Arquivo da tag: Complexo Viário da Abolição

População protesta contra obra do Dnit que já fez uma vitima

Do Blog Carol Ribeiro

Neste fim de tarde de terça-feira (4), um grupo de amigos e familiares de Matheus Henrique Silva Oliveira interditou a BR-304, em Mossoró, entre os bairros Sumaré e Liberdade I, contra a morte do mototaxista, que ocorreu nesta segunda-feira (3), à noite. O local faz parte do Complexo Viário da Abolição, via que corta área urbana.

Eles fecharam a via com queima de pneus e pediram mais segurança na BR.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal, Matheus Henrique Silva Oliveira, 22 anos, morreu após colisão de um caminhão com sua moto.

O motorista do caminhão se evadiu do local, mas se apresentou a Delegacia de Plantão ainda durante à noite. Segundo a polícia, o condutor do veículo relatou que não deu tempo frear. Ele responderá por homicídio culposo, quando não há intensão de matar.

Insegurança

O acidente aconteceu em local onde foi instalada uma passagem de pedestre, há cerca de uma semana, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte Terrestre (DIT), como uma solução paliativa à falta de passarelas e iluminação no Complexo Viário em Mossoró – problema antigo que põe a população em risco em todo o trecho deste perímetro urbano.

Em nota ao Jornalismo TCM (TV Cabo Mossoró, Canal 10), o Dnit encaminhou informações sobre o assunto:

O DNIT informa que a instalação da faixa de pedestre na altura do km 47,3, da BR-304 (Contorno de Mossoró), entre os bairros Conjunto Liberdade 1 e Sumaré, foi resultado de um acordo entre a autarquia e o Ministério Público, com a finalidade de permitir a travessia segura dos usuários daquele segmento. Os referidos dispositivos foram instalados provisoriamente até que seja efetivada a implantação de passarelas no local, cujo processo licitatório deve ser lançado no prazo de 90 dias. Em relação à iluminação, cabe ressaltar a Prefeitura Municipal de Mossoró desenvolveu um projeto de iluminação viária do trecho e entregou ao DNIT, estando, no momento, sob análise da Coordenação de Projetos de Infraestrutura.

Nota do Canal BCS – Fico pasmo com esse tipo de decisão. Estava escrito que ocorreria tragédia. Setores da imprensa chegaram a preconizar. Lá se foi uma vida jovem. Quem será mesmo responsabilizado? Será que o culpado único é o motorista? Francamente.

*Vídeo da TV Oeste.

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Maior processadora de castanha do mundo muda sem sair de Mossoró

Planta industrial da Usibras está localizada no Complexo Viário da Abolição (Foto: Web)
Planta industrial da Usibras está localizada no Complexo Viário da Abolição (Foto: Web)

Fundada em 1979, em Mossoró, a Usina Brasileira de Óleos e Castanha (USIBRAS) vai mudar de endereço sem sair de sua origem. Sua estrutura industrial migrará do Complexo Viário da Abolição (Avenida Industrial Dehuel Vieira Diniz) na BR-304, Km 37,  nº 2.580,  no conjunto Abolição II, para o Distrito Industrial.

Obras avançam no local, próximo ao Memorial Jardim das Palmeiras (cemitério privado), à saída para Fortaleza (CE) e Tibau (RN), BR-304.

Pertencente ao Grupo FAN, conglomerado com diversidade de negócios e controlado pelo empresário Francisco de Assis Neto, 77, a Usibras é parte de um complexo industrial de presença global. Tem unidades ainda em Aquiraz (CE), Dawhenya (Gana, África) e New Jersey (EUA).

Trata-se do maior processador de castanha de caju do mundo, com mercado consumidor em vários países e oferta de milhares de empregos diretos e indiretos em três continentes.

“Assis da Bomba” (alusão a posto de combustíveis) ou “Assis da Usibras”, nasceu em Portalegre no Alto Oeste do RN e ainda criança aportou em Mossoró. Para fazer história.

Leia também: Assaí vai instalar nova unidade no RN; negociação está em andamento.

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Gargalos urbanos impõem providências em nome do bem-estar social

Poder público e empreendedores imobiliários precisam agir rápido (conforme interesses, recursos, inteligência e burocracia) na discussão que enseje adiante a desobstrução de alguns gargalos do aglomerado urbano crescente de Mossoró. O desenvolvimento urbanístico local está seriamente comprometido, bem como a qualidade de vida de moradores e circunstantes.

Avenida João da Escóssia, em Mossoró, uma via em processo de crescente saturação (Foto: Prefeitura de Mossoró/Divulgação)
Avenida João da Escóssia, em Mossoró, uma via em processo de crescente saturação (Foto: Prefeitura de Mossoró/Divulgação)

A profusão de investimentos condominiais nas proximidades do Partage Shopping não tem, paralelamente, um escoadouro ágil para o tráfego, além da continuidade da Avenida João da Escóssia e vias marginais precárias.

