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Casal dá golpe de muitos milhões e desaparece sem deixar pistas

Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa com recursos de Inteligência Artificial para o BCS

Um casal tipo exportação de Natal, mas há anos na alta sociedade mossoroense, anoiteceu e não amanheceu na cidade.

Simplesmente sumiu.

Até aí, tudo bem.

Entretanto, deixou para trás um rastro de credores num volume financeiro que ainda é calculado e pode passar dos R$ 20 milhões.

Ludibriou dezenas de profissionais liberais – principalmente médicos – que caíram no conto do retorno fácil, contínuo e generoso de investimento ofertado sob as bênçãos do ‘Deus-Sol.’

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Relator propõe indiciamento de quatro pessoas; ninguém é do governo

O deputado Francisco do PT, relator da CPI da Covid na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, apresentou aos demais deputados o seu relatório sobre a investigação. Segundo o deputado, com depoimentos de 78 pessoas, somados a 192 ofícios expedidos e centenas de arquivos analisados, ele chegou à conclusão de que “as contratações realizadas pelo Governo do Estado do RN foram movidas pelo intuito de salvar vidas e que o trabalho dos servidores públicos do RN foi pautado pela mais profunda lisura e profissionalismo”.

Para Francisco do PT, ninguém no Governo do RN é culpado por crimes praticados por pessoas ligadas a empresas (Foto: João Gilberto)
Para Francisco do PT, ninguém no Governo do RN é culpado por crimes praticados por pessoas ligadas a empresas (Foto: João Gilberto)

Na sessão desta quinta-feira (9), o deputado fez a leitura de um resumo e sugeriu o indiciamento de quatro pessoas no contrato de compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste. A CPI começa a analisar o relatório na quarta-feira (15).

No entendimento de Francisco do PT, com base nos dados levantados pela CPI, ficou claro que os dirigentes da empresa Hempcare firmaram contrato com o Consórcio Nordeste afirmando a existência de contrato com a The 8TH Mettalurgical Construction Group Company Limited para o fornecimento de respiradores pulmonares. Contudo, a representação oficial da China informou que o contrato não existia e que a empresa mencionada não fabricava respiradores pulmonares.

Estelionato

“A apresentação do contrato, pois, é comprovação suficiente de dolo dos dirigentes da Hempcare. Esses elementos, pois, são suficientes a reconhecer materialidade do crime de estelionato e autoria de Cristiana Prestes Taddeo e Luiz Henrique Ramos Jovino”, disse Francisco do PT.

Ainda sobre o contrato, o deputado relator disse que a execução do crime de estelionato teve a participação essencial de Cleber Isaac Ferraz Soares e de Paulo de Tarso Carlos, proprietário da Biogeoenergy. Para o relator, as transações financeiras entre a Hampcare e os referidos agentes, em razão de negociação com a Biogeoenergy Fabricação e Locação de Equipamentos Ltda, demonstra que ambos foram beneficiados financeiramente.

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MP faz operação contra estelionatários que enganam idosos

Operação acontece nessa quinta-feira em duas cidades (Foto: MPRN)
Operação acontece nessa quinta-feira em duas cidades (Foto: MPRN)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Prenda-me se for capaz, de combate a crimes de estelionato praticados contra idosos. Na ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nas cidades de Natal e Várzea.

O nome da operação é uma referência a estória de um dos maiores falsificadores e impostores dos Estados Unidos, que assumia identidades falsas para aplicar seus golpes, tendo se esquivado das autoridades por vários anos.

A ação é proveniente de um procedimento investigatório criminal da 16ª Promotoria de Justiça de Natal e coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), através da Coordenação de Investigações Especiais (CIESP), com atuação específica em investigação cibernética.

Grupo articulado

As investigações apontam que foram abertas mais de 100 contas bancárias fraudulentas e que os golpes devem ultrapassar o valor de R$ 1 milhão. A operação contou com a participação de quatro promotores de Justiça, cinco servidores do MPRN e 28 policiais militares.

Há comprovação de existência de um grupo articulado, com divisão de tarefas que iam desde a falsificação de documentos, abertura de contas, contratação de empréstimos, movimentações financeiras e utilização dos valores, tudo de forma digital. As contas bancárias eram abertas pelos aplicativos dos bancos utilizando a documentação falsa; era o ponto de partida para a contratação dos empréstimos e outros serviços financeiros.

