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Denúncia anônima com fatos “inexistentes“ é arquivada por MPRN

Foto ilustrativa
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Por Carol Ribeiro (Diário do RN)

Ministério Público do Rio Grande do Norte decidiu arquivar a Notícia de Fato nº 02.23.2027.0000102/2025-17, que apurava supostas irregularidades em três pregões eletrônicos realizados pela Prefeitura de Mossoró em 2025: nº 01/2025 (Secretaria Municipal de Educação – SME), nº 05/2025 (Secretaria Municipal de Saúde – SMS) e nº 08/2025 (Secretaria Municipal de Administração – SEMAD). A decisão foi publicada pelo 7º Promotor de Justiça da Comarca, Fábio de Weimar Thé, que considerou não haver indícios de ilegalidade ou prejuízo ao erário. Segundo ele, “a suposta irregularidade que ensejou a ação inexiste”.

A investigação teve início a partir de denúncia anônima, que apontava quatro irregularidades principais: aumento excessivo do número de postos de trabalho nos pregões, supostamente inflando valores e favorecendo grandes empresas; exigências econômico-financeiras elevadas, incluindo índice de endividamento geral (IEG 0,6), consideradas restritivas à competitividade; possível lesão ao erário, ao substituir contratos vigentes por ajustes mais onerosos; risco de direcionamento, com restrição à participação de micro e pequenas empresas.

Em resposta à denúncia, a Secretaria de Administração da Prefeitura apresentou ao órgão ministerial documentação detalhada, justificando cada ponto. Entre eles, a Secretaria explicou que os aumentos não foram arbitrários. Para o Pregão nº 01/2025 – SME, a readequação funcional de servidores e a expansão da rede pública demandaram mais profissionais de apoio.

No Pregão nº 08/2025 – SEMAD, o incremento de 38 postos (de 578 para 616) foi justificado por processos de ampliação e revitalização de serviços. A unificação de demandas de 14 secretarias no certame SEMAD, segundo a Prefeitura, buscou economia de escala e maior poder de negociação.

“Com efeito, as justificativas da Administração para o aumento dos postos de trabalho e a unificação dos certames demonstram o respaldo técnico e a intenção de economicidade”, citou o promotor sobre este ponto.

Quanto às exigências de saúde financeira das empresas, a promotoria também acatou a justificativa. A Prefeitura afirmou que os índices elevados visavam prevenir riscos de inadimplência, principalmente em relação a obrigações trabalhistas, evitando responsabilidade subsidiária da administração pública. O órgão destacou que todos os pregões tiveram ampla participação: 20 empresas no PE 01/2025-SME, 17 no PE 05/2025-SMS e 18 no PE 08/2025-SEMAD, demonstrando que os critérios não restringiram a competitividade.

Em relação à possível lesão ao erário, o Executivo Municipal de Mossoró também apresentou dados mostrando que os valores adjudicados ficaram significativamente abaixo das estimativas.

Além disso, a não renovação de contratos anteriores considerou problemas de desempenho de empresas, incluindo processos administrativos por irregularidades, reforçando busca por eficiência e economicidade.

“Uma das empresas prestadoras anteriores possuía 11 processos administrativos por irregularidades contratuais, o que justificou a não renovação”, relatou Fábio Thé.

O promotor também teceu considerações sobre a restrição à micro e pequenas empresas no certame.

“A ampla participação de licitantes e a ausência de impugnações ou pedidos de esclarecimento por parte das empresas interessadas durante os certames enfraquecem substancialmente a tese de restrição indevida à competitividade”, escreveu.

Diante de todas as justificativas apresentadas, o Promotor Fábio de Weimar Thé concluiu que não há elementos que indiquem dolo, má-fé ou prejuízo ao erário, inviabilizando a instauração de procedimento investigativo. O arquivamento segue as normas da Resolução nº 012/2018 do Conselho Superior do Ministério Público e dispensa remessa ao órgão colegiado, sendo definitivo.

O denunciante, por ser anônimo, não pôde ser intimado, e o caso será encerrado na Promotoria de Justiça de Mossoró.

