Neste minuto, como ocorre em parte do meu tempo, aqui me ponho frente o computador redigindo e escutando uma de minhas playlists favoritas. E embora seja melhor ouvir, que tal falarmos um pouco sobre música?
Pode ser um Raul Seixas (Ed Mota, não!) num desses dias em que me encontro inclinado para o pop rock nacional. Também gosto de música americana de vários estilos e épocas. Além, claro, de alguns compositores como Schubert, Debussy, Stravinsky. Esses eu guardo numa caixinha de nome “Produtos Zen”, para quando estou em momentos extramurais, fumando um charuto de metáforas.
Depois da literatura, portanto, música é a lombra salutar de que me permito usufruir com algumas doses de um cafezinho. Ambos aquecem e motivam o espírito deste colecionador de palavras e melodias. Palavras são a essência da literatura. A música é a maternidade das palavras. Ao menos é o que acho.
Um tal de Wolfgang Amadeus Mozart, compositor austríaco, já apregoava que a poesia tem de ser a filha obediente da música. Há quem afirme que é o contrário. Eu, particularmente, prefiro não me engalfinhar nisso.
Fico aqui em meu aconchego, neste cantinho, saboreando muitas dessas canções que ninguém fez para mim. À exceção do poeta cantador Genildo Costa, que musicou uns quatro ou cinco poemas de minha cuca, entre os quais o estrondoso fenômeno “Caminhos Opostos”, com quase dez CDs vendidos. Não é pouca coisa. Pois se trata de um artista outsider, distante dos holofotes da grande mídia.
Agora ouço um tanto do grande Belchior, do qual vai rolando a faixa “Tudo Outra Vez”. Um pouco antes passaram por aqui a Elza Soares e a Gal Costa. Não. Rita Lee ainda não apareceu. Deve estar em outra playlist.
Curto também o choque de gerações. Tenho um gosto eclético, quiçá promíscuo. Daí aprecio artistas insuperáveis como Michael Jackson, Nelson Gonçalves, Elvis Presley, Frank Sinatra, Vicente Celestino, Tim Maia, Caetano, Chico Buarque, Elton John, Lady Gaga, Amy Winehouse, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso. Ah, são tantos e tão bons que me parece ser um risco deitar nomes.
Mas quem, enfim, deseja conhecer o meu gosto musical? É provável, sendo otimista, que pouca gente. Ou, pensando melhor, ninguém. No entanto eu daria todo o meu exercício literário por uma voz e um palco para cantar. Aí a minha alma, como na letra de Gilberto Gil, teria um cheirinho bom de talco.
Depois de residir por quase uma década em Brasília, onde exercia a profissão de motorista de ônibus urbanos, meu irmão José Afonso, recentemente falecido, e esposa Maria José, fizeram o caminho de volta para Mossoró, com a família aumentada em mais quatro filhos, dois meninos e duas meninas. Como não poderia ser de outra maneira, logo que retornou saiu à cata de emprego. Com o seu currículo estampado na própria Carteira de Trabalho e Previdência Social, a famosa CTPS tão importante para os trabalhadores, ela exibia várias anotações de contratos de trabalho como motorista de ônibus. E não foi difícil conseguir um emprego semelhante, porém, com remuneração bem inferior, de salário-mínimo.
Começou logo a trabalhar e chamado ao Departamento de Pessoal lhe foi pedida a CTPS para anotações do contrato de trabalho. Inopinadamente ele recusou-se a entregar tal documento, para maior surpresa do patrão e outros empregados. Expôs o motivo, exagerado como sempre: “não quero manchar a minha carteira com esse salário mixuruca! ” E continuou por algum tempo no emprego, porém, “sem ser fichado na carteira”, em linguagem popular.
Esse episódio me veio à mente com a notícia de que, finalmente, o escritor, poeta e compositor de MPB, Francisco Buarque de Hollanda, iria receber o “Prêmio Camões”, que lhe fora outorgado em 2019, das mãos dos presidentes da República do Brasil e de Portugal, respectivamente, Luiz Inácio Lula da Silva e Marcelo Rebelo de Sousa. Maior honraria literária que se confere a autores lusófonos, o “Camões”, pelos Governos de Portugal e do Brasil, em1988, no objetivo de fortalecer os laços culturais entre os diversos países de fala camoniana e, por via de consequência, o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da Língua Portuguesa.
Desde a sua primeira edição, em 1989, esse significativo prêmio literário teve 34 laureados, a começar com o escritor Miguel Torga e passando pelos poetas, o brasileiro João Cabral de Melo Neto, o moçambicano José Craveirinha, o romancista luso Virgílio Ferreira, a romancista e memorialista brasileira Rachel de Queiroz, seguindo por Jorge Amado e o Nobel de Literatura, José Saramago, além de vários nomes da literatura de língua Portuguesa, criteriosamente escolhidos por um júri de 6 membros, dos quais o Brasil indica 2 e Portugal 2, sendo os outros 2 indicados pelos governos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Aliás, pela qualidade dos agraciados, percebe-se quão criteriosas têm sido suas as escolhas.
Aliás, o mesmo não se pode dizer acerca do Prêmio Nobel de Literatura, conferido pela Fundação que leva o nome de seu instituidor, o empresário e cientista sueco Alfred Nobel, cuja grande contribuição, no campo da Química, foi ter inventado a dinamite em suas diversas variante, além dos acessórios dessa que passou a ser uma grande ferramenta para a engenharia, mas, também, com pernicioso uso militar, registrando 355 patentes e acumulando enorme fortuna através de 90 fábricas de produtos químicos espalhadas pelo mundo.
O Nobel de Literatura tem-se notabilizado mais pelas enormes injustiças que acumula ano a ano, olvidando olimpicamente uma enorme plêiade de gênios da literatura universal, em especial os do chamado Terceiro Mundo, a exemplo do Brasil que jamais emplacou um dos seus, embora o pequeno Chile tenha cravado dois (os poetas Gabriela Mistral e Pablo Neruda).
O prêmio Camões consiste em vultosa quantia pecuniária paga paritariamente pelos dois países instituidores e fixada anualmente por eles – atualmente é de 100.000 euros -, além de um diploma firmado pelos dois chefes de Estado. E foi aí que deu “B.O.” quando Chico Buarque foi escolhido. Com efeito, seria muito difícil uma escolha melhor, dada a sua brilhante atuação em vários domínios artísticos, seja na música, na poesia, no romance e no teatro.
Brilhante numas e mediano noutras, contudo, jamais medíocre em qualquer delas: o chefe de Estado brasileiro à época, Jair Bolsonaro, cismou e se recusou a outorgar o diploma e liberar a quantia que cabia ao Brasil, tudo alimentado por ridículo, bolorento e mendaz ranço ideológico somente cabível no círculo do reacionarismo autoritário de raízes nazifascistas que reúne a truculenta extrema-direita rediviva, nestas últimas duas décadas, nestas terras de Pindorama.
Na relação entre dois Estados soberanos acerca de um tema, se um não quer, o outro se aquieta; “não rola” como se diz em linguagem de hoje. Assim, o Estado português manteve-se em obsequioso silêncio, por amor da liturgia político-diplomática, algo que jamais passou pela diminuta cabeça de Jair Bolsonaro. Por seu turno, o grande Chico Buarque, patrimônio intangível da civilização lusófona, manteve “cool”, pois, sábio, sabia que enquanto o mundo gira a Lusitana roda… E não a se referir àquele meio bobo anúncio comercial tão conhecido nos dois lado do velho Atlântico, mas, como a História é caprichosa e faz imanente o tão bem traduz trecho da apreciada canção de Geraldo Vandré: “Marinheiro, marinheiro/ Quero ver você no mar/ eu também sou marinheiro/ Eu também sei governar/ Madeira de dar em doido/ Vai descer até quebrar/ É a volta do cipó de aroeira/ No lombo de quem mandou dar/ É a volta do cipó de aroeira/No lombo de quem mandou dar”.
