Arquivo da tag: saúde pública em Mossoró

“Tarcísio Maia parece praça de guerra”, diz presidente do Sinmed

Presidente do Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN), o médico anestesiologista Geraldo Ferreira Filho fez visita nesse fim de semana ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Em suas redes sociais, ele postou comentário sobre o que viu, além de uma foto expondo essa realidade.

Geraldo expôs foto e passou detalhes dos problemas que constatou no HRTM (Foto: redes sociais)
Geraldo expôs foto e passou detalhes dos problemas que constatou no HRTM (Foto: redes sociais)

“Não é uma praça de guerra, é um dos hospitais de emergências do nosso Estado, o Hospital Regional Tarcísio Maia, onde sem divisórias que os resguardem, os pacientes ficam expostos, sem um mínimo de privacidade e respeito à sua dignidade humana. É um retrato de hoje (sábado, 16 de outubro), que reflete as dificuldades da saúde pública do nosso Estado”, relatou.

“Como representante de Entidade Médica, a cada visita de fiscalização que fazemos, recebemos das pessoas o pedido de que continuemos cobrando melhorias”, comentou.

Tomógrafo quebrado

“Hoje, no Tarcísio Maia, o tomógrafo continuava quebrado, pacientes nos apresentaram exames que tiveram que pagar fora do hospital. Um cirurgião nos denunciou que uma cirurgia abdominal abriu por usar fio inadequado, em razão da falta dos que precisava, havia problema de abastecimento, os terceirizados da limpeza, maqueiros e nutrição estavam com salários atrasados”, continuou.

Pacientes levados para pequenas cidades

Geraldo Ferreira apontou situação igualmente preocupante quanto às cirurgias eletivas prometidas pelo Governo do RN.

“O programa de cirurgias eletivas do Estado estava encaminhando os pacientes de Mossoró para operar em pequenos municípios da região, numa inversão do que seria natural. Onde vamos parar?”, denunciou.

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O poder do teletransporte da matéria na saúde pública

Teletransporte humano -Star-trekTem servidor público da área de saúde em Mossoró que precisa ser estudado.

Sua capacidade de teletransporte da matéria é um achado da física, desde Max Planck e Albert Einstein.

Ter expediente em mais de uma repartição ao mesmo tempo é realmente um feito, que até hoje a gente só tinha visto em filmes de ficção científica, como Jornada nas Estrelas.

Essa forma de onipresença funcional rende altas somas mensais, coisa comum à cultura política e administrativa que insiste em não ser erradicada.

Mas, pelo que apuramos, vai.

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Ministério Público é alertado sobre caos na saúde psiquiátrica

O Ministério Público do RN (MPRN) foi cientificado em denúncia formal que recebeu há poucos dias, quanto à situação de descontrole quanto ao atendimento psiquiátrico no município de Mossoró.

Não se conhece o número de pacientes que aguarda consulta.

Simplesmente as unidades de saúde deixaram de fazer levantamento e dezenas de pessoas doentes vagam por aí, atormentadas, sem assistência do poder público

Médicos sem especialização em psiquiatria estariam inclusive trabalhando com esse público, num processo de triagem incomum.

Nota do Blog – Vamos acompanhar o caso, a manifestação do MPRN. Tivemos acesso ao conteúdo da denúncia.

O caso é gravíssimo.

É a cara da Saúde Pública de Mossoró, que não é modelo, padrão ou paradigma para ninguém.

Há uma mistura de má-fé com incompetência, mas difícil de se descobrir exatamente onde começa e termina cada uma, para entrar a outra.

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Falta o básico à saúde pública

Fitas medem descaso com saúde (Foto ilustrativa)

Do Blog Tio Colorau

Na última quarta-feira (19), um paciente de diabetes teve uma crise e precisou ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Nesses casos, o primeiro a se fazer é medir a glicemia do paciente, mas o procedimento não foi feito, pois faltava fitas na ambulância.

Ao chegar à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santo Antonio, pensando que enfim teria a glicemia verificada, o paciente foi informado que eles também não tinham as fitas.

A solução foi o paciente providenciá-las, do próprio bolso.

Fitas para medir glicemia são o básico do básico.

Esse fato mostra o estado precário em que se encontra a saúde no município.

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Gestão de Rosalba não consegue garantir insulinas

Do Blog Diário Político

A TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom), Canal 10, exibiu mais uma reportagem em que mostra a falta de insulinas de alto custo na Farmácia Municipal de Mossoró.

A situação tem deixado ainda mais complicada a vida dos diabéticos que precisam desse medicamento para sobreviver.

