Arquivo da tag: Eider Medeiros

Eleições ocorrerão sem retorno de prefeito e vice

O vereador Nixon Baracho (DEM) segue interinamente como prefeito de Alto do Rodrigues, até a posse do novo prefeito (e vice) do pleito suplementar no município.

Até aqui, não vingaram sucessivas tentativas de retorno ao cargo do prefeito cassado e afastado Abelardo Rodrigues Filho (DEM) e da vice Emília Batista Patrícia de Sousa (MDB), através de pedido de tutela antecipada (liminar). A última aconteceu no fim de semana.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelo descarte de ambos no dia 10 de setembro (veja AQUI), com base na Lei da Ficha Limpa.

Chapas

As eleições vão acontecer no dia 1º de dezembro, mesma data em que ocorrerá pleito semelhante em Ceará-Mirim.

A princípio, se desenha um embate entre duas chapas.

Em uma delas, o próprio Nixon Baracho é nome de proa à candidatura a prefeito pelo governismo. Ele assumiu a interinidade no último dia 23 de setembro. Em novembro do ano passado, ele ficou três dias no cargo, com primeiro afastamento de prefeito e vice.

O possível oponente que surge é Renan Melo (PSD), vereador e líder da oposição na Câmara Municipal, ligado ao ex-prefeito Eider Medeiros.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Morre Elder Andrade de Medeiros

Quem faleceu às primeiras horas deste domingo (14), foi Elder Andrade de Medeiros, 82, o “Maninho”.

Teve parada cardíaca.

Era pai dos médicos Eider Medeiros e Eduardo (Dudu) Medeiros.

O corpo será velado na Capela de São Vicente (Centro de Mossoró) e o sepultamento às 17h no Cemitério São Sebastião – também Mossoró.

Nossa solidariedade à família e amigos.

Que descanse em paz.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter com notas em primeira mão clicando AQUI.

UTI Pediátrica do Wilson Rosado deve continuar funcionando

O Hospital Wilson Rosado (HWR) não deve paralisar os atendimentos da sua UTI Pediátrica. O despacho nesse sentido foi dado pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró, Pedro Cordeiro Júnior.

UTI tem dez leitos funcionando (Foto: arquivo)

No enunciado, ele assevera que o hospital deve “se abster de qualquer paralisação do serviço de leitos da UTI pediátrica, bem como de criar obstáculos ao acesso de usuários do SUS aos referidos leitos até a apreciação da liminar pleiteada ou, se for o caso, ulterior deliberação deste juízo (…).”

Acrescentou ainda que fica “o réu desde logo advertido de que todos os atos praticados em descumprimento à determinação deste magistrado ficarão sem efeito, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei, por atentado à jurisdição, inclusive responsabilização criminal”. Mais claro, impossível.

Diálogo

Num comunicado em seu portal na Net, após decisão do juiz, a Prefeitura de Mossoró voltou a sinalizar com interesse em encontrar saída para o impasse financeiro de cinco meses e mais de 717 mil reais com o HWR. Disse que “mantém o interesse no diálogo” e está aberta à negociação.

Pediu ainda “sensibilidade com o momento de crise” e que o HWR “reconheça os esforços da gestão na resolução do problema”. Ontem, a municipalidade já tinha emitido uma nota confusa (veja AQUI).

Devedora, a Prefeitura imprimiu discurso humanitário ao final do texto: “Mais que isso, que pense nas vidas de crianças que poderiam ser ceifadas caso a UTI viesse a ser fechada.” Deve e não nega, mas não sabe quando vai pagar.

Cláudia Regina

Por sua vez, o Wilson Rosado informou essa tarde – antes do pronunciamento da Justiça – que “temos hoje oito crianças internadas na UTI Pediátrica” e antecipou que não atenderia a mais nenhuma criança (veja AQUI).

Essa estrutura de alta complexidade foi instalada dia 10 de abril de 2013, na gestão da prefeita cassada e afastada Cláudia Regina (DEM). Dia 23 do mesmo mês recebeu seu primeiro paciente.

Cláudia Regina entrega UTI, após proposta que até sua bancada não acreditava (Foto: reprodução)

Tudo poderia ter sido diferente e melhor antes. A clínica infantil privada Uniped, que fechou por falta de meios para se manter em atividade, tinha seis leitos para esse serviço e não conseguiu credenciá-los na era Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB).

Tomaz Neto

O médico hematologista Cure de Medeiros chegou a manter dez encaixotados por mais de três anos (veja AQUI). Nunca teve apoio para fazê-los úteis em Mossoró. Entraves politiqueiros não deixaram.

