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Suposta venda de decisão envolve ex-juízes do TRE/RN

Uma atuação conjunta do Ministério Público Federal (MPF), da Polícia Federal e da Receita Federal resultou na deflagração, na manhã desta quarta-feira (8), da Operação Balcão, com a execução de sete mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara da Justiça Federal em Natal (RN).

Os mandados estão sendo cumpridos em Natal, Parnamirim e em Brasília. Houve autorização de imediato levantamento do sigilo dos autos após o cumprimento dos mandados.

Os crimes investigados são os de corrupção passiva (art. 317 do Código Penal), corrupção ativa (art. 333 do Código Penal), lavagem de ativos (art. 1º, Lei nº 9.613/98) e crime contra a ordem tributária (art. 1º e 2º da Lei nº 8.137/90). A apuração teve início em 2014, após a divulgação de um vídeo em redes sociais.

Eleições

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) havia determinado a realização de eleições suplementares para os cargos de prefeito e vice-Prefeito do Município de Francisco Dantas, localizado a 400 quilômetros da capital potiguar. Uma chapa, apoiada pelo então prefeito cassado, Gilson Dias Gonçalves, teve seu registro indeferido judicialmente e as partes recorreram ao TRE/RN. Uma cautelar foi distribuída ao relator, o então juiz Carlo Virgílio Fernandes de Paiva, que concedeu liminar para suspender a diplomação da outra chapa.

Erick Pereira está no epicentro e teria negociado, segundo o MPF/RN, decisão com adiciona para juízes do TRE/RN (Foto: TN)

Um dia antes do julgamento do recurso principal pelo Plenário do TRE, um parente do candidato a vice-prefeito na chapa cujo registro foi indeferido divulgou vídeo em que relata suposta compra da decisão judicial, com pagamento a integrantes do tribunal.

Após a divulgação do vídeo, o processo foi retirado de pauta e o então relator, Carlo Virgílio, se declarou suspeito, afastando-se do caso. Ao final, o TRE/RN decidiu por manter a cassação do registro da chapa apoiada pelo prefeito cassado.

Investigações

Com o objetivo de apurar a veracidade da denúncia feita no vídeo, o MPF obteve judicialmente o afastamento do sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático dos envolvidos, bem como requisitou documentos, colheu diversos depoimentos e realizou diligência no TRE/RN para obtenção de arquivos em computador.

Verlano: dinheiro (Foto: arquivo)

A movimentação financeira de Gilson Dias e familiares revelou a ocorrência de diversos saques de elevada quantia em espécie (mais de R$ 200 mil) poucos dias antes do julgamento no TRE/RN. Na caixa de e-mail de Carlo Virgílio foi encontrada minuta de voto que atendia aos interesses da chapa apoiada pelo prefeito cassado.

Somado a isso, registros de ligações telefônicas indicaram a possível intermediação do então juiz do TRE/RN, Verlano Medeiros, nos fatos investigados.

Em depoimento prestado no MPF, Gilson Dias declarou que em reuniões realizadas no escritório do advogado Erick Pereira, este teria indicado que – para além dos honorários advocatícios licitamente contratados – o caso poderia ser resolvido no TRE mediante o pagamento de R$ 150 mil.

Os encontros foram confirmados por registros de ligações telefônicas e identificação de localização, através da triangulação das antenas de telefonia utilizadas nas ligações.

À época, Verlano Medeiros era juiz do TRE/RN e advogava no mesmo escritório de Erick Pereira. Tanto Carlo Virgílio quanto Verlano Medeiros integravam o tribunal nas vagas destinadas aos juristas, profissionais que podem continuar advogando mesmo durante o período em que são magistrados na Justiça Eleitoral.

Indícios de lavagem de ativos

O afastamento do sigilo fiscal e bancário de todos os investigados demonstrou movimentação financeira incompatível com as rendas declaradas ao Fisco. Relatório da Receita Federal indicou que Carlo Virgílio, no final de maio de 2014 – dez dias após conceder a liminar sob suspeita – adquiriu à vista um veículo Amarok, por R$ 123 mil, tendo registrado o bem em seu nome. Uma semana depois, ele devolveu a nota fiscal do veículo e pediu a emissão de uma nova, em nome de empresa administrada por sua esposa.

