiro do Norte-CE, Potiretama-CE e Iracema-CE.

Nessa microrregião do Semiárido os produtores estão dando exemplo de como conviver e produzir com rendimento satisfatório em condições de baixa precipitação.

Após seis anos de seca, estima-se que a área cultivada com cajueiro anão precoce – com vários materiais genéticos lançados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) – já aproxime-se de 30 mil hectares. Aos poucos o produtor foi abandonando o cajueiro gigante, que é pouco produtivo e muito susceptível a baixa precipitação, e implantando os pomares de sequeiro com cajueiro anão precoce que, se bem conduzido, começa a produzir em até 18 meses após o plantio, usando mudas enxertadas de boa qualidade.

Durante a última seca, estima-se que cerca de 95% do cajueiro gigante (tradicional) foi dizimado. O produtor que acreditou na tecnologia foi instalando os novos pomares com cajueiro anão precoce e hoje a diferença é gigantesca.

Com o preço da castanha de caju nas alturas, mais valorizada do que o camarão, o produtor que acreditou na tecnologia está fazendo a diferença.

Serra do Mel

Os produtores de caju da vizinha Serra do Mel precisam aprender com os produtores de Severiano Melo e região circunvizinha. Não adianta insistir com o cajueiro gigante, pois os períodos de seca, a cada dia, ficam mais frequentes e assim, quanto mais rápido partirem para o cajueiro anão precoce, mais breve será o período de recuperação dos prejuízos causados pelo período da seca. Claro que o pequeno produtor precisa de ação mais enérgica da Secretaria de Agricultura do Estado no sentido de acelerar a distribuição de mudas de qualidade.

Receita estadual pode ter alento com royalties

O próximo governador do RN Sem Sorte pode encontrar uma situação fiscal bem mais favorável do que a atual em função do aumento do preço do petróleo no mercado internacional. Tributos sobre combustíveis pesam no preço final ao consumidor, mas geram receitas relevantes, principalmente para os Estados, o que talvez explique a dificuldade dos governadores em acompanhar o governo federal – que reduziu as alíquotas de tributos federais – e também reduzir as alíquotas do ICMS incidentes sobre o diesel.

As perspectivas positivas para a produção nacional e para o preço internacional de petróleo em 2018 e 2019, ainda que resultem em choques de custos para alguns setores (no caso da alta dos preços), devem impulsionar a arrecadação dos Estados e prover algum alívio na dramática situação fiscal em que muitos deles se encontram.

A distribuição de royalties do petróleo, altamente relacionada à preço e produção e definida na Lei 12.734/12, garante certa repartição dos ganhos de exploração e produção da commodity entre União, Estados e municípios, mas mantém os ganhos concentrados nos Estados produtores.

Mais royalties para o RN

Primeiramente, existe uma relação direta entre o preço, a produção de petróleo e a arrecadação de royalties. As estimativas indicam que uma alta de 1% no preço do Brent gera impacto direto de 1,35% nas receitas de royalties.

O Rio Grande do Norte, quarto maior produtor nacional, responsável por 2,6% da produção total e da distribuição de royalties no ano passado, mas que obteve a 18ª posição no pilar fiscal do Ranking de Competitividade, além de nota 3,9 no Monitoramento Fiscal de Estados e Municípios, equivalente a uma situação fiscal muito fraca. Com base nas perspectivas para o petróleo deste e do próximo ano, o Estado deve receber, respectivamente, algo em torno de R$ 312 milhões e R$ 322 milhões em royalties, montante que pode ser considerado razoável se comparado ao déficit primário de R$ 422 milhões de 2017.

Campos maduros

A produção de petróleo no RN pode se beneficiar das alterações na legislação que a Petrobrás quer impulsionar nos campos maduros (aquele que produz há 25 anos ou mais ou aquele cuja produção acumulada já tenha consumido, pelo menos, 70% das reservas provadas).

A Petrobras está pleiteando à Agência Nacional de Petróleo (ANP) a ampliação da abrangência da regulamentação dos projetos de revitalização de ativos em fase de declínio da produção. Nessa linha, a ANP propõe reduzir as alíquotas de royalties para projetos de revitalização de campos maduros, dos atuais 10% para 7,5% a 5%, a depender dos ganhos de produção obtidos.

Pela proposta, o benefício é válido somente para a produção incremental gerada pelos investimentos em revitalização. A Petrobras, porém, defende que as alíquotas sejam reduzidas sobre todo o volume de produção do campo.

Royalties são utilizados erroneamente

Inúmeros estudos analisaram a aplicação dos royalties de petróleo em municípios beneficiados e chegaram à conclusão que muitos deles não utilizaram essa arrecadação para promover o desenvolvimento de suas regiões, obtendo muitas vezes desempenho econômico abaixo da média nacional.

