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Juiz decide que Hospital da Mulher tem que ter concursados

O juiz Pedro Cordeiro, da Vara da Fazenda Pública (Mossoró), acata pleitos manifestados numa ação civil pública pelo Ministério Público (MP). Atinge em cheio  o Governo do Estado, que contratou a Associação Marca. Essa entidade, que patinha num pântano de irregularidades, administra o Hospital Materno-Infantil Parteira Maria Correia (Hospital da Mulher) em Mossoró.

O magistrado determinou a contratação de todos os concursados necessários a substituir os funcionários dessa “OSCIP”, bem como que o Estado reassuma todo o serviço do hospital em 60 dias.

O número do processo é este: 0008561-37.2012.8.20.0106 (AQUI). Veja abaixo, parte da decisão de Pedro Cordeiro:

“(…) DEFIRO parcialmente a tutela específica pretendida pelo Ministério Público e determino ao Estado do Rio Grande do Norte a adoção das seguintes medidas:

1. A abstenção de renovar o Termo de Parceria firmado, em caráter emergencial, com a Associação Marca para Promoção de Serviços além do prazo em curso de 180 (cento e oitenta) dias, previsto em cláusula contratual e iniciado em 29 de fevereiro de 2012;

2. Convocar e nomear imediatamente todos os candidatos aprovados no Concurso Público nº 001/2010 – SEARH/SESAP, como forma de substituir todos os profissionais contratados em caráter precário para prestarem serviços no Hospital denominado “Parteira Maria Correia”, observada a lista hospedada às fls. 626/637. 3.

Reassumir, no prazo de 60 (sessenta) dias, a prestação do serviço público de saúde, em sua integralidade, aos usuários do Hospital da Mulher denominado “Parteira Maria Correia”, garantindo-se a continuidade dos serviços, cujo funcionamento atual está sendo realizado através da Associação Marca.

Encaminhe-se ofício ao Secretario Estadual de Saúde, a fim de que seja dado imediato cumprimento a presente determinação judicial. O não cumprimento da determinação judicial ensejará a aplicação de multa diária no valor R$ 10.000,00 (dez mil reais), em desfavor dos demandados, bem como do atual Secretário de Saúde do Estado, sem prejuízo de outras penalidades legais, inclusive responsabilização criminal. Citem-se os demandados, remetendo-lhes cópia da inicial e documentos que a instruíram.

Decorrido o prazo para resposta, com ou sem manifestação, voltem-me conclusos. Advindo resposta com preliminares e/ou documentos, intime-se a parte autora para apresentar manifestação. Cumpridas as diligências supra, voltem-me conclusos. Intimações de praxe. Cumpra-se.”

Nota do Blog – Sinceramente, cheguei a me iludir. Pensei que esse projeto do Governo do Estado fosse sério, apesar de feito sem licitação. Cheguei a imaginar que a urgência do serviço pudesse até justificar certos atalhos, mas outra vez me iludi.

O caso da Associação Marca e do Hospital da Mulher se for mesmo levado a sério, em termos de investigação, deveria botar um magote de pilantras na cadeia. O povo outra vez está sendo enganado e quase R$ 16 milhões são torrados para tentar mostrar à sociedade que algo foi feito pela Saúde em Mossoró.

Pobre Mossoró!

Rosalba garante funcionamento de Hospital da Mulher

Em sua passagem por Mossoró,  a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) realizou uma visita aos funcionários e pacientes do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, na tarde do último sábado (04).

 A governadora aproveitou a ocasião para tranquilizar os funcionários de que a continuidade dos serviços realizados pelo hospital não será interrompida com a mudança da Organização Social (OSCIP), a conhecida Associação Marca, responsável pela administração da unidade, a partir do fim do mês.

O contrato com a Associação Marca se encerra no próximo dia 29.  

 “Esse hospital é essencial para a manutenção da vida da mulher potiguar. O trabalho que vem sendo realizado aqui não pode parar. Por isso, vim pessoalmente garantir aos profissionais de que não há a menor possibilidade de se fechar o Hospital da Mulher, muito pelo contrário. Vamos buscar intensificar ainda mais nossos serviços sempre em busca do atendimento humanizado com qualidade e excelência”, disse.