O Governo Estadual Rosalba Ciarlini também nunca concluiu obra com esse fim no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

À época, o vereador Tomaz Neto (PDT) mobilizou Câmara de Vereadores e levou colegas ao HRTM, onde foi encontrada a saída emergencial para o problema.

Tomaz (à direita) mobilizou Câmara em 2013 (Foto: Arquivo)

O diretor-geral – médico Eider Medeiros – sugeriu o caminho da rápida instalação da UTI, por iniciativa da Prefeitura, com dispensa de licitação em face da excepcionalidade. Assegurou que existiam meios para que em poucos dias isso pudesse ocorrer.

Obras no HRTM estavam sem perspectivas de conclusão, adiantou o diretor. Até hoje não foram concluídas, que se diga.

Ana Raquel

Tomaz levou a proposta à imprensa e à prefeita. Provocou o tema novamente na Câmara de Vereadores. Num debate acirrado, ele foi desdenhado e contestado por setores da bancada governista. Afirmavam ser “inviável” essa agilidade.

Minutos depois, em plena sessão do Legislativo no dia 3 de abril de 2013 (veja AQUI), a assessoria da prefeita ligou e assegurou que ela tomaria aquele caminho. A prefeita agiu como prometido, via investimento próprio do HWR.

A questão veio à tona com a morte de uma criança e campanhas desencadeadas a partir de redes sociais na Internet, que visavam salvar outras vidas. O símbolo dessa cruzada foi uma criança de quase 3 anos, Ana Raquel Laurindo Fernandes (veja AQUI), socorrida em Natal, após muito sofrimento.

O Blog resgata apenas parte de uma história que muitos esqueceram e outros tantos não sabem. Tudo para entendermos melhor o que acontece agora e não nos descuidarmos do futuro.

Tenha notícias mais ágeis em nosso Twitter, clicando AQUI.

Rosalba nomeia Danísia Freitas para dirigir Tarcísio Maia

Danísia: passagem pela CSDR (Foto: Trafegando)

Danísia Freitas é a nova diretora geral do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), nomeada pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Nomeação já confirmada oficialmente.

O secretário da Saúde Pública do Estado (SESAP), Luiz Roberto Fonseca, deverá estar em Mossoró neste final de semana, para apresentação protocolar da nova diretora.

Ela já atuou na equipe administrativa da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) e esteve na equipe de Saúde da prefeita cassada e afastada de Mossoró, Cláudia Regina (DEM).

Substituirá o médico Eider Medeiros, que há mais de dez dias entregou o cargo.

Ela é o terceiro nome na direção geral do HRTM, no período de gestão Rosalba Ciarlini.

O primeiro diretor foi o odontologista Ney Robson.

Ruth Ciarlini é indiciada por estelionato e falsidade ideológica

Por Cézar Alves (Blog Retrato do Oeste)

A Polícia Civil de Mossoró indiciou a assistente social Ruth Alaíde da Escóssia Ciarlini (DEM), que é irmã da governadora  Rosalba Ciarlini (DEM), e o médico Eider Barreto de Medeiros (cunhado de Ruth), que é diretor do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), além de outros 11 servidores do mesmo hospital, por crimes de estelionato qualificado, falsidade ideológica, peculato culposo entre outros crimes.

Rosalba, Carlos e Ruth: tudo em família. Dinheiro para a Saúde com outro fim

A investigação começou no mês de maio de 2013, quando o Retrato do Oeste mostrou, com exclusividade, que a assistente social Ruth Ciarlini (ex-vice-prefeita e ex-deputada estadual) ganhava sem trabalhar no HRTM e recebia uma bonificação especial denominada de “Plantão Eventual.”

No caso, este tipo de benefício só deveria ser pago para quem de fato trabalhasse além de seu expediente normal completando escala. Ela sequer aparecia no hospital.

Além da irmã da governadora, o Retrato do Oeste também revelou vários outros nomes, que estavam ganhando plantão eventual sem trabalhar no HRTM. A notícia ganhou repercussão estadual e os delegados Fábio Montanha, da 1ª DP de Mossoró; Nivaldo Floripes Batista, da 2ª DP, e José Vieira, da Delegacia de Defraudações, instauraram inquérito policial para apurar o caso.

Sem trabalhar

No dia 27 de setembro, com ordens judiciais, os delegados apreenderam documentos no HRTM que viriam mais tarde comprovar os desvios de recursos públicos através de fraude na folha de pagamento, destinando plantão eventual para quem não merecia.

Eram destinados até quatro plantões eventuais (o máximo) para pessoas que sequer iam ao HRTM, como era o caso da irmã da governadora, e quem trabalhava completando as escalas contaram aos delegados que não recebiam.

