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Município enviará a vereadores projeto para ajustes no Previ-Mossoró

A Prefeitura de Mossoró deve encaminhar nos próximos dias à Câmara Municipal adequações ao Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município, denominado de Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró). A informação é do presidente da autarquia, professor-doutor Paulo Afonso Linhares.

Paulo Linhares assinala que os ajustes são exigências legais, não uma opção do município (Foto: reprodução BCS)
Paulo Linhares assinala que os ajustes são exigências legais, não uma opção do município (Foto: reprodução BCS)

Linhares assinala, que as mudanças são obrigatórias a todos os municípios brasileiros, “em razão da Emenda Constitucional nº 103/2019, sancionada pelo presidente da República Jair Bolsonaro (PL)”. Na verdade, já deveriam ter sido implantadas no governo passado, que preferiu ignorar a obrigação, provavelmente por estar num ano eleitoral.

Ele explica, que não se trata de “uma reforma propriamente, mas sim uma atualização, uma adequação que cabe ao município fazer”, sob pena de sofrer sanções graves em relação a recursos federais. Por exemplo: o não recebimento de transferência de emendas parlamentares. No projeto, a alíquota atual se movimenta de 11% para 14%, com a parte patronal fixada em 19,53%, em vez de 16,35. Menos não pode ser, em obediência à Emenda Constitucional.

Histórico de gestões temerárias

A Lei Complementar nº 060/2011 de 9 de dezembro de 2011, publicada no Jornal Oficial do Município (JOM) em 16 de dezembro de 2011, edição 125 (veja AQUI), na gestão de Fafá Rosado (DEM), instituiu o Previ-Mossoró.

Durante quase todo esse período de pouco mais de 10 anos, e gestões da própria Fafá, Cláudia Regina (DEM, hoje União Brasil), Francisco José Júnior (PSD) e Rosalba Ciarlini (PP), a autarquia vagou em situação temerária, sobretudo por força de não repasse regular de contribuições dos servidores e parte patronal. Em seu histórico tem ainda investimento em negócios obscuros até o momento sem solução.

Ano passado, a atual gestão municipal conseguiu o feito de pela primeira vez em vários anos atualizar repasses patronal-servidor e pagar débitos de renegociações ao Previ-Mossoró. Os números chegam a R$ 11,5 milhões/mês.

A administração antecessora deixou uma média de 14,5 milhões/mês de déficit no Previ-Mossoró. “Os números são cristalinos, estão aí para quem quiser contestar”, desafia Paulo Linhares – um dos grandes especialistas no assunto no âmbito nacional.

Natal

Em Natal, a Câmara Municipal aprovou as alterações no Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (NatalPrev), em que a alíquota para todos os servidores saiu de 11% para 14%, em agosto de 2020. É o percentual mínimo permitido por lei. A contribuição patronal ficou estabelecida em 22%, já preexistente.

Na municipalidade, o RPPS Previ-Mossoró convive paralelamente com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), ou seja, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Só são enquadrados pelo Previ-Mossoró os servidores efetivos, ou aposentados e também pensionistas que recebem pelo ente estatal.

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Ex-prefeito se diz vítima de manobra do grupo de Rosalba

Do Blog Diário Político

O ex-prefeito de Mossoró Francisco José Júnior (sem partido) falou pela primeira vez sobre a decisão da Câmara de Mossoró de reprovar as contas (veja AQUI) de seu último ano de gestão em 2016, seguindo recomendação do Tribunal de Contas do Estado. 

Durante entrevista ao ‘Meio-dia Mossoró’, da rádio TCM 95 FM, “Silveira” explicou que não foi chamado para se defender na sessão do legislativo da quarta-feira (19/02). Segundo ele, a reprovação faz parte de uma manobra política.

Afirmou que pretende entrar com recurso para anular a decisão do legislativo. “O parecer foi dado sem nenhuma base, sem nenhum motivo”, diz Silveira.

Destacou ainda, que “a atual prefeita (Rosalba Ciarlini-PP) até hoje não para de falar no meu nome e ela tem uma maioria esmagadora na Câmara, a presidente também do seu lado. A gente viu que foi uma manobra política”.

Leia também: Ex-prefeito pode contestar judicialmente decisão de vereadores;

Leia tambémFrancisco José Jr. e um julgamento político sob encomenda.

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Prefeita agrada a católicos e cola em evangélicos

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tem feito esforço redobrado para se aproximar da Cúria Diocesana (organismo administrativo da Diocese de Mossoró) nos últimos tempos.

