Dirigentes da Aper foram recebidos por superintendente e equipe (Foto: Divulgação)
A Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER) participou nesta sexta-feira (23) de reunião com o superintendente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Jeová Lins, e sua equipe. O encontro teve como pauta principal a recente exigência de utilização exclusiva de equipamentos nacionalizados nas operações da linha de financiamento FNE Sol. Medida que tem gerado grande preocupação e debate no setor fotovoltaico.
Durante a reunião, a Aper apresentou um panorama detalhado dos impactos dessa nova diretriz, evidenciando o aumento expressivo dos custos dos projetos solares. Conforme dados levantados pela Associação, a diferença de preços entre equipamentos nacionalizados e importados pode atingir entre 70% e 80%, inviabilizando diversos empreendimentos e comprometendo a competitividade do mercado.
Outros pontos de alerta incluíram a limitação do portfólio tecnológico disponível para os desenvolvedores de projetos, os reflexos negativos sobre as empresas integradoras que operam no estado e a potencial redução na geração de empregos, um setor que tem sido um motor de crescimento econômico para o Rio Grande do Norte.
Necessidades
O presidente do Conselho Deliberativo da Aper, Paulo Morais, e Waldemilson Silva, da empresa Casa Solar, um dos associados presentes, relataram em primeira mão as dificuldades práticas enfrentadas por suas empresas e a crescente insatisfação gerada pela política de financiamento atual.
O presidente da Aper, Williman Oliveira, entregou ao superintendente Jeová Lins ofício com informações técnicas, econômicas e operacionais que detalham as preocupações do setor. O superintendente se comprometeu em levar o tema para discussão na reunião geral do Banco. Prometeu ainda um retorno ágil à entidade.
A Coordenadoria de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON/RN), conseguiu a suspensão temporária das emissões de faturamento nas contas de energia para consumidores de energia solar, pela Neoenergia Cosern, após a repercussão de uma grande quantidade de denúncias feitas por consumidores de várias regiões do Rio Grande do Norte. A decisão foi tomada durante reunião proposta pela Neoenergia, que contou com representantes do Procon Estadual, Procons municipais e da diretoria da concessionária.
Somente nos últimos dias, o órgão contabilizou mais de 100 denúncias formais em seus canais de atendimento — muitas delas relatando aumentos entre 200% e 600% nas contas de energia, sem aviso prévio ou justificativa adequada.
De acordo com os consumidores, as cobranças questionadas incluíam ICMS, PIS, COFINS, taxa de iluminação pública (COSIP) e até tarifa de bandeira, o que levantou dúvidas sobre a legalidade e a transparência dos valores aplicados.
Diante desse cenário, o Procon RN notificou a Cosern para prestar esclarecimentos. Após o diálogo desta segunda-feira, o órgão confirmou a suspensão imediata das cobranças contestadas até a conclusão da análise. Inclusive, emitiu uma nota:
A Neoenergia Cosern informa que tomou a decisão de suspender temporariamente, desde a semana passada, a emissão do faturamento dos clientes de Micro e Mini Geração Distribuída (MMGD II e III) enquanto dialoga com o Governo do Estado a respeito do tema. A decisão foi comunicada aos representantes dos Procons Estadual e Municipais em reunião realizada na sede da Neoenergia Cosern em Natal nesta segunda-feira (17).
O Governo do Estado também se pronunciou e negou qualquer mudança no ICMS que justificasse o encarecimento do serviço.
A Justiça já derrubou cobranças semelhantes em Minas Gerais, Piauí e Paraíba.
O Procon orienta que novas denúncias ou registros de irregularidades continuem sendo feitos pelo número (84) 98646-6432.
Relatório mostra números crescentes de investimentos (Foto: Everton Dantas)
A instalação de usinas para geração de energia eólica e solar no Rio Grande do Norte gerou 13.571 empregos diretos e indiretos. A informação está no “Balanço do Setor Elétrico do RN – Ano Base 2024”, publicação divulgada nesta segunda-feira (20.01) pela Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC-RN). Foram 10.462 com a oferta de vagas no setor eólico e 3.109 no solar.
O total em investimentos em novos projetos nestes dois setores, no ano passado, chegou a R$ 10,1 bilhões. Foram R$ 7,8 bilhões em projetos para geração eólica e R$ 2,3 bilhões para fotovoltaicos.
A publicação aponta que a previsão de novos investimentos nos parques eólicos e solares, até 2030, no Rio Grande do Norte, soma R$ 55,3 bilhões. “Os valores estimados de investimentos para entrada em operação de novas usinas eólicas podem chegar a R$ 21,3 bilhões nos próximos anos. Se tratando de projetos fotovoltaicos esses valores podem atingir R$ 34,0 bilhões”, informa.
O Boletim da SEDEC destaca que, em 2024, foram instaladas 45 novas usinas, destas, 27 eólicas e 18 de energia solar distribuídas em 11 municípios. De acordo com o levantamento, as matrizes eólicas e fotovoltaicas ocupam o protagonismo do setor energético, somadas, suas potências adicionadas totalizaram aproximadamente 1,65 GW no ano passado.
“A matriz elétrica do Estado do Rio Grande do Norte continua sendo essencialmente renovável. A energia eólica, solar fotovoltaica, a biomassa e a energia hídrica são responsáveis por 98,9% de toda a potência outorgada (potência comercializada) no estado”, ressalta a publicação, elaborada pela Coordenadoria de Energias da SEDEC-RN.
“Quando o assunto é a potência instalada (potência em operação), essas fontes apresentam percentual semelhante, com 97,8% de toda a potência em operação”, acrescenta.
Atualmente as usinas eólicas são responsáveis por 77,9% de todos os empreendimentos de geração de energia em operação no estado. Ao considerar os projetos de fonte eólica, os empreendimentos em operação correspondem a 79,9%. Já as usinas de fonte solar representam 12,6% de todos os empreendimentos em operação no estado.