O Complexo Viário da Abolição (antiga Avenida do Contorno), que em tese seria um anel automotivo da cidade, mesmo à sua conclusão já era uma grande e surrada avenida urbana com tráfego diário de centenas de caminhões, carros e motos, com quatro viadutos, sem passarelas e iluminação.

Novo anel viário e Plano Diretor

Do outro lado da cidade, a Avenida Leste/Oeste e Avenida Presidente Dutra mostram saturação, bem como a Avenida Francisco Mota/BR-110 e o Complexo Viário Vingt Rosado. A região abriga núcleo judiciário, duas universidades (Ufersa e Uern), uma faculdade privada e grande volume de caminhões escoando sal, além de carros de passeio/motos e outros veículos que cruzam essas vias em constantes engarrafamentos – sobre leitos estreitos e irregulares. Some-se a isso, o fenômeno expansionista imobiliário do Sumaré – entre as BR-304 e 110.

Mossoró precisará de um novo e verdadeiro anel viário bem além do seu núcleo urbanizado, cortando e conectando as BR’s 110, 405 e 304. Há perspectivas de um surto de industrialização e ocupação urbana para os próximos 10 a 20 anos, que vai tornar ainda mais difícil a circulação de veículos e a prestação de serviços públicos de massa (saneamento, água, energia, escolas, creches, unidades de saúde, transportes coletivos, limpeza etc).

A revisão do Plano Diretor da cidade, em atraso há anos, graças à inoperância dos gestores, terá de contemplar uma cidade e um município para as próximas décadas. Crescer para cima e para os lados, urbanisticamente, pode significar num curto espaço de tempo um falso progresso, capaz de asfixiar o sonho do bem-estar social.

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Irmão dos ex-vereadores Joalba e Genivan Vale morre em viaduto

Gilberto foi possivelmente atropelado (Foto: redes sociais)
Gilberto foi provavelmente atropelado (Foto: redes sociais)

Morreu supostamente atropelado ao final da tarde dessa terça-feira (16) no Complexo Viário da Abolição, em Mossoró, o senhor Gilberto Vale, 75. Teve traumatismo craniano, segundo apuração preliminar de equipes médicas.

Seu corpo ficou ao chão ao lado da mureta que divide as vias dessa pista de rolamento, precisamente no viaduto que corta os bairros Abolição II e III.

Gilberto trabalhava na empresa Cacim, dos seus irmãos farmaceuticos-bioquímicos Juarez e Getúlio Vale. Também era irmão dos ex-vereadores Joalba e Genivan Vale, além vários outros.

A vítima teria saído de casa para caminhar, como rotina, mas no momento do provável acidente ocorria chuva torrencial em Mossoró.

Nota do Blog – Minha solidariedade à toda família Vale, além de viúva Jane Azevedo (seus filhos Cléber e Luís Henrique) e filhos de Gilberto (Gilberto Vale Jr e Ana Paula Vale).

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Empresário morre em acidente em Complexo Viário

Nunes: morte no local (Foto: Web)

Do Blog Fim da Linha

Dois ciclistas foram atropelados à tarde desse domingo (19) na BR-304, no trecho conhecido como Complexo Viário da Abolição, em Mossoró, próximo à base da Petrobras.

O acidente teria ocorrido por volta de 15h.

Houve uma vitima fatal, identificada como Laís Nunes, empresário e um dos donos do Supermercado São Luiz, localizado no Planalto 13 de Maio.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que isolou o local do acidente, Lais pedalava sua bicicleta em companhia de uma mulher, sentido Bom Jesus-Sumaré, quando ambos foram atropelados por um carro que seguia no mesmo sentido.

Atendimento

Os dois foram pegos por trás, sendo que Lais não resistiu a gravidade dos ferimentos e morreu na hora. Já a mulher que pedalava com ele, recebeu atendimento do SAMU foi encaminhada ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Até o momento não há informações oficiais sobre as causas do acidente. As informações preliminares da PRF são de que as vítimas teriam sido atropeladas no acostamento da rodovia.

O veículo atropelador, um Fiat Argo de cor branca, com placas QWX 7787 Mossoró, ficou no local e com a frente bastante avariada, enquanto que o motorista que trabalha como Uber, saiu do local e se apresentou na Delegacia de Plantão da Polícia Civil. Responderá a inquérito em liberdade.