O movimento não é apenas em face dos interesses em torno das festas religiosas e sociais da padroeira dos católicos locais, Santa Luzia.

Fim de semana, Rosalba, padre Flávio Augusto e membros do seu grupo posaram ao lado de imagem da padroeira (Foto: web)

Vai mais além.

Rosalba repete o que fizera o seu antecessor, ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD à época).

Tenta atrair para perto de si a simpatia clerical e seu numeroso ‘rebanho’.

Como o ex-prefeito, também lança mão de investidas de bastidores e públicas para ter ao lado outra corrente religiosa influente em Mossoró, a comunidade evangélica.

Na pré-campanha de 2016, insistindo numa natimorta candidatura à reeleição, o então prefeito “Silveira” (ou “Francisco”, como se apresentou em campanha) chegou a apresentar projeto para construir uma estátua gigante da padroeira no topo da Serra Mossoró (veja AQUIAQUI e AQUI).

Já para os evangélicos, assegurou um lugar mais real com espaços no governo na chapa eleitoral, que coube ao advogado Micael Melo (PTN) – veja AQUI.

Ao final, o santuário de Santa Luzia não saiu do papel e Micael Melo não completou sequer a campanha eleitoral, com a desistência de candidatura de Francisco José Júnior.

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Contas de ex-prefeito são reprovadas; Câmara analisa amanhã

Do Blog do Barreto

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) reprovou as contas do exercício 2016, o último com Francisco José Junior a frente da Prefeitura de Mossoró.

Francisco José Jr.: problemas (Foto: arquivo))

A decisão da corte de contas está em forma de parecer prévio e será analisada pela Câmara Municipal de Mossoró. A votação está prevista para ser realizada amanhã. Será o único item da pauta.

Consta no acórdão do TCE que o prefeito não apresentou defesa mesmo sendo diversas vezes citado e que o ex-prefeito não apresentou as contas ao órgão.

Para a Câmara Municipal confirmar a desaprovação das contas do ex-prefeito é necessária maioria qualificada de 2/3, ou seja: 14 votos.

O caso já foi remetido ao Ministério Público Estadual.

Outros anos

Consta ainda que as contas dos anos de 2014 e 2015 da gestão de Francisco José Junior também foram reprovadas, mas não tiveram envio ao legislativo até o momento.

Leia o parecer prévio do TCE AQUI.

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TJ manda prefeitura devolver área do Parque Municipal

Do Blog Saulo Vale

O Tribunal de Justiça do RN (TJRN) determinou a reintegração de posse de uma área de 1,2 hectare que abrange parte do Parque Municipal de Mossoró Maurício de Oliveira. A ação foi ajuizada por Sérgio de Sá Gurgel, Tereza Cristina de Vasconcelos Gurgel, Breno de Sá Gurgel e Cláudio de Sá Gurgel, que alegam ser os proprietários do terreno, que teria sido invadido pela prefeitura em 2016 para a construção do parque.

Nesta terça-feira, 9, a juíza Adriana Santiago, da 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró, expediu o mandado de reintegração de posse, que deverá ser cumprido por oficial de justiça nos próximos dias, com a devolução do terreno aos supostos proprietários.

A medida judicial desta terça-feira é provisória e o mérito da ação será julgado pela mesma magistrada.

O Blog Carlos Santos focalizou o assunto no fim de semana: Parque Municipal é ocupado por suposto proprietário.

Mapa com vista aérea do terreno mostra delimitações e espaço que teria sido ocupado indevidamente pela PMM (Reprodução)

De acordo com a decisão da relatora no TJ, a juíza convocada Berenice Capuxu, a invasão do terreno pela Prefeitura ficou comprovada pelo levantamento planimétrico e pelas fotografias, inclusive de satélite, “demonstrando o rompimento da cerca preexistente e a existência de trilhas construídas dentro do terreno da parte agravante”.

“Deveria o ente público, antes de iniciar uma construção, ter se cercado dos cuidados mínimos sobre a propriedade e/ou posse do imóvel (terreno) sobre o qual pretendia construir o Parque da Cidade, havendo utilizado-se de terreno alheu à sua propriedade, respeitando a propriedade privada dos agravantes. Ante o exposto, DOU PROVIMENTO ao agravo de instrumento, para reformar a decisão agravada e determinar liminarmente a reintegração dos agravantes na posse do trecho esbulhado do imóvel localizado na Rua Doutor Almir de Almeida Castro, s/n, Centro de Mossoró, RN (42,38m a partir do linhamento do muro da COSERN, conforme Memorial Descritivo), no prazo de 30 dias, sob pena de multa diária no valor de R$ 500,00”, concluiu a relatora em voto seguido à unanimidade pelos desembargadores da 3ª Câmara Cível.