O resultado é que esses municípios apresentam as mesmas deficiências das outras cidades brasileiras não beneficiadas, como fornecimento de serviços insuficiente e de baixa qualidade, problemas de infraestrutura urbana, déficit de habitação e educacional, dentre outros.

Para corrigir este grave erro do passado, cabe ao país, beneficiado com a renda petrolífera, utilizá-la daqui para frente de maneira eficiente, promovendo o desenvolvimento das regiões e a melhora dos indicadores socioeconômicos. Há uma proposta em estudo de destinar algo como 80% dos recursos da compensação de petróleo e gás natural para constituir um fundo federal, administrado pelo BNDES, enquanto os 20% restantes ficariam a cargo da administração direta dos prefeitos. O fundo renderia dividendos pro-rata para as prefeituras através de uma cota de participação e financiaria os projetos apresentados por Estados e municípios que comprovadamente servissem para compensar os impactos socioeconômicos e ambientais presentes e futuros das atividades petrolíferas.

Novos municípios

O Projeto de lei em discussão na Câmara dos Deputados que pode autorizar a criação de mais de 400 municípios tem alta chance de virar lei nos próximos 180 dias. A proposta transfere para as assembleias legislativas a decisão de criar ou não o município. Após essa votação, a população terá que decidir, num plebiscito, se apoia ou não o desmembramento (ou fusão). O texto, igual a um que foi vetado pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2014, tem potencial para criar mais de 400 cidades, a maioria sem recursos próprios e dependentes de repasses federais. O projeto já passou pelo Senado Federal.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

“RN Sem Sorte” e o desenvolvimento sustentável no Ceará

Por Josivan Barbosa

Na semana passada tive a oportunidade novamente de visitar o litoral Oeste do vizinho Ceará e aproveitamos para ir até o Delta da América (Delta do Parnaíba) e à região dos Lençóis Maranhenses.

Logo aqui, na vizinha Canoa Quebrada, já percebe-se a presença do turista estrangeiro e a responsabilidade das prefeituras e do Governo do Estado com a infraestrutura turística. Muito diferente da nossa Costa Branca, completamente sem pai e sem mãe.

Pela celeridade das obras, com certeza, mesmo em época de crise fiscal, o Governo do Ceará concluirá ainda neste ano a duplicação da Rodovia CE-040, que liga o município de Aracati à Fortaleza. Faltam poucos trechos.

Isto mostra o compromisso do Estado do CE com o desenvolvimento sustentável do turismo regional o que não dá, nem de longe, para comparar com o nosso RN sem sorte. Basta lembrar do trecho acima e analisar comparativamente com o trecho de Macau até Tibau.

Investimento em infraestrutura turística produz desenvolvimento sustentável no estado do Ceará (Foto: arquivo)

RN Sem Sorte II

A partir de Fortaleza até o Parque Nacional de Jericoacoara, a CE-085 está duplicada em vários trechos, bem sinalizada e o movimento de turistas estrangeiros corresponde ao investimento do Estado em infraestrutura. Somente em Jericoacoara, há cadastrados cerca de 900 veículos para transportar o turista ao longo do Parque e até à capital Fortaleza.

Outro equipamento de destaque na região é o aeroporto recém-inaugurado.

Mesmo em praias mais distantes, como Camocim que tem importância mais regional, a infraestrutura de estradas e de equipamentos de apoio ao turismo é diferenciada, quando se compara com o RN Sem Sorte.

RN sem sorte III

Mesmo em Estados considerados mais pobres como o Piauí e o Maranhão, a infraestrutura de apoio ao turismo não pode ser comparada com esta que conhecemos da nossa Costa Branca. O acesso ao Delta do Parnaíba depende de várias pontes e todas foram construídas e estão em bom estado de conservação, facilitando o acesso do turista aos locais mais apreciados do curto litoral piauiense e ao seu belíssimo Delta do Parnaíba. Mais uma vez, lembramos da nossa Ponte Grossos-Areia Branca, tão essencial para o desenvolvimento da Costa Branca.

A região dos Lençóis Maranhense é belíssima, mas exige uma infraestrutura de apoio ao turista diferenciada.

O Governo do Maranhão está fazendo parcerias proveitosas para o desenvolvimento local com as empresas de energia eólica, onde estas se responsabilizam pela construção de estradas para facilitar o desenvolvimento do turismo.

RN Sem Sorte IV

Outro aspecto que mostra a diferença entre a região da Costa Branca e o litoral Oeste do Ceará e Estados Vizinhos do Piauí e Maranhão, é o acesso que o turista tem à internet móvel. Para isto, basta comparar o acesso que temos quando deslocamos na BR-304 sentido Fortaleza e quando deslocamos na mesma BR sentido Natal.