Virgílio: carro novo (Foto: arquivo)

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que Verlano Medeiros, por sua vez, recebeu, em 2015, dois depósitos em espécie, o primeiro de R$ 190 mil e o segundo de R$ 149,9 mil. Constaram como depositantes a irmã de Verlano e um padre da cidade de Natal. Ambos foram ouvidos pelo representante do MPF, o procurador da República Renan Paes Felix – que conduziu as investigações –, e negaram ter feito tais depósitos.

Outras repercussões

O afastamento do sigilo dos investigados permitiu também reunir indícios de atuação dissimulada em outras esferas governamentais, para obtenção de vantagens indevidas.

A análise da caixa de e-mails de Erick Pereira revelou a utilização de uma técnica de arquivar informações sensíveis no rascunho do próprio e-mail, com a suposta finalidade de evitar o tráfego de tais informações pela internet.

No entanto, quando autorizada a quebra de sigilo do correio eletrônico do investigado, tais dados foram enviados pelo provedor. Informações contidas em tais rascunhos, descobertas em encontro fortuito, contradizem depoimento prestado por Erick Pereira no Inquérito 4.618/DF, que tramitou no Supremo Tribunal Federal, referente à colaboração premiada de Ricardo Saud, do Grupo JBS. Tais achados foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República.

Nota do Blog – Que coisa, hein!? Nunca imaginei que algo dessa natureza pudesse estar ocorrendo no RN. Vamos acompanhar a apuração dos fatos.

Confira a íntegra das manifestações do MPF AQUI e AQUI.

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Bastidores de uma delicada escolha para o TRE do RN

Do Blog da Chris

A indicação do advogado e atual suplente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN), Wlademir Capistrano, para a vaga de titular que era do também advogado Verlano de Medeiros, surpreendeu o mundo jurídico do Rio Grande do Norte.

José Agripino, Rosalba Ciarlini e João Maia, ligações que chegaram até Rodrigo Maia e à nomeação (Foto: Web)

Também candidato, o mossoroense Daniel Victor da Silva Ferreira era o favorito e tinha apoio declarado da maioria da classe política potiguar, nessa disputa que se estendia desde abril de 2016 e que contou com a substituição de um dos nomes, o jurista Paulo Linhares, por determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Não são necessárias maiores dilações para perceber o DNA da escolha: 1) a pressa para que a chancela não ficasse para Michel Temer (PMDB), que estava fora do país; 2) a ligação umbilical entre Rodrigo Maia (PMDB-RJ, que assinou a indicação e o senador José Agripino Maia; 3) o senador pretende uma aliança ampla em 2018, envolvendo João Maia (PR), padrinho do escolhido.

Relatoria no TRE

Não custa lembrar igualmente que no final do ano passado o ex-vice prefeito Antônio Capistrano, pai do nomeado, foi convidado por Carlos Augusto Rosado para assumir secretaria no Governo da pediatra Rosalba Ciarlini (PP), do qual declinou.

Wlademir é ainda relator no TRE de recurso da campanha de Rosalba Ciarlini que pretende reverter a reprovação de suas contas pela 34a Zona Eleitoral de Mossoró, cujo parecer da Procuradoria Eleitoral que atua junto ao Tribunal foi pela manutenção da decisão de primeiro grau, por considerar que a candidata praticou ilicitudes na arrecadação de recursos e gastos de campanha.

Todos esses personagens estavam em Brasília essa semana. O tabuleiro da política potiguar ferve com vistas a 2018.

Cada qual tentando se segurar como pode.

Leia também: Filho de ex-vice-prefeito é escolhido para o TRE do RN AQUI.

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Ex-juiz do TRE é denunciado pelo Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) denunciou o ex-assessor jurídico de Sítio Novo e ex-juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN), o advogado Verlano de Queiroz Medeiros, e ainda José de Arimatéia Sales, sócio-administrador da Divinópolis Construções e Serviços Ltda.

