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Porto de Natal é referência para exportação de frutas

Governadora falou sobre parceria e investimentos (Foto: Codern)
Governadora falou sobre parceria e investimentos (Foto: Codern)

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), ao lado das empresas Agrícola Famosa (produtora), da Cool Carriers (armador), do Governo do Estado e de trabalhadores portuários, apresentou à imprensa na manhã desta segunda-feira (26), a nova safra de frutas que será exportada pelo Porto de Natal. Será um navio por semana, abastecido por 200 carretas, 4.500 pallets, 50 contêineres e 6.000 toneladas de frutas.

Essa operação vai até fevereiro de 2025, com a estimativa de superar a safra anterior em 36%.

Resultado de uma Parceria Público Privada (PPP) firmada com a Companhia Docas do RN (CODERN), a empresa Agrícola Famosa investiu R$ 500 mil na construção de um cross docking (equipamento destinado à ovação de contêineres), que será para uso público do Porto de Natal. Outros R$ 30 milhões foram investidos pelas Agrícola Famosa em carretas refrigeradas para as demandas de transportes rodoviários. Também foram investidos pela empresa outros R$ 10 milhões em empilhadeiras e transpaleteiras elétricas.

O diretor-presidente da Codern, Nino Ubarana, ao lado dos diretores, Paulo Henrique e Márcio Machado, ressaltou os investimentos feitos em parceria do público com o privado.

A governadora Fátima Bezerra (PT) enfatizou os investimentos que estão sendo feitos pelo Governo Federal no Porto de Natal. “O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, me reafirmou na última sexta-feira por telefone os investimentos que serão feitos pelo Governo Federal para a gente fazer o Porto de Natal maior, pujante e cada vez melhor. Serão R$ 60 milhões em dragagem, R$ 10 milhões para a substituição das defensas do cais e outros R$ 8,5 milhões para a reforma de armazéns e galpões”, disse a chefe do executivo estadual.

Representando a Agrícola Famosa, Ítalo Helbert destacou as facilidades de fazer a exportação pelo Porto de Natal. “Ele conta com um ambiente favorável para a exportação de frutas, com a expertise dos trabalhadores, as águas tranquilas do Rio Potengi e a proximidade com a Europa”, disse.

Também acompanharam o evento, o secretário de Agricultura do RN, Guilherme Saldanha; a deputada estadual Divaneide Basílio (PT); o diretor da Cool Carries, Ricardo Barckhahn e trabalhadores portuários.

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Fruticultura começa processo para arrendar parte do Porto de Natal

Depois de encaminhamento de pedido, processo deve durar até um ano e meio (Foto: Raiane Miranda)
Depois de encaminhamento de pedido, processo deve durar até um ano e meio (Foto: Raiane Miranda)

A governadora Fátima Bezerra (PT) participou como convidada, nesta quinta-feira (23), da solenidade de assinatura da carta de intenções das empresas Agrícola Famosa e a Greensea, para arrendar um dos berços de atracagem do Terminal Portuário de Natal. A solicitação formal foi entregue à Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), autarquia federal responsável pela gestão portuária.

A expectativa é de que o processo seja finalizado em até 18 meses. A solenidade de assinatura aconteceu nas dependências do Terminal de Passageiros de Natal.

A Agrícola Famosa pretende arrendar uma área de quatro mil metros quadrados no porto da capital potiguar. Os executivos da empresa entregaram à governadora Fátima Bezerra e à diretoria da Codern um ofício solicitando permissão de uso do berço. A proposta inclui a construção de um terminal frigorífico, destinado a ampliar o transporte não apenas de melões, mas também de outras frutas como manga e uva.

O CEO da Agrícola Famosa, Carlo Porro, destacou a intenção de transformar Natal em um polo de exportação de frutas. A estrutura terá o trabalho de logística feito pela empresa Greensea, que desde agosto já atua no transporte de frutas pelo Porto de Natal.

O processo de arrendamento começa com o envio da carta de intenções, o que aconteceu nesta quinta-feira. Essa carta é encaminhada à Secretaria Nacional de Portos, para permitir a continuidade do processo. Após isso, a empresa interessada deve promover um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTA), que deverá definir o local ideal para a instalação do empreendimento. Este estudo tem uma duração estimada de 120 a 180 dias.

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Ministro recebe delegação do RN com Fátima, secretários e Codern

O diretor-presidente da Companhia Docas do RN (CODERN), Nino Ubarana, participou nesta quarta-feira (17), em Brasília, de reunião com o ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França.

Ministro recebeu delegação potiguar hoje, em Brasília (Foto: Fábio Duarte)
Ministro recebeu delegação potiguar hoje, em Brasília (Foto: Fábio Duarte)

O ministro foi informado pela Codern e pela governadora Fátima Bezerra (PT) sobre a nova operação portuária que será feita pela empresa Agrícola Famosa. A empresa marítima GreenSea será a responsável pelo embarque de 10 mil paletes por semana – aproximadamente 500 containers – durante 25 semanas, entre o final de agosto/23 e o final de fevereiro/24, pelo Porto de Natal.

Ainda foram discutidos outros assuntos relevantes da companhia, perspectivas de investimentos e uma atenção especial para a lista de pedidos de inclusão no Plano de Investimento em Infraestrutura, o “Novo PAC”, que será lançado pelo Governo Federal.

Além de Nino Ubarana e da governadora, participaram da reunião o deputado federal Fernando Mineiro (PT), ex-deputado federal Rafael Motta, secretários de Estado Jaime Calado (Desenvolvimento), Guilherme Saldanha (Agricultura), Virgínia Ferreira (Projetos Especiais) e Daniel Cabral (Comunicação), além de técnicos.

Porto-Indústria

Fátima Bezerra entregou relatório atualizado com todas as etapas do projeto do Porto-Indústria Verde, que será construído no Litoral Norte Potiguar, numa parceria público privada (PPP) para viabilizar a produção de energia eólica no mar e de hidrogênio verde, considerado o combustível do futuro.

Também tratou da situação do Porto de Natal, que precisa de reformas para escoar a produção de frutas da safra 2023/2024.

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Fátima Bezerra cumpre dois compromissos oficiais em Mossoró

Governadora faz primeira visita em seu segundo mandato (Foto: Sandro Menezes)
Governadora faz primeira visita em seu segundo mandato (Foto: Sandro Menezes)

A governadora Fátima Bezerra (PT) vai estar em Mossoró  nesta terça-feira (09). Cumprirá pelo menos dois compromissos oficiais.

Às 10h, ela fará anúncio na sede da Agrícola Famosa, do novo operador logístico pelo Porto de Natal que atuará no transporte das frutas potiguares para outros países.

Às 16h, fará entrega de poços movidos à energia solar. Solenidade será na comunidade rural de Arisco.

É a primeira visita da governadora Fátima Bezerra a Mossoró, em seu segundo mandato.

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Agrícola Famosa é campeã do ‘Prêmio Melhores do Agro’

Reportagem publicada em conceituado jornal focado em economia (Reprodução do Blog Tio Colorau)
Reportagem publicada em conceituado jornal focado em economia (Reprodução do Blog Tio Colorau)

Do Valor Econômico

Maior exportadora de frutas frescas tropicais do país, a Agrícola Famosa, com sede em Mossoró (RN), foi a grande campeã da 18ª edição do “Prêmio Melhores do Agronegócio”, da revista Globo Rural. As vencedoras de todas as categorias do prêmio foram anunciadas na noite de quarta-feira em evento realizado na capital paulista, que contou com a presença de empresários, executivos, produtores rurais e autoridades.

Os resultados foram dimensionados a partir de avaliação da Serasa Experian, que fez a análise dos dados das mais de 600 empresas ligadas ao setor produtivo – do campo ao varejo, passando por indústrias e serviços. As avaliações levaram em conta resultados financeiros, com peso de 70% na nota final, e ações socioambientais (30%).

Com mais de 30 mil hectares na região Nordeste do país, 11 mil dos quais agricultáveis e dedicados ao plantio de melões e melancias, a Famosa, que tem cerca de 7,5 mil funcionários, encerrou 2021 com receita líquida de R$ 835 milhões e rentabilidade do patrimônio líquido de 42,63%. Além de ter sido a “campeã das campeãs” do prêmio, a empresa foi a vencedora na categoria “Frutas e Hortaliças”.