“Essa fonte também representa a maior quantidade de projetos já comercializados e que ainda não foram construídos, com um total de 198 projetos, correspondendo a 77,6% de todas as usinas com construção não iniciada”, aponta o estudo.
Expansão de sistemas solares tem sido facilitada por financiamentos (Foto ilustrativa)
O Rio Grande do Norte registrou o maior crescimento no número de unidades de geração distribuída no Nordeste em 2024, com alta de 45,5%, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). O avanço dos sistemas solares em residências, comércios e indústrias também garantiu ao estado o quarto maior crescimento do país.
Além disso, o RN alcançou um aumento de 20,2% capacidade total de geração de energia por placas fotovoltaicas, o terceiro maior do Nordeste e o nono do Brasil. Com esse resultado, o estado passou a responder por 14,4% de toda a capacidade de geração solar da região.
A geração distribuída, caracterizada pela produção independente de energia elétrica em pequenos sistemas instalados em telhados ou propriedades privadas, tem sido fundamental para a expansão desse mercado. Esse avanço é impulsionado pelo acesso facilitado a linhas de crédito e financiamentos, que vêm reduzindo os custos de implantação e acelerando o movimento de transição energética no estado.
O Sicredi, por exemplo, instituição financeira cooperativa, registrou em 2024 um saldo total de R$ 52,2 milhões em sua carteira de crédito para financiamento de sistemas de energia solar no Rio Grande do Norte. No ano, foram realizadas 932 operações na carteira, o que representa um crescimento de 26,6% em relação ao acumulado em 2022.
Novas conexões crescem em ritmo acelerado, mas falta maior presença de financiamento estatal (Foto: Aper)
O financiamento bancário, para o qual recorrem cerca de 60% a 70% das pessoas físicas e jurídicas que decidem investir em Energia Solar distribuída, é considerado um fator primordial para o crescimento do setor, conforme a Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER). Mas, existem certos gargalos.
De acordo com dados da entidade, no ano de 2023, enquanto o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) no estado do Ceará financiou cerca de 23,8% dos investimentos estimados em energia solar distribuída. Em Pernambuco, essa participação foi 23,5%; na Paraíba, 22,3%. Enquanto isso, no Rio Grande do Norte, o BNB financiou apenas 6,0%. O RN ocupa o último lugar entre os estados da região Nordeste nesse ranking.
Os bancos privados, principalmente, e as cooperativas de crédito têm sido dois dos principais responsáveis pelo financiamento da grande maioria dos projetos no RN.
Nesse aspecto, o mercado tem sentido falta de uma maior presença do Banco do Nordeste (BNB), que continua a ter uma participação muito pequena no financiamento do setor.
Em relatório, o Observatório e a Aper apresentam uma evolução do setor desde 2015 e apontam que o mês passado registrou o recorde histórico de 2.928 conexões, número que representa um crescimento de 19,3% em relação a junho (mês que teve 2.453 novas conexões). A manter-se o ritmo apresentado nos sete primeiros meses deste ano, a expectativa é de que 2024 supere a quantidade de novas conexões em mais de 50%, em relação a 2023.
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Cai Jie e Ma Xuefeng estiveram com Fátima Bezerra e auxiliares de governo (Foto: Sandro Menezes)
Como resultado das visitas do governo do estado e do governo federal à China neste ano de 2023, o grupo chinês Citic Group Corporation está negociando a aquisição da construção de um projeto de energia solar no município de Assu-RN. Sr. Ma Xuefeng, diretor-geral, e Sr. Cai Jie, analista de investimento, estiveram reunidos com a governadora Fátima Bezerra (PT) e sua equipe nesta sexta-feira (16).
Discutiram o investimento que será de R$ 2,5 bilhões, com perspectiva para gerar de 400 a 500 empregos diretos na região durante a fase de implantação.
O projeto já tem capacidade de conexão, e as obras têm previsão de início para novembro de 2023, com mais de 600 MWp de potência instalada. Esse é o primeiro investimento da empresa chinesa no Nordeste, mas ela já tem outros negócios no Brasil.
“A escolha do RN para os primeiros projetos da empresa reforça o protagonismo do nosso estado no que diz respeito às energias renováveis. Isso é só o início dessa longa parceria. É a retomada das relações diplomáticas rendendo bons frutos ao Rio Grande do Norte”, diz a governadora.
“O projeto é muito grande, e o período de construção também é grande, são quase três anos de implementação, isso tem um impacto importante na economia local, porque existe uma movimentação não só na geração de empregos, mas no setor econômico de Assu. Porque demanda a parte de infraestrutura para atender um empreendimento desse tipo”, explica Hugo Fonseca, coordenador de Desenvolvimento Energético do Estado do Rio Grande do Norte.
Nota do BCS – Como diria o velho e saudoso Canindé Queiroz: “Ótimo do ótimo.” Excelente notícia. Que cheguem outras tantas. Estamos precisando, governadora. O CITIC Group é uma empresa de investimento estatal chinesa, e ocupa o 35º lugar na lista das 500 maiores empresas da China. Está na lista da revista Forbes como uma das 150 empresas mais lucrativas do mundo. Está presente em 23 países da Ásia, África e América Latina.
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Notícia muito interessante e que diz respeito ao futuro do RN, em especial, divulgada pela rede CNN:
Com cerca de 30 parques eólicos e mais de 325 eaerogeradores, João Câmara é destaque nacional (Foto: reprodução)
A empresa de consultoria McKinsey estima que o mercado de energia renovável deverá movimentar mais de US$ 124 bilhões no Brasil até 2040, sendo US$ 20 bilhões apenas em hidrogênio verde.
O país possui fontes de energias renováveis em abundância, como a solar e a eólica.