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MP vai apurar denúncias de procurador da Câmara Municipal

Thé: apuração a caminho (Foto: Mossoró Hoje)

“São pesadas as declarações. É sério e grave. Com certeza será alvo de apuração do MP”. As observações foram feitas ao portal Mossoró Hoje – nesta segunda-feira (5) – pelo coordenador das Promotorias de Justiça da Comarca de Mossoró, Fábio Thé.

“Não há como não investigarmos algo dessa gravidade”, acrescentou Fábio Thé ao mesmo portal, em referência à “Nota de Esclarecimento” postada sábado (3) nas redes sociais pelo procurador da Câmara Municipal de Mossoró, advogado Kennedy Salvador (veja AQUI).

O procurador apontou supostas irregularidades no legislativo local, tratou vereadores e assessores como bandidos, além de disparar uma série de desqualificações contra os vereadores:

– São uns incompetentes; corruptos; urubus do dinheiro público; mal acostumados com o ciclo de sacanagem que sempre vigeu na Câmara Municipal de Mossoró, e por revolta porque tal ciclo nojento e vicioso foi quebrado; sem argumentos e usando de artifícios próprios de “gentalhas” sem formação profissional ou moral, atingir a vida individual das pessoa (sic).

Um grupo de vereadores (17) acusou o presidente da Câmara Municipal, Jório Nogueira (PSD), de causar instabilidade financeira da Câmara e promover favorecimentos, como à namorada de um filho de Kennedy Salvador (veja AQUI).

Isso provocou a erupção de Salvador.

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Blog Carlos Santos no “Ministério Público e Sociedade” hoje

Atendo a convite do promotor de Justiça Fábio Thé para participar hoje (terça-feira, 29) de mais uma edição do programa “Ministério Público e Sociedade”.

Será a partir das 19h15 na TV Cabo Mossoró (TCM) – Canal 10.

Vamos conversar sobre a atual conjuntura nacional.

Combinado.

Veja página do programa clicando AQUI.

Veja TCM ao vivo AQUI.

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MP evita maiores detalhes sobre investigações

A denúncia da existência de “supersalários” no âmbito da Secretaria de Mobilidade Urbana de Mossoró (Semob) foi o ponto inicial para as investigações da Operação DESMOB, desencadeada nesta quarta-feira (16) e que resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão além de 14 conduções coercitivas.

Um dos promotores à frente dos trabalhos, Fábio de Weimar Thé disse que foram recebidos informes oficiais relatando esta prática dentro da pasta municipal. Em entrevista coletiva realizada na sede das Promotorias de Justiça, em Mossoró, ele ressaltou que a investigação está sob sigilo daí o fato de não se detalhar os trabalhos realizados.

Coletiva deu informações sobre operação na manhã de hoje (Foto: cedida)

Segundo o membro do MPRN, o cumprimento dos mandados, que aconteceram na sede da Semob; na casa do secretário Chalerjandro Rustayne Marcelino Pontes e na residência do vereador Soldado Jadson, e as conduções coercitivas representam uma fase da investigação.

O promotor informou que será realizada uma análise técnica dos pagamentos feitos na Secretaria. Com relação ao afastamento do secretário da Semob, ele explicou que “foi decisão técnica”. Documentos em papel e eletrônicos foram apreendidos durante a operação.

Além disso, também foram recolhidos para análise os telefones celulares de servidores e principais envolvidos na operação. Fábio Thé elogiou a atuação conjunta da Polícia Civil com o MPRN durante os trabalhos realizados em Mossoró.

Participaram da entrevista coletiva os promotores Carlos Henrique Harper Cox; Fábio Souza Carvalho Melo; Tatianne Sabrine de Lima Barbosa, todos da promotoria de Mossoró, e a promotora Patricia Antunes, que é coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), além de representantes da Polícia Civil.

Investigados:

Chalerjandro Rustayne Marcelino Pontes

Clayton Jadson da Silva Rolim (Soldado Jadson)

Marcondes Antônio da Silva

Bruno Figueiredo Caetano de Lima

Islani de Araújo Santos

Alice Jales Nogueira

Charldson Rericles Marcelino Pontes

Erika Katiusia de Souza

Wigliany Sandra Dantas Fonseca

Arthur Geovanny Pereira Isidrio e Silva

Waldemir Coesme Júnior

Isaías Rodrigues da Silva

Claudécio Pereira da Rocha

Luiz Eciraldo Correia.