Nas demais categorias especiais, as vencedoras foram Cargill (“Maior”), SLC Agrícola (“Sustentabilidade”) e Bio Controle (“Pequenas e Médias”). A americana Cargill, que também foi a vencedora na categoria “Indústria de Óleos”, confirmou a condição de maior empresa do agro brasileiro ao registrar receita líquida de R$ 71,6 bilhões em 2021 no país e superar a também americana Bunge (R$ 68,1 bilhões) e as brasileiras JBS (R$ 51,4 bilhões) – que venceu a categoria “Indústria de Carne Bovina” – e BRF (R$ 42,1 bilhões). A SLC também foi a vitoriosa na categoria “Produção Agropecuária”.

De acordo com informações do novo “Anuário do Agronegócio” da Globo Rural, no total, a receita líquida conjunta das 500 maiores empresas do agronegócio brasileiro alcançou a marca recorde de R$ 1,393 trilhão no ano passado, 21,7% a mais do que o total registrado em 2020.

Nas demais categorias que fazem parte do prêmio, as empresas vencedoras foram Camil (“Alimentos e Bebidas”), Agro Amazônia (“Atacado e Varejo”), São Salvador (“Aves”), Copersucar (“Bioenergia e Comércio Exterior”), Coamo (“Cooperativas”), Ihara (“Defensivos Agrícolas”), Yara Brasil (“Fertilizantes”), 3corações (“Indústria de Café”), Bela Vista (“Laticínios”), Jacto (“Máquinas e Implementos Agrícolas”), Anaconda (“Massas, farinhas”), DSM (“Nutrição animal”), Suzano (“Reflorestamento, Papel e Celulose”), Zoetis (“Saúde Animal”), GDM (“Sementes”) e CTC (“Serviços Agropecuários”).

*Reprodução de postagem do Blog Tio Colorau

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Agrícola Famosa quer ampliar oferta de melão para mercado externo

Por Josivan Barbosa

A Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora de melão e melancia do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE e, por consequência do país, revelou na semana passada que está pronta para aumentar na atual safra (2022/23) o envio de melão e melancia para a Comunidade Econômica Européia em mais de 10%.

O aumento deve-se a três fatores: melhor produtividade e qualidade do material genético, demanda elevada na Europa pelas condições climáticas (calor) que anteciparam a colheita de melão local deixando o mercado em baixa oferta do produto. A temporada de melão e melancia a partir do Brasil começa no momento em que a safra da Europa termina.

Melão é um produto de grande força econômica na região  (Foto: arquivo/Valor/Globo)
Melão é um produto de grande força econômica na região (Foto: arquivo/Valor/Globo)

A empresa projeta exportar cerca de 220 mil toneladas até abril de 2023.

A Agrícola Famosa comercializa o melão na Europa através da sua subsidiária Melon & Co. No primeiro ano da Melon & Co. a empresa conseguiu negociar quase 23 mil toneladas nos supermercados britânicos.

A empresa tem aumentado, também, as vendas do melão e melancia no mercado dos EUA, em torno de 8 mil toneladas/ano.

A Agrícola Famosa continua trabalhando com a perspectiva de enviar o melão para a Ásia (China), entretanto, a logística de exportação através do modal de contêineres marítimos têm dificultado a concretização desse importante canal de exportação para o melão.

Exemplo chileno

Os produtores de melão e melancia do Semiárido Brasileiro precisam analisar com bons olhos o exemplo do Chile que criou o Comitê de Uva de Mesa para implantar o Plano Estratégico da Indústria de Uva de Mesa do Chile. Trata-se de um passo importante daquele país no sentido de potencializar a sua competitividade nos mercados internacionais, cujo objetivo pode perfeitamente ser aplicado ao melão e a melancia produzida no Semiárido.

Assim como o Plano do Chile é coordenado pela ASOEX (Associação dos Exportadores de Frutos do Chile), o nosso poderia ser coordenado pelo COEX (Comitê Executivo da Fruticultura).

A iniciativa da criação do Comitê pelos produtores de uva de mesa do Chile foi tomada após análise depurada da possibilidade de perda de competitividade no mercado internacional pela uva chilena.

O plano do Chile tem três pilares: liderar, coordenar, unir e comunicar; melhorar a condição dos frutos e a competitividade.

Inicialmente o Comitê estabeleceu 16 ações, entre as quais destaca-se o desenvolvimento de um programa de estimação da produção ao longo da safra. O plano trabalha com a meta de publicar pelo menos quatro estimativas por safra (início da safra, 21 de outubro, final de novembro e final de dezembro).

A análise acima permite, claramente, concluir que a criação de um comitê dessa natureza pelo setor produtivo regional seria de muita valia para a sustentabilidade econômica do setor produtivo de melão e melancia do Semiárido Brasileiro.

 Melancias do Polo RN – CE para a Europa

A exemplo da temporada passada, a melancia continuará com incremento do consumo pelos europeus. Os primeiros carregamentos que chegaram em navio frigorífico convencional apontam para um produto de boa qualidade. Os frutos chegaram no terminal de frutos de Rotterdam Fruit Wharf (RFW), uma estação intermediária que se conecta com o Porto de Roterdã, instalada em Merwehaven. Os importadores europeus transportam a melancia em contêineres reffer e em navios friogírificos tradicionais, que podem atracar diretamente no RFW.

A melancia proveniente do Brasil (Polo de Agricultura Irrigada RN – CE) é exportada em contêineres de 40 pés. A partir dessa temporada a Agrícola Famosa fez uma parceria com a GreenSea que semanalmente transporta em navios frigoríficos especializados a partir de Fortaleza até os Portos de Vigo (Espanha), Dover (Reino Unido) e Roterdã (Holanda).

A vantagem do acordo da Agrícola Famosa com a GreenSea é que o Porto de Fortaleza está conectado diretamente com os Portos Europeus, o que reduz o tempo de transporte com benefício direto na qualidade do fruto que chega para o consumidor europeu.

No Porto de Roterdã, os frutos são recebidos na RFW, onde se realiza inspeção fitossanitária e os trâmites aduaneiros. Em seguida os frutos são transferidos para as câmaras frigoríficas dos importadores de onde é transportado em caminhão frigorífico para diferentes destinos dentro da Europa.

Novos híbridos de mamão 

A empresa mexicana de sementes Semillas del Caribe, especializada em sementes de mamão (papaya) desenvolveu diversos híbridos que produzem frutos menores e que representam uma alternativa ao mamão Formosa produzido no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE. A empresa mexicana tem revelado que as suas novas variedades de mamão produzem frutos com teor de açúcar (graus Brix) mais elevado do que o Formosa, as plantas são mais produtivas e os frutos são menores, o que melhora a aceitação dos frutos no mercado europeu.

Mamão, produto com sementes híbridas (Foto: Fresh Plaza)
Mamão, produto com sementes híbridas (Foto: Fresh Plaza)

As principais variedades produzidas pela Semillas del Caribe são: Maradol, Passion Red, Siluet, Sweet Senze, Intenzza e Luve.

Estas variedades estão sendo cultivadas em Portugal, Espanha e Marrocos. A empresa trabalha com a variedade Maradol, tradicional do México, em Senegal.

De acordo com a empresa produtora da semente de mamão, a variedade Intenzza é superior ao Formosa produzido atualmente no Brasil e exportada para a Europa e as variedades Siluet, Sweet Senze e Luve são do tipo baby tendo frutos de tamanho pequeno e doces e que estão tendo boa aceitação no mercado europeu.

A empresa assume o compromisso com o produtor de que as variedades de sementes são oriundas de sexagem molecular através da técnica de PCR, o que garante a produção de plantas hermafroditas. Nas variedades híbridas de mamão 50% das sementes são femininas e 50% são hermafroditas.

Tradicionalmente, para o sistema de plantio assegurar uma planta hermafrodita são necessárias quatro plantas, sendo que aos 45 – 60 dias, se determina o sexo da planta, e elimina-se três, o que impacta nos custos em sementes ou em mudas.

Através do uso da técnica usada pela empresa mexicana, o agricultor tem a segurança de adquirir sementes já selecionadas, de maior produtividade (100 – 150 quilos de frutos/planta).

As plantas produzidas pela empresa não podem sair do local de produção (Ilhas Canárias). A empresa só comercializa para a ilha, entretanto, as sementes são vendidas para a Europa e África.

A logística de exportação de frutos complica-se a cada safra

A América do Sul é uma importante região exportadora de frutos para a América do Norte e antes havia muitas opções de exportação pelo modal marítimo, mas, recentemente tem-se reduzido muito as alternativas desse tipo de logística, da qual o Brasil utiliza.

A maioria dos produtos que se exporta a partir da América do Sul faz transbordo na América Central, o que prejudica a qualidade dos frutos que chegam ao mercado americano. Com frequência os contêineres perdem conexão, o que provoca aumento do tempo de transporte e atrasos, impactando diretamente na qualidade do fruto. O transbordo impacta negativamente na cadeia de frio.

