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Pão nosso de cada dia

Por Marcos Ferreira

Foto do autor da crônica
Foto do autor da crônica

Presumo que poucas pessoas se interessem por esse conteúdo, por essa informação. Pois se trata, a bem da verdade, de uma sensaboria, algo de quem parece não ter coisa melhor para dizer. Teimoso, porém, vou contar esta história insípida. É que hoje acordei cedo. Cedinho mesmo: pouco depois das quatro da madrugada. A bexiga estava de fato nas últimas, então fui ao banheiro e não consegui reaver o sono. Volta e meia isso acontece; uma emergência fisiológica. Ainda assim, com o quarto na penumbra e naturalmente frio, retornei para a minha rede e os cobertores.

Vocês sabem que em ocasiões dessa ordem, quando a gente se encontra insone por inteiro ou parcialmente, mil e uma maluquices nos vêm à cabeça. Então nos alcança um monte de besteirol, pessoas e meio mundo de lucubrações. No meio disso, fato corriqueiro, vêm ao meu juízo determinados temas que julgo aproveitáveis, com certo potencial para converter em uma crônica garranchosa.

Recordei-me, por exemplo, de uma dúzia ou mais de amigos que têm (coloco-me no meio deles) esse alumbramento visceral, comunhão, enlace com o exercício da escrita. Sim. É o que estou dizendo. Somos, de forma saudável, reféns espontâneos e um tanto orgulhosos dos vencilhos, das amarras da escrita. Como no verso de Camões, é estar preso por vontade, é servir a quem vence o vencedor. O bardo caolho é fora de série, extraordinário, um fenômeno da poesia. É incomparável.

Então penso, após todo esse nariz de cera, nos meus pares, nos meus amigos literatos, homens e mulheres dominados pelo micróbio da literatura. Alguns desses indivíduos inéditos em livro (por razões que a própria razão desconhece) seguem fugindo da raia, fazem ouvidos moucos ao chamado da Literatura. Lembro, mas que isso fique apenas entre nós, de figuras preciosas e cheias de hesitações como nosso querido arquivo ambulante Rocha Neto. E não apenas o Rocha. Há outros desertores da tinta e do tinteiro nesta Macondo nordestina. Faço aqui a vez de dedo-duro.

O que tanto esperam (insisto que esse assunto fique só entre nós) os senhores Marcos Araújo, Bruno Ernesto, Odemirton Filho, Ailson Teodoro, Raquel Vilanova e, entre outros, Bernadete Lino? Pois é, meus caros. A senhora Bernadete Lino, pernambucana que mora em Caruaru, tem o que verter para o papel. Ela, que me oferece a honra de sua amizade e tem um forte elo com nossa terra, possui uma biografia muito bonita. Estou certo de que um livro seu de memórias, considerando a clareza de seu pensamento e intimidade com nosso idioma, seria uma ótima contribuição às letras. João Bezerra de Castro, gramático vocacionado, pode afiançar o que digo.

A labuta da escrita, perdoem esta metáfora talvez de mau gosto, representa o nosso pão de cada dia, mesmo em se tratando (repito) de personagens que ainda não estrearam em livro. De repente alguém pode saltar e dizer que estou cobrando dos outros uma produção que eu próprio não reúno. Quem isto afirma não está de todo errado, considerando que sou autor de um só livro publicado.

Todavia, para quem não sabe, possuo quase dez títulos inéditos nos gêneros romance, contos, poesia e crônicas, tudo isso à espera de melhores horizontes financeiros ou da possibilidade de ser pego no pente-fino de concursos literário que oferecem premiação em dinheiro e, no mais das vezes, publicam a obra vencedora. Este é o caminho que percorro há tempos.

Ressalto, claro, que estou a anos-luz da fecundidade, da prenhez e dos recursos econômicos de autores de minha estima como Clauder Arcanjo, Ayala Gurgel e o prolífero e versátil Marcos Antonio Campos, três mosqueteiros, três espadachins bem-sucedidos nos salutares duelos com a arte do fazer literário.

Além desses três, e não menos meritórios, temos no País de Mossoró e no estado manejadores da língua portuguesa bem-aventurados como Vanda Maria Jacinto, Fátima Feitosa, Dulce Cavalcante, Margarete Freire, Lúcia Rocha, Júlio Rosado, Caio César Muniz, Cid Augusto, Jessé de Andrade Alexandria, Crispiniano Neto, François Silvestre, Carlos Santos, Inácio Rodrigues Lima Neto, Airton Cilon, Thiago Galdino, Marcos Pinto, Francisco Nolasco, David Leite, Honório de Medeiros, Antonio Alvino e, devido às condições da memória, outros mais que ora não recordo.

Todos, com um nível maior ou menor de arrebatamento, buscam esse pão nosso de cada dia que resulta em crônicas, contos, romances, poemas. No que me toca, enquanto cativo deste mister de arranjar palavras e exibi-las em páginas com um mínimo de qualidade, produzo coisas desse tipo: uma crônica um tanto quanto prolixa, mas sempre com a mão na massa do verbo do qual nos alimentamos.

Marcos Ferreira é escritor

Meu amor de salvação

Por Marcos Ferreira

Foto ilustrativa de Bruno Marques (Canção Nova)
Foto ilustrativa de Bruno Marques (Canção Nova)

Após não sei quantas publicações, eis que agora me dou conta de que não escrevi sobre a mais importante personagem que, vez por outra, menciono neste meu exercício de cronista. Pois é, não escrevi. Embora a tenha inserido nalguns textos prolixos acerca de assuntos vários, não a expus, todavia, como protagonista, com uma página apenas dela: minha adorável noiva Natália Maia.