A Marca foi flagrada numa série de situações ao arrepio da lei, como licitações fraudulentas, em negócios com a Prefeitura do Natal. Respingou no próprio contrato com o Estado, feito sem licitação e num valor superior a R$ 16 milhões. A governadora nomeou uma comissão para apurar o funcionamento do hospital e prováveis deslizes que prejudicam o erário. Até o momento, não foi informado nada à sociedade quanto ao trabalho desse colegiado.

Juiz concede direito para concursados da Saúde

Foi concedida a antecipação de tutela em ação que beneficia uma série de pessoas concursadas, à substituição de funcionários terceirizados no Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher). A decisão é do juiz titular da Vara da Fazenda Pública (Mossoró).

Veja parte da decisão abaixo:

“(…) Por tais considerações, DEFIRO parcialmente a tutela de urgência buscada e, em consequência, determino ao demandado que promova a imediata nomeação dos demandantes, abaixo relacionados, em substituição aos funcionários terceirizados, que ocupem os mesmos cargos, no Hospital da Mulher Parteira denominado “Maria Correia”:

A) Para o cargo de Técnico em Enfermagem (Região Oeste): Ivete Alves de Oliveira (3ª colocação); Leidimar Nogueira Góis (19ª colocação); Dércia Maura de Oliveira (23ª colocação); Roberto de Souza Soares (28ª colocação); Kesia Tania de Araujo (32ª colocação); Maria Lidiana de Abreu Costa (33ª colocação); Antonimar de Oliveira Santos (41ª colocação); Maria Baldino Silva Varela (47ª colocação); Ana Noemia Gondim Alencar (48ª colocação); Marlon Mikael Nunes de Oliveira (50ª colocação); Maria Neuma de Lima (60ª colocação); Anacelia Barreto de Souza (64ª colocação); Francisco Giliar Alves (81ª colocação) e Maria Fabiana Sarmento Boágua (85ª colocação).

B) Para o cargo de Enfermeiro (Região Oeste): Anne Itamara Benigno Evangelista (9ª colocação); Priscylla Pereira Fernandes (11ª colocação) e Kalianne Nogueira da Silva (15ª colocação).

C) Para o cargo de Farmacêutico/Bioquímico: Cayo Riketh de Oliveira (3ª colocação).

Esclareço, por oportuno, que a nomeação desses candidatos foi feita obedecendo ordem classificatória, tomando-se como parâmetro a quantidade de funcionários contratados pela Empresa Marca para o funcionamento do Hospital, ficando, pois, ressalvada a possibilidade de, no curso do processo, serem nomeados outros candidatos que integram o pólo ativo da ação proposta.”

O juiz ainda assinala: “Outrossim, fixo uma multa diária no valor de 01 (um) Salário Mínimo vigente, em desfavor do demandado, nos termos do artigo 461-A do CPC, sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Citem-se os demandados, por seus representantes legais para, querendo, apresentarem resposta. “

E conclui: “Por fim, determino a Secretaria que proceda a citação por edital, com prazo de trinta (30) dias, de todos os litisconsortes passivos, considerando-se como tais todos aqueles que foram classificados em posição imediatamente à frente dos candidatos ora nomeados. Advindo documentos e/ou preliminares com a resposta, intimem-se os autores, por seu advogado para, no prazo de 10 (dez) dias, se pronunciar a respeito. Remeta-se cópia da presente decisão ao Eminente Relator do Agravo de Instrumento nº 2012.009380-2, para os devidos fins. Em seguida, dê-se vista ao Representante do Ministério Público para emitir parecer. Após, voltem-me conclusos. Intimações e diligências de praxe. Cumpra-se.”

Hospital da Mulher de Mossoró poderá parar

Hoje (terça-feira, 10) ocorreu reunião entre  médicos e alguns profissionais de outras áreas no Hospital da Mulher em Mossoró. A decisão de alguns é que se até quinta-feira (12) os vencimentos não estiverem em suas devidas contas, a saída será abandonar o hospital sem fazer barulho nem cobrança.

Apenas não irão e nem voltarão por nada.

Apesar de atuar com elogiável qualidade em praticamente todos os setores, desde quando foi inaugurado no mês de março deste ano, o Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher) está quase parando. Definha. Saltou da Excelência anunciada para a agonia continuada.

Profissionais e colaboradores motivados, teoricamente comprometidos e disciplinados, com equipamentos de última geração, materiais cirúgicos, operacional, expediente etc. conforme às necessidades da demanda, faziam parte de uma realidade recente.