Apesar dos transbordos, os custos de transporte do fruto têm se elevado em mais de 100% na maioria das rotas. Isto tem impactado muito para o produtor, pois nos últimos anos tem tido os custos elevados devido aos aumentos de preços de fertilizantes, combustíveis e mão de obra.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Os 20 anos de reciclagem de embalagens vazias

Por Josivan Barbosa

Há pelo menos 20 anos o descarte de embalagens de defensivos agrícolas deixou de ser um problema para agricultores e para as fabricantes destes produtos, um grupo formado predominantemente por multinacionais. Com a pressão que vinha das matrizes para dar solução a embalagens contaminadas por produtos químicos, as subsidiárias brasileiras criaram o  Instituto de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV).Reciclagem valor econõmico

Batizado de Campo Limpo, o sistema envolve hoje 140 indústrias associadas, 4,5 mil revendedores e cooperativas e 1,8 milhão de propriedades agrícolas espalhadas por todo o país. São 320 postos fixos de recebimento de embalagens e outras quatro mil unidades itinerantes.

Quando o agricultor compra o defensivo, a nota fiscal do produto indica qual é o posto mais próximo para que ele devolva a embalagem vazia. Mas não sem antes fazer, ele mesmo, a limpeza inicial para descontaminação.

A situação atual é bem diferente e existe até especificação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABN), a NBR 13.968, para a correta descontaminação das embalagens, antes que sejam devolvidas.

Todos os pontos onde os agricultores devem entregar as embalagens seguem normas técnicas específicas – as centrais não podem ter menos de 160 metros quadrados e os postos não podem ser menores que 80 metros quadrados, e passam por processo de licenciamento ambiental antes de começarem a funcionar.

O instituto conta hoje com 4.113 caminhões, de 33 transportadoras contratadas. Só em 2021 foram 14.526 caminhões para cima e para baixo com as embalagens inteiras ou plásticos prontos para a reciclagem.

A reciclagem é ampla. Não é só embalagem para defensivos agrícolas que o sistema produz. Da reciclagem do plástico saem também mais de 30 produtos – que vão de tubos para esgoto, caixas para baterias de automóveis, dormentes para ferrovias entre outros.

Agrícola Famosa

Mais um acontecimento na engenharia financeira da Agrícola Famosa. Após ter uma parte adquirida por fundo financeiro internacional e criar uma subsidiária na Europa para atuar como importadora de frutos e hortaliças, agora a Citri&Co anunciou que adquiriu a filial da Agrícola Famosa na Espanha.

Após a integração, a Famosa Partners Spain, como era denominada a subsidiária da Agrícola Famosa na Espanha, desaparece.

A integração da filial da Agrícola Famosa foi feita pela Global Melon subsidiária da Citri&Co.Agrícola Famosa - Objetivos de desenvolvimento sustentável -

Produção sustentável

A cada dia aumenta a necessidade dos produtores de melão e melancia do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE trabalharem em sintonia com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e mostrar para o resto do mundo que a produção dessas frutas nessa região é feita de forma responsável com critérios ambientais, sociais, econômicos e éticos.

Não basta só produzir com essa preocupação e responsabilidade, precisa divulgar para a Europa, Estados Unidos e Ásia.

Exportação de frutas no primeiro semestre

As exportações brasileiras de frutas alcançaram 460,2 milhões de toneladas no primeiro semestre do ano, volume 11% menor que o do mesmo intervalo de 2021. A receita com os embarques também caiu 11%, para US$ 397,5 milhões.

O volume dos embarques de manga, fruta que o Brasil mais exportou em 2021, recuou 17%, para 66,4 mil toneladas, no primeiro semestre, e a receita caiu 25%, para US$ 61 milhões.

O melão teve desempenho positivo das exportações – volume e receita cresceram 9% e 7%, respectivamente, para 94,1 mil toneladas e US$ 56,1 milhões. O Brasil ampliou suas vendas à União Europeia porque problemas climáticos reduziram a oferta da América Central, que costuma ser forte nesse período.

Os embarques de melancia cresceram cerca de 20%, para 36,2 mil toneladas, e a receita aumentou 32%, chegando a US$ 18,3 milhões.

Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi

Finalmente o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) quebra o silêncio diante da paralisação por sete anos do Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi que está com 25% das obras executadas, mas que muita coisa do que foi feito precisa ser refeita.

O MDR mudou totalmente a concepção de gestão do projeto original e abriu um processo de concessão através de uma chamada pública.

Na reta final de governo, as concessões de polos de agricultura irrigada para o setor privado tornaram-se a nova vedete do Ministério de Desenvolvimento Regional. O primeiro leilão de um perímetro público de irrigação no país, o do Baixio do Irecê (BA), ocorreu no mês passado e garantiu investimentos de R$ 1,1 bilhão nos próximos 35 anos.

Mais cinco projetos – Tabuleiros São Bernardo (MA), Baixio Acaraú (CE), Tabuleiros Litorâneos (PI), Platôs de Guadalupe (PI) e Chapada do Apodi (RN) – acabaram de ter chamada pública para a elaboração de estudos de viabilidade por meio de procedimentos de manifestação de interesse (PMIs). Eles só devem ser concedidos, porém, em 2023.

Os cuidados que precisamos ter com o nosso Tahiti

A suspensão das exportações do limão Tahiti produzido pelo país com destino à Europa pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), há cerca de duas semanas, representa um alerta para os produtores do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE que estão plantando esse citrus.

A doença causa desfolha das plantas, queda prematura dos frutos e desvalorização da produção (Foto: reprodução)
A doença causa desfolha das plantas, queda prematura dos frutos e desvalorização da produção (Foto: reprodução)

A decisão foi tomada pelo pelo ministério, após a detecção de uma bactéria no limão que causa o cancro cítrico. A identificação foi feita pela agência de controle fitossanitário da União Europeia em 42 cargas. O problema ocorre desde o fim de 2021 e é o maior descontrole já observado.

No caso da União Europeia, a ameaça de suspensão de compra dos limões com cancro cítrico se dá porque a Europa ainda é um continente livre da doença, o que intensifica as fiscalizações para impedir a entrada do patógeno.

O cancro cítrico é uma doença causada pela bactéria Xanthomonas citri subsp. Citri que teve origem na Ásia, mas já ocorre de forma endêmica em todos os países produtores de citrus. No Brasil, foi identificado pela primeira vez em 1957 nos estados de São Paulo e Paraná.

De acordo como o Ministério da Agricultura, em 2021, o volume exportado foi de 139.904 toneladas, equivalente a 121 milhões de dólares. Já de janeiro a junho deste ano, 84,9 mil toneladas foram vendidas ao mercado europeu, 72,513 milhões de dólares.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Impasse sobre Estrada do Melão pode terminar unindo forças

O Governo do Rio Grande do Norte vai solicitar à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (CODEVASF) – audiência técnica para tratar da pavimentação da Estrada do Melão. A rodovia é estratégica para o escoamento da produção da fruticultura na região Oeste e para a produção agrícola nos assentamentos de trabalhadores rurais, incluindo a Maísa.

Reunião sobre a Estrada do Melão aconteceu nessa quarta-feira em Natal (Foto: Elisa Elsie)
Reunião sobre a Estrada do Melão aconteceu nessa quarta-feira em Natal (Foto: Elisa Elsie)

A iniciativa foi decidida nesta quarta-feira (09). O Estado já havia iniciado a pavimentação de um trecho de 10 quilômetros dos 31 da rodovia, quando o Ministério do Desenvolvimento Regional, através da Codevasf, iniciou levantamento de topografia no mesmo local.

Diante dessa manifestação, a governadora Fátima Bezerra (PT) decidiu que a administração estadual vai pedir, com urgência, audiência com a diretoria da Codevasf para buscar entendimento e realizar, em parceria, a pavimentação de toda a extensão da estrada.

“Através do programa Governo Cidadão, o Governo do Estado investiu R$ 20 milhões para superar entraves e pagar indenizações para o reinício das obras que foram contratadas em 2010 e estavam paralisadas”, afirmou Fátima Bezerra. Ela reuniu-se nessa quarta-feira (9) em Natal, no auditório da Governadoria, com a prefeita de Baraúna, Divanize Oliveira (PSDB), vereadores, representantes de assentados e entidades empresariais, além do empresário Luiz Barcelos, da Agrícola Famosa (maior produtora e exportadora de melão do país).

Nos últimos dias uma guerra de versões e notas entre o Governo do Estado e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL), que é pré-candidato ao Senado, deixou muita gente à procura da verdade. O entendimento a grosso modo, é que o duelo de forças entre os dois coloca em risco uma obra de enorme importância econômica para o RN.