Então, prezado leitor e gentil leitora, peço licença para discorrer, neste domingo de pássaros cantantes e céu azul, sobre alguém que, ao longo dos últimos seis anos (nosso namoro teve início aos 7 de setembro de 2015), só me tem dado alegria e orgulho de tê-la em minha vida. Exatamente! Se em outros momentos a enalteci em merecidos versos, que tornei públicos sem qualquer receio, hoje repito a indiscrição em prosa, nesta crônica de natureza tão pessoal quanto amorável.

Sei do risco que corro, em se tratando do interesse dos leitores, ao abordar um assunto tão íntimo. Tem nada, não. Creio que possuo algum saldo com vocês. Se não, botem aí na conta, que qualquer dia eu pago esse débito literário. Hoje não me furtarei em falar sobre Natália, ela que, antes do meu editor, é quem primeiro lê todas as produções que publico. Exceto esta. Porque é surpresa.

Imagino que agorinha ela acabou de acessar o Canal BCS (Blog Carlos Santos), já tomada banho e decerto bebericando a sua xícara de café matinal, para saber enfim o que danado escrevi para este domingo, posto que desta feita (estranhando desde ontem as minhas esquivas) ela não viu meu texto em primeira mão. Sim, inventei algumas desculpas, escondi-lhe a verdade com esse propósito bem-intencionado, e mantive estas páginas longe dos olhos de Natália até bem pouco.

— Cadê a crônica, hein? — ela perguntava.

Neste minuto, porém, não há mais segredo. O pano caiu; estou a descoberto perante ela. Muito em seu louvor eu gostaria de dizer, contudo sei que nada do que escreva será o bastante para dimensionar as qualidades de Natália Maia, uma pessoa cujo caráter e senso humanitário poucas vezes se encontram em meio ao rebanho da vida em sociedade, como diria o querido amigo Antônio Alvino.

O que mais posso referir sobre Natália? Há tanto o que ser dito de bom a respeito dela, eu que sou o seu maior admirador, mas agora reparo que as palavras começam a me faltar. Acontece. Entre outras coisas, às vezes ela tem o poder, a sutil capacidade de me deixar sem argumentos. Por outro lado, e com firmeza, é a grande incentivadora das minhas letras, da minha escrita. É quem me diz (na saúde e na doença, na tristeza e na alegria) que tenho futuro enquanto escritor.

Não sou um sujeito religioso, nunca fui, entretanto ouso dizer que Natália é um anjo bom que Deus colocou em meu caminho. Hei de ir embora primeiro, sinto que não vim a este mundo caótico para me demorar, mas desejo viver ao lado dela todo o tempo que ainda me resta. Portanto, agradeço ao Altíssimo por todos os dias, horas e minutos que tenho usufruído da companhia de Natália.

Foi ela, com o facho de luz do seu lindo coração, com a aura de um espírito superior, quem me resgatou das trevas em que estive durante tanto tempo, desacreditado de todos e até de mim próprio. Natália, prezado leitor e gentil leitora, devolveu-me a alegria de viver, convenceu-me de que a vida vale a pena, e me trouxe de volta o prazer da escrita, da leitura, meu gosto pela música e pelo cinema. Exatamente, senhoras e senhores, não foi apenas o arsenal de psicotrópicos.

Cheguei ao fundo do poço, a ponto de passar noites amarrado a uma cama de hospício desta cidade, dopado, o corpo cheio de dores, num deplorável estado de semiconsciência e torpor. E quando eu estava lá, caído nas sombras, na sarjeta mental, foi dela a mão que me resgatou. Cuidou dos meus ferimentos e todo dia me ensina a conviver com as cicatrizes que ficaram na minha alma.

É difícil falar sobre esta Natália sem exibir um pouco do meu histórico, por mais que o objetivo destas palavras seja prestar uma simples homenagem à musa do meu coração. Penso que outras mulheres (não culpo ninguém por isso) teriam me voltado as costas, desistido de mim nos primeiros sinais da minha doença. Ela, contudo, não o fez, não me largou naquele manicômio. Apostou no meu restabelecimento, não fraquejou, a todo instante apoiada na sua infinda, inabalável fé.

— Você vai ficar bom! — sempre afirmava.

Por que expor aqui coisas tão íntimas? Alguém deve questionar. Não me constranjo, não há problema algum em sermos justos e verdadeiros. Não perco mais tempo com certos pudores e hesitações. Hoje tenho mais passado que futuro e quero dizer às pessoas — inclusive a Natália — o que penso sobre elas, ainda que publicamente. Deixar isso para amanhã pode ser para nunca mais.

Os pássaros cantam, redemoinham na mangueira da residência aos fundos, numa incessante babel que me serve de trilha sonora para este depoimento em homenagem a Natália. O vento também produz barulho nos ramos e folhas da grande árvore, impulsionando o voejar do passaredo ao redor. Então eu gostaria que este relato fosse leve como o vento, agradável e alegre como o canto desses seres alados que orbitam a velha mangueira da senhora Francisca, minha vizinha.

Não só da mangueira advêm as aves que ouço nas imediações. Aqui próximo, por trás das casas do outro lado da rua, passa um córrego (talvez seco nesta época do ano) de onde vez por outra, além do estrídulo das nhambus, escuto o que me parece o pio de uma sericoia e também das rasga-mortalhas. Sobretudo durante as eventuais horas mortas em que me encontro nesta escrivaninha.

Antes, durante um longo período, eu não mais me dava conta de nada disso, da vida que pulsava no meu entorno, das coisas simples e belas da natureza. Tive que reaprender a enxergar e a ouvir muito do que havia esquecido. Natália, que posso chamar de meu amor de salvação, sem pieguice ou exagero, tal qual no romance do Camilo Castelo Branco, é responsável por tudo de bom que me tem acontecido ao longo destes seis anos que abarcam o nosso namoro e noivado.