Mas com o escândalo da “Operação Assepsia”, desencadeada pelo Ministério Público, que flagrou a Associação Marca em diversas irregularidades, o quadro mudou radicalmente. A “bomba” que explodiu na Prefeitura de Natal respingou no Hospital da Mulher, administrado por essa entidade.

Até o momento, os profissionais e colaboradores não receberam sequer um anúncio do Governo do Estado quanto ao futuro desse contrato, colocado sob suspeição de consideráveis deslizes criminais.

O Governo do Estado, pressionado pela Operação Assepsia, procurou criar uma comissão para realizar auditoria no contrato e serviços da Marca. Nesse espaço de tempo, o que era uma ilha de excelência ganhou status de uma chaga a mais no pântano do serviço público potiguar.

O pagamento do corpo funcional, referente ao mês de junho, sequer chegou a ser coberto pela empresa ligada à própria Associação Marca, a Salute, também denunciada por falcatruas.

Para completar o infortúnio, vários fornecedores paralisaram a cobertura de necessidades do hospital, e já estão com receio que não receberão o pagamento do que foi entregue e dos serviços prestados.

Hospital Materno-Infantil precisa dar certo (republicado)

Veja abaixo o que este Blog publicou no dia 12 de março deste ano, às 22h59, poucos dias após o Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher) ser inaugurado em Mossoró. Apesar do escândalo em torno do empreendimento, eivado de supostas irregularidades, minha opinião continua a mesma.

O tempo ajuda a confirmar o que defendi e defendo, sem passionalidade ou interesse subalterno a partir do próprio título da postagem: “Hospital Materno-Infantil precisa dar certo” (Veja AQUI). Para merecer aplauso, não basta ser eficiente, é fundamental que esteja limpo.

Você pagaria bem mais caro por um serviço que pode ser feito por  preço bem menor e também com qualidade?

Leia, por favor:

Vejo um monte de gente torcendo para que o Hospital Materno-infantil Maria Correira (de Mossoró) dê errado. Ou simplesmente criticando de forma gratuita, sem ter maiores informações.

Riquinhos têm filhos em Natal e Fortaleza, né? Discutamos a fórmula da Oscip (gestão privada para serviço público), mas lutemos por dignidade para nossas mulheres e nossos bebês. Merecem.

Meu partido é Mossoró, meu político favorito é o que se dedica ao bem comum. Torço pelo Potiguar, mas não detesto o Baraúnas. Dignidade, já.

Os hospitais públicos e filantópicos terão agora um espelho ou um paradigma, para comparações. A sociedade começará a fazer avaliações.

Bom demais.

Hospital criado sem licitação faz um parto por R$ 28 mil

Depoimento do médico Manoel Nobre sobre o alto custo do Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), instalado sem licitação pelo Governo do Estado, apesar de denúncia sobre irregularidades feitas pelo Ministério Público em Mossoró:

– Realiza-se em média 100 partos/mês na maternidade Maria Correia, com um custo de R$ 2,8 milhões/mês para o Governo do Estado. Portanto o custo de cada parto fica em média, pasmem, por R$ 28.000,00.

Nota do Blog – Segundo dados levantados na “Operação Assepsia”, desencadeada esta semana pelo Ministério Público, sobre irregularidades em licitações na Saúde na Prefeitura do Natal, respingando na mesma área do Estado, o contrato da Associação Marca – que gerencia o Maria Correia – é de R$ 16,8 milhões por seis meses.

Dá uma média de R$ 2,8 milhões por mês, sendo R$ 1,9 milhão somente com folha funcional de presumíveis 270 empregados.

Um detalhe: a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), da Fundação Vingt Rosado, há décadas em funcionamento em Mossoró, responde por mais de 600 partos/mês.

 

Procurador ‘procurado’ tem ‘esquema’ no Estado

O Ministério Público tem provas, a partir de interceptações telefônicas, de que o procurador da Prefeitura do Natal, cedido à Secretaria do Estado da Saúde Pública (SESAP), Alexandre Magno Alves de Souza, agia nas entranhas do Estado – também – para viabilizar terceirizações e outros negócios  fraudulentos, lesivos ao erário.

No caso da Associação Marca, responsável pela gestão do Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), inaugurado em março deste ano (veja postagens mais abaixo), o contrato fechado foi de R$ 16,8 milhões, sem qualquer licitação e com prazo de validade de seis meses.

Tudo resolvido como se o Estado fosse uma bodega (com todo respeito aos bodegueiros, claro).

