Girão é deputado federal pelo RN (Foto: Zeca Ribeiro)
O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação do deputado federal General Girão (PL) e da União por danos morais coletivos ao fomentar atos antidemocráticos após as eleições de 2022. A União, o estado do Rio Grande do Norte e o município de Natal também foram condenados por omissão na proteção à democracia.
A ação civil pública tramita na 4a Vara da Justiça Federal no RN sob o número 0803686-05.2023.4.05.8400.
Ainda cabem recursos da decisão.
A sentença determina o pagamento, entre todos os réus, de R$ 5 milhões em indenizações e a exclusão de publicações em redes sociais do deputado, além da realização de evento público e ações educativas para coibir atos contra o Estado Democrático de Direito.
General Girão foi condenado a pagar R$ 2 milhões em danos morais coletivos por estimular os atos. Segundo a sentença, a atitude do parlamentar “afronta o Estado de Direito, a ordem jurídica e o regime democrático, pondo em ameaça a legitimidade do processo eleitoral e a atuação do Poder Judiciário, além de configurar discurso de ódio contra as instituições democráticas com divulgação de notícias falsas (fake news) acerca do resultado das eleições, confundindo e incitando o povo e as Forças Armadas à subversão contra a ordem democrática”. Ele deverá, ainda, apagar postagens no Instagram, Twitter (atual “X”) e Facebook em até 10 dias.
O MPF também demonstrou na ação que os então comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, integrantes da União, divulgaram nota, em novembro de 2022, estimulando os acampamentos. Além de pagar indenização de R$ 2 milhões, a União deverá promover, em até 60 dias, cerimônia pública de pedido de desculpas, com participação dos comandantes. O evento deverá ser amplamente divulgado em, ao menos, dois jornais de grande circulação nacional, e contar com publicidade em rádio, televisão e internet. A União também fica obrigada a promover curso de formação aos militares de todo o país, com o objetivo de revisitar os atos antidemocráticos de 2022 e enfatizar o necessário respeito dos integrantes das Forças Armadas aos princípios inerentes ao Estado Democrático de Direito.
Para a Justiça Federal, “a nota emitida pelos então comandantes das Forças Armadas de fato normalizaram os acampamentos e as manifestações antidemocráticas que ocorreram em face do não aceitamento do resultado das eleições, estimulando a ideia equivocada de legitimidade dos discursos de falsa insurreição e de ‘retomada do Poder’, o que deu ensejo a um ambiente propício para a intentona de 8 de janeiro de 2023”. A decisão reforça que “de fato, agentes públicos militares em posição de alto comando adotaram procedimento que não se harmoniza com a legalidade nem com a neutralidade política das Forças Armadas”.
A União, o estado do Rio Grande do Norte e o município de Natal também foram condenados por omissão na proteção à democracia ao permitirem a manutenção dos acampamentos e obstrução irregular da via em frente ao 16º Batalhão de Infantaria Motorizado (Batalhão Itapiru), na capital potiguar. Em conjunto, os entes deverão pagar mais R$ 1 milhão em danos morais coletivos.
Mauro Cid, de farda verde, segurando pasta, em 2020, ao lado de Bolsonaro nos EUA (Foto: Alan Santos)
Do Canal Meio e outras fontes
Embora a delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid tenha sido o ponto de partida para a investigações sobre um plano para manter ilegalmente no poder o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o militar tem dito a interlocutores que nunca acusou o antigo chefe de tramar um golpe. Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, volta a depor à Polícia Federal nesta segunda-feira (11).
Ele estaria irritado com o vazamento de trechos de seu depoimento anterior.
“Não sou traidor, nunca disse que o presidente tramou um golpe. O que havia eram propostas sobre o que fazer caso se comprovasse a fraude eleitoral, o que não se comprovou e nada foi feito”, teria dito ele a uma pessoa próxima. O problema é que o depoimento de Cid não é o único elemento de que a PF dispõe. Mensagens dele obtidas pelos agentes dizem que Bolsonaro era instado a uma medida “mais pesada” e, “obviamente, utilizando as forças [Armadas]”.
Além disso, como mostra o Radar, a PF encontrou no celular do ex-major Aílton Barros prints de mensagens trocadas com Cid e com o presidente que reforçam os indícios de uma tentativa de anular as eleições de 2022. (Veja)
Aos olhos da PF, a situação de Cid é complicada, conta Bela Megale. O antigo ajudante de ordens do ex-presidente omitiu em sua delação a reunião ministerial de julho de 2022, na qual foi discutida a “dinâmica golpista”, descoberta através de documentos e outras testemunhas.
No depoimento de hoje, os agentes esperam que o tenente-coronel corrija a omissão e dê mais detalhes sobre o evento. Do contrário, seu acordo de delação premiada pode ser cancelado, o que o mandaria de volta para a prisão. (Globo)
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Fortalecimento de democracia foi o tom do evento que Fátima participou Foto: Ricardo Stuckert)
A governadora Fátima Bezerra (PT) participou em Brasília nesta segunda-feira (8), do evento denominado de “Democracia Inabalada.” Atividades que envolveram os três poderes da República marcou resistência e reação aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro do ano passado (veja AQUI).
Presidente do Fórum de Governadores do Nordeste e interina do Fórum Nacional de Governadores, Fátima foi a única chefe de executivo estadual a discursar.
Ela lembrou a necessidade de responsabilização e a punição dos envolvidos. Para ela, este é um ato pedagógico que preserva a memória e a justiça, evitando que eventos semelhantes ocorram no futuro.
“E é necessário, sim, a responsabilização e a devida punição aos que ousaram tentar destruir a Democracia. Não apenas os que invadiram e vandalizaram as sedes dos Três Poderes, mas os que financiaram, organizaram e incitaram a tentativa de golpe. Por isso que, com coragem e lucidez, é necessário afirmar: sem anistia,” disse.
“Sigamos fortalecidos nos princípios da igualdade, justiça social e espírito público,” acrescentou.
Solenidade
A solenidade ocorreu no salão nobre do Congresso, com a presença de cerca de 500 convidados. O ato público contou com a participação de representantes do Senado, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF), além de governadores, ministros, parlamentares e representantes da sociedade civil e do Poder Judiciário.
A mesa de solenidade foi composta pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente, Geraldo Alckimin, do presidente do Congresso, o senador Rodrigo Pacheco, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, da ex-presidente do STF, ministra Rosa Weber, além do ministro Alexandre de Morais. Também participaram o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a senadora Eliziane Gama e o ex-presidente da República José Sarney.
Vários governadores e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), não compareceram.
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Pesquisa mostra maciça reprovação aos ataques, mesmo entre bolsonaristas (Foto: Arquivo)
Há exatamente um ano uma turba, sob o olhar complacente das forças de segurança, invadiu e depredou as sedes dos Três Poderes, em Brasília, no mais grave ataque às instituições democráticas brasileiras desde que os militares deixaram o poder, em março de 1985. Para muitos, inclusive integrantes dos próprios Poderes, foi uma tentativa abortada de golpe de Estado, cujos mentores e financiadores ainda precisam ser levados à Justiça.
Numa reportagem especial, Luciana Lima, cá deste Meio, nos mostra as implicações dos ataques sobre o país. “Foi o governo iniciado da forma mais turbulenta possível”, diz o cientista político Jorge Ramos Mizael, lembrando que a divisão política intensa dentro da sociedade permanece. Mas, para a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o saldo é positivo. “Hoje nós temos que comemorar a estabilidade política e institucional no Brasil”, afirmou. (Meio)
O primeiro ano da tentativa de golpe vai ser marcado por cerimônias em defesa da democracia em Brasília. Os atos vão começar no STF às 14h, com a abertura de uma exposição das peças do tribunal danificadas pelos golpistas. Uma hora depois, uma sessão solene no Congresso vai reunir os Três Poderes, com a discursos dos presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva; do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); e do STF, Luiz Roberto Barroso, e a presença de autoridades como ministros e dos comandantes militares. (Metrópoles)
Mas uma ausência se fará sentir. Segundo o Painel, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), alegou problemas de saúde na família e cancelou a participação na solenidade, onde também deveria discursar. (Folha)
Convidados, oito governadores de partidos de oposição já avisaram que não comparecerão, incluindo o de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Cláudio Castro (PL), do Rio, e Romeu Zema (Novo), de Minas, também identificados com o bolsonarismo, não responderam. Já Eduardo Leite (PSDB) foi o único governador da Região Sul a confirmar a presença. (Poder360)
Embora a ausência dos governadores de direita aos eventos de Brasília ressalte a divisão no país, o repúdio à tentativa de golpe segue generalizado, aponta pesquisa divulgada ontem pela Genial/Quaest. De acordo com os dados, 89% dos entrevistados condenam os ataques de 8 de janeiro. Mas isso representa um recuo em relação aos 94% registrados em fevereiro do ano passado. Mesmo entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL), a desaprovação chega a 85%. (UOL)
Nos bastidores, os militares temem que o ato de hoje em Brasília reacenda críticas à politização da caserna durante o governo Bolsonaro. Os comandantes das três Armas pensaram em não comparecer, deixando o ministro da Defesa, José Múcio, representá-los. (Folha)
Luís Roberto Barroso, presidente do STF: “Embora impressentido, o ataque foi longamente articulado. Começou com a tentativa de desacreditar as instituições, com ofensas a seus integrantes e ameaças de desobediência aos comandos constitucionais. Depois avançou com campanhas de desinformação, discursos de ódio, mentiras deliberadas e teorias conspiratórias. Tanques desfilaram indevidamente na Praça dos Três Poderes. O fracasso da tentativa de golpe de Estado não minimiza a sua gravidade. Precisamos, é certo, virar a página. Mas não arrancá-la do livro da história.” (Folha)
Merval Pereira: “No plano político, a reação ao 8 de janeiro tem sido bem-sucedida. Não é possível achar que se pode invadir o Supremo, o Congresso, o Planalto e tudo bem. Toda rebelião tem consequências, para um lado ou para outro. Ainda bem que deu errado para quem estava querendo um golpe. Foi gravíssimo. A investigação tem que chegar rapidamente a quem planejou, a quem financiou.” (Globo)
Jamil Chade: “Em julho de 2022, uma reunião entre os chefes da pasta de Defesa do Brasil e dos EUA sinalizou aos militares em Brasília que eles não teriam o respaldo de Washington, caso optassem por uma aventura golpista. O recado era simples: um golpe poderia até ocorrer. Mas o dia seguinte do novo regime traria custos elevados para aqueles no poder.” (UOL)
Eliane Cantanhêde: “A história e as investigações vão mostrar que boa parte dos militares até trabalhou, torceu ou lavou as mãos para um golpe a favor do capitão mito, mas confirmarão também o que o próprio [ministro Alexandre de] Moraes atesta: o golpe não foi consumado, ou não deu ainda mais trabalho para as instituições, porque as Forças Armadas, institucionalmente, não aderiram.” (Estadão)
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Livro será lançado em terra natal do autor (Reprodução do BCS)
O procurador da República com atuação em Mossoró e professor no Faculdade de Direito da Universidade do Estado do RN (UERN), Emanuel de Melo Ferreira, lança nesta segunda-feira (20) o livro “Democracia Desprotegida – Legados da ditadura militar no sistema de justiça.”
Será em sua terra natal, Iguatu-CE, às 20h, na Faculdades Integradas do Ceará (UNIFIC).
O título chega à vida pela Editora Contracorrente.
A partir dos atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023, com invasão das sedes dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário do país, em Brasília, o autor desfia a abordagem nuclear do seu livro. De acordo com Melo, a obra revela como o autoritarismo tem se desenvolvido, em parte, devido a uma coordenação engajada em torno de princípios antidemocráticos e ao uso do Direito para tais fins, o que resulta em uma proteção inadequada à democracia.
“As premissas ideológicas desta obra partem da necessidade de lutar pela Constituição de 1988, reconhecendo as graves desigualdades sociais do Brasil, amplificadas por meras análises abstratas tipicamente liberais. Nesse sentido, a busca por uma efetiva democracia social, capaz de concretizar os diversos direitos sociais previstos constitucionalmente, passa por uma rigorosa crítica ao autoritarismo e à exaltação do golpe militar na medida tais práticas amplificam ainda mais a ofensa à isonomia, fomentando violência contra grupos menos favorecidos, como os que sofrem com a violência nas periferias,” assinala.
Nota do BCS – Polemista, com atuação feérica mais à esquerda, o autor esteve envolvido numa série de situações de repercussão (veja AQUI e AQUI) estadual e nacional.
Vou ler o seu livro. Adoro conhecer pensamentos antípodas para melhor entendimento do meu mundo.
A Polícia Federal (PF) marcou para esta quarta-feira (11) o depoimento do deputado federal General Girão (PL-RN). A oitiva vai acontecer em Brasília, onde tramita o inquérito que apura se o parlamentar incitou atos antidemocráticos. A informação foi obtida com exclusividade pela 98 FM.
O inquérito foi aberto no início de julho pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República e da própria PF. No dia último 25 de setembro, o ministro proferiu decisão dando 10 dias para que o depoimento fosse realizado.
O prazo dado por Moraes se esgotou na última sexta-feira (6). Portanto, o depoimento será realizado depois do limite.
Pregação em Natal
Além de ter feito publicações nas redes sociais sugerindo uma intervenção militar e levantando suspeitas sobre o sistema eleitoral, General Girão compareceu ao acampamento golpista que foi montado em frente ao 16º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército (16 RI), em Natal, após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Usando um megafone (veja AQUI e no vídeo desta postagem), o deputado discursou em frente ao quartel dia 19 de dezembro de 2023. Na pregação, ele estimulou que os manifestantes mantivessem o ato – que pedia uma intervenção das Forças Armadas contra a posse de Lula. O protesto só foi desmontado em janeiro, após o petista virar presidente.
“Eu quero dizer para vocês que esta semana é a semana que estão começando as festividades de Natal. Sim ou não? Então, todo mundo aqui eu espero que tenha sido bom filho, bom pai, bom irmão, boa esposa. E aí botem o sapatinho na janela que Papai Noel vai chegar esta semana. Acreditem em Papai Noel. Ele pode até ser camuflado também. Mantenham o desejo de vocês sempre firmes. Vocês são patriotas, vocês estão fazendo uma manifestação pacífica, exatamente como manda a Constituição. Contra quem está dentro da Constituição não pode haver nenhuma força do Estado brasileiro”, destacou o deputado.
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A Polícia Federal abriu um inquérito contra o deputado federal General Girão (PL-RN) por suposta incitação a atos antidemocráticos desde o resultado das eleições de 2022 e até mesmo após os atos de 8 de janeiro.
Segundo a PF, General Girão “realizou postagens em redes sociais e apareceu em vídeos” incitando,“em tese, animosidade entre as forças armadas e os poderes constitucionais, as instituições e a sociedade”. Os crimes cometidos e citados pela PF são: tentativa de abolição, com emprego de violência ou grave ameaça, do Estado Democrático de Direito, e tentativa de deposição, por meio de violência ou grave ameaça, de governo legitimamente constituído.
MPF também
O Ministério Público Federal (MPF) moveu ação contra o mesmo deputado federal e a União por danos morais coletivos ao fomentar atos antidemocráticos em frente ao 16° RI – Batalhão de Infantaria Motorizada em Natal. Num vídeo (veja nesta postagem) gravado no dia 19 de dezembro passado, ele prega até mesmo emprego da “violência” por militares.
Noticiamos a ação dia 12 de abril último (veja AQUI).
O MPF entende, que ele usou ativamente suas redes sociais, em claro abuso da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar, para encorajar condutas que atentavam contra a ordem democrática, inclusive a continuidade do acampamento existente à época em frente ao 16° Batalhão.
PGR e PF começaram operação logo cedo nesta sexta-feira (Foto: TV Globo)
A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal cumprem, na manhã de sexta-feira (18), sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão contra integrantes e ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal.
A Operação Incúria é resultado da denúncia que o Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos, da PGR, coordenado pelo subprocurador Carlos Frederico Santos, ofereceu nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a PGR, a cúpula da PM deixou de agir para impedir o vandalismo contra as sedes dos Três Poderes em razão do alinhamento ideológico com os manifestantes golpistas.
Os alvos são os oficiais:
Coronel Klepter Rosa Gonçalves (atual comandante-geral da PM do DF);
Coronel Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues;
Coronel Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra.
Todos são acusados pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e por infringir a Lei Orgânica e o Regimento Interno da PM.
Saiba mais AQUI, com informações adicionais do G1.
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Defesa de Bolsonaro garante que ele não estava consciente (Foto: CNN)
Isso aconteceu numa casa de praia na Zona Norte de Natal. A família viajou para o Sudeste, deixando a casa sob a guarda de um cuidador diário, sem vigilância noturna.
Um mês após voltar do passeio, a família foi informada pelo zelador da casa de que a mesma fora invadida e que os ladrões levaram tudo que havia de valor na bela casa de veraneio.
O zelador prestara queixa na delegacia do Município, orientado por vizinhos. O proprietário foi à mesma delegacia confirmar o roubo e prestar informações sobre os bens roubados. O Delegado, muito prestativo, como são todos os delegados, principalmente na presença dos “homens de bem”, prometeu diligências.
Dias depois, o Delegado informou que um suspeito fora preso. A vítima ficou satisfeita. Ao chegar à delegacia, notou um comportamento estranho do Delegado. Ao perguntar sobre a apuração, o dono da casa ouviu uma resposta evasiva. “Tem um problema”, disse o delegado. “Que problema”? pergunta a vítima. “O senhor deixou uma janela sem tranca, no oitão direito da casa”. A vítima espantou-se. “Como o senhor sabe disso”? Resposta: “O jovem que invadiu a casa informou esse detalhe”.
“E daí”? Perguntou a vítima. “E daí? O senhor é corresponsável pelo evento, por negligência no cuidado com a segurança da sua casa “, respondeu o delegado. E a vítima abismado indagou: “Sou cúmplice do assalto que sofri”? O Delegado, meio bobo, mas esperto, respondeu: “Cúmplice, num sei. Mas facilitador”. Dia seguinte, a vítima descobriu que o preso era parente próximo de um influente empresário apoiador de um importante político do Estado.
Taí. Qualquer semelhança com a “cumplicidade” do governo na tentativa de golpe contra o próprio governo não é apenas semelhança. É a mesma patifaria.
Bolsonaro disse “estar sob efeito” de Morfina quando fez postagem sobre o Oito de Janeiro. Pronto. Temos um presidente usuário de Morfina? Já houve um presidente acusado, pelo próprio irmão, de usar Cocaína.
Em plena Casa da Dinda. Só falta a Heroína pra completar o “heroísmo” dos patrioteiros. Ou seriam patribabacas?
Os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Girão (NOVO-CE), Rogério Marinho (PL-RN), Tereza Cristina (PP-MS) e Wellington Fagundes (PL-MT) estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira (2) com o ministro Alexandre de Moraes. Os senadores foram recebidos em seu gabinete no Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar das condições das pessoas detidas no Distrito Federal em decorrência dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
Senadores foram recebidos por ministro do STF (Foto: rede social de Rogério Marinho)
Eles reforçaram o pedido feito à presidente do STF, ministra Rosa Weber, para dar celeridade à individualização das condutas para garantir a soltura daqueles que eventualmente possam responder às acusações em liberdade.
Atualmente, 751 pessoas seguem presas e 655 foram liberadas para responder em liberdade. O ministro Alexandre de Moraes informou ter providenciado mutirões junto à Defensoria Pública e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para dar maior rapidez aos pedidos de soltura.
“Estes e outros parlamentares de diferentes partidos que não puderam estar presentes permanecem atentos ao desfecho justo desse processo e, ao mesmo tempo, trabalham pela abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), para que o Congresso Nacional possa contribuir na elucidação dos fatos, inclusive com a responsabilização das ações e omissões das autoridades envolvidas”, assinalou Rogério Marinho.
Nota do Canal BCS – Posição coerente e equilibrada dos senadores. É da própria natureza democrática essa visão individualizando condutas. Os culpados, cada um em sua medida, que sejam punidos. Se em meio a todos esses presos existir um único inocente, já se justificará a iniciativa.
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Os deputados federais Paulinho Freire e Benes Leocádio, ambos do União Brasil, não dançam no mesmo ritmo.
O primeiro assinou o requerimento de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar os atos golpistas de 8 de janeiro; o segundo, não.
Nota do Canal BCS – Meu caro Tio, absolutamente compreensível, normalíssimo.
O UB é híbrido mesmo. Está na base do presidente Lula (PT) com três ministros e deverá ampliar espaços, mas existe internamente uma ala contrária ao alinhamento. No caso da CPMI são diferenças de visão mesmo. Paulinho estreia na Casa e Benes estava por lá e afinado com bolsonarismo, no mandato passado.
Chega a ser um paradoxo, mas nem tanto, sua denominação de “União” Brasil.
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Mineiro começa seu primeiro mandato federal (Foto: Anny Karoline)
Com o Projeto de Lei 163/2023 apresentado na Câmara dos Deputados, o deputado federal Fernando Mineiro (PT) propõe a criação do Dia Nacional de Defesa da Democracia e do Enfrentamento e Combate ao Fascismo e Terrorismo. A data é o dia 8 de janeiro, alusão aos atos antidemocráticos deste ano em Brasília, que depredaram prédios que sediam os três poderes da República.
“As ações praticadas pelo governo de extrema direita atacaram as instituições, destruindo políticas públicas, programas e projetos que foram construídos com muito esforço ao longo de mais de trinta anos, desde a redemocratização do Brasil”, justifica o Mineiro, que começa seu primeiro mandato federal.
O Projeto de lei quer, ainda que janeiiro seja lembrado como o mês de sensibilização, informação, formação e conscientização sobre a ameaça fascista.
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Câmara Federal tem 513 ocupantes e começará uma nova legislatura (Foto: arquivo)
Alexandre de Moraes rejeitou neste domingo um pedido feito pelos advogados do Grupo Prerrogativas e manteve a posse, na próxima quarta-feira, de deputados bolsonaristas acusados pelo grupo de envolvimento com os atos golpistas de 8 de janeiro.
O ministro do Supremo atendeu à recomendação da Procuradoria-Geral da República defendendo o arquivamento da ação contra os 11 parlamentares — nove do PL, um do PP e um do PRTB. Segundo a PGR, até o momento não há provas concretas de que os deputados tenham participado ou mesmo incitado os ataques. (g1)
Relatório
O relatório apresentado pelo interventor federal na segurança do DF aponta mais um indício de, pelo menos, negligência das autoridades.
Segundo Ricardo Cappelli, o comando da PMDF entregou a tarefa de montar a barreira que deveria conter os golpistas a policiais que ainda estavam no curso de formação, enquanto os agentes com experiência estavam “de prontidão em casa”. (UOL)
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Atos antidemocráticos ocorreram no último dia 8 em Brasília (Foto: Marcelo Camargo)
Em relação aos atos e às manifestações antidemocráticas praticadas no último dia 08 de janeiro de 2023, na sede dos três poderes da República, não paira dúvida sobre a gravidade dos fatos e as largas repercussões nacionais e internacionais. O ponto de vista aqui proposto está dissociado de aspectos relacionados às responsabilidades jurídicas e não expressa juízo de valor quanto às pessoas envolvidas, ou seja, como elas devem ser conceituadas ou tachadas juridicamente. Isso porque quem poderá fazê-lo é a atividade jurisdicional, realizada conforme os ditames do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e através de um Tribunal imparcial, com a salvaguarda dos valores constitucionais do Estado Democrático de Direito.
A partir dessas ponderações, observa-se o episódio antidemocrático recorrendo à metalinguagem da teoria dos conflitos sociais. No artigo científico publicado pelo sociólogo francês Alain Touraine[1] cujo título denomina-se “os novos conflitos sociais: para evitar mal-entendidos”, o autor ilustra as principais características que definem a natureza dos conflitos sociais e como isso repercute no surgimento de novas sociedades.
Com suporte e inspiração nesse referencial teórico, o elemento central de toda e qualquer reivindicação social é combater algum adversário real. Ao observar o núcleo dos protestos marcado pelas atitudes tomadas de invasão e de destruição da praça dos três poderes, os “manifestantes” revelaram que seus adversários reais são os Poderes da República representados pelo Legislativo, Executivo e Judiciário.
Nesse contexto, a teoria dos conflitos esclarece que o principal propósito de uma reivindicação social pauta-se na busca de uma comunidade reunificada. Pois bem, os “manifestantes” justificam o suposto objetivo de reunificação comunitária num espaço sem a presença de poderes constituídos, ou seja, de modo expresso estão difundindo a anarquia e o caos do Estado. Isto é, a pauta anárquica dos “manifestantes” pós-eleições democráticas reforça a tese de que não há projeto de fortalecer uma sociedade calcada na mediação realizada por pessoas instruídas (ex. políticos, parlamentares, juízes, cientistas, sociedade civil organizada) e de unir as categorias excluídas do sistema político a este (ex. aumentar a representatividade das classes sociais nas instâncias políticas escolhendo, por meio do processo eleitoral, seus vereadores, prefeitos, deputados, senadores, presidente).
Longe disso, o que se constatou na desordem promovida pelos “manifestantes” foi uma primeira tentativa concreta de golpe de Estado por meio da destruição do sistema político e do regime democrático. No fundo, esses “manifestantes” lutam pelo enfraquecimento do sistema político atual, mas não são capazes de construir argumentos críticos indicando a legitimidade de suas reivindicações “sociais” ou “políticas”. Enfim, querem um partido político apenas? Desejam um congresso sem debate crítico sobre proposições legislativas? Almejam um judiciário sem o ativismo judicial para proteção dos interesses dos excluídos socialmente?
PELA TEORIA DOS CONFLITOS, essa mobilização social é antidemocrática, de uma minoria da direita extremista e não se constitui num movimento de base social, já que inexiste a característica da espontaneidade da sua formação. Na realidade, esses “manifestantes” foram capturados e financiados por outras estruturas socioeconômicas fortes e silenciosas, que querem tomar o poder na base da força e da luta de seus “soldados fanáticos”.
Nos últimos quatro anos, essas forças ocultas do hiperdesenvolvimento sem o Estado e que são “padrinhos dos manifestantes”, trouxeram para dentro das instituições políticas e jurídicas os conflitos ideológicos (ex. o Estado escoltando e garantindo a segurança de pessoas que deliberadamente iriam destruir as próprias estruturas de poder do Estado – o fim do contrato social pela autofagia do Estado). Todo “suicídio estatal” em curso, provocado pelos conflitos ideológicos e tentado pelos “manifestantes” inclina-se a ser encoberto, quando os inimigos do Estado (ex. “manifestantes” e forças ocultas) se autodenominam de marginalizados e perseguidos por um novo governo ou que foram enganados por fraude nas eleições.
Em outras palavras, sem qualquer fundamento plausível, buscam forjar uma base ou motivo legítimo para suas reivindicações, visivelmente teratológicas nos fins e ilegais pelos meios.
Outro ponto a aprofundar com espeque na teoria dos conflitos, reflete no enquadramento dos “manifestantes” como “opositores” ou “desviados”. Os “opositores” questionam a nova ordem, formam movimentos de base, criam argumentos, constituem partidos políticos, dialogam com as instituições democráticas, participam pela convicção das ideias e no processo eleitoral legítimo assumem o poder (ex. a corrente centro-direita ou a direita moderada).
Os “desviados” questionam a normalidade, por isso são afeitos a dialética da violência e não aceitam a política porque possuem paixões autoritárias. Assim, vê-se que os “manifestantes” são verdadeiros “desviados”, mas que podem se reconfigurar ou redesenhar como “opositores”, desde que aceitem o jogo democrático (obs. será que existe terapia para o autoritarismo?).
Na democracia a conjuntura dos conflitos sociais não pode ser mal-entendida ou subestimada, pois exige e desafia as estruturas de poder democráticas, como o Legislativo, o Executivo e o Judiciário ao bom combate. Isso significa que a vitalidade do Estado Democrático de Direito se fortalece na atuação impessoal e integrativa dos interesses conflitantes. Porquanto, tais movimentos antidemocráticos não são ideologicamente coerentes, na medida em que mistura a classe trabalhadora, os servidores públicos, os professores, os empresários etc.
Essa nova reconfiguração lança um novo desafio para o Estado em termos de pacificação social. Logo, é preciso que o Estado atue no sentido de consertar esse tecido social esgarçado, confuso e perigoso para a democracia.
À vista disso, pela ausência de unidade e de coerência das manifestações antidemocráticas, falta a esses “movimentos sociais” a atitude crítica essencial para conviver numa democracia. E, por meio da incoerência dos seus comportamentos desviantes, embora queiram espalhar o contrário, revés de fortalecer, destroem a ordem pregada pelo novo capitalismo do século XXI, que só encontra espaço para se desenvolver na democracia.
Por último, povo brasileiro, trabalhador, ordeiro, inteligente, pacificador, cordial, irmão, não se furte ao debate político de ideias, a crítica de políticas de governo e a busca pela ocupação dos espaços decisórios pelo caminho da democracia, eis o trajeto que melhor administra a mudança para uma nova sociedade. Uma sociedade plural e democrática, revelará que o adversário social real a ser combatido é a exclusão social. Sem dúvida, que fique bem-entendido, a reunificação a ser realizada deve ser em torno de ideais comuns.
Marcus Tullius é doutor em Direito pela Universidade de Brasília – UnB, advogado e professor universitário dos cursos de Direito da Uern e da Ufersa
O Partido Liberal (PL) saiu robusto das urnas em 2 de outubro passado. Exemplo é o RN, com quatro deputados federais.
Mas, o fim melancólico do Governo Jair Bolsonaro (PL) e a selvageria antidemocrática do domingo, dia 8, com ataques do bolsonarismo aos poderes em Brasília, deixaram muita gente desconfiada.
Não falta quem queira se dissociar de vínculos com o bolsonarismo.
Alguns, sorrateiramente.
Outros, de peito aberto mesmo, mudando de lado e tendência.
Virando a chave.
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Jair Bolsonaro (PL) será o líder de oposição ao presidente diplomado Lula (PT)?
Se for, que líder a oposição terá?
Um ressentido, incendiário e inconsequente?
Diplomático, propositivo, questionador?
Faça suas apostas.
Talvez as respostas às minhas dúvidas tenham sido respondidas preliminarmente no domingo (8 de Janeiro de 2023), com o ataque bolsonarista aos três poderes da República (veja AQUI):
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Girão e Styvenson são militares da reserva que tiveram posição igual (Fotomontagem do Blog do Barreto)
Após os atos golpistas que depredaram as sedes dos poderes legislativo, executivo e judiciário no domingo o presidente Lula (PT) assinou decreto de intervenção federal na área da segurança do Distrito Federal.
A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados e Senado por meio de votação simbólica, que é quando por meio de acordo entre as bancadas não é necessário registrar votos.
Mas os parlamentares podem se manifestar contra a proposta. Assim o deputado federal General Girão (PL) foi o único do Rio Grande do Norte a votar contra.
Nas redes sociais ele justificou a posição. “Não é dado à União Federal o poder de interferir em assuntos de competência dos Estados, ferindo assim o pacto federativo e seus respectivos princípios. É nítida, mais uma vez, a intromissão do Poder Judiciário nos demais Poderes ferindo o disposto na nossa Carta Magna”, escreveu. “Além do que, como já foi colocado fim aos ditos “atos antidemocráticos”, inclusive com a desmontagem dos acampamentos, e não há mais nenhum movimento subversivo ocorrendo, já tendo sido todos os prédios desocupados, não há fundamento constitucional para a manutenção da intervenção federal. Por isso, ao meu modo de ver, a intervenção federal não deve ser aprovada pelo Congresso Nacional”, complementou.
Styvenson
Já o senador Styvenson Valentim (Podemos) foi um dos oito senadores que votaram contra a proposta aprovada na Alta Câmara.
O parlamentar gravou vídeo dizendo que votava contra porque existem estados que precisam mais da intervenção. “Tem Estado em situação pior de desordem pública como o nosso Rio Grande do Norte que merecia uma atenção maior do Governo Federal”, frisou.
Outro argumento usado por Styvenson é que o Conselho da República deveria ter sido consultado antes. Ele reforçou que é contra a baderna e chamou os golpistas de marginais.
A intervenção na segurança do DF é válida até 31 de janeiro.
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O empresário Luciano Hang, controlador da rede de lojas de departamentos Havan, emite nota repudiando os atos antidemocráticos de domingo (8), em Brasília. Eleitor de Jair Bolsonaro, empresário que se tornou ativista político, ele afirma repudiar a baderna e afronta aos poderes institucionais.