É possível que o prezado leitor e a gentil leitora considerem esta declaração algo açucarado, quiçá démodé. Podem achar o que quiserem. Estão no seu direito. Acontece, porém, que de amargo hoje em dia eu só estou aceitando café. No mais, ao menos em literatura, um pouco de açúcar, só uma vez perdida, não faz mal a ninguém. Até porque o amor também é doce e nunca sairá de moda.

Marcos Ferreira é escritor

*Texto originalmente publicado no BCS no dia 10 de outubro de 2021.

Uma nova Casa Branca

Por Marcos Ferreira

Imóvel que foi demolido para que pudesse nascer um lugar habitável...
Imóvel que foi demolido para que pudesse nascer um lugar habitável…
... e decente à vida modesta, mas digna (Fotos: Marcos Ferreira)
… e decente à vida modesta, mas digna (Fotos: Marcos Ferreira)

Tudo começou com o escritor David de Medeiros Leite. Àquela época David estava presidente da Companhia de Habitação do Rio Grande do Norte (Cohab/RN). O filho da saudosa senhora Hilda foi quem me apontou a disponibilidade do imóvel situado no Conjunto Walfredo Gurgel, no Alto de São Manoel.

Eu contava com um cargo miúdo na Prefeitura de Mossoró, e fomos (eu, David Leite e o também escritor Clauder Arcanjo) dar uma olhada na casa, que encontramos em escombros. Assim mesmo, com o apoio de David e Clauder, conseguimos tornar aquelas ruínas em algo habitável. Esse, portanto, foi o início.

Depois de vários anos, sempre entremeados de incontáveis apuros, não pude mais realizar nenhum benefício na residência, e esta foi estiolando-se rapidamente. Decorridos cerca de quinze anos, portanto, a situação se agravou. A ponto de eu colocar uma placa de venda, buscando assim adquirir outro imóvel noutro subúrbio mais distante deste município. Ressalto que o Walfredo Gurgel, exceto por alguns problemas estruturais, ainda é um bairro bem familiar, de cadeiras nas calçadas.

Ao saber da placa de venda, meu amigo petroleiro Elias Epaminondas bateu os coturnos e se opôs com veemência à venda de meu endereço. Sim. Eu costumava dizer que não tinha uma casa, mas somente um endereço. A placa de venda foi retirada. Miriam Ferreira, esposa de Elias, elaborou um simples e belo projeto para minha nova habitação e Elias deu início a um mutirão entre nossos amigos.

Agora, extremamente grato, eu me sinto na obrigação de relacionar aqui os nomes daqueles que se sensibilizaram e contribuíram, de maneira relevante, para tornar meu sonho e o projeto de Miriam Ferreira em realidade.

De largada, cito o amigo Clauder Arcanjo, que prontamente se comprometeu em adquirir todas as telhas. A seguir, embora sempre discretos, vêm Túlio Ratto e José Antero dos Santos, responsáveis por grande parte do cimento. Na sequência, em ordem aleatória, vou citando o restante dos nomes. Torço que isso não lhes pareça maçante ou enjoativo, tendo em vista que o nobre leitor sempre espera encontrar neste espaço o mínimo possível de literatura, sobretudo no gênero crônica.

Mas, repito, eis os bons samaritanos em ordem aleatória: Luiza Maria Freire de Medeiros, Raimundo Antonio, Fabrício Caymon, Raimundo César Barbosa, Odemirton Filho, Zilene Medeiros, Dr. Dirceu Lopes, João Bezerra de Castro, Aluísio Barros, Francisco Wanderley, Cristiane Reis, Marconi Amorim.

Acho que isto, com perdão do leitor, não se trata de prestação de contas ou cabotinismo imobiliário. Não é isso. Também não é subserviência, servilismo púbico. Quero apenas, no breve espaço de uma crônica, quiçá duas páginas, exibir, de maneira honesta, minha gratidão a essas pessoas que venho citando. Porque a gente não tem rédeas no instante de fazer determinadas críticas a terceiros, todavia se omite no momento de tornar notório aquilo de bom que lhe foi feito. Aqui eu falo de gratidão. E gratidão não está nem nunca esteve fora de moda. É algo bom a se praticar.

Contei, entre outros, com figuras como Rogério Dias, Flávio Quadrado, Ranniere Ferreira, Sandro Jorge, Jessé de Andrade Alexandria, Alexsandro Lopes Pinto, Laélio Ferreira, André Luís, Carlos Silva, Antonio Alvino, Dr. Lúcio Leopoldino, Francisco Nolasco, Francisco Amaral Campina, Gildemar Condados, Elder Nolasco, Anchieta Albuquerque, além do meu culto Editor Carlos Santos.

Não paramos por aqui. O mutirão prossegue. A velha choupana foi inteiramente demolida e uma nova casa branca (que não é a dos americanos) ergueu-se bela e majestosa sob as mãos dos pedreiros Jailson Batista, Rogério Cordeiro e Wellington Azevedo. “Agora não tem mais volta”, falei comigo mesmo.

Vamos aos demais: Francinaldo Rafael, Honório de Medeiros, Cid Augusto, Elisabete Stradiotto, Valdemar Siqueira, Ênio Souza, Luzia Praxedes Arcanjo, João Helder Alves Arcanjo, José Anchieta de Oliveira, Afrânio Melo, João Maria Souza da Silva, Antônio Railton, Marquinhos Rebouças, Nilson Rebouças, Jorge Alves, Vanda Maia, Arlete Jácome, Dr. Diego Dantas e Alexandre Miranda. Creio que não esqueci ninguém, isto graças a Natália Maia e às suas planilhas cheias de nomes e números. Também agradeço àqueles que, por um motivo ou outro, não puderam ajudar. Sei que muitos torceram pelo êxito desta empreitada construída graças a várias doações.

Não tenho, pois, o menor embaraço em escrever expondo meu agradecimento a todos esses amigos de primeira e de última hora. Porque a gratidão, repito, faz parte do meu DNA, da minha constituição e personalidade.

