• Cachaça San Valle - Topo - Nilton Baresi
domingo - 10/10/2021 - 06:38h

Meu amor de salvação

Por Marcos Ferreira

Após não sei quantas publicações, eis que agora me dou conta de que não escrevi sobre a mais importante personagem que, vez por outra, menciono neste meu exercício de cronista. Pois é, não escrevi. Embora a tenha inserido nalguns textos prolixos acerca de assuntos vários, não a expus, todavia, como protagonista, com uma página apenas dela: minha adorável noiva Natália Maia.

Então, prezado leitor e gentil leitora, peço licença para discorrer, neste domingo de pássaros cantantes e céu azul, sobre alguém que, ao longo dos últimos seis anos (nosso namoro teve início aos 7 de setembro de 2015), só me tem dado alegria e orgulho de tê-la em minha vida. Exatamente! Se em outros momentos a enalteci em merecidos versos, que tornei públicos sem qualquer receio, hoje repito a indiscrição em prosa, nesta crônica de natureza tão pessoal quanto amorável.

Foto ilustrativa de Bruno Marques (Canção Nova)

Foto ilustrativa de Bruno Marques (Canção Nova)

Sei do risco que corro, em se tratando do interesse dos leitores, ao abordar um assunto tão íntimo. Tem nada, não. Creio que possuo algum saldo com vocês. Se não, botem aí na conta, que qualquer dia eu pago esse débito literário. Hoje não me furtarei em falar sobre Natália, ela que, antes do meu editor, é quem primeiro lê todas as produções que publico. Exceto esta. Porque é surpresa.

Imagino que agorinha ela acabou de acessar o Canal BCS (Blog Carlos Santos), já tomada banho e decerto bebericando a sua xícara de café matinal, para saber enfim o que danado escrevi para este domingo, posto que desta feita (estranhando desde ontem as minhas esquivas) ela não viu meu texto em primeira mão. Sim, inventei algumas desculpas, escondi-lhe a verdade com esse propósito bem-intencionado, e mantive estas páginas longe dos olhos de Natália até bem pouco.

— Cadê a crônica, hein? — ela perguntava.

Neste minuto, porém, não há mais segredo. O pano caiu; estou a descoberto perante ela. Muito em seu louvor eu gostaria de dizer, contudo sei que nada do que escreva será o bastante para dimensionar as qualidades de Natália Maia, uma pessoa cujo caráter e senso humanitário poucas vezes se encontram em meio ao rebanho da vida em sociedade, como diria o querido amigo Antônio Alvino.

O que mais posso referir sobre Natália? Há tanto o que ser dito de bom a respeito dela, eu que sou o seu maior admirador, mas agora reparo que as palavras começam a me faltar. Acontece. Entre outras coisas, às vezes ela tem o poder, a sutil capacidade de me deixar sem argumentos. Por outro lado, e com firmeza, é a grande incentivadora das minhas letras, da minha escrita. É quem me diz (na saúde e na doença, na tristeza e na alegria) que tenho futuro enquanto escritor.

Não sou um sujeito religioso, nunca fui, entretanto ouso dizer que Natália é um anjo bom que Deus colocou em meu caminho. Hei de ir embora primeiro, sinto que não vim a este mundo caótico para me demorar, mas desejo viver ao lado dela todo o tempo que ainda me resta. Portanto, agradeço ao Altíssimo por todos os dias, horas e minutos que tenho usufruído da companhia de Natália.

Foi ela, com o facho de luz do seu lindo coração, com a aura de um espírito superior, quem me resgatou das trevas em que estive durante tanto tempo, desacreditado de todos e até de mim próprio. Natália, prezado leitor e gentil leitora, devolveu-me a alegria de viver, convenceu-me de que a vida vale a pena, e me trouxe de volta o prazer da escrita, da leitura, meu gosto pela música e pelo cinema. Exatamente, senhoras e senhores, não foi apenas o arsenal de psicotrópicos.

