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STF tenta trazer de volta ao país dois parlamentares fugitivos

Ramagem fugiu para os EUA (Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo)
Ramagem fugiu para os EUA (Foto: Lula Marques/Agência Brasil/Arquivo)

Do Canal Meio e outras fontes

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou mais uma tentativa de trazer de volta ao Brasil parlamentares condenados que fugiram do país. Nesta segunda-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou a abertura do processo de extradição do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado no núcleo central da trama golpista. O pedido foi encaminhado ao Ministério da Justiça, responsável por formalizar a solicitação aos EUA. Ramagem teria se mudado em setembro para um condomínio de luxo na Flórida, de onde gravava vídeos e votava remotamente na Câmara com apoio de atestado médico.

A documentação exigida para a extradição deve detalhar o crime, identificar o condenado e incluir cópias das normas aplicáveis, com tradução oficial para o inglês. Outro processo de extradição em andamento é o de Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália desde julho após fugir do Brasil. Semana passada, ela renunciou ao mandato federal (veja  AQUI). Condenada pelo STF, Zambelli terá nova audiência no dia 18. O Ministério Público italiano já opinou a favor da extradição e pediu informações sobre o sistema prisional brasileiro. (Folha)

Ramagem fugiu do Brasil com o apoio de uma rede de garimpeiros que operam no Norte do país e na Guiana. O deputado federal deixou o Brasil clandestinamente em setembro, atravessando a fronteira com a Guiana antes de embarcar de Georgetown para Miami, onde permanece. A rota foi confirmada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A declaração ocorreu após a PF prender, em Manaus, Celso Rodrigo de Mello, filho do garimpeiro Rodrigo Cataratas, suspeito de auxiliar na fuga do parlamentar. A ordem de prisão foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Segundo Rodrigues, o grupo investigado “teria facilitado a saída clandestina” de Ramagem. (Metrópoles)

Alexandre Ramagem disse que só considera renunciar ao mandato caso consiga asilo político nos Estados Unidos, segundo informou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). Até lá, segundo ele, o parlamentar não pretende deixar o cargo, mesmo que sua cassação seja levada ao plenário nesta semana. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que pautará o processo, mas o PL tentará adiar a análise enviando o caso para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). (g1)

Daniela Lima: “Hugo Motta está entre a cruz e a caldeirinha no caso de Alexandre Ramagem. Ele pode matar no peito e assinar a canetada, cassando o mandato. Se colocar o caso em votação, pode ver se repetir o que aconteceu com Carla Zambelli e ser interpretado como um segundo ato de desrespeito ao Supremo Tribunal Federal”. (UOL)

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Deputada Carla Zambelli é presa na Itália e poderá ser extraditada

Zambelli tenta cumprir pena na própria Itália (Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados/Arquivo)
Zambelli tenta cumprir pena na própria Itália (Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados/Arquivo)

Do Terra e outras fontes

A Polícia Federal informou que a deputada Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália na tarde desta terça-feira, 29, será submetida ao ‘processo de extradição’. A parlamentar estava foragida no exterior desde que foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em maio passado, a 10 anos de prisão.

Zambelli foi localizada pela polícia italiana em um apartamento em Roma. Ao portal Terra, interlocutores da deputada confirmaram a prisão, mas adotam a versão de que foi ela quem procurou a Justiça italiana para se entregar.

Em nota, a PF revelou os próximos passos após a prisão de Zambelli: “A presa era procurada por crimes praticados no Brasil e será submetida ao processo de extradição, conforme os trâmites previstos na legislação italiana e nos acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário”.

Ainda segundo a agência, a prisão da parlamentar foragida é ‘resultado de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal, a Interpol e agências da Itália’.

O STF solicitou à Itália a extradição da deputada para que a pena seja cumprida no Brasil — por isso, Zambelli teve a prisão cumprida em Roma. No entanto, a Justiça italiana deverá analisar o caso e, então, decidir se a deputada, que possui cidadania italiana, será extraditada.

O caso

A Primeira Turma do STF condenou Zambelli, de maneira unânime, a dez anos de prisão e à perda do mandato parlamentar. A decisão, divulgada em 14 de maio, se deu no âmbito da investigação que apura a invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

De acordo com a acusação do Ministério Público, Zambelli coordenou a invasão aos sistemas do Poder Judiciário com o objetivo de manipular dados oficiais, incluindo a emissão de um mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

O hacker Walter Delgatti Neto, por sua vez, seria o executor direto da ação criminosa, que teria ocorrido entre agosto de 2022 e janeiro de 2023. Ele está preso.

Além da pena de prisão em regime fechado, a deputada foi condenada à perda do mandato e ao pagamento de indenização, por envolvimento na invasão do sistema do CNJ e pelo crime de falsidade ideológica.

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Márcio Rangel retorna à Europa para tocar na Itália

Banner de divulgação de turnê (Reprodução do BCS)
Banner de divulgação de turnê (Reprodução do BCS)

Nos dias 17, 18 e 19 de julho, o violonista e compositor brasileiro Márcio Rangel se apresenta em três locais emblemáticos na região Toscana, Itália. Atende a convite do Siena Guitar Festival e das prefeituras de Siena, Colle Val d’Elsa e Monteriggioni.

No dia 17 de julho, Rangel se apresenta na Fortaleza Medicea de Siena, uma das cidades mais icônicas da Itália, declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, conhecida por sua arquitetura gótica, sua tradição cultural e pelo famoso Palio de Siena.

No dia 18 de julho, o concerto será na Piazza del Duomo em Colle Val d’Elsa, cidade medieval conhecida como a “cidade do cristal”. Com vista para as colinas toscanas, Colle combina história, arte e tranquilidade.

No dia 19 de julho, o espetáculo acontece no majestoso Castelo de Monteriggioni, uma das fortificações medievais mais bem preservadas da Europa. Cercado por muralhas do século XIII, o castelo carrega séculos de história.

Técnica

Rangel, com raízes mossoroenses, e uma profunda ligação com a Toscana, tem mais de três décadas de carreira e é reconhecido por seu estilo singular de tocar: canhoto que utiliza o violão invertido, criando uma sonoridade própria e expressiva.

Sua música já foi apresentada em diversos festivais na Europa, onde trabalhou por longos anos. Conquistou reconhecimento por sua linguagem musical refinada, que une sofisticação técnica e profundidade emocional.

Instagram: @sienaguitarfestival | @marciorrrangel

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Bispo emérito de Mossoró tem problemas de saúde e adia retorno

Dom Mariano participa de última festa, como bispo, em Mossoró (Foto: Igor Melo)
Dom Mariano foi o sexto bispo da Diocese de Mossoró (Foto: Igor Melo/13/12/2023)

Bispo emérito da Diocese de Santa Luzia de Mossoró, Dom Mariano Manzana, de 77 anos, planejava retornar ao Brasil, após acompanhar familiares por conta da morte do irmão e cunhada dele na Itália.

Entretanto, problemas de saúde adiaram esse desejo.

Dom Mariano chegou a ser internado com embolia pulmonar, após falta de fôlego na respiração.

No momento, ele se recupera em uma casa de apoio.

“Mesmo fora do hospital, estou seguindo uma terapia com anticoagulante leve e prolongada no tempo para não abrir espaço a eventuais hemorragias. Resta uma imensa saudade das pessoas com eventos que constituem o caminho normal da comunidade de fé. Estou oferecendo esta saudade para o bem da nossa Diocese, do Seminário e de quem mais presida. Deus abençoe a todos. Peço uma prece”, escreveu o bispo emérito em suas redes sociais.

Dom Mariano foi o sexto bispo da Diocese de Santa Luzia de Mossoró, entre os anos de 2004 a 2023, quando renunciou ao cargo por idade.

Ele foi sucedido por Dom Francisco de Sales, atual bispo de Mossoró, empossado em fevereiro de 2024.

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STJ decide mandar ex-jogador Robinho para a prisão; cabe recurso

Robinho jogava na Itália quando houve registro do que está nos autos do processo (Foto: ADM Divulgação)
Robinho jogava na Itália quando houve registro do que está nos autos do processo (Foto: ADM Divulgação)

Do Canal Meio e outras fontes

Por 9 votos a 2, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou ontem a sentença italiana que condenou o ex-jogador de futebol Robinho a nove anos de prisão por estupro coletivo de uma jovem albanesa, em uma boate de Milão, em 2013. A maioria dos magistrados acompanhou o entendimento do relator Francisco Falcão, de que a sentença europeia cumpriu todos os requisitos legais e procedimentais brasileiros, podendo ser executada aqui.

Os ministros decidiram que a pena deve ser cumprida imediatamente e a Justiça Federal de Santos deve executá-la em até 48 horas. Mas o jogador ainda pode recorrer da decisão no próprio STJ e no Supremo Tribunal Federal. Além disso, para mantê-lo em liberdade, sua defesa já anunciou que pedirá um habeas corpus. Robinho foi condenado em 2017 e o caso foi encerrado, com trânsito em julgado, em 2022. (UOL)

Daniel Alves

Já a Justiça espanhola aceitou ontem, o pedido da defesa de Daniel Alves para que o jogador aguarde em liberdade o julgamento de seu recurso da condenação a quatro anos e meio de prisão por estupro.

O tribunal de Barcelona estabeleceu o pagamento de uma fiança de 1 milhão de euros (R$ 5,46 milhões), apreendeu os passaportes brasileiro e espanhol do jogador e determinou que ele mantenha distância de um quilômetro da denunciante, que também vive na cidade. (ge)

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Bispo emérito vai viajar à sua terra natal após Páscoa

Dom José Freire (esquerda) passou episcopado em 17 de outubro de 2004 para dom Mariano (centro) no adro da Catedral de Santa Luzia (Foto: Arquivo da Diocese e do BCS)
Dom José Freire (esquerda) passou episcopado em 17 de outubro de 2004 para dom Mariano (centro) no adro da Catedral de Santa Luzia (Foto: Arquivo da Diocese e do BCS)

Dom Mariano Manzana, bispo emérito da Diocese de Mossoró, substituído no último dia 17 de fevereiro por dom Francisco de Sales (veja AQUIAQUI), tem planos para voltar à Itália após a Páscoa (31 próximo) deste ano.

Mas, que fique claro: não será uma travessia em definitivo.

Vai ao reencontro de irmãos, outros familiares e amigos em sua terra natal – Mori, na região de Trentino-Alto Ádige na Itália.

Seu lugar é por aqui mesmo.

Manzana foi o sexto bispo da Diocese de Mossoró, episcopado com mais de 19 anos. Sua nomeação aconteceu em 15 de junho de 2004 e sua ordenação no bispado em 5 de setembro do mesmo ano, em Trento, na Itália. A posse no adro da Catedral de Santa Luzia foi logo depois, em 17 de outubro. Recebeu o báculo (do latim baculus, cajado), símbolo do pastoreio, do antecessor – dom José Freire de Oliveira Neto.

No dia 13 de outubro de 2022 (data de seus 75 anos de idade), ele enviou carta de renúncia do seu episcopado ao Papa Francisco – veja AQUI, procedimento padrão e obrigatório, conforme o Código Canônico da Igreja Católica.

Seu legado à toda circunscrição eclesiástica da Diocese de Mossoró com 56 municípios, mais de 900 mil católicos, numa área de 18 847 km² e 39 paróquias, é um acervo de grande importância evangelizadora e organização institucional.

Conheça AQUI biografia resumida de Dom Mariano Manzana.

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Muito místico

Por Marcelo Alves

A bela comuna de Orvieto, com seus pouco mais de 20 mil habitantes, está a cerca de 100km de Roma. Fica na Umbria, “a mais mística das regiões italianas”, foi o que me disse a também bela Francesca, minha professorinha de italiano na Divulgazione Lingua Italiana – DILIT de Roma. “Você deveria conhecer. Eu amo”, completou a minha insegnante, num tom que devaneei como dúbio entre sugestão e convite. Tudo isso – e o que vem a seguir – aconteceu no já distante ano de 2013, desde já eu registro.

Orvieto tem cerca de 20.692 habitantes e conservas aspectos medievais (Foto: Web)
Orvieto tem cerca de 20.692 habitantes e conservas aspectos medievais (Foto: Web)

Acabei indo a Orvieto, numa expedição arranjada pela minha escola de italiano, a citada DILIT, sem Francesca, mas com dois frades Premonstratenses, ordem fundada em 1120 por São Norberto (1075-1134), ambos chilenos, que também estavam em Roma para aprender o idioma de Dante Alighieri (1265-1321). Eram místicos. Embora não na forma de “mistério” que eu inicialmente esperava, confesso.

Como consta do meu surrado “Guia Visual Folha de São Paulo – Itália” (PubliFolha, 1998), “qualquer que seja o ângulo que se escolha para admirar Orvieto, ela se revela uma linda cidade. Sobre um platô, a 300 metros de altitude, tem a seus pés uma planície coberta de vinhedos. Em seu centro histórico, ressalta-se o Duomo, uma das mais grandiosas catedrais gótico-românicas da Itália”. Bela e mística, Francesca tinha razão.

De toda sorte, duas coisas me marcaram nessa excursão a Orvieto. Duas experiências “místicas”, uma de fundo milenar e outra contingencial, mas também deliciosa para mim.

Orvieto é uma cidade muito antiga. Do tempo dos etruscos, dizem. O nome Orvieto seria até uma corruptela de Urbs Vetus (ou “cidade antiga”, em latim). Foi abandonada, destruída e reconstruída através dos séculos. Ademais, seu subsolo é feito de tufo, um tipo de rocha vulcânica muito maleável. E o fato é que, já no século XX, foram redescobertas inúmeras cavidades/edificações no subsolo de Orvieto. Coisas milenares até. Para lá de mil. Por toda a cidade. E a aventura mais interessante ali é, sem dúvida, descer por uma “Orvieto Subterrânea” (o nome já diz tudo), o que se faz por um acesso na praça da Catedral. Foi uma experiência claustrofóbica, mas também – e talvez até por isso – mística. Muito mística.

A segunda revelação em Orvieto foi contingencial. Uma coincidência, diriam os céticos. Lembro-me de que, ao sair dos subterrâneos para flanar pelas ruelas da cidade, acabei topando com uma livraria que vendia suas obras num beco, por detrás de um pórtico antigo. Passei por aquele pórtico à procura de Andrea Camilleri (1925-2019) e do seu detetive Salvo Montalbano, que me interessavam na ocasião.

Mas, por apenas 99 centavos de euro, restei achando Marcelo Simoni (1975-) e sua então recentíssima novela “I soterranei della cattedrale” (“Os subterrâneos da catedral”, no nosso idioma), numa edição de bolso da Newton Compton Editori de 2013. Não conhecia o meu xará, que depois vim a descobrir ser autor de maravilhas como “Il mercante di libri maledetti” (“O mercador de livros malditos”) e “La biblioteca perduta dell´alchimista” (“A biblioteca perdida do alquimista”), entre outros títulos. Essa temática é tudo. É mística.

Na minha edição de “I soterranei della cattedrale” consta: “Urbino, 1789. O cadáver do professor Lamberti, docente de filosofia à universidade, é encontrado no interior da catedral. A hipótese é que tenha caído do andaime posto para reconstrução da cúpula, destruída por um terremoto. Mas Vitale Federici, o seu aluno mais brilhante, intui imediatamente que há naquela morte algo não esclarecido. Inicia então a sua investigação pessoal sobre os últimos dias de vida de Lamberti, até que vem a conhecer um fato desconcertante: o homem estava na trilha de um antigo templo dedicado às ninfas, escondido no subsolo da cidade. Vitale se apaixona imediatamente pelo mistério, mas a busca o coloca logo defronte a uma inquietante verdade: Lamberti deve ter sido assassinado. Mas por quem? Tantos são os suspeitos, e todos têm interesse em ter Vitale longe de um segredo que não deve ser revelado…”.

Comprei um livro e ganhei o seu cenário. Vi as imagens, vivas, quase reais. Misturei Orvieto com Urbino, por sinal também uma comuna edificada em um platô, embora já na região italiana do Marche.

Esse livro doravante me acompanhou na minha estada em Roma. Enfronhei-me nas estórias e nos romances como se protagonista fosse. E até vi Francesca me transportar para Urbino, desta feita sem dubiedade. Foi místico. Muito místico mesmo.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Medo e morte devido a Covid-19 devem se alongar bastante

Do Canal Meio

A Inglaterra vai permitir que as academias de ginástica abram no próximo dia 25. Quase quatro meses após o repentino início da quarentena no país, em 23 de março.

Restaurantes estão praticamente vazios na Itália e proprietários seguem com entrega delivery (Foto: Menu)

Nova York, que está fechada desde 1º de março, não pretende reabrir suas escolas quando as férias de verão terminarem, em setembro.

Bali, que vive do turismo internacional, já está se agitando para reabrir suas fronteiras. Em outubro. Talvez.

Milão, o epicentro da pandemia na Itália, já permitiu que os restaurantes abram. A maioria escolheu permanecer entregando, sem receber os clientes. Os abertos estão vazios — poucos vão.

Em toda Europa, nos restaurantes, este vazio se repete.

O mais provável é que tenhamos de conviver com o novo coronavírus por uns anos.

Pelas contas do Massachusetts Institute of Technology (MIT), 90% da população mundial ainda estará vulnerável à contaminação no primeiro semestre de 2021 e algo entre 1,5 e 3,7 milhões de pessoas terão morrido.

Claro: é possível que uma das vacinas sendo testadas dê certo. Não é impossível. Mas não costuma ser tão rápido.

Possivelmente lidaremos com um abrir e fechar durante um tempo.

Leia também: O presente e o futuro de um setor importante.

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Um inimigo invisível e sua força há mais de um século

Por José Edilson de A. G. Segundo

Era 1918. Nessa época, estava em curso, em seu quinto ano, a Primeira Guerra Mundial. Iniciada em 28 de julho de 1914, também conhecida como Grande Guerra foi um conflito global concentrado na Europa e que envolvia as maiores potências mundiais. Divididas em dois grandes grupos: de um lado, Reino Unido, França e Rússia, formado em 1882, e denominado de Tríplice Entente; e, no campo oposto, Itália, Alemanha, Áustria e Hungria, constituído, em 1907, a denominada Tríplice Aliança. A Itália migraria para o outro grupo em 1915.

Inspetoria de Higiene do Estado de SP fazia orientação parecida com as de hoje (Reprodução: Site Migalhas)

O Brasil também participou, enviando para os campos de batalha enfermeiros e medicamentos para ajudar os países componentes da Tríplice Entente. A “Grande Guerra” chegou ao fim em 11 de novembro de 1918, com vitória dos aliados da França e grande derrota da Alemanha.

Ainda em janeiro de 1918, surgiu uma outra batalha igualmente devastadora, a “gripe espanhola”. O termo “espanhola” não faz referência à suposta origem da doença, mas sim ao fato de que a imprensa espanhola ficou conhecida por divulgar as notícias dela pelo mundo. A explicação para isso tem relação direta com a Primeira Guerra Mundial.

A gripe espanhola afetou todos os continentes e teve um forte impacto nos países que lutavam na Primeira Guerra Mundial. Por conta desse conflito, era necessário que as informações da doença fossem escondidas de forma a não prejudicar o moral dos soldados, não criar pânico na população e nem passar imagem de fraqueza para o adversário.

Assim, as notícias dessa gripe letal eram censuradas em grande parte dos países europeus. A Espanha, no entanto, não participava da guerra, e sua imprensa tinha liberdade para falar da doença. Isso fez com que a cobertura espanhola ficasse conhecida no mundo, e a pandemia passou a ser nomeada como “gripe espanhola”.

Também chamada de “gripe de 1918”, era causada por um inimigo invisível, invasor e oportunista: o vírus influenza. Disseminada rapidamente, logo se transformou numa pandemia. Uma violenta mutação do vírus da gripe veio a bordo do navio Demerara, procedente da Europa.

Em setembro de 1918, sem saber que trazia o vírus, o transatlântico desembarcou passageiros infectados no Recife, em Salvador e no Rio. No mês seguinte, o país todo estaria submerso naquela que até hoje é considerada a mais devastadora epidemia da sua história.

Nem o presidente da República foi poupado. Rodrigues Alves, eleito em março de 1918 para o segundo mandato, contraiu a temível gripe e não tomou posse. O vice, Delfim Moreira, assume interinamente em novembro, à espera da cura do titular. Rodrigues Alves, porém,este faleceu em 14 de janeiro de 1919 no Rio de Janeiro, então capital da República.

De forma indireta, a gripe espanhola plantou a semente do Ministério da Saúde, que foi criado em 1930.

Em Mossoró, a gripe espanhola apavorou uma grande parcela da população, no período de 8 de outubro de 1918 a janeiro de 1919. De uma população estimada em 16.000 habitantes, em 1917, 6.000 pessoas contraíram a doença, ocasionando 60 mortes. Ao resultado, deve ser acrescidas às precárias condições sanitárias, em uma cidade sem saneamento básico.

Na época, o Presidente da Intendência (Prefeito, nos dias atuais), era Jerônimo Rosado (1861-1930). O serviço clínico ficou a cargo de seu colega de Intendência, o médico Antônio Soares Júnior, por sinal, o primeiro mossoroense a se formar em Medicina.

Foi criado um hospital de emergência (de campanha), o São Sebastião, que prestou serviços essenciais.

Jerônimo: gripe (Foto: reprodução)

Um século depois, surgiria outra doença viral, mais precisamente em 31 de dezembro de 2019, na China, causada por um vírus com formato de coroa. Por essa razão, ficou conhecido como coronavírus, originando a terrível enfermidade Covid-19. Em poucos meses se transformou em pandemia.

No Brasil, os primeiros casos de Covid-19 foram registrados em 25 de fevereiro de 2020. No RN, o primeiro caso foi registrado no dia 12 de março. Nove dias depois, dia 21 de março, Mossoró apresentava o primeiro caso. Uma semana depois, Mossoró registrava o primeiro óbito do Estado.

Com pouco mais de um mês, Mossoró, até o momento, é a cidade com maior número de óbitos do Estado: 6; e a segunda com número de casos: 65. Os números não parecem ser por acaso. A proximidade com o estado do Ceará, onde faz divisa, pode agravar a situação. E, talvez, o maior risco seja decorrente da população que resiste, em grande parcela, ao isolamento social.

A pandemia Covid-19 preocupa bastante. O isolamento social é a melhor estratégia para conter a propagação dessa temível enfermidade. Precisamos lutar juntos para vencer. A vida vencendo a morte. Por isso, em defesa da vida, por ela e mais nada, fique em casa.

* Texto dedicado aos profissionais da saúde, em especial, aos Fiscais de Vigilância Sanitária da Prefeitura de Mossoró, do qual, com grande honra, faço parte.

José Edilson de A. G. Segundo é biólogo, servidor público municipal e escritor

A distância entre a ciência e a estupidez

A estupidez politiqueira, da direita à esquerda e vice-versa, não permite diálogo sério sobre a pandemia no Brasil. Poucos se propõem a conversar com equilíbrio sobre problema planetário que chegou a nós. Por isso tanta desinformação intencional ou não.

Para mim, sempre foi óbvio que a grande ameaça não é a letalidade da Covid-19, se comparada à Gripe Espanhola e outras pandemias. Está em questão a falta de estrutura de saúde para suportar levas de infectados. Isso ocorre aqui, nos EUA, Itália, Inglaterra.

Está claro que se houver contaminação em massa, o já esgotado SUS e rede privada implodem. Exemplo: o Tarcísio Maia em Mossoró está montando 20 leitos (10 entraram em utilização ontem). Se mantiver demanda normal, como dividir esse leitos com motociclistas quebrados e pacientes infectados?

Se um imbecil tem tanta certeza que a estupidez é mais sólida do que a ciência, por que defende fim do confinamento social e ao sair às ruas usa máscaras? Se não há temor, por que esconde os pais num quarto e não deixa seus filhos saírem de casa?

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Pandemia tem menor número de mortos desde março

Jornalista residente na Itália, onde atua profissionalmente, Thaís Cunha faz um balanço da pandemia do coronavírus no país, um dos mais atingidos no mundo.Segundo ela, os números cederam mais. Mesmo assim, já chegaram a 15.887 óbitos desde 19 de março.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, onde tem ocorrido um sério crescimento da pandemia, em 24 horas houve registro de mais 18.906 caos, com 9.441 mortos.

Brasil

No Brasil, neste domingo, dados oficiais apontaram até o fim da tarde, o total de 486 óbitos. São 11.311 casos oficiais em todo o país.

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Da guerra

Entre muitas semelhanças, há uma profunda diferença entre Itália e Brasil na luta contra o coronavírus: eles estão unidos.

Nós, em guerra.

Somos um país fragmentado, rachado pelo ódio e em disputa pelo poder.

Saúde é assunto subalterno para alguns dos principais atores.

A Itália lembra-me campanhas de César na Gália, líder personalista.

Mas hoje, sua gente é guia do próprio destino. Em vez de Vercingetórix e gauleses, derrotarão o Covid-19, mesmo com sérias baixas.

E nós?

Não somos uma nação, seremos estatística.

Morrer gente é normal.

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Prefeito comanda volta ao trabalho; 4.474 pessoas já morreram

Do jornal O Estado de Minas

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconheceu, nesta quinta-feira (26/3), que errou ao apoiar a campanha “Milão não para”, que, lançada há exatamente um mês, estimulou os moradores da cidade a continuar as atividades econômicas e sociais, mesmo com a pandemia do novo coronavírus.

Campanha desencadeada por executivo fomentou quebra do isolamento (Foto: reprodução BCS)

No início da divulgação da hashtag na internet, em 26 de fevereiro, a Lombardia, região setentrional da Itália, tinha 258 pessoas infectadas pelo vírus. O país inteiro contabilizava 12 mortes.

Hoje, Milão é a província da Itália mais atingida pela Covid-19, registrando 32.346 casos de pessoas contaminadas e 4.474 óbitos, de acordo com balanço da Defesa Civil divulgado nesta quinta-feira, 26 de março. Em termos quantitativos, a cidade abriga 40,1% da população italiana acometida pela doença, representando 54,4% das mortes no país.

Erro

“Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título #MilãoNãoPara (#Milano non si ferma). Eram 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente errado”, reconheceu Giuseppe Sala, em entrevista a uma emissora italiana.

“Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas”, afirmou.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Ao trabalho: Governo Federal faz campanha contra o isolamento.

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Pacote de R$ 750 bilhões é preparado para irrigar economia

Do Canal Meio e Blog Carlos Santos

O ministro Paulo Guedes está trabalhando em um pacote que somará R$ 750 bilhões para enfrentar o impacto econômico do novo coronavírus. Parte deste dinheiro já havia sido anunciado — são medidas como liberação de depósitos compulsórios do Banco Central, reforço no Bolsa Família e antecipação de 13º dos aposentados.

Temor do governo federal e, do mundo afetado, é que a onda seguinte seja ainda mais catastrófica (Foto Web)

Haverá ajuda do governo para que micro e pequenas empresas mantenham seus empregados — em alguns casos, o Estado poderá arcar com até 100% dos salários. Em grande parte, não é dinheiro novo, apenas adiantamentos. (G1)

A Câmara dos Deputados aprovou, ontem um projeto que destina R$ 600 a toda pessoa que comprovar não ter renda, por pelo menos três meses. Mães que comandam sozinhas famílias podem receber duas cotas, totalizando R$ 1.200. Ainda será preciso passar pelo Senado. (Poder 360)

Nas contas do governo, o benefício atingirá 24 milhões de pessoas. A campanha Renda Básica que Queremos, que conta com o apoio de inúmeras empresas e economistas, avalia que pelo menos 77 milhões de brasileiros precisarão de uma ajuda assim.

Os bancos, ah, os bancos!…

Na outra ponta, os bancos estão apertando o torniquete — empresas, de micro a grandes, que os procuram para negociar dívidas, em busca de capital de giro ou empréstimos a longo prazo, estão encarando maior rigidez do que antes da pandemia.

Os mais atingidos são bares e restaurantes, os primeiros a sentir o impacto da crise. A promessa da Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN) era outra. (Folha)

Reino Unido

Na Inglaterra, governo anunciou que vai pagar até 80% dos ganhos dos trabalhadores autônomos. A base de cálculo será a média dos últimos três anos. O limite é de cerca de 2,5 mil libras, algo em torno de R$ 15 mil/mês.

EUA

O Congresso deve aprovar um pacote de estímulo de US$ 2 trilhões nesta quarta-feira, incluindo um fundo de US$ 500 bilhões para ajudar indústrias afetadas com empréstimos e uma quantia comparável para pagamentos diretos de até US$ 3.000 a milhões de famílias norte-americanas. Outras medidas já foram anunciadas pelo Federal Reserve (FED), o Banco Central norte-americano.

Alemanha

Em 23 de março, acertou um pacote de até 750 bilhões de euros; 100 bilhões de euros para um fundo de estabilidade econômica que pode assumir participações diretas em empresas; 100 bilhões de euros em crédito ao banco público de desenvolvimento para empréstimos a empresas em dificuldades; o fundo de estabilidade oferecerá 400 bilhões de euros em garantias de empréstimos para garantir dívidas corporativas sob o risco de inadimplência.

Itália

Foi baixado decreto de emergência no valor de 25 bilhões de euros que suspende o pagamento de empréstimos e hipotecas para empresas e famílias e amplia os fundos para auxiliar empresas a pagarem trabalhadores demitidos temporariamente.

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Um país inteiro de quarentena por pressão do coronavírus

Por Thaís Cunha (Site Calciopédia)

Parece documentário do History Channel. Os marinheiros de Veneza, em tempos de peste bubônica, inventaram a quarentena: chamavam-na Lazareto. O ano era 1347. Para evitar espalhar doenças pelo país, todo mundo que chegava pelo Mediterrâneo era submetido a um isolamento de 40 dias. A inspiração era o tempo de quaresma.

Segundo um breve Google, isso tinha de ocorrer porque “ainda não tinham inventado o antibiótico”. O engraçado é que essa explicação vem, no site da Galileu, como “A bizarra história de 4 ilhas de quarentena“.

Ruas vazias num bairro popular de Milão, na Lombardia, na Itália (Foto: Calciopédia)

A matéria curiosa já está no ar há uma eternidade, desde 2015. Naquele tempo, ninguém conseguiria sequer supor que a Itália inteira seria submetida a uma quarentena. Esta aqui é a minha bizarra história de já estar há 22 dias em casa. E de ter me dado conta, há uns 10 minutos, de que só cheguei à metade do percurso. Eu poderia me sentir um marinheiro de Veneza, me submetendo a um sacrifício em uma ilha deserta, mas a história é meio diferente quando o ano é 2020.

Um dia antes de os jornais falarem que o Covid-19 tinha saído de controle em uma cidade vizinha à minha, eu bebia vinho e comia pizza com umas 50 pessoas depois de ter pego dois metrôs. O clima era de apreensão com a notícia do primeiro contágio perto de Milão. Fez-se fila para lavar as mãos no restaurante.

Com o vinho na cabeça, ensinei uns 20 italianos a dançarem até o chão ao ritmo de Kevinho – Olha a explosão.mp3. Gastei meu italiano, voltei pra casa feliz. Quando a gente já trabalha de casa, ter contato com seres humanos parece sempre uma ocasião especial.

Isolamento

E, então, aconteceu. Eu iria com o meu marido a uma cidade próxima acompanhar Lecco x Pro Patria por uns euros. Aproveitaria para passear. O frio finalmente dava uma trégua. O brasileiro sente uma saudade louca de sol, até os mais vampirões. As cidades da Lombardia foram se fechando aos poucos. Cancelamos o freela, a viagem e, do início da quaresma para frente, a cultura do cancelamento foi longe demais na Itália. Começou pelas aulas, chegou à semana de moda, ao futebol, às missas, à Lombardia e, depois, a todo o país. Já se passaram 528 horas.

