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Senso de oportunidade…

Por François Silvestre

..não é oportunismo.

Lula é pré-candidato à presidência da República mais uma vez (Foto: PT)
Lula é pré-candidato à presidência da República mais uma vez (Foto: PT)

E esse senso habita em Lula. Oportunismo é o aproveitamento de um fato que não produz qualquer benefício para outrem, só para o oportunista. Ponto.

Veja o “oportunismo” de Lula. Ele declarou que, na Presidência da República, vai desdolarizar os preços dos combustíveis. Retirar dos preços da gasolina, diesel e álcool a vinculação com o preço, em Dólar, do petróleo no mercado internacional. Perfeito.

E explica o óbvio. Os acionistas da Petrobrás, brasileiros ou americanos, não podem ter prioridade de lucros abusivos com dividendos, enquanto os verdadeiros donos da Petrobrás, o povo do Brasil, paga com inflação e sofrimento o lucro dessa gente. Um novayorquino, lá de longe, que nem conhece o Brasil, não é mais importante do que uma dona de casa, brasileira, que vai comprar um quilo de feijão pelo preço de carne por conta do preço da gasolina.

A Petrobrás foi saqueada e esses acionistas continuaram ricos e satisfeitos, na época do petrolão. Antônio Palocci devolveu cem milhões, quanto não terá roubado? Tá solto. Delatou, limpou. Os empresários ladrões envolvidos estão todos soltos.

A Lava Jato deixou de lado a ladroagem pra cuidar de política. Você acha que se Lula estivesse envolvido naquilo teria escapado? Nunca. Foram pegá-lo num tríplex e num sítio. Nenhum dos grandes crimes do esquema teve a digital de Lula. Nenhum.

Agora ele está aí. E ao que parece com respaldo popular. E para desespero dos inimigos, com o senso de oportunidade afiadíssimo.

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Brasil da “Imprensa Golpista” à “Extrema Imprensa”

Em entrevista a Rádio Guaíba (Porto Alegre-RS), Onyx Lorenzoni, ministro da Cidadania, disparou contra parte da cobertura jornalística do país.

Onyx ignora escândalos implodidos por PIG (Foto: Onyx Lorenzoni)

“Nós temos uma extrema imprensa que precisa ser enfrentada”, disse.

Segundo ele, os governos petistas eram ‘protegidos’ pela imprensa para agir conforme queriam.

“Governos petistas tiravam a esperança dos brasileiros e ainda havia uma ajuda para mentir e proteger”, acrescentou.

Nota do Blog – Ministro, a melhor forma de enfrentar a chamada “extrema imprensa” é disparar a verdade.

Em vez de utilizar uma usina de fake news contra quem lhes incomoda, emparede eventuais detratores com transparência.

Em vez de bananas e desaforos, argumentos e diálogo. Não é para temer nem ceder a chantagens. Corretíssimo.

Quanto aos governos petistas, o ministro parece esquecer escândalos como do Mensalão e Lava Jato. Foi essa mesma imprensa que implodiu esses esquemas.

Era rotulada de Partido da Imprensa Golpista (PIG) pelos petistas, que já não a veem assim, por motivos óbvios.

O grande problema do Governo Bolsonaro não é a extrema imprensa ou a oposição, é o próprio destempero e comportamento atrabiliário do presidente e seus meninos. Se ficarem calados uns dois meses, pelo menos, esse país tem tudo para decolar.

Amém!

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Henrique Alves chora durante depoimento a juiz federal

Por Fernanda Calgaro (G1 Brasília)

O ex-presidente da Câmara e ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) chorou nesta segunda-feira (6) ao prestar depoimento, por videoconferência, ao juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira.

Henrique: doação e caixa 2 (Foto: Revista IstoÉ)

Henrique Alves está preso desde junho por suspeita de participar do esquema de superfaturamento das obras da Arena das Dunas, em Natal (RN). O estádio foi construído para a Copa do Mundo de 2014.

O depoimento desta segunda, contudo, foi dado no âmbito da Operação Sépsis, um desdobramento da Operação Lava Jato que investiga um suposto esquema de corrupção comandado pelo PMDB na Caixa Econômica Federal.

Doação eleitoral

Henrique negou qualquer participação no suposto esquema de propina na Caixa em troca da liberação de empréstimos do Fi-FGTS, fundo de investimento administrado pela Caixa que aplica recursos do trabalhador em projetos de infraestrutura.