Sim, chega o ano de 2022. Eleições (quase) gerais no Brasil. Preso injustamente por um juiz parcial e incompetente, mancomunado procuradores federais de igual índole, apedrejado por uma súcia raivosa, na imprensa, redes sociais ou fora delas, sobretudo, perseguido pelo governo Bolsonaro, que se revelou como um dos mais corruptos da história republicana, sobretudo por montar uma megamáquina de distribuir verbas públicas de um tal “orçamento secreto”, que ao fim e ao cabo financiou as eleições de parlamentares e governadores ligados a Jair Bolsonaro, cuja candidatura ganhou, por esses enormes abusos dos poderes econômico e político, ao absoluto arrepio da legislação pátria. Apesar de tudo, faltaram mais de dois milhões de votos a Bolsonaro e Lula venceu. Enfim, foi mesmo “…a volta do cipó de aroeira/No lombo de quem mandou dar”.
Envergando a faixa presidencial e com amplo apoio da sociedade brasileira, maior ainda do que os 51 milhões de eleitores que sufragaram a sua eleição, Lula tenta reconstruir, interna e externamente, a imagem do Brasil. É bem verdade que, nalguns momentos de empolgação ou de irrefletido improviso, tem dado alguns escorregos o que, todavia, não compromete o conjunto das realizações político-administrativas encetadas nestes mais de cem dias de governo.
Entre tantas coisas já realizadas e antes prometidas, o presidente Lula abraçou como propósito pessoal o desagravo ao laureado Chico Buarque e ao Estado português, pela inadmissível e gratuita desfeita perpetrada não apenas em face destes, mas, dos milhões de cidadãos cuja língua-mãe é o português de Camões.
E foi bonita a festa, pá: no belíssimo Palácio Nacional de Queluz, em Sintra, berço de tantos reis e rainhas lusitanos, inclusive do fundador do Estado brasileiro, Dom Pedro I. Enfim, a desfeita foi redimida nos belos discursos dos chefes de Estado dos países outorgantes da honraria, porém, mais belas foram as palavras e singela a oração de Chico Buarque, da qual, por imposição de espaço e de estilo, cito o mais significativo, quando ele lembra que, após quatro anos de espera, afirmou que, “…no que se refere ao meu país, quatro anos de um governo funesto duraram uma eternidade, porque foi um tempo em que o tempo parecia andar para trás. Aquele governo foi derrotado nas urnas, mas nem por isso podemos nos distrair, pois a ameaça fascista persiste, no Brasil como um pouco por toda parte. Hoje, porém, nesta tarde de celebração, reconforta-me lembrar que o ex-presidente teve a rara fineza de não sujar o diploma do meu Prêmio Camões, deixando seu espaço em branco para a assinatura do nosso presidente Lula. Recebo este prêmio menos como uma honraria pessoal, e mais como um desagravo a tantos autores e artistas brasileiros humilhados e ofendidos nesses últimos anos de estupidez e obscurantismo”.
Que dizer disso? Inteligência puríssima e líquida, adornada de refinado humor. No íntimo foi bom, imagina Chico, que Bolsonaro, aboletado na curul presidencial a comer franco com farofa esparramada pelo bucho abaixo, tenha cismado em não assinar o diploma e liberar o valor pecuniário que caberia ao Brasil, no “Camões”, embora, na arguta visão do literato agraciado, apenas o Bozo“…teve a rara fineza de não sujar o diploma do meu Prêmio Camões, deixando seu espaço em branco para a assinatura do nosso presidente Lula. ”
Induvidoso que a emoção mais legítima fê-lo esquecer que a fineza do troglodita Bolsonaro não é tão rara assim: mais fineza teve ele quando, batido nas urnas e choramingando como um meninozinho de má índole, resolveu não transmitir a faixa presidencial ao empossado presidente Lula, que aproveitou o muxoxo do Jair para subir a rampa do Palácio do Planalto, pela terceira vez, todavia, dessa feita, acompanhado de uma expressiva representação do povo brasileiro, inclusive o vetusto cacique Raoni, tudo em imagens de rara beleza levadas ao mundo.
Raríssima fineza, mestre Chico, foi também o Ogro da Cloroquina não sujar a faixa presidencial que simboliza a magistratura suprema do Estado brasileiro, para usar o linguajar de Cícero em tempos e glórias idos no mundo republicano na velha Roma. Nas monarquias, o chefe de Estado, rei, imperador, czar ou sultão, geralmente usa um cetro e uma coroa como representativos do seu poder. Já nas repúblicas, a materialização desse poder fixa-se numa estreita faixa de pano, geralmente pintada com as cores nacionais e adornada pelo brasão de armas. Algo assim bem singelo, sem ouro nem prata ou de outros finos metais e pedra preciosas.
No dia seguinte celebrar-se-ia a Revolução do Cravos, de 25 de abril de 1974, que arrancou a nação portuguesas das garras de uma sanguinária ditadura protofascista de 42 anos, sobre a qual Chico Buarque, a quem o próprio Luiz Vaz de Camões ou Fernando Pessoa, os dois maiores vates das terras lusitanas, gostariam de chamar “irmão”, escreveu belíssima canção, no trecho em que vaticina: “Sei que há léguas a nos separar/ Tanto mar, tanto mar/ Sei, também, quanto é preciso, pá/ Navegar, navegar/ Canta primavera, pá/ Cá estou carente/ Manda novamente/ Algum cheirinho de alecrim”. E o “cheirinho de alecrim” somente chegou por aqui em 1988, quando dada à luz a Constituição Cidadã que encerrou, cá também, as trevas de mais de duas décadas de sangue, suor, desespero e lágrimas.
Agora, ao perceber o ex-presidente Bolsonaro a (quase) vislumbrar o sol nascer quadrado pelas tantas piruetas que aprontou, certamente Chico Buarque, com um belo diploma debaixo do braço e 100 mil euros no bolso, vai cantarolando pelas ladeiras da velha Lisboa: ” Quando chegar o momento, esse meu sofrimento/ Vou cobrar com juros, juro/ Todo esse amor reprimido, esse grito contido/ Este samba no escuro/ Você que inventou a tristeza/ Ora, tenha a fineza de desinventar/ Você vai pagar e é dobrado/ Cada lágrima rolada nesse meu penar”.
Embora seja uma das mais antigas e consideradas profissões, nenhuma outra mostrou-se tão polêmica ao longo dos tempos quanto a advocacia. A história registra momentos de alternância entre prestígio e perseguição aos advogados. Enaltecida ou execrada, conforme a época e as circunstâncias, a advocacia foi chamada por Marco Túlio Cícero como um “nobre e régio labor”, e por Robespierre “o amparo da inocência”.
Pouco tempo depois da Revolução Francesa, Napoleão Bonaparte passou a perseguir os causídicos, costumando dizer, no melhor estilo de sua formação militar e autoritária, que “os juízes distorcem a lei e os advogados a matam”. Frederico II, da Prússia, pretendeu abolir a profissão em seu país, o que, evidentemente, não conseguiu.
Francisco Petrarca, célebre poeta medieval italiano, disse não pretender advogar para não seguir uma carreira que não deixava alternativa entre “ser desonesto ou parecer ignorante”. De Santo Ivo, ilustre patrono da classe, advogado dos humildes e miseráveis, a quem defendia sem nada cobrar, costumava dizer-se: “Santo Ivo era bretão, Advogado, honesto, não ladrão Coisa de admiração!”.
