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Algumas siglas saem enfraquecias com resultado das urnas

Do Poder 360 e Canal BCS

Das 23 siglas que conseguiram assentos na Câmara, 13 cumprem os requisitos mínimos para receber Fundo Partidário, tempo de TV e estrutura de Liderança na Câmara, exigências da chamada Cláusula de Desempenho. A conta considera que as legendas unidas em federação (PT/PV/PC do B; PSDB/Cidadania; e Psol/Rede) são obrigadas a atuar no Legislativo como se fossem um partido único.Só 13 partidos cumprem cláusula de desempenho

Seis partidos que elegeram deputados saem enfraquecidos: PSC, Solidariedade, Patriota, Pros, Novo e PTB. Eles ficarão sem dinheiro e sem estrutura de Liderança. Seus 21 deputados têm direito de mudar para outra sigla sem perder o mandato. Ou os partidos podem se juntar.

Nas eleições passadas, 9 partidos com deputados não cumpriram a cláusula (PC do B, PHS, Patriota, PRP, PMN, PTC, Rede, PPL e DC). Seis desses se fundiram em 2019: PHS foi incorporado pelo Podemos; PPL – foi incorporado ao PC do B; PRP – entrou no Patriota.

Cada sigla precisaria ter obtido pelo menos 2% de votos válidos em todo o Brasil, ou 1% em pelo menos nove estados. Além disso, numa segunda hipótese, a eleição de 11 deputados federais em nove estados diferentes.

A regra propõe-se a reduzir o número de partidos políticos no país. No momento, o Brasil tem 32 legendas e 15 não atingiram a cláusula de desempenho ou cláusula de barreira. Na próxima eleição nacional em 2026, o aperto será ainda maior, exigindo-se eleição de 13 deputados federais ou 2,5% de votos válidos em todo o país.

Em termos de RN, é provável que prefeitos e vereadores comecem debandada expressiva para legendas mais fortes, que vão demonstrando vitalidade. Esse ciclo migratório é uma questão de necessidade à viabilidade eleitoral.

Porém, nada é para já. Vão ocorrer fusões e incorporações partidárias. As conversas já começaram no andar de cima.

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Fusão deve colocar União Brasil no RN com comando de Agripino

Por Vonúvio Praxedes (Do Diário Político)

Reunidos em convenção simultânea nessa quarta-feira (06/10) em Brasília, o Democratas e o PSL aprovaram a fusão das legendas que dará origem ao maior partido do país, o União Brasil.

Agripino deverá comandar União Brasil no RN; Cláudia deve seguir fusão (Foto: arquivo/ 2017)
Agripino deverá comandar União Brasil no RN; Cláudia deve seguir fusão (Foto: arquivo/ 2017)

A legenda será presidida pelo atual presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE). Já ACM Neto, que comanda o DEM, passará a ser o secretário-geral, segundo nome mais importante da legenda.

DEM/RN

Do Rio Grande do Norte compareceu à solenidade o ex-senador José Agripino Maia, ex-presidente nacional do DEM. Ele escreveu nas redes sociais: “Nasceu o 44, União Brasil. Partido que veio para unir os brasileiros que querem paz”. Agripino integra a executiva nacional do UB e vai nortear as comissões do partido no RN. Ainda não deu detalhes de como vai ser este trabalho.

Em contato com Diário Político a ex-prefeita de Mossoró Cláudia Regina afirmou que deixou a direção do DEM mossoroense por causa de projetos pessoais, mas continua filiada e deve integrar o União Brasil: “Acredito na nova proposta”, disse Cláudia.

Outro nome do Democratas de Mossoró que milita desde o ano 2000 ainda quando era PFL, o ex-vereador Petras Vinicius que inclusive é o atual tesoureiro do DEM local afirma que continua filiado. “Tenho recebido convites de outros partidos por causa do trabalho que tenho desenvolvido, mas continuo sim no DEM”, garantiu. Petras aguarda contado da direção do DEM sobre o novo partido.

Atualmente o DEM de Mossoró é presidido pelo advogado André Regalado.

PSL/RN

Aqui no RN o PSL é presidido por Sérgio Leocádio, ex-delegado da Polícia Civil do RN, que concorreu a Prefeitura do Natal em 2020. Em contado com nossa página, ele afirmou que mais informações deverá ter nos próximos quinze dias “porque cada Estado vai vai ter sua reunião e essa junção é uma junção muito complexa, mas a gente acredita que partido vai sair fortalecido. Vamos ter uma nominata muito boa pra Deputado Federal e eu sou pré-candidato a deputado federal”, atestou Leocádio.

Sobre a direção do ‘União Brasil’ no RN, Leocádio repassou informações importantes: “Provavelmente o grupo vai ser composto por José Agripino organizando e Paulinho Freire (Presidente da Câmara de Natal atualmente filiado ao PDT) é o grande candidato a Deputado Federal e eu pelo antigo PSL sairei a Federal também. Essa é a leitura que a gente está fazendo, mas eu acho que nos próximos quinze, vinte dias, é que a gente pode falar de forma mais concreta”.

União Brasil

A nova agremiação nasce capitalizada: somadas, detêm 545 prefeituras, cinco governos estaduais, oito senadores, 82 deputados federais, três pré-candidatos à Presidência da República e fundos eleitoral e partidário milionários.

A fusão precisa ser aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral.

*Colaborou com esta reportagem Filipo Cunha/ TCM

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Democratas decide fazer fusão com o Partido Social Liberal

O Democratas e o Partido Social Liberal (PSL) vão ser uma única legenda no país. Nessa terça-feira (21), o DEM decidiu pela fusão com o PSL, em reunião da sua Comissão Executiva Nacional. Em outubro fará convenção nacional para oficializar a união e surgimento da nova legenda.

Votação foi à unanimidade (Foto: cedida)
Votação foi à unanimidade (Foto: cedida)

“Foi aprovada a tese da fusão com o PSL à unanimidade, com 41 votos a zero”, anunciou o ex-senador e ex-presidente da sigla José Agripino.

Atualmente, o DEM tem 28 deputados e seis senadores, incluindo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O PSL tem 53 deputados e uma senadora.

Candidatura

O partido e o PSL (quando transformados numa única sigla) devem lançar chapa própria à presidência da República no próximo ano, como uma alternativa ao protagonismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Lula da Silva (PT). Possibilidade de que esse nome seja do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

O PSL foi o partido que abrigou em 2018 a candidatura do então deputado federal pelo Rio de Janeiro – Jair Bolsonaro, à presidência. Mas, logo após eleito, Bolsonaro afastou-se da legenda em 2019, ao tentar sem sucesso assumir o controle partidário. O PSL é comandada pelo deputado federal pernambucano Luciano Bivar.

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