Empresas já começaram a apostar na produção nacional de hidrogênio verde.
A petroquímica Unigel investiu R$ 120 milhões na construção da primeira fábrica para a produção do insumo. (CNN Brasil).
Nota do Canal BCS – Só nas primeiras semanas deste ano, 14 parques eólicos começaram a operar no RN em Lajes, Pedro Avelino, Jandaíra, Caiçara do Rio do Vento e Pedra Preta. Sâo 579,6 MW em potência instalada. Esses municípios e região passam por grande impacto econômico e social a olhos vistos.
O Rio Grande do Norte detém cerca de 32% de potência eólica no Brasil em cerca de 240 empreendimentos. Chegamos a 7,43 GW de potência instalada. E tem muito mais pela frente.
*Vídeo constante desta matéria é do Parque Eólico Calangos em Rio do Fogo e Lagoa Nova, produção de Canindé Soares.
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A Agrícola Famosa, umas das principais empresas produtoras e exportadoras de melão do mundo, criou uma nova empresa no Reino Unido denominada de Melon & Co. (veja AQUI). A nova empresa nasce com a missão de ampliar e cuidar mais de perto do cliente inglês.
A Inglaterra representa em torno de 35% do destino do melão e melancia produzidos pela empresa genuinamente mossoroense que nasceu na última década do século passado mediante a bravura de Carlos Porro e Luiz Barcelos.
A Agrícola Famosa aproveitou muito bem o espaço comercial de frutas frescas deixado por empresas como Maisa, Nolem e Delmont e ampliou a sua participação na Europa no fornecimento do produto.
O grupo detém cerca de 70% da quota de mercado do melão e melancia do Reino Unido, através de venda direta às grandes redes de supermercados que anteriormente era feito em sintonia com a empresa FESA UK.
A empresa mossoroense trabalha com a expectativa de melhorar o serviço que presta ao cliente inglês acompanhando em detalhes a qualidade do produto que chega ao consumidor. Ela fornece atualmente cerca de 3.300 contêineres por ano ao mercado da Inglaterra e vizinhos.
A Agrícola Famosa pode, também, a partir de agora firmar parcerias com empresas produtoras de frutos na América Central e na própria Europa (especialmente Espanha) para fornecer o produto na época da entressafra do melão e da melancia no Semiárido Nordestino.
Frete marítimo
A safra 2021/22 do melão e melancia começa com uma incerteza para o exportador. Trata-se da dificuldade em função do alto preço das tarifas de frete marítimo. Algumas rotas ultramar terão dificuldades de disponibilidade de contêineres refrigerados, equipamento indispensável para a exportação de melão e melancia do Nordeste Brasileiro para a Europa, Estados Unidos e Ásia.
As tarifas de frete dos contêineres refrigerados sofreram aumentos consideráveis durante o primeiro semestre e ainda se trabalha com a expectativa de incremento no segundo semestre e no próximo ano.
O caos logístico global e a disparada nos fretes marítimos provocados pela pandemia deverão se estender ao menos até 2022. Isso significa preços altos e prováveis atrasos na chegada de produtos pelos próximos meses.
O Índice Global de Tarifas de Contenedores Reefer de Drewry, uma média ponderada das tarifas das 15 principais rotas ultramar com uso intensivo de contêineres refrigerados confirma um aumento de 32% até o segundo quadrimestre do ano em curso e espera que até o final do terceiro quadrimestre esse valor chegue a 50%.
O principal problema do aumento de preço do frete dos contêineres refrigerados é o alto preço que ele alcança quando é usado para o transporte de carga seca, e o mundo todo está convivendo com escassez de contêineres de uma maneira geral. O mercado tem operado no limite, com escassez de contêineres e falta de navios em todo o mundo. Com o início da temporada de pico – o terceiro trimestre, em que empresas abastecem seus estoques para o fim de ano -, a situação não só deve se prolongar, como poderá se agravar.
A crise afeta todos os segmentos que usam contêineres: calçados, vestuário, higiene pessoal, eletrônicos, equipamentos, alimentos, frutas, carnes refrigeradas, celulose, veículos.
Espera-se que esse problema seja minimizado somente a partir de meados do próximo ano, o que pode trazer um certo alívio no preço dos fretes marítimos.
Produção tem safra com boas expectativas (Foto: cedida)
Safra de melão e melancia
A safra de melão e melancia começou com boas expectativas para o produtor, apesar de que novamente a disponibilidade de água pode ser um problema, especialmente para as empresas que concentram a sua produção na região da Grande Maisa (Mossoró, Tibau, Icapuí, Jaguaruana e Aracati).
Os principais tipos de melão fornecidos para a Europa são: Piel de Sapo, Galia, Cantaloupe e Amarelo.
A tendência é um aumento no fornecimento da melancia sem sementes e da mini melancia que facilita o consumo, evitando desperdício em nível de consumidor, mas ainda há espaço para a melancia tradicional (grande e com sementes).
Energia solar
Se sua empresa pretende instalar uma usina de energia solar, não hesite em acelerar o processo. A Câmara dos Deputados aprovou durante a semana o marco legal da microgeração e minigeração distribuída e trata dos incentivos concedidos à geração de energia solar por pequenos produtores (como consumidores domésticos e empresas menores). A proposta segue para discussão do Senado Federal.
BRF no RN
A BRF decidiu pela construção de um parque para geração de energia eólica no Complexo Eólico Cajuína (Lajes, Angicos, Pedro Avelino e Fernando Pedrosa). O investimento estimado no projeto é de R$ 5,2 milhões por MW instalado. A BRF deverá investir diretamente cerca de R$ 80 milhões. O início das operações está previsto para 2024.
O parque eólico terá capacidade instalada de 160 megawatts médios (MWm), com geração de 80 MWm.