A literatura saxônica guarda páginas desalentosas sobre os advogados, tendo o bardo Shakespeare escrito uma frase reativa à categoria: “A primeira coisa que devemos fazer é matar os advogados” (Henrique VI, Ato IV, cena 11). Outro blague vem num insólito diálogo entre Hamlet e Horácio, perante o crânio anônimo, perfazendo um insulto ao perguntar: “Não será porventura a caveira de um advogado? Onde estão agora as suas cavilações, os seus sofismas, o seu casuísmo, as suas usurpações e as suas trapaças?” (Ato V. Cena I).
Em que pese as críticas, os valores humanitários mais defendidos, como democracia, liberdade e dignidade, são contribuições de célebres advogados. Em memória mais próxima, cabe lembrar os americanos Thomas Jefferson, George Washington, Abraham Lincoln; e na história brasileira José Bonifácio, Rui Barbosa, Sobral Pinto, Affonso Arinos, Raymundo Faoro, Seabra Fagundes.
No Brasil, a execração de advogados criminalistas é prática comum, associando-os equivocadamente aos seus clientes. O célebre Evaristo de Morais Filho foi muito atacado por ter defendido o presidente Collor; Roberto Podval foi ameaçado, por ter aceito a defesa do casal Nardone; Márcio Thomaz Bastos morreu com a indevida pecha de ter defendido Carlinhos Cachoeira…
Nada mais perigoso para o Estado de Direito do que o vilipêndio aos profissionais que estão nas trincheiras da democracia, garantindo o direito de defesa dos acusados. Embora odiando advogados, Moro e Joaquim Barbosa se inscreveram na Ordem dos Advogados, o que parece ser um paradoxo… Aos que defenestram a advocacia, lembro Carnelutti, “a essência, a dificuldade, a nobreza da advocacia é esta: sentar-se sobre o último degrau da escada, ao lado do acusado, quando todos o apontam”.
Como a “Geni” descrita por Chico Buarque, apesar de enxovalhado por muitos, ao advogado cabe “defender a cidade do Comandante do Zepelim gigante”, atendendo aos contritos pedidos feitos pelo “prefeito de joelhos, bispo de olhos vermelhos, e o banqueiro com um milhão”. Após a sua dedicação, e já afastada a ameaça, volta-se contra ele a turba a desferir-lhe impropérios de desvalia.
Tenha você, advogada e advogado, orgulho da sua profissão. Ave, advocati!
Sei que dirão, decerto poucos, visto que meu círculo de leitores é tão largo quanto o buraco de uma agulha, que estou politicando. Que digam. Não tem problema. É isso mesmo. Somos essencialmente políticos, frase de cujo autor (perdoem minha memória de Sonrisal em copo d’água) não recordo.
Hoje discorrerei sobre esta área pantanosa. Pensem o que quiserem. A verdade, senhoras e senhores, é que tudo está impregnado de política. Há política em todos os âmbitos e esferas; política no seio das famílias, política nas artes, na literatura, política nos relacionamentos amorosos, nas uniões interesseiras, no âmago das religiões e, lógico, no pior de todos os segmentos: a zona partidária, onde o percentual de percevejos sociais travestidos de mulheres e homens públicos é quase metastático. Contudo (ouso afiançar) existem raras e honrosas exceções.Todo este circunlóquio é para lhes dizer, como na canção do Chico Buarque, que “a coisa aqui tá preta”. Mas não estou contando novidade alguma e o verso do compositor soa redundante. Acrescento, e sem conotação racial, que a coisa está pior que preta. Posto que agora, minhas senhoras e meus senhores, a Coisa (com inicial maiúscula) tem olhos verdes e esbugalhados. Ou seriam azuis? Digamos, à maneira dos poetas parnasianos, que os olhos são garços, agateados.
Sim, meus gentis e parcos leitores, aqueles são os olhos demoníacos de uma criatura sem compaixão, empatia, escarnecedora da penúria em que vive grande parcela dos seus compatriotas. Tais olhos, introjetados de peçonha e desamor, têm sido maléficos, deletérios a este “país tropical, abençoado por Deus”, como diz um outro compositor carioca. Olhos que secretam o mal.
Hoje, infelizmente, o povo humilde e carente desta pátria de chuteiras voltou a comer o pão que o diabo amassou, conforme o ditado. Ou, em muitos lares, nem isso. Porque o preço do pãozinho, mesmo aquele da véspera, está pela hora da morte. Os víveres, de um modo geral, estão nos custando os olhos da cara. Isto sem falarmos nos combustíveis automotivos, na pena d’água, na tarifa de luz, no gás de cozinha. Este último, com o preço tão inacessível, mais parece um satélite doméstico na estratosfera da baratinada economia brasileira. Muitas famílias retroagiram e estão cozinhando à lenha. Quando há o que cozinhar, naturalmente.
A mendicância tomou os canteiros, ocupa logradouros, faz blitz nos semáforos, estira a mão súplice: “Uma ajudinha, pelo amor de Deus!” São pessoas desvalidas, privadas da mínima condição de subsistência e dignidade, sofrendo humilhações, curtindo fome. E fome dói, senhoras e senhores. Maltrata sobremodo, faz definhar o corpo quanto o espírito, inviabiliza projetos, sonhos.
Sem coitadismo, sei do que estou falando. Nada conjecturo ou presumo. Digo o que digo com propriedade, conhecimento de causa. Não devemos nos envergonhar da nossa história e origens. Não se estas não são motivo de vergonha. A fome, que sempre foi dramática entre nós, ressurge ainda pior. Muito pior. Recrudesceu, retornou à pauta da grande imprensa, agravada. E o pivô desse agravamento, de olhos esverdeados, faz pouco-caso do infortúnio dos miseráveis.
Pensando melhor, creio que a referida Coisa merece receber o artigo masculino singular. Logo, feita esta mutação de gênero, temos no Brasil, aboletado nos píncaros do poder central, o Coisa, ser malévolo que se harmoniza de forma perfeita com o adjetivo ruim. Destarte, outra vez reformulando a nomenclatura do dito-cujo, temos aqui o Coisa-Ruim, palavrinha composta e bem mais apropriada. Não se trata de um batismo original, considerando que esta é uma das várias definições atribuídas ao demônio supremo Satanás, ou Lúcifer, como quiserem.
ENTÃO, SENHORAS E SENHORES, de paletó e gravata caros, olhos garços, esbugalhados, arma no cós e enxofre na língua, mas sem o clássico rabo com seta na ponta nem chifres (não que se saiba), o Coisa-Ruim lançou o Brasil num precipício econômico e social que resulta no estarrecimento e perplexidade do mundo todo. Acho até que o famoso letreiro do “lábaro estrelado” precisa sofrer uma constrangedora atualização, modificando-o para “desordem e retrocesso”.
Olhemos à volta, minhas senhoras e senhores. Mas olhemos sem paixões políticas nem ranço, sem os antolhos do partidarismo de esquerda ou direita, sem a retórica do petismo ou do lulismo. Contemplemos as axilas de pontes e viadutos por toda parte deste país, as calçadas das lojas durante a madrugada, sob marquises e toldos. Aí veremos, senhoras e senhores, os nossos semelhantes, uma miríade de sem-teto, quantidade ora duplicada, senão triplicada. São aquelas pessoas engolidas pela desigualdade social e pelo modus operandi desse governo irascível, antidemocrático, truculento, apologista da ditadura e intimidador de jornalistas.
