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Crise bate à porta e Prefeitura tenta segurar a “máquina”

Do Blog de Carlos Skarlack

Diante da crise econômica em nível nacional que tem atingindo a Prefeitura Municipal de Mossoró, a exemplo do que tem ocorrido com todos os municípios brasileiros, não está descartado nem mesmo o corte dos salários do prefeito, do vice, de secretários municipais e de integrantes do segundo escalão.

Josivan, rosto semicerrado, espelha preocupação (Foto: Karla Viegas)

Foi o que anunciou o secretário municipal de Planejamento, Josivan Barbosa, em entrevista concedida ao Jornal Difusora, nesta sexta-feira, 27.

Josivan Barbosa declarou que os cortes nas despesas se fazem necessários e começam neste primeiro pacote.

Veja as primeiras medidas que entram em vigor neste sábado, 28 de março:

I – Corte de 50% nas despesas com passagens e diárias em relação aos valores gastos em 2014
II – Corte de 20% em gastos com energia elétrica, combustível, água e telefone
III –  Corte em novos contratos de prestação de serviços, de consultoria, de locação e reformas de imóveis, de veículos, máquinas e equipamentos
IV – Corte em aditivos de contratos que impliquem no aumento de custos
V – Suspensão de todas as licitações para obras e engenharia civil, exceto os que são oriundo de recursos federais
VI – Suspensão em participação em cursos, seminários, congressos e simpósios
VII – Suspensão da realização de eventos, recepções, solenidades, inaugurações e outros eventos que impliquem em custos ou apoio a eventos realizados por terceiros
VIII – Suspensão na concessão de horas extras para serviços públicos e efetivos e realização de novos concursos públicos para provimentos de cargos efetivos.

Nota do Blog – Números em queda live da economia nacional, com reflexo em receitas públicas, devem tirar alguns agentes públicos do patamar do delírio logo.

O ufanismo não cabe. Ser otimista, vá lá. Passa da hora de se colocar pés no chão, redimensionar planos, reduzir de verdade custos e festim.

Sejam bem-vindos à realidade. Quem não acordou ainda, se prepare pro pior.

Crise não me assusta.

Particularmente, o que me assusta é ver gestor público ignorá-la, achando tudo “marolinha”.

Imprensa paga caro por dependência

É crescente a crise no caixa da quase totalidade da imprensa de Mossoró. Situação é aguda.

Seu principal anunciante, a Prefeitura de Mossoró, tem dado uma canseira para pagar débitos.

Os números são consideráveis. As queixas – sussurradas – e as cobranças não têm dado muito resultado.

Corte no fornecimento de energia e demissões mostram a que ponto chegou a situação.

E tudo pode piorar em 2015.

‘Agenda positiva’ de novo prefeito não enxerga real crise

Por Carlos Santos

A semana concluída ontem foi de euforia e “agenda positiva” do prefeito provisório de Mossoró, vereador Francisco José Júnior (PSD). Tem seus motivos. Sobram até.

A cada dia enrijece sua musculatura política e cresce a certeza de que interinidade vai se alongar, podendo desaguar em mandato perene até final de 2016.

Fafá, Francisco, Cláudia e o vice-prefeito cassado Wellington Filho (divulgação): crise e marketing

As eleições suplementares para prefeito e vice batem à porta do Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró. A Justiça Eleitoral reforça previsão de que Mossoró terá outro pleito municipal.

Mas não seria demais a prudência nesses tempos.

A série de autorizações de pagamentos e promessas de benefícios a categorias funcionais que a Municipalidade desenha, cria uma imagem de resolutividade e destemor do prefeito. Entretanto pode resultar em irresponsabilidade um pouco adiante.

A generosidade com o “chapéu alheio”, utilizando um erário que vem combalido desde o final da gestão da prefeita Fafá Rosado (PMDB), é uma temeridade. O que está sob os pés do prefeito é uma bomba que precisa ser desarmada e não alimentada.

Francisco José Júnior não tem em mãos até o momento, a real situação financeira da prefeitura.

Como contabilista de formação, ele não pode alegar desconhecimento sobre o elementar no ofício: saber números de passivo e ativo.

Sem uma auditoria nas contas da prefeitura, tudo que for feito será muito mais marketing político-eleitoral do que ação gestora, capaz de sanear quadro de insolvência.

