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Mercados disparam com encontro Lula-Trump e eleição argentina

Lula, Trump e Milei agradaram o mercado (Fotos: Arif Kartono-AFP, Franck Robichon Anadolu-AFP, Luis Robayo-AFP)
Lula, Trump e Milei agradaram o mercado (Fotos: Arif Kartono/AFP, Franck Robichon Anadolu/AFP e Luis Robayo/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

O dia seguinte ao encontro dos presidentes Lula e Donald Trump na Malásia e à surpreendente vitória de Javier Milei nas eleições legislativas impactou diretamente — e de forma bastante positiva — os mercados das duas maiores economias da América do Sul. Tanto no Brasil quanto na Argentina, as bolsas quebraram recordes históricos, deram sinais de otimismo e reduziram os temores de crises futuras, ao menos no curtíssimo prazo. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,55% e por pouco não cruzou a inédita barreira dos 147 mil pontos.

Embalado pela possibilidade de uma redução nas tarifas aos produtos brasileiros, o dólar também recuou 0,42% e fechou o dia cotado a R$ 5,37.

Mas foi na Argentina que os mercados tiveram os maiores impactos, com a improvável vitória do partido de Milei nas eleições legislativas. Por lá, a Bolsa de Buenos Aires subiu incríveis 31% — e em dólares —, a maior alta diária em mais de 30 anos. Tanto o risco-país quanto o dólar também recuaram. (InfoMoney e Clarín)

Apesar das reações otimistas sobre o domingo, nada de concreto entre Lula e Trump foi acertado. Trump voltou a elogiar Lula, deu parabéns ao presidente brasileiro, mas evitou se comprometer com qualquer acordo econômico com o país. “Tivemos uma reunião muito boa, vamos ver o que acontece. Não sei se alguma coisa vai acontecer, mas veremos. Eles gostariam de fazer um acordo. Vamos ver, agora mesmo eles estão pagando, acho que 50% de tarifa”, disse Trump. Lula, por sua vez, afirmou estar otimista com os acordos vindouros e que as negociações finais se darão entre ele e o presidente americano. (g1)

Esperança

Para o Brasil, no entanto, os avanços foram significativos no sentido de que um cronograma foi estabelecido para discutir os empecilhos tarifários após meses de impasse. Segundo o chanceler Mauro Vieira, Trump se comprometeu a instruir sua equipe econômica a iniciar as tratativas “nas próximas semanas”, em busca de um acordo que possa revisar as tarifas impostas às exportações brasileiras.

“Esse será o primeiro passo do processo negociador — o encontro com os três membros da delegação americana. Vamos definir um cronograma e os setores sobre os quais vamos conversar para que possamos avançar”, explicou Vieira. O Brasil pretende solicitar formalmente a suspensão temporária das tarifas enquanto as negociações estiverem em curso. Ainda não há, contudo, previsão de quando ou se essa medida será implementada. (CNN Brasil)

Milei surpreende

Na Argentina, o partido de Milei conseguiu uma vitória expressiva, inclusive na província de Buenos Aires, tradicional reduto peronista, e agora avança na tentativa de conquistar a maioria no Legislativo. Ele descartou qualquer aliança com Axel Kicillof, governador de Buenos Aires e liderança em ascensão do kirchnerismo/peronismo, afirmando que ele “abraça ideias comunistas”, mas fez acenos a outros governadores de províncias e partidos de centro e centro-direita.

Os 40% de votos obtidos pelo partido de Milei garantem, por exemplo, que o Congresso não conseguirá derrubar vetos, mas o presidente precisará da maioria para implementar suas ambiciosas e polêmicas reformas trabalhista e tributária. (Valor)

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Mossoró Oil & Gas 2024 gera R$ 43 milhões em negócios

Nona edição teve participação maciça, internacionalização e bons negócios (Foto: Redepetro)
Nona edição teve participação maciça, internacionalização e bons negócios (Foto: Redepetro)

A nona edição do Mossoró Oil & Gas Energy (MOGE), encerrada no último dia 28, no Expocenter da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), em Mossoró, superou as expectativas. Alcançou números recordes de participantes e de geração de negócios.

Com um total de 9.941 visitantes, a feira movimentou em torno de R$ 43 milhões em negócios.

Segundo a Redepetro RN, entidade realizadora do Mossoró OIl & Gas Energy, o montante é resultado de negócios diretos e indiretos realizados durante o evento, entre 26 e 28 de novembro. Nesse contexto estão inclusos serviços de montagem da feira e de estandes, fardamentos, hotelaria, restaurantes, negociações diretas entre expositores, assim como no Petrosuplly Meeting, as conhecidas rodadas de negócios.