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Prefeitura local anuncia licitação federal para passarelas

Prefeitura Municipal de Mossoró, Blog Carlos Santos e Ministério Público Federal (MPF)

Complexo Viário em dezembro de 2015 (Foto: arquivo)

Em audiência realizada na tarde desta quinta (31), o diretor de Pesquisa e Planejamento do DNIT, André Martins, assinou autorização para licitação das passarelas no Complexo Viário da Abolição. A confirmação foi dada após solicitação da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), informa a Prefeitura Municipal de Mossoró.

A reunião de hoje em Brasília contou com a presença do deputado federal Beto Rosado (PP).

De acordo com o estudo técnico, as passarelas serão construídas nos bairros Nova Betânia, Ouro Negro e Sumaré, respectivamente, no acesso à rua João Marcelino, proximidades do Terminal Rodoviário e nas proximidades do bairro Dom Jaime Câmara.

A iniciativa nasceu de audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal (MPF) no dia 6 de fevereiro deste ano. Foi provocada pelo procurador da República Emanuel Ferreira.

Escassez de recursos

Ao final, com a presença de representantes da municipalidade, Governo Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Câmara Municipal de Mossoró, moradores do bairro Dom Jaime Câmara e adjacências, engenheiros etc., saiu recomendação à edificação de passarelas, redutores de velocidade e iluminação.

– Em todo o Rio Grande Norte há 1.700 km de rodovias federais e existem, atualmente, apenas sete passarelas, sendo que são necessárias outras 63 por todo o estado, estimadas em torno de R$ 2 milhões cada uma – disse à ocasião o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Walter Fernandes.

Leia também: Complexo Viário precisa de itens de segurança e faltam recursos AQUI.

Para este ano, por exemplo, não há qualquer disponibilidade de recursos para pelo menos três passarelas.

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Ministro inaugura viaduto na 101 e ratifica obras para Mossoró

O governador Robinson Faria (PSD) participou hoje, 03, do ato de liberação do segundo viaduto na BR – 101, no bairro de Emaús em Parnamirim. O local registra o maior tráfego rodoviário no Estado com a circulação de 95 mil veículos por dia.

O ato contou com a presença do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella.

Solenidade ocorreu hoje em Emaús (Foto: Governo do RN)

A duplicação e adequação da BR-101 entre Parnamirim e Natal contempla outros quatro viadutos, um túnel, seis passarelas, uma passagem inferior para veículos, implantação de 21,3 km de vias marginais e a restauração de pista principal, além de 15 km de drenagem de águas pluviais.

O projeto está orçado em R$ 166,1 milhões.

Mossoró

Em sua estada no RN, Maurício Quintela conversou novamente com a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP). À semana passada, ele a recebeu ao lado de uma comitiva (veja AQUI), quando tratou de equipamentos complementares do Complexo Viário da Abolição, na cidade.

Agora, reiterou que em maio vai ser lançada a licitação das 3 primeiras passarelas do Complexo Viário da Abolição.

O ministro também garantiu parceria para a iluminação dos 17 km do Complexo Viário. Para agilizar a obra, a Prefeitura de Mossoró irá elaborar o projeto executivo, a pedido do ministro.

“Estamos aguardando a liberação desse projeto, que será doado ao DNIT, para que posteriormente possamos iniciar a iluminação desse trecho tão importante”, comentou Maurício Quintella.

Com informações do Governo do RN e Prefeitura Municipal de Mossoró.

Prefeita vai reiterar apoio de ministro para passarelas

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) agendou reunião para segunda-feira (03) em Natal com o ministro dos Transportes, Maurício Quintella.

O representante do Governo Federal cumpre agenda na capital do estado. Entre os pontos de pauta estão as obras de construção de três passarelas na área que compreende o Complexo Viário da Abolição.

Em visita a Brasília em fevereiro deste ano, a prefeita pediu urgência na construção das passarelas e na iluminação dos 17 Km do Complexo Viário, argumentando os riscos de acidentes no local. Na ocasião, o ministro se comprometeu a dar agilidade ao processo de licitação para início das obras (veja AQUI).

O Ministério Público Federal (MPF), em Mossoró, provocou o tema, realizando audiência pública e cobrando medidas para a grave situação de insegurança em trechos urbanos da rodovia, que faz parte da BR-304 (veja AQUI).

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró e MPF.

MPF quer passarelas priorizando escolas em BR-304

Audiência aconteceu dia 6 último (Foto: cedida)

Uma recomendação emitida pelo Ministério Publico Federal (MPF) em Mossoró à prefeita da cidade, Rosalba Ciarlini (PP), e à secretária municipal de Infraestrutura, Kátia Pinto, requer que a administração priorize, na escolha dos locais das primeiras passarelas a serem construídas sob o trecho urbano duplicado da BR-304 (Complexo Viário da Abolição), os locais de passagem de crianças e adolescentes da rede pública. Hoje, elas atravessam a rodovia para estudar sob o constante risco de atropelamentos.

Informações divulgadas pela própria Prefeitura (veja AQUI) dão conta de que o Ministério dos Transportes teria assegurado recursos para a construção das primeiras três passarelas no trecho de 17km do chamado Complexo da Abolição.

Audiência do MPF

O autor da recomendação, procurador da República Emanuel Ferreira, destaca que a prioridade se justifica, pois hoje a ausência dessas passarelas representa “risco à integridade física e o impacto no próprio direito à educação ao se impor que crianças e adolescentes superem obstáculo perigoso que é a travessia do trecho duplicado da BR-304”.

O MPF recomenda que a Prefeitura promova um levantamento sobre as escolas localizadas nas proximidades da rodovia e com relação aos estudantes que necessitam atravessar a BR para chegar a seus colégios, detectando assim as áreas de maior demanda.

A recomendação é fruto de uma audiência promovida no dia 6 de fevereiro (veja AQUI), em Mossoró, sobre a segurança no trecho da BR-304 que atravessa a zona urbana da cidade.

Veja íntegra da recomendação clicando AQUI.

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Ministro garante três passarelas para Complexo Viário

Audiência aconteceu hoje em Brasília (Foto: cedida)

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, assegurou, nesta quarta-feira, 8, três das dez passarelas para o Complexo Viário da Abolição, em Mossoró, solicitadas pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Os recursos para o início da obra já estão garantidos no Orçamento do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).

Como não há recursos suficientes, o Ministro anunciou, de pronto, a construção dessas três e recomendou que sejam nos pontos mais críticos. A Prefeitura convidará a Polícia Federal e o DNIT para a definição dos trechos para essas primeiras passarelas.

Participantes

O ex-deputado João Maia acompanhou a prefeita Rosalba Ciarlini, na audiência com o Ministro dos Transportes.

Também estiveram presentes, o deputado federal Beto Rosado (PP) e deputado estadual George Soares (PR) que apresentou outros pleitos para o município de Assu e, ainda, os secretários Carlos Eduardo Ciarlini, do Gabinete Civil, Aldo Fernandes, do Planejamento e de Infraestrutura, Kátia Pinto.

O Complexo Viário da Abolição é objeto de muitas preocupações e gerou recente audiência provocada pelo Ministério Público Federal (MPF) – veja detalhes AQUI.

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Complexo Viário precisa de itens de segurança e faltam recursos

Em uma audiência pública realizada na manhã desta segunda-feira (6) na sede do Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró, representantes dos governos federal e municipal apontaram os caminhos e os entraves à instalação de itens de segurança no trecho de 17 quilômetros de extensão da BR-304 que foi duplicado e corta a cidade de Mossoró. É o Complexo Viário da Abolição.

Audiência aconteceu hoje e revelou dificuldades para atendimento às necessidades (Foto: cedida)

Eles ouviram de moradores das proximidades da rodovia os problemas enfrentados e reconheceram a necessidade de implantação de passarelas, redutores de velocidade e iluminação, porém alegaram que questões orçamentárias devem retardar as obras.

A audiência foi comandada pelo procurador da República Emanuel Ferreira e contou com a participação do superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Walter Fernandes Júnior; o chefe da delegacia local da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ygor Cavalcante; a secretária Municipal de Infraestrutura, Kátia Pinto; e, pelos moradores do bairro Dom Jaime, o vereador Antônio José Costa, o “Tony Cabelos”; além de técnicos, engenheiros e cidadãos que atravessam a BR diariamente.

Obra delegada

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) anunciou, via sua assessoria, que irá esta semana a Brasília ao lado da secretária Kátia Pinto, onde espera articular apoio no Ministério dos Transportes para projetos complementares à duplicação. Mas a realidade dos fatos e dos números depõe contra esperanças a curto e médio prazos.

A obra do Governo Federal foi iniciada em 2009 na gestão Wilma de Faria (PSB, hoje PTdoB) e do presidente Lula da Silva (PT), e concluída no final de 2015 (veja AQUI), nos governos Robinson Faria (PSD) e da presidente Dilma Rousseff (PT).

É uma “obra delegada”, ou seja, da União, com contrapartida do Estado, a quem coube ‘tanger’ o empreendimento. Custou mais de R$ 72,3 milhões.

Sem recursos

Na audiência pública de hoje, o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Walter Fernandes, mostrou a realidade sem fantasias ou propagandas enganosas, sobre uma questão em especial. A construção de passarelas:

– Hoje, não temos recursos para isso na LOA (Lei Orçamentária Anual), LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) nem no PPA (Plano Plurianual)”.

Complexo Viário da Abolição - Quinto Viaduto foi inaugurado em dezembro de 2015 (Foto: arquivo)

Acrescentou, que em todo o Rio Grande Norte há 1.700 km de rodovias federais e existem, atualmente, apenas sete passarelas, sendo que são necessárias outras 63 por todo o estado, estimadas em torno de R$ 2 milhões cada uma. “Obviamente não temos recursos para tudo isso de uma vez, mas iremos atrás tentando justificar essa necessidade e, quem sabe através até de emendas parlamentares, viabilizar a construção de algumas.”

Veja mais detalhes esclarecedores dessa audiência e das dificuldades – clicando AQUI.

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Petroleiros fazem protesto contra Governo Temer

Petroleiros fecharam hoje um trecho da BR-304. A barricada humana ocorreu por cerca de duas horas.

Os manifestantes fizeram movimentação em frente à base da Petrobras no Complexo Viário da Abolição em Mossoró.

Movimentação aconteceu por cerca de duas horas (Foto: divulgação)

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), cerca de 150 pessoas participaram da manifestação contra o governo do presidente interino Michel Temer.

Eles obstruíram passagem de veículos e empunharam faixas demonstrando sua indignação.

– Fora, Temer – foi a máxima.

A Petrobras vai começar novo Plano de Demissão Voluntária (PDV) – Veja AQUI.

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Bandidos atacam carros e motos arremessando pedras

Outro modus operandi da bandidagem começa a assustar muita gente. Violência e ousadia são seus principais componentes.

Nas redes sociais, já correm alertas para que outras pessoas não sejam vítimas dos marginais que estão arremessando paralelepípedos ou pedras de médio porte, contra para-brisas de veículos, para obrigarem seus condutores a pararem.

Veículo de uma estudante universitária foi atacado por volta de 22h, da quarta-feira (24) - Foto: Instagram

As abordagens estão ocorrendo no Complexo Viário da Abolição, como em trecho nas proximidades da chamada Barragem de Genésio, além da Alberto Maranhão (sentido Alto da Conceição – Belo Horizonte – Complexo Viário, que é parte da BR-304).

Os relatos em redes sociais estão se multiplicando e o medo ganha proporções de fobia coletiva. “Vinha da faculdade por volta das 22h para casa, pela BR, quando caras encapuzados saíram do mato e atiraram uma pedra muito grande no pára-brisa do meu carro, na intenção de me fazer parar e assaltar, ou coisa pior (…)”, expôs uma internauta.

Veja essa postagem abaixo que está num grupo nas redes sociais:

Notícia URGENTE!

Pessoal, muito cuidado ao trafegarem pela avenida Alberto Maranhão sentido Alto da Conceição – Belo Horizonte assim como na BR nas imediações da Ponte da Barragem de Genésio. A tática dos assaltantes agora é  arremessarem pedras para atingir quem passar, pois a vítima provavelmente irá parar seu carro/moto e será abordada.

De ontem (24/02) para hoje já foram identificados vários casos. Somente hoje (25/02), duas pessoas já deram entrada no HRTM (Hospital Regional Tarcísio Maia) machucadas com pedradas que sofreram nas imediações da Av. Alberto Maranhão com BR304.

Cuidado pessoal. Alertem a todos repassando para outros grupos.

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Robinson desembarcará para agenda político-administrativa

Robinson em campanha: vitória (Foto: divulgação)

O governador Robinson Faria (PSD) estará em Mossoró no final de semana, para participar de programação conclusiva da Festa de Santa Luzia, padroeira dos católicos do município.

Desembarca também para cumprir uma agenda administrativa.

Sua assessoria trata meticulosamente dessa agenda, numa cidade estratégica para seu êxito eleitoral no ano passado e onde sua relação com o povo se esgarça paulatinamente.

Robinson deverá apresentar algumas realizações, como a conclusão do trecho de duplicação do Complexo Viário da Abolição e entrega do viaduto V, além de apresentar algumas medidas para a área de segurança, cultura e setor social.

É um delicado trabalho para não perder o capital de votos e imagem obtido em 2014.

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Prefeito trata de questões viárias e de abastecimento em Natal

O prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) cumpre agenda em Natal nesta sexta-feira (11). Tem reuniões agendadas em três órgãos públicos federal e do Estado.

Na superintendência do DNIT, ele tratará sobre projeto de duplicação da Avenida Francisco Mota, e ainda na Secretaria de Estado de Infraestrutura, onde discutirá a liberação do Viaduto V do Complexo Viário da Abolição.

Francisco José Júnior também desembarcará na presidência da Caern, para debater assuntos relacionados ao abastecimento de água em Mossoró.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

Viaduto 2 do Complexo da Abolição é completamente liberado

O Viaduto 2 do Completo Viário da Abolição foi completamente liberado para tráfego há menos de meia hora.