Perdoem a vulgaridade da expressão, mas o brasileiro está vendendo o almoço para comprar o jantar. Logicamente estou me referindo às camadas baixa e subterrânea do nosso povo. Muita gente que se encontrava em cima, ou não muito embaixo, desceu, está ao rés do chão.
Outros mudaram daí para um subsolo financeiro, ameaçados pela miséria absoluta, na iminência de perderem seus lares e passarem a coabitar os sovacos de pontes e viadutos, expostos sob marquises e toldos, disputando espaço com aquele mundaréu de sem-teto a que me referi.
Além do caos da pandemia, cujo número de vítimas no Brasil pelo coronavírus logo atingirá os quinhentos mil mortos, padecemos com o flagelo de uma política voltada para o benefício de ricos e ricaços.
A gente humilde, senhoras e senhores, está ao deus-dará, de pires na mão. Falta-lhes o básico do básico. Raimundo vendeu o televisor para comprar comida, pois ele e a esposa estão desempregados e têm duas crianças entre os oito e dez anos de idade. Maria Lúcia, jovem mãe viúva, desempregada e também com duas crianças para oferecer alimento, vendeu o guarda-roupa e o sofá.
Sim, senhoras e senhores, as famílias pobres deste grande país estão entre a cruz e a espada, de bolsos e geladeiras vazios.
Aqui no meu subúrbio, a dois quarteirões da minha casa, conheço outro casal, este com três filhos pequenos, ele auxiliar de pedreiro e ela cuidadora de idosos, ambos na mesma situação de desemprego, que ilustra muito bem este cenário aflitivo. Topei com ambos na última sexta-feira, por volta das oito horas, quando fui à calçada colocar o lixo, pois era o dia do caminhão da prefeitura passar realizando a última coleta da semana. Então o referido casal me abordou.
— Bom dia, patrão! — disse o homem.
— Bom dia! — respondi de imediato.
Imaginem uma coisa dessas, senhoras e senhores: súbito fui elevado à categoria de patrão. Somente pela força das circunstâncias difíceis por que passam aquelas pessoas. Interromperam a trajetória a fim de saber se eu não gostaria de mandar limpar meu quintal e o mato que brota abundantemente do meio-fio e das várias lacunas distribuídas ao longo do piso avariado da minha calçada.
Em tempo, senhoras e senhores, informo que o casal estava guiando uma pequena carroça, puxada por um burrinho magro.
— Faço o serviço por um preço bom.
— E qual seria esse preço bom?
— Barato, senhor: cinquenta reais.
Estimo que o homem, de barba e cabelo crescidos, tenha algo em torno dos quarenta anos de idade. Exibia no rosto afogueado os reflexos de uma vida severina, como no poema do João Cabral de Melo Neto.
Conheço aquele cidadão de vista, como já mencionei. Especialmente porque uns três anos antes o vi literalmente com a mão na massa, trabalhando com um pedreiro que meu vizinho da frente contratara para realizar uma reforma em sua residência. Observei que naquele tempo o hoje carroceiro possuía um carro. Veículo popular e bem usado, é verdade, mas um carro. Estacionava o seu transporte margeando a minha calçada, livrando só o espaço do meu portão maior.
— Tudo bem. Pode fazer o serviço.
— Graças a Deus! Vou deixar minha esposa em casa, aqui perto, e volto logo. Estávamos há dias sem ganhar um tostão.
— Eu me lembro de você trabalhando como auxiliar de pedreiro, aí na casa da frente. Você parava seu carro aqui do lado.
— Pois é. A situação tá complicada; o ramo de servente de pedreiro caiu muito. Tive que vender o carro e comprei essa carroça.
Antes do meio-dia, usando máscara (solicitação minha) e dispondo de uma enxada, uma pá e um vassourão de piaçava, ele deu cabo da limpeza. Pôs todo o mato sobre a carroça para despejá-lo não sei onde.
Limpar quintal, assim na enxada, é tarefa que hoje não posso mais abraçar devido ao meu espinhaço talvez acometido por uma hérnia de disco. Paguei os cinquenta dinheiros cobrados e Francisco (eis o nome do rapaz) pediu que eu agendasse o número do celular dele para alguma outra necessidade.
— Obrigado, patrão! Até a próxima.
— Não precisa agradecer, Francisco.
Não posso contar vantagem, devo salientar, mas é assim que muitos se encontram: às cegas, lutando pelo pão de cada dia.
Enquanto isso, na Sala de Injustiça do Palácio do Planalto, os Superamigos da verba pública, capitaneados pelo Coisa-Ruim, deitam e rolam. Quanto à fome do povo, apenas zombam e gargalham feito o Coringa.
(em homenagem ao meu educador musical, meu pai, Ary Araújo)
Por Marcos Araújo
Um dia depois de fazer 28 anos, em 1972, após voltar de uma festa, o escritor e compositor Torquato Neto trancou-se no banheiro e abriu o gás. Antes do suicídio, deixou uma carta em que dizia não conseguir acompanhar a marcha do progresso, e que seria melhor morrer porque tinha muita saudade do Rio de Janeiro do passado. Caetano Veloso, amigo de longas datas, compungido por essa perda, compôs em sua homenagem a música “Cajuina”.
Tirante o suicídio, faço minhas as palavras do poeta Torquato Neto: não consigo acompanhar a marcha do progresso e tenho sentido uma nostálgica saudade do passado. Especialmente, quando se trata de música…
Fui educado musicalmente pelo meu pai, que me apresentou, logo nos primeiros balanços de ninar, a Francisco Alves, Lupicínio Rodrigues, Adelino Moreira, Moacyr Franco, Antônio Maria, Nelson Gonçalves, Ataulfo Alves, Nelson Cavaquinho, Herivelto Martins, dentre outros. As canções de sua preferência traduziam um conteúdo autêntico da alma humana: amor, alegria, ódio, traição, esperança, vingança…
De Lupicínio Rodrigues, numa composição feita para relatar uma infidelidade, meu pai interpretava com voz grave o desejo de “Vingança”: “mas, enquanto houver força no meu peito, eu não quero mais nada, e pra todos os santos vingança, vingança, clamar (…)”. Noutra interpretação pungente, de olhos rútilos para o infinito, evocava a descrição de uma linda musa, inalcançável à minha vista de criança, que tinha “seus cabelos nos ombros caídos, negros como a noite que não tem luar, seus lábios de rosa para mim sorrindo, e a doce meiguice desse seu olhar.” (Índia, de Manuel Ortiz, interpretada por Cascatinhas e Inhana).
Através da musicalidade interpretativa do meu pai também fui iniciado no sentimento do amor adolescente, que perde sua primeira namorada na “estrada longa da vida”, e por ela vai chorando a sua dor, “igual a uma borboleta, vagando triste por sobre a flor, seu nome sempre em meus lábios, irei chamando por onde for.” (Meu primeiro amor, canção de Herminio Gimenez, com versão brasileira de José Fortuna).
Pós-adolescente, fui influenciado por Chico Buarque e suas crônicas sociais musicadas (Meu guri, Geni e o Zepelim, Gente humilde), e, fundamentalmente, o seu protesto político (Cálice e Apesar de você).
Inoculei-me do vírus da resistência à ditadura militar e à censura contra as diversas formas de expressões artísticas, entoando civicamente “Pra não dizer que não falei das flores”, composta pelo paraibano Geraldo Vandré, alinhando-se entre os que não foram às armas, mas se puseram no front fictício à disposição do país, por saber que, “Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer”.