Verlano: outra denúncia (Foto: TRE)

O primeiro é acusado de corrupção passiva e falsidade ideológica e o segundo de corrupção ativa. Em 2008, o empresário repassou R$ 10 mil em propina para o então assessor jurídico de Sítio Novo, após a Divinópolis ter sido contratada irregularmente.

Verlano Medeiros já havia sido processado anteriormente pelo MPF, em razão de participação em esquema de fraudes a licitações no Município de Sítio Novo, mas foi excluído liminarmente do polo passivo da Ação de Improbidade 0005140-39.2012.4.05.8400, antes mesmo da produção de provas no processo, por decisão do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 (decisão essa mantida pelo STJ).

Esquema ilícito

No entanto, novas informações e provas obtidas em outra investigação deixaram clara a participação do advogado no esquema ilícito.

Com o afastamento do sigilo bancário da Divinópolis (dentro do processo nº 0001862-25.2015.4.05.8400), verificou-se que a empresa contratada irregularmente com base em licitação fraudada, para construção de uma quadra de esportes, recebeu a primeira parcela do pagamento da Prefeitura de Sitio Novo no dia 3 de novembro de 2008, no valor total de R$ 64.483,04.

Nessa mesma data José de Arimatéia providenciou a transferência de R$ 10 mil para a conta pessoal de Verlano de Medeiros, autor do parecer jurídico que instruiu o processo licitatório forjado.

Saiba mais detalhes AQUI.

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Eleição para TRE movimenta bastidores do Judiciário

Fervem os bastidores à escolha da lista tríplice que será formada à escolha do próximo juiz titular do Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A eleição será amanhã.

O escolhido entrará na vaga de Verlano de Queiroz Medeiros, que encerrará seu mandato no dia 27 de julho deste ano.

São sete os concorrentes aos votos do colegiado do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Disputam a vaga os advogados Daniel Victor da Silva Ferreira – OAB/RN 4.417; Flavio Henrique de Moraes Mattos – OAB/RN 467-A; Herbert Oliveira Mota – OAB/RN 2.697; Marcos Antônio da Silveira Martins Duarte – OAB/RN 2.928; Nilo Ferreira Pinto Júnior – OAB/RN 2.437; Paulo Afonso Linhares – OAB/RN 1.069; e Wlademir Soares Capistrano – OAB/RN 3.215.

A lista tríplice é enviada à Presidência da República, cabendo ao Executivo nacional nomear um deles à sua escolha.

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TJ vai formar lista tríplice para escolha de novo juiz

Vai acontecer no próximo dia 13, a eleição para escolha do novo integrante efetivo do Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN), categoria jurista. A disputa envolve sete concorrentes que serão votados pelos membros do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Disputam a vaga os advogados Daniel Victor da Silva Ferreira – OAB/RN 4.417; Flavio Henrique de Moraes Mattos – OAB/RN 467-A; Herbert Oliveira Mota – OAB/RN 2.697; Marcos Antônio da Silveira Martins Duarte – OAB/RN 2.928; Nilo Ferreira Pinto Júnior – OAB/RN 2.437; Paulo Afonso Linhares – OAB/RN 1.069; e Wlademir Soares Capistrano – OAB/RN 3.215.

Dessa relação sairá uma lista tríplice e, desses escolhidos, o eleito para mandato de dois anos.

A nomeação cabe à Presidência da República.

Mossoró

O escolhido entrará na vaga de Verlano de Queiroz Medeiros, que encerrará seu mandato no dia 27 de julho deste ano.

Entre os concorrentes estão três advogados com atuação em Mossoró, Paulo Linhares, Herbert Mota e Daniel Victor Ferreira. Vlademir Capistrano é outro nome com ligação direta com a cidade, filho do ex-deputado estadual Antônio Capistrano.

Ele já fora nomeado como juiz substituto do TRE no dia 23 de dezembro de 2015.

Herbert Mota é outro já atuando no TRE, também como substituto, desde nomeação no dia 27 de novembro de 2014.

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TRE garante mandato de vereador que saiu do PMDB

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indeferiu ação que tramitava nessa Corte, de perda de mandato eletivo por desfiliação partidária, contra o vereador João Cirilo de Brito Neto (PHS), o “Joãozinho”. Foi considerada improcedente.