Promotoria apura projeto suspeito para antecipar royalties

Do Jornal de Fato

O Ministério Público do Estado (MPE) instaurou inquérito para apurar a antecipação de receita dos royalties pela Prefeitura de Mossoró, cuja operação de crédito foi autorizada por lei aprovada na Câmara Municipal.

Thé: vê texto aberto e não específico (Foto: Divulgação)

A investigação está sob a responsabilidade da promotora de justiça Tatianne Sabrine de Lima Barbosa Brito, que já determinou que o Município envie ao MP os seguintes documentos: pedido de verificação de limites e condições requisitados pelo Município ao Ministério da Fazenda; pareceres técnicos e jurídicos, demonstrando a relação custo-benefício, o interesse econômico e social da operação pretendida; solicitação da instituição financeira que tenha apresentado ao Município, proposta firme de operação de crédito, contendo cronograma de reembolso, montante do valor contratado, prazo de pagamento, taxa de juros e garantias; e documento, assinado pelo prefeito Silveira Júnior discriminando as condições da operação proposta pela instituição financeira e contendo declaração de concordância com as mesmas.

Tatianne Sabrine também enviou cópia ao procurador-geral de justiça do Estado do Rio Grande do Norte para análise da constitucionalidade da lei municipal 3.325/2015, a que autorizou a antecipação dos royalties.

Abertura na lei

O promotor Fábio Weimar Thé, da Promotoria do Patrimônio Público, já havia antecipado ao Jornal de Fato que há uma abertura na lei que pode ser questionada relacionada à vinculação do empréstimo aos royalties. “Não vincularam a autorização legislativa à utilização dos royalties. A PGJ vai analisar se o vínculo ere necessário. O legislativo deixou em aberto para qualquer tipo de contratação”, explicou Fábio Weimar, no dia 17 de novembro passado.

Os vereadores da bancada de oposição questionaram a aprovação da lei que autorizou o empréstimo “sem dizer quanto nem para o quê”, observou Genivan Vale (Pros).

A oposição até tentou barrar a votação do projeto de lei entrando com um mandato de segurança preventivo no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), mas a bancada de situação, orientada pelo Executivo, acelerou o processo e aprovou o empréstimo no dia 11 de novembro, por 13 votos a 5.

O inquérito civil 06.2015.00006788-3 foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (1.º).

Nota do Blog Carlos Santos – A aprovação às pressas e sem discussão do seu enunciado, desse projeto, fala por si.

Comete-se um crime de “lesa Mossoró”.

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

Terceirizados apelam ao MP em busca de pagamento

Dezenas de empregados de empresas terceirizadas voltaram a fazer movimentação hoje em Mossoró. Novamente, eles fizeram concentração apelando por apoio dos vereadores, na Câmara Municipal.

Representantes da categoria foram chamados à sede do Ministério Público em Mossoró.

Thé ouve Genivan e trabalhadores (Foto: cedida)

O vereador Genivan Vale (PROS) acompanha-os.

A pressão se justifica: existem trabalhadores com mais de quatro meses sem recebimento do salário.

Sem dinheiro e sem nota

O promotor do Patrimônio Público, Fábio Thé, recebeu a delegação.

O quadro é de penúria de centenas de trabalhadores.

A Prefeitura não emite sequer uma nota oficial esclarecendo a situação.

As empresas seguem no “enrolation”, culpando a Prefeitura pelo atraso.

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OAB tenta intermediar fim da greve em município

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) intermediou uma reunião à semana passada, entre Ministério Público (MPRN) e servidores públicos municipais, que atualmente vivenciam um impasse com a Prefeitura Municipal de Mossoró. Buscou trabalhar final da greve.

Um novo encontro para discutir esta mesma temática ocorre hoje (terça-feira, 21), envolvendo desta vez a 7ª Promotoria de Mossoró, que atua na Defesa do Patrimônio Público, através do promotor Fábio de Weimar Thé.

“Queremos que o Ministério Público venha somar para que cheguemos a um denominador comum, resolvendo esse problema que está trazendo sérios prejuízos à sociedade”, frisa Aldo Fernandes, presidente da OAB em Mossoró.