Governos juntos

O coordenador do programa Governo Cidadão e secretário de Estado de Gestão de Projetos, Metas e Relações Institucionais (SEGRI), Fernando Mineiro (PT) explicou que o Estado investiu R$ 20 milhões na retomada das obras e outros R$ 4 milhões na escola Gilberto Rola que atenderá a população daquela área.

“O Estado já havia começado as obras. Se o governo federal quiser se somar, aceitamos. A estrada será feita sim”, pontuou o secretário.

“Não tínhamos qualquer dúvida que o Governo do Estado vai manter o investimento de sua parte e buscar o entendimento com o Governo Federal. Como empresário no Rio Grande do Norte tenho acompanhado a seriedade e compromisso da administração estadual em atender as demandas e promover o desenvolvimento. Os recursos federais também são do povo que paga impostos que devem ser revertidos em benefícios da população”, declarou Luiz Barcelos.

Na reunião, a governadora foi acompanhada também pelos secretários de Estado Aldemir Freire (Planejamento) Jaime Calado (Desenvolvimento Econômico), Alexandre Lima (Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar), Guilherme Saldanha (Agricultura, Pecuária e Pesca), Daniel Cabral (Comunicação Social), secretaria adjunta do Gabinete Civil, Socorro Batista, Procurador Geral do Estado, Luiz Antônio Marinho.

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Melão chega à China ocupando vácuo no mercado asiático

Por Josivan Barbosa

A Agrícola Famosa colocou o seu primeiro carregamento de melão na China na primeira semana de dezembro. Os melões são da cultivar Dino (grupo inodorus) que são caracterizados por casca suave de cor branca, firme e doce. A parte externa da casca lembra um ovo de dinossauro, daí o nome Dino.

A Agrícola Famosa tem um mercado cativo na Europa e nos Estados Unidos, o que poderá facilitar o sucesso da comercialização naquele país asiático.

Produto já ocupa outros mercados internacionais (Foto: reprodução)
Produto já ocupa outros mercados internacionais (Foto: reprodução)

O melão Dino tem excelente vida útil pós-colheita o que favorece o envio por via marítima e é uma variedade que atende bem ao mercado chinês em termos de preço e qualidade organoléptica (sabor e doçura).

O melão brasileiro dispõe de uma janela de exportação para a Ásia de poucos meses (outubro até início de fevereiro). Dificilmente o produtor tentará produzir melão no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE a partir de fevereiro, quando se inicia mais fortemente o período chuvoso, o que afeta a qualidade do produto.

A tendência é de que a Agrícola Famosa trabalhe com poucos volumes do melão Dino para a China, pois nesse primeiro momento, a empresa fará um estudo de mercado e precisa saber como será a receptividade do produto pelos chineses.

Dois aspectos contribuem para que a empresa trabalhe cuidadosamente o mercado da China para melão no momento: a continuidade da pandemia no Brasil e a dificuldade de contêineres para o transporte marítimo da fruta.

A Agrícola Famosa pretende oferecer melões de qualidade diferenciada para a China e não vai se precipitar com o aumento da quantidade.

As perspectivas do melão Dino oriundo da Agrícola Famosa são boas, ao ponto do importador ter afirmado que como o melão chega ao mercado Chinês num período de baixa produção nacional, o melão brasileiro preenche esse vácuo deixado pelo produtor chinês. Nesse período do ano, apenas a região de Hainan produz melão.

Poucos países tem autorização para exportar melão para a China. Até o momento, apenas Myanmar, Kirguistán, Uzbekistán e Brune possuem, oficialmente, essa vantagem competitiva. Estes países têm dificuldade em termos de transporte e de qualidade do produto, o que facilita para o melão brasileiro.

A variedade Dino tem flavor (sabor e aroma) diferenciado o que pode acelerar a aceitação do produto pelos chineses.

Melão Dino no mercado americano

A oferta de um melão considerado especial, a variedade Dino está conquistando o mercado americano. O melão Dino tem casca branca e manchas verdes.

As exportações dessa variedade para os EUA iniciaram-se em outubro e a expectativa é que continue até março, com um embarque semanal. O pico de envio de melão para os EUA ocorrerá de novembro a janeiro.

O melão Dino tem flavor (sabor e aroma) agradável e apresenta alto teor de sólidos solúveis (graus brix). Além disso, é um fruto que apresenta excelente potencial de vida útil pós-colheita em sistema de refrigeração, o que facilita o transporte por via marítima.

Segundo a Agrícola Famosa, a aceitação do produto no mercado americano é crescente. A cada dia o consumidor americano vai se familiarizando com o melão Dino.

Um dos aspectos que tem complicado a exportação de melão para os EUA é a logística em função dos altos preços do frente marítimo do Brasil para os EUA.

Na Estrada da raiz em Aracati tem uma arena

É muito comum fazermos comparações do desenvolvimento econômico e social do vizinho estado do Ceará com o nosso Rio Grande do Norte. Desta vez vamos exemplificar com um fato bem perto de nós.

No fim de semana anterior (sábado, 4), fomos participar de um amistoso de futebol de campo com a equipe do Santa Tereza de Aracati na periferia daquela cidade, em comemoração ao aniversário do clube.

Areninha em uma das localidades de Aracati é obra diferenciada do poder público (Foto: reprodução)
Areninha em uma das localidades de Aracati é obra diferenciada do poder público (Foto: reprodução)

O jogo aconteceu numas das diversas areninhas que têm na cidade. Nós já conhecíamos a areninha de Canoa Quebrada e essa fica dentro da própria comunidade praiana, afastada do centro, mas, que pelas características das residências, trata-se de um local habitado por trabalhadores. Não há sinais de que lá residem advogados, médicos nem engenheiros.

A areninha (campo em tamanho oficial para 11 atletas) tem gramado sintético, vestiário, arquibancada, iluminação de excelente qualidade, alambrado e acesso com segurança. O campo tem uma manutenção periódica e é muito bom para a prática do futebol. Constatamos isto numa partida de 70 minuto contra o time do Santa Tereza.

Como o título acima sugere, e por incrível que pareça, no domingo fomos participar pela primeira vez de uma partida de futebol no campo da Estrada da Raiz no bairro Santo Antônio da Terra de Santa Luzia. Pois bem, no Raizão, como poderia ser o nome se fosse uma areninha, as condições são muito diferentes.

Ao invés de grama sintética, pedregulhos em toda a extensão do campo, lama nas partes baixas, desnível e falta de proteção frontal e lateral para a bola. Além disso, quando a bola deixava o perímetro do campo, o atleta precisava pular feito um siri dentro do lixo para buscá-la. Em algumas situações levava-se de 2 a 3 min para a bolar retornar. Em algumas vezes a bola adentrava a via duplicada da Rio Branco e ia até próximo do posto de combustível que fica em frente ao campo de futebol.

Outro aspecto interessante foi que, em alguns lances, a bola representava um perigo para os pedestres que passavam ao lado do campo de futebol como também representava perigo para quebrar os vidros dos veículos estacionados. Bem diferente das areninhas de Aracati. Lá a proteção é total em todo o perímetro do estádio.

O leitor deve está se perguntando, porque em Aracati e na maioria dos municípios do Ceará foi possível construir centenas de areninhas e em Mossoró, com mais de 300 mil habitantes, não temos se quer uma areninha?

Esperamos que este exemplo sirva de reflexão e que possamos avançar no apoio ao esporte em Mossoró e no nosso Rio Grande do Norte.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido

Sócio da Agrícola Famosa fala sobre internacionalização de empresa

Luiz Roberto Barcelos - Palestra sobre experiência de internacionalização da Agrícola Famosa - 04-11-21Sócio fundador e membro do Conselho de Administração da Agrícola Famosa, o empresário Luiz Roberto Barcelos participa de ciclo de palestras promovido pela Arêa Leão Finanças Corporativas (de Fortaleza-CE).

Será nessa quinta-feira (4), em Natal.

Começará ao meio-dia no Hotel Majestic, no bairro de Ponta Negra.

Barcelos vai dissertar sobre “Experiência e jornada de internacionalização de uma empresa”.

No foco, o processo de nascimento, expansão e conversão da Agrícola Famosa numa transnacional do segmento da fruticultura irrigada.

Os sócios do Arêa Leão Finanças Corporativas, Bruno Silva e Eliardo Vieira, também participam da iniciativa tratando sobre “O que uma empresa precisa para acessar o mercado de capitais”.

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Jean-Paul Prates dedica atenção especial a Mossoró e região

O senador Jean-Paul Prates (PT) chegou à tarde de domingo (17) e esticou estada em Mossoró e região até essa terça-feira (19). Seus compromissos foram uma mistura de contatos informais e políticos.