Cheguei ao fundo do poço, a ponto de passar noites amarrado a uma cama de hospício desta cidade, dopado, o corpo cheio de dores, num deplorável estado de semiconsciência e torpor. E quando eu estava lá, caído nas sombras, na sarjeta mental, foi dela a mão que me resgatou. Cuidou dos meus ferimentos e todo dia me ensina a conviver com as cicatrizes que ficaram na minha alma.

É difícil falar sobre esta Natália sem exibir um pouco do meu histórico, por mais que o objetivo destas palavras seja prestar uma simples homenagem à musa do meu coração. Penso que outras mulheres (não culpo ninguém por isso) teriam me voltado as costas, desistido de mim nos primeiros sinais da minha doença. Ela, contudo, não o fez, não me largou naquele manicômio. Apostou no meu restabelecimento, não fraquejou, a todo instante apoiada na sua infinda, inabalável fé.

— Você vai ficar bom! — sempre afirmava.

Por que expor aqui coisas tão íntimas? Alguém deve questionar. Não me constranjo, não há problema algum em sermos justos e verdadeiros. Não perco mais tempo com certos pudores e hesitações. Hoje tenho mais passado que futuro e quero dizer às pessoas — inclusive a Natália — o que penso sobre elas, ainda que publicamente. Deixar isso para amanhã pode ser para nunca mais.

Os pássaros cantam, redemoinham na mangueira da residência aos fundos, numa incessante babel que me serve de trilha sonora para este depoimento em homenagem a Natália. O vento também produz barulho nos ramos e folhas da grande árvore, impulsionando o voejar do passaredo ao redor. Então eu gostaria que este relato fosse leve como o vento, agradável e alegre como o canto desses seres alados que orbitam a velha mangueira da senhora Francisca, minha vizinha.

Não só da mangueira advêm as aves que ouço nas imediações. Aqui próximo, por trás das casas do outro lado da rua, passa um córrego (talvez seco nesta época do ano) de onde vez por outra, além do estrídulo das nhambus, escuto o que me parece o pio de uma sericoia e também das rasga-mortalhas. Sobretudo durante as eventuais horas mortas em que me encontro nesta escrivaninha.

Antes, durante um longo período, eu não mais me dava conta de nada disso, da vida que pulsava no meu entorno, das coisas simples e belas da natureza. Tive que reaprender a enxergar e a ouvir muito do que havia esquecido. Natália, que posso chamar de meu amor de salvação, sem pieguice ou exagero, tal qual no romance do Camilo Castelo Branco, é responsável por tudo de bom que me tem acontecido ao longo destes seis anos que abarcam o nosso namoro e noivado.

É possível que o prezado leitor e a gentil leitora considerem esta declaração algo açucarado, quiçá démodé. Podem achar o que quiserem. Estão no seu direito. Acontece, porém, que de amargo hoje em dia eu só estou aceitando café. No mais, ao menos em literatura, um pouco de açúcar, só uma vez perdida, não faz mal a ninguém. Até porque o amor também é doce e nunca sairá de moda.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica

Comentários

  1. Odemirton Filho diz:

    Justa homenagem, amigo. Natália merece todo o seu amor e afeto.
    Fiquei feliz por encontrá-los na última sexta-feira.
    Um abraço para você e, em especial, em Natália.

    • Marcos Ferreira diz:

      Valeu, amigo Odemirton!
      Obrigado pela leitura e carinho. É sempre um prazer reencontrar você. Acerte com o Carlos Santos para fazermos aquela visita ao Rocha Neto, no Prato de Ouro. Vai ser bom.
      Abração!
      Marcos Ferreira.

  2. Sayonara Amorim diz:

    Meu amigo, Marcos, que poder tem vc de arrancar emoções. Demorei a ler sua belíssima declaração de amor, porque precisei tirar os óculos embaçados pelas lágrimas, para secar os olhos. Antes de agradecer a vc por me proporcionar tão maravilhosa emoção, quero exaltar Natália, que conheço agora através de suas belas palavras, por ser a responsável por vc ter retomado o gosto pela escrita. Ler vc, Marcos, é tomar uma injeção de ânimo e ter uma aula intensiva de como se expressar de forma leve e verdadeira. Só gratidão por vc existir.