Ele já funcionava para tráfego normal em sua pista sentido BR-304 (Natal-Fortaleza) – veja AQUI – desde o último dia 9.

Agora, a parte inferior, que permite a ligação entre os conjuntos Abolição II e III, também está com tráfego garantido.

A obra concluída nesse trecho alivia sobremodo o gargalo do trânsito na região. Desafoga principalmente os setores residenciais da área urbana de Mossoró, envolvendo os residenciais da série Abolição e áreas adjacentes.

Dos cinco viadutos constantes do Complexo Viário, esse é o penúltimo a ser completamente aberto à circulação normal de veículos.

Empresa promete concluir outro viaduto

EIT concluiu, no último final de semana, a terra armada do serviço de recuperação do viaduto 2 do Complexo Viário da Abolição, em Mossoró.

Ao todo são cinco. Três liberados e dois interditados.

As próximas etapas serão a terraplanagem e aplicação do asfalto para posterior liberação do viaduto.

A assessoria da empresa não informou quando estará realmente concluído esse viaduto que apresentou graves problemas.

Também não tem previsão para término da obra como um todo.

Arrasta-se há quase seis anos.

P.S – Assessoria de Imprensa da empresa enviou e-mail, posteriormente, assinalando que em 45 dias o viaduto em questão estará liberado para tráfego normal.

Audiência pública alcança objetivos em debate destacado

A audiência pública promovida hoje pela Câmara Municipal de Mossoró, para identificar problemas e buscar soluções para o Complexo Viário da Abolição, foi uma das mais dinâmicas e proveitosas dos últimos tempos, realizada por esse poder. Foi esclarecedora (veja postagens mais abaixo).

Audiência foi bastante movimentada (Foto: Valmir Alves)

Participaram da Audiência Pública, o Secretário da Infraestrutura e Habitação do Município de Mossoró, Couto Filho; Alamo Duarte, Presidente da Comissão de Mobilidade Urbana da OAB; Walter Fernandes, representando o DNIT; Allan Mota, representando o Governo do Estado; Willame Fernandes, Presidente do Sindicato Taxista; Francisco Edson, Vice-presidente do Sindicato Taxistas; Marcos Locutor, Líder Comunitário; João Gomes, mototaxista, Vereadores Jório Nogueira [Presidente da Câmara Municipal de Mossoró, PSD], Soldado Jadson (SDD), Tomaz Neto (PDT), Flávio Tácito (DEM), Nacízio Silva (PTN), Francisco Carlos (PV), Izabel Montenegro (PMDB), Genivan Vale (PROS), Alex Moacir (PMDB), Manoel Bezerra (DEM) e Vingt-un Neto (PSB) que presidiu a sessão. Ele foi quem propôs a audiência.

Nas exposições e debates, na maioria dos casos, houve muita objetividade. Ao mesmo tempo, não faltaram críticas.

O vereador Alex Moacir achou estranho que uma obra que passa dos R$ 72 milhões, ofereça erros tão grosseiros, como o viaduto do Grande Alto de São Manoel, que está concluído há uns três anos, mas nunca foi utilizado para circulação de automóveis. “Serve para caminhadas do mossoroense, para diminuir sua taxa de gordura”, ironizou.

Flávio Tácito, diante dos incontáveis problemas da obra que se arrasta há quase seis anos, foi catastrófico: “Derrubem, derrubem! Se não serve e não tem jeito, derrubem!”

“Derrubem!”

Genivan Vale, Francisco Carlos, Manoel Bezerra e Izabel Montenegro reforçaram críticas e cobraram maiores explicações sobre uma obra que já teve transferência de 90% de seus recursos federais para o Estado realizá-la, mas que não consegue estar pronta. De quem é a culpa?

Walter Fernandes,  representante do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) deixou tudo muito esclarecido (veja AQUI).

O comunitário Marcos Locutor cobrou que todos devem lembrar o passado, as inaugurações estapafúrdias (veja AQUI) de viadutos de uma obra inconclusa e outros problemas. Prometeu que o movimento comunitário continuará fazendo protesto contra o descaso, o desperdício e as vidas ceifadas.

“Como ninguém ainda foi preso?” perguntou Jório Nogueira, para depois desviar o foco do debate para o campo meramente político, atribuindo boa parte das discussões a setores da imprensa, que distorceria fatos. Para ele, o governador Robinson Faria (PSD) e o prefeito Francisco José Júnior (PSD) não poderiam ser culpados por erros do passado e a prefeitura sequer tem responsabilidades sobre a obra.

O vereador Tomaz Neto foi cáustico. Perguntou e ficou sem resposta: “Quem contrataria a EIT e a CLC, responsáveis pela obra, para fazer reforma de sua casa, levantar um muro ou fazer uma calçada?”

Ironizou ainda: “Eu contrataria um pedreiro de minha confiança e iria fiscalizar”. Para o vereador, lamentável a ausência de representantes das empresas.

Quanto ao Ministério Público, ele recebeu contato e transmitiu no plenário, de que Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró e Controladoria Geral da União (CGU) estariam atuando e “vigilantes” (veja AQUI).

O mototaxista João Gomes, em tom revoltado, cunhou: “Isso é uma imundície, uma vergonha!”

A audiência foi transmitida ao vivo pela TV Câmara (Canal 12, da TV Cabo Mossoró-TCM), que está em fase experimental.

Investigação de obra vai chegar a situações escandalosas

“Sigam o dinheiro!” Essa recomendação ajudará consideravelmente a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) na apuração do porquê do Complexo Viário da Abolição não ter sido concluído, até hoje.

A frase é de um personagem das sombras. O chamado “Garganta profunda”, informante de uma dupla de jornalistas que descobriu um escândalo de escuta telefônica, levando o então presidente dos Estados Unidos (EUA), Richard Nixon, à renúncia.

Cena patética: Rosalba "inaugura" viaduto ao lado de Kátia Pinto; obra depois apresentou rachaduras (Foto: Elisa Elsie)

No caso do Complexo Viário da Abolição, não será muito diferente. Se houver aprofundamento do caso, chegarão a políticos, servidores públicos de carreira, empresários de peso e agentes públicos comissionados.

O “xis” da questão é a fiscalização ou a não-fiscalização da obra. A responsabilidade do empreendimento é do Governo do Estado, através da Secretaria da Infraestrutura.

Os trabalhos começaram na gestão Wilma de Faria (PSB), ainda em 2009. A construtora EIT ganhou a licitação, depois pediu socorro à CLC, porque entrou em recuperação judicial, na iminência de fechar as portas.

A obra sofreu paralisações.

Viadutos “inaugurados”

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) assumiu em 2011, prometendo conclui-la em meados de 2013. A governadora teve a coragem de “inaugurar” alguns viadutos ao lado de sua secretária da Infraestrutura, Kátia Pinto, sem sequer comunicar o fato ao Governo Federal ou sem a conclusão – de fato, do complexo.

Todos os viadutos apresentaram problemas, desde rachaduras a situações mais graves.

Orçada inicialmente em R$ 52 milhões, a obra recebeu depois aditivo de R$ 15 milhões do Governo Federal – via Programa Aceleração de Crescimento (PAC). No rol de serviços, pelo menos cinco viadutos, duplicação da BR-304 na chamada Avenida do Contorno, com 17 quilômetros de extensão.

Memorial

Perscrutando o memorial (espécie de diário obrigatório em toda atividade de engenharia) da obra, cruzando informações com pagamentos feitos (alguns antecipados) e contextualizando os períodos – principalmente no ano eleitoral de 2012, CGU e MPF vão chegar às razões de tanto atraso e irregularidades.

O Complexo Viário da Abolição tem uma interligação com a duplicação da RN Mossoró-Tibau. Por quê? investiguem. Não se conectam apenas pelo aspecto viário.

Numa mesma época, uma obra avançava e outra parava ou ficava quase parando. Estranho, não?

Apurem também o porquê de afastamento de tantos fiscais experientes, da Infraestrutura, que poderiam estar fiscalizando a obra.

Por que foram substituídos?

Repetindo: “Sigam o dinheiro!”

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Procurador confirma que CGU faz “perícia” em obra suspeita

CGU apura o ‘infindável’ Complexo Viário da Abolição“. Esse o título de uma postagem deste Blog (veja AQUI), no dia 10 de fevereiro deste ano, às 23h12.

Rocha: vigilância do MPF (Foto: Jornal de Fato)

No enunciado, esta página dissertava sobre trabalho silencioso da Controladoria Geral da União (CGU) em relação à obra que está caminhando para seis anos e não tem previsão para ser concluída. “A obra delegada ao Estado, ao longo de 17 quilômetros e cinco viadutos, é um monumento ao desperdício do dinheiro público e retrato da incompetência”, citavamos.

Hoje, durante audiência pública promovida na Câmara Municipal de Mossoró (veja AQUI), para tratar do assunto, não compareceu qualquer representante do Ministério Público do RN (MPRN) e principalmente do Ministério Público Federal (MPF).

Mas através do vereador Tomaz Neto (PDT) – que participava do debate – e do Blog Carlos Santos, o procurador da República, Fernando Rocha, interveio. Suas palavras foram repassadas por Tomaz em plenário.