Nesse ponto, o novo prefeito copia a versão “laranja” de administração de Cláudia Regina (DEM), prefeita cassada e afastada do município: cria uma cortina de fumaça e produz bolha de otimismo, para personalizar o poder. A seu modo, repete o erro de não enfrentar os problemas de frente.

A prefeitura que atrasa fornecedores, prestadores de serviços, previdência própria, transferência de empréstimos consignados, arrocha servidor com cortes de gratificações e hora-extra, convive com greves por melhores salários, enfrentou cortes de serviços de telefonia e não consegue atender necessidades básicas na saúde, claramente está em crise. Se isso não é crise, é sadismo institucional.

Mas, afinal, qual a dimensão dessa crise?

O contabilista Francisco José Júnior precisa saber; o contribuinte, também.

Por volta de fevereiro deste ano, no segundo mês de sua gestão, a prefeita Cláudia Regina recebeu relatório parcial sobre herança do governo da antecessora que a apoiou, Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB).

Os números de lá para cá não encolheram. Vazou versão de que rombo passaria dos R$ 80 milhões, além de enfrentarem crescimento da folha de pessoal, custo enorme com terceirizadas e uma série de outros problemas.

A fatura a ser paga pelo mossoroense pode ser maior do que muitos ufanistas imaginam.

Mídia governista “descobre”, finalmente, crise em prefeitura

A imprensa governista de Mossoró finalmente descobriu que há possibilidade de atraso salarial da Prefeitura mossoroense. Isso, o Blog afirma há tempos, sempre desmentido por comunicados oficiais ou não.

Foi só o prefeito provisório Francisco José Júnior (PSD) assumir pela terceira vez o cargo, para a exclamação de descoberta do óbvio: “Eureca!”

Há tempos que afirmamos: “A Prefeitura cata moedas para completar folha de pessoal”.

Pior: não se sabe exatamente o tamanho do rombo e até poucos dias, a prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM) vendia imagem ufanista de desenvolvimento, realizações e êxito.

Deslize

A propaganda conflita com fatos e números, como início de demissão em massa em terceirizadas, arrocho salarial de servidores de carreira, atrasos previdenciários, o não-repasse de empréstimos consignados, calote em fornecedores e prestadores de serviço etc.

“Silveira”, como é conhecido o novo prefeito, se não tiver acesso aos números, na plenitude, marcha para ter sério comprometimento até mesmo  no campo político-judicial.

A lei não perdoa o gestor, se ele cometer um deslize e alegar “desconhecimento”.

Cláudia Regina sofre pressão com esvaziamento de plenário

Alguma dúvida quanto ao que este Blog noticiou à manhã de hoje (AQUI), sobre a crise no relacionamento entre prefeita mossoroense Cláudia Regina (DEM) e a sua bancada, na Câmara Municipal? Se existe, a derrubamos agora.

Eis mais um fato irrefutável:

Neste momento, a bancada governista na Câmara faz obstrução de matéria do próprio interesse do Executivo. Os governistas ausentaram-se do plenário, evitando quórum para votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2014.

Sem os governistas, a matéria não anda.

No plenário, dos governistas, apenas a presença de Jório Nogueira (PSD) e o próprio presidente da Casa, Francisco José Júnior (PSD), que preside a sessão.

Justificativas

O líder da bancada, Manoel Bezerra (DEM), ficou num entra-e-sai do plenário.

Nacízio Silva (PTN) ainda transitou pela Casa.

Outros ausentes enviaram justificativas as mais banais ou surradas, evitando a votação.

Tassyo Mardonny (PSDB), por exemplo, informou que estava em reunião partidária; outro avisou que estaria visitando obra…

Nota do Blog – Interessante é que a imprensa aparelhada e financiada pelo Executivo, que há poucos dias satanizou bancada da oposição por se ausentar do plenário, apresentando justificativa formal, por escrito e em nota oficial, faça esse registro, até por respeito a seus leitores, webleitores etc.

Importante assinalar, que a oposição cobrou explicações técnicas sobre projetos de interesse social e a prefeitura e a bancada governista criaram dificuldades, impondo votação a seu jeito, com a força de sua esmagadora maioria.

 

Culpados e sócios de uma crise anunciada

Fácil constatação: se cada um dos poderes/organismos técnicos de Estado cumprisse sua obrigação basilar, o Rio Grande do Norte não estaria no fundo do poço.

Culpar apenas a incompetência de Rosalba Ciarlini (DEM) e seus cabras da peste, por tudo, é fácil e cômodo.