    • Marcos Ferreira diz:

      Querida Sayonara Amorim,
      Boa tarde.
      Como é bom contar com a sua leitura e sensibilidade nestas minhas crônicas de domingo. Você, com sua inteligência e delicadeza, só abrilhanta ainda mais este espaço. Muitíssimo obrigado por seu belo depoimento. Um forte abraço e uma ótima semana para você.
      Marcos Ferreira.

  3. Amorim diz:

    Amigo, volto mais tarde pois pois vou com meu irmão e e cunhada queridos a Urca do Tubarão.
    Um abráçaço..

    • Marcos Ferreira diz:

      Você é sempre bem-vindo a este espaço, prezado Amorim.
      Bom contar com sua leitura e participação.
      Forte abraço!
      Marcos Ferreira.

  4. Marcos Reboucas diz:

    Querido amigo Marcão, muito, muito, muito justa homenagem, quem sebe agora será perdoado pelo garrafão de água mineral quebrado….. kkkkk e se não for paciência… parabéns Natália de Jó.

    • Marcos Ferreira diz:

      Querido Marcos Rebouças,
      Boa tarde.
      Aquela minha queda com o garrafão d’água mineral, na casa de Natália, que você não me deixa esquecer, já está merecendo uma crônica. Deixe estar, amigo, que qualquer dia eu dou conta desse assunto aqui no Blog Carlos Santos. Obrigado por sua leitura e depoimento. Forte abraço e até a próxima.
      Marcos Ferreira.

  5. Simone Martins de Souza Quinane diz:

    Querido amigo!
    Que linda e apaixonante declaração de amor! Estou emocionada, pois sou romântica por natureza! Não sabia dessa situações existenciais que você vivenciou, mas tinha certeza, e é claro e evidente, que Natália lhe faz muito bem!
    Beijos à Natália e a você, grande poeta!

    • Marcos Ferreira diz:

      Querida Simone Martins,
      Boa tarde.
      Como diz a canção do Ivan Lins: “O amor tem feito coisas que até mesmo Deus duvida… Já curou desenganados, já fechou tanta ferida”. Acho que estou nesse pacote, graças à minha Natália. Um beijo grande e uma ótima semana para você e meu amigo Chagas Quinane.
      Marcos Ferreira.

  6. Alcimar jels. diz:

    Bom dia, meu amigo Marcos.
    Que bela homenagem. Não conheço a magnânima
    Natália, mas, vejo q é de fato uma pessoa maravilhosa. Que bom que vc voltou a fazer o que vc ama, vc é um cara especial para todos nós da família.
    Vejo também, que a nossa grande Natália fez desabrochar essa sua dimidez. Pois, é, lembro-me das nossas de vôleibol, no Santa Delmira, as meninas dando certas confianças, uma delas inclusive para mim. Lá foi eu lhe pedir uns conselhos, pois sabia q o amigo era melhor do que eu nas palavras. Pois, bem. Vc com suas palavras sútil me disse: meu amigo, condições nós até temos de namorar qualquer uma. Só não temos condições de mantela-las. Kkk não sei quem era mais tímido dos dóis. Um abraço para vc e Natalia.

    • Marcos Ferreira diz:

      Caro Alcimar Jales,
      Boa tarde.
      Obrigado por seu comentário e carinho de sempre. Quanto às moças daquela época, meu amigo, você está sendo modesto, pois você é que era craque, bom de papo, para cativar as garotas. Tudo graças ao seu carisma contagiante. Um grande abraço e uma ótima semana para você.
      Marcos Ferreira.

  7. Aluísio Barros de Oliveira diz:

    O coração do poeta em entrega total. Natália tem a nossa benção. Paixão e escrita. Os pássaros cantam e a manhã se entrega ao ócio dominical. Crônica feita, lida ganha.

    • Marcos Ferreira diz:

      Caro poeta Aluísio Barros,
      Boa tarde.
      Você escreve poesia até quando o objetivo é fazer um simples comentário. Que beleza de palavras, como sempre! Muitíssimo obrigado pelo carinho e leitura. Forte abraço e até a próxima.
      Marcos Ferreira.