Sem querer ficar apenas no “apartamento com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar”, fui investido da contestação e da rebeldia de Raul Seixas, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, dentre muitos outros. Até a sutileza e o pseudo romantismo de uma balada como “Doce, Doce Amor”, letra de Raul Seixas para Jerry Adriani, era um protesto, uma metáfora para o AI-5. O “doce amor” perdido na canção é uma referência às liberdades individuais e à democracia. (Está fazendo uma semana que, sem mais e nem menos, eu perdi você. / Mas não sei determinar ao certo qual foi a razão, meu bem. Vem me dizer)
Mais tarde veio a revolta de Renato Russo, Cazuza, Flávio Leandro com “Chuva de honestidade”, e o esbravejo contra a dominação sulista em “cidadão” e “triste partida”.
Agora, na maturidade, chego ao fim dos meus dias tendo que ouvir nas emissoras de rádios e entre os meus circunstantes que veraneiam, o som altíssimo de “Rita”, “Letícia” e “Jenifer”. Rita, “aquela desgramada”, a quem se perdoou “a facada”, sua irmã Letícia, que foi “embora com um mototaxista”, juntaram-se a Jenifer, aquela que foi encontrada no Tinder, e formaram o trio de mulheres mais conhecidas do país no momento. Ainda tem o “amor de rapariga” e a traição por apenas “cinquenta reais”.
Como se sabe, a música é apenas uma forma de manifestação cultural, sendo ela o retrato do comportamento, da cultura, da estética, gostos, tendências e das mudanças sociais do momento.
Se Chega de Saudade, de Tom Jobim e Vinicius, foi a canção que inaugurou um movimento na cultura e na música no mundo conhecido por Bossa Nova, fico a imaginar como será conhecido no futuro o movimento iniciado pelo trio RLJ (Rita, Letícia e Jenifer)? Será a Bosta Nova? (com desculpas pelo palavrão).
Fito às vezes os meus filhos pequenos, que crescerão entre as canções de MC Kevinho, MC Catraca, Anitta, Ludmilla, Gustavo Lima e outros tantos, e ponho-me discretamente a cantarolar a música título desse texto (Esses moços, pobres moços, de Lupicinio Rodrigues): “Se eles julgam, que há um lindo futuro / Só o amor nesta vida conduz, Saibam que deixam o céu por ser escuro
E vão ao inferno à procura de luz…”
P.S. Escrevo esse texto ouvindo ao longe um grupo de jovens cantando “Rita”, enquanto eu procuro dentro da casa alguma cicuta ou veneno de rato para tomar.
O capitão Jair Bolsonaro (PSL) marcha para uma vitória superlativa nas urnas no segundo turno. Um fenômeno. É provável que supere o recorde obtido por Lula da Silva (PT) em 2002, que à ocasião empalmou 61,27% dos votos no segundo turno, contra José Serra (PSDB).
O petista acumulou 52.793.364 de votos há 16 anos.
Sempre comentei e repeti (antes até de campanha e das eleições no primeiro turno), não acreditar que Bolsonaro chegasse à vitória. Como ele chegou até aqui com tamanha força?
Numa visão primária e muito simplista, muita gente fala no “antipetismo” como a razão dessa onda. O antipetismo é a centelha, não o substrato. O voto maciçamente no primeiro turno foi antissistema. Votação em todo o país mostrou isso. Aqui mesmo no RN.
O candidato do PSL soube galvanizar os diversos segmentos sociais e reforçou retórica palatável, populista, em contraposição à desesperança e indignação de boa parcela do povo, em relação ao status quo e à elite social, econômica e política de um país, o denominado establishment.
EM SOLO POTIGUAR, o protesto varreu vários nomes imbatíveis e ‘certos’ à vitória, ao mesmo tempo em que catapultou a senadora Fátima Bezerra (PT) para o segundo turno, como a mais votada, além de surpreendentemente eleger dois deputados federais por seu partido, Natália Bonavides e Fernando Mineiro.
Esse mesmo votante fez do general Eliéser Girão (PSL), porta-voz de Bolsonaro no estado, um dos campeões de votos à Câmara dos Deputados.
Na Câmara Federal, o PT foi o partido que mais elegeu parlamentares (56), mesmo com número inferior ao obtido em 2014, quando foram 69 os efeitos (13 a menos).
Com tal postura, o eleitor implodiu a “presidenta” Dilma Rousseff (PT) em Minhas Gerais, em sua tentativa de ser senadora, mas também enxotou Eunício Oliveira (MDB) no Ceará e Romero Jucá (MDB) em Roraima, que queriam se manter no Senado.
Como postamos na coluna da semana passada, “essa tsunami também não ficou localizada à esquerda ou a direita. Foi generalizada” (Leia: O caráter punitivo do “voto útil”).
Lá adiante, o tempo e estudos que vão além do achismo, darão um retrato mais consistente sobre esse período. Agora, tudo está ainda efervescente, em ebulição. Soa arrogante se fazer alguma afirmação categórica. A sociologia, a antropologia, a psicologia, a psicologia social, a ciência política, a história e outros ramos dos estudos sociais terão respostas mais sólidas posteriormente.
PRIMEIRA PÁGINA
Pesquisas para todos os gostos e propósitos – Na reta final de campanha, você escolhe a pesquisa que quiser. Tem para todos os gostos nesse mercado de secos e molhados da política potiguar. Temos pesquisas informativas (sérias), tracking (de monitoramento), para consumo interno, pesquisa de araque (só para divulgação em WhtasApp) e também pesquisa com registro e tudo o mais, feita para indução ao voto. Aproveite, aproveite!
Ex-candidata a vice-prefeito segue carreira docente – Rayane Andrade (PT), candidata a vice-prefeito de Mossoró na chapa de Gutemberg Dias (PCdoB) em Mossoró, no ano de 2016, está em fase conclusiva de mestrado em Direito Constitucional na Universidade Federal do RN (UFRN), mas com atenção profissional voltada para o Centro-Oeste. Ela foi aprovada em concurso para docência da Universidade Estadual de Goiás (UEG), em Goiânia. Bacana demais. Parabéns!
Gustavo ficou com Carlos Eduardo e Ezequiel está com Fátima Bezerra em costura de olho na AL (Foto: arquivo)
Gustavo e Ezequiel cravam duplo na sucessão estadual – O grupo dos deputados estaduais Ezequiel Ferreira (PSDB) e Gustavo Carvalho (PSDB) cravou um duplo na sucessão estadual do RN no segundo turno. Cada um ficou de um lado. Ezequiel, com Fátima Bezerra (PT); Gustavo, com Carlos Eduardo Alves (PDT). A manobra não é por acaso. A estratégia visa fechar em 100 por cento a viabilização de candidatura de um ou de outro à Presidência da Assembleia Legislativa no próximo biênio (2019-2020). A astúcia conta com amplo apoio preliminar de eleitos e reeleitos, mas não é uma ciência exata. Atual presidente, Ezequiel venceu Ricardo Motta (PSB) em 2015 na disputa interna, quando tudo dava a entender que não aconteceriam surpresas. Ezequiel é a prova de que “surpresas” existem em eleições internas na AL.
Ex-candidato ao Senado é nome pensado para pasta da Saúde – Candidato ao Senado no primeiro turno das eleições no Rio Grande do Norte, na Coligação Do Lado Certo, o médico Alexandre Motta (PT) é cotadíssimo para ocupar pasta da Saúde, num eventual governo Fátima Bezerra (PT). Ele tem largo conceito além dos limites partidários e da própria categoria médica, além de circular no universo forense.
Tatiana Mendes não cruzou os braços no segundo turno – Titular “imexível” até o final do Governo Robinson Faria (PSD) na pasta do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha não cruza os braços na política eleitoral neste segundo turno. No primeiro, ela votou e trabalhou para o governador Robinson Faria (PSD), que não obteve êxito na reeleição. Agora, qualquer coisa, acionem Tatiana. Entendi.
