Padre Sátiro Cavalcanti Dantas (Foto: Ricardo Lopes/Junho de 2011/Arquivo)
O lisboeta Fernando Pessoa, por meio de um dos seus heterônimos, Bernardo Soares, poetizou certa feita sobre o dever de sonhar: “Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre, pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo, eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.” E arrematou, adiante: o homem tem o tamanho do seu sonho.
O sonhador que se preza oferece a sua vida pela realização dos objetivos idealizados. Joe Darion e Mitche Leigh, compositores americanos, escreveram uma linda canção sobre essa doação, chamada “The Impossible dream”, que aqui no Brasil foi versionada por Chico Buarque e Ruy Guerra como “Sonho impossível”, gravada por Maria Bethânia. Uma passagem pungente: “E amanhã, se esse chão que eu beijei For meu leito e perdão /Vou saber que valeu delirar e morrer de paixão.”
Graças aos sonhadores a humanidade se aperfeiçoa. A história registra um discurso de um grande sonhador numa manhã de 28 de agosto de 1963, o pastor americano Martin Luther King, que durante uma marcha em direção a Washington, perante 250 mil pessoas, começou dividindo o seu sonho (“I Have a Dream” – eu tenho um sonho). Essa expressão serviu de inspiração para titular uma canção do grupo sueco ABBA.
O Brasil cresceu pela materialização do pensamento e da ação de muitos sonhadores. Pernambuco ofereceu Josué de Castro ao mundo, para idealizar o fim da pobreza e das desigualdades regionais. Quase recebeu o Nobel da Paz, mas, tido como comunista, foi rejeitado pelos conselheiros do Instituto Alfred Nobel. Minas Gerais pariu o sociólogo Betinho de Souza, criador da campanha nacional de combate à fome.
O Rio Grande do Norte também marcou história: do Alto Oeste veio Sátiro Cavalcanti Dantas, o mais prolífico e eficiente educador que pisou nosso solo. Se Henrique Castriciano foi relevante na educação privada, Padre Sátiro foi mais longe ao conjugar simultaneamente a transformação em três setores da educação: a educação privada, a pública e a formação profissional.
Com passagem inicial no Colégio Diocesano Santa Luzia, como Diretor introduziu o dever da solidariedade e da dimensão social da igreja, auxiliando centenas de alunos pobres. Foi tão pródigo em concessão de bolsas que houve época onde a quantidade de alunos bolsistas era quase igual aos que pagavam mensalidades.
Se eram esquálidos os dividendos financeiros para a Diocese, em compensação, os “lucros” sociais eram imensuráveis. Por sua intervenção, milhares de ex-alunos bolsistas se profissionalizaram e galgaram relevantes postos funcionais.
Depois, ao ser conduzido ao cargo de Reitor da extinta Fundação Universidade Regional do Rio Grande do Norte, a FURRN, uma fundação privada concebida para ser um “curral” eleitoralista, teve a coragem e o denodo de assumir uma cruzada para expungir a instituição do jugo servil da política partidária. A “ferro e a fogo” obteve a sua estadualização. Por sua luta, as portas do saber foram abertas oportunizando aos filhos dos agricultores uma outra forma de transformação social. E o seu vetor incluiu igualmente a educação fundamental, com pequenas escolas, como a Erondina Cavalcanti Dantas, 13 de Junho, Colégio Dom Costa, Ginásio Centenário…
No campo social, se voltou para além daquilo que a missão sacerdotal exigia. Foi artífice da criação de uma lei para os mototaxistas, sendo Mossoró um dos primeiros municípios do país a ter uma lei reguladora da atividade. Outro feito lembrado é que, tendo o Corpo de Bombeiros interditado a Casa do Estudante de Mossoró por causa da queda de parte do seu telhado, comprometendo a moradia de 140 jovens, ele, de imediato, encabeçou um mutirão para a reconstrução daquele ambiente.
Cobrava intensamente dos gestores públicos melhorias nos equipamentos urbanos. Assisti por diversas vezes a sua interlocução como ventríloquo comunitário no desejo da construção de Postos de Saúde, quadra de esportes, escolas, creches, melhoria de vias públicas, iluminação etc. Não bastava ter criado o Mosteiro Fraternidade São Francisco de Assis, a primeira FM educativa do Estado, o santuário dedicado à Santa Clara, oito escolas que foram depois inseridas no sistema municipal de ensino, o centro social e comunitário Madre Cecília, a Funsern, a urbanização de um bairro inteiro (o Dom Jaime Câmara)…
Com 93 anos, se achava no dever de continuar sonhando. Por último, estava intervindo junto às Universidades públicas para dotar o Município de Pau dos Ferros de um Curso de Direito. Primeiro, bateu à porta da UERN, quando o Reitor ainda era Pedro Fernandes. Comunicado da falta de recursos do Estado, se voltou para a Reitora Ludmila, da UFERSA, à procura de recursos federais. Para sua instalação, necessitava de custeio do MEC. Andou falando insistentemente com Prefeitos e Deputados para tal concretização.
