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Vacinação chega a pessoas sem comorbidades com 55 anos ou mais

Vacinação a partir de 55 anos sem comorbidades - Mossoró, prefeito Allyson anuncia para fim de semana - 05 e 06 de Junho de 2021- Covid-19Unidades Básicas de Saúde (UBSs)

Lahyre Rosado (Sumaré);

Maria Soares (vizinho à UPA do Alto de São Manoel);

Epitácio Carvalho (Pintos);

Chico Costa (Santo Antônio);

Francisco Nazareno (Aeroporto);

Lucas Benjamim (Abolição III);

José Leão (Alto da Conceição);

Ildone Cavalcante (Barrocas);

Moisés Costa (Redenção);

Marcos Raimundo (Belo Horizonte).

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Estou na fila do Sus

SUS - logomarcaQue país estranho.

Quem diria que hoje, para muitos, prioridade é encontrar uma doença em si.

De pereba à espinhela caída, vale tudo na esperança de furar fila e ser vacinado.

Tive asma até meados dos 30.

Nada mais grave.

Sou grato por tanta saúde.

Estou na fila do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Abel Braga, a vacina que o Brasil precisa urgentemente?

Por Francisco Edilson Leite Pinto Júnior

Era final da noite, do dia 20/01/2021, dia de São Sebastião – o santo católico escolhido para ser o protetor das vítimas da fome, da guerra e das pestes. O árbitro Marcelo de Lima Henrique aponta para o centro do gramado, dando fim a massacrante derrota do time tricolor paulista.

Assistindo atônito a tudo isso, fui logo alertado: “Pai, olha lá!”. O sempre iluminado Lucas estava me mostrando uma das mais belas cenas que já vi em um campo de futebol.

Abel Braga, o "Abelão", gesto nobre na atenção aos vencidos; exemplo que faz bem e o bem (Foto: UOL)
Abel Braga, o “Abelão”, gesto nobre na atenção aos vencidos; exemplo que faz bem e o bem (Foto: UOL)

O tão criticado, “ultrapassado e obsoleto” técnico Abel Braga comemorava abraçado com todo o time do Internacional, quando, de repente, vê o time de jovens atletas do São Paulo saindo, destruídos e humilhados. Ele olha para aqueles garotos, põe a palma da sua mão no queixo e faz o gesto de “levantem a cabeça”!

Não satisfeito, desvencilha-se do seu grupo e vai falar com um dos derrotados até a entrada do túnel. Para Abel, mais importante do que a sua vitória pessoal era restaurar o brilho no olhar daqueles jovens cujo destino foi impiedoso por colocá-los para serem treinados por alguém (Fernando Diniz) que prefere a humilhação (seu mascaradinho de …! Seu ingrato de …! Seu perninha!) à compaixão.

De imediato, lembrei-me do filme Tróia e outra cena inesquecível. O rei Príamo entra na cabana e beija as mãos do maior guerreiro de todos os tempos, e diz: “acabei de fazer o que nenhum homem desse mundo fez. Beijei as mãos do homem que matou o meu filho… Eu lhe imploro, Aquiles, devolva o corpo do meu filho Heitor. Ele merece a honra de um funeral apropriado, dei-me essa misericórdia. Ainda sou seu inimigo hoje, mas até os inimigos podem se respeitar”…

Respeito, compaixão, humanidade, empatia, amor… Todos os componentes da IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo) necessários para produzirem a mais potente vacina contra essa pandemia que nos assusta desde 26/02/2020, no nosso país, foram vistas em um piscar de olhos naquele gesto de Abelão.

Mas não! A professora COVID-19 “falhou” redondamente no mundo e, principalmente, no nosso país. Mais de 215.000 mortes até agora e o que presenciamos diuturnamente são atitudes assustadoras.

É um verdadeiro circo do horror, onde a desumanidade, o desleixo com a vida humana, o descaso com a dor do outro, o escárnio pela morte de um voluntário de uma pesquisa vacina, a apologia à xenofobia, o incentivo ao divisionismo, são servidos no Coliseu digital moderno a uma plateia cujo hálito da morte não para de pedir: “Mais sangue, mais sangue! Fechem o STF! Fechem o Congresso Nacional!”.

Juro que, nos meus mais altos devaneios literários, jamais imaginei que um dia fosse presenciar todo esse espetáculo dantesco. Pessoas morrendo e outras se aglomerando em festas, indiferentes, como se nada estivesse acontecendo.

