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“Maldição” do vice se confirma agora com Kadu Ciarlini

Por Carlos Santos

Segue a maldição do vice de Mossoró. Kadu Ciarlini (PP), filho da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), candidato derrotado na chapa de Carlos Eduardo Alves (PDT), é mais um nome saído da cidade que não consegue ser vice-governador. A série já é numerosa e vem de longe, como o Blog Carlos Santos postou no dia 15 de junho de 2010: A “maldição” de ter vice de Mossoró.

Em 1950, o médico e ex-prefeito mossoroense Duarte Filho foi vice na chapa governista de Manoel Varela. Perderam para o mossoroense Dix-sept Rosado e Sílvio Pedrosa. Em 1960, deputado estadual Vingt Rosado foi vice de Djalma Marinho: perdeu para a dupla Aluízio Alves-Walfredo Gurgel.

Em 1965, o ex-deputado federal Tarcísio de Vasconcelos Maia (pai do senador José Agripino) apresentou sua candidatura para vice-governador de Dinarte Mariz, mas ambos foram derrotados por Walfredo e Clóvis Motta.

Em 1994, a então ex-prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini concorreu como vice do ex-governador Lavoisier Maia e a chapa levou a pior para a composição senador Garibaldi Filho-deputado federal Fernando Freire.

Em 2002, a urucubaca veio em dose dupla: o deputado federal Laíre Rosado foi vice do governador Fernando Freire e o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado ocupou a mesma posição na chapa do senador Fernando Bezerra. As duas chapas foram derrotadas pela ex-prefeita natalense Wilma de Faria-deputado estadual Antônio Jácome.

Em 2022 teremos mais uma tentativa?

P.S – 10h38 de 30-10-18 – O professor Walter Fonseca acrescenta mais um ingrediente a essa postagem de abertura da coluna: “Amigo, em 1986, Antonio Florêncio, que era de Pau dos Ferros mas tinha base eleitoral por Mossoró, representando eleitoralmente a cidade, foi vice de João Faustino. Também perdeu”. Nota do Blog – De fato, caro Walter. Mas não o incluí na lista por um critério duvidoso que adotei, o fato de ele não ter uma vida regular vinculada ao município naqueles tempos, com a escolha para vice sendo por outros critérios e não necessariamente sua base política. Abraços.

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Senadores potiguares ocuparão assentos até então intocáveis – As eleições deste ano produziram várias surpresas, novidades e fenômenos. Algo diferente será a formação da representatividade potiguar no Senado. Na próxima legislatura teremos no Senado o Capitão Styvenson (Rede), Jean-Paul Prates (PT) e Zenaide Maia (PHS). Nomes como José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB) saem de cena após mais de 30 anos entre passagens pelo governo estadual e esse poder. Sinal dos tempos.

Prates (em pé, à direta) substituirá Fátima (Foto: divulgação)

Bancada governista de fácil formação, mas de difícil controle – A governadora eleita Fátima Bezerra (PT) não terá dificuldades em montar bancada majoritária na Assembleia Legislativa. Apesar de apenas três deputados terem sido eleitos por sua coligação, apoios recebidos no segundo turno e migrações “naturais” que vão acontecer, lhe darão boa maioria na Casa. Difícil será controlar tanta gente, em mais de uma dezena de partidos, com boa parte deles acostumada a uma forma de apoio pouco republicana.

Os descontentes com um e com outro na disputa presidencial – Dados da Justiça Eleitoral apontam que o percentual de votos nulos no segundo turno das eleições presidenciais de 2018 chegou a 7,4%, o maior registrado desde 1989, totalizando 8,6 milhões. Foi um aumento de 60% em relação ao 2º turno da última eleição presidencial, em 2014, quando 4,6% dos votos foram anulados. Os votos brancos somaram 2,4 milhões (2,1%), neste 2º turno, pouco acima do 1,7% da última eleição presidencial. Ao todo, 31,3 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 21,3% total, proporção similar ao do 2º turno presidencial de 2014. Somando os votos nulos e brancos com as abstenções, houve um contingente de 42,1 milhões de eleitores que não escolheram nenhum candidato, cerca de um terço do total.

O ciclo de eleições 2018 no RN ainda não está concluído

A corrida pelo voto no RN não terminou nesse domingo (28), com as eleições no segundo turno. Ainda vão existir eleições suplementares para prefeito e vice em dois municípios no dia 25 de novembro: Água Nova e Pendências. Em ambos, prefeito e vice foram cassados por abuso de poder econômico. Este ano já aconteceram também eleições suplementares em João Câmara, Pedro Avelino, Galinhos, Parazinho e São José de Campestre no último dia 3 de junho. P.S – Às 13h32 de 31 de outubro – O TRE/RN decidiu nessa terça-feira (30) que haverá eleição suplementar em outro município: Guamaré. Será dia 9 de dezembro.

