Como não crio expectativa, não tenho o que me decepcionar com Seleção do Brasil na Copa do Catar.
Vi jogo e interpreto que derrota para Camarões (vejo AQUI) é mais objeto de desentrosamento dos reservas e, ansiedade de alguns, tentando titularidade, do que deficiência.
Chore menos, torcedor.
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O Rio Grande do Norte tem um campeão brasileiro de futebol, na cobiçada Copa do Brasil 2020.
É o lateral-direito Khellven Silva, 18.
Khellven Silva defende o Athlético do Paraná, já colecionando dois títulos somente este ano (Foto: divulgação)
Seu time, o Athlético Paranaense, venceu à noite dessa quarta-feira (18) o Internacional no Estádio Beira-Rio em Porto Alegre (RS), pelo placar de 2 x 1 (veja AQUI).
Praticamente desconhecido em seu estado de origem, com nascimento em Pilões (no site do clube aponta Alexandria) no Oeste do estado, Khellven foi descoberto para o futebol em Brasília, onde residia.
Já teve convocação para a Seleção Brasileira sub18 e conquista mais um título com a camisa do time paranaense, haja vista que já fora campeão estadual este ano.
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Mas nas redes sociais, boa parte das postagens, neurônios e tempo foi consumida com um lengalenga sobre vaias sofridas pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) – em meio também a aplausos.
Bolsonaro enfrentou vaias, mas recebeu também aplausos, com tempo para posar ao lado de jogadores e taça (Foto: Z1)
Quanta perda de tempo, gente.
Torcida de futebol vaia até o próprio time de paixão e sua Seleção, imagine presidente da República, figura episódica lá por Brasília.
Há poucos dias, nessa mesma Copa América, o selecionado brasileiro saiu de campo sob vaias uníssonas.
Ontem, aplaudido.
Dilma Rousseff (PT) foi vaiada ruidosamente no mesmo Maracanã no final da Copa do Mundo de 2014 e no início, no Estádio de Itaquera (SP).
Lula (PT) – maior estrela da política nacional nas últimas décadas – enfrentou igual sentimento da massa nos Jogos Panamericanos de 2007. Ficou de tal modo abalado, que desistiu de fazer a declaração formal de abertura. Onde? No Maracanã.
– “É reação do ser humano”, julgou Lula ao falar sobre o assunto, minimizando o mal-estar.
Juscelino Kubitschek foi coberto por vaias em um evento oficial na condição de presidente da República. Saiu-se do embaraço com maestria:
– “Feliz do país que pode vaiar seu presidente”.
O jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues falava que “os admiradores corrompem”. Tratava a vaia com reverência, bem ao seu estilo controverso.
Vamos cuidar de coisas mais importantes e sérias para o país. O tempo urge e ruge. Copa América já passou. O Governo Jair Bolsonaro está só começando – com ou sem vaias.
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