  8. Fabiano diz:

    Meu amigo! Exaltar o amor pela mulher amada é algo que precisa ser resgatado e cantado em prosa, verso e gritos. Que bom saber que existem Marcos e Nathalias que possam nos trazer mensagens de amor, nesses tempos de ódio e desrespeito. Vivas ao amor, as declarações de amor. Abraço

    • Marcos Ferreira diz:

      Querido Fabiano Souza,
      Boa tarde.
      Obrigado por sua leitura e belo comentário. Você falou pouco e disse muito. Faço minhas as suas palavras. Um grande abraço e uma ótima semana para você.
      Marcos Ferreira.

  9. Alcides jales bezerra diz:

    Boa tarde meu amigo Marcos.acabei de ler seu belo e maravilhoso texto em homenagem a Natália, seu amor. Não a conheço mas partindo de você esse essas belas palavras com certeza é um boa e linda pessoa.parabens é viva o amor.Grande abraço

    • Marcos Ferreira diz:

      Caro Alcides Jales,
      Boa tarde.
      É uma honra contar com a sua leitura e participação neste espaço de informação, opinião e cultura, você que sempre foi um bom leitor. Espero contar com a sua presença aqui, acompanhando estas minhas crônicas dominicais, mais vezes. Portanto, amigo, arrume um tempinho aí na Cidade Maravilhosa para ler este seu velho amigo e conterrâneo. Um grande abraço e uma ótima semana para você e sua família.
      Marcos Ferreira.

  10. RAIMUNDO ANTONIO DE SOUZA LOPES diz:

    Marcos, você retribui, com excelência, a quem nunca lhe abandonou. Se ficar imaginando o cenário, analisando os prós e os contras, é uma atitude ímpar – como noiva e ser humano – de sua Natália. Parabéns a esse anjo, em forma de mulher, que entrou na sua vida. Ah se todas fossem iguais a ela…

    • Marcos Ferreira diz:

      Caro Raimundo Antônio,
      Boa tarde.
      Mais uma vez, é uma honra contar com a sua leitura e depoimento sobre estas minhas crônicas dominicais. Muitíssimo grato pela atenção e carinho de suas palavras. Precisamos nos encontrar qualquer dia desses para um bom café e um dedo de prosa. Estou à disposição. Forte abraço e uma ótima semana para você.
      Marcos Ferreira.

  11. Rizeuda Silva diz:

    Amável, poeta Marcos Ferreira!

    Agora sim, a tão esperada crônica por mim, e acredito, tantos outros leitores. Não conheço Natália pessoalmente, mas tive muitas prosas via telefone e “zap”, e posso afirmar sem medo de errar, que é um anjo, disfarçado de amigo. Quantas vezes guardou sua dor no bolso, para acolher meus momentos de incertezas e também dores, mesmo sem me conhecer. Sim, ela possui esse poder de acalmar e nos conduzir por belos caminhos. Sabe ser doce quando necessário, mas também firme e valente, quando o caso requer pulso forte. Li, reli, chorei, me encantei, com o amor traduzido nas suas palavras. Um “amor de salvação”, como deve ser aos seres que amam (verdadeiramente).
    Obrigada por nos proporcionar esse relato humano, sem pudor ou disfarce. Parabéns, nobre poeta! Hoje o meu abraço das bandas do Norte, vai para a amada amiga Natália. Essa mulher transformadora e de luz. Beijos!
    👏👏👏👏🌷❤🌷

    • Marcos Ferreira diz:

      Querida Rizeuda Silva,
      Boa tarde.
      Você não perde a viagem, não desafina nem trasteja, como se diz no linguajar musical. Sempre com suas palavras harmoniosas, tocantes e verdadeiras, cheias de ternura e poeticidade. Muitíssimo obrigado pela leitura e carinho de sempre. Especialmente agora, minha estimada poetisa do Norte, nesta crônica em homenagem à nossa querida Natália. Um grande beijo para você aqui das bandas do Nordeste.
      Marcos Ferreira.