Candidaturas e vitórias eleitorais para 2020 começam a ser antecipadas – Mal terminou a apuração de votos das eleições 2018, já é possível ouvirmos e lermos sobre nomes “certos” às eleições municipais em 2020. Os mais empolgados antecipam vitória de “A” ou de “B”. Calma, turma. As urnas deram uma mensagem retumbante não apenas para quem foi derrotado, mas também para os eleitos. Está todo mundo no fio da navalha. Compreensível, mas cedo e precipitado se falar em tom assertivo e premonitório sobre eleições que vão acontecer daqui a quase dois anos. Numa era analógica, há algumas décadas, o governador mineiro Magalhães Pinto definiu: “Política é como uma nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou”. Imagine hoje, num mundo cibernético.

Carlos: nome para 2022 (Foto: divulgação)

Carlos Eduardo Alves não é opção para disputa de prefeitura – Bom alertarmos para quem acredita numa nova candidatura do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), à Prefeitura do Natal, que ele está alijado de disputa em 2020. Por ter renunciado ao segundo mandato consecutivo para ser candidato ao governo estadual, não pode tentar emendar outro (seria o terceiro em série). O ex-prefeito só retomará a trilha de candidaturas mais adiante, em 2022, se quiser ser de novo candidato ao governo ou outro cargo eletivo.

O presidente eleito pode e deve desestimular excessos – Muita gente alimenta pregação de que o país marcha para uma ditadura ou outra forma de intervenção não constitucional. Sinceramente, não temo um regime de exceção, mas percebo que precisamos nos contrapor à restrição de direitos individuais, patrulhamento de costumes, violação da liberdade de expressão e cerco ao exercício jornalístico. Algumas escaramuças nesse sentido incomodam desde já. Porém espero que o próprio presidente eleito seja voz discordante e desestimuladora de excessos entre familiares, votantes e militantes-patrulhadores mais exaltados. Na oposição, também não faltam aloprados, é bom que se diga. Não votei nele, mas torço demais para que acerte e possa contribuir à retomada do desenvolvimento, à luta contra as profundas desigualdades sociais e à corrupção endêmica. Nesse caso, também tenho o Brasil como meu partido e pátria amada.

Nomes saem fortalecidos em meio ao tsunami eleitoral – Em contraponto à onda de votos contra políticos tradicionais, os deputados estaduais Vivaldo Costa (PSD) e Nelter Queiroz (MDB) têm motivos para comemorações. Sobreviveram e bem ao tsunami que varreu boa parcela da velha guarda da política potiguar este ano. Vivaldo, com 32.638 votos; Nelter, com 40.717. Outras figuras precisaram se reinventar, como o atual prefeito do Natal, Álvaro Dias (MDB). Paralelamente, começam a surgir outros nomes na tabuleiro, sobretudo num momento em que também está em aberto o comando da própria prefeitura, com o afastamento do prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”.

EM PAUTA

Banda H – A Banda H com seu pop-rock de alta qualidade vai animar a noite que antecede o feriado de finados, com música ao vivo nas piscinas do Hotel Thermas, na quinta-feira (1º de novembro). Sucesso, rapaziada. Se der, apareço.

Finados – A Diocese de Mossoró divulgou o horário das missas que serão celebradas na sexta-feira, dia 2, Dia de Finados. Cemitério São Sebastião, às 5h30 e às 16h30; Capela de Santa Teresinha, às 6h e às 9h; Cemitério Novo, às 8h e às 17h. Missa na Matriz Imaculada Conceição às 19h. A Rádio Rural transmite a Missa de Finados das 16h30 com Bispo Dom Mariano Manzana.

Palco Giratório – O espetáculo teatral “Os cavaleiros da triste figura” do grupo Boca de Cena, do Sergipe, vai se apresentar em três palcos do Rio Grande do Norte: Caicó (11/11), Mossoró (14/11) e em Natal (18/11), dentro da 21ª Edição do Palco Giratório do Sesc.

Jegue Folia – A cidade de Marcelino Vieira na região Oeste do RN terá entre os dias 4 e 6 de janeiro de 2019 a 18ª edição do Jegue Folia. A micareta é uma das mais consolidadas e longevas do estado. Psirico, Chicabana e Cláudia Leitte serão as atrações.

Catedral – A banda Catedral está de volta a Natal em sessão extra. O show “Catedral 30 Anos e Você”, em comemoração aos seus 30 anos de carreira, acontece no dia 21 de novembro, no Teatro Riachuelo, às 21h30.

Saraiva – No Dia Nacional do Livro, 29 de outubro, uma péssima notícia: a Livraria Saraiva do Partage Shopping em Mossoró não abriu. Foi desativada, como outras mais 19 unidades dessa marca no país (veja AQUI). Lamentável.

SÓ PRA CONTRARIAR

As urnas eletrônicas são confiáveis ou não, capitão Bolsonaro?