Na BR-304 para Fortaleza, o único trecho que não tem o serviço é apenas Mossoró-Aracati, enquanto que no sentido Natal não há o serviço em praticamente nenhum trecho. Imagem se o turista se deslocar pelas estradas carroçáveis e sem manutenção da Costa Branca.

Mossoró pode apostar em PPP’s

Está na hora da segunda maior cidade do estado do RN mostrar competência e estabelecer a sua primeira PPP (Parceria Púlico-Privado). O ano de 2018 revela-se o momento adequado para que Mossoró dê seguimento à estruturação e viabilização dos seus projetos de PPPs, tirando-os das estantes e das pranchetas para colocá-los em marcha.

É que, estando a atual prefeita em vias de iniciar a segunda metade do mandato, possível é avançar desde logo para, como mínimo, deixar o caminho pavimentado para o estabelecimento de parcerias numa eventual reeleição. Não há tempo a ser desperdiçado e os contratos de PPP, por natureza altamente sofisticados, exigem um não negligenciável período de planejamento e maturação.

No cenário jurídico, há um fato novo que vem a contribuir para que as PPPs nos municípios, com vistas à realização de obras de infraestrutura nas áreas de saneamento básico, gestão de resíduos sólidos, iluminação pública, mobilidade urbana e infraestrutura social, para referir apenas algumas das inúmeras possibilidades, sejam alavancadas nesse início de 2018.

Trata-se de recente alteração na Lei nacional de PPPs (nº 11.079/04), que, modificada pela Lei federal nº 13.529/17, reduziu de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões o valor mínimo para a celebração dessa espécie de contratos no Brasil.

Natal tem manchete negativa

Depois do nosso Estado ser continuamente manchete na imprensa nacional pela péssima gestão fiscal e pela baixa qualidade dos serviços públicos, agora a manchete recaiu sobre a prefeitura da nossa capital. Natal foi a única capital que obrigou o governo federal a arcar com a sua dívida. A União honrou o pagamento de R$ 780,72 milhões em dívidas não pagas por Estados e municípios no mês de dezembro. Quase todo o valor, R$ 770,9 milhões, é referente a atrasos de pagamento do Estado do Rio de Janeiro. Também foram honrados R$ 5,45 milhões do Estado de Roraima e R$ 4,37 milhões do município de Natal (RN).

Boas perspectivas da fruticultura

Apesar da falta de apoio do governo estadual para o desenvolvimento da agricultura irrigada do nosso Estado, há boas perspectivas para as nossas frutas no tocante à expansão para novos mercados, especialmente para o melão.

Entre as prioridades da agenda comercial traçada pelo Ministério da Agricultura na Ásia estão acelerar ou concluir a celebração de certificados sanitários para exportações de carnes in natura, processadas ou miúdos de bovinos, aves e suínos para China, Japão, Coreia do Sul, Indonésia e Taiwan; lácteos para o Egito; ovos para Cingapura; farinhas de origem animal para a Tailândia e frutas para China e Vietnã. Dessas frutas, o melão é o produto da nossa agricultura irrigada com maior possibilidade de ser exportado para aqueles países.

As negociações se encontram em estágios diferentes. Desde a venda de carne bovina in natura aos japoneses, que está em fase inicial – o setor privado deseja acionar o Japão na Organização Mundial de Comércio (OMC) -, até os embarques de melão ao Vietnã, cuja análise de risco de pragas está mais avançada, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Fluxo de caixa e desequilíbrio previdenciário

As despesas com pessoal de 16 Estados superaram o limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no ano passado. Em três deles, essas despesas estão acima de 49% da receita, o que pode até levar à cassação do governador (O Globo 11/1). Segundo o Tesouro, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte estão na pior situação. Entre janeiro e agosto do ano passado, registraram despesas com pessoal acima de 49% da receita corrente líquida.

Como se constata, os problemas do Estados estão longe do fim, apesar da retomada da economia e da renegociação das dívidas com a União e o BNDES.

O problema maior dos Estados deixou de ser a dívida e passou a ser o fluxo de caixa para pagar a despesa corrente. Especialistas afirmam que a dívida com a União é um problema de uma minoria de Estados, geralmente os grandes, como São Paulo, cujos débitos são mais elevados. A grande maioria dos Estados tem como principal problema o gasto com pessoal, especialmente por conta do grande desequilíbrio previdenciário.

Cinco deles já atrasam o pagamento dos aposentados e pensionistas. O elevado comprometimento do orçamento com essas despesas deixa pouco espaço para investimentos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Um RN sem futuro algum

As oligarquias e seus cabras da peste destruíram quase tudo por aqui. Dilapidaram o que foi possível e o que parecia impossível.

As castas institucionais que elas ajudaram a constituir e nutrir, complementam o serviço.