À semana passada, a mesma OAB entregou ao MPRN, relatório sobre as condições de funcionamento do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Alertou que se providências não forem adotadas, provocará Estado e Município judicialmente.

MP busca definição sobre acomodação de ambulantes

Representantes do Ministério Público vão ter audiência com o prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) na próxima terça-feira (19).

O encontro será no gabinete do prefeito, Palácio da Resistência, às 14h.

Em pauta, a situação dos ambulantes do centro da cidade.

A recomendação do MP para que sejam removidos ainda vive sob impasse.

Prefeitura e ambulantes não chegaram a um entendimento.

Hoje pela manhã, o vereador Tomaz Neto (PDT), escolhido como porta-voz político dos ambulantes, conversou com o promotor Fábio Thé. Ele adiantou informação sobre a audiência.

Justiça Eleitoral vai passar orientações sobre dia do pleito

A Justiça Eleitoral em Mossoró vai realizar reunião na próxima sexta-feira (24), às 9h. Será na sede local do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), no Abolição II.

Os juízes eleitorais Patrício Lobo (33ª Zona) e Ana Clarisse Arruda (34ª Zona) e os promotores eleitorais Fábio Thé (33ª Zona) e Olegário Gurgel (34ª Zona) vão se reunir com representantes de partidos e candidatos, tratando de questões relacionadas ao dia das eleições no segundo turno.

O pleito vai acontecer no domingo (26), com disputa ao Governo do Estado e Presidência da República.

Promotor deve dar parecer desfavorável à Cláudia e Larissa

Do Tribuna do Norte

O promotor da Justiça Eleitoral em Mossoró, Fábio Wheimá Thé, assegurou que ingressará com pedido de impugnação de candidatura da ex-prefeita Claudia Regina (DEM) e da deputada Larissa Rosado (PSB), caso o registro seja feito sem definição sobre os processos de cassação e inelegibilidade que tramitam na Justiça, contra as duas adversárias. O prazo para requerer o registro e concorrer as eleições suplementares do dia 4 de maio, se encerra na próxima sexta-feira, dia 11.

A partir daí, o Ministério Público terá cinco dias úteis para ajuizar as ações. “Se houver o registro sem decisão do Tribunal Superior Eleitoral ou instâncias superiores, iremos entrar com representação. Sem o parecer favorável, essas candidaturas encontram sério obstáculo jurídico para a disputa”, analisa Thé.

Até a manhã de ontem, não havia junto a Justiça Eleitoral ou Promotoria daquela cidade, provocações por parte de equipes de fiscalização do TRE, MP, ou mesmo eleitores e representantes de coligações, de candidatos questionando as convenções realizadas no último final de semana.

À espera

O processo de cassação de mandato e perda dos direitos políticos da deputada Larissa Rosado (PSB) está para ser julgado pelo pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas não é prevista na pauta da Casa, para a sessão desta quinta-feira (10), a inclusão do processo. O advogado marcos Lanuce, que representa a candidata, alega que por se tratar de um pedido cautelar não haveria necessidade de figurar entre os processos. “Estamos aguardando até o final da semana que a ação seja julgada e possamos reverter a situação”, informou Lanuce.

O advogado informou que mesmo sem o parecer a candidatura será mantida. “O registro será feito dentro do prazo e caberá a Justiça Eleitoral analisar a viabilidade. Mas é um direito dela reverter a cassação e ter condições de disputar a vaga”, afirmou.

Caso não seja apreciada amanhã, o julgamento do TSE será transferido para a última semana de abril. A Corte volta a se reunir somente após a Semana Santa, no dia 22.

Larissa teve o mandato cassado e os direitos políticos suspensos por oito anos por decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), que acatou a condenação de primeiro grau assinada pelo juiz José Herval Sampaio Júnior, da 33a zona eleitoral.

A deputada foi condenada por abuso de poder e propaganda antecipadas no sistema de comunicação de propriedade da sua família.

 

Juiz e promotor avisam que serão rigorosos com propaganda

O juiz eleitoral José Herval Sampaio Júnior e o promotor eleitoral Fábio Thé reuniram-se hoje à tarde com representantes de partidos e coligações, que participam das eleições suplementares de Mossoró, marcadas para o dia 4 de maio.