Benjamim Disraeli, um escritor inglês, gostava de dizer que “a vida é muito curta para ser pequena”. Padre Sátiro devia pensar assim, pois alongou o quanto pôde a sua existência para atuar cada vez mais em favor da sociedade, especialmente dos mais humildes.
Ele era um dos últimos bastiões da Igreja católica que em um passado soube dimensionar a importância da caridade, da fraternidade, da partilha, da assistência social e da oportunidade aos desvalidos. Sabiamente, ele escolheu a educação como viático da redenção social do pobre. Num momento em que escasseiam os exemplos de homens públicos vocacionados para o bem-estar comum, sua ausência fará muita falta. Para uma sociedade ressentida de alteridade, de amor ao próximo, sua lacuna dificilmente será preenchida.
Voltando ao tema sonhos, ele adorava a música “I Have a Dream”, ao ponto do grupo Incanto (ACJUS), tê-la incorporado ao seu repertório. Pensando nele, destaco que a canção tem uma frase que lhe é aplicável: “I believe in Angels” (eu acredito em anjos). Ele foi “anjo” sem asas para milhares de alunos-bolsistas e para os funcionários do Colégio Diocesano Santa Luzia, para os estudantes uernianos, para as freiras do Mosteiro, para os comunitários do bairro Dom Jaime Câmara, para os estudantes da Casa do Estudante de Mossoró, para os mototaxistas, para o Município de Mossoró, para o Estado do RN e ao alcance do Brasil.
Os seus sonhos se materializaram e se multiplicaram nas pessoas sem perspectivas de ascensão social, porque elas puderam ver luz nas oportunidades que apenas a educação pode proporcionar. É o sonho se transmudando em concreta esperança. Por ele, ou pelas ações dele, muitos descortinaram a escuridão que nublava a luz do horizonte.
Sem sonhos, a vida é “asséptica”, o disse recentemente o Papa Francisco. E conclamou: “Todos temos necessidade de sonhar. Conscientemente ou inconscientemente.” Sem sonhos, não há esperança. O Cardeal Suenens afirma sempre “A esperança não é um sonho, mas uma maneira de traduzir os sonhos em realidade.”
Que os sonhos de Padre Sátiro sejam retroalimentadas pelas chamas da nossa esperança e vivificadas nas atitudes daqueles que o admiravam. A maior homenagem que podemos fazer a ele é garantindo que as suas criações, seus projetos e suas iniciativas, não conheçam o ocaso por falta de apoio. Padre Sátiro não será esquecido se Mossoró e o Rio Grande do Norte se empenharem na preservação e continuidade dos seus sonhos. Somente assim sua memória nunca perecerá, e seu espírito permanecerá em nosso meio.
Última missa aconteceu na Catedral, com corpo sendo levado por padres da Diocese de Mossoró (Foto: Glauber Soares)
Mossoró despediu-se do padre Sátiro Cavalcanti Dantas da melhor forma possível: com gratidão. Emocionada e grata.
Missa de corpo presente na Catedral de Santa Luzia à tarde dessa terça-feira (28), seguida de sepultamento na capela do Cemitério São Sebastião, Centro, fechou o adeus ao diretor emérito do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL).
Ele faleceu na segunda-feira (27), no Hospital Wilson Rosado (HWR), aos 93 anos (veja AQUI). Sofria de várias complicações decorrentes de uma pneumonia.
Velório começou no Ginásio Carecão no CDSL à noite de segunda-feira, seguido na terça-feira pela manhã no Santuário de Santa Clara no bairro Dom Jaime Câmara.
Sob aplausos de centenas de pessoas, seu corpo foi levado da Catedral para o cemitério num caminhão do Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMRN).
Veja vídeos em nosso endereço no Instagram (AQUI, AQUI e AQUI).