Entre omissões, egoísmos, servilismos, compadrio e conivências testemunhamos o ocaso do “RN sem sorte”.

Todos são culpados e sócios.

Rosalba diz que Estado “não está quebrado” e culpa União

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) foi a convidada do Jornal do Dia, da TV Ponta Negra, desta quarta-feira (07). A entrevista girou em torno da contenção de gastos determinada pela governadora com o intuito de garantir a prestação de serviços à população e recuperar a capacidade de investimento do Estado.

Rosalba explicou que o corte de gastos foi motivado pela queda nos repasses de recursos federais.  Segundo a governadora, somente em relação ao Fundo de Participação dos Estados (FPE), houve queda de receita de mais de 10%; ou seja, o Rio Grande do Norte deixou de receber mais de R$ 200 milhões somente no primeiro semestre deste ano.

Sem quebradeira

Apesar das dificuldades, Rosalba mostrou-se confiante. “O Rio Grande do Norte não está quebrado. Está passando por um momento difícil, que, com esforço e trabalho, vai ser superado. O corte de gastos é justamente para que as ações prossigam de forma adequada, sem prejuízo à população”, afirmou.

A governadora destacou que outros estados, como Minas Gerais, Paraná e Bahia – mais ricos que o RN – também estão promovendo a readequação orçamentária e que a contenção de gastos é uma realidade nacional, dado o baixo desempenho da economia brasileira.

Nota do Blog – “O RN não está quebrado””. Essa declaração da governadora desautoriza o secretário do Planejamento, Obery Rodrigues Júnior, a voltar a repetir o que já disse algumas vezes, em entrevista. Segundo ele, o Estado está “tecnicamente quebrado.”

Em audiência concedida a representantes do empresariado, o chefe de Gabinete Civil do Estado, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), declarou textualmente que “o Estado está quebrado”.

Essa confusão de vozes e atribuir à queda na arrecadação federal a culpa pela crise, em nada ajuda à superação da crise. Infelizmente.

 

Presidente da Assembleia Legislativa não aceita cortes

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Motta (PMN), rompeu a discrição dos últimos dias e resolveu desabafar nessa quarta-feira (7), em plenário, sobre a conflituosa relação entre os poderes e a “crise financeira” no Estado.

Motta: à beira do confronto

Em sua fala, ele textualmente avisa que o legislativo não aceita imposições financeiras do Executivo: “O Poder Legislativo não pode concordar com o decreto que estabeleceu corte linear no orçamento dos poderes. Falo em nome da Assembleia acima das minhas posições políticas que não estão sendo colocadas nesta hora. Falo em nome da Casa. Da responsabilidade que tenho,” declarou.

Veja alguns trechos do discurso em parágrafos abaixo:

Um momento grave, de crise financeira, de chamamento às responsabilidades dos poderes e de grito cada vez maior da população pelos serviços básicos de responsabilidade do Estado. Não posso, neste momento, de forma alguma, me calar.

Nós, todos nós aqui, neste plenário, somos representantes do povo, eleitos para cumprir o que deseja a sociedade. Esta casa representa a sociedade que é, na essência democrática um painel de pensamentos, sonhos, ideias, tendências das mais diversas. Aqui há correligionários e adversários, não existem inimigos.Aqui se exercita a atividade política na plenitude. É a Casa do Povo.

Todas e todos aqui presentes e os que nos assistem pela TV Assembleia são testemunhas: No nosso mandato sempre buscamos trilhar pelos caminhos do entendimento, do debate, do desarmamento de espíritos.

A Assembleia Legislativa sempre se colocou como mediadora e interlocutora nas discussões entre o Executivo e o Judiciário, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, o funcionalismo, os segmentos atuantes da nossa coletividade. Nesse momento atual de corte de gastos, não foi diferente. Procuramos adotar a moderação costumeira em nome não apenas do bom-senso, mas do bem do Rio Grande do Norte.

Diálogo

O Poder Legislativo não pode concordar com o decreto que estabeleceu corte linear no orçamento dos poderes. Falo em nome da Assembleia acima das minhas posições políticas que não estão sendo colocadas nesta hora. Falo em nome da Casa. Da responsabilidade que tenho.

Nossos técnicos examinaram cuidadosamente os efeitos desse corte, mas já é possível afirmar que é o percentual aplicado deveria ter sido com a base da proporcionalidade. Também se pode informar que a Lei de Diretrizes Orçamentárias, a LDO, exclui, para fins de empenho as despesas com pagamento de pessoal. São detalhes técnicos, não vou me ater excessivamente a eles.