Vejo pessoas da área da saúde incentivando o não uso da máscara e que essa “gripezinha” não passa do invencionismo de uma mídia sestra cujo destino deveria ser o mesmo dos livros queimados por Hitler… Vejo pessoas fazendo apologia a santos e no canto direito da boca escorrer o fel e o ódio, com tamanha hipocrisia que não conseguem nem saber: “Onde está a mentira?!!”…

“Sem falar da dor mais revoltante promovida pelo silêncio dos covardes. Aqueles que foram escolhidos para defenderem a sociedade, ficam calados, e, quando falam, sussurram disfarçadamente com uma contração no lábio direito, comum a quem ri, dando a mais clara manifestação de apoio a tudo isso…”

Nietzsche dizia: “É preciso o caos dentro de si para dar luz a uma estrela cintilante”. E se podemos tirar algum proveito desse quadro, é saber que agora as entranhas de cada um de nós estão expostas, como as vísceras de um Prometeu acorrentado, e que em alguns são tão pútridas, que desencorajam até as águias de chegarem perto, não só pelo seu odor, mas também por receio de serem devoradas pelo monstro do pântano, o monstro da Lagoa…

Mas nem tudo está perdido. Dia 21/01/2021, recebo pelo WhastApp, a mensagem do meu ex-aluno e fiel amigo Jailson Martins Vale, médico do Samu Natal/RN:

“Ontem fiquei 01:15h na fila da vacinação – sim, sou jacaré5Gchipado chinês! – E durante a espera em que via a luz no final do túnel, um mundo de pensamentos e emoções vividos nos últimos 10 meses tomou conta de mim. Quanto sofrimento, de tantos e em tão pouco tempo! E nem de longe tenho propriedade para tal afirmação. A aproximação do posto de vacinação se assemelhava ao ponto mínimo de luz do outro lado do túnel que cresce à medida da aproximação e logo invade todo o ambiente ao fim da travessia (era a agulha que injetava o tão precioso líquido e que logo estaria nos braços do povo brasileiro). A esperança se renovara. O bem sempre vence o mal! Chegando em casa, meu delírio foi sanado pela realidade brasileira de uma enxurrada de denúncias nas redes sociais de fura-fila na vacinação e atos “equivocados” em Natal e Brasil afora. Um misto de vergonha e revolta tomou conta de mim. Ao ver este vídeo no início da noite, a boca secou, a desesperança me invadiu, os pensamentos se confundiram. Como um retirante faminto dos anos 80, fui dormir para esquecer a fome. Derrotado, perdi o sono. Hoje, com um rosário numa mão e o título de eleitor na outra, rogarei pela redenção deste país e pelos homens de boa vontade. Afinal, a fé move montanhas (e governos) e o bem sempre vence o mal!  Bom dia!”.

Bom dia! Sim, ainda há uma esperança nesse país. E ela está dentro de cada brasileiro que se identifica com essa mensagem do meu amigo Jailson.

Cada brasileiro que toma sua dose diária da vacina Abelão – que mesmo diante de todo seu sofrimento, enfrentando a maior tragédia de vida (perdeu um filho adulto há poucos anos), à semelhança de Príamo – ainda consegue ter anticorpos para difundir a compaixão, a empatia, o respeito ao próximo e principalmente, o AMOR.

Foi lindo, Abel!

Tim, tim!!!

Francisco Edilson Leite Pinto Júnior é professor da UFRN, médico, escritor, pai de Lucas e marido de Viviane.

Tibau, retrato de uma pandemia

Por Carlos Brilhante

No desenrolar do tradicional veraneio de janeiro, Tibau figura como uma natural rota de fuga de grande parte da população mossoroense e oestana, dada às suas belezas naturais e acolhimento típico dos moradores.

Em virtude da pandemia que assola a totalidade do globo terrestre, da crise humanitária que leva a óbito milhares de manauaras e das mais de 200 mil famílias enlutadas em solo brasileiro, até hesitei por um lapso de tempo em pensar que haveria mais comedimento no espírito do veranista que inunda tais plagas. Se constata entretanto, que vivemos além de uma crise sanitária, uma crise de valores de empatia mínima, de respeito ao próximo, de solidariedade natural.empatia

Há uma ruptura do processo civilizatório agravado com esta doença que potencializa o lado obscuro de uma parcela social.

Em Tibau, cidade que já vive às voltas com altos índices de transmissibilidade e infecções pelo COVID-19, vemos o cristalino espírito que parece contagiar a alma do brasileiro: o da negação de toda realidade dos fatos. Parece que nada está acontecendo lá fora, ou que o veranista das terras das areias coloridas está imune ao vírus ou que já possui a disputada vacina.

Nas praias, não se vê a mínima alma usando máscara. Sim, a mínima coisa que um ser humano pode empreender em prol de sua salubridade, é negligenciada como se fosse um encargo hercúleo. Um trabalho homérico, algo impossível de ser concretizado.