Em linhas gerais, o de sempre.

Foi feito alerta quanto aos excessos e transgressões que podem acontecer em relação à propaganda eleitoral. O que pode e o que não pode.

Herval foi incisivo: será rigoroso no trabalho preventivo e repressivo, da mesma forma que aconteceu em 2012, últimas eleições municipais que resultaram na cassação e afastamento da prefeita eleita Cláudia Regina (DEM) e na inelegibilidade da concorrente Larissa Rosado (PSB).

Adiantou, também, que não serão aplicadas as normas da minirreforma eleitoral aprovadas ano passado, mas mantida a normatização que norteou o pleito municipal de 2012.

Candidatos e eleitores que se cuidem. As punições podem lhes trazer enormes problemas.

Herval: o "doido" agora é levado a sério (Foto: Blog do Jota Belmont")

Nota do Blog Carlos Santos – O doutor Herval foi motivo de piadas, achincalhes e não faltaram vozes o tratando em sussurros como “doido”, por empreender rigorosa fiscalização, com apoio consistente do Ministério Público Eleitoral (MPE) em 2012.

O comum era se afirmar: “Isso não vai dar em nada”.

Hoje,  testemunhamos um “fenômeno”: quem dizia que  não ia acontecer nada, agora aposta que ele possa fazer algo e se esforça em denúncias para que esse ou aquele candidato seja alijado do pleito suplementar.

“Que maravilha!” – diria um ex-professor meu na Faculdade de Direito.

Enfim, pelo visto, passaram a levar a sério a Justiça Eleitoral.

Com menos candidatos para fiscalizar, já que não existe disputa à Câmara Municipal com mais de 300 candidatos, nem eleições em Baraúna, onde também é juiz eleitoral, Herval Júnior terá tempo de sobra para botar para ferver nos que se excederem.

Manda ver, “Vozão’!!

Juiz dá despacho sobre pedido de suspensão do certame

O juiz Pedro Cordeiro, da Vara da Fazenda Pública, Comarca de Mossoró, emitiu despacho hoje sobre ação civil pública, com pedido de liminar, protocolada pelo Ministério Público no último final de semana.

Os promotores José Hercy, Eduardo Medeiros e Fábio Thé pedem a suspensão do concurso da Prefeitura de Mossoró. Antes, já tinham emitido “recomendação” à própria prefeitura, para que houvesse essa decisão, além do cancelamento em definitivo do certame.

Pedro Cordeiro deu 72 horas para a prefeitura se manifestar. Os promotores queriam a liminar sem esse contraditório. Ao final do prazo, “com ou sem manifestação dos promovidos”, o magistrado vai se pronunciar quanto “à tutela de urgência buscada”, ou seja, a liminar.

Veja a baixo o trecho, conclusivo, de seu despacho:

PODER JUDICIÁRIO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MOSSORÓ
Processo nº: 0005679-05.2012.8.20.0106.

DESPACHO

I – Nos termos do artigo 2º da Lei nº 8.437/92, notifiquem-se os representantes judiciais dos demandados para, no prazo de 72 (setenta e duas) horas, apresentarem manifestação escrita acerca da tutela de urgência pleiteada na inicial.

II – Decorrido aludido prazo, com ou sem manifestação dos promovidos, voltem-me imediatamente conclusos para apreciação da tutela de urgência buscada.

III – Cumpra-se com a máxima urgência.

Mossoró-RN., 16 de abril de 2012.

PEDRO CORDEIRO JÚNIOR
Juiz de Direito

Veja o acompanhamento processual clicando AQUI.

Nota do Blog – A instituição contratada via ‘pregão’ para realizar o concurso da Prefeitura de Mossoró, marcado para o próximo dia 22, a Fundação João do Vale (ou Fundação Vale do Piauí), é uma velha conhecida do Ministério Público deste Brasil varonil.

