A passagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo Rio Grande do Norte em Parnamirim, nessa quarta-feira (30), teve povo, várias autoridades políticas, novas declarações polêmicas e um sentimento ambivalente de frustração e esperança. O grupo do presidente continua sem chapa majoritária às eleições locais, mas tem um alento para fechar nomes.
O bolsonarismo procura desesperadamente alguém para chamar de ‘meu candidato a governador’. Dia passado, vários setores da imprensa falavam e atestavam que a deputada federal interina Carla Dickson (União Brasil) era a ‘bola da vez’.

A parlamentar foi sondada para ser o nome desse segmento político ao governo estadual. E no palanque em Parnamirim, Bolsonaro chamou-a mais para perto de si e de um de seus ministros mais próximos, Rogério Marinho (PL), afagando-os com palavras: “Esses aqui representam bem o Brasil e o Rio Grande do Norte”.
E acrescentou: “Vocês têm uma missão, vocês vão cumprir essa missão!”
Carla, efetivando-se, não é exatamente um “Plano B”, mas “Plano D”, de desespero para fechar um palanque. Sem um candidato a governador minimamente competitivo, o bolsonarismo compromete inclusive a eleição ao Senado do ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho.
A ficha caiu
Pelo tempo exíguo e ausência de nomes com mínima coragem e potencial à disputa, vai Carla mesmo.
Há meses que o bolsonarismo embalava, exalta e aposta todas as suas fichas no presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira (PSDB), como seu candidato. Isso, mesmo ele sendo aliado desde o primeiro dia de administração da governadora Fátima Bezerra (PT).
Porém, ontem finalmente caiu a ficha. Ferreira novamente, de novo, outra vez, sequer apareceu para agenda presidencial. Porém, teve o nome anunciado pelo cerimonial como se estivesse presente, uma esperança que estava no roteiro, mas que não se confirmou de fato.
O desabafo do bolsonarismo (veja AQUI), jogando a toalha em relação ao tucano que votou em João Doria para concorrer à presidência da República, em prévias do seu partido, diz muito. Caiu a ficha.
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