Esse descuido é estendido aos estabelecimentos comerciais, que a despeito dos cuidados de alguns comerciantes da localidade, são infestados por uma turba (de jovens, principalmente) alheia a qualquer cuidado básico.

Nas casas rodeadas de alpendres vemos pequenas festas privadas, até então adstritas ao vínculo familiar (o que quero crer) ou nitidamente não. Festas com grande aglomeração de pessoas, com músicas ao vivo, algumas com bandas contratadas, sem respeito ou critério mínimo algum.

Monte de adolescentes e jovens ao redor de um frenético paredão de som, se esgrimam em suas coreografias, numa comemoração frenética da vida. Vida esta tão disputada por pessoas a espera de um leito, de um cilindro de oxigênio, de um respirador, de uma vacina, de um tratamento digno.

Tibau, se tornou neste veraneio um grande caldeirão de pessoas em suas diversas idades e cidades tendo contato diário  umas com as outras, pessoas estas que retornarão aos seus lares, as suas localidades, ao abraço descuidado no ente que ficou, no amigo que não veio, na pessoa que inocentemente contrairá a doença e não resistirá. Falo de uma realidade local, por mim conhecida, mas e em Areia Branca? E em Pipa? Nas cidades litorâneas da Paraíba? No badalado litoral baiano? No Rio? No país?

Deus nos livre do que nos espera em fevereiro no carnaval, e seus resultados em meses subsequentes. Acabamos de abrir a fresta da porta de 2021, ano esse que poderá nos levar à uma luz no fim do túnel ou a um abismo sem perspectivas. Pela atitude do brasileiro médio não vejo prognósticos de esperança, no mais, vou fazendo a minha parte nos cuidados básicos e me alienando dessa realidade distópica.

Carlos Brilhante é advogado

Vacina, vacinas, burrice

Por François Silvestre

O mundo vive uma pandemia bem mais letal do que a incidência do vírus coroado. É a pandemia da dominação dos asnos, com minhas desculpas aos quadrúpedes aqui usados, talvez indevidamente, para qualificar a inteligência vigente.

Pra tudo e pra todos os lados. A ciência, digo os “cientistas”, chutaram a sensatez que lhe dá credibilidade e embiocaram no mundo turvo da política. Os políticos conseguiram uma proeza que ninguém previra, tornaram-se mais venais e mais estúpidos do que todos os seus ancestrais. A cultura virou uma caricatura universal de folguedos sem qualquer apelo de inteligência.

A literatura vive de pompas e clausuras, num academicismo ridículo. O lirismo, tão gracioso há antigas décadas, é apenas a farsa crônica da mesma fisionomia caricatural.

A saúde pública deságua no manancial estreito e putrefato onde já fedia miseravelmente a saúde particular dos pobres. O poder público não é poder nem é público. É um bivaque particular, rifa entre parentes e amigos. Foi sempre assim? Sim. Mas piorou. E o pior é que antes ainda se reclamava; agora, aceita-se com resignação e até aplauso.

Ouvi agora o rincho de um jumento no quintal vizinho, que som agradável de ouvir comparado ao som que vem da televisão ou do rádio.

Comparado até ao silêncio da leitura de jornais ou redes sociais. Esse rincho silencioso que certas leituras completam o ateliê caricato, onde cinzela-se o monumento de um planeta plano desafiando a inteligência esférica dos contornos universais.

E a fé? Coitada. Triturada por igrejas e carolas, espertos e ingênuos. Vem de coito.

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Unidades de Saúde não possuem mais vacinas contra Influenza

Do Blog Carol Ribeiro e Blog Carlos Santos

No segundo dia da campanha de vacinação contra a Influenza em Mossoró, nessa terça-feira (24), as doses das vacinas na maioria das unidades de saúde de Mossoró não foram mais encontradas.

Influenza tem prioridades (Foto ilustrativa)

As vacinas contra a gripe deve imunizar idosos a partir dos 60 anos, e profissionais de saúde, nessa primeira etapa.

“Após um ‘via crucis’ em quatro UBS’s aqui próximo de casa uma constatação: acabou a vacina para gripe. Só sexta-feira próxima. Foi a previsão passada pelos funcionários”, informa uma fonte ao Blog Carlos Santos.

O outro lado

A Prefeitura de Mossoró enviou nota de esclarecimento sobre o assunto. Segundo o Executivo, a Secretaria de Saúde aguarda novo lote de vacinas contra Influenza enviado pelo Ministério da Saúde.

A secretária Municipal de Saúde, Saudade Azevedo, explica que Mossoró recebeu um lote com aproximadamente 16 mil vacinas, que foram distribuídas entre as 45 salas de vacinação de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e hospitais da cidade.

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