“Nunca tratei e desafio que apareça vivo alguém para afirmar que eu tratei algum assunto do FI-FGTS”, afirmou.

O ex-presidente da Câmara admitiu, porém, ter recebido doação eleitoral por meio de caixa 2, sem dinheiro não-declarado à Justiça Eleitoral. “Não sei o valor de doações não declaradas”, disse.

Veja matéria completa clicando AQUI.

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PT perdeu sete de cada dez votos obtidos em 2012

Do Congresso em Foco

Além de ter o seu pior desempenho em capitais desde 1985, com apenas um prefeito eleito, e de eleger pouco mais de 250 prefeitos em 2016, o PT perdeu sete de cada dez votos que conquistou em 2012. Em meio à maior crise de sua história, o partido dos ex-presidentes Lula e Dilma somou 7.602.958 votos nos dois turnos da eleição para prefeito.

Quase 70% a menos do que os 24.261.376 obtidos ao final da disputa de 2012. O desaparecimento desses votos resultou na perda da prefeitura de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, de capitais importantes e de grandes cidades em regiões onde a sigla acumulava bons resultados, como o Nordeste e o ABC Paulista.

O partido despencou do primeiro lugar em número de votos para a sexta colocação. A queda do PT coincide com o desgaste provocado pelo agravamento da crise econômica, por denúncias de corrupção contra lideranças petistas, os desdobramentos da Operação Lava Jato e o impeachment de Dilma.

Dilma e Lula aparecem como alvos principais de uma derrota eleitoral acachapante em 2016 (Foto: Roberto Stuckert Filho)

Principal adversário do PT nas últimas duas décadas, o PSDB viu sua votação crescer 11% em quatro anos: saltou de 19.523.898 para 21.733.680. Vice em 2012, foi a mais votada entre todas as siglas em 2016. A legenda vai comandar 24% do eleitorado do país, sete das 26 capitais estaduais, inclusive a paulista, e cidades onde não tinha tradição, como Porto Alegre e São Bernardo do Campo (SP), onde mora o ex-presidente Lula.

Embora tenha sido o partido que mais conquistou prefeituras este ano, a exemplo de 2012, o PMDB, do presidente Michel Temer, perdeu 1.421.667 votos de uma eleição para outra, queda de 7,6%. Ainda assim, os peemedebistas passaram do terceiro para o segundo lugar no ranking de votos conquistados.

Também superaram o PT em número de votos este ano, somados os dois turnos, o PSB, o PSD e o PDT. Os pedetistas foram os únicos da base de apoio de Dilma a ver sua votação crescer: de 7.783.559, há quatro anos, para 8.045.545 agora.

Confira a votação de cada partido a prefeito, em 2012 e 2016, ao final dos dois turnos:

Partido 2012 2016
PSDB 19.523.898 21.733.680
PMDB 18.654.619 17.232.952
PSB 10.357.846 10.283.810
PSD 6.543.039 9.165.019
PDT 7.783.559 8.045.545
PT 24.261.376 7.602.958
PRB 2.672.710 6.160.331
PR 4.231.135 6.092.206
PP 6.131.268 5.891.565
DEM 5.358.556 5.392.747
PTB 4.418.281 3.873.299
Psol 2.826.021 3.752.445
PPS 2.792.847 3.471.471
PV 2.370.199 2.095.621
PCdoB 2.671.328 1.996.308
PSC 2.073.321 1.766.736
SD 1.680.358
PHS 315.515 1.573.832
PMN 564.895 1.502.824
Rede 1.310.607
PTN 347.914 1.100.636
Pros 689.958
PSL 287.112 487.592
PMB 370.125
PEN 286.493
PTC 688.184 268.155
PTdoB 294.938 267.680
PSDC 227.149 211.648
PRTB 402.044 162.215
PPL 146.686 158.650
PSTU 176.336 77.952
Novo 38.512
PCB 45.119 24.501
PCO 4.284 5.689
Total 126.172.191  

124.776.136

 

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Presidencialismo de coalizão e governabilidade no Brasil

Michael Temer deverá chegar ao poder repetindo a fórmula presidencialista de sempre, no Brasil: Toma-lá-dá-cá, máquina inchada, compadrio.