Todos são bem-vindos para um cafezinho.

Marcos Ferreira é escritor

Meu amor de salvação

Por Marcos Ferreira

Após não sei quantas publicações, eis que agora me dou conta de que não escrevi sobre a mais importante personagem que, vez por outra, menciono neste meu exercício de cronista. Pois é, não escrevi. Embora a tenha inserido nalguns textos prolixos acerca de assuntos vários, não a expus, todavia, como protagonista, com uma página apenas dela: minha adorável noiva Natália Maia.

Então, prezado leitor e gentil leitora, peço licença para discorrer, neste domingo de pássaros cantantes e céu azul, sobre alguém que, ao longo dos últimos seis anos (nosso namoro teve início aos 7 de setembro de 2015), só me tem dado alegria e orgulho de tê-la em minha vida. Exatamente! Se em outros momentos a enalteci em merecidos versos, que tornei públicos sem qualquer receio, hoje repito a indiscrição em prosa, nesta crônica de natureza tão pessoal quanto amorável.

Foto ilustrativa de Bruno Marques (Canção Nova)
Foto ilustrativa de Bruno Marques (Canção Nova)

Sei do risco que corro, em se tratando do interesse dos leitores, ao abordar um assunto tão íntimo. Tem nada, não. Creio que possuo algum saldo com vocês. Se não, botem aí na conta, que qualquer dia eu pago esse débito literário. Hoje não me furtarei em falar sobre Natália, ela que, antes do meu editor, é quem primeiro lê todas as produções que publico. Exceto esta. Porque é surpresa.

Imagino que agorinha ela acabou de acessar o Canal BCS (Blog Carlos Santos), já tomada banho e decerto bebericando a sua xícara de café matinal, para saber enfim o que danado escrevi para este domingo, posto que desta feita (estranhando desde ontem as minhas esquivas) ela não viu meu texto em primeira mão. Sim, inventei algumas desculpas, escondi-lhe a verdade com esse propósito bem-intencionado, e mantive estas páginas longe dos olhos de Natália até bem pouco.

— Cadê a crônica, hein? — ela perguntava.

Neste minuto, porém, não há mais segredo. O pano caiu; estou a descoberto perante ela. Muito em seu louvor eu gostaria de dizer, contudo sei que nada do que escreva será o bastante para dimensionar as qualidades de Natália Maia, uma pessoa cujo caráter e senso humanitário poucas vezes se encontram em meio ao rebanho da vida em sociedade, como diria o querido amigo Antônio Alvino.

O que mais posso referir sobre Natália? Há tanto o que ser dito de bom a respeito dela, eu que sou o seu maior admirador, mas agora reparo que as palavras começam a me faltar. Acontece. Entre outras coisas, às vezes ela tem o poder, a sutil capacidade de me deixar sem argumentos. Por outro lado, e com firmeza, é a grande incentivadora das minhas letras, da minha escrita. É quem me diz (na saúde e na doença, na tristeza e na alegria) que tenho futuro enquanto escritor.

Não sou um sujeito religioso, nunca fui, entretanto ouso dizer que Natália é um anjo bom que Deus colocou em meu caminho. Hei de ir embora primeiro, sinto que não vim a este mundo caótico para me demorar, mas desejo viver ao lado dela todo o tempo que ainda me resta. Portanto, agradeço ao Altíssimo por todos os dias, horas e minutos que tenho usufruído da companhia de Natália.

Foi ela, com o facho de luz do seu lindo coração, com a aura de um espírito superior, quem me resgatou das trevas em que estive durante tanto tempo, desacreditado de todos e até de mim próprio. Natália, prezado leitor e gentil leitora, devolveu-me a alegria de viver, convenceu-me de que a vida vale a pena, e me trouxe de volta o prazer da escrita, da leitura, meu gosto pela música e pelo cinema. Exatamente, senhoras e senhores, não foi apenas o arsenal de psicotrópicos.

Cheguei ao fundo do poço, a ponto de passar noites amarrado a uma cama de hospício desta cidade, dopado, o corpo cheio de dores, num deplorável estado de semiconsciência e torpor. E quando eu estava lá, caído nas sombras, na sarjeta mental, foi dela a mão que me resgatou. Cuidou dos meus ferimentos e todo dia me ensina a conviver com as cicatrizes que ficaram na minha alma.

É difícil falar sobre esta Natália sem exibir um pouco do meu histórico, por mais que o objetivo destas palavras seja prestar uma simples homenagem à musa do meu coração. Penso que outras mulheres (não culpo ninguém por isso) teriam me voltado as costas, desistido de mim nos primeiros sinais da minha doença. Ela, contudo, não o fez, não me largou naquele manicômio. Apostou no meu restabelecimento, não fraquejou, a todo instante apoiada na sua infinda, inabalável fé.

— Você vai ficar bom! — sempre afirmava.

Por que expor aqui coisas tão íntimas? Alguém deve questionar. Não me constranjo, não há problema algum em sermos justos e verdadeiros. Não perco mais tempo com certos pudores e hesitações. Hoje tenho mais passado que futuro e quero dizer às pessoas — inclusive a Natália — o que penso sobre elas, ainda que publicamente. Deixar isso para amanhã pode ser para nunca mais.

Os pássaros cantam, redemoinham na mangueira da residência aos fundos, numa incessante babel que me serve de trilha sonora para este depoimento em homenagem a Natália. O vento também produz barulho nos ramos e folhas da grande árvore, impulsionando o voejar do passaredo ao redor. Então eu gostaria que este relato fosse leve como o vento, agradável e alegre como o canto desses seres alados que orbitam a velha mangueira da senhora Francisca, minha vizinha.