Jean-Paul teve agenda na região e ocupou tribuna da Câmara Municipal para se pronunciar (Foto: Edilberto Barros)
Jean-Paul teve agenda na região e ocupou tribuna da Câmara Municipal para se pronunciar (Foto: Edilberto Barros)

Ainda no domingo, ele priorizou a praia de São Cristovão, no município de Areia Branca.

Na manhã de segunda-feira (18), concedeu entrevista a Rádio Difusora, esteve na Super TV em visita e para entrevista, passando também no Jornal da Tarde na Rádio Rural.

Almoçou na Agrícola Famosa com Luiz Barcelos no município de Tibau e no retorno participou de reunião à noite no Instituto Federal do RN (IFRN). Ele reuniu empresários, parlamentares, representações sindicais, entidades governamentais e movimentos sociais em Mossoró, no que ficou denominado de “Diálogos sobre Emprego e Renda”.

Ele ouviu demandas de diferentes setores, que vão da necessidade de impulsionar o empreendedorismo jovem à estruturação de estradas para escoamento de mercadorias na região Oeste.

Câmara Municipal

Na manhã de terça-feira (19), Jean-Paul reuniu-se com a prefeita de Tibau, Lidiane Marques (PSDB), no escritório do advogado Gervásio Lopes, um amigo de longas datas.

Em seguida, visitou a Câmara Municipal de Mossoró, onde chegou a falar na tribuna da Casa. Foi especialmente recepcionado pelo presidente desse poder, Lawrence Amorim (Solidariedade), bem como a vereadora Marleide Cunha (PT).

Almoçou com amigos e assessores num restaurante do bairro Doze Anos e depois teve reunião com a diretora geral do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), Herbênia Ferreira, retornando a Brasília.

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Feira internacional anima fruticultura brasileira à exportação

Revista Globo Rural e Canal BCS (Blog Carlos Santos)

Integrante da equipe de executivos da Agrícola Famosa (veja AQUI) e da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), o empresário Luiz Roberto Barcelos participa em Madrid (Espanha) da 13ª Fruit Attraction. É a primeira feira internacional do setor de frutas e hortaliças realizada em formato presencial desde o início da pandemia da Covid-19 e a segunda mais importante da União Europeia, depois da Fruit Logistica de Berlim. 

José Vieira, presidente da Federação da Agricultura do RN e Guilherme Saldanha, secretário da Agricultura do RN, com Luiz Barcelos (Foto: redes sociais)
José Vieira, presidente da Federação da Agricultura do RN e Guilherme Saldanha, secretário da Agricultura do RN, com Luiz Barcelos (Foto: redes sociais)

“Estou bastante surpreso pelo movimento do evento, tem bastante gente, inclusive muitos brasileiros. No estande do nosso país, também muito movimentado, estamos tendo boas conversas. O número de frutas embarcadas no 1º semestre de 2021 foi 40% superior ao volume do mesmo período de 2020, o que confirma a forte tendência de crescimento e profissionalização da fruticultura brasileira”, comenta Barcelos.

O Brasil, que exporta 70% de suas frutas para a Europa, é um dos quatro países com status de convidado especial do evento, ao lado da Ucrânia, Coréia do Sul e Bielorrúsia. O evento começou na terça-feira (5/10) e vai até a quinta (7/10) reunindo mais de 1.300 empresas expositoras de 44 países.

A 13ª Fruit Attraction é o primeiro evento presencial desde o início da pandemia Covid-19 (Foto: Web)
A 13ª Fruit Attraction é o primeiro evento presencial desde o início da pandemia Covid-19 (Foto: Web)

O estande brasileiro tem a coordenação da Abrafrutas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil).

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Expofruit está definida para acontecer entre 24 e 26 de novembro.

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Com a “Melon & Co.”, Agrícola Famosa amplia sua força internacional

Por Josivan Barbosa

A Agrícola Famosa, umas das principais empresas produtoras e exportadoras de melão do mundo, criou uma nova empresa no Reino Unido denominada de Melon & Co. (veja AQUI). A nova empresa nasce com a missão de ampliar e cuidar mais de perto do cliente inglês.

A Inglaterra representa em torno de 35% do destino do melão e melancia produzidos pela empresa genuinamente mossoroense que nasceu na última década do século passado mediante a bravura de Carlos Porro e Luiz Barcelos.Melon & Co. - Agrícola Famosa

A Agrícola Famosa aproveitou muito bem o espaço comercial de frutas frescas deixado por empresas como Maisa, Nolem e Delmont e ampliou a sua participação na Europa no fornecimento do produto.

O grupo detém cerca de 70% da quota de mercado do melão e melancia do Reino Unido, através de venda direta às grandes redes de supermercados que anteriormente era feito em sintonia com a empresa FESA UK.

A empresa mossoroense trabalha com a expectativa de melhorar o serviço que presta ao cliente inglês acompanhando em detalhes a qualidade do produto que chega ao consumidor. Ela fornece atualmente cerca de 3.300 contêineres por ano ao mercado da Inglaterra e vizinhos.

A Agrícola Famosa pode, também, a partir de agora firmar parcerias com empresas produtoras de frutos na América Central e na própria Europa (especialmente Espanha) para fornecer o produto na época da entressafra do melão e da melancia no Semiárido Nordestino.

Frete marítimo

A safra 2021/22 do melão e melancia começa com uma incerteza para o exportador. Trata-se da dificuldade em função do alto preço das tarifas de frete marítimo. Algumas rotas ultramar terão dificuldades de disponibilidade de contêineres refrigerados, equipamento indispensável para a exportação de melão e melancia do Nordeste Brasileiro para a Europa, Estados Unidos e Ásia.

As tarifas de frete dos contêineres refrigerados sofreram aumentos consideráveis durante o primeiro semestre e ainda se trabalha com a expectativa de incremento no segundo semestre e no próximo ano.

O caos logístico global e a disparada nos fretes marítimos provocados pela pandemia deverão se estender ao menos até 2022. Isso significa preços altos e prováveis atrasos na chegada de produtos pelos próximos meses.

O Índice Global de Tarifas de Contenedores Reefer de Drewry, uma média ponderada das tarifas das 15 principais rotas ultramar com uso intensivo de contêineres refrigerados confirma um aumento de 32% até o segundo quadrimestre do ano em curso e espera que até o final do terceiro quadrimestre esse valor chegue a 50%.

O principal problema do aumento de preço do frete dos contêineres refrigerados é o alto preço que ele alcança quando é usado para o transporte de carga seca, e o mundo todo está convivendo com escassez de contêineres de uma maneira geral. O mercado tem operado no limite, com escassez de contêineres e falta de navios em todo o mundo. Com o início da temporada de pico – o terceiro trimestre, em que empresas abastecem seus estoques para o fim de ano -, a situação não só deve se prolongar, como poderá se agravar.

A crise afeta todos os segmentos que usam contêineres: calçados, vestuário, higiene pessoal, eletrônicos, equipamentos, alimentos, frutas, carnes refrigeradas, celulose, veículos.

Espera-se que esse problema seja minimizado somente a partir de meados do próximo ano, o que pode trazer um certo alívio no preço dos fretes marítimos.

Produção tem safra com boas expectativas (Foto: cedida)
Produção tem safra com boas expectativas (Foto: cedida)

Safra de melão e melancia

A safra de melão e melancia começou com boas expectativas para o produtor, apesar de que novamente a disponibilidade de água pode ser um problema, especialmente para as empresas que concentram a sua produção na região da Grande Maisa (Mossoró, Tibau, Icapuí, Jaguaruana e Aracati).

Os principais tipos de melão fornecidos para a Europa são: Piel de Sapo, Galia, Cantaloupe e Amarelo.

A tendência é um aumento no fornecimento da melancia sem sementes e da mini melancia que facilita o consumo, evitando desperdício em nível de consumidor, mas ainda há espaço para a melancia tradicional (grande e com sementes).

Energia solar

Se sua empresa pretende instalar uma usina de energia solar, não hesite em acelerar o processo. A Câmara dos Deputados aprovou durante a semana o marco legal da microgeração e minigeração distribuída e trata dos incentivos concedidos à geração de energia solar por pequenos produtores (como consumidores domésticos e empresas menores). A proposta segue para discussão do Senado Federal.

BRF no RN

A BRF decidiu pela construção de um parque para geração de energia eólica no Complexo Eólico Cajuína (Lajes, Angicos, Pedro Avelino e Fernando Pedrosa). O investimento estimado no projeto é de R$ 5,2 milhões por MW instalado. A BRF deverá investir diretamente cerca de R$ 80 milhões. O início das operações está previsto para 2024.