STF não precisa de ninguém para desmoralizá-lo – Gravação em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), reeleito deputado federal por São Paulo, questiona força do Supremo Tribunal Federal (STF) e comenta que esse poder pode ser fechado por “um soldado e um cabo”, ganhou enorme repercussão no final de semana. Nem deveria. Mas como estamos num momento de tensão eleitoral, compreensível. O STF há muito que se desmoraliza sozinho, sem precisar de nenhum empurrão externo. Por vezes tem-se apresentado como força auxiliar de grupos e partidos ou compadre de interesses particulares. Precisamos de um STF autônomo, soberano, com gente de notável saber jurídico e zelo à Constituição. Nada mais do que isso.
Deputado federal verde-oliva é parlamentar federal do rosalbismo e de Mossoró – Ex-secretário de Estado da Segurança Pública e ex-secretário municipal da Segurança em Mossoró, ambos cargos em gestões da hoje prefeita Rosalba Ciarlini (PP), o general da reserva Eliéser Girão Monteiro Filho (PSL) é deputado federal do rosalbismo. Com o fracasso do projeto de reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP), Girão passa a ser um representante político desse grupo na Câmara Federal, até pela afinidade que tem com quem o chamou para esses cargos. Sua eleição é um atenuante para o rol de fracassos até aqui desse esquema político.
Candidatos se esquivam de questões delicadas – A campanha vai chegando ao seu final, com os candidatos ao governo estadual se esquivando de questões delicadas. Evitaram ao máximo falar direta e francamente quanto aos remédios que pretendem utilizar para que estado saia da insolvência. Poderemos ter demissão até de servidores de carreira, proposta de aumento da alíquota previdenciária, privatização de empresas e venda de outros ativos públicos, além de tentativa de reordenamento de duodécimo da Assembleia Legislativa, Defensoria Pública, Ministério Público do RN (MPRN), Tribunal de Contas (TCE/RN) e Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Para situação excepcional, medidas excepcionais. Não há remédio doce para problemas tão graves como os vividos pelo estado.
EM PAUTA
Sem pagamento – A empresa Infraestrutura em Controle do Espaço Aéreo e Aeroportos (INFRACEA), com sede em Brasília, e que administra o Aeroporto Dix-sept Rosado de Mossoró, está sem pagamento atualizado por seus serviços. O Governo do Estado não cumpre suas obrigações. A infracea tem comprometimento de folha de pessoal e outros compromissos devido essa situação. Teve publicação de edital como vencedora de licitação no dia 27 de junho deste ano (veja AQUI).
Beleza Urbana – Feliz, feliz muito pelo sucesso de uma história que conheço de perto e como poucos. Aplausos para Ana Cléa e seu Beleza Urbana – localizado à Rua Amaro Duarte, 170, pertinho da Praça do Rotary (Nova Betânia, Mossoró). O salão ficou no capricho para o culto à beleza, à autoestima e à Vênus que cada mulher tem em si. Mas os homens também são bem-vindos por lá. Sucesso, querida.
Ana Cléa: Beleza Urbana (Foto: redes sociais)
Dorian – Em alusão aos 85 anos do nascimento de Dorian Jorge Freire e 70 anos de seu início na imprensa, a Feira do Livro de Mossoró irá promover o bate-papo “Em busca de Dorian: entre crônicas e reportagens”, que acontecerá no dia 31 (quarta-feira). Participarão do evento os professores da Universidade do Estado do RN (UERN) Esdras Marchezan, Aluísio Barros e Marcílio Falcão. Nascido em Mossoró, Dorian foi jornalista, professor, escritor e integrante da Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL). Faleceu em 24 de agosto de 2005 em Mossoró.
Clauder – O escritor Clauder Arcanjo vai ser empossado no próximo dia 1º de novembro na Academia de Letras do Brasil (ALB), em sessão marcada para começar às 20, na Associação Nacional de Escritores (ANE), em Brasília. Obrigado pelo convite, meu caro. Infelizmente não poderei comparecer.
Palavra de Mulher – O espetáculo “Palavra de Mulher”, misto de show e teatro em que as cantoras/atrizes Lucinha Lins, Tania Alves e Virgínia Rosa interpretam personagens femininas da obra de Chico Buarque de Holanda, vai ser apresentado em Mossoró. Será no dia 2 de novembro, às 21 horas, no Teatro Dix-huit Rosado.
Veron – O Real Madrid está interessado na contratação de mais uma jovem promessa do futebol brasileiro. Segundo informações divulgadas neste domingo (21 de outubro) pelo programa El Larguero, da rádio espanhola Cadena Ser, os merengues monitoram o jovem assuense Gabriel Veron, do Palmeiras. O atacante de 16 anos chamou atenção do Real durante a disputa do Mundial Sub-17 de clubes, disputado no último mês de junho. O Palmeiras foi campeão na final justamente em cima do Real Madrid. Naquela final, o time paulista venceu por 4 a 2, com um gol marcado por Gabriel. No total, o jovem balançou as redes nove vezes em seis partidas e foi o artilheiro e o melhor jogador da competição. (Blog Tatutom Sports/Fox Sports).
SÓ PRA CONTRARIAR
Depois da era do “voto de cabresto”, agora querem nos convencer da existência do “voto de zap-zap”.
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
O radialista Jarbas Rocha (Princesa FM 90 do Assu) planifica retomada de página própria na Internet. Promessa de muito êxito.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Nadja Escóssia (Tibau), Carlos Nascimento (Mossoró) e Edinael Castro (Upanema).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (15/10) clicando AQUI.
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O Partage Shopping Mossoró abrirá para funcionamento no feriado dedicado ao Dia de Finados, dia 02 de Novembro – domingo. Praça da Alimentação e o West Bowling de 11 às 22h, as lojas de 14 às 22h, mesmo horário do Multicine.
Amanhã (sábado, 1º de novembro, a diretoria do Potiguar realizará outra promoção no Centro de Treinamento Manoel Barreto Filho, no bairro Alto Sumaré. Música ao vivo para levantar mais fundos ao andamento da obra que se tornará uma referência esportiva no interior do Nordeste. Dayvid Almeida, Edu Lenon e Xavier Araújo animarão o Dia do Alvirrubro, a partir das 11h.
Carlos Augusto: sem rapapés, por favor (Foto: arquivo)
Hoje é dia de vivas para o chefe de Gabinete do Governo do Estado, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (sem partido). Aniversário, mais um ano de vida. Saúde e paz, caríssimo. Evitem paparicos, festim e cumprimentos rebuscados. Absorto em suas reflexões e na timidez, ele detesta excessos. Aqueles rapapés próprios da corte, não lhe agradam. Prefere a companhia sem alardes da musa, governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Apesar de alguns percalços e restrições, o empresário Tácio Garcia (Gondim & Garcia) dá demonstração de forte fé e tenacidade na restauração de sua saúde, que andou dando sustos e lhe faltando. Não tem sido fácil nos últimos meses. Mas família e verdadeiros amigos suplementam sua garra. Força, “Negroide“.
Ergue-se do chão com proeminência o complexo mercantil que o Grupo Porcino Costa constrói no centro da cidade, no quadrilátero formado por Avenida Alberto Maranhão, João Marcelino, Meira e Sá e Avenida Rio Branco. Estacionamento subterrâneo e muitos endereços comerciais devem ser novo endereço de compras em Mossoró. Inauguração ainda tem data em aberto.
Quem aportou em Mossoró nessa quinta-feira (30) foi o jornalista Luciano Kleiber, nome do comando da Comunicação na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN). Foi um vapt-vupt extremamente produtivo. Abraços, meu caro.