Joãozinho continua em seu mandato, obtido nas eleições municipais de 2012 em Porto do Mangue, município da Costa Branca. A ação foi articulada pelo prefeito Francisco Gomes Batista (PMDB), o “Titico”, desgostoso com o afastamento partidário e da bancada governista, do vereador.

Marquinhos, Souza, Joãozinho, Leandro Prudêncio comemoram (Foto: cedida)

O suplente Sebastião Zuza Dantas (PMDB), conhecido como “Bastinho”, aparece como titular da ação, pois seria o beneficiado com a perda do mandato de Joãozinho, caso o TRE acatasse os argumentos de sua petição. O relator Verlano de Queiroz Medeiros apresentou voto favorável ao vereador.

Justiça

O prefeito Titito atropelou em sua estratégia, até uma decisão tomada pela Executiva Estadual do PMDB, que concedeu licença para Joãozinho sair da sigla sem sofrer qualquer tipo de perseguição.

“Fiquei surpreso quando soube que o prefeito estava agindo através de Bastinho, para tirar meu mandato”, comenta Joãozinho. “Foi feita a justiça”, completou.

Com  cópia da decisão publicada hoje em mãos e, ao lado do irmão Marquinho, o vereador posou ao lado do deputado Souza (PHS) e do presidente estadual do seu partido, Leandro Prudêncio.

TRE escolhe juízes plantonistas para eleições suplementares

Do Blog de Thaísa Galvão

O TRE fez sorteio para escolher os juízes da Corte que estarão de plantão no Tribunal na eleição suplementar de Mossoró marcada para 4 de maio.

Na quinta-feira, dia primeiro, último dia de campanha, o plantonista será o juiz Nilson Cavalcanti.

Para sábado e domingo, véspera e dia da eleição, o “sortudo” foi o juiz Verlano Medeiros.

Que certamente não terá um minuto de paz durante o plantão.

Confusão é só o que não vai faltar…e as decisões serão monocráticas.


Prefeita e vice têm outra condenação no TRE-RN

O Recurso Eleitoral 935-54 protocolizado por advogados da prefeita cassada e afastada de Mossoró, e seu vice, respectivamente Cláudia Regina (DEM) e Wellington Filho (PMDB), foi julgado há poucos minutos. Condenação à unanimidade.

Os demais membros do plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) seguiram o voto do relator, juiz Verlano de Medeiros.

Ele chegou a elogiar sobremodo o conteúdo da sentença da juíza em primeiro grau, Ana Clarisse Arruda Pereira (34ª Zona Eleitoral).

A discussão sobre o voto do relator e o próprio recurso não se alongaram muito.

O recurso derivou de Representação Eleitoral por captação/u gasto ilícito de recursos financeiros de campanha eleitoral. Em destaque, por exemplo, o uso de helicóptero adesivado com logomarca de Cláudia e vice, durante o período de campanha, aeronave pertencente ao megaempresário Edvaldo Fagundes.

Foi feito pela Coligação Frente Popular Mossoró Mais Feliz e Partido Socialista Brasileiro (PSB), que ampararam candidatura a prefeito da deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

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Contas de Cláudia Regina são reprovadas no TRE

As contas de campanhas da prefeita e vice-prefeito cassados e afastados de Mossoró, Cláudia Regina (DEM) e Wellington Filho (PMDB), foram reprovadas à unanimidade hoje à tarde.

Decisão do plenário do Tribunal Regional Eleitoral ( TRE).

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) emitiu opinião de que deva ser feita nova análise das contas.

O relator foi o juiz Verlano de Medeiros e a demanda é originária do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Outro processo está em julgamento neste momento.

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TRE mantém cassação e novo pleito

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ratificou sentença de primeiro grau que cassou os diplomas do prefeito de Caiçara do Norte, Alcides Fernandes Barbosa (PP), e do vice, Victor Almeida (PT).

A decisão foi por unanimidade nessa Terça-feira (13). Dessa forma, haverá nova eleição municipal.

A representação contra o prefeito de Caiçara do Norte foi ajuizada pelo diretório municipal do PMDB.

O relator do processo foi o juiz Verlano Queiroz.