Somente nessas rodadas, as estimativas de negócios giram em torno de R$ 34 milhões. Nos três dias de evento, foram realizados 240 encontros, que reuniram em mesas de negociações empresas fornecedoras de bens e serviços e 11 grandes operadoras do setor (Brava Energia, Halliburton, SLB, Mandacaru Energia, Origem, Perbras, Petroreconcavo, Tecnogera, Pecom, Subsea Drilling e Alvopetro). A iniciativa é realizada pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, apoiador do evento, e faz parte das estratégias do Polo Sebrae Onshore.

De acordo com o presidente da Redepetro RN, José Nilo dos Santos, o desempenho reforça a condição do Moge como maior evento de petróleo e gás onshore da América Latina e o consolida como vetor de oportunidades do segmento.

José Nilo acrescenta que, além dos impactos econômicos, os resultados exitosos do evento têm papel decisivo no fortalecimento de todo o onshore, especialmente de Mossoró e do Rio Grande do Norte.

“Todos os números obtidos nos deixam muito felizes e convictos da importância da Mossoró Oil & Gas Energy para o fortalecimento do onshore nacional. Realizar o evento é um grande desafio, mas vimos na edição deste mais um grande êxito, coroado pelo número de participantes e de negócios, que impactam a economia, estimulam a atração de novos investimentos e reforçam o papel importante de Mossoró e do RN para o setor”, avalia José Nilo.

O incremento nos números soma-se ao crescimento estrutural do evento que, na edição deste ano, ampliou para três o número de pavilhões (eram dois no ano anterior), onde foram instaladas as três arenas temáticas (Petróleo e Gás, Inovação e ESG) e área de exposição. Também aumentou o número de estandes, que saltou de 130 em 2023 para 208 em 2024.

Internacionalização

Além de toda a representatividade e protagonismo no Brasil, o Mossoró Oil & Gas Energy se consolida também, em âmbito internacional, diante da crescente participação de empresas e representantes estrangeiros no evento.

Somente na edição deste ano, a feira reuniu participantes de países como Argentina, Belize, Bolívia, Canadá, Chile, China, Colômbia, Equador, Honduras, México, Portugal, Espanha, Estados Unidos, Emirados Árabes, Reino Unido e Venezuela. Oito estandes foram destinados a empresas internacionais, que enxergaram no Moge oportunidades de negócios e ampliação de mercado.

No que se refere a Brasil, o evento alcança praticamente todos os estados da federação, com participação de empresas e/ou empresários de 19 dos 26 estados brasileiros.

Parceria

Ainda conforme o presidente da Redepetro RN, os números positivos do Mosoró Oil & Gas são reflexos diretos da soma de esforços em torno do trabalho em prol do fortalecimento do onshore. Ele lembrou a importância de parceiros, a exemplo do Sebrae RN, Ufersa, patrocinadores e expositores, para o crescimento do evento.

“Um evento grandioso como o Mossoró Oil & Gas Energy se faz com a força de grandes parceiros, que ao lado da Redepetro defendem o fortalecimento do onshore e que, desde o início, acreditaram no protagonismo de Mossoró e do RN no setor”, pontua.

Como é fácil entender o resultado eleitoral lá de fora

Do Poder 360 e BCSeleicoes-argentina-resultado-site-20-nov-2023

Javier Milei, da coalizão “La Libertad Avanza”, venceu o 2º turno das eleições presidenciais na Argentina, derrotando Sergio Massa (Unión por la Patria), com cerca de 14,5 milhões de votos. O libertário tornou-se o presidente eleito mais votado na história do país.

No domingo (19.nov.2023), o candidato ultraliberal obteve 14.476.462 votos, enquanto Massa recebeu 11.516.142. Os números correspondem a 55,69% do total de votos para o representante da direita, em comparação com os 44,30% do peronista.

O candidato governista Sergio Massa, que é o ministro da Economia da Argentina, foi punido (ele e o governo que representa). A inflação da Argentina é maior dos países do G20. A taxa anualizada (acumulada em 12 meses) foi de 142,7% em outubro. Esse é o maior patamar em 32 anos.

A inflação do país só é inferior a da Venezuela (333%).

A perda do poder de compra levou o país a ter 40,1% da população em situação de pobreza. No 2º semestre, havia 11,8 milhões de pessoas que não tinham dinheiro suficiente para custear as próprias despesas.

Com tantas credenciais negativa, o governismo não poderia ter outro destino: a derrota. Fora da Argentina, não faltam analistas políticos brasileiros, correntes de esquerda, sem entender o que acontece no país vizinho.

Os números de sua economia dizem praticamente tudo. Não se votou exatamente em Milei, mas contra o desastre governista. Não é preciso muito rodeio, argumentos sofisticados, para entender o porquê da vitória do oposicionista de direita.

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“Moeda única”, sonho de mil e uma noites

Por Ney Lopes

Na visita que fez a Argentina, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com o presidente Alberto Fernandez da Argentina, admitiram a criação de uma moeda chamada ‘Sur’, que seria “única” usada pelos dois países.