Corpo de Bombeiros levou corpo até cemitério (Foto: Glauber Soares)Cortejo chegou ao Cemitério São Sebastião à noite (Foto: Glauber Soares)
O extinto programa “Mossoró de Todos os Tempos” da TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10, gravou no dia 1º de abril de 2006, entrevista com o padre Sátiro Cavalcanti Dantas, falecido nessa segunda-feira (27), em Mossoró.
Veja esse vídeo exibido pela emissora à época, sob apresentação do professor, médico, empresário Milton Marques de Medeiros (in memoriam), além da participação do jornalista Casciano Vidal.
A direção era da jornalista Lúcia Rocha.
Vale a pena ver de novo.
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Aquela gargalhada que fica, na sensibilidade de Ricardo Lopes, no lançamento de meu segundo livro em 21 de junho de 2011
Nesta terça-feira (28), a gente se despede do padre Sátiro Cavalcanti Dantas, falecido dia passado.
Meu adeus é à amizade polida por mais de 34 anos, entre gargalhadas, conversas sérias, muita camaradagem e lições. Não entra na conta temporal, o período em que dona Maura me levava às bancadas da Igreja de São Vicente, em missas dominicais.
Eu, o menino mirrado, disperso, achava mais interessante a batina do que a homilia do padre.
Só muitos anos depois conheci outro Sátiro nos escaninhos do Gazeta do Oeste. Veio daí um carinho mútuo e a liberdade de tratá-lo, na intimidade, por “Padreco.”
É dessa pessoa que estou me despedindo: única. E sem aquela conversa a mais que nos faltou, mesmo que programada. Vamos nos falando assim mesmo.
*Nas fotos de Ricardo Lopes, lançamento do meu segundo livro em junho de 2011 (há mais de 12 anos), com dedicatória a ele; nosso último encontro em maio deste ano, em lançamento de livro com sua biografia e, por último, em festa realizada por Caby da Costa Lima (in memoriam), em 2016.
Outro registro de Ricardo Lopes no dia 21 de junho de 2011
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A Diocese de Mossoró divulga detalhes sobre o velório e sepultamento do padre Sátiro Cavalcanti Dantas, 93, falecido nesta segunda-feira (27) em Mossoró (veja AQUI). Veja no boxe abaixo os detalhes:
Dia 27 (hoje)
16h – Velório no Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) no Ginásio Carecão)
20h – Primeira missa no Carecão
Dia 28 (amanhã, terça-feira)
6h – Translado do CDSL até o Santuário de Santa Clara no Dom Jaime Câmara
9h – Segunda missa no Santuário de Santa Clara
11h – Translado do Santuário de Santa Clara até a Catedral de Santa Luzia
15h30 – Missa das Exéquias na Catedral de Santa Luzia
Após o cerimonial religioso, o corpo será levado para sepultamento na capela de São Sebastião, no Cemitério São Sebastião, Centro de Mossoró.
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Morreu à manhã desta segunda-feira (27) em Mossoró, no Hospital Wilson Rosado (HWR), aos 93 anos de idade, o padre Sátiro Cavalcanti Dantas, decano da Diocese de Mossoró, diretor emérito do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL).
Há meses vinha sendo internado sequentemente no HWR, com pneumonia e outros problemas. A saúde foi definhando e hoje chegou ao fim uma história de vida de enorme produtividade e legado.
Uma nota da Diocese foi emitida há poucos minutos, com o comunicado:
A Diocese de Mossoró comunica com profundo pesar o falecimento de seu decano, Pe Sátiro Cavalcanti Dantas, aos 93 anos de idade.
Após um longo período de luta por sua saúde, Pe Sátiro partiu para a Casa do Pai neste segunda-feira, 27, novembro 2023, no hospital Wilson Rosado, em Mossoró- RN.
Que o Bom Deus acolha em seus braços este servo fiel dando-lhe a recompensa por todo o bem que fez entre nós.
Dai-lhe, Senhor, o descanso eterno e que a luz perpétua o ilumine.
Nota do BCS – E eu perdi um amigo querido, um compadrio feito em algumas décadas. O “Padreco”, como eu o tratava na intimidade, partiu deixando um legado difícil de ser dimensionado, sobretudo no campo da educação.
Vá em paz, meu querido. E obrigado pelo bem que você também fez a mim e aos meus.
*Ainda serão fornecidas informações sobre velório e sepultamento.
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Ele não gosta de festa por seu próprio aniversário.
Há décadas, prefere a reclusão, esquiva-se de salamaleque ou qualquer cumprimento pela data de 22 de janeiro.
Mas, é importante que se diga: não é ingrato.