O pior, é que você não pode nem sonhar em melhorias, retomada do crescimento e equilíbrio das contas no Rio Grande do Norte, para promoção do bem-estar social.

Amanhã, se todo esse milagre se materializasse, as mesmas oligarquias e suas castas criariam penduricalhos e leis para seguirem na expropriação, abocanhando privilégios, suprimindo direitos da maioria indefesa.

Já disse e repito: isso é caso perdido.

Ô RN Sem Sorte!

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O que é ruim no Estado vai ficar ainda pior

Do Twitter do Blog Carlos Santos

Conversei hoje com uma graduada fonte ligada ao Governo do Estado.

Há pessimismo no ar.

O que está ruim, pode piorar.

Barnabés, previnam-se.

Nota do Blog – Esse texto acima foi postado em nosso Twitter (AQUI) às 18h12 dessa sexta-feira (15).

Hoje (sábado, 16), notícia de que haverá atraso em parcela do 13º salário (veja AQUI ou em postagem abaixo).

Mas o pior ainda estar por vir.

O cenário é tenebroso, conforme minha segura fonte.

Culpados e sócios de uma crise anunciada

Fácil constatação: se cada um dos poderes/organismos técnicos de Estado cumprisse sua obrigação basilar, o Rio Grande do Norte não estaria no fundo do poço.

Culpar apenas a incompetência de Rosalba Ciarlini (DEM) e seus cabras da peste, por tudo, é fácil e cômodo.

Entre omissões, egoísmos, servilismos, compadrio e conivências testemunhamos o ocaso do “RN sem sorte”.

Todos são culpados e sócios.

Procura-se um pré-candidato com plano de governo

Procura-se um único pré-candidato a governador do Rio Grande do Norte que tenha algum plano mínimo de gestão, qualquer coisa, mesmo que rabiscada num papel ou digitado no seu tablet.

Serve apenas em esboço para apresentar à sociedade e provocar o debate.

Não precisa ser nada mirabolante, mas factível.

É imprescindível que esse plano de governo não repita a velha tática de estabelecer prioridades e ignorá-las adiante.

Fundamental que não tente nos enganar, utilizando teclas do Control C/Control V para apenas copiar e colar propostas anteriormente usadas aqui ou noutros estados.

É interessante que seja um plano que mostre como o eleito pretende se relacionar com a sociedade, segmento produtivo, servidor público e outros poderes.

Não vale prometer vagamente melhoria nisso ou naquilo, sem apontar e provar que pode promovê-la.

Que seja um plano de governo que pense o Rio Grande do Norte para os potiguares e não – como é comum – para uma minoria de espertalhões.

Por favor, não fale em “reconstrução”, “fazer acontecer”, “para todos”, “RN Melhor” ou coisa do gênero maquinado pelo marketing. Chega dessa cortina de fumaça!

Queremos um plano de governo que nos devolva a esperança, nos faça acreditar na política como “a arte do bem comum” e nos livre de velhos chavões, costumes primitivos (como o empreguismo) e dê oportunidades iguais ao crescimento de todos.

É-nos útil um plano de governo que estimule o mérito, estabeleça metas, cobre resultados e puna com rigor a incompetência, a preguiça, a corrupção e o desleixo.

Ah, que fique claro: não queremos um semideus com plano de governo no sovaco. Não precisa ser simpático ou carismático. Se for moderado nas mentiras e administrar sem hipocrisia, serve.

Cabe-nos um governante de carne e osso, que não tenha medo de dizer “não” e de enfrentar carteis, guetos, conspiradores e quebrar certas “reservas de espaço e mercado”.

Aguardamos um plano de governo nas mãos de quem realmente possa mandar e não ser fantoche nas mãos de parentes, aderentes, donos de partidos, lobistas, trustes, plutocratas, arrivistas, alquimistas e gurus.

O Rio Grande do Norte não pode passar mais quatro ou oito anos entregue à própria sorte, à sanha de saqueadores e sob os auspícios da sorte e do deus-dará.

Se aparecer alguém com um plano de governo e não apenas apetite e vaidade pelo poder, avise-nos.

Procura-se.

 

Polícia Civil esvaziada exige paciência de vítimas

Realidade do esvaziamento da Polícia Civil no Rio Grande do Norte, que não tem número suficiente de delegados, agentes e escrivães:

Uma pessoa foi assaltada ao final da manhã de hoje em Mossoró. Precisou fazer Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia de Furtos e Roubos (DEFUR), localizada no Abolição IV.

Mas o BO não pode ser feito, no início da tarde, porque o agente presente à delegacia estava custodiando um preso.

A vítima foi aconselhada a voltar noutro horário. “Depois das 14h”, recomendou.

Além da subtração de bens, humilhação e terror impostos no roubo, ainda é preciso paciência para conviver com esse tipo de situação.

Pobre RN Sem Sorte.