A Associação Marca começou a desembarcar no Estado ainda em 2011, cerca de nove meses antes da inauguração do Hospital da Mulher, num flagrante procedimento viciado, nocivo ao cofre público. Ou seja, a escolhida veio primeiro do que o processo de escolha.

Alexandre Magno Alves teria agido inicialmente na Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Natal, em conjunto com o ex-secretário Thiago Trindade, para favorecer organizações sociais em licitações fraudulentas. Depois, Alexandre Magno foi ‘deslocado’ para trabalhar na Sesap. Por lá chegou antes mesmo de sair portaria com essa mudança sua.

A pedido de quem ele chegou à Sesap? Suas ligações perigosas aos poucos devem ser conectadas e arrumadas, revelando como nada é por acaso.

Ele teria mudado de lugar, mas não de hábito e negócios, sempre com o beneplácito de padrinhos políticos e outros interessados nesse tipo de serviço bastante rentável e de aparente resultado à população.

Importante lembrar, que a Operação Assepsia ocorre sete dias depois que a Assembleia Legislativa aprovou uma lei que autoriza a contratação de O.S (Organizações Sociais) para todo o serviço público, semelhante ao que ocorreu no município de Natal.

O império da terceirização, uma iniciativa que é vendida ao povo como panaceia, capaz de ser a solução para as deficiências do serviço público, aos poucos vai se revelando como um pântano.

Veja AQUI a petição do MP,  na íntegra, com os detalhes dos elementos que levaram a Justiça a garantir a Operação Assepsia. Mas antes, tape o nariz. Leiam especialmente as páginas 181, 286 e 288.

Nota do Blog – O procurador está sendo procurado pela polícia. Entre os investigados no Rio Grande do Norte, é o único que teve prisão preventiva decretada pela Justiça.

Hospital Materno-Infantil será objeto de debate

Nesta quarta-feira (11) a Assembleia Legislativa promove audiência pública para discutir questões relativas ao Hospital da Mulher de Mossoró (Hospital Materno-Infantil Maria Correia).

A audiência, que será realizada no plenarinho da Casa, às 15h, é uma proposição conjunta dos deputados Fernando Mineiro (PT) e Fábio Dantas (PHS) e será focada na questão do contrato de terceirização, mantido entre o governo com a Organização Marca, que gerencia a unidade hospitalar.

Foram convidados para o debate o secretário estadual de saúde, Domício Arruda, representantes do Ministério Público Estadual, do Conselho Estadual de Saúde e de entidades de classe.  O hospital materno-infantil Maria Correia atende à região Oeste e o Vale do Açu e foi inaugurado há um mês, pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Se o patrimônio é público, é nosso!

Temos bolsões de excelência no serviço público e crescente melhoria em outros tantos. Mas em alguns outros, quase nada funciona. Por quê?

Entendo que a intervenção estatal pode dar respostas satisfatórias às demandas sociais. Basta ser cobrado, punir com rigor os maus servidores e incentivar quem queira ascender numa carreira baseada na qualificação, no interesse e em méritos, nunca no compadrio ou arranjo politiqueiro.

Na coisa pública, parece que a Saúde é ‘casa de mãe-joana’. Se não está satisfeito, peça para sair. Vaza! Inaceitável é maltratar o cidadão comum, que na prática lhe paga o salário.

No Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), em Mossoró, recentemente inaugurado, controlado por uma Oscip (organização civil que faz serviço público de forma terceirizada), tem médico e enfermeiro reclamando. Estão irascíveis porque são obrigados a trabalhar certinho. Não querem ser punidos por atrasos e outros desleixos.

Devem estranhar, porque no público muitos trabalham como bem entendem. Acham que não são empregados e que não possuem patrão. Se recebem uma punição, queixam-se ao chefe político e tudo é sanado em prejuízo à coisa pública.

Existe excelência no serviço público também sem Oscip, fundações, ONG´s etc. Polícia Federal, Advocacia Geral da União (AGU), Receita Federal, Previdência, Caixa Econômica (CEF), setor portuário e Correios (no passado) são exemplos de eficiência pública. A Petrobras é essa gigante transnacional que orgulha o Brasil, uma das maiores empresas do mundo, símbolo de eficiência.

O Banco Central virou paradigma, em meio à crise mundial no setor financeiro norte-americano e bancarrota europeia.

Onde há prioridade ao funcionamento técnico, os resultados têm aparecido. Onde a prioridade é politica, os resultados nós conhecemos.