O parque eólico terá capacidade instalada de 160 megawatts médios (MWm), com geração de 80 MWm.

Consórcio de municípios

O município de Mossoró silencia diante de uma boa oportunidade para reduzir os custos de insumos da área de saúde. Trata-se do Consórcio Conectar que reúne mais de 2,5 mil municípios para compra compartilhada de medicamentos e insumos na área de saúde. A gestão do consórcio trabalha com a expectativa de conseguir uma redução de pelo menos 15% nos custos com compras de insumos da saúde.

Os pedidos poderão ser feitos bimestralmente pelo prazo de seis meses, prorrogáveis por mais seis meses.

A compra em grandes volumes de fornecedores nacionais vai favorecer principalmente municípios pequenos e médios, que compram insumos de distribuidores regionais e pagam mais caro.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Grupo Agrícola Famosa abre empresa na Europa

Empresa está espalhada por estados nordestinos, como Ceará e RN (Foto: arquivo/Valor/Globo)
Empresa está espalhada por estados nordestinos, como Ceará e RN (Foto: arquivo/Valor/Globo)

Por Egídio Serpa (Diário do Nordeste)

Maior produtora e exportadora mundial de melão, a Agrícola Famosa está abrindo uma empresa no Reino Unido, segundo revela hoje o Valor Econômico.

A empresa já tem nome: Melon&Co e deverá ser a distribuidora dos produtos da Agrícola na Europa.

A Agrícola Famosa produz melão, melancia, banana, mamão e outras frutas, que agora serão acrescentadas ao seu portfólio.

As áreas de produção da Agrícola Famosa estendem pelo Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí.

Leia também: Agrícola Famosa se associa a grupo espanhol em negócio de vulto.

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Luiz Roberto Barcelos pode se filiar ao PSL para disputa ao Senado

Barcelos: definição de sigla (Foto: arquivo)
Barcelos: definição de sigla (Foto: arquivo)

O empresário Luiz Roberto Barcelos (Agrícola Famosa) costura filiação partidária para se habilitar à disputa eleitoral em 2022.

Seu plano primário é de concorrer ao Senado. Uma cadeira estará em disputa.

Para isso, ele deverá conversar nos próximos dias com o presidente nacional do Partido Social Liberal (PSL), deputado federal Luciano Bivar.

O encontro pode ser definitivo para seu ingresso na legenda.

Ou não.

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O custo das águas do São Francisco após a transposição

Por Josivan Barbosa

Durante a semana, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) enfatizou para a imprensa do Semiárido e do Brasil a chegada das águas do São Francisco ao Estado do Ceará através da Bacia do Rio Jaguaribe.

Ao mesmo tempo que o Governo Federal comemora o impacto do projeto para mitigar os problemas decorrentes da seca na região, a imprensa do Sudeste questiona o valor do custeio anual do funcionamento do projeto e quem pagará a conta.

Trecho da transposição do rio São Francisco em Cabrobó, município de Pernambuco (Foto: Web)
Trecho da transposição do rio São Francisco em Cabrobó, município de Pernambuco (Foto: Web)

Por que a prioridade nesse gasto, e o que esperar depois dele feito? Vale a pena conhecer um pouco dessa obra iniciada no governo Lula, que terá custado R$ 11 bilhões. Ela, como tantas outras, enfrentará desafios para ser operada depois de entregue. Além disso, poderá ter repercussões na modelagem de uma eventual privatização da Eletrobras.

O projeto é mais do que os canais e túneis que aparecem na televisão, ainda que seus dois eixos atravessando o Nordeste sejam o que mais marca a percepção popular. O primeiro eixo, de 400 km de comprimento e 3 estações de bombeamento, liga o São Francisco a várias bacias hidrográficas no Ceará e Rio Grande do Norte. O segundo, com 220 km de comprimento e 6 estações, liga o rio a bacias na Paraíba e Pernambuco.

O projeto não deveria ser conhecido como de transposição, mas sim de integração do rio São Francisco às bacias no Nordeste e à suas redes de açudes, porque seu objetivo principal é permitir maior flexibilidade na operação desses açudes, ou seja aproveitar melhor uma infraestrutura que vem sendo construída há várias décadas, o que tem interesse fiscal.

Açudes

Como as secas no Nordeste podem durar vários anos, os açudes que recebem água de rios temporários devem ser mantidos bastante cheios em tempos normais, o que aumenta a evaporação e o risco deles “transbordarem” nos períodos de chuva. Acaba-se, assim, usando de forma regular apenas uma pequena fração da água represada. Com uma fonte externa contínua de água (e.g., o São Francisco), pode-se usar a água acumulada com mais liberdade, baixando o nível médio do reservatório e aproveitando melhor as chuvas. Segundo os relatórios originais do projeto, cada litro de água vinda de longe pode aumentar em até três litros a vazão regulada do reservatório, o que é eficiente e positivo do ângulo da sustentabilidade.

O ganho da melhor regularização das bacias do Nordeste não deveria ter um custo extraordinário para a vitalidade do rio São Francisco, já que a intenção é tirar na base o equivalente a apenas 1,4% da sua vazão média. O volume retirado pode excepcionalmente ser aumentado em 450%, quando a barragem de Sobradinho estiver quase cheia. Nessa hora, a água não teria outro uso e poderia ser bombeada praticamente de graça, porque a hidrelétrica estaria podendo ceder energia para as estações de bombeamento. É uma hipótese ambiciosa, mas atraente.

Evidentemente, o perigo está nos detalhes. Primeiramente, deve ser lembrado que o uso prioritário dessa água deverá ser para consumo humano (e animal). Em princípio ela se destinaria para irrigação apenas na condição excepcional descrita acima, e seu eventual uso pelo setor industrial deve se dar com cuidado.

Ainda não está claro quem pagará pela água transportada por centenas de quilômetros. Finalmente, a expectativa de fartura de água no Rio São Francisco não tem se verificado, tornando a expectativa de irrigação mais problemática do que desejado para a operação atual da usina de Sobradinho.

Sobradinho não verteu desde 2009, apesar de outrora verter em dois de cada sete anos. Esse desafio ambiental imprevisto pode, no entanto, vir a ser reduzido na medida em que a operação do sistema elétrico brasileiro for se adaptando à maior participação das energias renováveis intermitentes.

Questões em aberto

Com a entrega do projeto do São Francisco se aproximando, o próximo desafio será operá-lo de maneira financeiramente sustentável. Como observado pelo ex-presidente da Agência Nacional de Águas, Jerson Kelman, bombear os 26,4 m3 /s outorgados à demanda essencialmente urbana exigirá 750 GWh/ano (0,1% da eletricidade do Brasil). Considerando a energia a R$ 150/MWh, isso representa mais de R$ 100 milhões de energia além de gastos de manutenção, perdas, etc. que se traduziriam em quase R$ 1/m3 de água. Supondo o consumo médio de 35m3 /pessoa por ano e os custos de distribuição, a conta de água para uma família de três pessoas pode ser alta.

Se houver água para irrigação, a precificação ajudará a evitar o desperdício, podendo se dar, por exemplo, a partir do custo da água de poços artesianos. É importante, portanto, considerar como as distribuidoras de água da região vão tratar essas questões e se, além de um gesto como o proposto pelo governo na recente MP da Eletrobras, é necessária uma instituição que proporcione a governança requerida para que o investimento traga os benefícios desejados e não se deteriore nem vire um problema fiscal.

Agrícola Famosa

A grande maioria da imprensa local não atentou para um dos eventos de fusão e aquisição mais importante desse século após o fechamento da Maisa no início da década passada (Leia tambémAgrícola Famosa se associa a grupo europeu em negócio de vulto.). A empresa brasileira, essencialmente mossoroense e muito conhecida na Europa, a Agrícola Famosa (maior produtora e exportadora de melão e melancia do país) associou-se ao grupo espanhol Citri&Co, o maior produtor e distribuidor europeu de frutos cítricos e de caroço.

Exportação do melão ganha logística mais forte (Foto ilustrativa)
Exportação do melão ganha logística mais forte (Foto ilustrativa)

Esta nova formatação foi facilitada pelo fundo Miura Private Equity que fará toda a engenharia financeira dessa fusão.

O melão, melancia, e os frutos cítricos representam mais de 30% do consumo total de frutas no mercado europeu. As frutas cítricas são as preferidas durante o inverno europeu, ao passo que o melão e a melancia são demandadas pelo europeu no verão. Espanha e Brasil (Polo de Agricultura Irrigada RN – CE) lideram a produção dessas frutas nas estações de colheita e, também, fora da temporada, o que representa uma vantagem competitiva para atender o mercado da União Europeia e do Reino Unido.