Rocha afirmou que “a CGU já está fazendo uma perícia na obra” (como o Blog antecipara em fevereiro).

Complementou afirmando, que o “MPF de Mossoró está vigilante”. Como a obra tem recursos federais, cabe a esses órgãos tratarem dessas questões cheias de interrogações.

Saiba mais informações em postagem adiante.

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Complexo Viário não tem previsão para ser concluído

Vamos resumir: não há a menor previsão para que o Complexo Viário da Abolição seja concluído sequer neste ano. A obra que teve seu projeto original forjado em 2007, mas que se arrasta há mais de cinco anos, continua sendo um “monstrengo” a céu aberto, causando muitos transtornos e nos últimos meses sendo palco de nove mortes no trânsito.

Em audiência pública promovida pela Câmara Municipal na manhã de hoje, encerrada já às 13h15, representantes do Governo do Estado, Dnit, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Prefeitura de Mossoró discutiram o assunto com vereadores e populares.

Walter Fernandes e Vingt-un Neto: audiência válida (Foto: Valmir Alves)

As intervenções mais importantes foram do representante do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), Walter Fernandes, com exposições e respostas translúcidas. Listou que das sete prestações de conta da obra, das empresas EIT e CLC, responsáveis pelo empreendimento, três foram reprovadas. O último pagamento efetuado foi no final de 2013.

“A medição não é responsabilidade do Dnit. É do Estado. O Estado fiscaliza a realização”, afirmou. “Cabe ao Dnit fiscalizar o convênio”, reiterou. Esclareceu que na formalização do convênio para a obra, o Governo do Estado assegurou que estava apto à fiscalização e é assim que ocorre em contratos públicos dessa natureza.

A obra está sem data ou previsão de conclusão, porque o Dnit – responsável em nome da União – só fará repasse dos recursos restantes, quando as prestações de conta pendentes foram aprovadas. “Houve rejeição pelo menos quatro vezes”, disse.

Série de irregularidades

O Complexo Viário da Abolição é o que se denomina no Direito Administrativo de “obra delegada”. É delegada, ou seja, passada, transferida a outro ente público. No caso, o Governo do Estado. Coube a esse estado federado a missão de construir/fiscalizar o equipamento viário, com contrapartida de 10% no seu custo final cumulativo que deve passar dos R$ 72 milhões.

Walter Fernandes listou que foram identificadas uma série de irregularidades no empreendimento. Os erros são de “execução” e não de projeto. Assinalou que qualquer projeto pode ser ajustado conforme observações técnicas que  são feitas ao longo da própria execução.

EIT ganhou a concorrência, mas passou a realização para a CLC, porque mergulhou num processo de “recuperação judicial”. Essa tabelinha entre as duas empresas resultou num grande problema para a população. Os 17 quilômetros do Complexo Viário da Abolição são marcados até aqui por profundo atraso, consideráveis erros técnicos e enormes problemas para condutores de veículos e população de bairros que ficam às suas margens.

O Dnit repassou 90% dos recursos relativos à obra para o Estado. Houve pagamento relativo a mais ou menos 85 % do que teria sido executado.

Até final de maio deste ano tudo deveria estar concluído, um dos muitos prazos já ofertados e nunca cumpridos à conclusão dos serviços.

Governo Rosalba

Coube ao Governo Rosalba Ciarlini (DEM) tanger a obra e chegar ao cúmulo de “inaugurar” viadutos, algo surreal. O próprio Walter Fernandes afirmou durante a audiência, contrariando os fatos, que “não houve inauguração, porque precisamos pedir autorização ao Ministro (Transportes)”.

O líder comunitário Marcos Locutor, que já falara na tribuna, interveio. Voltou a lembrar que Rosalba inaugurou, sim, viadutos. Houver cobertura da imprensa e divulgação pelo Governo do Estado das “realizações”.

O “xis” do impasse não está no Dnit. Na verdade, está na Secretaria de Infraestrutura da gestão de Rosalba, que deveria fiscalizar os trabalhos. Se o fez, o fez com vendas nos olhos ou profunda miopia.

O Dnit reprovou três prestações de contas porque encontrou “várias impropriedades de execução”, afirmou Walter Fernandes. Entre elas, falta de comprovação de serviços, ausência de sinalizações, inexistência de comprovação do teor de asfalto utilizado e problemas em drenagens.

A fiscalização do Governo Rosalba Ciarlini achou tudo normal.

– Não são problemas desse Governo atual – destacou o representante dessa autarquia federal, servidor de carreira do órgão.

A proposta de audiência pública e presidência dos trabalhos foram do vereador Vingt-un Neto (PSB).

Saiba mais informações em postagens adiante.

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