O próprio diretor Eider Medeiros recebia carga máxima de plantão eventual todo mês. Além dos depoimentos e os documentos, os crimes foram comprovados através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça com o aval do Ministério Público Estadual.

“Só está sendo indiciado quem tem comprovação testemunhal e material”, explica Fábio Montanha, lembrando que em vários casos até havia prova material, mas não havia casamento com a prova testemunhal. Estas pessoas ficaram de fora do indiciamento.

Indiciados

1 – Ruth Alaíde da Escóssia Ciarlini, indiciada por estelionato qualificado e falsidade Ideológica que o Código Penal Processual (CPP) prevê pena de 2 a 10 anos de prisão. Segundo o delegado José Vieira, a ex-deputada e ex-vice-prefeita de Mossoró ainda tentou esconder que recebia plantão eventual e salário sem trabalhar no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

2 – A Chefe do Setor de Serviço Social do HRTM, Rosângela Almeida Moreira Carioca, foi indiciada por estelionato qualificado, que o CPP prevê pena de 1 a 5 anos de prisão, além de Fraude Processual, que o CPP prevê pena de 3 meses a 2 anos. “Esta senhora recebia plantão sem ter direito e criou um livro para tentar esconder a fraude”, explica.

3 – Assistente social que trabalha no setor administrativo, Margareth Paiva Cavalcante, foi indiciada por estelionato qualificado, que o CPP prevê pena de 1 a 5 anos de prisão, e por  falsidade ideológica, que o CPP prevê pena de 1 a 5 anos. Ela não trabalhava na Assistência Social, mas colocava seu nome para receber Plantão Eventual noturno.

4 – Mirna Aparecida de Sousa de Lima foi indiciada por estelionato

5 – Zuleide da Conceição Sousa foi indiciada por estelionato

6 – Alzeniza Nunes de Lima, a Geiza, foi indiciada por estelionato

7 – Alzenira Nunes de Lima foi indiciada por estelionato

8 – Valcineide Alves da Cunha de Sousa – foi indiciada por estelionato. Esta senhora tem uma particularidade. Recebia plantões eventuais noturno de um setor do HRTM que não  funciona à noite. Na prática, Valcineide sequer trabalhava no HRTM. Só recebia.

9 – Antônia Edna de Morais foi indiciada por estelionato

10 – Janilce da Silva Falcão foi indiciada por estelionato

11- Maria Goretti Alves de Araújo foi indiciada por estelionato

12 – Maria Goretti Bezerra foi indiciada por estelionato

13 – Eider Barreto de Medeiros, que é o diretor geral do HRTM foi indiciado por peculato culposo, pois, segundo o delegado, sabia de tudo quando assumiu, deixou o esquema continuar e ainda autorizava pagar a si próprio com plantão eventual.

O rombo

O governo do Estado pagava em média 8 milhões por mês em plantão eventual a servidores do governo para complementar escalas dos hospitais do Rio Grande do Norte. Existe uma suspeita de que em sua grande maioria, estes plantões eventuais foram pagos a quem não merecia em detrimento a quem de fato trabalhou. Seriam destinados para apaniguados políticos, como escreveu os delegados.

Após a publicação dos fatos pelo Retrato do Oeste e a Operação Ponto Final da Policia Civil, os pagamentos de plantões eventuais teria reduzido mais de 60% no RN, o que equivale uma economia mensal superior a R$ 5 milhões.

Nota do Blog Carlos Santos – Segue caindo por terra o vestal de honestidade do esquema da “Rosa”.

Imaginar que a governadora e o governador de fato, Carlos Augusto Rosado (DEM), não sabiam dessa pouca vergonha, é acreditar que Papai Noel existe e mora na Lapônia.

Qualquer dúvida, é só lembrarmos também o caso do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. É outro registro de desvio comprovado na Saúde, numa área tão delicada.

Foi instalado às pressas e o próprio Governo, pressionado pelo Ministério Público, admitiu que houve desvio (numa primeira etapa), de mais de R$ 8,4 milhões de um total de cerca de R$ 16 milhões destinados a essa unidade hospitalar.

Tem mais um detalhe: há mais de dez meses que o secretário estadual da Saúde – Luiz Roberto Fonseca – anunciou sindicância para apurar denúncia contra Ruth, que por pouco não era candidata a prefeito de Mossoró em 2012. Mas até aqui, nenhum resultado foi apresentado.

Se Ministério Público e Polícia Civil não agem, certamente o escândalo continuaria sendo escondido e o esquema de  desvio mensal de cerca de R$ 5 milhões/mensais seguiria  a pleno vapor.