Ilustração do Seu Dinheiro
Ilustração do Seu Dinheiro

A ideia de criar uma moeda comum entre Brasil e Argentina até já foi cogitada dentro do próprio governo de Jair Bolsonaro (PL), com aval do ministro da Economia, Paulo Guedes, sem nunca ter sido levada adiante.

A moeda única na América do Sul é ainda um sonho de mil e uma noites.

O principal argumento é que protegeria os países das flutuações do dólar.

Impossível essa desvinculação do dólar.

A Rússia e a China já discutem alternativas de moeda única, mas não conseguiram porque o dólar é uma moeda mais forte do que as outras.

Se o Brasil quer ter uma moeda referência, atrativa, para que outros países utilizem o real como reserva, precisa ter uma moeda mais forte.

Uma moeda única pressupõe mercados de trabalho e financeiros eficientes.

Na América Latina os ciclos econômicos estão fora de fluxo e as políticas macroeconômicas não são coordenadas.

Logo não cabe falar em moeda única.

Com a Argentina em ‘crise permanente’, caberia ao Brasil bancar a maior parte da conta.

Infelizmente, a realidade é que o Mercosul tem sido imperfeito e está entre os blocos mais fechados do mundo.

Por exemplo, a negociação do acordo de livre comércio com a União Europeia já dura mais de 20 anos e não é aprovado.

Este é um sinal do estado de imaturidade da integração latino-americana, longe da meta de uma moeda comum.

Às vésperas de completar 25 anos, o euro não serve como parâmetro para a América Latina.

Veja-se que a integração europeia é um processo, que teve início após a Segunda Guerra Mundial, na década de 1950.

Ainda hoje existem dificuldades.

Cabe salientar que a Europa decidiu pela moeda única principalmente porque queria uma maior integração política para amarrar a Alemanha e evitar problemas com a tendência histórica desse país querer dominar a Europa.

A circulação do euro começou em 1º de janeiro de 2002, três anos depois de seu lançamento.

Entre 1999 e 2002, a moeda era usada para pagamentos eletrônicos.

Doze países da UE aderiram ao euro na época.

Hoje o euro é a moeda oficial de 19 dos 28 Estados-membro.

Há, portanto, países europeus, que não aceitam essa moeda.

Os problemas da América Latina poderiam avançar em busca de soluções, se ao invés de moeda única, fosse proposta a “Integração Latino Americana, o que aliás é previsto na Constituição do Brasil.

Integração é diferente de moeda única.

Esse caminho seria viável e a moeda única viria como consequência a longo prazo.

Começar pela moeda é totalmente errado

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

*Sobre a Comunidade Latino Americana de Nações falarei posteriormente. Na presidência do Parlatino patrocinei muitos estudos sobre esse tema.

País da Covid-19, o Brasil vai sediar Copa América

Bola e máscara contra vírusO Brasil é o novo país-sede da Copa América (veja AQUI). Após reunião emergencial nesta segunda-feira (31), a Conmebol decidiu por transferir para cá a realização do torneio, que seria inicialmente na Colômbia e na Argentina.

Pesou a favor do Brasil a expertise da organização da última Copa América, em 2019 (vencida pela Seleção). Além disso, outro argumento utilizado foi o fato de o país ter mais estádios em boas condições para os jogos das equipes nacionais sul-americanas.

Houve uma consulta nesta segunda-feira ao governo federal, que deu sinal verde para o torneio. A entidade agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro e à CBF por “abrir as portas desse país” para o “evento esportivo mais seguro do mundo”.

Nota do Blog – Pelo o que vi nas últimos semanas com bares abarrotados de gente e ruas com manifestantes, não existe mais Covid-19 no Brasil.

Vamos assistir jogos na Arena das Dunas, lotar estádios.

Salve-se quem puder.

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Moeda de latão

Por François Silvestre

Vejo nas folhas que nem o mercado nem o Congresso levam a sério esse estrupício de moeda comum entre o néscio Bolsonaro e o desmoralizado Macri.

Bolsonaro e Macri: Peso Real (Foto: Agustin Marcarian)

Um é o outro em tempos diferentes. Bolsonaro é Macri amanhã.

A pergunta é: O que danado pode ser levado a sério nesse “guverno”. Canclomo, coclomo quem possa responder.

O prisidente acaba de nomear embaixadora do Brasil na Venezuela indicada por Guaidó. Cadê Guaidó? Bolsonaro, o conclomante, guardou?

Fez uma zoada de tambor e mostrou ação de cuíca. Mesmo com Maduro caindo de podre. Sumiu nas mentiras de Trump e Bolsonaro, que lhe garantiram apoio e mijaram na rabichola.