As insulinas voltaram a faltar, o que é rotina há anos, desde a quarta-feira passada, dia 22(veja AQUI).

Nota do Blog – Ano passado (veja AQUI) houve promessa de reabastecimento de remédios no sistema municipal de saúde, além de assegurado que não faltariam nenhum item – com certeza, até o fim do mandato da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), dia 31 de dezembro deste ano.

Essa promessa (mais uma) nunca foi cumprida. E provavelmente não o será.

O último lote de insulina chegou a Mossoró no dia 23 de novembro de 2019. Portanto, há mais de dois meses. Mesmo assim, dois dias depois a municipalidade percebeu que precisaria de pelo menos mais 200 unidades e foi socorrida pela Prefeitura do Natal (veja AQUI).

A questão da falta de insulina não é apenas um caso de saúde pública, mas sobretudo de polícia. Se houver investigação rasteira, superficial, logo se detectará o porquê desse problema insanável. Compra-se o produto para atender a 100% dos cadastrados, mas mesmo assim o que é adquirido não atende integralmente o público-alvo.

Precisa desenhar?

Pelo visto, o assunto não parece mesmo ser importante.

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Anestesiologistas não farão cirurgias a partir de segunda-feira

A partir desta segunda feira (4), “todas as cirurgias eletivas estão suspensas no Hospital Wilson Rosado e Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC),  até novas deliberações dos sócios da Cooperativa de Anestesiologistas de Mossoró (CAM)”, avisa o o anestesiologista Ronaldo Fixina, dirigente do Sindicato dos Médicos (SINMED), Delegacia de Mossoró.

“Por que os anestesiologistas não podem receber salários dentro do mês trabalhado? Um ente público que firma contrato sem previsão orçamentária recebe que denominação?”, provoca.

Os anestesiologistas plantonistas do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), sob intervenção federal desde 2014, “estão sem receber um centavo há mais de 4 meses: julho, agosto, setembro, outubro. Sem previsão de pagamento e sem a existência de um  cronograma de pagamento. Sim, e tem calote ( o termo mais correto ) de plantão de 2017”, reforça ele.

No HMAC a situação é similar àquela denunciada esta semana pelo diretor-geral do Hospital Wilson Rosado, cardiologista Bernardo Rosado: falta de pagamento há meses, do acordo entre Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Mossoró.

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Anestesiologistas e outras especialidades poderão parar

Integrantes da Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), que prestam serviços à saúde pública municipal de Mossoró, estão em compasso de espera. Poderão entrar em greve.

Fixina: no aguardo (Foto: Twitter)

Aguardam posicionamento de pelo menos outras duas categorias para ação conjunta.

“Será uma paralisação das anestesias para cirurgias eletivas e outras especialidades, devido inadimplência crônica e proposital por parte dos gestores da Saúde Pública”, justifica Ronaldo Fixina, dirigente da CAM.

A propósito, hoje (quarta-feira, 16) é o Dia do Anestesiologista. Uma ampla programação associativa, científica e social vem sendo encetada em Mossoró para marcar a data e o Dia do Médico (18 de Outubro).

Leia também: Médicos reagem contra atraso e acham inútil procurar Justiça.

Nota do Blog – Parabéns a  anestesiologistas e médicos em geral, que desempenham um papel tão crucial à saúde de tantas pessoas.

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Base de Fátima Bezerra tem péssima impressão de secretário

Cipriano e Saudade: passagem fugaz (Foto: cedida)

A passagem fugaz por Mossoró do secretário de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP), Cipriano Vasconcelos Maia, causou péssima impressão no grupo da governadora Fátima Bezerra (PT) na cidade.

Maia chegou por volta de 8h50 da quinta-feira (5) e por volta de 11h30 foi embora com destino a Pau dos Ferros.

Teve apenas uma reunião com a secretária municipal da Saúde, Saudade Azevedo.

Esqueceu, por exemplo, de conhecer a realidade de equipamentos atinentes ao seu trabalho, como o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

A governadora não pode nem se queixar do seu subordinado. Em suas rápidas estadas em Mossoró, também tem-se esquivado de conhecer in loco como anda o HRTM.

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Mais uma vez, novamente, de novo, falta insulina na PMM

Tresiba tem alta demanda e está em falta (Foto: reprodução)

Do Blog Saulo Vale

A falta das insulinas Novorapid e Tresiba volta a virar rotina na Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró. A última remessa foi no dia 22 de agosto, depois de mais de 20 dias em falta.