Consórcio de municípios
O município de Mossoró silencia diante de uma boa oportunidade para reduzir os custos de insumos da área de saúde. Trata-se do Consórcio Conectar que reúne mais de 2,5 mil municípios para compra compartilhada de medicamentos e insumos na área de saúde. A gestão do consórcio trabalha com a expectativa de conseguir uma redução de pelo menos 15% nos custos com compras de insumos da saúde.
Os pedidos poderão ser feitos bimestralmente pelo prazo de seis meses, prorrogáveis por mais seis meses.
A compra em grandes volumes de fornecedores nacionais vai favorecer principalmente municípios pequenos e médios, que compram insumos de distribuidores regionais e pagam mais caro.
Nova rede de média tensão com 5,8 quilômetros de extensão (Foto: Cosern)
A Cosern concluiu a construção de uma nova rede de média tensão com 5,8 quilômetros de extensão entre Areia Branca e Serra do Mel, na região da Costa Branca.
A obra beneficiou cerca de oito mil famílias em Serra do Mel e nas praias de Redonda, Ponta do Mel, do Rosado e de São Cristóvão, além de unidades de saúde e empresas de energia eólica e solar instaladas na região.
No novo trecho de rede elétrica entre os dois municípios, a Cosern instalou dois equipamentos telecomandados que possuem uma tecnologia que diminui o tempo de reestabelecimento do fornecimento de energia elétrica de duas horas, em média, para menos de 60 segundos.
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Produção de trigo no semiárido é uma realidade e ao mesmo tempo, um cabedal de dúvidas (Foto ilustrativa)
Por Josivan Barbosa
Uma pesquisa da Embrapa Trigo (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e da rede técnica das cooperativas do Rio Grande do Sul (RTC/CCGL) mostra ser possível ampliar a produção de trigo no Brasil sem que necessariamente haja aumento de área de plantio. Os resultados do estudo surgem em um momento em que voltam a ganhar corpo as discussões sobre a necessidade de o país produzir mais o cereal. A alta dos preços do milho encareceu a cadeia de carnes – e um pode substituir o outro como matéria-prima para nutrição animal.
Segundo os pesquisadores, associar sementes de boa qualidade com melhor manejo pode reduzir em 20% (ou R$ 415 por hectare) o custo variável da produção do trigo, que é de R$ 2 mil, em média – e a diminuição ocorreu sem afetar a produtividade das lavouras. Se considerados os 900 mil hectares de trigo cultivados no Rio Grande do Sul em 2020, a economia com sementes e fungicidas chegaria a R$ 360 milhões no Estado.
A pesquisa avaliou duas linhas de manejo, uma visando à redução da população de plantas e outra com o uso racional de fungicidas, aproveitando fatores da genética das cultivares. A economia de R$ 415 por hectare é resultado da soma de R$ 140 por hectare em sementes e R$ 275 por hectare em fungicidas. Com o preço de comercialização do ano passado (R$ 70, em média) como parâmetro, a redução de custos corresponde ao valor de seis sacas de trigo por hectare.
A pesquisa atestou o que se conhece na prática: no Estado, por hábito, os triticultores usam mais sementes do que precisam. “Em geral, o produtor tem adotado 150 quilos de sementes de trigo por hectare, mas na soja e no milho o cálculo é efetuado em plantas por metro linear. Queremos mostrar nesse trabalho que a implantação do trigo também deve seguir essa lógica de plantas por metro linear, e não a de quilos por hectare”, afirma Geomar Corassa, engenheiro agrônomo da CCGL.
Os pesquisadores instalaram faixas de população de plantas em 20 áreas diferentes, distribuídas por 17 municípios. A cultivar utilizada foi a BRS Belajoia, instalada nas áreas com três densidades de semeadura: 40, 60 e 80 plantas por metro de fileira. Em cada local, a área total chegou a 3 hectares, destinando um hectare para cada faixa de população.
A pesquisa mostrou que o aumento na densidade de plantas não representou ganhos significativos no rendimento dos grãos, mesmo em diferentes ambientes de produção. A média de rendimentos ficou entre 64 e 67 sacas por hectare, mas os custos quase dobraram, passando de R$ 234 por hectare na densidade de 43 plantas por metro para R$ 415/hectare nas faixas de 76 plantas por metro.
“Quando se usa mais sementes, as plantas têm que crescer mais em busca da luminosidade, isso eleva a tendência de tombamento”, explica Giovani Faé, engenheiro agrônomo da Embrapa Trigo. Como consequência desse tombamento, costuma-se usar mais fertilizantes nitrogena.
Sementes certificadas
As sementes certificadas e resistentes a doenças reduzem os gastos com insumos. Para a Embrapa, com essa economia, os produtores poderiam investir em outras frentes na lavoura, o que aumentaria a produtividade do trigo e também nas culturas subsequentes, como a soja no verão.
O custo da semente de trigo no Rio Grande do Sul foi, em média, de R$ 2,20 por quilo na safra 2020. Para a população recomendada de 43 plantas por metro, a redução de custos chega a R$ 140 por hectare quando se compara com os 150 kg de sementes por hectare do método tradicional.
No estudo, quatro aplicações de fungicidas ao longo da safra custaram R$ 390 por hectare. Com o monitoramento, foi possível fazer uma única aplicação, ao custo de R$ 115 por hectare.
Diante da possibilidade da União Europeia, principal destino das frutas exportadas pelo nosso Semiárido (Polos de Agricultura Irrigada RN – CE e Vale do São Francisco), rejeitar os nossos produtos exportados em função da questão de relaxamento com a sustentabilidade da Amazônia, os nossos produtores de frutas precisam mostrar para os europeus que as nossas áreas não possuem relação nenhuma com a problemática da região Norte.