Quero ressaltar a disposição pelo diálogo, mas este só acontece quando todos estão dispostos a interagir. É este o gesto que devo à Assembleia Legislativa, que, quero reafirmar, está acima de homens e mulheres passageiros. É um poder soberano e livre porque pertence à sociedade. É do povo. Com essas palavras, reafirmo aos meus pares, aos servidores, à sociedade, aos poderes, que nós vamos exercer até a exaustão o diálogo, para que possamos construir o consenso que se aproxime do ideal.

Sabemos das dificuldades por que passa o nosso Estado, sabemos das dificuldades das transferências dos repasses constitucionais, mas os poderes precisam funcionar.

O que impressiona na crise do RN

Por Honório de Medeiros

O que impressiona, nessa crise no Estado do Rio Grande do Norte, é:

(1) o isolamento do Poder Executivo Estadual face aos outros poderes e à Sociedade;

(2) a incapacidade de previsão do Poder Executivo em relação à queda de arrecadação, claramente delineada anteriormente pela crise econômica mundial e nacional;

(3) a falta de critérios do Poder Executivo quando corta gratificações de servidores públicos, mas não corta secretarias desnecessárias e cargos em comissão irrelevantes;

(4) o deliberado alheamento dos outros poderes, incluindo Tribunal de Contas e Ministério Público, em perceber que o corte linear tem que atingi-los, pois sua necessidade é óbvia, contingencial e se impõe a todos, não somente ao Executivo, principalmente porque eles são co-responsáveis pelo quadro atual;

(5) a ausência de medidas por parte dos órgãos responsáveis no sentido de punir as ilegalidades cometidas pelas autoridades que permitiram a atual circunstância de natureza econômico-financeira;

(6) a impossibilidade, gritante, até agora, dos líderes do Estado, em perceberem que a situação afeta todos, indistintamente, embora de forma mais dura, à população mais humilde.

As elites políticas do Estado não perceberam, até agora, que o problema não é somente financeiro. É político, econômico e financeiro. O atraso no pagamento da folha de pessoal repercute diretamente em um contingente expressivo da população do Estado.

Se para cada servidor atribuirmos cinco outras pessoas que indiretamente sobrevivam de sua remuneração teremos, no Rio Grande do Norte, aproximadamente 700.000 em um total de um pouco mais de 3.000.000 de habitantes.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Estado do RN

Secretário Obery Rodrigues aponta o porquê de crise

Em função da gravidade do quadro econômico nacional com expectativas de quedas nas projeções de Produto Interno Bruto (PIBs) para o exercício de 2013, o Rio Grande do Norte, assim como  os demais estados e municípios brasileiros, enfrenta crise financeira. Essa é a justificativa do Governo do Estado para o redemoinho em que está metido.

Obery diz que outros poderes e órgãos técnicos sabiam dos problemas (Ivanízio Ramos)

Para detalhar os motivos que obrigaram o Governo do Estado a adotar um conjunto de medidas de redução de gastos, o secretário estadual de Planejamento e Finanças, Obery Rodrigues, concedeu entrevista coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira (31), no auditório da Governadoria. Obery estava acompanhado do Consultor-geral do Estado, José Marcelo,  do Controlador-geral do Estado, Anselmo Carvalho e do Secretário de Comunicação, jornalista Edílson Braga.

Inicialmente, o Secretário fez uma breve exposição sobre a  crise porque passam o País, os Estados e os Municípios e analisou os cortes que atingiram o orçamento dos três Poderes, TCE  Ministério Público. Segundo Obery, os cortes promovidos não foram surpresa para nenhum dos Poderes.

Afirmou, que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) se reuniu, individualmente, com o deputado Ricardo Motta (PMN), com o desembargador Aderson Silvino, com o Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis e com o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Paulo Roberto. Também aconteceram várias reuniões com equipes técnicos de todos os órgãos e poderes analisando a situação financeira do Estado.

O Secretário de Planejamento disse que o Rio Grande do Norte vem enfrentando, desde o ano passado, uma situação de frustração de receita na ordem de 5,3%. Isso, segundo Obery Rodrigues, obrigou o Governo do Estado a adotar, de acordo com as previsões legais da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei de Diretrizes Orçamentárias, “um conjunto de medidas com vistas a adequar a programação financeira ao quadro concreto de frustração de receitas do Estado, principalmente, das duas principais fontes que compõem a receita do Tesouro do Estado, o ICMS e o FPE”.