Sem fazer nada, absolutamente nada, até agora, o néscio quer resolver os problemas da Argentina à custa da grana escassa dos brasileiros. Misturar o real, moeda ainda respeitada, com o peso argentino, completamente desmoralizada.

Só um ministro de economia, discípulo filosófico de Olavo de Carvalho, poderia inventar tamanha estupidez. Tudo para mascarar e iludir a realidade da sua incompetência.

Cantado em verso e prosa como salvador da economia, agora diz que tudo depende do Congresso. Ora, se tudo dependo do Congresso qualquer um poderia ser ministro da economia. Até um dos filhos do prisidente.

Em resposta à Dilma, que queria ser chamada de presidenta, Bolsonaro se diz prisidente, pois presidente significa antes do dente. Ou dente presado.

Eita que chafurdo na falta de Stanislaw Ponte Preta.

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Projeto Bicho-da-Seda começa a dar seus ‘frutos’

Por Josivan Barbosa

Nas décadas de 80 e 90 a antiga a Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje Ufersa, tinha um importante projeto de pesquisa em parceria com o Governo da China sobre sericicultura. O projeto Bicho- da-Seda como era conhecido pela comunidade acadêmica, era coordenado pelo brilhante professor Marcos Filgueira.

Naquela época poucos acreditavam no potencial econômico que o projeto poderia trazer para o nosso RN que já precisava de sorte.

Passadas mais de duas décadas daquele importante projeto de desenvolvimento científico e tecnológico da nossa ex-ESAM, o Estado mais rico do país mostra resultados animadores com o bicho-da-seda.

O fio da meada

O número de produtores paulistas dedicados à atividade da Sericicultura vem crescendo nos últimos quatro anos e deverá somar 290 neste ano, ante 215 em 2018. Em todo o país são 2,5 mil famílias, concentradas em São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, sendo o último responsável por 84% da produção brasileira.

Em São Paulo, são 890 hectares dedicados ao cultivo de amoreiras e aos barracões para a criação das larvas. Na próxima safra, a área deve chegar a 1.050 hectares. Ainda é pouco perto da área dos anos 1990, mas indica que há novamente uma mudança em curso na sericicultura nacional.

A atividade voltou a atrair a atenção dos produtores paulistas por causa do aumento dos preços. Nos últimos seis anos, o preço do quilo do casulo verde (com teor líquido de 15%) pago ao produtor aumentou 45,4%, para a referência atual de R$ 16,80. Mas o valor pode chegar a R$ 25 dependendo da qualidade do fio. Na safra passada, a referência foi de R$ 16 por quilo, com picos de R$ 20.

Bolsa família

O orçamento do governo federal prevê R$ 30,1 bilhões para o Bolsa Família neste ano. Com a concessão do 13º, deverão ser reservados mais R$ 2,6 bilhões para esse fim. Segundo os dados mais recentes do Ministério da Cidadania, o Bolsa Família atende 14,1 milhões de famílias – o que representa um valor médio de R$ 187 por família.

Diante desses fatos, precisamos nos perguntar se a concessão do 13º era a melhor opção a ser tomada. Supondo que você, caro(a) leitor(a), ocupasse o lugar de Bolsonaro no Planalto do Planalto e quisesse dar uma turbinada no Bolsa Família, qual opção você tomaria: a) concederia o 13º para os atuais beneficiários; b) autorizaria um reajuste de 8,33% no valor mensal do benefício; ou c) ampliaria a base de atendidos pelo programa, alcançando 1,2 milhão de novas famílias?

Bolsa família II

Com relação à alternativa de ampliar o programa, não devemos perder de vista que, após um ciclo econômico fortemente recessivo do qual ainda estamos longe de nos recuperarmos, o número de pessoas em situação de pobreza cresceu no país. Estudo do Banco Mundial publicado no início do mês indica que houve um aumento de 3 pontos percentuais na taxa de pobreza brasileira entre 2014 e 2017, chegando a 21% da população – o Banco Mundial considera os limiares de US$ 1,90 e US$ 5,50 por dia para definir, respectivamente, extrema pobreza e pobreza.

Neste cenário de expansão da pobreza, faria sentido expandir o número de beneficiários do Bolsa Família, inclusive para minimizar os efeitos da crise sobre a parcela mais vulnerável da sociedade.

Mas o governo do consórcio bolsonarismo optou pela alternativa a. Trata-se da nova/velha forma de governar: desenvolvendo políticas públicas baseadas em evidências… eleitorais. Ao conceder o 13º para o Bolsa Família, Bolsonaro age de forma eleitoreira da forma como ele sempre criticou Lula e o PT.