Sustentabilidade é o xis da questão (Foto ilustrativa)
Isso precisa ser feito o quanto antes. Depois não adianta chorar o leite derramado.
O Brasil está cada vez mais isolado na comunidade internacional na questão ambiental e o risco agora é de boicote de produtos nacionais pelos consumidores de países em que esse tema ganha mais relevância.
Assim, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS) precisa divulgar para a Europa e entorno que os produtores de frutas tropicais do Semiarido brasileiro se preocupam com os recursos hídricos, trabalham com manejo adequado dos solos e preservam a vegetação nativa da caatinga e de outros biomas e que desenvolvem ações sociais na região.
É importante compreender que o nosso produtor de frutas já sofre com o retrocesso das negociações do Acordo Comercial Mercosul-UE ocasionado por problemas relacionados à forma como o país encaminha as questões climáticas nos últimos anos e, assim, as negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul não avançam por causa do desmatamento.
Sucesso da energia eólica no RN
A Casa dos Ventos fechou um contrato de longo prazo (PPA) com a Energisa Comercializadora para a venda da energia do complexo eólico Rio dos Ventos (RN), que está entrando em operação comercial. O acordo prevê o fornecimento de 20 megawatts (MW) médios de 2023 a 2038.
Com a conclusão da rodada de comercialização da primeira fase de Rio do Vento, a companhia de geração eólica vai focar agora nos acordos para a venda da energia da segunda fase do complexo e do projeto Babilônia (BA).
Outra boa notícia para o RN é que o grupo quer transformar suas usinas eólicas em unidades híbridas, também com geração solar. Com isso, nos próximos dois anos, o portfólio do grupo deve atingir a marca de 1,6 gigawatts (GW) de capacidade eólica e 400 MW de geração solar fotovoltaica.
Além disso, o desenvolvimento de um projeto exclusivamente solar também está nos planos. A companhia avalia diversificar não somente seu portfólio de geração, como também sua atuação geográfica, até o momento concentrada no Nordeste.
A empresa transnacional francesa Voltalia, especializada em energias renováveis, transforma gradualmente Mossoró num centro de comando estratégico. Sébastien Clerc, CEO (principal executivo) do grupo, é a peça-chave dessa aposta crescente de negócios.
Há poucos dias, a Voltalia começou a fase de comissionamento das turbinas nos parques eólicos Ventos Serra do Mel 1 & 2 (VSM), localizados no município de Serra do Mel.
Os ativos fazem parte do cluster Serra Branca e têm capacidade de 291 MW.
Vinte países
A Voltalia foi criada em 2005 e está presente em 20 países, mas com capacidade de alcance e capilaridade em todo o mundo, oferecendo serviços na produção de energia renovável como a solar, eólica, hídrica e de biomassa.
No Brasil, ela atua no mercado livre e participa de leilões da União.
Há pouco tempo, ela adquiriu a empresa Helexia, outro braço deve ter atuação no mercado nacional. Na Europa, ela é voltada para a instalação de painéis solares.
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Grandes empresas, indústrias e endereços domiciliares ou negócios de menor porte estão aderindo à energia solar como fonte de abastecimento às suas necessidades.
O investimento crescente no Rio Grande do norte da energia fotovoltaica é mostrada na sétima reportagem da série “RN com toda energia”, da TV Tropical, afiliada da Rede Record de Televisão.
A repórter Mara Godeiro entrevista empresários e ouve também representante do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), no Rio Grande do Norte.
Apresentamos nesta postagem, a sexta reportagem da série RN com toda energia, produzida e exibida pela TV Tropical de Natal, afiliada da Rede Record de Televisão.
A jornalista Mara Godeiro conduz o telespectador a melhor conhecimento sobre a energia solar e como o RN tem formado e exportado mão de obra qualificada.
Entrevista, por exemplo, o engenheiro Fabian Cavalcanti. Ele atua na Holanda.
Revela que a Universidade Federal do RN (UFRN) é um dos celeiros de pesquisa e formação de profissionais preparados.
A série “RN com toda energia” da TV Tropical de Natal, afiliada da Rede Record, chega à sua quinta reportagem especial sobre potencial energético do estado.
O foco agora é a energia solar.
A jornalista Mara Godeiro fala da energia limpa que mais se expande no mundo, com especial projeção no Nordeste brasileiro e no Rio Grande do Norte.
Ela desembarca no Vale do Açu, onde revela investimento da iniciativa privada num negócio que não para de crescer. O RN é o terceiro estado nordestino com maior potência instalada.
Veja as reportagens anteriores clicando AQUI, AQUI, AQUI e AQUI.
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A empresa estatal chinesa State Power Investment Corporation (SPIC), com atuação no setor energético, planeja investir algo em torno de R$ 4 bilhões na região Nordeste do Brasil, sendo R$ 2 bilhões no Rio Grande do Norte. A governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu nessa sexta-feira (26) o vice-presidente da SPIC , Anjian Lu, que estava acompanhado do diretor chefe de tecnologia, David Yang, bem como do gerente geral, Steven Ang Zou.
Dirigentes da estatal chinesa, em reunião com governo, detalham investimento (Foto: Demis Roussos)
A SPIC já possui escritório no RN e 15 funcionários; e quer investir na produção de energia eólica e solar. A estatal chinesa também pretende instalar um centro de desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologia no Rio Grande do Norte e uma fábrica de produtos e insumos para a geração de energia.
A estatal chinesa quer iniciar os investimentos no RN ainda este ano e vai contar com a agilidade do Governo do Estado na liberação de licenças ambientais e incentivos.
Crescimento
Na reunião ficou definido que o Governo do Estado e a SPIC vão assinar um termo de compromisso definindo as atribuições das partes e estratégias para viabilizar os investimentos. O secretário da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (SEDEC), Jaime Calado, registrou que “o RN tem capacidade para produzir 25 giga watts em energia eólica. Hoje o nosso Estado é o maior produtor do país com 4 giga watts e 162 parques que apresentam lucratividade superior acima do esperado. Temos ainda muito a crescer”.