Por isso, que nessa quarta-feira (27), o professor e padre Sátiro Cavalcanti Dantas usou redes sociais para agradecer àquelas pessoas que lembraram de seu aniversário de 91 anos, na sexta-feira passada (veja AQUI).
Ele tem razão: é “uma bananeira que deu cacho”.
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O padre Sátiro Cavalcanti Dantas, lúcido e com capacidade cognitiva superativada, vai completar 90 anos no próximo dia 22.
Mas como é do seu feitio, começa a se esquivar e fazer todo um contorcionismo para não incentivar festejos em torno da data e de si.
Já avisou: entre os dias 21 e 23 estará num retiro “em ambiente ecológico e com pessoas desconhecidas, para fazer uma reflexão de agradecimento e louvor por todos nós”.
Além dos 90 anos de vida, Sátiro chega em 2020 a 65 anos de magistério, 65 anos de Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) e 66 anos de sacerdócio.
Nota do Blog – Combinado. Mas a gente vai se ver assim mesmo.
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O ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) Sátiro Cavalcanti Dantas foi sondado para ser candidato a membro do Conselho Universitário (CONSUNI).
Seu nome integraria representatividade do universo de aposentados da Uern, nesse colegiado.
– Sou soldado de trincheira estratégica. Mesmo na fraqueza de minhas forças físicas, se os colegas acharem por bem, respondo: presente! – avisou ele.
Ao Consuni cabe estabelecer normas relativas à organização geral da universidade e deliberar sobre assuntos afetos a elas (veja AQUI). É presidido pelo reitor Pedro Fernandes Neto.
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Em conversa agora à noitinha com padre Sátiro Cavalcanti Dantas, utilizando o WhatsApp, que se transformou em polêmico ambiente de ‘carnificina’ virtual na atual campanha, ele e eu concordamos num ponto (entre outros): a disputa eleitoral é desanimadora.
Padre Sátiro: desalento (Foto: autoria não identificada)
– É uma política de muita mentira; odiosa, sem conteúdo, com muita coisa pessoal – comentou.
“Eu tinha impressão que a comunicação (Internet) ia ajudar muito, mas seu mau uso tem prejudicado demais, com tanta mentira de um lado e de outro.
Com uma capacidade cognitiva e cultura que impressionam aos 88 anos, o ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), avisa-me logo uma decisão já tomada, apesar do desalento:
– Eu não sou obrigado, mas vou votar, vou votar!
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Hoje (terça-feira, 08 de dezembro), o professor e padre Sátiro Cavalcanti Dantas comemora 61 anos de formação sacerdotal. Ponto marcante será lançamento do seu livro “Reflexões”, pela Editora Sarau das Letras, às 19h30.
O evento vai acontecer no Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) em Mossoró.
O livro é uma coletânea de crônicas do padre Sátiro através dos microfones da FM Santa Clara.
O padre Sátiro Cavalcanti Dantas, ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) e dirigente do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), vai lançar seu primeiro livro.
Apresentará “Reflexões”, pela Editora Sarau das Letras, marcando seus 61 anos de ordenação sacerdotal.
Uma noite que promete fila enorme por seu autógrafo.
Programa
Será na próxima terça-feira (8) no CDSL, a partir das 19h30.
Sátiro apresentará título com uma coletânea dos melhores momentos de seu programa diário na FM Santa Clara (105), apresentado sempre às 18h.
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O padre Sátiro Cavalcanti Dantas, ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) e dirigente do Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL), puxou a orelha de público do prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD).
Sátiro não vê prioridade (Foto: redes sociais)
Cobrou-lhe “prioridade” como gestor.
No lançamento da programação da festa da padroeira Santa Luzia, nessa segunda-feira (26), na Praça Dom João Costa, em frente ao CDSL, Sátiro discursou e apontou que prioridade é “você entregando as casas do Tranquilin (favela mossoroense)”.
A obra tem recursos do Governo Federal, em parceria com Município.
Só Deus sabe
Sátiro disse que uma reforma da praça seria importante, mas não aceitaria esse empreendimento, sem que antes fosse cumprido compromisso com os mais carentes e mais pobres.
Participando de uma festa com crianças do bairro Dom Jaime Câmara e do Tranquilin, no sábado (24), padre Sátiro perguntou: “Quando vocês vão para a casa nova?”
A resposta em coro o impactou: “Só Deus sabe!”
O prefeito é ex-aluno do Diocesano e também discursou na solenidade dessa segunda-feira.
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