Plataforma Global

A fusão da Citri&Co com a Agrícola Famosa criará uma plataforma global de liderança no fornecimento de cítricos, melão e melancia, o que fortalecerá sua capacidade operativa e as relações comerciais com o sistema de varejo de frutas e hortaliças na Europa e em outras partes do mundo. As duas empresas já possuem forte tradição familiar e compartilham os mesmos valores comerciais.

Os Estados do Rio Grande do Norte e do Ceará precisam compreender o novo formato de funcionamento desse grupo e apoiar com infraestrutura necessária de estradas, energia e recursos hídricos.

Plano diretor

A nova gestão do município de Mossoró silencia diante da necessidade de requalificação do Plano Diretor do Município. Mossoró precisa de um Plano Diretor Estratégico (PDE), no qual se faça uma análise sobre as novas necessidades do município, após duas décadas de quando se fez os primeiros encontros do  Plano Diretor atual.

O isolamento social, com número expressivo de pessoas trabalhando em “home office” ressalta a necessidade de se discutir temas como diminuição dos deslocamentos das pessoas e possibilidade de mudanças do uso de imóveis públicos para uso  habitacional, adensar o centro com moradias verticais em terrenos públicos pode ser uma saída para minimizar os problemas com a péssima qualidade do sistema de transporte público.

Apartamentos de metragem menor

A intenção é avaliar quais pontos do Plano Diretor deram certo e quais precisam ser mudados. A partir daí, será elaborado estudo técnico e, posteriormente, preparado documento para ser encaminhado ao Legislativo.

Precisamos trazer a informalidade para dentro da formalidade.

Entre as principais demandas do setor de incorporação, estão o estímulo à construção de unidades de maior porte, destinadas a famílias de classe média e alta, nas regiões dos chamados eixos estruturantes – proximidades dos corredores de ônibus, onde o potencial construtivo aumentou com o atual Plano Diretor atual. Nessas regiões, o PDE poderia incentivar a produção de apartamentos de metragem menor.

O secretário da Pasta responsável pela revisão do Plano Diretor precisa se posicionar diante da discussão do que deve ser feito com os imóveis ociosos que a PMM e o Governo do Estado possuem na cidade, levando em conta o agravamento do déficit habitacional na pandemia. Estas duas esferas de governo precisam servir de exemplo no uso social dos prédios públicos fechados ou de uso antieconômico.

BR 304

Uma alternativa para que o Estado do RN possa avançar no projeto da duplicação da BR 304 através de convênio com o Governo Federal pode estar no que o mercado financeiro conhece como ‘project finance’. O exemplo vem de Mato Grosso do Sul com a rodovia estadual MS-306, um trecho com 220 quilômetros que receberá R$ 932 milhões em investimentos. Não se trata de uso de recursos do BNDES, como é de praxe em investimentos dessa natureza.

O financiamento está se dando por meio de R$ 315 milhões em debêntures incentivadas (com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas) emitidas na semana retrasada. A demanda pelos papéis foi tamanha – mais que o dobro do valor oferecido – que a concessionária conseguiu até mesmo reduzir o custo de captação: a taxa diminuiu de 6,4% para 6% ao ano (mais IPCA). As debêntures têm um prazo de 15 anos e pagamento semestral de juros. Os recursos já entraram no caixa da empresa.

Uma lição a ser tirada do financiamento montado é que o setor pode depender menos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), buscando fontes alternativas de crédito. No limite, rodovias podem se transformar em ativos como linhas de transmissão de energia, que atraem fundos e empresas de menor porte.

Engenharia financeira

A operação da MS-306 foi assumida pela concessionária em abril de 2020. Após trabalhos iniciais, que vão da recuperação preliminar do pavimento à limpeza dos canteiros, a cobrança de pedágio começará dia 22 ou 23 de março. Serviços como socorro mecânico e ambulâncias estão funcionando. No contrato, com 30 anos de duração, há exigência de construção de acostamentos e terceiras faixas.

Além dos R$ 932 em investimentos, com cerca de dois terços nos primeiros cinco anos, mais R$ 843 milhões serão desembolsados em manutenção das vias e serviços de atendimento aos usuários.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Melão para China, trigo e algodão movem a Agrícola Famosa

Porro: investimentos (Foto: arquivo)

Por Josivan Barbosa

Importante reportagem da Semana 38 (calendário usado pelos fruticultores) sobre a Agrícola Famosa publicada no Valor Econômico. A matéria entrevistou o CEO e sócio da empresa, o empresário Carlos Porro.

O Valor Econômico enfatiza que a abertura do mercado chinês ao melão do Brasil, em janeiro, trouxe perspectivas até há pouco inimagináveis para a Agrícola Famosa. Com o primeiro embarque à China previsto para o início de outubro, a empresa acredita que o país asiático se transformará no principal destino dos embarques em poucos anos, ultrapassando a Europa, que hoje absorve 95% das vendas externas.

Outro aspecto importante que a matéria destaca é de que as vendas internas e externas não pararam de crescer desde que o novo coronavírus começou a se espalhar. Com isso, o executivo Carlos Porro estima que o faturamento da empresa deverá subir 13% neste ano ante 2019, para R$ 700 milhões. A participação das exportações da receita, que foi de 60% em 2019, deverá subir para 70%.

Melão e melancia

De acordo com Carlos Porro, neste início de safra de melão a Famosa já fechou contratos equivalentes a 300 contêineres, um recorde. O plantio de melão e melancia iniciou-se no início de junho e a colheita para exportação teve início na semana 33 (meados de agosto) e se estenderá até fevereiro.

Nesta temporada, a expectativa é que sejam exportados 8,5 mil contêineres (mais de 160 mil toneladas) para a Europa, onde a empresa já atua há 25 anos. O Oriente Médio, para onde exporta há seis anos, deverá responder pelos 5% restantes das vendas externas.

Mercado chinês

Ainda na mesma reportagem vejam o que disse Carlos Porro: “Estamos começando os embarques para China com três ou quatro contêineres experimentais. Mas tenho certeza que tudo correrá bem e, como tudo na China é enorme, em três ou quatro safras o país pode superar as compras europeias”.  As variedades e o tratamento para o transporte das frutas destinadas ao país asiático são diferentes, uma vez que a viagem para a China leva mais tempo – cerca de 30 dias.

Produção de trigo  na Chapada do Apodi

Falando na reportagem sobre a experiência com plantio de trigo na Chapada do Apodi (Distrito de Tomé – Fazenda Macacos) em parceria com a empresa cearense Santa Lúcia Alimentos, o empresário afirmou que a Agrícola Famosa foi “provocada” a aproveitar uma nova oportunidade: o uso das terras vazias no inverno para o cultivo de trigo e algodão. “O empresário Alexandre Sales, da Santa Lúcia Alimentos, nos incentivou a criar oportunidades de negócios durante o período de inverno – e, portanto, de chuvas – na região. O melão e as outras frutas não gostam de chuva e as terras ficavam vazias e/ou com sorgo, apenas para rotação”.

De acordo com Porro, os custos de produção também ficaram abaixo do esperado. “Não fiz os cálculos ainda, mas ficaram menores que o previsto. Temos uma estrutura gigante para sustentar mesmo no inverno, quando não temos receita. Esses cultivos são perfeitos do ponto de vista financeiro e de aproveitamento de terras”, afirma ele. A Famosa tem 2 mil funcionários fixos e chega a reunir 6 mil durante o período de colheita das frutas.

Algodão também com boas perspectivas

Porro diz que fechou contrato de fornecimento antecipado de trigo com a Santa Lúcia Alimentos e, no caso do algodão, com a Santana Têxtil. Por causa dos bons resultados, é praticamente certo que a área de cultivo de trigo crescerá 100 vezes no ano que vem, para cerca de 500 hectares. E o mesmo deverá acontecer com o algodão.

Trigo no Semiárido

Também em outra reportagem da semana 38 no Valor Econômico o empresário cearense da Santa Lúcia Alimentos, Alexandre Sales mostrou-se bastante entusiasmado com os resultados preliminares da produção de trigo na Chapada do Apodi (Limoeiro do Norte). De acordo com o empresário, a variedade BR264 da Embrapa conseguiu se desenvolver com um ciclo bem curto, de 75 dias – ante o processo normal de 120 a 150 dias. Já a produtividade do campo de teste está em 5,3 toneladas por hectare, segundo as estimativas iniciais, quase duas vezes maior que as 2,4 toneladas por hectare, em média, do trigo gaúcho.