GERAIS… GERAIS… GERAIS…

Nesta quarta, 31/10, das 14 às 17h, vai acontecer a Mostra de Arte e Educação 2018 da Casa Durval Paiva. A instituição fica situada na Rua Prof. Clementino Câmara, 234 – Barro Vermelho, em Natal e o acesso ao público é gratuito. A entidade atende à criança e ao adolescente com câncer e doenças hematológicas crônicas (veja AQUI).

Obrigado à leitura do Nosso Blog Juscelino Rêgo (Pau dos Ferros),  Carlinhos Silveira (Mossoró) e  Carlos Sérvulo (Natal).

Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (22/10) clicando AQUI.

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Um nome para a Saúde do Governo Rosalba Ciarlini

Haroldo: bastidores (Foto: Web)

O urologista Haroldo Duarte, que teve curta passagem pela direção do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) na gestão Robinson Faria (PSD), é nome comentado nos bastidores como futuro secretário municipal da Saúde.

A princípio, nada confirmado publicamente por qualquer porta-voz da prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP).

Mas que tem o zunzunzum… ah, isso tem!

Haroldo é filho do já falecido médico Cid Duarte.

Seu avô paterno, médico Duarte Filho (também já falecido), foi prefeito de Mossoró e senador da República.

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Morre a médica Arita Salem Duarte

Faleceu em Mossoró às primeiras horas da madrugada de hoje, a médica Arita Salem Duarte, 78.

O velório está sendo realizado na Capela do Hospital Duarte Filho.

Sepultamento foi definido para ocorrer às 17 h, no Cemitério São Sebastião, centro de Mossoró.

Ela estava internada no Hospital Wilson Rosado, enfrentando câncer e avançado alzheimer.

Era filha do casal médico/senador Duarte Filho-Maria Salem Duarte e foi das primeiras mulheres mossoroenses a atuar na medicina na cidade, formada na Faculdade de Recife (PE), no final dos anos 50.

Da prole do casal, era a última remanescente. Já tinham falecido o musicista Ari Duarte e o médico Cid Duarte.

Doutora Arita deixa dois filhos.

Que descanse em paz.

Interinos viveram momentos difíceis na Prefeitura de Mossoró

A presença do prefeito provisório Francisco José Silveira Júnior (PSD) na Prefeitura de Mossoró, é uma gestão que se junta a outras na história da gestão pública municipal, pelo inusitado. Mergulhemos na história, pois.

Duarte: período de agitação

Antes dele, pelo menos mais dois governantes – entre tantos outros – viveram situação incomum, por circunstâncias e acontecimentos diferentes. Doutor Duarte Filho e Sandra Rosado.

Ele, na primeira metade do século passado; ela, no final da segunda metade do mesmo século XX.

Duarte Filho foi prefeito provisório de Mossoró por pouco mais de dois meses, entre 4 de novembro de 1935 e 18 de janeiro de 1936: foram 71 dias na administração municipal.

Foi aboletado no poder de forma interina, num tempo de agitação social e política, como a chamada Intentona Comunista em Natal, ocorrida entre os dias 23 e 27 de novembro de 1935.

O médico Duarte Filho (formado na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro) foi o oitavo prefeito provisório de Mossoró, depois da era da denominada “República Velha” (1889-1930), um período iniciado com a Revolução de 30.

Assumiu a condição de prefeito provisório poucas semanas antes de completar 29 anos (nasceu em 25 de dezembro de 1905). “Não há tempo para trabalho maior” devido tantas agitações, assinalou Câmara Cascudo, no livro “Notas e Documentos para a história de Mossoró”.

Diante das pressões para concorrer à perseguição de “comunistas” e outros “inimigos” do regime, preferiu se esquivar da missão de alcaguete e do exercício de gestor biônico.

Dix-huit

Sandra Rosado (PMDB, hoje no PSB) era vice-prefeita do prefeito Dix-huit Rosado (PDT), seu tio. Foram eleitos em 1992, com mandato até 31 de dezembro de 1996.

Bateram de frente em plena gestão. Da divergência veio novo racha político-partidário-familiar e Sandra foi descartada da administração, a ponto de ele mandar despejá-la de imóvel que abrigava seu gabinete.

Mas com a morte de Dix-huit em pleno exercício de sua terceira administração municipal, em 22 de outubro de 1996, Sandra Rosado assumiu prefeitura no dia seguinte.

Ficou 70 dias como prefeita efetiva de Mossoró.

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Nesse período, priorizou o pagamento de parte da folha funcional em atraso e o restabelecimento de serviços básicos do município, como limpeza urbana, que sofreram colapso durante os últimos meses da administração de Dix-huit Rosado.

Em sua equipe, apostou em nomes de referência  na sociedade, sem que necessariamente fossem de seu partido ou afinados politicamente. Entre eles, o empresário Noguchi Rosado (seu primo e irmão de Fafá Rosado, que viria a ser prefeita duas vezes da cidade) e o advogado Paulo Linhares.

Àquele ano, Sandra tinha sido candidata a prefeito, mas derrotada por Rosalba Ciarlini (PFL, hoje DEM), que já tivera na prefeitura entre 1989 e 1992.