Hang afirma que processo eleitoral está concluído e resultado deve ser respeitado (Foto: Havan)
“Jamais apoiei ou apoiaria atos de violência e vandalismo. Não doei, não participei e não incentivei nenhum tipo de ato contra a democracia, tampouco contra prédios públicos. Embora minhas redes sociais estejam bloqueadas no Brasil, no dia 1º de novembro já havia publicado uma nota esclarecendo que não estava participando ou apoiando qualquer manifestação”, disse em nota.
“Repudio tudo o que foi feito no domingo, até mesmo porque o que aconteceu vai contra tudo o que eu luto. Não podemos aceitar o que foi feito, é preciso que os culpados sejam identificados e punidos dentro da lei”, asseverou.
“Democracia é isso: ter eleições para escolher os representantes do povo e, quem vencer, deve ter o direito de administrar daqui para frente. O meu desejo hoje é que possamos ter um país de paz, harmonia, desenvolvimento e muitos empregos”, definiu.
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Após reunião realizada no início da noite desta segunda-feira (9) no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os governadores dos estados brasileiros e outras autoridades foram a pé com ele à sede do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Viram parte da destruição do prédio, provocada por bolsonaristas em fúria, em ato antidemocrático (veja AQUI), no domingo (8).
Lula fez convite e foi seguido até o STF (Foto: Reprodução da Web)
“Eu convido vocês agora para irem a pé até a Suprema Corte para fazer uma visita em solidariedade à nossa presidente Rosa Weber e aos nossos ministros da Suprema Corte”, disse Lula aos governadores.
Durante o encontro, Rosa Weber agradeceu a iniciativa dos governadores, de terem proposto a reunião. Ela destacou a “unidade nacional de um Brasil que todos nós queremos, no sentido de defesa da nossa democracia e do Estado Democrático de Direito”.
Ela citou as invasões ocorridas no domingo (8) ao prédio do Supremo, que, segundo ela, ficou “praticamente destruído”.
O pedido de reunião foi feito pelo Fórum dos Governadores imediatamente após o decreto de intervenção federal na segurança pública do Distrito Federal, no início da noite deste domingo (8). A medida foi adotada para conter os atos de vandalismo praticados por manifestantes que depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília.
No encontro, Lula disse a governadores que o intuito do encontro era “prestar solidariedade ao país e à democracia”. O presidente fez diversas críticas à Polícia Militar do Distrito Federal e a generais das Forças Armadas que foram omissos e coniventes com os vândalos bolsonaristas que depredaram prédios públicos.
Também participaram da reunião e da caminhada até a sede do STF, na Praça dos Três Poderes, as seguintes autoridades:
o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin
a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber
os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso
o presidente do Senado em exercício, Veneziano Vital do Rêgo
o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira
o procurador-geral da República, Augusto Aras
o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT)
o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT)
o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB)
o líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (Rede)
e o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, Edvaldo Nogueira (PDT), prefeito de Aracaju
procurador-geral da República, Augusto Aras, e alguns ministros do governo.
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Após ataques terroristas em Brasília (veja AQUI), a governadora Fátima Bezerra (PT) se reuniu com os comandos das polícias do Rio Grande do Norte, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e inteligência do Exército Brasileiro na manhã desta segunda-feira (9). Discussão foi para planejar a desocupação e a dissolução total, em até 24 horas, de acampamentos bolsonaristas e antidemocráticos montados em áreas militares do estado.
Reunião ocorreu à manhã desta segunda-feira (Foto: Elisa Elsie)
A medida cumpre decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proferida na madrugada desta segunda-feira (9).
Durante o encontro, que foi aberto à imprensa, o secretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), Coronel Francisco Araújo Silva, disse que a partir da determinação da governadora, fez contato com forças federais, estaduais e Prefeitura do Natal. Nenhum representante municipal compareceu.
“Os policiais vão fazer a abordagem na frente do quartel, dizer que não podem ficar no local, explicar que existe a decisão judicial. Caso descumpram, serão detidos, inicialmente por desobediência”, detalhou o secretário.
Nota do Canal BCS – Incrível como uma medida tão simples e, necessária, precisou de algo grave – como ocorrido em Brasília – para ser tomada. Em que lugar do mundo democrático, há permissão, incentivo e apoio velado/ostensivo contra o Estado Democrático de Direito? Francamente.
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Acompanhe em nosso endereço no Twitter (clique AQUI) sobre ataques de extremistas bolsonaristas ao Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e Palácio do Planalto, neste domingo (08).
Depois atualizaremos fatos nesta página.
*Vídeo mostra depredação do Palácio do Planalto, sede do Governo Federal.
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