Receita

De acordo com o Secretário de Planejamento, as projeções orçamentárias são feitas de acordo com informações passadas pela Secretaria do Tesouro Nacional.

“Fizemos o planejamento com relação ao Fundo de Participação dos Estados (FPE), aplicando o índice do Rio Grande do Norte, que era de 4,17%, alcançando o valor de R$ 3,88 bilhões. Porém, a receita orçada com base nas informações da Secretaria do Tesouro Nacional não se realizou neste primeiro semestre”, pontua o titular do Planejamento.

Em maio, o Governo Federal publicou um decreto reduzindo a expectativa do FPE em 8,1%, o que dificultou o planejamento feito. Na última semana, foi publicado outro decreto de reprogramação financeira por parte do Governo Federal, reduzindo ainda mais a transferência do FPE, agora em 12%.

Com informações do Governo do Estado.

 

Deputado quer explicação oficial sobre crise

O deputado Kelps Lima (PR) vai apresentar, nesta segunda-feira (29), um requerimento à Assembleia Legislativa propondo a convocação formal dos secretários de Planejamento e Administração do RN para explicar a real situação das finanças e gerenciais do Estado.

Segundo Kelps, a opinião pública tem sido bombardeada com várias informações a respeito de dados negativos que preocupam a economia e a perspectivas de futuro da sociedade e, neste momento, é essencial que haja uma explicação formal sobre o que se passa no Rio Grande do Norte.

A crise e a história das cartas

Do Blog Fator RRH

Repetida mil vezes a história do presidente que saía e que entregou ao que entrava 3 cartas e disse: “Na primeira crise abra a primeira carta.

Na segunda crise a segunda carta.

E na terceira a terceira carta”.

O novo presidente guardou as cartas por gentiliza. Veio a primeira crise e se lembrou e abriu a primeira e leu: Coloque toda a culpa nos governos anteriores.

Veio a segunda crise e abriu a segunda e leu: Faça uma reforma ministerial e transfira as responsabilidades para seus ministros.

Veio a terceira crise e a terceira carta foi aberta. Dizia: Agora, escreva 3 cartas e as entregue a seu sucessor.

Dilma já abriu a terceira carta?

Deu no ex-blog de César Maia

Ricardo Motta tem papel moderador importante

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e seu líder político e marido, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), têm muito a agradecer ao presidente da Assembleia Legislativa – Ricardo Motta (PMN).

O parlamentar tem sido um muro de arrimo para conter insatisfações de seus pares com o governo, além de esfriar onda de revolta de outros setores institucionais – como Tribunal de Justiça (TJRN), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Ministério Público.

Na atual crise que envolve o fechamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2013, Ricardo Motta ocupa papel moderador decisivo para evitar alargamento do fosso entre governo e esses segmentos.

Carlos Augusto, secretário-chefe do Gabinete Civil, de quem se esperava maior relevância no episódio, foi engolido pelos acontecimentos.

Excesso de arrecadação tem “destino ignorado”

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) encontrou dois antagonistas de peso para duelar quanto à suposta crise financeiro-orçamentária que experimenta.

Judiciário e Ministério Público estão preparados para discussão técnica, que o governo tem evitado há tempos, em confronto com setores organizados do funcionalismo estadual.

Explicar o destino do constante excesso de arrecadação é uma dificuldade que talvez precise a intervenção de David Coperfield (mágico de fama internacional) para esclarecer, em vez de técnicos contábeis e economistas.

No excesso de arrecadação, o governo apresenta destinação que lhe for mais conveniente a essa sobra. Se existe o excedente, qual o seu destino?

Até o momento, Judiciário e MP afirmam através de seus representantes, que o governo não consegue explicar nem oferece dados oficiais completos para análises externas, confrontação de informações etc.

Quando estava prestes a assumir a administração estadual, o grupo governista anunciava que pegaria um “rombo” de cerca de R$ 1,2 bilhão. Depois admitiu que seria em torno de R$ 1 bilhão.

Em seguida, já na gestão dos negócios públicos, moderou a linguagem financeira para algo por volta de R$ 800 milhões.