As melhores universidades do país são públicas, vocês sabem? Vocês conhecem a excelência do Hospital Sara Kubistchek?

O público é viável.

O caminho do serviço público é a ‘meritocracia’, o planejamento estratégico, prêmio aos melhores e punição à escória. São alguns princípios da iniciativa privada que se fundem aos propósitos inequívocos do Estado do Bem-Estar Social, ou seja, o bem comum.

É-nos vendida a ideia de que tudo que é público é ruim, para que aceitemos a terceirização, ONGs, Oscips, fundações etc. como panaceias. Erro crasso que a propaganda dirigida espalha, tentando nos iludir com tal inverdade.

Há um monte de gente criticando o serviço público e uma multidão ainda maior querendo desembarcar nele. Que paradoxo, não? Risível.

Se o patrimônio é público, é nosso. Portanto, não permitamos que saqueadores, espertalhões e maus servidores destruam o que nos pertencem, facilitando a prosperidade de uns poucos.

O patrimônio público é nosso!

Promotor vê supostos desvios da lei em Hospital da Mulher

O promotor Flávio Côrte Pinheiro instaurou inquérito civil público para apurar supostas irregularidades na contratação e instalação de serviços do Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), em Mossoró.

Esse equipamento público do Estado é gerido por uma OSCIP (Organização Social Civil de Interesse Público).

“Esta Promotoria vem constatando falta de transparência e de diálogo com osdemais integrantes da rede de atenção à mulher no tocante à instalação e forma de funcionamento doreferido hospital da mulher, o que é revelado pelo desconhecimento pelos atores da referida rede,demonstram em relação ao funcionamento da citada unidade hospitalar, notadamente, no que dizrespeito aos motivos da sua implementação, dos moldes em que se anunciam que será feito, na forma definanciamento, bem como na contratação de pessoal”, justifica o promotor.

Conheça mais sobre uma Oscip lendo postagem recente deste Blog, clicando AQUI.

Veja como é a ‘Oscip’ que comanda hospital em Mossoró

Nas últimas semanas, o noticiário da imprensa mossoroense e alhures, no Rio Grande do Norte, tem falado no modelo de gestão adotado pelo Governo do Estado, para implantar o Hospital Materno-Infantil Maria Correia (Hospital da Mulher) – em Mossoró.

Trata-se de uma Oscip. Peraí!!! O que é uma Oscip?

Vamos tentar esclarecer o que é uma Organização Social Civil de Interesse Público (OSCIP), com base na bibliografia existente, além de conhecimento elementar acadêmico sobre o tema. Qualquer deslize, que aqueles de possuam conhecimento profundo no assunto nos oferte o suplemento de informação, em tarefa colaborativa, como é comum a este Blog.

Oscip tem gestão diferente do que ocorre na coisa pública (Carlos Costa)

Oscip´s são entidades privadas atuando em áreas típicas do setor público, com interesse social, eventualmente financiadas pelo Estado ou pela iniciativa privada, para que suportem iniciativas sem retorno econômico. São vistas como “paraestatais”, ou seja, “pessoas jurídicas de direito privado, cuja criação é autorizada por lei específica, com patrimônio público ou m isto, para realização de atividades, obras ou serviços de interesse coletivo, sob normas e controle do Estado” (Hely Lopes Meirelles).

Do ponto de vista político, muitas têm servido para burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) que estabelece percentual-teto para gasto com pessoal no serviço público. Também tem aparecido para garantir empreguismo com fins politiqueiros, visto que se desviam da obrigatoriedade do concurso público.

Em Natal, por exemplo, o Governo Micarla de Sousa (PV) fechou contrato de 6 milhões de reais, por seis meses de gestão da (Uniade de  Pronto-Atendimento (UPA-Pajuçara), com uma Oscip pernambucana, deixando de convocar profissionais de saúde aprovados em Concurso municipal da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

O perigo é que o ente público passe a fazer super-investimento em Oscip´s, deixando organismos similares e sob sua responsabilidade direta, com cobertura secundária. Pode acontecer que essa distorção passe a ser intencional, de modo a vender a imagem à sociedade, de que seja a fórmula certa, “o jeito certo” de tratar a coisa pública.