Indústria de calçados

O Rio Grande do Norte pode fazer com a indústria de movelaria o que o Ceará fez com a indústria de calçados. Os incentivos fiscais atraíram grandes fábricas de calçados para ao Ceará nas últimas décadas. A Grendene, maior exportadora de calçados do país, tem uma unidade no Crato (polo do Cariri), uma em Sobral e outra em Fortaleza. A Vulcabras, dona da marca Olympikus, tem uma unidade em Horizonte, e há outras dezenas de fábricas de todos os portes espalhadas pelo interior do Estado. Juntas, elas somavam pouco mais de 52 mil empregos ao fim de 2017, 17,7% a menos do que em 2014.

Restos a pagar

Os gastos empenhados e não pagos no agregado dos 26 Estados e do Distrito Federal ao fim do ano passado somaram praticamente R$ 100 bilhões.

É um dado adicional no já conhecido cenário de deterioração das contas estaduais, mas que contribui para enxergar a dimensão do problema. O montante de restos a pagar é comparável ao do déficit previdenciário dos Estados que, em 2017, somou R$ 94, 4 bilhões.

O levantamento do Tesouro considera restos a pagar processados e não processados do exercício de 2018 e, também, os acumulados dos anos anteriores. No ano passado, os processados do exercício somaram R$ 53,3 bilhões enquanto os de períodos anteriores foram de R$ 22,2 bilhões. Os não processados referentes ao ano passado totalizaram R$ 18,8 bilhões enquanto os de exercícios anteriores somaram R$ 5,5 bilhões. Os Estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal não haviam apresentado os dados completos quando o Tesouro fez o levantamento.

Há dois tipos de restos a pagar: os processados e os não processados. Os não processados se referem a despesas que foram apenas empenhadas, mas ainda não foram liquidadas e pagas. Os processados se referem a despesas que foram empenhadas e liquidadas, ou seja, os fornecedores já prestaram os serviços e o Estado tem uma obrigação formal de pagamento.

A conta de restos a pagar faz parte do fluxo natural entre a contratação, a prestação de serviços e o pagamento.

RN tem jeito sim

Muitas pessoas têm nos perguntado se o nosso RN tem jeito. Abaixo coloco dois excelentes exemplos de que precisamos atentar para a captação de investimentos para o Estado. Vejam os exemplos de Pernambuco e do Norte da Argentina na busca por novos investimentos nacional e estrangeiro.

O exemplo de Pernambuco

Dois grupos espanhóis devem ser os investidores do maior complexo de energia fotovoltaica do país, projetado pela Solatio. O empreendimento, em São José do Belmonte (PE), demandará investimento de R$ 3,5 bilhões, sendo 65%  financiado por bancos públicos do Brasil e o restante será aporte de capital.

O complexo de sete usinas em São José do Belmonte, que tem 33 mil habitantes no sertão do estado, terá potência de 1.100 Megawatts. A maior usina solar em atividade no Brasil hoje, em Pirapora (MG), tem um terço desse tamanho. Esse complexo representa a estreia da empresa em empreendimentos com foco no mercado livre. Até agora, as usinas que projetou no país, que somam 1 GW, foram todas com foco no mercado regulado.

O exemplo do Norte da Argentina

No cenário árido e lunar das terras montanhosas e ensolaradas do Norte da Argentina está nascendo a maior fazenda de energia solar da América do Sul, com financiamento e tecnologia da China.

O projeto, chamado Cauchari, expõe a crescente influência de Pequim como financiador de grandes projetos em países emergentes que sofrem de falta de capital. E ajuda a China a solidificar sua posição como líder mundial em tecnologia de energias renováveis.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido

Chorando por ti, Argentina

Macri: controle de preços (Foto: Presidência)

Por François Silvestre

A direita cantou loas, fez festa, soltou balões quando da eleição do Mauricio Macri. Seria o arquétipo do liberalismo para sepultar o populismo econômico e colocar a esquerda no esquecimento.

Por aqui, foi a cantilena que se ouviu. Aí vem Bolsonaro, também no mesmo ramerrão. No que deu?

Lá pras plagas portenhas saiu tabelamento de preços. Macri copiou Sarney. Não só pelo falso e impossível controle da inflação pro esse método, mas exatamente igual a Sarney para ganhar a próxima eleição.

Cadê a eficiência liberal?

Na hora do sufoco correm para o mesmo e condenável populismo econômico. Aproveitando as últimas sílabas, o povo argentino tá pagando o mico.

Enquanto Macri está “preocupado” com os problemas da Venezuela. Aqui, começou cedo o desmascaramento. Intervenção, sempre criticada, nos preços da Petrobrás. Liberação de “dotes” para parlamentes, sempre negada, para aprovar a “reforma” da previdência.

Criação do bolsa caminhoneiro, com empréstimo em grana, que nunca será honrado, e promessas mirabolantes de afago e “carinho” aos motoristas.

Mais um tipo de esmola, conquistada por chantagem, que desmoraliza o discurso liberal. E a inflação despertando.

E assim tal Macri, Bolsonaro também quer resolver os problemas da Venezuela.

Vão ambos varrer o quintal alheio, pisando no lixo dos próprios quintais. Que Tal?

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A história e o fim no Brasil do “Anjo da morte” nazista

Por André Bernardo (BBC News Brasil)

Bertioga, 7 de fevereiro de 1979. O cabo da PM Espedito Dias Romão já se preparava para passar o plantão e ir para casa quando atendeu a uma chamada de emergência. Do outro lado da linha, alguém avisava de um corpo na Praia da Enseada. Ao chegar ao local, por volta das quatro da tarde, encontrou a praia deserta.

Na areia, apenas o banhista morto e um casal de austríacos, Wolfram e Liselotte Bossert. “Não havia mais nada que pudesse fazer. Ele já fora resgatado da água sem vida”, recorda Romão, hoje aposentado, aos 72 anos. “Por se tratar de um mal súbito, acredito que tenha sido fulminante. Mas, não posso garantir.”

Filho de rico industrial do ramo de equipamentos agrícolas, Mengele nasceu na Alemanha (Foto: Museu do Holocausto - EUA)

A documentação apresentada por Wolfram identificava o defunto como Wolfgang Gerhard, um austríaco de 54 anos. Só em 1985, Romão veio a descobrir que Gerhard era um dos muitos pseudônimos que Josef Mengele – acusado de ter enviado milhares de prisioneiros para a morte em campos de concentração e de ter realizado experimentos crueis em mais de três mil gêmeos – usou para viver incógnito depois da Segunda Guerra. O verdadeiro Gerhard morreu em 16 de dezembro de 1978 e foi sepultado em Graz, na Áustria, sua terra natal.

A lista de nomes falsos adotados por Mengele é extensa e inclui, entre outros, Fritz Ullmann, Helmut Gregor e Fausto Rindón. Só no Brasil, foram dois: Peter Hochbichler e Wolfgang Gerhard. “Nosso país nunca foi uma opção para Mengele por causa da presença de índios e negros.

Na América do Sul, ele preferia a Argentina. Por ter muitos alemães e simpatizantes do nazismo, se sentia em casa”, explica o jornalista e historiador Marcos Guterman, autor de Nazistas Entre Nós – A Trajetória dos Oficiais de Hitler Depois da Guerra (2016).

“Mengele só fugiu para cá porque temia ser capturado como Adolf Eichmann”, completa o historiador, referindo-se a outro criminoso de guerra, capturado em maio de 1960, na Argentina, e enforcado em junho de 1962, em Israel.

O médico e o monstro de Auschwitz

Quando a derrota na Segunda Guerra tornou-se uma questão de dias, os oficiais nazistas só tinham três decisões a tomar: suicídio, prisão ou tentativa de fuga. Em 17 de janeiro de 1945, quando tropas soviéticas estavam a dez dias de tomar Auschwitz, Mengele optou pela terceira alternativa. Sob o pseudônimo de Fritz Ullmann, trabalhou, por quatro anos, numa plantação de batatas no sul da Alemanha.

Em junho de 1949, seguiu para a Argentina, onde trocou novamente de identidade e virou Helmut Gregor. Quando a Alemanha pediu sua extradição, fugiu para o Uruguai. Em 1959, migrou para o Paraguai e, dois anos depois, para o Brasil.

Com pseudônimo de Fritz Ullmann, Mengele (segundo da esquerda à direita) era médico (Foto Museu do Holocausto - EUA)

“Mengele era de família rica. Na Argentina e no Paraguai, contou com a ajuda de outros ex-oficiais nazistas. Chegou a ser dono de uma farmacêutica na Argentina, de onde tirava um bom dinheiro”, relata Guterman.

Josef Mengele nasceu em Günzburg, na Alemanha, no dia 16 de março de 1911. Seu pai, Karl, era um rico industrial do ramo de equipamentos agrícolas. Mas, em vez de assumir os negócios da família, preferiu estudar medicina em Frankfurt.

Formado em 1938, foi admitido em Auschwitz cinco anos depois, como coronel-médico da SS, a tropa de elite do regime nazista. Logo, ganhou o título de O Anjo da Morte. “Mengele foi o mais sádico e cruel de todos. Como se estivesse brincando de Deus, selava o destino dos prisioneiros que chegavam a Auschwitz. Enquanto uns seguiam para o campo de trabalhos forçados, outros eram jogados nas câmaras de gás”, explica o jornalista americano Gerald Posner, autor de Mengele – The Complete Story (2000).

Um terceiro grupo, formado por gêmeos, anões e deficientes físicos, era usado como cobaia de experimentos macabros no pavilhão batizado de “zoológico”.

Suas pesquisas, que nada contribuíram para a ciência, consistiam, entre outras atrocidades, em testar os limites do ser humano em temperaturas altíssimas – como caldeirões de água fervente – ou injetar cimento líquido nos úteros das prisioneiras para avaliar os efeitos da esterilização em massa.

Recluso, gostava de ler poesia e ouvir música clássica

Assim que chegou ao Brasil, em 1961, Mengele passou a se chamar Peter Hochbichler e foi morar em Nova Europa, a 318 km de São Paulo. Por intermédio de Wolfgang Gerhard, um simpatizante de Hitler que morava no país desde 1948, foi apresentado ao casal Geza e Gitta Stammer.

Como estavam à procura de alguém para administrar sua fazenda de café, resolveram contratá-lo. Um ano depois, se mudaram para Serra Negra. “De tão campesino, nosso município não tinha sequer asfalto. Era o lugar ideal para alguém se esconder”, afirma o historiador Pedro Burini, autor de O Anjo da Morte em Serra Negra (2013). “Como os Stammer eram húngaros, Mengele ficou conhecido na região como Pedro Hungarês. Ou, simplesmente, Pedrão.”

Casa de Mengele em Serra Negra, SP (Foto: Pedro Burini)

Sob o pretexto de observar pássaros, Mengele mandou construir uma torre, com cerca de seis metros de altura, no telhado do sítio. Munido de binóculos, passava horas lá em cima, vigiando quem entrava e saía da propriedade.

“Mengele vivia sob constante tensão. Tinha pavor de ser capturado por agentes do Mossad, o serviço secreto de Israel”, relata o jornalista francês Olivier Guez, autor de O Desaparecimento de Josef Mengele, previsto para ser lançado, ainda este ano, pela editora Intrínseca.

“O pavor era tanto que deixou o bigode crescer. Acreditava que, por debaixo dele, ninguém o reconheceria. O problema é que, de tanto mastigar os fios do bigode, formou-se uma bola de pelos em seu estômago, que o obrigou a fazer uma cirurgia.”

Paranoico, Mengele raramente saía de casa. Passava os dias recluso, lendo Goethe e ouvindo Strauss. Quando precisava ir à cidade, vestia capa e chapéu. Não satisfeito, ia escoltado por uma matilha de cães que ele mesmo adestrou.

A amizade com os Stammer chegou ao fim em 1975, quando Geza descobriu que Mengele e sua mulher tiveram um caso. Foi quando o criminoso de guerra mais procurado de todos os tempos se viu obrigado a mudar de endereço. Dali em diante, perambulou por diversas cidades paulistas, como Caieiras, Diadema e Embu.

Procura-se vivo ou morto. Recompensa: US$ 3,4 milhões

Seu último esconderijo foi a residência dos Bossert, no bairro do Brooklin, na capital paulistana. À época, Gerhard precisou regressar para a Áustria e deixou toda sua documentação com Mengele.

De saúde frágil, o médico de Auschwitz queixava-se de insônia, hipertensão e reumatismo. À noite, não ia para a cama sem esconder uma velha pistola Mauser, uma semiautomática de origem alemã, sob o travesseiro. Faz sentido. Sua cabeça valia, na ocasião, um prêmio estimado de US$ 3,4 milhões, algo em torno de R$ 12 milhões.

Em outubro de 1977, quando morava na Estrada do Alvarenga, próximo à represa Billings, Mengele recebeu uma visita inusitada: Rolf, seu filho. Ao longo de duas semanas, quis ouvir do pai sua versão sobre Auschwitz.

Em entrevista ao programa The Phil Donahue Show, de 17 de junho de 1986, Rolf Jenckel, hoje advogado em Munique, na Alemanha, relata que, em nenhum momento o velho demonstrou culpa ou remorso: “Não admitiu que fez nada de errado. Disse apenas que estava cumprindo ordens.”

Sob o nome falso de Wolfgang Gerhard, o corpo de Mengele foi sepultado no cemitério de Nossa Senhora do Rosário, em Embu das Artes. Provavelmente estaria lá até hoje se, em maio de 1985, a polícia alemã não tivesse interceptado cartas dos Bossert endereçadas a Hans Sedlmeier, um ex-funcionário da família Mengele.

Então superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Romeu Tuma analisa a ossada de Josef Mengele (Foto: ANDPF)

Desconfiadas, as autoridades alemãs acionaram a polícia brasileira que, sob a responsabilidade do superintendente da PF em São Paulo, o delegado Romeu Tuma, resolveu fazer buscas na residência do casal e descobriu toda a verdade.

O corpo de Mengele, então, foi exumado e seus restos mortais examinados pela equipe do legista Daniel Romero Muñoz, então diretor do setor de antropologia do Instituto Médico Legal de São Paulo. Seu laudo, de julho de 1985, foi confirmado, sete anos depois, por um exame de DNA feito na Inglaterra: a ossada era mesmo de Mengele.

Como o filho nunca requisitou o corpo do pai, seu esqueleto é usado, desde 2016, como material didático em aulas de medicina forense da USP. Diante disso, Israel deu o caso por encerrado.

Encerrado? Não para o historiador polonês naturalizado brasileiro Henry Nekrycz. Em Mengele – A Verdade Veio à Tona (1994), Ben Abraham, como era mais conhecido, sustenta que tudo não passou de uma farsa. O corpo enterrado no Brasil em 1985 não era do médico nazista e, sim, de um sósia.

“Consigo entender quando um sobrevivente do Holocausto, como Ben Abraham, não se conforma que seu carrasco, Mengele, tenha morrido placidamente numa praia paulista, sem pagar pelos crimes que cometeu. Mas o fato é que Mengele morreu e foi enterrado em São Paulo. O resto é teoria da conspiração”, avisa Guterman.

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Cadeia de Petróleo e Gás verá oportunidades de negócios

Petróleo e gás: negócios (Foto: arquivo)

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) do Rio Grande do Norte, escritório regional de Mossoró, realizará amanhã (quinta-feira, 26) Reunião do Projeto da Cadeia de Petróleo e Gás do RN. Ocorrerá às 14h30 em sua sede.

A iniciativa objetiva apresentar estudo de oportunidades para empresas de Petróleo e Gás da região.

Países como México, Argentina, Colômbia, Equador e Bolívia estão no foco desse trabalho.

Também haverá apresentação do Encontro Internacional de Negócios do Nordeste, que revelará outras chances de negócios no segmento.

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Vice-governador assumirá Governo por sete dias

O vice-governador, Fábio Dantas (PCdoB), vai assumir o Governo do Rio Grande do Norte a partir desta quarta-feira (24).

A transmissão do cargo acontecerá devido à viagem do governador Robinson Faria à Bogotá, capital da Colômbia. Fábio Dantas será Governador em exercício até a próxima terça-feira (1º).

Esta será a segunda vez que o Vice-Governador ocupará a gestão estadual.

A primeira interinidade foi em junho de 2015, quando Robinson viajou para a Argentina.

Com informações da Assecom do Estado do RN.

Vice-governador assumirá Governo do Estado amanhã

O vice-governador, Fábio Dantas (PCdoB), assumirá a administração do Governo do Estado.

A transmissão formal do cargo acontecerá nesta quarta-feira (24), às 14h30, no Aeroporto Internacional Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante.

Fábio Dantas será o governador em exercício diante da viagem de Robinson Faria (PSD) para a Argentina.

A interinidade no cargo se estenderá até a noite de domingo (28).

Será a primeira vez no atual Governo que haverá essa interinidade.

Argentina e Alemanha farão decisão de final imprevisível

Argentina está na final da Copa do Mundo do Brasil, com a Alemanha. Venceu a Holanda nos pênaltis, agora à tarde no Itaquerão, em São Paulo-SP.

Uma decisão de peso para uma Copa do Mundo realmente muito interessante e com resultados incomuns.

Argentina e Alemanha é a final previsível de resultado imprevisível.

Alemanha favorita, pelo estrago que fez no Brasil e pelo desempenho em toda a Copa. A Argentina capaz de surpreender, por crescer dentro da competição e ser sempre dura na queda.

Brasil pega Holanda no sábado (12), na disputa pelo terceiro lugar. Dois times emocionalmente abalados. O Brasil, um caco. A Holanda, teoricamente menos dilacerada.

Veremos.

Num dia em que Messi não jogou bulhufas, valeram as velhas raça e disciplina tática da Argentina. Virou time de Mascherano, mesmo com Messi em campo.

Setor mais criticado da Argentina, sua defesa segurou a Holanda.

Mais uma prova de que a defesa começa no ataque. É tarefa de conjunto e não só de goleiro e zagueiros.

Argentina e Alemanha; Brasil e Holanda.

Vamos aos jogos.

Um ‘deus’ acima, um ‘deus’ ladeira abaixo…

O apaixonado torcedor argentino vive um drama, em sua passionalidade pelo futebol: se deificar Messi mais um pouco, rebaixará seu ‘deus’ – Maradona.

Hoje, num jogão memorável (Argentina 4 x 3 contra a Seleção Pré-Olímpica do Brasil), Messi deu cinco chutes na direção do gol: fez três gols, foi bloqueado pela zaga num lance e em outro o goleiro Rafael impediu outra bola nas redes.

Gênio.

Nota do Blog – Se existisse justiça no futebol, o Brasil não teria perdido. Em boa parte da disputa amistosa esteve melhor do que o adversário. E ainda foi prejudicado pela arbitragem ruizinha.

O time Pré-Olímpico do Brasil – mesmo com importantes desfalques na defesa, mostrou muita aplicação tática e potencial de crescimento, como base à Copa do Mundo de 2014.

Gostei.