Importou o ex-secretário de Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento – Raul Velloso – para fazer palestra na Assembleia Legislativa no final de maio do ano passado e foi obrigado a ouvir dele, uma “gafe” contrária ao seu discurso. O ex-ministro afirmou taxativamente que “a dívida do Estado não é das piores” (veja AQUI).

Na verdade, o débito deixado pela gestão passada está coberto. O governo é que não consegue explicar à sociedade, ao funcionalismo e agora ao MP e à Justiça o que faz com o excesso de arrecadação.

O caso é de estupidez/despreparo ou mesmo de esperteza?

Judiciário e MP juntos talvez encontrem a resposta para esse profundo mistério.

Construção civil tem retração muito preocupante

A Sondagem da Indústria da Construção potiguar, elaborada pela Federação das Indústrias do RN (FIERN) em parceria com a CNI/CBIC, mostrou que, na opinião da maioria dos empresários, a atividade do setor se manteve retraída em junho, mas com menor intensidade em relação ao mês anterior. Tal tendência persiste desde maio de 2011.

Os três principais aspectos avaliados, a saber, evolução do nível de atividade, atividade efetiva em relação ao usual para e número de empregados também denotam reação, porém sem suficiente intensidade para ultrapassar a barreira dos 50 pontos, o que sinaliza que a atividade ainda está em queda. Na mesma tendência, o nível médio de utilização da capacidade de operação (UCO) atingiu 68%, acima dos 60% registrados no levantamento anterior, mas ainda abaixo dos 72% verificados em janeiro.

Na avaliação do segundo trimestre, mesmo com uma leve melhoria, as condições financeiras das empresas permanecem desfavoráveis em relação ao trimestre anterior, o acesso ao crédito continua difícil e as margens de lucro insatisfatórias. A carga tributária continua sendo considerada como o principal problema, seguida de falta de mão de obra qualificada, mas outras dificuldades ganharam relevância e coincidiram em terceiro lugar: taxas de juros elevadas, falta de capital de giro e alto custo da mão de obra.

Mesmo com o persistente cenário de dificuldades, os empresários demonstraram aumento do otimismo com relação às expectativas para os próximos seis meses. O lançamento recente, pelo Governo Federal, do programa Pro Investe, que vai disponibilizar R$ 630 milhões para os estados investirem em infraestrutura, via BNDES, deve ter influenciado no aumento do otimismo.

Comparando-se os indicadores avaliados pela Sondagem Indústria da Construção potiguar com os resultados nacionais divulgados dia 26/07 pela CNI, observa-se que, de um modo geral, as avaliações convergiram, com a exceção de que o segundo grupo de empresários estava menos otimista com relação às expectativas para os próximos seis meses.

Com informações da Fiern.

Saúde fará protesto e denúncia contra o Estado

Amanhã (sexta-feira, 18/05), às 9h, os sindicatos médicos do estado (Sinmed, Sindsaúde e Soern) realizam manifestação em frente ao Hospital Walfredo Gurgel, contra a precariedade dos serviços públicos de saúde.

Após a manifestação, às 9h30, os sindicatos seguem em caminhada até a Delegacia de Polícia (a decidir, se da Região ou de Defesa Patrimonial), lavrar Boletim de Ocorrência contra a Secretaria de Saúde Pública do Estado, nominando a secretária Dorinha Burlamaqui.

O B.O. será registrado devido aos riscos que a Sesap deixa os pacientes correr pela falta de leitos, medicamentos e vagas em UTI neste hospital.

Os sindicatos esperam que as autoridades convoquem os responsáveis por esta calamidade em que se encontra a saúde no RN e procedam as medidas cabíveis para salvaguardar o atendimento adequado a população.

É esperado também que se ofereça a denúncia ao Ministério Público sobre os riscos que a população sofre ao ficar exposta a tamanho descaso.

Finalmente governadora receberá construção civil

Será amanhã (terça-feira, 10), às 16h, na Governadoria – em Natal – audiência do setor da construção civil de Mossoró com a governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Desde outubro que o Sindicato da Construção Civil (SINDUSCON) tentava uma audiência com a governadora, para manifestar preocupação com crise no setor, sobretudo em face de impedimento a edificações numa considerável área, em face de questões técnicas relacionadas ao Aeroporto Governador Dix-sept Rosado.

A partir de postagens provocadas por este Blog, o Sinduscon despertou para o debate  público do tema, que passou a envolver a Câmara de Vereadores e Prefeitura de Mossoró. Daí nasceu o contato para a audiência que vinha sendo postergada há cerca de cinco meses pelo governo estadual.