Não só da mangueira advêm as aves que ouço nas imediações. Aqui próximo, por trás das casas do outro lado da rua, passa um córrego (talvez seco nesta época do ano) de onde vez por outra, além do estrídulo das nhambus, escuto o que me parece o pio de uma sericoia e também das rasga-mortalhas. Sobretudo durante as eventuais horas mortas em que me encontro nesta escrivaninha.

Antes, durante um longo período, eu não mais me dava conta de nada disso, da vida que pulsava no meu entorno, das coisas simples e belas da natureza. Tive que reaprender a enxergar e a ouvir muito do que havia esquecido. Natália, que posso chamar de meu amor de salvação, sem pieguice ou exagero, tal qual no romance do Camilo Castelo Branco, é responsável por tudo de bom que me tem acontecido ao longo destes seis anos que abarcam o nosso namoro e noivado.

É possível que o prezado leitor e a gentil leitora considerem esta declaração algo açucarado, quiçá démodé. Podem achar o que quiserem. Estão no seu direito. Acontece, porém, que de amargo hoje em dia eu só estou aceitando café. No mais, ao menos em literatura, um pouco de açúcar, só uma vez perdida, não faz mal a ninguém. Até porque o amor também é doce e nunca sairá de moda.

Marcos Ferreira é escritor

Meu ópio negro

Café na xícaraPor Marcos Ferreira

Ela poderia, em se tratando de outro indivíduo, ter ofertado um litro de uísque escocês, por exemplo. Quem sabe uma garrafa de vinho espanhol. Ou, no caso de um tabagista esnobe, ostentoso, uma caixa de charutos cubanos. Chique, não é?! Pois há pessoas, inclusive entre aquelas que compõem a fauna dos literatos, que apreciam artigos ou mimos dessa natureza e origem.

Eu, porém, sem finesse, fidalguia nem pedigree, não tolero nenhuma das opções referidas. Daí que me senti deveras feliz na manhã de ontem ao ser presenteado com um simples pacote de café. Sim. Um pacote desses de duzentos e cinquenta gramas, de cuja linha e fabricante não farei propaganda.

Estamos passando aí. Tenho um presentinho para você — disse-me, por telefone, a leitora e amiga Natália Amorim, esposa do também leitor e amigo José Arimatéia. Pouco após, em companhia dos pequenos Daniel e Joaquim, o casal parou o carro diante da minha casa, todos usando máscara. Natália desceu e me entregou a sacola por cima do meu muro, que tem frente baixa.

— Obrigado — falei sem examinar a sacola. — É muita gentileza de vocês, contudo eu não imagino qual seja o motivo desse presente. Hoje não é meu aniversário, dia da poesia, do escritor nem nada parecido.

— Não carece data especial para presentearmos alguém — contestou ela. — Depois me diga se gostou. Tomara que sim.

— Claro! Eu farei isso em breve.

Então, de bom grado e acertando na mosca, foi um pacote de café que minha leitora Natália Amorim (sentiram o orgulho quando digo “minha leitora”?) me trouxe na manhã de ontem. Tratei de levar a preciosa rubiácea à cafeteira. O inconfundível aroma ocupou a casa toda, decerto alcançando as narinas dos vizinhos mais próximos, como acontece comigo quando eles fazem café.

Permitam-me agora uma rápida digressão. Pois bem. Quem me conhece sabe do meu horror, da minha absoluta repulsa a álcool e a fumo. Tenho as minhas razões, acreditem. Um tanto análogo ao álcool, brinco ao dizer que a bebida mais forte que eu já ingeri foi Biotônico Fontoura. Aquilo descia queimando. Ao menos para o meu paladar de “menino mole”, dizia a minha mãe.

Tomei outras panaceias dessa classe e época, como o Leite de Magnésia Phillips e a intragável Emulsão Scott (óleo de fígado de bacalhau), todos nas suas apresentações e sabores tradicionais. No caso específico do Biotônico, para fazer uma piadinha com o álcool, eu chegava a ficar puxando fogo.

Naqueles tempos bicudos de minha infância, enquanto o general João Batista Figueiredo só sabia mandar o povo apertar o cinto, volta e meia os meus pais recorriam a esses polivitamínicos, no mais das vezes sem receita médica. Esta, entre outras manobras, era uma estratégia intuitiva para mitigar a desnutrição, que campeava feroz em meio ao crepúsculo dos anos de chumbo.

Gostávamos mesmo era do Poliplex, com sabor e consistência semelhantes ao mel. Mas este não era nada indicado para mim e meus dez irmãos, posto que se tratava, também, de um estimulante do apetite. E apetite, senhoras e senhores, tínhamos de sobra. Ou, como se diz, para dar e vender.

Encerremos esta digressão medicamentosa. Voltemos ao assunto do café: meu ópio negro. Quero registrar que esta não foi a primeira vez que uma leitora me brindou com esse tipo de presentinho saboroso. Não faz muito a fisioterapeuta Luzia Praxedes, pelas mãos do esposo e escritor Clauder Arcanjo, também me enviou essa bebida apreciada por onze entre cada dez brasileiros.

Desculpem mais esta gracinha. Estou bem-humorado, como devem ter percebido. Nos últimos dias, entretanto, tenho me visto às voltas com uma saudade recorrente dos amigos, das boas conversas em torno de uma mesa, regadas a café e a taças de água mineral com gás. Exato, prefiro com gás.

Vem-me à lembrança, a propósito, a saudosa Livraria Café & Cultura, que funcionou ao lado do Teatro Municipal. Era o nosso ponto de encontro. Ali brotaram e cresceram amizades que nutro até hoje.

Penso nesses amigos enquanto escrevo e saboreio uma caneca de café escoteiro, forte e amargo. Por onde andarão meus colegas de ópio negro, como Leandro Tomé, Cid Augusto, Elias Epaminondas, Jessé de Andrade Alexandria, Gustavo Luz, Francisco Nolasco, Túlio Ratto, Antônio Alvino, André Luís? A pandemia, entre outros desfalques, prejudicou esse grêmio da cafeína.