No caso da Oscip que administra o Hospital Materno-infantil Maria Correia (Hospital da Mulher), ela vai operacionalizar a unidade por 180 dias. Depois desse prazo, será realizada uma licitação para a continuidade das atividades. Seu custo mensal e o comparativo desse com congêneres filantrópicas, privadas e públicas – são ainda um ‘mistério’.

Diga-se, de antemão, que o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) não descobriu a fórmula da pólvora ou a roda. Esse modelo é adotado Brasil afora por várias gestões municipais e estaduais, como em Pernambuco e Rio de Janeiro, entre outros estados.

Por outro lado, em jogo estão a cobrança de qualidade nos serviços, relação custo-benefício compatível com valores de mercado, obediência à lei, respeito ao cidadão (inclusive como contribuinte) e prioridade em contratações (antes de qualquer organização paraestatal) a quem passou em concurso. Sem preferência a essas pessoas, teremos outro atalho à politicagem e uma ilegalidade flagrante.

Saiba mais AQUI sobre Oscip´s, como denunciar e fiscalizar sua atuação.

Ministro garante apoio a Hospital Materno-Infantil

O Hospital Materno-Infantil Maria Correia vai fazer parte da rede cegonha, programa nacional que pretende melhorar o atendimento às gestantes brasileiras A inclusão foi garantida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao receber a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), nesta terça-feira (13).

A governadora argumentou que com a inclusão do Estado no programa, o governo poderá investir em outros setores da saúde publica, além de fortalecer o programa Mãe Potiguar que tem como uma das principais metas a redução da mortalidade materna.

A audiência que contou com a presença do ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho (PMDB), e do deputado estadual, Leonardo Nogueira (DEM), foi solicitada pelo deputado Henrique Alves (PMDB) que havia assumido o compromisso de intermediar o contato com o ministro Padilha durante a inauguração do Hospital Materno-Infantil Maria Correia (o Hospital da Mulher), no último dia 9.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Governo do Estado.

Hospital Materno-Infantil precisa dar certo

Vejo um monte de gente torcendo para que o Hospital Materno-infantil Maria Correira (de Mossoró) dê errado. Ou simplesmente criticando de forma gratuita, sem ter maiores informações.

Riquinhos têm filhos em Natal e Fortaleza, ? Discutamos a fórmula da Oscip (gestão privada para serviço público), mas lutemos por dignidade para nossas mulheres e nossos bebês. Merecem.

Meu partido é Mossoró, meu político favorito é o que se dedica ao bem comum. Torço pelo Potiguar, mas não detesto o Baraúnas. Dignidade, já.

Os hospitais públicos e filantópicos terão agora um espelho ou um paradigma, para comparações. A sociedade começará a fazer avaliações.

Bom demais.

Chico da Prefeitura, de novo, causa mal-estar em evento

Os bastidores da inauguração do Hospital Materno-Infantil Maria Correia, hoje à noite, em Mossoró. De novo, o vereador Chico da Prefeitura (DEM) esteve no epicentro de um quiproquó interno no governismo municipal.

Ele esbravejou em meio à solenidade, porque se sentiu – de novo – preterido em relação a outros nomes do partido, dentro da solenidade organizada pelo Governo do Estado.

A vereadora e também pré-candidata como ele a prefeito, Cláudia Regina (DEM), estava na solenidade como representante da Câmara Municipal. Ele, Chico, também se apresentou como tal.

Aos gritos, Chico avisou que romperia com o esquema governista, resmungou que era discriminado e precisou ser acalmado por outros governistas, como o deputado federal Felipe Maia (DEM).

Cláudia Regina, por sua vez, continuou deslizando entre os populares, claques e lideranças políticas, como se ignorasse o chilique do colega vereador.

Nota do Blog – Chico da Prefeitura recentemente vociferou porque a vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM) estaria sendo favorecida pelo governismo municipal. Até passou mal e recebeu atendimento médico durante uma solenidade no bairro Liberdade.

Hoje, novamente aprontou.

É uma sequência de desequilíbrios que apenas confirmam a tese de que é uma pessoa completamente descartada da cabeça de chapa do DEM.

Médicos e Sindsaúde organizam protesto em Mossoró

O Sindicato dos Médicos (SINMED-RN) em parceria com o Sindsaúde Estadual irá realizar um Ato Público na manhã desta sexta-feira (09/03) a partir das 9h.

Será diante do Hospital Rafael Fernandes em Mossoró.

O objetivo é denunciar o atraso na reforma pela qual está passando a unidade, que dura cerca de 8 meses.