O premente investimento da estatal é resultado da missão liderada pela cônsul geral da China no Brasil, Yan Yuquing, que trouxe um grupo de 30 dirigentes de empresas e empresários daquele país ao Rio Grande do Norte no início deste mês.
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A instalação de sistemas de geração de energia solar de pequeno porte, nos tetos de residências e edifícios, e de condomínios solares – lugares específicos para produção de energia solar disponível para consumidores interessados em utilizar a fonte – pode gerar uma arrecadação de R$ 25 bilhões para os governos federal e estaduais até 2027.
A estimativa faz parte de relatório produzido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e que rebate cálculos feitos pelo Ministério da Economia que apontam que esse tipo de geração de energia solar resultaria em renúncia fiscal de R$ 11 bilhões, entre 2020 e 2035.Energia solar II
A diferença entre as duas contas, explica a vice-presidente de geração distribuída da Absolar, Bárbara Rubim, é que o levantamento do ministério considerou apenas a redução da arrecadação por meio de isenção de PIS, Cofins e ICMS, ainda que existam Estados que cobram ICMS sobre a energia produzida por essas usinas.
A conta da Absolar considera a arrecadação que será obtida a partir da geração de empregos na manutenção dos equipamentos, nos investimentos dos projetos e na liberação de renda dos consumidores que terão economia com projetos de geração distribuída e terão mais recursos para utilizar em outras atividades.
Estrada Pedra de Abelha
A Estrada Pedra de Abelha que beneficiará diretamente os moradores de Felipe Guerra, Apodi e Caraúbas terá grande impacto na atração de empresas de energia eólica a exemplo do que está acontecendo com as novas estradas construídas no vizinho município de Serra do Mel. Os três municípios possuem grandes áreas na Chapada do Apodi, região de ventos fortes e que pode ser um diferencial na instalação de sistemas eólicos. A nova estrada pode ser um fator decisivo para a instalação de empresas eólicas, pois como se verifica na Serra do Mel, há necessidade de acesso fácil para o transporte das turbinas e demais equipamentos.
Estrada Pedra de Abelha II
Outro aspecto importante e que justifica a construção da Estrada Pedra de Abelha é a existência nesses municípios de grandes áreas para a instalação de parques de energia solar. O preço baixo das terras de solos rasos, principalmente entre os municípios de Felipe Guerra e Governador Dix-Sept Rosado pode ser uma referência para atrair empresas do setor.
Estrada de Pedra de Abelha III
A referida estrada pode servir para facilitar o acesso de turistas do Médio Oeste do RN e do Alto Sertão da Paraíba e, ainda, da região serrana do RN às belezas naturais de Felipe Guerra como o parque de cachoeiras e o parque de cavernas, além dos olhos dágua do Sítio Brejo.
Outro setor que pode ser bastante beneficiado é da indústria do calcário, em função da riqueza dessa rocha nos três municípios beneficiados.
Estrada de Pedra de Abelha IV
Com a construção da estrada, a carcinicultura em Felipe Guerra e Apodi pode tomar as dimensões do que ocorreu no Vale do Jaguaribe, notadamente nos municípios de Jaguaruana, Russas, Quixeré, Limoeiro do Norte e Tabuleiro do Norte. O Vale do Rio Apodi-Mossoró no trecho compreendido entre Apodi e Felipe Guerra tem uma várzea bastante larga e possui todas as características de solo adequadas para a instalação de viveiros de camarão e, também, viveiros para o cultivo de tilápia, tambaqui e outras espécies de peixes cultivadas em cativeiro.
Estrada de Pedra de Abelha V
A referida estrada também será vital para o escoamento da produção de arroz vermelho da várzea do Rio Apodi – Mossoró (principal região produtora de arroz vermelho do RN) e de milheto. O arroz vermelho tem como principal mercado a região de Campina Grande – PB e o milheto é vendido para o estado de Pernambuco.
RN tem jeito
O Rio Grande do Norte precisa oferecer condições diferenciadas para tentar atrair a francesa Vicat. O Brasil deverá se tornar um dos principais mercados mundiais da cimenteira francesa Vicat e será uma plataforma para a expansão do grupo na América Latina, onde há planos de aquisições. A empresa, terceira maior do setor na França, finalizou em janeiro a compra de 66% da Ciplan, do Distrito Federal, por € 290 milhões. O primeiro passo no Brasil será adaptar o processo de produção para reduzir progressivamente a utilização de combustíveis fósseis.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)
O Rio Grande do Norte corre o risco de terminar o ano com quase 10 pontos percentuais acima do limite de Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em função do percentual de recursos comprometidos com o pagamento de pessoal. No fim de 2017, esse percentual estava em torno de 41% da RCL (Receita Corrente Líquida), conforme dados da STN (Secretaria do Tesouro Nacional).
O “salto” em termos percentuais se deve à derrubada de uma decisão liminar que permitia ao governo potiguar excluir do cálculo do limite de despesas com pessoal os pagamentos a aposentados e pensionistas.
Atraso de Salário
O Rio Grande do Norte faz parte da relação de 10 Estados que possivelmente atrasarão os salários do funcionalismo. Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do sul e Minas Gerais serão os próximos da lista. O principal fator que contribui para o atraso é o crescimento acelerado dos gastos com a previdência. Atualmente, há três estados com atraso salarial: Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. O desequilíbrio fiscal dos Estados pode levar a um efeito dominó e afetar o governo federal, com a possibilidade de atraso de salário.
Centro
As forças políticas derrotadas na última eleição já estão se movimentando em busca de espaço no novo cenário político nacional. A fragmentação da esquerda e a iminente cisão do PSDB têm contribuído para este novo quadro. As conversas envolvem até adversários e há a expectativa de uma grande reorganização partidária.