Um drama para pacientes diabéticos que não podem ter o tratamento interrompido e que não têm dinheiro para comprar esses insumos na rede privada de Saúde.

Mais de 600 pessoas são cadastradas na Farmácia Central para recebimento desses dois tipos de insulinas.

Enquanto isso, diabéticos fazem peregrinação no setor, quase que diária, na esperança da retomada da distribuição

A Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM) informou que iniciou os trâmites para a compra desses insumos.

Fez o empenho, na próxima segunda-feira (9) a empresa deve fazer o faturamento, para, em seguida, enviar os novos lotes de insulinas.

Nota do Blog Carlos Santos – A rotina com que noticiamos esse problema mostra que saúde não é prioridade pelas bandas de Mossoró. Quem sabe um dia o seja.

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Prefeitura retoma transporte de pacientes e negocia débitos

A Prefeitura Municipal de Mossoró manifesta-se sobre paralisação de transporte de pacientes que têm tratamentos especiais de saúde, como replicamos dia passado (veja AQUI).

Leia abaixo:

A Prefeitura de Mossoró informa que o transporte para pacientes realizarem tratamento de saúde na cidade e outros municípios foi retomado.

O Município está em tratativas com a empresa terceirizada que realiza o serviço, visando a negociação de débitos existentes.

A atual administração tem feito grande esforço para sanar dívidas e manter a regularidade financeira dos contratos firmados. O Município reconhece que trata-se de um serviço essencial e que está assegurado aos pacientes que dependem do transporte.

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Diabéticos pedem socorro; “está faltando tudo”

Apelo que merece ser levado a sério e respeitado:

Caro Carlos Santos,

Como o assunto é saúde, levo a você o dilema triste dos diabéticos de Mossoró. Até a presente data de hoje (quarta-feira, 14), essas pessoas que sofrem dessa terrível doença não receberam suas insulinas na secretaria de saúde da Prefeitura de Mossoró.

Isso desde o mês passado.

As pessoas ligam para o setor e a resposta é a mesma: “Está faltando tudo”

Desde as simples agulhas de aplicações das insulinas, como também as fitas de verificação da glicose dos diabéticos, e o principal – as insulinas.

Leva muitas dessas pessoas que têm essa doença crônica e terrível, juntamente com seus familiares, a um verdadeiro desespero. E que infelizmente, a prefeita não dá a atenção que essas pessoas doentes merecem.

Desumana e inaceitável essa atitude da senhora prefeita de Mossoró.

Francisco César – webleitor.

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Filas diárias revelam sofrimento do povão

Do Blog Diário Político

Diariamente dezenas de pessoas aguardam horas em busca de coleta de sangue para exames no Centro Clínico Professor Vingt-un Rosado, conhecido como PAM do Bom Jardim, órgão da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Para agendar as coletas é preciso chegar cedo.

São apenas 20 fichas e mesmo assim o sangue só e coletado em até 7 dias depois.

O Raio X continua quebrado há mais de um ano.

Leia tambémUnidade de Saúde vive com perigo de infestação de dengue.

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Município investe R$ 12 milhões a mais em Saúde Pública

No primeiro quadrimestre deste ano, a Prefeitura de Mossoró investiu R$ 12 milhões a mais do que determina a Constituição. Em vez de 15% de sua receita própria, a municipalidade chegou a 28,02%.

Leodise (À direita) mostra números (Foto: cedida)

Essas informações são reiteradas ao Blog pela secretária municipal de Saúde, Leodise Cruz. Lembra, a propósito, que por sua condição de cidade polo, com melhor estrutura sanitária numa vastíssima região, Mossoró acaba sendo sobrecarregada por alta demanda e custo.

De janeiro a abril deste ano, 28,02% na área do orçamento da Prefeitura terminaram sendo destinados à Saúde. “Somando os recursos SUS com recursos próprio, a Saúde municipal teve um investimento de cerca R$ 52 milhões”, comenta Leodise Cruz.

Judicialização

Durante a audiência pública na Câmara Municipal na segunda-feira (28), Leodise e assessores mostraram como é perverso o sistema para Mossoró.

Foi destacado que os serviços de Saúde de Mossoró atendem a uma região de mais de 60 municípios, que inclui cidades até da Paraíba e do Ceará.

“Muitas vezes temos que custear sozinhos com equipamentos que deveriam ser custeados em parceria com estado e união, como é o caso da UTI pediátrica, que investimos mais de R$ 300 mil. É por isso, que judicializamos para que as duas instâncias enviem os recursos”, declarou a secretária.