Quando daquelas visitas, antes do coronavírus, eu disponibilizava um potinho de demerara. Só não tenho aqui, para quem possua glicemia elevada, adoçantes dietéticos, cujo travo final me lembra a dipirona e acaba interferindo no sabor do café. Melhor (na minha opinião) tomar totalmente amargo.

— Assim não dá! — dizem alguns.

Isto é uma questão menos de gosto que de hábito. Mas tudo bem. Com açúcar, adoçante dietético ou de todo amargo, o café nos une de alguma forma. Talvez quem se depare com esta crônica cafeinada, embora se tratando de leitores que não conheço pessoalmente, sinta o desejo de qualquer dia sentarmos para uma conversa descontraída, à volta de uma mesa com xícaras e taças.

O que acha, Carlos Santos? Refiro-me àqueles leitores que conheço apenas por nome: Rocha Neto, Fransueldo Vieira de Araújo, Naide Rosado, João Bezerra de Castro, Raniele Alves Costa. Outros ignoro o segundo ou o primeiro nome, a exemplo desses três: Magno, Fernando e Amorim.

Toda vez que me ponho a escrever, conforme participei a Odemirton Filho domingo passado, penso nos meus leitores. Penso no dever e desafio de fazer valer a pena o tempo que me dedicam. Eis um privilégio: contar com leitores, por menor que seja o número. Os meus, se não são tantos, ao menos são preciosos. Porque a qualidade me interessa ainda mais que a quantidade.

Observo o quanto estamos em sintonia nos depoimentos que me endereçam. Ao escrever, portanto, assumo um compromisso especial com leitores e leitoras não menos especiais. Tenho a agradável sensação de que os recompenso. Assim como me sinto recompensado e honrando por suas leituras.

Pecando pelo excesso, cito mais estes nomes: Aluísio Barros, Cristiane dos Reis, Leontino Filho, Rozilene Costa, Rogério Dias, Vanda Jacinto, Francisco Amaral Campina, Simone Martins, Valdemar Siqueira, Rizeuda da Silva, Marcos Aurélio de Aquino, Natália Maia, Airton Cilon, Luíza Maria, Gualter Alencar, Zilene Marques, David Leite, Fábio Augusto e Misherlany Gouthier.

Chega de citações! Não descambemos para o colunismo literário, ou algo pior. São oito e cinco da manhã e o aroma do meu ópio negro trescala pela casa. Então ergo a caneca e lhes saúdo com o gesto característico.

Um brinde a todos com café. Tim-tim!

Marcos Ferreira é escritor

Os domingos

Por Marcos Ferreira

Enfim, apesar de uma semana tétrica e medonha, chegou o domingo. Coisa totalmente óbvia e inevitável, haja ou não pandemia. Portanto, prezado leitor e caríssima leitora, sem que eu me sinta obrigado a lhes apresentar justificativa, eis o meu dia favorito, ainda mais neste início de manhã, em meio à fragrância do café (que evapora com estrépito da cafeteira) e a uma playlist municiada com seis horas de blues.

Ao fundo, não menos agradável, há o trinado de pássaros de vários tipos na frondosa mangueira no quintal de uma residência por trás da minha.Café, caneca com café,

Além do blues, aprecio outros gêneros de música não muito populares, os quais não cito para que não soe esnobe. Só não tolero, por mais que digam que gosto não se discute (de mau gosto, no caso), esse dilúvio de excrementos sonoros da moda. Com especial repulsa ao forró pornográfico tão encontrável nos palcos deste país e ao sertanejo high-tech cheio de absoluto vazio.

Salvo exceções, felizmente há exceções, tudo bobajada, pieguice oca, melosidade enjoativa, chulice difundida aos quatro ventos. Uma indústria de berrantes e cuspidores de microfones que fatura alto à custa da indigência cultural do grande público ouvinte. Que falta nos faz um Luiz Gonzaga, um Dominguinhos ou uma dupla como Tonico e Tinoco.

Desculpem-me a rudeza, prezado leitor e caríssima leitora. Às vezes, ou quase sempre, certas coisas dessa ordem me dão nos nervos, desafiando os meus comprimidinhos estabilizantes do humor. Não é toda hora que os psicofármacos seguram as pontas, ou as rédeas, como acharem melhor. Bom, continuemos a falar sobre o domingo, que é o protagonista e a motivação desta crônica um tanto desgovernada, malnascida.

Costumo perder a unidade, o rumo, o foco. Dirceu Lopes, meu competente psiquiatra, é quem melhor lhes explicaria o que nem mesmo o senhor Sigmund Freud saberia explicar. Mas nem tudo se explica ou carece ser explicado.

Permitam-me, por gentileza, uma última consideração, um alegórico palpite sobre música. Em conúbio com a literatura, a música é um dos meus deleites. O célebre compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, precocemente morto com trinta e cinco anos de idade, afirmou que a poesia é a filha obediente da música. Ouso dizer, sem modéstia, que sou um filho obediente de ambas. Há também a sétima arte, da qual não abro mão e estou sempre na plateia.

Pois bem, retomemos o assunto do domingo. Antes que o respeitável leitor e a caríssima leitora me deixem falando sozinho.

O DOMINGO, AO MENOS PARA MIM, é um bocejo de vinte e quatro horas. É o dia consagrado a não se fazer outra coisa exceto café e a prática do ócio criativo. É aí, puxando a brasa para a minha sardinha, que entra o exercício da escrita, da leitura, da criação artística de um modo geral. Nada de lavar roupa, cortar grama, limpar a casa, varrer quintal, sacudir tapetes, bater capachos, ir a supermercado, fazer a barba, limpar fogão nem cozinhar.