O espaço anteriormente conhecido como “Cafezal“, no Memorial da Resistência, centro de Mossoró, passou a ser tocado pelo fotógrafo Cláudio Roberto. Resgate de um ótimo lugar para bate-papo em final de tarde e noitadas. Sucesso.
NOITE DE CHICO – A boa música num espaço agradável. Agende sua noitada em Mossoró para o Shock Bar do Hotel Thermas, a partir das 20h de hoje, com “Tributo a Chico Buarque“. Repertório com a voz de Luciano ‘Sal da Terra’ e participação especial do diretor de redação do jornal Gazeta do Oeste, Gilberto de Souza. Imperdível.
Nesta sexta-feira (31), o Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL) realiza o Sarau de Poesia “É Tempo de Poetar”, no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, às 18h. O projeto tem o objetivo de contribuir para a formação de leitores por meio de textos poéticos e reúne apresentações das crianças da Educação Infantil e 1º ano do Ensino Fundamental, com poemas recitados, cantados e teatralizados pelos alunos.
Charles Paiva, “primeiro-damo” da professora e repórter social Marilene Paiva, está submerso no curso de Engenharia no campus de Mossoró da Universidade Potiguar (UnP). Desempenho e notas próprios de quem não desembarcou por lá para fazer hora ou “terapia desocupacional“.
Elizabeth Freitas é a atração do happy hour do Tenda Gastronomia (Mossoró), a partir das 21h de hoje. Amanhã, o cantor Robinho será a atração no mesmo horário, com repertório sempre muito interessante.
Em silêncio, sem alardes, o jornalista Bruno Barreto (editor de Política de O Mossoroense) tem realizado estudos acadêmicos para produção de trabalho sobre o racha político do clã Rosado, situação ocorrida ainda nos anos 80. Material deve se transformar em livro. Aguardo esse desfecho, sobre um tema sempre muito instigante. O jornalista em relevo tem talento para produzir uma obra qualificada.
O empresário Vilmar Pereira e o prefeito assuense Ivan Júnior reservaram um tempo largo para bate-papo nessa quinta-feira (30). O conversê foi tocado no Restaurante Pinga-fogo do Hotel Thermas, sempre impecável no cardápio e atendimento.
O advogado José Luiz Carlos de Lima está remoçado. Há tempos adotou hábitos da geração saúde, cumprindo rigorosa liturgia de zelo corpóreo. Mens sana in corpore sano (“uma mente sã num corpo são”). Está quase apolíneo, mas ainda distante de ser um Adônis, que se diga. Botamos parte da conversa em dia ontem, contudo ainda falta muito para a pauta zerar.
Os irmãos Alexandro Rodrigo e Evandro Matheus entregaram um empreendimento de peso à melhora substancial da gastronomia mossoroense. A churrascaria “Tchê!“, na Avenida João da Escóssia, Nova Betânia, tem tudo para emplacar e conquistar uma clientela mais exigente. Relatam-me que local é muito convidativo.
Não obstante o atraso de dias, manifesto solidariedade à Soraya Vieira (Gazeta do Oeste), pelo falecimento do seu pai Antônio Figueiredo. Que descanse em paz.
Chef Fernandes: cozinha diferenciada (Foto: divulgação)
Desde ontem (quinta-feira, 30) funciona o Leopoldo – Brasserie e Café, bem localizado na Antônio Vieira de Sá, 178, no Nova Betânia (Mossoró). O local tem cardápio com inspiração americana, espaço descontraído e passa a funcionar das 11h às 20h nas terças e quartas, e das 11h às 00h de quinta a sábado, com opções para almoço e jantar, além de cafés e lanches rápidos. A propósito, no sábado, tem feijoada, sim senhor. Tudo assinado pelo chef Jaílson Fernandes.
Há tempos eu não via Aurora Escóssia. Esta semana esbarramos por aí. Flash suficiente para saber notícias do ex-prefeito João Newton da Escóssia, meu companheiro de copo farto e papo agradável nas antigas do “Bar IP“, de Édson Pinheiro. “Ele está bem”, resumiu. Bom saber.
O casal auditor fiscal municipal Eudson Lacerda-gerente Itaú Ana Raquel traça últimos arranjos para ocupação de novo endereço. Vão arranchar no Quintas do Lago (Mossoró) por esses dias. Adorei o investimento, por motivos mais do que óbvios.
Obrigado a leitura deste Blog a Salvador, comerciante que durante muitos anos atuou à Rua Meira e Sá (centro de Mossoró), jornalista Jânio Rego (Feira de Santana-BA) e Etelânio Figueiredo (Pau dos Ferros).
TARCÍSIO JERÔNIMO – O advogado Tarcísio Jerônimo e outros integrantes do seu escritório começaram a desenvolver planos para mudança de endereço. Vão se instalar nas proximidades do complexo judicial de Mossoró, no Grande Alto de São Manoel. Meus cafezinhos vespertinos ficarão mais distantes. Mesmo assim, vou aparecer. Aguarde-me, Dona Raimunda.
O infante Geraldo Neto (7 anos), filho de Rosemberg Estevão-professora Ady Canário, tem revelado continuado apetite pela leitura, não obstante a idade imberbe. Começa cedo, também, a militância política na infantaria da presidente Dilma Rousseff (PT). A propósito, soube que anda sondando pai e mãe para saber em quem votei. Tudo bem. Leia: em Dilma. O.K? Abraços, cara!
O titular da Repet, empresário Michelson Frota, dará uma desacelerada na vida agitada na próxima semana. Tempo para viagem até Gramado-RS. Quer voltar tinindo para atividades de final de ano em sua empresa e na presidência do Sindivarejo-Mossoró.
Anote aí o endereço do nosso TWITTER, vai: www.twitter.com/bcarlossantos. Por lá, notas exclusivas e bastidores políticos. Basta nos acompanhar. Quem tem seguidor é líder de seita.
Só para provocar: O Centro de Convenções de Natal será o local da segunda edição do projeto Natal Pop, que trará novamente o cantor Nando Reis e sua banda “Os infernais“. O show acontecerá dia 22 de novembro. Anotou?
Chico Buarque é uma legenda da Música Popular Brasileira (MPB). Roda Viva é uma daquelas canções eternas, que vence o tempo e encanta as mais diversas gerações.
Neste vídeo postado nesta série do Blog do Carlos Santos, as imagens são do Festival da Record de 1967. O artista canta sob aplausos intensos da plateia, ao lado do grupo MPB 4.
(…) Tem dias que a gente se sente Como quem partiu ou morreu A gente estancou de repente Ou foi o mundo então que cresceu…
A gente quer ter voz ativa No nosso destino mandar Mas eis que chega a roda viva E carrega o destino prá lá …
Aproveite e não deixe que a “roda viva” dê todo o destino à sua própria história.
Baraúnas e América se enfrentam hoje a partir das 20h30 no Estádio Nogueirão, em Mossoró, pela decisão do segundo turno do Estadual-2012. Tarefa difícil pro tricolor de Mossoró, que levou enfiada de 4 x 1 do mesmo time americano, no sábado (21), em Goianinha. Mas se existe fé e esperança, coloquem-nas no bico da chuteira.
Nesta quarta-feira, dia 25 de abril de 2012, às 17h, em Natal, no auditório da Biblioteca Zila Mamede (UFRN), haverá a posse do professor e escritor Liacir dos Santos Lucena nos quadros do nosso Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), bem como o lançamento da Revista Oeste, edição de número 15, em Natal-RN.
Será na próxima sexta-feira (27), a Missa de Sétimo dia do radialista Canindé Alves, na Igreja de São Paulo, Nova Betânia, em Mossoró. Ele faleceu no último final de semana.