A presidente da Câmara Municipal de Caiçara do Norte, Raimunda Elisângela, assumirá a prefeitura até o pleito suplementar em 90 dias.

Juiz do TRE rejeita pedido de Cláudia Regina e Wellington

O juiz federal Eduardo Guimarães, com assento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), indeferiu pedido de juntada de processos (em que se alegava “conexão”, ou seja, relação direta entre demandas judiciais), em recurso sob o número N.º 313-75.2012.6.20.0033. Fora apresentado por advogados da prefeita Cláudia Regina (DEM) e seu vice Wellington Filho (PMDB).

Guimarães: decisão hoje

A decisão do magistrado foi prolatada hoje.

“Não merece guarida o pleito deduzido pelos requerentes”, proclama o juiz.

“(…) Trata-se de pedido formulado por Cláudia Regina Freire de Azevedo e Wellington de Carvalho Costa Filho (fls. 1933-1935), por meio do qual requerem o reconhecimento da conexão entre o presente feito e o Recurso Contra Expedição de Diploma n.º 2-47.2013.6.20.0034, da relatoria do juiz Verlano de Queiroz Medeiros”, esclarece Eduardo Guimarães.

” (…) De acordo com os requerentes, o referido recurso contra expedição de diploma visa apurar, além dos fatos contidos em outras duas ações de investigação judicial eleitoral, os mesmos fatos apurados na presente demanda, o que, segundo afirmam, demonstraria a existência de conexão entre os feitos, nos termos do artigo 103 do Código de Processo Civil”, sequencia o magistrado.

Ele rejeitou o pleito dos advogados, arguindo que não existe amparo para atendimento à tese da conexão.

Há quem veja na pretensão, mais uma manobra em favor de Cláudia e Wellington, na tentativa de se criar obstrução à decisão do plenário do TRE quanto à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) 313-75, que cassou ambos, além de torná-los inelegíveis por oito anos, conforme sentença de primeiro grau do juiz eleitoral da 33ª Zona Eleitoral (Mossoró), José Herval Sampaio Júnior.

Processo está na iminência de ser julgado pelo plenário do TRE, com possibilidade de resultar na confirmação de cassação/ineligibilidade da prefeita e vice.

“(…) De acordo com a jurisprudência pacificada no Tribunal Superior Eleitoral e nesta Corte, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e o Recurso Contra Expedição de Diploma (RECD) são processos autônomos e possuem objetos distintos, não induzindo à ocorrência de conexão nem necessitando de reunião para julgamento em conjunto”, sustenta a relatoria de Eduardo Guimarães.

Veja em outra postagem: Procuradoria Regional Eleitoral reitera pedido de inelegibilidade de Larissa Rosado (PSB).

TRE aguarda alegações para julgar futuro de Cláudia Regina

Por Ciro Marques (Portal No Ar)

As alegações finais do procurador-regional eleitoral, Paulo Sérgio Rocha, é o que está faltando para o juiz eleitoral Verlano Medeiros, relator do recurso contra a expedição do diploma (RCED) que pede a cassação da prefeita de Mossoró, Cláudia Regina, do DEM, concluir o voto dele e levar o caso a julgamento na Corte.

Cláudia: mais problemas (Foto Alberto Leandro)

O processo pode resultar na terceira cassação da gestora mossoroense – em sete meses de mandato – e ainda deixar a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, também do DEM, inelegível por oito anos por utilização da máquina pública em prol da candidata nas eleições de outubro de 2012.

A dúvida sobre quem seria o responsável pelas alegações finais no processo foram levantadas pelo próprio Paulo Sérgio Rocha, uma vez que o RCED foi impetrado no TRE pelo advogado Marcos Araújo (da coligação encabeçada por Larissa Rosado, do PSB, que perdeu para Cláudia Regina no pleito mossoroense) e pelas promotoras do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Julgamento

Por isso, para ele, o certo seria que as promotoras apresentassem as alegações finais e, em seguida, ele divulgasse um parecer sobre essas alegações.