  12. Vanda Maria Jacinto diz:

    Olá, Marcos!

    Que belezura de crônica! Nada mais justo, do que homenagear a sua amada! Essa doce criatura que ameniza os seus dias!

    Abraços a vocês…

    • Marcos Ferreira diz:

      Querida poetisa Vanda Jacinto,
      Boa tarde.
      Obrigado, mais uma vez, por sua leitura e participação neste espaço de informação, opinião e cultura. Sua presença sempre me honra e abrilhanta este nosso encontro semanal. Um grande abraço para você e até a próxima.
      Marcos Ferreira.

  13. Amorim diz:

    Caro Amigo, voltei; mas tô sem condições de discorrer sobre sua declaração à Natália.
    Mas do fundo do meu coração já experava,
    Um abraçaço Natália e Marcos!

    • Marcos Ferreira diz:

      Prezado Amorim,
      Boa tarde.
      Não se preocupe, amigo, fique à vontade. Você é sempre bem-vindo e já marcou presença neste espaço do leitor muitas vezes. Grato por sua atenção e carinho. Forte abraço e até a próxima.
      Marcos Ferreira.

  14. Francisco Nolasco diz:

    Contrariando a menção do romântico Nelson Gonçalves de que, se o amor só nos causa sofrimento e dor, é melhor a ilusão do amor; Marcos Ferreira nos salva o domingo mostrando que ele existe ( o amor) e ainda existem pessoas maravilhosas para torná-lo melhor. Essa é uma história de vida real que quebra mais um tabu mostrando que tal sentimento nunca será extinto. E viva o amor.

    • Marcos Ferreira diz:

      Caro poeta Francisco Nolasco,
      Boa tarde.
      Você foi bem ao recordar o grande Nelson Gonçalves, que é um dos meus cantores preferidos. Então, amigo, no bom sentido, contrariemos a canção do Nelson. O amor é substantivo abstrato, indefinido, porém é algo bastante palpável quando a gente tem a felicidades de encontrar o verdadeiro amor. Obrigado por sua leitura e depoimento. Forte abraço e uma ótima semana para você e sua família.
      Marcos Ferreira.

  15. ROZILENE FERREIRA DA COSTA diz:

    Coisa mais linda essa crônica! A gente fica meio sem palavras, de tão profundo, rico, reflexivo, romântico e amoroso que é o conteúdo. Conheci a Natália aqui em casa, em um café. Eu a vi outras vezes ( no lançamento do livro etc) tivemos um diálogo maravilhoso de bom! Tudo que for escrito no que concerne à sua pessoa, assinarei em baixo, porque sou testemunha ocular de tudo isso. Parabéns, meu nobre escritor, outra vez. Abraço para ambos.

    • Marcos Ferreira diz:

      Querida Rozilene Ferreira da Costa,
      Boa tarde.
      Coisa mais linda esse seu depoimento! Como tantos outros com os quais você me honrou neste espaço do leitor. Muitíssimo obrigado por suas sempre sensíveis e inteligentes palavra. Grato, também, pelo carinho extensivo à minha Natália. Um grande abraço e uma ótima semana para você e Edu.
      Marcos Ferreira.

  16. Zilene Medeiros diz:

    Caro Marcos, vc utilizou o espaço da crônica e fez uma confissão. E assumir, é sentir por dentro a vontade de estar presente. Viva seu amor por Natália.

    • Marcos Ferreira diz:

      Querida Zilene Medeiros,
      Boa tarde.
      É como você disse, apropriei-me do espaço da nossa crônica dominical para render louvores a Natália, sem pudor nem filtro. Também, inevitavelmente, expus outras coisas além do sentimento amoroso, assuntos de fato muito íntimos e delicados. Mas, como eu relatei em determinado ponto do texto, hoje em dia não tenho mais certos pudores e hesitações. A vida é muito curta e e ao mesmo tempo grande demais para miudezas. Externei fatos e sentimentos que talvez eu não tivesse oportunidade de dizer em outro momento. Às vezes nem desconfiamos quando já estamos de partida deste plano. Então, minha querida Zilene, acho que me antecipei. Antes cedo do que nunca. Um grande abraço e uma ótima semana para você.
      Marcos Ferreira.