A Superintendência de Comunicação (COMUNICA), através da Agência de Comunicação (AGECOM) da UFRN, convida-me para o café da manhã que dará início às festividades dos 40 anos da Televisão Universitária este ano. Durante o evento serão apresentados a logomarca dos 40 anos, um vídeo institucional, a sinopse do novo programa da emissora, o Tela Rural, e o calendário com os eventos previstos para os demais meses do ano. Será na sexta-feira próxima, às 8h, no Hotel Imirá Plaza (Via Costeira). Infelizmente não poderei comparecer, em face de outros compromissos. Mas obrigado pela lembrança.
Em comemoração aos seus 63 anos, a Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer realizará a partir desta quinta-feira (26), até o sábado (28), no auditório do Hotel Best Western Majestic, em Natal, sua II Conferência Internacional de Câncer de Mama (Natal Breast Cancer Conference). Mais informações por este número: (84) 3219-6611.
O presidente da Federação das Indústrias do RN (FIERN), Amaro Sales, participou nesta terça-feira (24) em Brasília da reunião do Conselho da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e tomou posse como conselheiro do Comitê Consultivo de Segurança Alimentar Nutricional, presidido pelo presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli. O comitê é integrado por representantes da indústria, governo e sociedade civil. O principal objetivo será promover, articular e implementar ações do programa Cozinha Brasil em todos os estados brasileiros e também no exterior.
Amaro integra colegiado
Está confirmado para acontecer em Fortaleza-CE, o lançamento do livro www.azougue.com-2, no próximo sábado (28), às 14h, no restaurante Cemoara, no bairro da Aldeota. O prefácio é de Elviro Rebouças, apresentação de Ricardo Borges e Caby da Costa Lima assina a produção desse título, anteriormente apresentado ao público mossoroense e natalense.
O Solar Bela Vista (Natal), um dos órgãos voltados à cultura e lazer do SESI-RN, realiza nesta quinta-feira, a partir das 19 horas, mais uma edição do “Sarau no Solar”. O evento contará com apresentação poética do trio Thiago Medeiros, Aline Santos e Renato O Zé, além de shows musicais com os finalistas do SESI Música 2011 Helder Sabino (Oi), Sandra Alcaniz (Cosern) e Vanessa Fernandes (Dore). Haverá ainda intervenções poéticas livres. O evento é gratuito e aberto para o público em geral, principalmente os trabalhadores das indústrias e seus familiares.
Meu agradecimento aqui dessa tribuna ao Conselho da Entidades Comunitárias e Movimento Popular de Mossoró (CECOMPOM), que no sábado (21), no Abolição IV, lembrou meu nome em entrega de comenda por serviços prestados à sociedade mossoroense. Ao mesmo tempo, assinalar a presença do meu querido amigo Tomaz Neto, ex-vereador, professor e advogado, que me representou na solenidade. Como estava viajando a Recife-PE, não pude comparecer.
Hoje, médicos de todo o Brasil que trabalham com os planos de saúde realizam uma paralisação de advertência de 24 horas. Este será o dia nacional de luta pela valorização dos médicos. No Rio Grande do Norte, além dos planos de saúde, também serão paralisados os atendimentos nas unidades de saúde do Estado e do município de Natal, indicativo retirado nas últimas assembleias acontecidas no Sinmed e que integra a campanha “Eu quero o Piso Fenam”. Além da paralisação, tem ato público em andamento agora pela manhã na Praça Sete de Setembro e, em seguida, às 9h, audiência na Assembleia Legislativa. Às 19h, uma assembleia de avaliação deverá avaliar a possibilidade de deflagração de greve.
O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mossoró, Aldo Fernandes, avisa que pretende concorrer à sucessão do atual presidente, Humberto Fernandes. “O meu projeto político atual funda-se na política institucional onde coloquei meu nome à disposição de todos os colegas para concorrer à presidência local da OAB-Mossoró”, afirma ele.
O Shopping Midway Mall prepara sorteio para a primeira quinzena de junho, em solenidade na Praça Central do Shopping, dentro de promoção comemorativa dos seus sete anos de existência. Serão 7 palios. Ano passado mais de 730 mil cupons foram depositados nas urnas na festa do seu aniversário. Esse equipamento comercial foi inaugurado no dia 27 de abril de 2005, distribuído em 220 mil m² de área construída.
A Academia Norte-rio-grandense de Letras (ANL) e a Editora Letra Capital do Rio de Janeiro estão convidando para o lançamento do livro do padre João Medeiros Filho. O título é “Na Estrada de Emaús”. Será às 18h deste dia 26 de abril, na sede da ANL na rua Mipibu, 443, Petrópolis, Natal.
O deputado Leonardo Nogueira (DEM) e a prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, desembarcaram na sexta-feira (20) no Recife-PE pisaram no Estádio do Arruda para o espetáculo impactante de quase três horas, de Paul McCartney. Na verdade, a delegação de mossoroenses nos dois shows pode ser assinalada como bem numerosa.
O cantor da banda Bakulejo, Everton Linhares, aniversariou ontem e reuniu amigos e familiares em casa. Saúde e paz, meu caro. E vale lembrar que ele deverá participar novamente do programa Ídolos, do SBT. Sucesso.
CHICO – Quem for ver o show de Chico Buarque no Teatro Riachuelo (Natal), no próximo final de semana, não crie maiores expectativas. Aconselho que prenda-se mais a seus CD´s e antigos LP´s do cantor. Em suas apresentações no Recife-PE, o artista cantou cerca de duas ou três músicas de sua trilha de sucesso. Um espetáculo insosso, em que o público não teve direito a ser atendido em suas preferências. Pagou e não levou.
O Sistema Fecomércio prepara festa para o trabalhador mossoroense. Uma programação alusiva ao Dia Internacional do Trabalhador acontecerá em 1º de maio. Haverá uma programação no Sesc de Mossoró das 8 às 17 horas.
O Hotel Thermas apresentará nesta quinta-feira, no projeto Planeta Humor, o humorista cearense Tirullipa, a partir das 20h, com acesso livre para seus hóspedes e detentores do Cartão Passport. O artista integra equipe de humor da Rede Record de Televisão e é filho do humorista Tiririca, deputado federal pelo estado de São Paulo.
Obrigado a leitura deste Blog à jornalista Ana Cadengue (Mossoró), professor Celso Oliveira (Igarassu-PE) e João Bosco da Costa (Recife-PE).
Saúde e paz para dona Patrícia Targino, mãe dos infantes Andrezinho e Maria Cecília. Hoje é dia de parabenizá-la por mais um aniversário, mas sabendo que as bençãos chegaram bem antes, com a natividade.
A Coordenadoria de Atendimento ao Cidadão (Codaci), órgão da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (SESUC), informa que adotou novos horários de atendimento ao público nas Centrais do Cidadão de Alexandria, Assú, Ceará-Mirim, Macaíba, Pau dos Ferros e São José do Mipibú. As unidades estão funcionando das 7 às 13h, de terça a sexta, e das 7 às 15h nos sábados. (Nominuto.com). Ou seja, se o serviço estava muito ruim, o governo vai tentar provar que pode piorá-lo.
Que belo jogo de futebol ontem, não? Barcelona 2 x 2 Chelsea mostrou como é possível um David derrubar Golias e o besteirol sem limites de narradores e comentaristas. Lamentavelmente, por descuido, vi a disputa na Rede Globo, com Galvão Bueno, Caio e Casagrande, os comentaristas que outra vez passaram longe da realidade do confronto. Ah, hoje tem Internacional x Fluminense pela Libertadores. Tarefa dificílima pro meu tricolor, que passou bem a primeira fase, mas sem futebol convincente.