As conversas têm sido capitaneadas pelo ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, que pode resultar na formação de um novo grupo político e, por consequência, de um novo partido. Há a possibilidade desse novo partido agregar figuras tradicionais como Geraldo Alckmin, Tasso Gereissati, Márcio França, Paulo Skaff, Aldo Rebelo, Fernando Henrique Cardoso entre outros.
O novo agrupamento político tem a possibilidade de agregar nomes novos como Luciano Huck e os participantes do grupo Renova – BR.
Campo de esquerda
No campo da esquerda há uma evidente separação do PT que será liderado por Fernando Haddad (47 milhões de votos na última eleição) da outra ala que será liderada por Ciro Gomes e, possivelmente, contará com Marina Silva do Rede Sustentabilidade que não atingiu a Cláusula de Barreira e deverá se fundir com outro partido.
Prefeituras
Os recursos disponíveis por habitante para que as prefeituras promovam políticas públicas teve em 2017 o seu terceiro ano seguido de queda. O indicador aponta qual é, em média, o montante financeiro que os municípios têm para custear bens e serviços para cada um de seus moradores. Com o recuo do ano passado, o índice chegou ao nível mais baixo em quase uma década.
A receita disponível para as cidades ficou em R$ 2.091 por habitante, contra R$ 2.093 no ano anterior, em valores já corrigidos pela inflação. Na prática, os municípios estão com menos dinheiro para executar políticas públicas. Além da recessão, o grande volume de renúncias fiscais aprofundou a crise financeira dos municípios. Os tributos compartilhados com as prefeituras, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o Imposto de Renda – Pessoa Jurídica (IRPJ), foram objeto de renúncias nos últimos anos, o que complicou ainda mais o quadro fiscal de diversas cidades.
Governos regionais
Do lado positivo, os recursos disponíveis para os governos regionais, que englobam municípios e Estados, cresceram no ano passado – a primeira alta desde 2014. Nesse caso, as receitas per capita passaram de R$ 4.790 para R$ 4.818 entre 2016 e 2017, puxadas pelos Estados (alta de R$ 2.697 para R$ 2.727). As administrações dos Estados dependem menos de transferências e mais da arrecadação própria do que as prefeituras. Qualquer alteração nos repasses tem um impacto muito maior para as cidades.
Sistema S
Sesi e Senai (indústria), Sesc e Senac (comércio), Sest e Senat (transportes), Senar (agronegócio), Sebrae (micro e pequenas empresas) e Sescoop (cooperativas) fazem parte do chamado Sistema S. São pessoas jurídicas de direito privado que atuam em cooperação com o Estado e recebem cerca de R$ 20 bilhões por ano. A arrecadação tem como base o recolhimento compulsório de 0,2% a 2,5% sobre a folha de pagamento das empresas aos empregados.
Guedes: tensão com Sistema S (Foto: Web)
Um fenômeno recente tem sido o crescimento da arrecadação direta, que não é feita pela Receita Federal, mas cobrada diretamente por Senai e Sesi de seus filiados na indústria. Esse montante supera R$ 4 bilhões do recolhimento total e suscita controvérsias do ponto de vista jurídico.
As contas do Sistema S estão na mira da equipe econômica do presidente eleito Jair Bolsonaro e podem se transformar em pivô de um embate do novo governo com o patronato brasileiro. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende mexer em supostos “desvios de finalidade” dos serviços sociais autônomos.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) já identificaram que o orçamento do Sistema S está em risco e querem conversar sobre o assunto com Guedes e auxiliares de Bolsonaro, como o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.
Energia solar
Pressionados pelos custos da energia elétrica, os consumidores buscam opções para enfrentar os pesados aumentos nas tarifas. A geração distribuída solar fotovoltaica se destaca como uma solução competitiva e sustentável: os preços dos sistemas caíram 75% na última década e o tempo de retorno sobre o investimento diminuiu, trazendo reduções de até 90% nas contas de energia elétrica.
A geração distribuída solar fotovoltaica começa, porém, a incomodar grandes grupos econômicos, tradicionais e conservadores no setor elétrico. Um forte lobby, encampado por entidades que representam as distribuidoras, tem pressionado autoridades para alterar importantes regulamentações que dinamizaram o mercado. Em especial, a bem-sucedida compensação de créditos de energia elétrica para sistemas de microgeração e minigeração distribuída tem sido alvo de pesadas investidas.
O motivo é financeiro: ao empoderar os consumidores, tornando-os produtores ativos de sua própria energia renovável e mais independentes, a geração distribuída solar fotovoltaica ameaça as receitas e lucros de distribuidoras que não se adaptarem à nova realidade do mercado.
Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)
Em sua participação dentro do programa noticioso “Jornal TCM” agora à noite, o professor, empresário e ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN) Milton Marques noticiou em primeira mão há poucos minutos, que o governador Robinson Faria (PSD) pensa em atrair indústria chinesa de equipamentos para energia solar, à região do Seridó.
A viagem do governador, alguns auxiliares e empresários do RN à China começa hoje, devendo retornar no dia 3 de março.
Milton Marques alertou, em seu “Ponto de Vista”, no jornalístico da TV Cabo Mossoró (TCM), que o governador admitiu essa preferência em sua passagem por Mossoró em janeiro, num jantar com lideranças empresariais na casa do empresário Rútilo Coelho.
Governo empreendedor
Ao fechar seu comentário, Marques cobrou intercessão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), em nome da “parceria administrativa” que anuncia ter com o governo estadual, para que essa indústria seja atraída para Mossoró.
Em sua ótica, “um governo empreendedor” não pode se apegar tão-somente a obras pontuais e de visibilidade eleitoreira, como pavimentação de ruas, quando tem oportunidade de provocar o surgimento de grandes investimentos do capital privado. Emprego, renda e tributos estão em jogo.
