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Cultura nordestina perde a voz e o talento de Marcus Lucenna

Lucenna tinha longa trajetória na defesa das tradições nordestinas (Foto: Reprodução)
Lucenna tinha longa trajetória na defesa das tradições nordestinas (Foto: Reprodução)

Cantor, compositor, radialista, poeta e músico por profissão, o mossoroense Marcus Lucenna, 68, conhecido como “O Cantador dos Qu4tro Cantos”, pela sua trajetória no ramo artístico e andanças pelo Brasil, faleceu à noite desta quinta-feira (05), no Rio de Janeiro (RJ), onde residia desde os anos 70. As primeiras informações apontam que sofreu uma parada cardíaca. Casado, pai de cinco filhos, Lucenna será velado e sepultado no RJ.

Com atividade artística diversificada e militância pela cultura nordestina sendo pontos fortes de sua trajetória, Marcus Lucenna era cidadão fluminense e cidadão carioca.

Natural da cidade de Mossoró, no Rio Grande do Norte, adquiriu gosto pela música por influência do pai, que, além de radialista, era poeta, repentista e cordelista. E também do seu “heroivô”, como costuma chamar seu avô, com quem ouviu, em um showmício na cidade natal, em 1968, “Asa Branca” pela primeira vez. A música vinha diretamente da voz daquele que viria ser a sua principal inspiração: Luiz Gonzaga do Nascimento, o Rei do Baião.

Chegada ao RJ

Em 1977, aos 16 anos, desembarcou no Rio de Janeiro com o sonho de fazer carreira na vida artística. Além de Luiz Gonzaga, sua inspiração vinha dos cantadores-repentistas, dos emboladores de coco, dos cordelistas e de nomes como Jackson do Pandeiro, Raul Seixas, Belchior, Fagner, Ednardo, no Brasil, e Bob Dylan, Charles Aznavour etc., no exterior.

Começou cantando no calçadão de Copacabana, onde com seu carisma e qualidade musical encantou cariocas e turistas. Ali conheceu gente influente do meio musical e da sociedade carioca. Entre eles, os atores e cantores Mário Lago e Zezé Mota, Zé do Norte – o autor de “Mulher Rendeira”, trilha do filme O Cangaceiro, premiado em Cannes – e Jaguar, editor dO Pasquim, jornal que lhe prestou os primeiros louros da carreira.

O primeiro LP (Cantolínia Psicordélica) veio em 1989, pela Polygram, uma das maiores gravadoras do mundo à época. O álbum foi gravado na companhia de grande artistas da MPB, como Joca de Natal, Zé Américo e Severo do Acordeon. O disco foi o pontapé inicial para uma produção fonográfica que envolve 4 vinis e 11 CDs.

Parcerias

Embora se considere um artista um tanto solitário, acumula na carreira diversas parcerias importantes. Musicou letras ou teve poemas musicados por nomes como Luiz Vieira, Mirabô, Capinam, Mario Lago Filho, Maria Rio Branco, Vicente Telles, Zé Lima, Roque da Paraíba, Edson Show, Chico Pessoa e Zé do Norte.

Marcus Lucenna dividiu o palco com diversos artistas como Fagner, Elba Ramalho, Ednardo, Geraldo Azevedo e Tânia Alves.

Mas além da trajetória musical, Marcus Lucenna se destacou pelo engajamento em ações que valorizavam e davam visibilidade ao seu ofício – a música e a poesia – e a cultura popular.

Na mídia

No rádio, dirigiu e apresentou os primeiros programas regulares de forró em horário nobre no Rio, em emissoras como Imprensa FM e Tropical FM. Também esteve à frente dos programa “Nação Nordeste”, na Rádio Viva Rio, do Sistema Globo, e “Marcus Lucenna – a Voz do Povo”, na Rádio Carioca AM. Na TV, dirigiu, produziu e apresentou “Marcus Lucenna De Repente”, programa da NGT (canal 17 da NET). E em jornal, assinou a coluna “Canto do Povo Nordestino”, do Povo do Rio, e fundou o “Nação Nordeste”.

Também esteve “do outro lado do balcão”, como entrevistado e artista convidado em importantes programas televisivos, como Jô Soares e Domingão do Faustão, da TV Globo.

Artista multifacetado, Marcus Lucenna morada há décadas no RJ (Foto: Reprodução)
Artista multifacetado, Marcus Lucenna morada há décadas no RJ (Foto: Reprodução)

Feira de São Cristovão

Idealizador de projetos de valorização da cultura popular e em defesa das causas do migrante nordestino, ocupou por 6 anos o cargo de gestor do Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, a famosa feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro. Não só impediu que a Feira fosse retirada do bairro por força da especulação imobiliária, como liderou o movimento que a levou para dentro do Pavilhão de São Cristóvão, onde está localizada até hoje.

Amante das letras, principalmente das manifestações literárias nordestinas, Marcus Lucenna ocupa a cadeira número 7 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC). Morador do bairro do Flamengo, no Rio, foi condecorado com os títulos de Cidadão Fluminense, pela Assembléia Legislativa, e Cidadão Carioca, pela Câmara de Vereadores.

Nota do Blog – Descanse em paz, poeta.

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Para lembrar Zé Lima, a poesia de Lalauzinho de Lalau

Lalauzinho de Lalau, poeta, radialista e locutor de eventos esportivos ligados ao campo, homenageia o também poeta, compositor e cantor José Ivan de Lima, 67, o “Zé Lima”, falecido nessa sexta-feira (07).”

E o faz, com poesia, claro.

Hoje a morte levou Zé
Poeta humilde e pacato!
Era um apresentador,
Era um cordelista nato!
Um cantador natural,
A sua terra natal
Era, Santana do Mato.

Zé Lima era um porta-voz
Das festas de cantoria!
Levou coisas do sertão,
Onde ninguém conhecia!
Ganhou vários festivais
Com canções boas demais;
Mas, que pena chegou seu dia.

E a viola companheira,
Triste com o seu violão!
Mar de Lama, Forró bom,
Também a Flor do Algodão!
Vem Morena e Cerrado;
São canções que eu tenho lembrado
Da sua composição.

Adeus amigo Zé Lima,
Vejam a vida como é!
Meus sentimentos a família,
Que lhes conforte na fé!
Hoje só resta a saudade;
Partiu pra eternidade,
Hoje a morte levou Zé.

Não sabemos quando vamos,
Só Jesus de Nazaré!
E o poeta quando morre,
Morre sabendo quem é!
Isso é a coisa mais certa;
Um poeta, vai ser sempre um poeta,
Adeus, meu amigo Zé.

Leia tambémMorre em Mossoró o poeta, compositor e cantor Zé Lima

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Morre em Mossoró o poeta, compositor e cantor Zé Lima

Zé Lima, nome com variados dotes artísticos (Foto: reprodução de rede social)
Zé Lima, nome com variados dotes artísticos (Foto: reprodução de rede social)

Internado desde o dia passado no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) em Mossoró, o cantor, compositor e poeta José Ivan de Lima, o “Zé Lima”, 67 anos, faleceu nesta sexta-feira (07). Estava com complicações respiratórias e cardíacas, chegando a ser intubado.

Nascido em Santana do Matos, Zé Lima chegou na adolescência a Mossoró e investiu em carreira artística no eixo Rio de Janeiro-São Paulo, ainda muito jovem. Em retorno à região, investiu na produção artística e chegou a capitanear um programa de televisão – Coisas do Sertão – que estava no ar desde 2008 na TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10.

Gravou diversas mídias musicais LP’s, CD’s etc., produziu jingles de campanhas políticas e comerciais, bem como teve sucesso em vários festivais musicais. Ainda enveredou pela literatura de cordel e produção de eventos.

Era casado e pai de cinco filhos.

O cantor e compositor mossoroense André da Matta homenageia o artista, com postagem em redes sociais, da melhor forma possível.  Com poesia:

Quando morre um poeta,
O mundo sai da rotina.
As palavras não se encaixam.
A poesia perde a rima.
A tristeza toma conta.
Escurece até o clima.
Obrigado, meu Poeta!
Vai com Deus…
Mestre Zé Lima!

Te amo!!! Gratidão por tudo!!!

O velório acontece na Funerária Plasp, na Rua José Negreiros, 340, Centro de Mossoró.

Família não informou ainda o horário, local e data do sepultamento.

Compacto duplo gravado por ele, com nome artístico de "Lima Júnior", em 1977 (Reprodução de redes sociais)
Estreia com compacto duplo gravado com nome artístico de “Lima Júnior”, em 1977 (Reprodução de redes sociais)

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Nota do Blog – Zé era uma das raras pessoas nesse mundo que me tratava por “Carlinhos”, sempre com aquela voz arrastada, lábios formando bicos, para prosear, declamar seus versos ou cantar. Nas incontáveis vezes em que esbarrávamos por aí, nesse mundão de meu Deus, era sempre uma conversa maneira. Às vezes, poética.

Descanse em paz, velho.

Cantor-compositor Vital Farias morre aos 82 anos

Registro de falecimento no Instagram do artista (Reprodução do BCS)
Registro de falecimento no Instagram do artista (Reprodução do BCS)

Morreu na manhã desta quinta-feira (6/2) o cantor e compositor Vital Farias, um dos nomes mais importantes da história da música do país. Ele tinha 82 anos e estava internado desde a última quarta (5) no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, na Grande João Pessoa-PB, após sofrer um infarto agudo do miocárdio.

Vital Farias nasceu em 1943, no sítio Pedra d’Água, município de Taperoá, na Paraíba. Ele era o caçula de uma família de 14 irmãos. Alfabetizado em casa, se mudou para João Pessoa aos 18 anos para servir ao exército. Se apaixonou pelo violão e aprendeu o instrumento de forma autodidata. Posteriormente chegou a dar aulas de violão e de teoria musical no Conservatório de Música de João Pessoa.

Dono de sucessos como “Canção em dois tempos”, “Ai, que saudade d’ocê” e “Veja”, o artista começou a carreira com o lançamento de um álbum autointitulado em 1978. Antes havia feito parte dos movimentos artísticos do início da década de 1970 no Rio de Janeiro, para onde se mudou para se aprofundar nos estudos de música.

Um dos principais destaques do início da carreira é a participação no espetáculo Gota d’água.

Saiba mais AQUI.

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Cantor Agnaldo Rayol morre em São Paulo aos 86 anos

Agnaldo em show na cidade de Piracicaba-SP (Foto: Arquivo Sesc-SP)
Agnaldo em show na cidade de Piracicaba-SP (Foto: Arquivo Sesc-SP)

O cantor Agnaldo Rayol morreu nesta segunda-feira (4), aos 86 anos, em São Paulo. A morte, segundo a família, foi causada por uma queda no apartamento dele na madrugada.

Segundo assessoria do cantor, Rayol caiu no banheiro e bateu a cabeça, onde teve um grande corte. Ele morava em Santana, na Zona Norte da capital.

O artista foi levado para o Hospital HSANP, mas teve uma parada cardiorrespiratória.

Cantor lírico de repertório romântico e popular, Agnaldo Rayol ganhou popularidade nos anos 1960. Em mais de 70 anos de carreira, fez sucesso com gravações de músicas em italiano e religiosas. Também atuou em diversas novelas.

A morte foi comunicada em nota enviada à imprensa pelos familiares.

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do cantor Agnaldo Rayol […]. O artista, que marcou gerações com sua voz inconfundível e presença carismática, faleceu após uma queda em seu apartamento nessa madrugada”, informou a nota.

“Agnaldo Rayol deixa um legado inestimável para a música brasileira, com uma carreira que atravessou décadas e tocou os corações de milhões de fãs. A família agradece as manifestações de carinho e apoio. Informações sobre o velório e cerimônia de despedida serão divulgadas em breve”, diz o texto divulgado pela família.

Casamento

Há mais de 50 anos Agnaldo Rayol era casado com Maria Gomes. O cantor era discreto em relação ao matrimônio e não tinha o hábito de comentar o assunto em entrevistas.

Segundo a assessoria do artista, Maria sofre de Alzheimer e está bastante debilitada. O casal vivia em uma casa na Zona Norte da capital com uma cuidadora.

História

Nascido no Rio de Janeiro em maio de 1938, Agnaldo Coniglio Rayol tinha mais de 70 anos de carreira e construiu a vida artística com repertório romântico e popular.

Rayol começou a carreira no rádio, mas, além dos trabalhos como apresentador de TV, trabalhou como ator em novelas e no cinema. Ele chegou a protagonizar um filme com seu nome: “Agnaldo, Perigo à Vista”, em 1969.

Carreira como ator

Nas telenovelas, Rayol participou de produções como Mãe (1964), O Caminho das Estrelas (1965) e A Última Testemunha (1968), na TV Excelsior, além de As Pupilas do Senhor Reitor (1970), na TV Record. Nos anos 1980, atuou na novela ‘Os Imigrantes (1981)’, na TV Bandeirantes.

Vida no RN

Carioca de Bonsucesso, bairro da Zona Norte do Rio, Agnaldo Rayol se mudou ainda na infância para o Rio Grande do Norte.

Aos 8 anos de idade, já cantava em rádios locais. Aos 10, gravou seu primeiro filme.

Em 1956, aos dezoito anos, Rayol voltou para o Rio para tentar carreira como cantor. No ano seguinte, foi contratado pela TV Tupi, de São Paulo.

Veja matéria completa do G1 clicando AQUI.

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Ator mossoroense estará na próxima novela das seis

Fortunato começou preparativos para novela (Foto: Reprodução)
Fortunato começou preparativos para novela (Foto: Reprodução)

Do Blog Carol Ribeiro

Ator, cantor e dramaturgo, Igor Fortunato é o novo nome potiguar a representar o Estado e Mossoró Brasil afora. O mossoroense estará na próxima novela das seis da Rede Globo.

Igor começou sua trajetória artística no circuito cultural de Mossoró. Ultimamente, estava morando em Natal à frente da banda “Fortunato e os Jovens de Ontem” e atuando em peças, filmes e projetos audiovisuais no estado.

Membro do grupo de teatro Carmim, apresentou recentemente “A invenção do Nordeste” no projeto Palco Giratório, do Sesc, em cidades pelo país.

No Rio de Janeiro, foi convidado por uma produtora da Rede Globo, que viu a atuação de Fortunato nos palcos. Selecionado após os testes, no segundo semestre do ano passado, começou nesta semana as preparações junto ao elenco, o que inclui primeiros contatos dos atores e ensaios. As gravações terão início em breve.

Nota do BCS – Mais uma notícia que a gente adora publicar, repassar, espalhar. Como é bom postar material com esse conteúdo.

Brilhe (mais ainda), Igor.

P.S – O Blog @tiocolorau acrescenta que a novela será denominada de “No rancho fundo” e que o ator já atuou no “Chuva de balas,” além de ser cantor conhecido nos barzinhos mossoroenses. Sua mãe é dona Fernanda, lotada como enfermeira na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizonte.

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Em algum lugar do presente

François Silvestre e Geraldo Vandré têm histórias (Foto 1, arquivo; Foto 2, Folha, Junho de 2023)
François Silvestre e Geraldo Vandré têm histórias (Foto 1, arquivo; Foto 2, Folha, Junho de 2023)

Eles se conheceram nos anos de chumbo, ali naquele burburinho da pauliceia desvairada. Um, já artista da canção de protesto; o outro, na redação de jornais impressos como a Gazeta do Brás.

Mas, faz uma pá de tempo que não se veem nem se falam.

Em consulta a meus búzios e bola de cristal, os sinalizadores apontam que a tecnologia do celular poderá encurtar essa distância entre o compositor/cantor Geraldo Vandré e o escritor e colaborador do Nosso Blog, François Silvestre.

Do lanterninha pro smartphone, Silvestre já conseguiu fazer transição numa boa, o que é um grande avanço.

O amor de avô, é certo, o empurrou à modernidade.

Daqui a pouco, ele e Vandré (de audição curta e reclusão por escolha pessoal) marcam um encontro para atualização da conversa, prospecção de reminiscências e inventário da própria vida e deste país. Pindorama rende muito.

Caminhando e cantando, quem sabe, né?

Fico na escuta. Ou consultarei novamente os meus búzios e bola de cristal para atualizar os fatos.

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De raras finezas

Por Paulo LinharesCharge de CHico buarque recebendo prêmio literário em Portugual

Depois de residir por quase uma década em Brasília, onde exercia a profissão de motorista de ônibus urbanos, meu irmão José Afonso, recentemente falecido, e esposa Maria José, fizeram o caminho de volta para Mossoró, com a família aumentada em mais quatro filhos, dois meninos e duas meninas. Como não poderia ser de outra maneira, logo que retornou saiu à cata de emprego. Com o seu currículo estampado na própria Carteira de Trabalho e Previdência Social, a famosa CTPS tão importante para os trabalhadores, ela exibia várias anotações de contratos de trabalho como motorista de ônibus. E não foi difícil conseguir um emprego semelhante, porém, com remuneração bem inferior, de salário-mínimo.

Começou logo a trabalhar e chamado ao Departamento de Pessoal lhe foi pedida a CTPS para anotações do contrato de trabalho. Inopinadamente ele recusou-se a entregar tal documento, para maior surpresa do patrão e outros empregados. Expôs o motivo, exagerado como sempre: “não quero manchar a minha carteira com esse salário mixuruca! ” E continuou por algum tempo no emprego, porém, “sem ser fichado na carteira”, em linguagem popular.

Esse episódio me veio à mente com a notícia de que, finalmente, o escritor, poeta e compositor de MPB, Francisco Buarque de Hollanda, iria receber o “Prêmio Camões”, que lhe fora outorgado em 2019, das mãos dos presidentes da República do Brasil e de Portugal, respectivamente, Luiz Inácio Lula da Silva e Marcelo Rebelo de Sousa. Maior honraria literária que se confere a autores lusófonos, o “Camões”, pelos Governos de Portugal e do Brasil, em1988, no objetivo de fortalecer os laços culturais entre os diversos países de fala camoniana e, por via de consequência, o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da Língua Portuguesa.

Desde a sua primeira edição, em 1989, esse significativo prêmio literário teve 34 laureados, a começar com o escritor Miguel Torga e passando pelos poetas, o brasileiro João Cabral de Melo Neto, o moçambicano José Craveirinha, o romancista luso Virgílio Ferreira, a romancista e memorialista brasileira Rachel de Queiroz, seguindo por Jorge Amado e o Nobel de Literatura, José Saramago, além de vários nomes da literatura de língua Portuguesa, criteriosamente escolhidos por um júri de 6 membros, dos quais o Brasil indica 2 e Portugal 2, sendo os outros 2 indicados pelos governos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Aliás, pela qualidade dos agraciados, percebe-se quão criteriosas têm sido suas as escolhas.

Aliás, o mesmo não se pode dizer acerca do Prêmio Nobel de Literatura, conferido pela Fundação que leva o nome de seu instituidor, o empresário e cientista sueco Alfred Nobel, cuja grande contribuição, no campo da Química, foi ter inventado a dinamite em suas diversas variante, além dos acessórios dessa que passou a ser uma grande ferramenta para a engenharia, mas, também, com pernicioso uso militar, registrando 355 patentes e acumulando enorme fortuna através de 90 fábricas de produtos químicos espalhadas pelo mundo.

O Nobel de Literatura tem-se notabilizado mais pelas enormes injustiças que acumula ano a ano, olvidando olimpicamente uma enorme plêiade de gênios da literatura universal, em especial os do chamado Terceiro Mundo, a exemplo do Brasil que jamais emplacou um dos seus, embora o pequeno Chile tenha cravado dois (os poetas Gabriela Mistral e Pablo Neruda).

O prêmio Camões consiste em vultosa quantia pecuniária paga paritariamente pelos dois países instituidores e fixada anualmente por eles – atualmente é de 100.000 euros -, além de um diploma firmado pelos dois chefes de Estado. E foi aí que deu “B.O.” quando Chico Buarque foi escolhido. Com efeito, seria muito difícil uma escolha melhor, dada a sua brilhante atuação em vários domínios artísticos, seja na música, na poesia, no romance e no teatro.

Brilhante numas e mediano noutras, contudo, jamais medíocre em qualquer delas: o chefe de Estado brasileiro à época, Jair Bolsonaro, cismou e se recusou a outorgar o diploma e liberar a quantia que cabia ao Brasil, tudo alimentado por ridículo, bolorento e mendaz ranço ideológico somente cabível no círculo do reacionarismo autoritário de raízes nazifascistas que reúne a truculenta extrema-direita rediviva, nestas últimas duas décadas, nestas terras de Pindorama.

Na relação entre dois Estados soberanos acerca de um tema, se um não quer, o outro se aquieta; “não rola” como se diz em linguagem de hoje. Assim, o Estado português manteve-se em obsequioso silêncio, por amor da liturgia político-diplomática, algo que jamais passou pela diminuta cabeça de Jair Bolsonaro. Por seu turno, o grande Chico Buarque, patrimônio intangível da civilização lusófona, manteve “cool”, pois, sábio, sabia que enquanto o mundo gira a Lusitana roda… E não a se referir àquele meio bobo anúncio comercial tão conhecido nos dois lado do velho Atlântico, mas, como a História é caprichosa e faz imanente o tão bem traduz trecho da apreciada canção de Geraldo Vandré: “Marinheiro, marinheiro/ Quero ver você no mar/ eu também sou marinheiro/ Eu também sei governar/ Madeira de dar em doido/ Vai descer até quebrar/ É a volta do cipó de aroeira/ No lombo de quem mandou dar/ É a volta do cipó de aroeira/No lombo de quem mandou dar”.

Sim, chega o ano de 2022. Eleições (quase) gerais no Brasil. Preso injustamente por um juiz parcial e incompetente, mancomunado procuradores federais de igual índole, apedrejado por uma súcia raivosa, na imprensa, redes sociais ou fora delas, sobretudo, perseguido pelo governo Bolsonaro, que se revelou como um dos mais corruptos da história republicana, sobretudo por montar uma megamáquina de distribuir verbas públicas de um tal “orçamento secreto”, que ao fim e ao cabo financiou as eleições de parlamentares e governadores ligados a Jair Bolsonaro, cuja candidatura ganhou, por esses enormes abusos dos poderes econômico e político, ao absoluto arrepio da legislação pátria. Apesar de tudo, faltaram mais de dois milhões de votos a Bolsonaro e Lula venceu. Enfim, foi mesmo “…a volta do cipó de aroeira/No lombo de quem mandou dar”.

Envergando a faixa presidencial e com amplo apoio da sociedade brasileira, maior ainda do que os 51 milhões de eleitores que sufragaram a sua eleição, Lula tenta reconstruir, interna e externamente, a imagem do Brasil. É bem verdade que, nalguns momentos de empolgação ou de irrefletido improviso, tem dado alguns escorregos o que, todavia, não compromete o conjunto das realizações político-administrativas encetadas nestes mais de cem dias de governo.

Entre tantas coisas já realizadas e antes prometidas, o presidente Lula abraçou como propósito pessoal o desagravo ao laureado Chico Buarque e ao Estado português, pela inadmissível e gratuita desfeita perpetrada não apenas em face destes, mas, dos milhões de cidadãos cuja língua-mãe é o português de Camões.

E foi bonita a festa, pá: no belíssimo Palácio Nacional de Queluz, em Sintra, berço de tantos reis e rainhas lusitanos, inclusive do fundador do Estado brasileiro, Dom Pedro I. Enfim, a desfeita foi redimida nos belos discursos dos chefes de Estado dos países outorgantes da honraria, porém, mais belas foram as palavras e singela a oração de Chico Buarque, da qual, por imposição de espaço e de estilo, cito o mais significativo, quando ele lembra que, após quatro anos de espera, afirmou que, “…no que se refere ao meu país, quatro anos de um governo funesto duraram uma eternidade, porque foi um tempo em que o tempo parecia andar para trás. Aquele governo foi derrotado nas urnas, mas nem por isso podemos nos distrair, pois a ameaça fascista persiste, no Brasil como um pouco por toda parte. Hoje, porém, nesta tarde de celebração, reconforta-me lembrar que o ex-presidente teve a rara fineza de não sujar o diploma do meu Prêmio Camões, deixando seu espaço em branco para a assinatura do nosso presidente Lula. Recebo este prêmio menos como uma honraria pessoal, e mais como um desagravo a tantos autores e artistas brasileiros humilhados e ofendidos nesses últimos anos de estupidez e obscurantismo”.

Que dizer disso? Inteligência puríssima e líquida, adornada de refinado humor. No íntimo foi bom, imagina Chico, que Bolsonaro, aboletado na curul presidencial a comer franco com farofa esparramada pelo bucho abaixo, tenha cismado em não assinar o diploma e liberar o valor pecuniário que caberia ao Brasil, no “Camões”, embora, na arguta visão do literato agraciado, apenas o Bozo“…teve a rara fineza de não sujar o diploma do meu Prêmio Camões, deixando seu espaço em branco para a assinatura do nosso presidente Lula. ”

Induvidoso que a emoção mais legítima fê-lo esquecer que a fineza do troglodita Bolsonaro não é tão rara assim: mais fineza teve ele quando, batido nas urnas e choramingando como um meninozinho de má índole, resolveu não transmitir a faixa presidencial ao empossado presidente Lula, que aproveitou o muxoxo do Jair para subir a rampa do Palácio do Planalto, pela terceira vez, todavia, dessa feita, acompanhado de uma expressiva representação do povo brasileiro, inclusive o vetusto cacique Raoni, tudo em imagens de rara beleza levadas ao mundo.

Raríssima fineza, mestre Chico, foi também o Ogro da Cloroquina não sujar a faixa presidencial que simboliza a magistratura suprema do Estado brasileiro, para usar o linguajar de Cícero em tempos e glórias idos no mundo republicano na velha Roma. Nas monarquias, o chefe de Estado, rei, imperador, czar ou sultão, geralmente usa um cetro e uma coroa como representativos do seu poder. Já nas repúblicas, a materialização desse poder fixa-se numa estreita faixa de pano, geralmente pintada com as cores nacionais e adornada pelo brasão de armas. Algo assim bem singelo, sem ouro nem prata ou de outros finos metais e pedra preciosas.

No dia seguinte celebrar-se-ia a Revolução do Cravos, de 25 de abril de 1974, que arrancou a nação portuguesas das garras de uma sanguinária ditadura protofascista de 42 anos, sobre a qual Chico Buarque, a quem o próprio Luiz Vaz de Camões ou Fernando Pessoa, os dois maiores vates das terras lusitanas, gostariam de chamar “irmão”, escreveu belíssima canção, no trecho em que vaticina: “Sei que há léguas a nos separar/ Tanto mar, tanto mar/ Sei, também, quanto é preciso, pá/ Navegar, navegar/ Canta primavera, pá/ Cá estou carente/ Manda novamente/ Algum cheirinho de alecrim”. E o “cheirinho de alecrim” somente chegou por aqui em 1988, quando dada à luz a Constituição Cidadã que encerrou, cá também, as trevas de mais de duas décadas de sangue, suor, desespero e lágrimas.

Agora, ao perceber o ex-presidente Bolsonaro a (quase) vislumbrar o sol nascer quadrado pelas tantas piruetas que aprontou, certamente Chico Buarque, com um belo diploma debaixo do braço e 100 mil euros no bolso, vai cantarolando pelas ladeiras da velha Lisboa: ” Quando chegar o momento, esse meu sofrimento/ Vou cobrar com juros, juro/ Todo esse amor reprimido, esse grito contido/ Este samba no escuro/ Você que inventou a tristeza/ Ora, tenha a fineza de desinventar/ Você vai pagar e é dobrado/ Cada lágrima rolada nesse meu penar”.

Paulo Linhares é professor e advogado

Morre Juca Chaves, o “Menestrel Maldito”

Morreu na madrugada deste domingo (26), o músico, compositor e comediante Juca Chaves, aos 84 anos. Ele estava internado no Hospital São Rafael, em Salvador, capital da Bahia. Seu sepultamento ocorreu no próprio domingo.

Juca morava há décadas na Bahia (Foto: Denise Andrade)
Juca morava há décadas na Bahia (Foto: Denise Andrade)

“O Hospital São Rafael lamenta a morte do paciente Juca Chaves na noite deste sábado (25) devido a complicações de problemas respiratórios e se solidariza com a família e amigos por essa irreparável perda. O hospital também informa que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes”, disse em nota.

Juca Chaves nasceu Jurandyr Czaczkes Chaves, em 22 de outubro de 1938, no Rio de Janeiro. Formado em música clássica, ele já vivia há algumas décadas na capital baiana. Começou a carreira profissional em 1955, na TV Tupi, e chamava a atenção por um humor ácido e inteligente.

Era músico, compositor, humorista e crítico. Desde meados dos anos 60, seus trabalhos eram cercados por críticas sociais — o que o fez perseguido pela ditadura militar, forçando-o a viver seis anos fora do país, entre Portugal e Itália. Juca Chaves foi apelidado pelo poeta Vinícius de Moraes de “O Menestrel Maldito”.

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Morre Leno Azevedo, um dos grandes nomes da Jovem Guarda

Do Novo Notícias

Morreu nesta quinta-feira (8) aos 73 anos, o ícone da música potiguar e um dos maiores nomes da Jovem Guarda, o cantor e compositor Gileno Osório Wanderley de Azevedo, conhecido como Leno Azevedo, vítima de um câncer.

Leno tinha origem natalense e foi um ícone na Jovem Guarda (Foto: reprodução)
Leno tinha origem natalense e foi um ícone na Jovem Guarda (Foto: reprodução)

Em sua carreira de sucesso ainda consta a parceria junto à banda Renato e Seus Blue Caps. Interpretar a icônica canção “Pobre Menina”, em um duo com Lilian Knapp, também contribuiu para fazer ecoar a voz do potiguar por todo o Brasil.

Um dos seus grandes sucesso “Devolva-me”, também interpretado ao lado de Lilian – foi regravado por outros intérpretes como Adriana Calcanhotto.

Nascido em Natal, Leno tornou-se destaque da música nacional quando integrou o movimento Jovem Guarda, na década de 1960, sendo lembrado com um dos pioneiros do rock’n roll brasileiro, fazendo parcerias com grandes nomes do gênero, como o baiano Raul Seixas, com quem dividiu composições, vocal, produção e arranjos do álbum ‘Vida e Obra de Johnny McCartney’.

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Pé Direito celebra novo condomínio com show de Luiz Caldas

Neste sábado (3), às 16 horas, em Tibau, a Pé Direito Engenharia celebra a conclusão do condomínio Mar de Java, com praticamente 5 meses de antecedência. Ao mesmo tempo, mostrará novo projeto denominado de Mar de Capri e comemorará 8 anos de atividades.Luiz Caldas em show para celebrar entrega do conomínio Mar de Java da empresa Pé Direito Engenharia em Tibau - 03-12-2022

O evento terá como uma das principais atrações um show do cantor-compositor e multi-instrumentista Luiz Caldas.

O Mar de Java são 36 unidades de apartamentos que foram vendidas rapidamente, em apenas 30 dias,  com sistema de elevador, estação de tratamento de esgotos e varanda para o nascente. Outro diferencial do condomínio Mar de Java, destaca a Pé Direito, é o seu revestimento de ponta a ponta, garantindo durabilidade da edificação, conforto e uma maior praticidade em manutenção.

Já em relação ao Mar de Capri, será um complexo condominial que começa a ser construído a partir de agora.

A obra terá 48 apartamentos, a 200 metros da praia, com mais de 500m² de Área de Lazer, elevador, garagem privativa, e assim como o Mar de Java, totalmente revestido.

Nota do Canal BCS – Fui informado também que um dos diretores da Pé Direito, nosso amigo Diego Dantas, aniversaria nesta data. Portanto, uma série de boas novidades a ser exaltada. Saúde e paz, meu caro. Se der, esbarro por aí.

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No “Dia Mundial da Gentileza”, Toquinho faz show em Mossoró

No Dia Mundial da Gentileza, este domingo 13 de novembro, o músico-cantor-compositor Toquinho tem apresentação em Mossoró. Será a partir das 19 horas no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, ao lado da cantora Camilla Faustino. O artista vai listar uma série de sucessos dos mais de 50 anos de carreira, como “Tarde em Itapuã”, “Que Maravilha”, Regra Três”, ” Samba de Orly”e “Aquarela”.

Toquinho e Camilla fizeram apresentação nesse sábado em Campina Grande-PB, no Teatro Facisa (Foto: cedida)
Toquinho e Camilla fizeram apresentação nesse sábado em Campina Grande-PB, no Teatro Facisa, no Movimento Ser Gentil (Foto: cedida)

“Toquinho em dia de gentileza”, dentro do Movimento Ser Gentil, evento que a comunidade mossoroense abraçou em sintonia com o sentimento de inspirar a construção de um mundo mais gentil, é uma iniciativa do Instituto Gentil e conta, em Mossoró, com a parceria da Faculdade Católica, TCM Telecom e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

O Movimento Ser gentil nasceu no primeiro ano da pandemia – 2020 – como uma campanha de endomarketing da Gentil Negócios, empresa mantenedora do Instituto Gentil e gestora da marca O Boticário em Mossoró. O objetivo inicial foi desenvolver a empatia e avivar a esperança entre os colaboradores da empresa, em um momento de incertezas e com as lojas sendo fechadas diante do quadro catastrófico de Covid-19. Contudo, acabou tendo uma dimensão que extrapolou os limites do grupo e passou a ser uma iniciativa do Instituto Gentil para ser abraçado pela sociedade e manter viva a chama da empatia e da gentileza.

Ingressos são limitados e estão à disposição na plataforma digital Outgo (www.outgo.com.br).

Toquinho tem Camilla Faustino como convidada nas apresentações para o Instituto Gentil (Foto: divulgação)
Toquinho tem Camilla Faustino como convidada nas apresentações para o Instituto Gentil (Foto: divulgação)

Artistas

Antonio Pecci Filho é paulista, compositor, violonista e cantor. O apelido Toquinho surge da condição de ser o filho caçula e o acompanha desde a infância. Em 1970 compôs, com Jorge Ben Jor, seu primeiro grande sucesso, “Que Maravilha” e foi convidado por Vinicius de Moraes para participar de espetáculos em Buenos Aires, formando uma sólida parceria que durou onze anos. Toquinho soma mais de 120 canções, 25 discos e mais de mil espetáculos em sua trajetória.

Camilla Faustino nasceu em Goiânia/ GO e canta desde os 4 anos de idade. Aos 8 anos sua mãe passou a inscrevê-la em festivais de música. Participou em sua caminhada em programas de tv e festivais que fez o Brasil conhecer seu talento e faz com que ela seja considerada um talento da nova geração da nossa MPB.

Em 2016, Camilla passou a se apresentar como convidada especial nos shows do Toquinho, fazendo grande sucesso junto ao público pela sua performance e carisma.

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O adeus de Rolando Boldrin, um artista de muito talento

Boldrin era um ator em essência, que durante décadas encantou muitos com seu carisma (Foto: TV Cultura)
Boldrin era um ator em essência, que durante décadas encantou muitos com seu carisma (Foto: TV Cultura)

G1

O ator, cantor, compositor e apresentador da TV Cultura Rolando Boldrin morreu nesta quarta-feira (9) aos 86 anos, em São Paulo. A causa da morte não foi informada. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein havia dois meses.

Com mais de 60 anos de carreira na TV, Rolando Boldrin apresentou o programa musical “Sr. Brasil” por 17 anos. Com grandes sucessos, Boldrin se consagrou como um dos principais nomes do sertanejo do Brasil.

Um dos grandes sucessos de Boldrin na televisão foi o Som Brasil, que começou no rádio e estreou na TV Globo em 1981. O programa foi criado pelo próprio artista.

No Som Brasil, Rolando Boldrin contava causos, dançava e exibia peças teatrais e pequenos documentários. Mas o destaque eram as atrações musicais com forte apelo à cultura popular brasileira.

Boldrin também fez carreira na teledramaturgia. Como ator, Rolando atuou em mais de 30 novelas, como “O Direito de Nascer”, “As Pupilas do Senhor Reitor”, “Os Deuses Estão Mortos”, “Quero Viver”, “Mulheres de Areia”, “Os Inocentes”, “A Viagem”, “O Profeta”, “Roda de Fogo”, “Cara a Cara”, “Cavalo Amarelo” e “Os Imigrantes”.

Veja no vídeo abaixo o poema de Vinícius de Moraes, declamado por Boldrin: “Se eu morrer antes de você…”

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Toquinho em Mossoró

Toquinho fez longa temporada na Europa recentemente (Foto: Web)
Toquinho fez longa temporada na Europa recentemente (Foto: Web)

No dia 13 de novembro deste ano, o cantor-compositor-violonista Antonio Pecci Filho, “Toquinho” para os milhares de fãs, desembarcará em Mossoró.

Vai se apresentar no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.

Ele cumpriu longa temporada na Europa com seu novo show e vai premiar público mossoroense com esse espetáculo, dando giro musical de mais de 50 anos de carreira.

Toquinho gravou 85 discos, compôs mais de 500 músicas e fez cerca de 10 mil shows pelo Brasil e pelo exterior. Entre seus parceiros, ele tem na conta Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Jorge Ben Jor e Paulinho da Viola, por exemplo.

Noite para o deleite com “Aquarela”, “Tarde em Itapuã”, “Que maravilha”, “Regra três”, “Escravo da alegria”, “O caderno”, “Cotidiano n.º 2”, “Samba pra Vinicius” e outras canções.

Depois darei mais detalhes.

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A despedida do cantor e compositor Paulo Diniz

Do G1 PE

Morreu, nesta quarta-feira (22), o cantor e compositor Paulo Diniz, autor de músicas como “Pingos de Amor” e “Bahia Comigo” (veja vídeo acima). Pernambucano de Pesqueira, no Agreste, o artista faleceu em casa, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

Paulo Diniz em capa de disco nos anos 70 (Reprodução)
Paulo Diniz em capa de disco nos anos 70 (Reprodução)

De acordo com a produção de Paulo Diniz, a morte ocorreu por volta das 7h, em decorrência de causas naturais. O velório e enterro serão restritos para amigos e familiares e estão previstos para ocorrer na quinta-feira, às 10h. O local não foi divulgado.

Paulo Lira de Oliveira, nome de batismo de Paulo Diniz, deixou uma filha, duas enteadas e a esposa, Iluminata Rangel, além de três netos e dois bisnetos. Ele nasceu em Pesqueira, no dia 24 de janeiro de 1940.

O artista fez sucesso principalmente nos anos 1970, época em que morava no Rio de Janeiro, e onde compôs e lançou alguns de suas obras mais conhecidas. “Pingos de Amor”, lançada em 1971, chegou a ser regravada por diversos artistas, incluindo Paula Toller, do Kid Abelha, em 2000.

Um chope pra distrair

Paulo Diniz tinha 56 anos de carreira. Mudou-se para o Rio de Janeiro nos anos 1960, para trabalhar no rádio. Seu maior sucesso, “Pingos de Amor”, foi composto em parceria com o compositor Odibar, um grande parceiro de sua carreira.

“Pingos de Amor”, “O meu amor chorou”, “Capim da Lagoa”, “Um Chope pra Distrair”, “E agora José”, “Quero Voltar pra Bahia” e “Piri Piri”, entre muitos outros, fizeram parte de sua trilha de sucessos.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Djavan transborda em “Vesúvio” misturando o pop e seus clássicos

Djavan dirige o próprio Show (Foto: divulgação)
Djavan dirige o próprio Show (Foto: divulgação)

Um dos mais festejados artistas da música popular brasileira, Djavan chega a Natal no dia 20 de maio com o show “Vesúvio”,  vigésimo quarto álbum de sua carreira. Vai se apresentar às 21 horas no Teatro Riachuelo.

Além de canções do último trabalho, como os singles “Solitude”, “Vesúvio” e “Orquídea”, o repertório do espetáculo inclui também sucessos do alagoano, como “Se”, “Flor de Lis”, “Eu te devoro” e “Samurai”, entre outras.

“Estou sempre buscando novas motivações e para mim pareceu um desafio imenso fazer música pop neste momento, eu que normalmente em meus discos invisto na diversificação”, afirma Djavan.

– Quis fazer um disco pop também pelo momento em que estamos vivendo, nebuloso, de tanta incerteza no país e no mundo. Queria que a minha mensagem musical chegasse com mais facilidade, com mais fluidez, cristalina”, complementa.

Djavan apresenta uma nova banda composta por velhos companheiros como o guitarrista João Castilho e os pianistas Paulo Calasans e Renato Fonseca, e dois músicos novos, o baixista Marcelo Mariano e o baterista Felipe Alves, uma cozinha com um suingue ainda mais pop para a sua nova safra de canções.

É o próprio compositor quem assina a direção do espetáculo, que tem cenário de Suzane Queiroz, projeto de luz de Binho Schaefer e figurino de Roberta Stamato.

Canais de venda:

Bilheteria do Teatro: Shopping Midway Mall – Av. Nevaldo Rocha, 3775 – piso L3 (terça a sábado, das 14h às 20h)

Site: www.uhuu.com

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Cyro Robson estreia nessa segunda-feira na TV Tropical/Rede Record

Cyro Robson estreia na TV Tropical - Balanço Geral - 21-03-22É nesta segunda-feira (21) a estreia de Cyro Robson – o “Papinha” – em novo endereço televisivo: ele aparece na TV Tropical do Natal/Rede Record a partir das 11h50, como âncora do programa Balanço Geral.

Depois de cerca de 11 anos na TV Ponta Negra, Cyro Robson desponta na Tropical como uma das grandes apostas de audiência e comercial da emissora.

Na televisão anterior, ele foi seguidas vezes recordista de sintonia, transformando-se num fenômeno da comunicação.

Também radialista e cantor, além de um monte de coisas até chegar a retumbante sucesso, no dia 8 de junho de 2020, no projeto antiestresse Carlos Santos – Aos Vivos, a gente conversou e desnudou essa figura. Confira AQUI.

Parabéns, meu caro. Sei demais o quanto você merece tudo que tens recebido como benção de sua obstinação, trabalho e talento.

Veja a TV Tropical ao vivo AQUI.

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Lembrança da capital do Equador e do grande Zenilton

Sei lá o porquê, não sei mesmo. Mas, bateu-me à memória e acordei cantarolando em silêncio (sim, é possível) o refrão de uma música de duplo sentido, que fez parte de minha tenra juventude.

É “Mudança das capitais”, do sanfoneiro, cantor e compositor Zenilton (José Nilton Veras), 82, nascido em Afogados da Ingazeira (PE).

“(…) A capital do Equador é Quito; nunca mudou, é sempre Quito…”, cantava ele, lascivo, xote que agitava o arrasta-pé, além de ser uma bizarra aula de geografia.

Mestre do duplo sentido e do bom humor, para driblar a censura durante o regime militar o grande Zenilton – que é filho de um dentista do Exército – fazia os trocadilhos mais improváveis. Passava tudo pelos censores.

Num comparativo com as baixarias musicais infames que testemunhamos nesses tempos, tudo soava singelo.

Éramos também um pouco inocentes. Politicamente incorretos.

Saudosismo? Talvez, talvez!

Agora vou ouvir também “Milho cru”, “Buraqueira”, “Piqui”, “Eu sou comico”, “Todo mundo lá tem culpa”, O calouro não passou”, Eu sou budista”, “É só capim-canela”, “Centavos novos”, “Plantei a mandioca nela”, “A gente tem que ir”. De Zenilton, claro.

Recomendo. Antes, tire as crianças da sala.

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Fagner tem show agendado para o Teatro Riachuelo

Fagner: só sucessos (Foto: divulgação)
Fagner: só sucessos (Foto: divulgação)

Com realização da Opus Entretenimento, o cantor Fagner volta a Natal, em uma apresentação intimista, no dia 10 de dezembro, no Teatro Riachuelo.

No show o artista estará acompanhado pelo violonista cearense Cainã Cavalcanti, e no roteiro estarão os grandes sucessos de sua carreira.

Como costuma dizer, “Noventa por cento das músicas são composições conhecidas” que, certamente, contarão com a participação do público.

Serviço

Sexta-feira, 10 de dezembro, às 22h, no Teatro Riachuelo

Duração: 1h15min

Classificação: livre

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS:

Bilheteria do Teatro Riachuelo (Terça a sábado, das 16 às 20h) ou no site uhuul.com

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Bob & o Galalau, caricaturas de um Brasil que teima em não ser sério

O pistoleiro de araque e o cuspidor de berrante são caricaturas de um Brasil que teima em ser sério (Fotomontagem: BCS)
O pistoleiro de araque e o cuspidor de berrante são caricaturas de um Brasil que teima em não ser sério (Fotomontagem: BCS)

Por mais que tentem me convencer que o abilolado Roberto Jefferson fantasiado de pistoleiro e o galalau Sérgio Reis cuspindo berrante são ameaças a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e, a essa pseudodemocracia, não creio.

Em Brasília, podem tanger gado, mas jamais liderar gente.

Conta outra.

Leia também: Moraes proíbe Sérgio Reis de se aproximar do STF;

Leia também: Ex-deputado Roberto Jefferson é preso pela PF.

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Raí, do Saia Rodada, fará turnê nos Estados Unidos

Raí postou banner fazendo alusão à turnê (Reprodução Canal BCS)
Raí postou banner fazendo alusão à turnê (Reprodução Canal BCS)

Vocalista da banda Saia Rodada, originária de Caraúbas na região Oeste do Rio Grande do Norte, o vocalista Raí anuncia em seu Instagram que vai fazer turnê nos Estados Unidos.

O artista se apresentará no período de 10 a 12 e 17 a 19 de setembro de 2021.

Não acrescentou maiores detalhes, o que certamente o fará adiante.

“Alô, turma dos Estados Unidos: o negão passando aqui pra avisar que estamos chegando, hein!? Uma mega turnê que vai ficar pra história!”, proclamou o artista que só nessa plataforma virtual na Internet possui mais de 3,6 milhões de seguidores.

Nota do Blog – Confesso que não acompanho a carreira do Raí e não tenho no gênero musical que ele é destaque, minha predileção, mas sou sempre entusiasta de quem vence pelo trabalho, por quem é um sucesso pelo talento e inspira tanta gente.

Bom demais, cara!

Bravo!

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Letra e Música – 217 (Na hora do almoço)

Reynaldo Bessa, com longos anos na estrada musical e na pauliceia desvairada (São Paulo é um mundo!), nos traz uma releitura para clássico da Música Popular Brasileira (MPB).

Ele coloca à mesa Na hora do almoço, de Belchior, uma entrada apetitosa do próximo CD – Reynaldo Bessa & Os psicodélicos da Tia Lalinha – a ser lançado em maio. Todo seu conteúdo é autoral, à exceção dessa obra do artista cearense, e foi gravado nos estúdios da Play it Again – São Paulo – SP (setembro de 2020 a fevereiro de 2021).

Lançada em 1974, no Long Play (LP) “A palo seco“, essa canção materializa uma vontade antiga de Reynaldo cantor, compositor, escritor e poeta, que desenhava sua carreira artística em Mossoró no início dos anos 80.

“Eu sempre quis gravar o Belchior. Mas, eu não conseguia, não havia jeito (…). A influência dele é tão grande em minha vida que eu não conseguia encontrar a minha própria voz”, justifica. Agora, a mesa está posta. Desfrute dessa canção em nossa série Letra e Música:

Na hora do almoço

No centro da sala,
Diante da mesa,
No fundo do prato,
Comida e tristeza.
A gente se olha,
Se toca e se cala
E se desentende
No instante em que fala.

Cada um guarda mais o seu segredo,
Sua mão fechada
Sua boca aberta
Seu peito deserto,
Sua mão parada,
Lacrada,
Selada,
Molhada de medo.

Pai na cabeceira: É hora do almoço.
Minha mãe me chama: É hora do almoço.
Minha irmã mais nova, negra cabeleira…
Minha avó me chama: É hora do almoço.

… E eu inda sou bem moço
Pra tanta tristeza.
Deixemos de coisas,
Cuidemos da vida,
Se não chega a morte
Ou coisa parecida,
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
Ou coisa parecida aparecida.

Veja série completa da seção Letra e Música clicando AQUI.

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