O PT e seus acólitos que sobrarem, claro que vão vociferar. Sem razão.

No poder repetiram a receita e a ampliaram a níveis nunca antes vistos neste país.

“Presidencialismo de coalizão” é jogo semântico. Na verdade, sua essência não é pejorativa. A coalizão é possível e por vezes imprescindível, mas mensalão e Lava Jato são vícios que procuram provar que os fins justificam os meios.

Coalizão é da política. Sinônimo de composição, em nome do interesse público.

Entre nós, vale o eufemismo “espaço”, sinal de escambo sujo. Partidos e políticos querem espaços, ou seja, cargos etc.

E em nome da “governabilidade” vem toda essa sujeira que finalmente o país conhece em suas entranhas.

Bom que se diga: O PT não inventou nada disso, apenas fez uma reengenharia para tornar tudo mais eficiente e abundante, no propósito de se perpetuar no poder “democraticamente”.

Quase dava certo.

Vaccari Neto é o segundo ex-tesoureiro do PT condenado

Ser tesoureiro do PT virou atividade intrinsecamente associada ao crime organizado. Dois condenados a xilindró em poucos anos.

Depois de Delúbio Soares no rumoroso “mensalão”, agora é José Vaccari Neto, na Lava Jato.

Vaccari: desvio de milhões para partido (Foto: Cadu Gomes)

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-diretor da Petrobras Renato Duque foram condenados nesta segunda-feira (21) por envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato. Eles receberam penas de, respectivamente, 15 anos e quatro meses e 20 anos e 8 meses de reclusão.

Na sentença, o juiz federal Sérgio Moro afirma que o petista intermediou o recebimento de 4,26 milhões de reais em propinas acertadas com a Diretoria de Serviços e Engenharia da Petrobras para o Partido dos Trabalhadores. Alguns desses pagamentos foram contabilizados como doações oficiais e de campanha ao partido.

Criminosos

O PT sempre negou qualquer irregularidade, e manteve Vaccari no cargo até sua prisão, em abril. A decisão é de primeira instância, e ainda cabe recurso.

“A lavagem [de dinheiro feita pelo ex-tesoureiro] gerou impacto no processo político democrático, contaminando-o com recursos criminoso”, escreveu Moro na sentença.

Vaccari é o segundo tesoureiro da legenda a ser condenado por envolvimento em escândalo de corrupção: seu antecessor, Delúbio Soares, foi sentenciado em 2012 a oito anos e 11 meses de prisão por sua participação no caso do mensalão.

Agripino vê ligação entre Mensalão e Petrobras com Dirceu

O presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN), disse que a prisão do ex-ministro José Dirceu, na manhã desta segunda-feira (3), deixa clara a ligação entre os escândalos do “mensalão” e do “petrolão’ como práticas do governo petista.

Agripino: "Andar de cima" (Foto: Mariana Di Pietro)

“Esta segunda prisão de José Dirceu estabelece clara ligação entre o mensalão e o petrolão como práticas de governo. Os fatos agora tornados públicos poderão finalmente chegar ao andar de cima. A hora é de apoiar as investigações e confiar na isenção das instituições”, destacou o parlamentar pelo Rio Grande do Norte.

Além de Dirceu, a Polícia Federal (PF) prendeu o irmão dele Luiz Eduardo de Oliveira e Silva e mais cinco pessoas, durante a 17ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco – em alusão ao termo usado pelo empreiteiro Ricardo Pessoa, presidente da UTC Engenharia, para denominar propinas recebidas em contratos.

Propinas

José Dirceu é acusado de receber propinas disfarçadas na forma de consultorias, por meio de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria, já desativada. Dirceu será transferido ainda hoje para Curitiba, sede da Lava Jato.

Segundo a PF, Dirceu foi detido em casa, em Brasília (DF), onde cumpria prisão domiciliar por condenação no mensalão e será transferido ainda hoje para Curitiba, sede da Lava Jato.

O mandado contra ele é de prisão preventiva – por tempo indeterminado. Já Luiz Eduardo de Oliveira e Silva foi detido em Ribeirão Preto (SP) e cumprirá prisão temporária, que tem duração de cinco dias. Desde as 6h, a PF cumpre 40 mandados judiciais, sendo três de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 26 de busca e apreensão e seis de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento.