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Juiz decide que imóvel da Porcellanati tem que voltar à prefeitura

O juiz Pedro Cordeiro Júnior, titular da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró, rejeitou mandado de segurança com pedido de liminar, da Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês). Intenção era derrubar decisão da Prefeitura de Mossoró, que decretou reversão (retorno do imóvel ocupado por ela ao patrimônio ao acervo público) – veja AQUI.

Indústria, que nada produz, mantém luta há anos para ficar com imóvel que não lhe pertence Foto: Canal BCS)
Indústria, que nada produz, mantém luta há anos para ficar com imóvel que não lhe pertence Foto: Canal BCS)

O processo sob o número 0821212-88.2021.8.20.5106 teve decisão nesse último dia 21, cabendo recurso. O grupo catarinense tentou a revogação do decreto municipal nº 6.292/2021, em que houve a reversão de terreno público para o Município de Mossoró/RN. Contudo, o magistrado entendeu não existir amparo para acolher a petição.

O próprio parecer do Ministério Público foi desfavorável à demanda da Porcellanati, que se sustentava com empresa fechada, graças a uma decisão no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), tomada por uma juíza convocada no dia 23 de novembro do ano passado (veja AQUI).

A Porcellanati tenta segurar de todas as formas o bem, que não lhe pertence, mesmo sem produzir absolutamente nada. Aberta em 2009, ela estava parada desde abril de 2014 e retomou atividades precariamente em janeiro deste ano. De lá para cá suspendeu produção três vezes, por falta de matéria-prima, gás etc. A mais recente suspensão começou dia 4 deste mês e não tem data para volta à “normalidade”.

Em 2021, a administração Allyson Bezerra (Solidariedade) reabriu procedimento para retomar o imóvel, por ele não atender há cerca de oito anos os propósitos da doação.

O Grupo Itagrês tinha conseguido estranhamente refrear a perda do imóvel na gestão municipal anterior, quando a tramitação administrativa da reversão morreu em alguma gaveta do poder público, e teve inclusive várias páginas extraviadas (veja AQUI).

Calotes em série

Na empresa falta matéria-prima e até o indispensável gás natural que aqui e ali compra de empresa sediada no Ceará (Nacional Gás). Recebe-o através de carretas especiais criogênicas. A  Potigás (companhia de economia mista com participação do Estado) não vende o produto a essa indústria, pois acumula débito milionário dela, no “prego” há muitos anos.

Contudo, a governadora Fátima Bezerra (PT) divulgou duas grandes inverdades recentemente (veja AQUI): disse que a empresa estava produzindo e que era com gás da Potigás.

A Porcellanati, que mudou de denominação – virou TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A – passou por processo de recuperação judicial em sua sede em Tubarão-SC, mas tanto lá como cá é pródiga em enganar fornecedores, prestadores de serviços, instituições financeiras e sobretudo ex-empregados. Nunca pagou dívidas trabalhistas.

Porém, tem uma incrível proteção de setores da política e uma força incessante para arrastar seus problemas com a barriga nos escaninhos da Justiça, sem que os responsáveis sejam punidos e suas vítimas sejam ressarcidas.

Veja AQUI uma série de postagens relatando ao longo de vários anos, a trilha de picaretagem da Itagrês-Porcellanati.

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Prefeito assina decreto retomando imóvel doado à Porcellanati

Unidade industrial da Porcellanati em Mossoró ocupa área privilegiada e de altíssimo valor (Foto: Itagrês)
Unidade industrial da Porcellanati em Mossoró ocupa área privilegiada e de altíssimo valor (Foto: Itagrês)

A Prefeitura Municipal de Mossoró publica no Jornal Oficial do Município (JOM), edição 639 (veja AQUI), sexta-feira (5), decreto que formaliza a reversão de doação de imóvel que tinha usufruto indústria Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês).

Originária de Tubarão (SC), desde abril de 2014 que a Porcellanati não produz absolutamente nada, além de enraizar calote multimilionário sem qualquer alento de pagamento, atingindo a própria municipalidade, instituições financeiras, fornecedores, ex-empregados, prestadores de serviço etc.

O decreto, em seu artigo primeiro assevera o seguinte: “Fica revertido em favor do Município de Mossoró, o terreno localizado no Distrito Industrial de Mossoró, com área de vinte hectares, localizado às margens da BR-304, doado sob condições pela Lei nº 1.968, de 2004, à empresa Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda, inscrita no CNPJ nº 05.214.228/0001-06 e inscrição estadual nº 200924095.”

No parágrafo único justifica a decisão tomada pelo prefeito Allyson Bezerra (Solidariedade): “A reversão de que trata o caput deste artigo decorre do descumprimento da finalidade da doação”.

Leia também: Porcellanati cai em sua própria armadilha e não volta a funcionar.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Depois contaremos detalhes de bastidores dessa história de vigarice que está longe de seu fim. Aguarde e tape as narinas preventivamente.

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Porcellanati cai na sua própria armadilha e não volta a funcionar

Por William Robson

Mesmo com a promessa de nova retomada Porcellanati, as operações não recomeçaram. E não há mais tempo. O prazo final termina nesta quinta-feira (4),  e foi apresentado pela própria direção da empresa. Ou seja, a empresa ofereceu novo prazo para reabertura e não conseguiu cumprir o calendário que ela mesma estipulou.

Porcellanati é uma das maiores fraudes cometidas contra o povo de Mossoró com apoio de setores igualmente criminosos da política (Foto: arquivo)
Porcellanati é uma das maiores fraudes cometidas contra o povo de Mossoró com apoio de setores igualmente criminosos da política (Foto: arquivo)

As operações não foram reativadas. Sequer a ligação de gás natural para funcionamento da unidade também. Para justificar a retomada, a Porcellanati contratou em torno de 40 funcionários, mas a quantidade é bem inferior à necessidade da indústria para que funcione plenamente.

Acredita-se que, sob esta condições, a previsão é de que o empreendimento não retome suas atividades nem se fosse até o final deste mês.

Em outubro deste ano, a Prefeitura de Mossoró publicou no Jornal Oficial de Mossoró (JOM), processo administrativo tratando sobre a reversão de doação de terreno, que foi iniciado em 2015. Os detalhes sobre o pedido para retomada do terreno foram analisados pelo site WILLIAM ROBSON.

A rigor, a Porcellanati não está funcionando desde 2014. No ano seguinte, a Prefeitura pediu o terreno, mas nas promessas de retomada, a situação foi levada com a barriga por seis anos. Nem a nova promessa não cumprida deve impedir a Prefeitura de Mossoró a pedir o terreno o quanto antes. Há propostas para a instalação de outras empresas no local, gerando em torno de 600 empregos inicialmente, sendo uma fábrica de beneficiamento de castanha e uma indústria de premoldados.

O fato de a Porcellanati continuar na cidade desde 2014 sem qualquer serventia foi favorável para estratégias de gestões municipais anteriores para fins eleitoreiros. Na última das investidas, centenas de mossoroenses se aglomeram em longas filas formadas na tentativa de conseguir uma vaga de emprego, em 2018, durante a gestão de Rosalba Ciarlini.

A Porcellanati, ao não cumprir o seu próprio prazo, e montando uma estrutura como pretexto para permanecer no local, tenta emplacar nova esperança de que estaria no seu deadline funcionando a todo vapor. Claro, isso é mais uma promessa.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Se existe alguém que desde o princípio, desde sempre, afirmou categoricamente que tudo não passava de vigarice (outra, mais uma, novamente), fui eu. Essa corriola, com o suporte de gente influente do RN, tenta segurar patrimônio que não lhe pertence a qualquer custo, para adiante levantar mais alguns milhões em bancos públicos.

Está passando da hora de botarmos esse magote de vigaristas para correr. Vaza. Já temos pilantras demais por aqui, inclusive políticos que os ajudam sem aparecer. Paguem os milhões que devem ao setor financeiro, ex-empregados, prestadores de serviços e comércio local.

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Prefeitura pede informações sobre documentos desaparecidos

Investigação, auditoria, detetive, apuração, lupaO ex-secretário municipal do Desenvolvimento Econômico de Mossoró Layrinho Rosado Neto (PSDB), “Lahyrinho”, tomou ciência nessa quinta-feira (27), de forma oficial, do desaparecimento de documentos relativos a processo de reversão de doação de terreno à empresa Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda (Grupo Itagrês).

A nova gestão municipal determinou a restauração de autos do processo administrativo de n° 2015/035, que trata da retomada do imóvel localizado às margens da BR-304, saída para Fortaleza, no Distrito Industrial do município.

Porém, boa parte dos documentos oficiais não foi localizada. Sumiu. Só foram encontradas cópias de parte do processo original, das páginas 02 a 58.

O secretário atual dessa pasta, professor e economista Franklin Figueira, solicitou que no prazo de 48 horas o seu antecessor no cargo ofereça informações que colaborem para elucidação desse mistério.

Leia também: Prefeitura abre processo para recuperar terreno doado à Porcellanati.

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Indústria tem máquinas removidas para poder pagar credor

Para quem quiser ver, mesmo a distância, basta passar na BR-304 no sentido Fortaleza (CE) ou Tibau (RN), Distrito Industrial de Mossoró, que está em curso a remoção de maquinário da indústria Porcellanati Revestimentos Cerâmicos Ltda. (Grupo Itagrês).

Parte do maquinário está sendo retirado, para cobrir dívida com credores; indústria foi fechada em 2014 (Fotomontagem BCS)
Parte do maquinário está sendo retirada, para cobrir dívida com credor; indústria foi fechada em 2014 (Fotomontagem BCS)

No último dia 26 de março (veja AQUI), nossa página postou matéria especial sobre mais essa etapa da vã promessa de reabertura da fábrica.

Conforme decisão judicial, serão retirados alguns equipamentos da fábrica unidade do Nordeste para atender um credor não sujeito à RJ (Recuperação Judicial). A empresa estará acompanhando este processo para que nenhum dano seja causado à fábrica e ajustará suas estratégias para garantir a continuidade do seu Planejamento“, comunicou laconicamente o grupo controlador dessa indústria, em Tubarão (SC), quando provocado pelos ex-trabalhadores a dar informações sobre a retirada de equipamentos imprescindíveis.

Engodo empresarial e político-eleitoral

A Porcellanati começou a funcionar em dezembro de 2009, com investimento de R$ 120 milhões, sendo R$ 51 da Sudene, R$ 21 milhões do Banco do Nordeste e o restante de outras fontes. Paralisou atividades em abril de 2014 e chegou a prometer que reabriria produção em janeiro de 2018 (veja AQUI). Na campanha eleitoral do mesmo ano veja AQUI), não faltou até mesmo promessa de criação de cerca de 500 empregos. Puro engodo empresarial e político-eleitoral.

Agora denominada “TB Nordeste Indústria e Comércio de Revestimentos S/A”, essa indústria coleciona também um rastro de dívidas com ex-trabalhadores, fornecedores e prestadores de serviço.

Se já era difícil ser retomada sua atividade regular com maquinário, sem parte dele, mais ainda.

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