Uso de máscara tem também especificação de modelos (Foto: arquivo)
O Comitê Permanente de Avaliação de Medidas Preventivas para Monitorar e Integrar Ações de Enfretamento à Covid-19, do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN), decidiu pelo retorno do uso de máscaras faciais nas dependências dessa corte. Só serão aceitas, para ingresso e permanência no TRT-RN, pessoas com uso de máscaras dos tipos cirúrgica ou N95.
A medida passa a ser obrigatória a partir de dessa terça-feira (7).
O Comitê voltou a se reunir na manhã desta segunda-feira (6) devido ao aumento no número de casos de Covid-19 registrado no estado nas últimas semanas. De acordo com informações do Setor Médico-Odontológico do TRT-RN, o momento é de extrema cautela.
Audiências
Já a realização de audiências, no período de 7 de junho a 7 de julho de 2022, será sob a forma que cada magistrado determinar, cabendo-lhe decidir o melhor modo: presencial, híbrido ou telepresencial.
Nesses casos, deverão ser observadas, rigorosamente, as exigências relativas às medidas de proteção à saúde e segurança.
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A não obrigatoriedade do uso de máscaras faciais, flexibilizada por decreto do governo estadual (veja AQUI) e também do municipal (veja AQUI), não levou a Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL) a baixar a guarda em relação à Covid-19.
Em Nota aos Lojistas, a entidade recomenda que comerciários e dirigentes comerciais continuem utilizando esse equipamento de prevenção.
Na ótica da CDL, é uma forma de demonstrar maior segurança “aos clientes ainda cautelosos com a pandemia, bem como respeitaríamos a liberdade de escolha dos que se sentem seguros para transitar sem máscara”.
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Comitê Científico reuniu-se nessa terça-feira para tratar sobre uso ou não de máscara (Foto: arquivo)
O Governo do Rio Grande do Norte publica novo decreto que flexibiliza o uso de máscaras em locais abertos e fechados no estado, conforme recomendação do Comitê Científico de Especialistas da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN). A posição foi discutida e decidida na noite desta terça-feira (5), a partir da análise do quadro epidemiológico e assistencial que aponta para um baixo patamar de casos, óbitos e internações em decorrência da Covid-19.
Publicado em edição extra do Diário Oficial do RN (DOE-RN) desta quarta-feira (6), o novo documento suspende o decreto que estaria em vigor até o dia 8, para colocar em vigência as novas medidas, que incluem ainda a orientação do uso contínuo de máscara para todas as pessoas que estejam com sintomas gripais e grupos mais vulneráveis à Covid-19, como idosos e imunossuprimidos.
Ciência
“A ciência sempre vai pautar nossas decisões no que diz respeito à pandemia. Então, continuaremos avançando com a vacinação, quem ainda não tomou as doses recomendadas, complete o seu esquema vacinal!”, lembrou a governadora Fátima Bezerra.
O Comitê discutiu também questões como a manutenção do reforço à campanha de vacinação contra a Covid-19, vigilância de casos e outros pontos. As recomendações completas estão previstas para serem publicadas amanhã.
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Mesmo com toda a população vacinada, 1.348 (62,3%) dos gestores municipais pretendem manter o uso obrigatório de máscaras e apenas 69 (3,2%) Municípios devem flexibilizar o equipamento de proteção individual. Outros 708 (32,7%) ainda decidiram sobre a manutenção da obrigatoriedade. Essas informações estão na 27ª pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) sobre a Covid-19, promovida entre os dias 27 e 30 de setembro com 2.165 prefeituras.
Uso obrigatório de máscaras é predominante entre prefeitos (Foto ilustrativa)
O último levantamento semanal da entidade mostra ainda que, atualmente, o uso de máscaras é obrigatório em lugares coletivos de 2.097 (96,9%) Municípios e em 2.080 (96,1%) nos ambientes públicos. Quase 100% dos 2.108 gestores afirmam manter comunicados a respeito da necessidade e da importância do equipamento, o que representa 97,4% dos Municípios que responderam tal pergunta.
Em relação a punições pelo descumprimento da obrigatoriedade, 826 (38,2%) das prefeituras respondentes afirmam ter instituído penalidades e 1.290 (59,6%) não instituíram infrações para o não uso de máscaras nos locais obrigatórios.
A pesquisa, que teve sua primeira edição publicada em março deste ano, aponta um afrouxamento nas medidas restritivas, apenas 884 (40,8%) Municípios afirmam manter regime diferenciado de circulação ou para atividades econômicas.