O Ministério Público Estadual do RN (MPE) também já se deparou com situações ‘estranhas’ de sua atuação no estado. Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Entidade que fará concurso é acusada de várias fraudes

A instituição contratada via ‘pregão’ para realizar o concurso da Prefeitura de Mossoró, marcado para o próximo dia 22, a Fundação João do Vale (do Piauí), é uma velha conhecida do bravo Ministério Público deste Brasil varonil. O Ministério Público Estadual do RN (MPE) também já se deparou com situações ‘estranhas’ de sua atuação no estado.

As vagas ofertadas para fiscal de tributo, assessor jurídico, procurador municipal e fiscal do Procon através da Fundação João do Vale ou Fundação Vale do Piauí (dois nomes de fantasia e um mesmo CNPJ-04.751.944/0001-51) , no concurso da Prefeitura de Mossoró, estariam seriamente comprometidas no quesito ‘lisura’.

O processo de ‘seleção’ da João do Vale ou Fundação Vale do Piauí, como queira, está eivado de ilegalidades, conforme ‘Recomendação 012/2012 do MPE, da Fazenda Pública, assinada pelos promotores José Hercy, Eduardo Medeiros e Fábio Thé (veja AQUI).

Acompanhe notas e comentários exclusivos sobre esse assunto em nosso Twitter AQUI

Os promotores pedem a suspensão do processo e a sua anulação. Mas o governo da prefeita de direito, enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, não revela interesse em seguir a orientação do MP. Ela que se cuide. Mesmo a poucos meses de sair da prefeitura, dificilmente se livrará – até fora da prefeitura – das consequências da teimosia.

Essa fundação foi envolvida em diversos casos embaraçosos em certames parecidos com o que está sendo preparado para Mossoró: Prefeitura de Timon (Maranhão); Prefeitura de Imperatriz (Maranhão); Prefeitura de Capitão Gervásio Oliveira (Piauí); Prefeitura de Guaraí (Tocantins) e Governador Dix-Sept Rosado (RN) estão em seu ‘portfólio’.

Dispensa de licitação

Em Timon, por exemplo, um concurso foi cancelado porque a prefeitura chancelou a dispensa da licitação nº 063ª/2007, habilitando a Fundação João do Vale a realizá-lo. Situação idêntica ao que Mossoró começa a experimentar, com a devida desconfiança e intervenção do Ministério Público o certame.

“A contratação da fundação, com dispensa do procedimento licitatório,“atentou contra os princípios do art. 37, da Constituição Federal, sob justificativa questionável de que preencheu requisitos da Lei nº 8.666/93 e apresentou a melhor proposta orçamentária para a execução do objeto, sem nenhum ônus para a Fazenda Pública Municipal”, justificou na ação o órgão ministerial do Maranhão.

Na recomendação do MP do Rio Grande do Norte, sua sustentação legal é a mesma.

Em dezembro de 2010, o MP do Tocantins também instaurou um inquérito civil e requisitou à Fundação João do Vale cópia dos cadernos de provas aplicadas nos Municípios de São José do Peixe (PI), Governador Dix-Sept Rosado (RN), Breu Branco (PA), Pacoti (CE), Caxias (MA), Uruará (PA) e Guaraí (TO).

O concurso foi organizado pela Fundação João do Vale e as provas apresentadas no dia 10 de outubro em Guaraí-TO, havendo suspeita de que 20 das 40 questões formuladas para o cargo de enfermeiro foram aplicadas em outro concurso realizado pela Fundação João do Vale – em Governador Dix-sept Rosado.

A Fundação João do Vale já trabalhou anteriormente para a Prefeitura de Mossoró. Ano passado, por exemplo, saiu o resultado do concurso para preenchimento de 176 vagas nas áreas de saúde, fiscal de meio ambiente e de urbanismo. Ela também é ‘fonte’ para diversas outras prefeituras do Rio Grande do Norte, na hora de realizar concurso. É bom salientar, que se apresenta como uma instituição “sem fins lucrativos”. Uma entidade filantrópica. Para ser mais erudito: altruísta.

Saiba mais sobre esse assunto adiante.

Aguarde. Mas tape o nariz, por favor.

Promotores querem suspensão de concurso público

O que se comentava à  boca pequena em Mossoró, colocando em suspeição concurso organizado pela prefeitura local, acaba se confirmando. Deu a lógica.