Um dia só a expensas da geladeira não mata ninguém. Digo isto, sobretudo, no tocante a mim mesmo, posto que moro sozinho há catorze anos. Mas, se o seu estômago é do tipo inconciliável, pode-se recorrer a um serviço de delivery da sua escolha. Existem para todos os bolsos e paladares. Julgo oportuno que até o sexo seja rolado para os dias com feiras ou para os sábados.

Quanto ao ócio criativo, prezado leitor e distinta leitora, nem precisa ser tão criativo assim. Porque a única regra a ser seguida num dia de domingo, segundo minha filosofia antissocial, é não estar obrigado a fazer coisa alguma. Você pode apenas ficar no bem-bom, estendido numa rede ou sofá curtindo um filme bacana na plataforma de streaming que porventura possua, livre de compromissos, coçando o saco (esta última dica não se destina à nobre leitora, evidentemente) ou dando um passeio pelos sites e blogues, jornais e revistas eletrônicos do estado.

Podemos, por exemplo, abrir o notebook, navegar pelo celular, como lhes aprouver, e conferir a Revista Papangu, os blogues do Carlos Santos, do Bruno Barreto, o caderno de cultura do jornal O Mossoroense, o portal Oeste em Pauta, entre outros endereços internéticos. Nesses espaços, mormente aos domingos, sempre encontramos as belas páginas dos cronistas Odemirton Filho, Honório de Medeiros e François Silvestre, estes no blogue do Carlos Santos.

Na Papangu, além das matérias culturais, deparamos com bons artigos, contos e crônicas de Ana Cadengue, Túlio Ratto, Clauder Arcanjo, David Leite e demais colaboradores.

Os dias de domingo na imprensa local, especialmente quando o mestre Dorian Jorge Freire estava em cena com sua coluna na extinta Gazeta do Oeste, mantêm um forte traço literário. O caderno Universo, do jornal O Mossoroense, cuja editoria de cultura esteve sob minha responsabilidade durante três anos, era uma vitrine de poetas e prosadores de Mossoró e região.

Tínhamos ali colaboradores semanais como Líria Nogueira Alvino, Kalliane Amorim, Cid Augusto, Caio César Muniz, Geraldo Maia, Kydelmir Dantas, Antônio Alvino, Margareth Freire, Rubens Coelho, Agnaldo Andrade, Ricarte Balbino e Francisco Nolasco.

Guardemos os domingos, prezado leitor e simpática leitora, para as coisas informais, livres de cabrestos ou agenda. Aproveitem para usar a roupa mais velhinha e confortável que possuam. Gastem alguns minutos ouvindo um pouco de boa música, lendo passagens de um bom livro — poemas, romance, contos ou crônicas. E quando isto lhes fatigar, deixem a preguiça entrar em campo.

Afinal de contas hoje é domingo, único dia em que ninguém deveria estar sujeito a nenhuma forma de labuta. Muito menos afazeres domésticos histórica e injustamente impostos às mulheres, enquanto a maioria dos marmanjos assiste a futebol na TV.

Ao contrário de mim, o passaredo na mangueira da residência aos fundos da minha está inspiradíssimo. Dá gosto ouvir essas criaturinhas canoras. Peço licença a B.B. King e baixo o volume do som. Apuro o ouvido e desconfio de que um bem-te-vi e um sabiá disputam a minha atenção ocultos entre a folhagem da grande árvore.

Abandono esta página sem brilho e vou ao quintal prestigiar esses compositores alados, sem pagar ingresso, bebericando uma caneca de café.

Marcos Ferreira é escritor

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

O corpo de dona Maria Vieira, 84, está sendo velado na Igreja do Perpétuo Socorro, Centro, seu sepultamento acontece às 9h de hoje no Cemitério São Sebastião (Centro, Mossoró). Ela faleceu ontem em Fortaleza-CE. Era mãe, entre outros, do advogado Fransueldo Vieira, que sempre tem feito intervenções neste Blog, como comentarista.

A Extimol Extintores, empresa detentora de certificado do Inmetro para atuação no mercado mossoroense e região, na delicada área de segurança de patrimônio imóveis e automotivos, alarga sua atuação. Vale ressaltar o trabalho crescente de seus sócios, entre eles Edilberto Barros. Ele associa sua atuação como fotógrafo profissional muito bem relacionado, à facilidade no setor de vendas – onde tem experiência de mais de 25 anos. Desejo continuado sucesso a vocês.

Mossoró terá o 2° Reggae Resistência no dia 19 de maio, um sábado, a partir das 22h, no Clulbe Carcará (Centro, antigo O Sujeito). As atrações serão Júnior Mendes (Brasília), Banda Brisa Nativa (Aracati-CE), além de Dj Junyor Ras e Dj Mano Guery.

Definida para os dias 5 (sábado) e 6 (domingo) a 1ª Expedição das Serras – Motos e Quadriciclos. O evento percorrerá dez cidades do Oeste e Alto Oeste do Rio Grande do Norte. A saída será às 8h do dia 05, da Motoeste Honda, Alto São Manoel, em Mossoró. Informações e inscrições na CTEC Informática, ou através dos fones (84) 8802-3622 (Oi) e 9931-1634 (Tim), com Cláudio Garcia.

A Editora Sarau das Letras vai lançar outra publicação. É o livro Contrapontos. Será no dia 10 deste mês, às 19h, na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte (Praça da Redenção, em Mossoró). O autor é o professor e servidor de carreira da Petrobras, Antônio Alvino da Silva  Filho. Estarei lá. Assim espero.

Está faltando o remédio Lamotrigina na Unicat de Mossoró. “Porque hoje não é feriado”, é torcer para que o Governo do Estado trabalhe com urgência e dê prioridade a esse tipo de serviço essencial. Pobre Rio Grande do Norte!