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Chegaremos o fim do ano no encolhe-estica de toque de recolher, flexibilização, lockdown, mais máscara, mais álcool gel, distanciamento social e o coronavírus arrepiando.
Não é pessimismo, mas realismo.
Basta ter o mínimo de capacidade fria de observação.
E falta 2022.
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O largadão “Greg”, o insano Jones e o presidente que faz e prega o contrário do que seu governo diz (Fotomontagem Canal BCS)
Eu era bem mais jovem do que sou hoje. O ano? Estávamos em 1983. Na Rede Globo de Televisão havia uma novela de muito sucesso e catalisadora da atenção de telespectadores em todo o país, no horário das 8 da noite: Champagne.
Um dos personagens, lembro bem o nome do ator, Cássio Gabus Mendes, aparecia como um jovem largadão e tinha como um dos ornamentos à mostra, certo colar feito com fio ondulado de telefone e fechado por uma trava comum a chaveiros levados à cintura de calças/bermudas.
A força de influência da televisão, daquela figura e da narrativa, eu pude verificar na comunidade de Ponta do Mel em Areia Branca, coisa aí de uns 67 quilômetros de Mossoró.
Ainda em boa parte com estrada carroçável, a gente chegava por lá de moto e desfrutava daquela beleza idílica, de uma paz celestial e da convivência generosa com sua gente.
Como reflexo da novela, vi incontáveis adolescentes e adultos com aquele troço enroscado no pescoço.
Passados tantos anos, as imagens ainda estão em minha memória e, tenho certeza, que a moda bizarra logo passou, sem que causasse nenhum prejuízo pessoal ou coletivo àquela comunidade. Sei, sem dúvidas, que milhares de outras pessoas em todo o Brasil, das cidades grandes aos rincões, imitaram Cássio Gabus Mendes e seu personagem legal.
Agora, deparo-me com um presidente da República do meu pais insistindo, como o fez desde o começo da pandemia, para que não se use máscara à proteção contra o coronavírus (Covid-19). Se antes era por estímulo próprio de seu mau exemplo, dessa feita orienta e estimula seu ministro da Saúde (Marcelo Queiroga) a diligenciar providências para que seja derrubada qualquer obrigatoriedade (veja AQUI) dessa peça preventiva, universalizada no mundo.
Ao contrário de “Greg”, interpretado por Cássio Gabus Mendes, um punk boa gente, divertido e inofensivo naquele seu figurino maluco, Jair Bolsonaro não é uma invenção da dramaturgia. Promove um mal de grandes proporções e por sua influência pessoal – como o faz desde o princípio, repito – pode levar milhares e milhares de pessoas à morte.
Sua postura não é motivo de graça ou mesmo piada, mas de apreensão. Um homem que é “mito” para tantos milhões de pessoas, com o poder de influenciá-las, cada vez que contraria a lógica, a ciência e passa por cima de um pingo de bom senso, arrasta consigo multidões de fanáticos e ignorantes a comportamento espelhado, repetitivo e letal.
É uma versão atualizada e numa dimensão muito maior, do pastor norte-americano Jim Jones, que em 18 de novembro de 1978, na Guiana, levou 918 pessoas a morrerem em um misto de suicídio coletivo e assassinatos. Se você não conhece essa história verdadeira e aterradora, pesquise.
A forma de agir e linguagem de Bolsonaro são tão nocivas, que não adianta muitos de seus escudeiros pagos ou não, como o ministro Fábio Faria (PSD), dissertar sobre medidas do governo na distribuição de vacinas e bilhões ao enfrentamento da Covid-19. A pessoa que melhor poderia guiar a massa depõe contra a própria propaganda oficial.
O governo é Bolsonaro, o que ele faz e fala; o governo não é o que Fábio Faria espalha.
O pastor Jim Jones arranjou um concorrente à altura. Infelizmente. E não estamos na Guiana nem nos anos 70. Que boas lembranças da figuraça do Greg e da inocência daqueles tempos em Ponta do Mel. O mal é o que sai da boca do homem.
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Após cerca de um ano e 4 meses de pandemia no país, com medidas universais de prevenção consagradas (uso de máscara, distanciamento social e álcool gel), ainda tem quem seja insubordinado a essas orientações e normas.
Do zé-ninguém ao dotô!
Um, por ignorância;
O outro por estupidez.
Ambos, vítimas em potencial e fortes vetores do vírus.
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