Dessas 528 horas, eu chutaria que passei metade na internet. Duvido que quem passasse 40 dias isolado por peste bubônica sequer soubesse o que significa a palavra “bubônica”. Eu gastei um tempo na internet pesquisando.

Papa Francisco: benção à praça vazia (Foto: Calciopédia)

Vem da palavra grega βουβών, que quer dizer “virilha”. Diferentemente da vanguarda da quarentena, eu acredito que meu tempo vai passar mais rápido se eu souber de mais coisas. E que, quanto mais eu souber, menos ansiosa eu vou me sentir. Não é difícil adivinhar como essa história evoluiu.

A quarentena dos anos 2020 vem com uma mistura muito diferente de sensações. Nós, os millennials que trabalhamos além da conta, pensamos “meu sonho um isolamentozinho: vou ler uns livros que queria ler há muito tempo, meditar, fazer ioga, ouvir os podcasts atrasados, escrever o primeiro capítulo do meu livro, assar um bolo, fazer aromaterapia, escalda-pés, ver os filmes do Oscar”.

Barulho sem fim de ambulâncias

Mas o meu isolamento não é tão isolado se eu continuo trabalhando home office normalmente, peguei freelas, ganhei mais de mil seguidores no Twitter falando de coronavírus, o WhatsApp não para, filmo a cantoria da janela e coloco no Instagram, passo muito tempo por dia tranquilizando a família. Desligar de tudo isso dá mais medo que pegar coronavírus.

Quando eu arrisco tirar tudo isso para tentar viver o isolamento dos sonhos, o que sobra é uma versão um pouco mais modernete da quarentena de 1347.

A rua é silenciosa, exceto pelo barulho sem fim das ambulâncias, preciso preencher um documento se quiser ir ao mercado repor o estoque de vinho, o cenário é exatamente o mesmo todos os dias, eu cozinho todas as refeições, dou faxina, olho as bandeiras pela janela. Ainda faltam 19 dias. 456 horas. Me segue lá no Twitter, vamos conversar.

P.S Blog Carlos Santos – A autora da matéria informa em seu twitter, que só neste domingo (15), “a Lombardia registrou 252 mortos com #coronavirus na região. É como se um avião caísse por dia. Ainda assim, as medidas de isolamento parecem funcionar”.

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Dom Mariano Manzana completará 15 anos de bispado

Na próxima quinta-feira (17), a comunidade católica de Mossoró e de sua Diocese terá bons motivos para comemorações.

Dom Mariano Manzana, 72, sexto bispo de Mossoró, completará 15 anos nesse posto episcopal.

Dom Mariano Manzana e crianças no final da Festa de Senhora Sant'Ana em Luís Gomes (Foto: arquivo/26-07-17)

Ele tomou posse no dia 17 de outubro de 2004, em evento bastante concorrido.

É de 26 de junho de 1973 sua ordenação presbiterial. Foi ordenado bispo em 5 de setembro de 2004 em Trento, na Itália.

Natural de Mori (Itália), Manzana esteve por cerca de  17 anos em Umarizal, como como pároco da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus. Depois deste tempo, ele retornou à Itália para continuar seus trabalhos religiosos e estudos.

Atuou na Diocese de Mossoró de 1977 até 1993 e acabou substituindo no bispado, Dom José Freire de Oliveira Neto, falecido em 10 de janeiro de 2012, aos 83 anos.

A Diocese de Mossoró, circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no Brasil, abrange 56 municípios com 36 paróquias e cobre uma área de 18 847 km². Tem uma população de aproximadamente 1 milhão de pessoas.

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Natal receberá governadores antes de missão na Europa

Governadores estiveram no Piauí hoje (Foto: Assecom PI)

O Consórcio Nordeste (veja mais abaixo ou AQUI) resolveu em reunião nesta quarta-feira (21) em Teresina (PI), que a próxima reunião do colegiado acontecerá em Natal, no próximo mês.

A anfitriã será a governadora Fátima Bezerra (PT), que participou do encontro de hoje. Expectativa é de que os governadores se reúnam em Natal entre os dias 15 e 17 de setembro, durante o encontro Brasil-Alemanha.

A 1ª agenda internacional do grupo de governadores acontecerá provavelmente na segunda quinzena de novembro. A missão deverá manter encontros institucionais e empresariais em quatro países – Espanha, Itália, Alemanha e França – e será encabeçada pelo governador da Bahia e presidente do Consórcio, Rui Costa (PT).

O Consórcio Nordeste irá preparar portfólios com projetos e oportunidades de investimentos na região.

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Terrorista italiano que fugiu do Brasil é preso na Bolívia

Do UOL

O terrorista italiano Cesare Battisti, condenado na Itália por quatro assassinatos na década de 1970, foi detido na Bolívia no sábado (12).

Ele foi detido na tarde de sábado por uma equipe da Interpol formada por agentes italianos e brasileiros enquanto caminhava pela rua na cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra e não ofereceu resistência, segundo fontes do Ministério do Interior da Itália.

A polícia italiana divulgou imagem de Battisti após a prisão na Bolívia (Reprodução)

Segundo Filipe G. Martins, assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, o terrorista deverá ser trazido para o Brasil, “de onde provavelmente será levado até a Itália para que ele possa cumprir pena perpétua, de acordo com a decisão da justiça italiana”.