Nota do Blog – Segundo dados do Sinduscon, há um impasse que emperra negócios da ordem de R$ 300 milhões no setor, o que compromete empregos, recolhimento de tributos etc.

Fisco do Estado vive ambiente de iminente crise

Um dos escassos setores do Estado do Rio Grande do Norte que está funcionando, a Secretaria de Tributação, também não vive um ambiente de ‘mar de rosas’. A tensão interna promete aumentar nos próximos dias.

“O Fisco está bem entre aspas”, adianta-me uma fonte no ‘olho do tufão’.

“A arrecadação está bem! A Secretaria da Tributação está péssima, sucateada, quase parando”, acrescenta outra fonte interna do Fisco.

A temperatura promete esquentar, sobretudo depois que no final de semana, o secretário da Tributação (Auditor Fiscal de Carreira, José Aírton) promoveu uma verdadeira caça às bruxas hoje. É assim como tem sido visto o lote de mais de 40 remoções de ofício, sem consultar nenhum servidor ou Diretor de Unidade atingido.

Promoveu ainda algumas exonerações de cargos em comissão e na segunda-feira (2) é que esse redemoinho começará a ser melhor interpretado pela ‘tropa’.

Numa análise rápida, mas ainda sujeita ao contraditório e natural debate, a movimentação administrativa teria o intuito de dar um recado claro à categoria. Não aceitará qualquer movimento reivindicatório que contrarie os interesses do Governo Rosalba Ciarlini (DEM).

Acompanhemos as ‘cenas dos próximos capítulos’.

Idiarn vive momentos de tensão no Governo do Estado

O Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (IDIARN) vive momentos de ebulição e mal-estar interno. É quase uma versão do ‘Instituto Butantã’: está cheio de cobras e outras feras peçonhentas.

Existe temor de que o órgão – ligado à Secretaria da Agricultura (SAPE) – não dê respostas positivas a exigências de sua alçada e ao mesmo tempo, há um elenco de conflitos entre servidores de carreira e nomes aboletados em cargos comissionados estratégicos. O ar está irrespirável.

Algumas exonerações foram desencadeadas, na tentativa de saneamento de crise administrativa. Há ainda o temor de que a condição de “área livre da mosca-das-frutas (Condição para exportar melão para o Mercosul e os EUA) e a “área livre de Sigatoka negra” (condição para exportar banana) sejam perdidas. São dois status fundamentais às exportações do estado.

Aguardemos os próximos ‘capítulos’.

 

O exemplo que vem da Europa

Pelo menos cinco estados europeus mudaram de governo. Parlamentaristas, trataram de promover uma espécie de “recall”, tirando o primeiro-ministro da gestão pública.

A crise econômico-financeira que assola o mundo, em especial a Europa, não permite que certas decisões fiquem sendo adiadas, arrastando-se por anos.

No Brasil, onde temos um presidencialismo de meia-tigela, somos obrigados a engolir os mandatárias incompetentes e desonestos até o fim.

Raramente temos uma “limpeza”.

“Governo faz caixa”, alerta Fernando Mineiro

Do portal Nominuto.com

Fernando Mineiro reafirma que o governo vem acumulando sobras de caixa no Rio Grande do Norte e que para isso não precisa ser especialista, basta ler o Diário Oficial do dia 30 de setembro, onde consta a relação mês a mês da chamada Receita Corrente Líquida e que está assinado pelo secretário de Planejamento Obery Rodrigues.

“No Diário Oficial consta a Receita Corrente Líquida mês a mês, não precisa entender de matemática de maneira sofisticada, é só somar os dados de janeiro a agosto”.

Mineiro explica que Receita Corrente Líquida é o que o estado arrecadou em termos de receita corrente, já descontada as deduções. Segundo o DOE de 30 de setembro essa receita é de mais de R$ 3 bilhões, e nesse valor já estão descontados, por exemplo, os repasses ao Legislativo, Judiciário, MP e Municípios.

Fazendo as contas, Mineiro também descontou o que se gastou com pessoal, nesse mesmo período, e desse valor, baseados no DOE, resta ao governo mais de R$ 2 bilhões, que o deputado questiona onde está esse dinheiro, motivo que leva Mineiro reafirmar que o governo “faz caixa no Rio Grande do Norte”.

Saiba mais clicando AQUI.