  17. Valdemar Siqueira Filho diz:

    Parabéns, lindo texto nada açucarado.
    Parece que a vida a dois é isto, quando juntos ficamos melhores e o mais bonito é que a união é sempre culpa delas. A vida não seria a mesma sem o matriarcado, elas merecem toda gratidão.
    Grande abraço para vcs.

    • Marcos Ferreira diz:

      Querido Valdemar Siqueira,
      Boa tarde.
      Muito obrigado pela leitura e depoimento. Que bom que não achou meu texto açucarado. Foi um risco que corri conscientemente. Concordo com você quando diz que “juntos ficamos melhores”. É uma grande verdade. Natália me tem feito melhor ou menos defeituoso. Tenho certeza de que só melhorei na companhia dela. Um grande abraço e uma ótima semana para você e minha amiga Bete.
      Marcos Ferreira.

  18. Rocha Neto diz:

    A sua crônica de hoje amigo Marcos, deveria ter como título Hino ao Amor. Aquilo que Deus uniu, o homem não separe! Viva ao amor, sentimento divino, forte quando verdadeiro, cristal que não deve ser nunca quebrado, porque remendo não existe, sentinento que só quem o vive sabe que o amor é o amor. Que Deus abençoe este casal e dupla com nome de Natália e Marcos que têm sobrenome AMOR. Parabéns!!!

    • Marcos Ferreira diz:

      Querido Rocha Neto,
      Boa tarde.
      Você, como sempre, generoso e certeiro nas palavras: “só quem o vive sabe que o amor é o amor”. Perfeito! Muito obrigado pela leitura e habitual carinho. Há um bom tempo estou cutucando o Odermirton Filho e o Carlos Santos para nos encontrarmos no Prato de Ouro, para um almoço daqueles. Será ótimo reencontrar você. Deixe estar. Forte abraço e uma ótima semana para o amigo.
      Marcos Ferreira.

  19. Airton Cilon diz:

    Como diria o Renato Russo, líder da Legião Urbana: ” E quem um dia irá dizer, que existe razão, nas coisas feitas pelo coração”
    E nesse mundo complicado, é importante render homenágens a quem sempre esteve do nosso lado. Parabéns a Natália, pela mulher doce e atenciosa que és, e ao meu amigo poeta de coração apaixonado, Marcos Ferrreira! Abraços…

    • Marcos Ferreira diz:

      Caro poeta Airton Cilon,
      Muito obrigado por suas palavras e carinho. O Renato Russo, como você oportunamente recordou, era um poeta inspiradíssimo e um amante de primeira, entendia bem dessas coisas do coração. Um grande abraço e uma ótima semana para você, amigo.
      Marcos Ferreira.

  20. Luiza Maria Freire de Medeiros diz:

    Querido poeta, fiquei emocionada com sua crônica. Sei q você é extremamente sensível e merecedor de um amor assim. Fico feliz em saber que você encontrou Natália. Quero muito conhecê-la. Uma mulher q conseguiu seu coração é merecedora de crônica como essa sua. Parabéns por tê-la. Parabéns por nós mostrar q existe amor assim. Obrigada por compartilhar
    Desejo que esse amor seja infinito

    • Marcos Ferreira diz:

      Querida Luíza Maria,
      Boa tarde.
      Que bom que você gostou da crônica e da homenagem a Natália. Espero que num futuro bem próximo tenhamos a oportunidade de nos reencontrarmos e eu possa lhe apresentar Natália. Vocês são duas pessoas muito amenas e se darão bem, tenho certeza. Um grande abraço para você e uma ótima semana.
      Marcos Ferreira.

  21. Marcos Ferreira diz:

    Valeu, amigo Odemirton.
    É sempre uma satisfação reencontrar você. Vamos combinar com o Carlos Santos para fazermos uma visita ao Rocha Neto, no Prato de Ouro. Vai ser bom.
    Abração!
    Marcos Ferreira.

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