O governo italiano, porém, enviou à Bolívia um avião com agentes de inteligência. As fontes do Ministério do Interior da Itália, contudo, desconhecem por enquanto se Battisti deverá retornar ao Brasil antes de ser extraditado à Itália, mas acreditam que este é “um ponto que se resolverá nas próximas horas”.

Quatro homicídios

O italiano foi membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), um braço das Brigadas Vermelhas, e foi condenado à prisão perpétua por quatro homicídios entre 1977 e 1979, que ele nega ter cometido. Após décadas foragido na França e no México, Battisti se instalou em 2004 no Brasil, onde permaneceu escondido até sua detenção em 2007 e sempre foi reivindicado com insistência pela Itália.

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou sua extradição em 2009 em uma sentença não vinculativa que deixou a decisão nas mãos do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas este a rejeitou em 31 de dezembro de 2010, último dia de governo do seu segundo mandato.

Sua detenção na Bolívia aconteceu quando estava foragido desde dezembro do ano passado, depois que o STF ordenou sua detenção para extraditá-lo à Itália e o então presidente Michel Temer (MDB) assinou o decreto para isso. O novo presidente Jair Bolsonaro (PSL) também já tinha antecipado sua intenção de extraditá-lo e a notícia da sua detenção foi celebrada pela política italiana.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Padre da Diocese de Mossoró relata inquietação com terremotos

Após desembarcar em Roma (Itália) no início deste mês para nova fase de estudos na Universidade Pontificia Salesiana, o padre Talvacy Chaves (pároco da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, da Diocese de Mossoró, natural de Venha Ver-RN) foi surpreendido hoje por novo terremoto.

O primeiro incidente sísmico já ocorrera dia 26 último. “Em Roma agora, senti minha mesa se mexendo, sensação arrepiante. Esperamos que seja apenas pra testar o coração. Dio mio (Deus meu)”, relatou ele àquele dia.

Fotos de padre Talvacy mostram situação após novos abalos na Itália neste domingo

Neste domingo, ele descreve a inquietação decorrente do novo fenômeno, com texto e fotos postados nas redes sociais. Pronto para o doutorado em Comunicação Social, parece ainda por se acostumar com a terra se mexendo sob seus pés. Leia:

Outro terremoto na Itália.

Foi o maior da minha vida, acima de 6 graus de magnitude. Nas proximidades do terremoto, catedral (foto abaixo) e casas destruídas.

O terremoto me acordou quando comecei a sentir a cama se balançando, como se eu estivesse deitado em uma rede.

Talvacy: apreensão (Foto: arquivo)

Uma sensação apocalíptica.

Eu estava começando a me recuperar do medo do primeiro que senti semana passada, vem outro terremoto muito maior.

Sinceramente, ainda não me acostumei a viver num lugar que a terra geme frequentemente. Sem palavras.

Com o sentimento de impotência diante do fenômeno, resta-nos rezar e estarmos em solidariedade com quem perde tudo e até a própria vida.

Talvacy Chaves.

Saiba mais informações sobre esse terremoto clicando AQUI.

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Uma Copa sem qualquer supertime

Até aqui, não vi nenhum supertime na Copa do Mundo do Brasil.

Nada a encantar e a nos remeter a outros tempos e a legendas do futebol, como Holanda e Alemanha em 74, Brasil de 70, Argentina em 78 etc.

Nem mesmo a Holanda de Robben e Van Persie chega a parecer diferenciada e emblemática.

Seu placar assombroso de 5 x 1 contra a Espanha é algo sui generis. Jogassem dez vezes seguidas, dificilmente algo parecido iria se repetir.

Vendo o jogo em suas minudências e não apenas os gols, observamos que a Espanha esteve a ponto de dilatar o placar de um para dois a zero. A história daquele jogo poderia ser outra.

Argentina é dependente de Messi e tem alguns lampejos de craque de Di Maria, não mais.

Uruguai é uma decepção envelhecida.

A Espanha não está morta.

Alemanha e Portugal veremos hoje.

A França não parece ter aquele “algo mais”.

O Brasil, mesmo dependente de Neymar Júnior, tem futebol e ambiente propício para chegar ao título.

A Itália não deve ser ignorada por sua tradição, conjunto e técnica.

Enfim, mas nenhum super-time até aqui.

Uma copa de muitos gols, alguns lampejos de futebol arte, mas sobretudo sob o império da marcação cerrada e conhecidos atores.

Talvez não tenhamos grandes surpresas na final.

Rosalba conversa sobre Copa do Mundo em Brasília

A Governadora Rosalba Ciarlini (DEM) embarca para Brasília às 13h desta terça-feira, 4, onde cumpre agenda administrativa em embaixadas de três dos oitos países cujas seleções estarão em Natal em junho para participar da Copa do Mundo.

Às 19h desta terça-feira (4), a Chefe do Executivo Estadual será recebida pelo embaixador da Itália, Rafaelle Trombeta, encontro que contará também com a presença do Vice-Ministro das Relações Exteriores daquele país, Mário Giro.

Às 11h desta quarta-feira (5), Rosalba Ciarlini terá uma audiência com o embaixador do Uruguai, Carlos Daniel Amorín Tenconi.

Às 16h30, a Governadora se reúne com o embaixador do Japão, Akira Miwa.

Ainda dentro da agenda administrativa que cumprirá em Brasília, a Governadora terá uma audiência, às 14h30 desta quarta-feira (5), com o Ministro da Integração Nacional, Francisco José Coelho Teixeira.