Em seguida, às 11h, a direção de ambos sindicatos concederá uma entrevista coletiva no Conselho Regional de Medicina (CREMERN) – Seção Mossoró (Rua Julita Gomes de Sena, nº20, Nova Betânia) expondo os problemas decorrentes da terceirização do Hospital Materno-Infantil que deverá ser inaugurado à tarde pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

Hospital Materno-Infantil será entregue nesta sexta

Hospital tentará atenuar atendimento às gestantes do Oeste e Vale do Açu (foto Carlos Costa)

Será inaugurado nesta sexta-feira (09) o Hospital da Mulher Maria Correia, em Mossoró. A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) participará da solenidade, que acontecerá às 17h.

O novo hospital vai atender toda a região Oeste e o Vale do Açu, dispondo de 41 leitos com enfermarias – sendo sete neonatais e nove leitos para mulheres que necessitarem de atendimento ginecológico –, além de nove leitos de UTI materna e dois centros cirúrgicos – um para parto (em caso de gravidez de risco ou cesarianas) e outro para cirurgias ginecológicas.

“Teremos todo o serviço humanizado. Vamos atender a mulher não somente na parte obstétrica, mas também na ginecológica. É trabalho importante e necessário para a região e que não poderia esperar mais, pois, infelizmente, nos últimos meses a assistência à maternidade era preocupante em Mossoró. As mulheres que precisaram (dos serviços) sabem o que passaram e não podíamos deixar que essa situação permanecesse”, observou a governadora Rosalba Ciarlini.

A estrutura do Hospital da Mulher Maria Correia também servirá como campo de estágio para alunos dos cursos de Medicina, Enfermagem e Serviço Social da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN).

Com informações da Assessoria de Imprensa do Estado.

Nota do Blog – Que essa iniciativa seja acertada, de modo a ajudar a reduzir os problemas  a tantas mulheres que precisam de um atendimento de qualidade e decente.

Chega de  humilhações, como a experimentada por algumas gestantes no início do ano, que tiveram de transportadas para Russas-CE, onde tiveram seus filhos “mossoroenses”.

Hospital Materno-Infantil obedece à lei, diz procurador

Convocado pelo Ministério Público para audiência pública, realizada na tarde desta quarta-feira (7) em Mossoró para discutir o modelo de administração do Hospital Materno-Infantil Maria Correia, o procurador-geral do Estado – Miguel Josino – informou que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) a Constituição Federal. A administração da unidade será feita por uma Organização da Social de Interesse Público (OSCIP).

Seguirá modelo da Liga Norte-rio-grandense de Combate ao Câncer –  que recebe recursos do Governo para realizar atendimentos e tratamentos no Rio Grande do Norte.

O pronunciamento de Josino foi à tarde dessa quarta-feira em audiência pública promovida em Mossoró pelo Ministério Público, com participação de diversos setores da sociedade.

O procurador disse que o modelo de gestão do Hospital Materno-Infantil Maria Correia segue parâmetros exitosos em Tocantins, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Pernambuco e que o Governo do Estado – diante da necessidade e da urgência dos serviços de saúde da mulher na cidade – vai operacionalizar a unidade por 180 dias. Disse que depois desse prazo, será realizada uma licitação para a continuidade das atividades.

Aproveitando que a audiência pública havia sido convocada pelo promotor Flávio Côrte Pinheiro de Souza, o procurador convidou o Ministério Público para acompanhar todos os trâmites da licitação. “Convido o Ministério Público para acompanhar todas as fases da licitação para que possamos ter um novo modelo de gestão de saúde pública”, disse.

O procurador disse ainda que o que o Governo do Estado está fazendo já foi adotado pelo Governo Federal, que autorizou – no ano passado – a criação de empresas para administrar hospitais públicos.

O gerente executivo municipal da Saúde, Benjamin Bento, apresentou a realidade da saúde da mulher em Mossoró e disse que, apesar da Prefeitura Municipal avançar na cobertura do atendimento à população por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) e das Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s), Mossoró perdeu cerca de 200 leitos para atendimentos materno-infantil nos últimos três anos com o fechamento de hospitais particulares. “Temos cerca de 88 mil mulheres em idade fértil”, informou.

Ao final da audiência, o promotor Flávio Côrte solicitou que o Governo do Estado enviasse a prestação de contas mensal, com relação aos gastos e investimentos feitos no Hospital Materno-Infantil de Mossoró.