Um dos maiores nomes do samba no Brasil, Neguinho da Beija-Flor estará presente em Natal, no dia 26 de maio. O evento acontece numa tarde de sábado, começando às 15 horas, no Largo do Atheneu, em Petrópolis. Ainda vão se apresentar Grupos Tá no Dom, Samboêmios e a bateria da Malandros do Samba. A última vez que ele esteve em Natal foi  em 2009, no Projeto Seis e Meia. Mais informações para aquisição de mesas etc. por estes números: (84) 3322-1627 e 3611-3168.

Obrigado a leitura deste Blog a Waguinho Silveira, da equipe de assessores do vereador Francisco José Júnior-PSD (Mossoró), advogado Josimar Nogueira (Mossoró) e estudante universtiário Alfredo Ferreira (Natal).

Faleceu ontem (terça-feira, 1º) a senhora Albaniza Duarte dos Reis, mãe de Tânia, Socorrinha e Fábio Duarte. Velório na Capela de São Vicente em Mossoró, com sepultamento definido para as 9h de hoje no Cemitério São Sebastião.

Mais de 440 mil potiguares com idade acima de 15 anos não sabem ler ou escrever. O número equivale a 18,5% da população do estado, de acordo com dados do censo 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se comparados os índices, o número ainda é quase o dobro da média geral do país que gira em torno dos 9,6%. Entretanto, o estado já registra avanços nos últimos 10 anos, período no qual a taxa de analfabetismo entre pessoas acima de dez anos de idade foi reduzida em 26,5%.

Sérgio Chaves Celebration é o título da festa do colunista do Jornal de Fato, Sérgio Chaves, definida para o próximo sábado (5), a partir das 23h, no Garbos Recepções e Eventos. Ele sempre realiza grandes eventos e é promessa de bom gosto e qualidade. Entre as atrações, Symara Tâmara e Banda, Orquestra Los Manos, Renata Falcão e Banda, além de Dayanne Nunes.

Chaves: para celebrar, sim!

Na próxima sexta-feira (4), acontece a MidTeen Party no Tenda Music Club. A primeira edição do evento foi planejada e formatada para o público jovem, com horário diferenciado e sem a venda de bebidas alcoólicas. A festa tem início às 20h e conta com 05 atrações, sendo três DJs ( DJ Segundo, Dj Juninho e DJ Balinha ), uma banda de pop rock (Seven Two) e uma equipe local de dança FreeStep (Impulse Team).

Nesta quinta-feira (2), o Sélect Nouveau faz uma incursão diferente do habitual e traz a Mossoró o show “Humor em Dose Dupla”. Os humoristas cearenses Superedson e Dion Queiroz serão as atrações da noite. O primeiro foi o vencedor do Festival Nacional do Humor do ano de 2010 e, juntamente com o colega, considerado no Ceará como o homem das mil piadas, proporcionará uma super noite aos amantes do riso e da alegria. O evento, que começará às 21h e também contará com a agradável apresentação musical de Netinho & Banda.

Obrigado pelo convite da Todeschini, que vai inaugurar sua loja em Mossoró na próxima sexta-feira (4), a partir das 19h30, à Avenida João da Escóssia, 1503, Nova Betânia. Sucesso aos seus empreendedores.

Continua preocupante a saúde do vereador e pré-candidato a prefeito de Mossoró, Chico da Prefeitura (DEM). Desde a terça-feira (23) que ele está internado no Hospital Wilson Rosado em Mossoró. Chegou com sinais de infarto. Foi submetido à angioplastia e cateterismo. Além de sofrer paradas cardíacas, o vereador ficou colocado em coma induzido e intubado. Febres constantes acrescentaram mais dramaticidade ao quadro geral. Não tem sido fácil e até sua remoção para outro centro médico foi desaconselhada em face da gravidade do problema. Saúde, meu caro. Fé!

A professora Jacy Gurgel prometeu-me de mãos postas, que vai escrever material sobre a vida de doutor Maltez Fernandes, médico e político, à publicação neste Blog. Minha cobrança foi veemente. É um personagem quase esquecido ou ignorado em nossa terra, o que é um sacrilégio, mas que precisa ser resgatado às novas gerações. Trato feito, professora.

O VELHO CHICO – Conversei rapidamente ontem à noite ao telefone com o ex-deputado estadual Francisco José (PMN), que nos últimos meses passou por incontáveis problemas de saúde. Senti-o melhor. Sorriso largo, bom humor e até exagerou em certos relatos comuns em nossa amizade de longos anos. Ou seja, está tinindo da silva. Bonzinho. Saúde, meu caro.

Apesar do atraso, ainda é tempo para parabenizar o jornalista Oliveira Wanderley, seridoense dos bons, por seu aniversário, ocorrido ontem (1º de maio). Saúde e paz, meu caro. Você é o que podemos qualificar como homem de bem.

Mossoró vai ganhar uma unidade especial da rede de sanduicheria Big Burg, uma marca local de larga experiência e aceitação no mercado. Será à noite da próxima quarta-feira (9), à Avenida Presidente Dutra, pertinho do Hotel Sabino. Será o Big Burg Foods. Sucesso, dona Mara Rocha & Cia.

Os representantes de Arraiás, Festivais e Quadrilhas Juninas já podem inscrever seus projetos para concorrer ao Edital Prêmio RN Junino 2012. As inscrições vão até o dia 13 de junho e poderão receber incentivos do Governo do Estado, através da Secultrn/FJA, até 200 grupos que realizem manifestações tradicionais do período junino. Divididos em cem para Arraiás e Festivais, os quais poderão receber individualmente a quantia de R$ 1.500, e cem Quadrilhas Juninas, cada uma com prêmios de R$ 3.500. O total de investimentos é de R$ 500 mil. Mais informações e edital completo através do site da Secultrn (www.cultura.rn.gov.br), no link Editais Abertos.