O empresário cearense aponta como vantagem o fato de a lavoura de trigo no Ceará ainda não ter pragas como nos Estados do Sul do Brasil. Com esse resultado, obteve garantia da Agrícola Famosa para semear o trigo em 500 hectares em 2020. A expectativa é que, com mais experiência, a produtividade média chegue a 5 toneladas por hectare.

Trigo no Semiárido II

Esperamos que tanto a empresa que utilizará o trigo na indústria de panificação e em outros produtos quanto as empresas parceiras no setor de produção façam um bom planejamento do uso das terras associado à disponibilidade de água, pois nesta região da Chapada do Apodi há sérios problemas de limitação de água para irrigação.

Trigo: colheita (Foto: reprodução)

Recentemente, na última grande seca (2011 – 2017) os produtores de banana tiveram sérios prejuízos com a cultura, perdendo inclusive contratos de exportação por causa da falta d`água nos perímetros irrigados do DIJA (Distrito Irrigado Jaguaribe- Apodi) e DISTAR (Distrito Irrigado Tabuleiro de Russas).

Embapa no RN

A notícia de que a Embrapa está sendo fortemente afetada no seu orçamento de custeio e investimento não pode servir de desculpa para que o RN deixe de reivindicar um centro nacional da empresa no nosso Estado. O RN e o ES são as duas únicas unidades da federação que não possuem uma unidade da Embrapa. O último Estado que conseguiu instalar um equipamento dessa natureza foi Sergipe, que num gol de letra emplacou o Centro Nacional da Embrapa Alimentos e Territórios.

A proposta precisa ser levada à ministra da Agricultura Tereza Cristina pela nova Reitora da UFERSA, Governo do RN, Prefeitura de Mossoró e parlamentares. O principal argumento para a liberação do centro é que a UFERSA colocaria à disposição da Embrapa laboratórios e escritórios e que assim, não seria necessário investimento na nova unidade.

A participação inicial da Embrapa seria na alocação de pesquisadores para desenvolver a agricultura irrigada do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE, dando ênfase à agricultura orgânica o que justificaria a criação em Mossoró de um Centro Nacional da Embrapa Agricultura Orgânica e Agroecologia.

Embrapa no RN II

O projeto de um centro nacional da Embrapa no RN é antigo. Ele foi iniciado no Governo de Wilma de Faria. Na época colocamos à disposição da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) as instalações do recém-inaugurado Centro Tecnológico do Negócio Rural/ (CTARN)) que foi concebido numa parceria da Ufersa, Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX), Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN) e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

A Embrapa deu sinais de que instalaria a unidade em Mossoró e, inicialmente, liberaria 10 pesquisadores para a sua instalação. Passados 15 anos, apenas um pesquisador encontra-se em Mossoró na parceria Ufersa – Embrapa. Este foi apenas um dos inúmeros projetos em que a Ufersa mostrou-se sonolenta ao longo da última década.

Temos que aproveitar o interesse do MAPA na exportação de frutos para a Ásia e mostrar que uma forma de acelerar e se tornar competitivo mundialmente é produzindo frutos de qualidade e seguros do ponto de vista alimentar. Nada mais rápido do que contar com o apoio da Embrapa para deslanchar nesse setor muito importante para o país e para o Estado do RN e do Ceará e, também, para o Semiárido como um todo.

O CTARN – UFERSA está à disposição das entidades públicas e privadas para elaborar a proposta e discutir os principais gargalos e entraves burocráticos para tornar realidade este projeto. Precisamos acreditar que a lentidão na captação de investimentos é péssima para o nosso RN.

Eólica

A eólica é a mais barata entre as fontes renováveis de geração de energia, grupo que inclui ainda as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), a solar e a biomassa. O custo da energia eólica atingiu R$ 195 por megawatt-hora (MWh). Em seguida, aparecem a biomassa (R$ 246/MWh), as PCHs (R$ 280/MWh) e só então a solar (R$ 321/MWh).

O custo mais baixo das eólicas está associado ao barateamento das tecnologias, principalmente com a chegada dos chineses nessa indústria. Isso é explicado também pelo fato de que fabricantes de aerogeradores vieram se instalar no Brasil após certa saturação do mercado europeu.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Luiz Barcelos conta sua história e pujança do agronegócio

O empresário Luiz Roberto Barcelos, referência da fruticultura irrigada e agronegócio no Brasil (Agrícola Famosa), foi o entrevistado do Carlos Santos – AOS VIVOS! dessa segunda-feira (10).

Contou a sua história nesse universo produtivo, a partir de uma decisão que o fez mudar de profissão (advogado) e de endereço (de São Paulo para Mossoró).

Também falou sobre a relação capital e trabalho, exportação de melão para China, o papel do Estado na atividade produtiva, o valor do associativismo e mandou conselhos e recados para a classe política.

– Esse povo trabalhador, muito trabalhador, maravilhoso, (potiguar) não merece a situação que está passando – disse, elogiando o perfil trabalhador e educado do Rio Grande do Norte,

Vale a pena conferir esse bate-papo.

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Exportação de frutas segue normalmente em Porto de Natal

O Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX) emite Nota de Esclarecimento.

Desmente notícias espalhada em redes sociais, que apontam fim de exportação da Agrícola Famosa (maior exportadora de frutas do estado) pelo Porto de Natal.

Assegura que não houve mudança alguma em seu processo de logística.

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Nomes do PSB são apresentados a governo e Senado

Comitiva em pré-campanha (Foto: divulgação)

Pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), respectivamente, o vice-governador Fábio Dantas e o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Norte (FAERN), José Vieira (PSB), visitaram nesta quinta-feira (19) as instalações da Agrícola Famosa, localizada no município de Mossoró.

– Esses são nossos candidatos a governador e a senador -, assim os dois foram apresentados a funcionários pelo empresário Luiz Roberto Barcelos, que até bem poucos dias se apresentada como pré-candidato a governador.

Barcelos foi o principal cicerone na visita, recepcionando também o deputado federal e presidente estadual do PSB, Rafael Motta.

Com eles ainda, a ex-prefeita mossoroense Fafá Rosado (PSB) e o deputado estadual Ricardo Motta (PSB).

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Empresas mossoroenses puxaram exportações do RN

D Portal Noar

O valor médio exportado por empresas no Rio Grande do Norte foi maior no ano de 2017 do que no ano anterior: 142 empresas exportaram 304,5 milhões de dólares, enquanto no ano anterior o total exportado foi de US 284,7 milhões por 147 empresas, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Produção de melão concorreu para aumento da exportação do Rio Grande do Norte (Foto: Anderson Barbosa)

A alta de 7% no total em vendas em 2017 foi liderada pelas empresas mossoroenses Agrícola Famosa (frutas frescas, em especial o melão) e Usibrás (castanha de caju) seguidas da Vicunha (tecidos) com sede no Distrito Industrial de Natal.

Se em 2016 a Usibrás foi a maior exportadora potiguar ocupando a 989º lugar no ranking nacional, desta vez em 2017 a liderança ficou sob a responsabilidade da Agrícola Famosa, ocupando o 890º lugar.

No Brasil foram registradas 24,6mil empresas exportadoras, segundo o MDIC.

Economia pulsa em Mossoró

A concentração geográfica das maiores empresas exportadoras estaduais, em função da predominância da fruticultura (melão, melancia, castanha de caju etc), está na região mossoroense: das empresas que exportaram mais de US 5 milhões no ano que passou, 8 estão em Mossoró. Já na Grande Natal, apenas três outras também ultrapassaram esta marca.

As líderes do mercado externo no RN, com exportações em 2017 acima de US 10 milhões foram, nesta ordem: Agrícola Famosa, Usibrás, Vicunha, Mata Fresca (frutas frescas), Salinor (sal) e Bollo Brasil (frutas frescas).

As líderes do mercado externo no RN, com exportações em 2017 acima de US 10 milhões foram, nesta ordem: Agrícola Famosa, Usibrás, Vicunha, Mata Fresca (frutas frescas), Salinor (sal) e Bollo Brasil (frutas frescas).

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Empresário diz que empresariado vai lançar candidaturas

Em entrevista ao programa “Jornal da Tarde” da Rádio Rural de Mossoró nesta quarta-feira (24), apresentado pelo jornalista Saulo Vale, o empresário Luiz Roberto Barcelos afirmou que há um projeto político-eleitoral em fermentação para este ano no estado.

Segundo ele, um grupo de empresários se movimenta para lançamento de candidaturas em todos os níveis (de deputado estadual ao governo).

Mas não adiantou por qual partido (ou partidos) ou se isso acontecerá em faixa própria ou em composição com forças tradicionais.

Barcelos é um dos principais executivos da Agrícola Famosa, a maior produtora de melões e melancias do Brasil e uma das maiores do mundo.

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