Nota do Blog – Perfeito, Milton Marques. Entre 2015 e ano passado, um grupo multinacional tentou instalar negócio bilionário em Mossoró e não avançou nas tratativas com a gestão Francisco José Júnior (PSD). Burocracia, ‘burrocracia’ e outras questões “impublicáveis” teriam emperrado isso (veja AQUI).
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Apesar da recessão brasileira, o segmento de energia (solar) fotovoltaica no Brasil cresceu, na geração distribuída, 320%, em 2015, e 322%, em 2016. Ao todo, estão em operação 7.662 sistemas no país. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.
Células fotovoltaicas: energia limpa (Foto: web)
Enquanto isso, um grupo de geração fotovoltaica, liderado pela T F B & Energy (veja AQUI) desistiu de se instalar em Mossoró, em virtude da falta de interesse da Prefeitura de Mossoró pelo projeto. Negociações não avançaram na gestão passada.
O grupo migrou para o interior do Ceará e já está iniciando a instalação de uma planta de 150 MW/hora. Investimento de R$ 350 milhões e geração de 600 empregos na construção do empreendimento piloto.
Enfim, o que está acontecendo na “terra do sol”? Pelo visto, o de sempre: o atraso na mentalidade sua elite governante, sempre submersa em planos político-eleitoreiros, que condenam os súditos ao atraso e ela (a elite) ao fausto.
Do mesmo modo que o grupo de energia fotovoltaica desistiu de se instalar em Mossoró, outro grupo do segmento de resíduos sólidos, com atuações na Paraíba, Pernambuco e em Natal, encontra dificuldades para aportar em Mossoró.
De novo, como quase sempre, por falta de interesse dos gestores do município, no que concerne às regulamentações da Lei 12.305/10 – que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
Já pensa em migrar para o Estado vizinho.
SECOS & MOLHADOS
INSEGURANÇA – Na última quinta-feira (9), a cidade de Florânia (região Central) entrou para a estatística (veja AQUI) da violência como mais uma das cidades, do interior do Estado do RN, a ser invadida por dezenas de bandidos. O modus operandi é sempre o mesmo: pânico aos moradores, atuação pela madrugada, arrombamentos a bancos, correios e lojas. Por fim, os marginais metralham as delegacias, cortam energia e meios de comunicação da cidade e ‘fogem’ tranquilamente.
Essas ações criminosas deixam consequências desastrosas para essas comunidades, já fragilizadas pela falta de políticas públicas em geral. Além do trauma e do medo, a grande maioria da população (idosos, pensionistas, comerciantes, etc.) terá que se deslocar compulsoriamente para cidades vizinhas que, na maioria das vezes, estão a mais de 40 quilômetros de distância, para fazer simples operações bancárias. ]
Azevedo – Grupo empresarial comandado pelo engenheiro Flávio Azevedo, atual secretário do Desenvolvimento Econômico do RN, segue em franca expansão no segmento da energia limpa, com foco na energia eólica. Ousado, com visão empreendedora, há muito que ele descobriu o filão do segmento, formalizando parceria até no exterior para essa aposta.
Azevedo: ousadia e empreendedorismo (Foto: arquivo)
Novela – Enquanto a novela sobre a operacionalidade do aeroporto de Mossoró se arrasta, há décadas, o Ceará está tornando viável para operação, já no próximo mês de março, os aeroportos de Aracati e Jericoacoara (veja AQUI). Isso constata a falta de coesão política do Estado do RN, a incompetência dos gestores públicos envolvidos no processo de reativação do aeroporto e inapetência das entidades de classes que representam os diversos segmentos de atividades produtivas. O piloto sumiu!
Empreguismo – Não é só o nepotismo que prospera na administração do governo Rosalba Ciarlini (PP). O empreguismo, para acomodar os acordos de campanha, também já está evidenciado e em franca progressão. Repete-se a mesma prática, nada recomendável, de suas gestões passadas. No País de Mossoró, tudo é permitido.
Descaso – O que se pode esperar de um governo que não tem respeito com o cidadão, até mesmo para emissão de documentos como identidade e carteira de trabalho? A resposta está estampada nos rostos e na indignação de cada pessoa que tem o infortúnio de dormir numa fila, para que (talvez) possa ser atendida no dia seguinte. Eis o estado do RN.
ICMS – O Governo do Estado do RN arrecadou, em 2016, o valor de R$ 4,8 bilhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Isso significa um aumento de R$ 8,3% em relação ao ano de 2015. Apesar da crise. Isso significa que o governo Robinson Faria (PSD) está eficaz em matéria de arrecadação de impostos. Bem que poderia ser também eficaz na Saúde, Segurança, Educação…
Recorde – A Petrobras informa que Refinaria Clara Camarão, localizada no município de Guamaré (RN), bate novo recorde mensal de produção e venda de Querosene de Aviação (QAV). Em janeiro deste ano, foram produzidos 18.323 metros cúbicos – que significa um aumento de 6,8% em relação ao recorde anterior. O resultado positivo é atribuído à implantação do Programa de Produção de Médios e Gasolina (Promeg).
Farmácias – O crescimento do setor farmacêutico é visível em todo o RN. Em Mossoró, o crescimento é facilmente percebido pelo numero de estabelecimentos abertos (veja AQUI), a cada mês. Em todo o Estado, existe em funcionamento 1.559 unidades farmacêuticas, de acordo com os dados do Sindicato do Comercio Varejista de Produtos Farmacêuticos do RN. O setor faturou R$ 39,46 bilhões, no ano passado. No país, as vendas aumentaram 11,03%, em 2016, com viés de crescimento, em 2017. Quem sai ganhando, com isso, é o consumidor.