Esse dinheiro daria para instalar uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) por mês ou cobrir o custo das três existentes em Mossoró.

Lamentável. Triste.

Diretor do Tarcísio Maia desabafa diante de governadora

O diretor-geral do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), pela terceira vez, médico Eider Medeiros, desabafou. Despejou o que queria dizer à própria governadora Rosalba Ciarlini (DEM). De corpo presente.

Eider: apelo pelo Tarcísio Maia (Jornal de Fato)

Recebido na Governadoria, em Natal, disparou com aquele seu jeito compassado no falar: se o governo tivesse botado mais de R$ 2 milhões/mês no HRTM e Hospital da Polícia, em vez de despejá-los na aventura do Hospital da Mulher, o quadro de saúde pública em Mossoró e região daria resultados infinitamente maiores, inclusive à imagem governista.

A conversa entre ambos deixou Rosalba desconsertada. Como é de praxe, ela voltou a prometer mudanças, novidades e investimentos.

Eider – com a proximidade política que possui – falou o que muitos temem comentar ou afirmar claramente, para não desagradar a governante e o líder do seu grupo, chefe de Gabinete Civil e ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM).

O HRTM, apesar de sua enorme importância, ficou em segundo plano nos projetos do governismo, que enxergou na implantação do Hospital da Mulher um meio de se capitalizar mais politicamente. Essa era a prioridade, não a saúde.

O diretor Eider não entende tamanho desatino, porque seu olhar não alcança as estepes frias do pensamento político do rosalbismo. A criação do Hospital da Mulher surgiu para fazer frente à Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), em termos de resultados e conceito público, para produzir resultados eleitoreiros imediatos.

A meta foi alcançada, do ponto de vista político-eleitoral e com um custo milionário. O próprio governo admitiu, numa auditoria interna, que mais de R$ 8,4 milhões foram desviados.

Tarcísio Maia

Esse equipamento de saúde foi usado fartamente como peça de divulgação na campanha municipal do ano passado. Paralelamente, uma rede de comunicação-propaganda satanizava e tentava fechar a CSDR, controlada por esquema político adversário.

Noutra frente, com saúde municipalizada, a Prefeitura de Mossoró criava dificuldades de manutenção da CSDR. Chegou a segurar por cerca de nove meses a liberação de cerca de R$ 560 mil, comprometendo vidas e espalhando ressentimentos de médicos e outros servidores da institituição.

Na verdade, utilizar essa estratégia de manipulação da Saúde não é algo raro ou isolado na história política de Mossoró e Rio Grande do Norte.

O próprio Tarcísio Maia, que “nasceu” com o nome de “Tancredo Neves”, foi parido com um objetivo prioritariamente político-eleitoral pelo grupo Maia, gestão do governador José Agripino (PFL, hoje DEM) – em 1986.

Hospital da Mulher (foto Carlos Costa): Imagem nobre, manipulação torpe e milhões desviados

“Remédio”

Brigado com o sistema político do primo e deputado federal Vingt Rosado, o ex-governador Tarcísio Maia e seu filho Agripino identificaram a saúde como umas das principais forças catalizadoras de votos adversários durante décadas. Precisava ser combatida.

O “remédio” a ser usado para aplacar essa influência seria na mesma moeda.

Daí veio a ideia do hospital regional, que pesquisa de opinião pública reforçou como necessário. Coube ao então secretário da Saúde, Leônidas Ferreira, agilizar providências para implantação desse equipamento.

De lá para cá, como sempre, milhares e milhares de pessoas indefesas, manipuladas e usadas, sofrem com essa guerra pelo poder.

As maiores e contínuas baixas não estão de um lado nem do outro. A patuleia indefesa – no meio das batalhas – paga às vezes com a própria vida por tamanho  desatino.

Servidora fantasminha encontra sua repartição

Apareceu a margarida! A assistente social Ruth Ciarlini (DEM) finalmente localizou o endereço do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Ruth está lotada há tempos no HRTM, como servidora dos quadros do Estado.

Mas só ontem “Rutchinha” deu um “alô” pros seus colegas de trabalho.

Alguns só souberam de sua existência nos quadros do hospital, através desta página e o Blog Retratos do Oeste (Cézar Alves). Descobriram que ela era uma “fantasminha” especial: cheia de plantões para engorda do salário, sem precisar trabalhar.

Com sorriso amarelo, Ruth transpirou uma frase apropriada à sua estreia, diante de colegas que trabalham:

– Eu gosto muito do Tarcísio Maia.

Ô!

Irmã da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e cunhada do diretor geral do HRTM, Eider Medeiros, a ex-deputada estadual e ex-vice-prefeita Ruth Ciarlini tem realmente muitos motivos para gostar do Tarcísio Maia.

Ô!

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Servidora se revolta contra fantasma ilustre

Carlos Santos,

Trabalho há 21 anos no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). De seis anos para cá a demanda cresceu absurdamente e a estrutura do hospital não acompanhou esse crescimento.

Os governantes alegam que não têm condições de melhorar do dia para a noite essa situação, mas vemos que do dia para noite eles elegem seus comparsar e beneficiam seus comparsas forjando escalas e outras coisas como estamos vendo aí.

Para eu ganhar o referente a 12 plantões, porque eu nunca tive direito a eventuais, porque nossos “fantasminhas” não permitem, eu preciso trabalhar 144 horas mensais dentro de um pronto-socorro, em enfermarias que comportariam um terço dos pacientes que lá estão.

Vejo pacientes infartados, que muitas vezes não têm uma maca para deitar, vejo a dignidade dos usuários ser violada, vejo pessoas chegando e respirando o ar do outro porque nem distância podemos manter de um paciente para o outro numa enfermaria, de tão cheia.

Vejo pacientes morrendo por falta de um respirador mecânico.

Enfim, vejo muita coisa triste acontecer por falta de condições de trabalho.

Aí descobrimos falta de escrúpulos como esse citado.

Que país sem moral a gente vive, onde aberrações como essas acontecem e ninguém é preso.

Em países que têm vergonha na cara, casos como esse vão parar na cadeira elétrica.

Infelizmente, o povo tem memória curta e o Ministério Público finge que faz alguma coisa.

Acho que só Deus destruindo essa raça de víboras para moralizar esse país.

Sandra Andréia – Webleitora e funcionária pública.

Veja AQUI postagem que mostra como o Governo do Estado paga a irmã da governadora, para ela não trabalhar.

Nota do Blog – O cinismo e a desfaçatez dessa corriola são repugnantes. A ex-deputada estadual e ex-vice-prefeita mossoroense Ruth Ciarlini (DEM) pode ter emprego, sem trabalhar, além de ganhar remuneração extra por plantões inexistentes. Irmã da governadora Ciarlini (DEM) e cunhada do diretor-geral do HRTM, Eider Medeiros, ela pode.

Pior é o analfabetismo político da imensa maioria da população, que só enxerga podres no quintal alheio e evita comentar e se pronunciar com verdadeira indignação essa modalidade de crime.

E ainda tem quem ache estranho hospitais públicos com corredores lotados de vítimas, faltando remédio, instalações dignas e tratamento humano.

Sobra dinheiro para Saúde. Temos que punir com rigor os quadrilheiros que continuam desviando recursos e ainda posam de beneméritos.

Rosalba deve cortar salário e ‘extras’ de “Rutchinha”

Se a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) agir com isonomia, é provável que determine convocação pública ao trabalho da própria irmã, a ex-deputada estadual e ex-vice-prefeita de Mossoró Ruth Ciarlini (DEM).

A “Rutchinha”, como diria o personagem “Tonho da Lua”, da clássica novela “Mulheres de Areia” (TV Tupi, anos 70, regravada pela Rede Globo anos depois), desde o início do ano que está lotada no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), mas nunca apareceu para dar sequer um expediente (veja AQUI).

Mesmo assim, Rutchinha recebe 12 plantões diurnos e mais 4 plantões extras, somando uma renda extra mensal em seu salário no Hemoncentro de R$ 3.164,38/mês.

Vale ser lembrado que o diretor-geral do HRTM, médico Eider Barreto, é cunhado dela, a laboriosa assistente social – mana da governadora.

Há poucos dias, Rosalba determinou à Secretaria de Administração e Recursos Humanos o corte no ponto de servidores grevistas, que reivindicam seus direitos.

E a servidora que ganha sem trabalhar merece o quê?

Francamente!

Tarcísio Maia vai passar por mudança de diretoria

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) deve passar por outra mudança em seu comando e em sua conturbada história.

O diretor-geral dessa instituição, odontólogo Ney Robson, tem nome comentado na Governadoria e Residência Oficial do Governo, em Natal, para sair do cargo.

O médico-cirurgião Eider Medeiros, que já ocupou cargo de comando no HRTM, foi sondado para substituir Ney.

Ele é cunhado da vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM), irmã da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Paralelamente, há informação que as mudanças no HRTM devem atingir outras diretorias e ganhar ainda maior profundidade. A governadora percebeu que não pode levar a situação da saúde pública com a barriga e na “promessa de boca”.

E vale lembrar: este é um ano eleitoral. Saúde está na pauta do dia.