Com base nisso, o Gaeco/MPRN passou a rastrear e monitorar os vestígios digitais deixados pelos operadores do esquema, tudo com autorização judicial. A partir destes vestígios, as análises demonstraram quais os bancos preferidos pelo grupo, como eram utilizados os valores e até mesmo a localização exata dos envolvidos.

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Arquiteto de Mossoró e ex-secretário em Caicó são presos

Maynard: de novo (Foto: arquivo)

Do Blog do Barreto

Chama-se Clélio Filho o empresário mossoroense preso hoje pela Operação Máfia Capital (veja AQUI) deflagrada pelo Ministério Público do RN (MPRN).

O mandado foi cumprido no Condomínio Alaíde da Escóssia, no bairro Nova Betânia. Ele é arquiteto e recentemente acusado de estelionato e falsidade ideológica.

Outro nome preso é o de Abdon Maynard, ex-secretário de infraestrutura da Prefeitura de Caicó. O segundo empresário preso hoje ainda não teve o nome revelado.

A Operação Máfia Capital apura fraudes em contratos de coleta de lixo em Caicó.

Do Blog Carlos Santos – O engenheiro Abdon Augusto Maynard Júnior já aparecera na Operação Blackout em 4 de agosto de 2017 (veja AQUI) e outros embaraços. Mesmo assim, chegou a ser nomeado pelo prefeito de Natal (originário de Caicó), Álvaro Dias (PDT), para o cargo de assessor técnico da Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (SEMOV), em novembro do ano passado (veja AQUI).

Diante da repercussão negativa, ele foi exonerado. Segundo o prefeito, a nomeação “atendeu a critérios eminentemente técnicos.” Ah, tá!

Clélio é arquiteto e foi preso dia 15 de janeiro, também em seu apartamento, sob acusação de vários casos de estelionatos em Natal, Mossoró e Fortaleza. A trilha de episódios o envolvendo em patifarias é impressionante.

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Juiz atende a pedido de relaxamento de prisão de “Rabicó”

Adriano Pereira da Cunha, conhecido em Mossoró como “Rabicó”, ganhou relaxamento de sua prisão após quase 90 dias encarcerado. “Meu pedido de liberdade provisória foi despachado pelo juiz titular da 2ª Vara Criminal, doutor Vagnos Kelly”, diz o advogado de Rabicó, Cyrus Benavides.

“O acusado teve sua prisão preventiva inicialmente decretada, como forma de garantir a ordem pública, para resguardo da paz social, por ser temerosa a soltura daquele, face a possibilidade do cometimento, pelo mesmo, de novas práticas delitivas, o que causaria mais insegurança à sociedade, bem como para aplicação da lei penal, uma vez que o mesmo não fora encontrado pelas autoridades policiais em seu endereço, sendo considerado, pois, como foragido”, esmiuçou o magistrado no corpo de sua decisão.

Rabicó foi preso sob acusação de estelionato envolvendo veículos automotivos, bem uso de documentos adulterados. Eram os denominados “carros de estouro”, atingindo financeiras.

Outras quatro pessoas estariam participando de operações delituosas, mas apenas ele continuava preso. Vários mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Morosidade

A defesa do acusado ponderou que ele “não oferece qualquer risco à sociedade e que trata-se de uma figura conhecida na cidade de Mossoró/RN”.

Apresentou documentos com o objetivo de “atestar que o réu possui fortes vínculos com tal local, o que seria obstáculo para uma possível fuga, sustentando, ademais, que este possui residência fixa e é réu primário”.

O acusado estava recluso desde o dia 21 de maio e a decisão do juiz foi emitida no último dia 21 (quinta-feira).

“Tendo em vista que dentre os 5 (cinco) denunciados, apenas o acusado Jackson Adriano Pereira da Cunha encontra-se preso, bem como atento ao fato de que não há sequer audiência judicial aprazada nos autos, em virtude de excessiva morosidade não provocada pelo acusado, entendo cabível o relaxamento de sua prisão”, amparou-se o juiz.