Porém, diferente do que compreendia o procurador, a Corte Eleitoral, por maioria de votos, definiu que era ele sim o responsável pelas alegações finais do caso, uma vez que o processo tramita no Tribunal e não na zona. “Os advogados de Cláudia Regina já apresentaram as alegações finais, assim como os de Rosalba Ciarlini e a da deputada Larissa Rosado (que foram os autores da ação contra as democratas).

Porém, o procurador entendeu que não era dele a responsabilidade de apresentar as alegações finais e indicou as promotoras da MPE. Eu entendo que é dele se a responsabilidade e por isso levamos a decisão para o plenário do Tribunal”, explicou o juiz eleitoral Verlano Medeiros. Concluída a fase das alegações finais, o juiz eleitoral poderá concluir o voto e levar o processo a julgamento.

Nota do Blog – O RCED foi um instrumento jurídico utilizado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), através das promotoras Karine Crispim e Ana Ximenes, para agilizar decisão sobre pleito mossoroense, haja vista que identificavam enorme morosidade nas decisões de primeira instância.

Na prática, elas fizeram uma ação que acomodou o grosso das denúncias feitas pelo MPE através de vários procedimentos protocolados na 33ª e 34ª zonas eleitorais, sediadas em Mossoró.

Veja AQUI um resumo do que foi denunciado à Corte.

Tribunal escolhe lista para novo desembargador

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) anuncia ainda hoje a lista tríplice que será encaminhada à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), para escolha do próximo desembargador a compor esse colegiado.

A sessão começou há poucos minutos.

Seis nomes concorrem à composição, nomes os mais votados em eleições ano passado no âmbito interno da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do Rio Grande do Norte.

Ótima remuneração, cargo vitalício e influência são os principais atrativos desse posto público.

Eis os concorrentes: Magna Letícia de Azevedo Lopes, Marisa Rodrigues de Almeida Diógenes, Artêmio de Araújo Azevedo, Verlano de Queiroz Medeiros, Glauber Antônio Nunes Rêgo e Priscila Coelho da Fonseca.

Nas eleições da OAB à montagem da lista sêxtupla, ano passado, quem teve maior votação foi Magna Letícia, 47. Casada, mãe de dois filhos, graduada em Direito pela Universidade Federal do RN (UFRN) em 1986, ela é dos quadros da Procuradoria do Estado desde 1994.

Obteve 1.351 votos.

Magna desbancou outros concorrentes tidos como favoritos, como os advogados Artêmio Jorge de Araújo Azevedo e Verlano de Queiroz Medeiros.

O nome ungido pela governadora vai substituir ao desembargador Caio Alencar, que se aposentou ano passado.

Na atualidade, apenas duas desembargadoras. Judite Nunes, que a propósito é quem preside essa corte, além de Zeneide Bezerra.

Nota do Blog – Os três mais votados são tidos como favoritos. Artêmio seria um suposto “azarão” para se tornar desembargador. Vamos aguardar o resultado da votação.

 

TRE ganhará novo componente na quinta-feira

Acontece na próxima quinta-feira (26), no plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE), a posse do juiz eleitoral Verlano de Queiroz Medeiros. O magistrado vai ocupar a vaga de jurista deixada pelo juiz Marcos Duarte, que concluiu seu biênio em fevereiro de 2012.

A nomeação de Verlano de Queiroz Medeiros foi feita pela Presidente da República e publicada no Diário Oficial da União no dia 17 de julho deste ano. O mais novo membro da Corte graduou-se em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e fez pós-graduação na Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (ESMARN).

A solenidade de posse ocorrerá às 17h da próxima quinta-feira (26), após a sessão ordinária, e será presidida pelo desembargador Saraiva Sobrinho, presidente da Corte Eleitoral potiguar.

Com informações do TRE.

TRE acolhe advogado processado por fraudar licitações

Por Luís Fausto (Blog Brasília, Urgente)

Notinha publicada hoje no Painel, a coluna política da Folha de S.Paulo assinada por Vera Magalhães:

Nomeado para o TRE-RN no dia 17, Verlano de Queiroz Medeiros foi processado na semana passada pelo Ministério Público Federal acusado de montar esquema de fraude em licitações no município de Sítio Novo.

Ele advogou para prefeitos no Estado e para o líder peemedebista, Henrique Alves.