Entenda o caso

Parte do terreno que abriga o Parque Municipal de Mossoró Maurício de Oliveira é alvo de forte embate judicial. O caso veio à tona nesse fim de semana, sábado (6), quando trecho da área ocupada por esse equipamento amanheceu com estacas para cerca e mensagem numa faixa: “Atenção – Propriedade Privada. Invasão é crime”.

A Prefeitura reagiu no mesmo dia e buscou dar uma explicação pública através de nota oficial em suas redes sociais: “O Município acionou a Polícia Ambiental e continuará acompanhando a situação, buscando os meios jurídicos para garantir a preservação do bem público e de interesse da coletividade”.

Ocorre que a decisão do Tribunal de Justiça e a execução da medida, ainda que provisória, beneficia os supostos proprietários. O município ainda pode, e deve, recorrer.

História

O Parque Municipal Maurício de Oliveira é de responsabilidade da Prefeitura de Mossoró. Foi inaugurado em 2 de julho de 2016 pelo então prefeito Francisco José Júnior. Localizado na Rua Almir de Almeida Castro, no Centro da cidade, o local ocupa uma área de 80 mil metros quadrados em uma área com vegetação nativa em meio a fauna da região.

O terreno foi cedido ao Município, através de uma parceria da Prefeitura com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

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Vereador oposicionista não descarta mudar de lado

Alex do Frango: é possível (Foto: CMM)

Ouvido pelo Blog Saulo Vale, o vereador oposicionista em Mossoró pelo PMB, Alex do Frango, recorreu a um adágio popular para caso de uma hipotética mudança de lado: “Não vou dizer a você que dessa água não beberei”.

Garantiu que apesar dos rumores nesse sentido, não ocorreu nem estaria acontecendo conversas nesse sentido entre ele e o grupo da prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP).

Mas…

Ele chegou a conjecturar que se houver alguma alteração de rumo e de lado, poderá se dar “no entendimento de que o PMB pode cooperar com Mossoró”.

Na última quinta-feira (8), em conversa com o Blog Carlos Santos a ex-secretária municipal da Saúde na gestão Francisco José Júnior (sem partido) Leodise Cruz, presidente do PMB, já tinha dado um sinal nessa direção:

– Amigo, na vida tudo é possível dependendo de como se conversa.

Seu nome tem circulado como opção à novamente à pasta da Saúde (veja AQUI).

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Ex-prefeito confirma candidatura do pai para deputado

Francisco José e o filho estão fora de cena, mas com projeto sendo lapidado para próxima campanha (Foto: arquivo)

– Eu não vou ser candidato. O candidato vai ser papai.

As assertivas acima são do ex-prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD), em conversa com um interlocutor que conhece há anos.

Seu pai, o ex-deputado estadual Francisco José, desde o final da gestão municipal do filho que já o aconselhava a sair de cena (veja AQUI).

Modo “avião”

Conselho atendido. O projeto político é exumar a carreira política do ex-deputado, para seu retorno à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

O filho fica, por enquanto, no modo “avião” (fora do ar).

Francisco José, pai, tentou candidatura em 2014, mas impedimento legal o alijou da postulação.

No último dia 5 de novembro, o Blog Carlos Santos antecipou: Ex-deputado estadual, o “enfermeiro do povo”, o “irmãozinho” Francisco José, poderá voltar à cena político-eleitoral em 2018 (Ex-deputado Francisco José poderá ser outra vez candidato).

Não estávamos exagerando nem mentindo.

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Prefeitura, repete ex-prefeito, sobre atraso em pagamento

O enredo é o mesmo. Filme que se repete, mais uma vez, novamente.

A gestão Rosalba Ciarlini (PP) anuncia em redes sociais que “problema na operacionalização bancária” da folha de pagamento do funcionalismo (mês de novembro), acabou provocando “atraso” no crédito dos salários.

Mas tudo será resolvido.

Com o antecessor, ex-prefeito Francisco José Júnior (PSD, hoje sem partido), as explicações começaram assim até ocorrer o injustificável e regular atraso mensal.

A culpa sempre era do banco pagador, de um problema técnico…

A própria prefeita mossoroense já tinha assegurado há alguns meses, que todo o pagamento salarial seria feito “dentro do mês” trabalhado.

Não é mais.

Aguardemos as cenas do próximos capítulo.

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