O Ministério Público Estadual publica hoje no Diário Oficial do Estado (DOE), uma recomendação para que a prefeita de direito de Mossoró, a enfermeira Fátima Rosado (DEM),”Fafá”, adote providências para suspender e tornar  nulo o certame que aconteceria no próximo dia 22, para vários cargos como fiscal de tributo, assessor jurídico, procurador municipal e fiscal do Procon.

A vencedora do “pregão” foi a Fundação João do Vale (Piauí) – se habilitando à confecção e coordenação do concurso. Paira sobre ela uma carregada nuvem de suspeitas. Não faltam situações de outros certames promovidos por essa entidade, que resultaram em questionamento judicial severo.

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Veja abaixo o que recomenda o Ministério Público, em procedimento assinado pelos promotores José Hercy Ponte, Eduardo Medeiros e e Fábio Thé:

(…) RESOLVE RECOMENDAR à Excelentíssima Senhora Prefeita Municipal de Mossoró/RN, Sra. MARIA DE FÁTIMA ROSADO NOGUEIRA, a adoção de providências, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, já que a prova do concurso público está agendada para o próximo dia 22, sem prejuízo da adoção concomitante pelo Parquet de todas as medidas judiciais cabíveis visando à suspensão liminar do concurso público e a sua nulidade, nos seguintes termos:

a) que se adotem as providências necessárias e legais para declarar a nulidade do PREGÃO PRESENCIAL nº 073/2011-SEMAD, diante das irregularidades e ilegalidades acima apontadas, bem como do contrato administrativo dele resultante, firmado com a FUNDAÇÃO JOÃO DO VALE, CNPJ nº 04.751.944/0001-51;

b) que, como consequência, adotem-se as providências necessárias para declarar a nulidade do concurso público de provas e títulos do Município de Mossoró/RN, inaugurado pelo Edital nº. 002/2012, publicado no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) do dia 09 de março de 2012, devendo, outrossim, adotar todas as medidas administrativas e, se for o caso, judiciais, para reverter, em prol da Administração Pública, qualquer valor já pago à referida pessoa jurídica, bem como devolver aos candidatos o valor das inscrições;

c) que se remeta à 11ª Promotoria de Justiça desta Comarca, também no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a partir do recebimento desta recomendação, informações circunstanciadas sobre as providências adotadas.

Intime-se, pessoalmente, a Excelentíssima Senhora Prefeita deste Município.

A Prefeitura de Mossoró surpreendeu muita gente com o anúncio e as características do concurso. Edital e pregão geraram desconfiança desde o princípio. O Blog, desde então, passou a coletar informações técnicas e documentos diversos sobre o caso. Apuração minuciosa.

Empresas grandes como Cespe, Carlos Chagas e Fundação Getúlio Vargas sequer se mexeram para habilitação ao concurso, ainda mais pelo ínfimo valor do contrato: R$50.000,00.

A Câmara Municipal de Mossoró pretende realizar uma seleção semelhante, mas de menor envergadura, e tem custo estimado em mais de R$ 200 mil.

Veja o Diário Oficial com a íntegra da recomendação dos promotores clicando AQUI e veja AQUI a relação de todos os candidatos inscritos.

Nota do Blog – Depois trarei mais detalhes de bastidores sobre esse caso. Tape o nariz, preventivamente, caro webleitor.

“Operação Sal Grosso” tem papel emblemático

A “Operação Sal Grosso” (veja postagem mais abaixo), com sua sentença contra vários vereadores e ex-vereadores precisa ser aplaudida. Ministério Público, por exemplo, sobretudo através dos promotores Fábio Thé e Eduardo Medeiros.

Aplauso também para raros setores da imprensa que toparam mexer no tema. A começar pelo semanário Página Certa, de Carlos Duarte.

O semanário Página Certa desencadeou denúncia da Operaçao Sal Grosso, acompanhou o caso e municiou o Ministério Publico. Cumpriu seu papel.

Como a “Operação Impacto”, que apurou denúncias contra vereadores e outras pessoas, em negociatas na Câmara de Natal, esse caso de Mossoró ganha dimensão que é difícil avaliarmos agora. É emblemático.

Quanto aos condenados, o caminho é a defesa dentro da lei.

Não me cabe satanizá-los.

Mas é certo de que nem tudo está perdido.